Por que mulheres vivem mais do que homens, segundo a ciência

Gatos, cães, macacos, humanos… Quaisquer que sejam as espécies, no reino dos mamíferos, as fêmeas tendem a viver mais do que os machos.

No caso dos pássaros, a situação é inversa. Mas por quê?

Um grupo de pesquisadores australianos afirma ter decifrado o mistério: não se trata de sexo, mas de cromossomos.

De acordo com um estudo publicado na quarta-feira pela revista científica Biology Letters, ter duas cópias do mesmo cromossomo está associada a uma vida útil mais longa, sugerindo que a segunda cópia ofereceria um tipo de efeito protetor.

Todas as células contêm cromossomos que carregam longos fragmentos de DNA. Na maioria das espécies, os machos têm um cromossomo sexual menor que as fêmeas: os machos têm um cromossomo X e um cromossomo Y, enquanto as fêmeas têm dois X.

“O sexo com o menor cromossomo realmente tende a morrer antes, em uma ampla gama de espécies”, explica Zoe Xirocostas, coautora do estudo e pesquisadora da Universidade de New South Wales, na Austrália.

Em aves, os machos vivem em média mais tempo, mas isso ocorre porque eles têm dois cromossomos Z, enquanto as fêmeas têm um cromossomo Z e um W.

229 espécies estudadas

Os resultados do estudo mostraram que pessoas com dois cromossomos do mesmo sexo vivem em média 17,6% a mais do que aquelas com dois cromossomos diferentes ou com apenas um.

Segundo os pesquisadores, essas descobertas representam “uma etapa crucial na descoberta dos mecanismos subjacentes que afetam a longevidade” e podem abrir o caminho para encontrar “maneiras de prolongar a vida”.

“Podemos esperar mais respostas ao longo de nossas vidas”, dizem.

A equipe comparou dados sobre cromossomos sexuais e expectativa de vida em 229 espécies de animais, incluindo mamíferos, pássaros, peixes e até insetos.

As espécies hermafroditas e aquelas cujo sexo é influenciado por condições ambientais, como a tartaruga verde (Chelonia mydas), não foram levadas em consideração.

‘Uma cópia de segurança’

Os seres humanos têm 23 pares de cromossomos. O par 23 é conhecido como cromossomo sexual porque é ele que determina o sexo.

Mas se uma mulher herda um gene anormal no cromossomo X de um dos pais, ela tem uma “cópia de segurança”.

“Se você possui uma cópia funcional de um gene, seu corpo a utiliza automaticamente, cancelando a que não funciona”, diz Xirocostas.

Por outro lado, os homens não têm esse “cópia de segurança”.

Portanto, se os homens herdarem um gene anormal no cromossomo sexual, estarão mais expostos a doenças genéticas que podem afetar sua expectativa de vida.

Maior expectativa de vida

As mulheres vivem mais que os homens em todos os países do mundo.

Segundo dados publicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em abril do ano passado, as mulheres vivem pelo menos 1,4 anos a mais que os homens, embora existam regiões em que essa diferença supere 3 anos.

Em alguns países da América Latina, essa diferença é ainda maior.

No México, por exemplo, a expectativa de vida de um homem ao nascer é de 74 anos, enquanto as mulheres podem viver 79,2. No Brasil, a diferença se repete. Segundo o IBGE, a expectativa de vida das mulheres é de 79,9 anos — já a dos homens é de 72,8 anos.

Os números também apontam que as pessoas de países de baixa renda vivem 18 anos a menos, em média, do que aquelas que residem em países mais ricos.

Por exemplo, de acordo com dados da OMS, na Austrália não apenas se vive mais, mas a diferença entre homens e mulheres é menor. Os australianos têm uma expectativa de vida de 81 anos, enquanto as mulheres do país geralmente vivem até 84,8.

Outros fatores também influenciam

Xirocostas explica que, embora este estudo sugira que a ausência de um cromossomo X possa ser um fator genético que pode influenciar a longevidade, existem outros fatores externos que podem interferir de diferentes maneiras, como “comportamentos de risco e acesso à saúde e à nutrição de qualidade”.

A pesquisadora ressalta que as diferenças genéticas são uma causa parcial da discrepância na expectativa de vida entre homens e mulheres, pois os homens também tendem a práticas que diminuem sua vida útil, como fumar mais e procurar atendimento médico com menos frequência do que as mulheres.

Steven Austad, especialista em envelhecimento da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos, que não participou do estudo, classificou-o como promissor.

“Ele desempenha um papel na compreensão das diferenças sexuais quando se fala em longevidade”, disse Austad ao jornal britânico The Guardian.

No entanto, o especialista considera importante ressaltar, assim como o autor do estudo, que a expectativa de vida não depende apenas dos cromossomos sexuais. “Há uma tendência geral, mas com inúmeras exceções”, conclui.

Fonte: BBC

TPM pode ser confundida com depressão

A TPM – a famosa tensão pré-menstrual – faz parte da vida de muitas mulheres. Tem quem ache que TPM é frescura, mas não é. Em algumas mulheres, os sintomas são mais leves, mas em outras, a tensão pré-menstrual pode vir de forma grave.

Tem até mulheres que confundem a TPM com depressão, como explicou a psiquiatra Carmita Abdo no Bem Estar no É de Casa. “Os sintomas, por vezes, são bastante semelhantes. A diferença é que a TPM é algo que aparece cerca de uma semana, cinco, dez dias antes mulher menstruar e depois desaparece. Quando o fluxo começa, os sintomas da TPM começam a desaparecer”.

Já a depressão é a perda do prazer em viver, muitas vezes sem relação com um fato triste. A pessoa perde interesse no que gostava de fazer e em aspectos básicos da vida, dormir, comer.

Sintomas da TPM

Os sintomas podem ser mais físicos ou mais emocionais. Entretanto, em geral eles se misturam.

Físicos

  1. Insônia
  2. Dor de cabeça
  3. Palpitação
  4. Cansaço
  5. Tontura
  6. Inchaço (mama, pernas, abdômen)
  7. Dor nas mamas e pernas
  8. Constipação
  9. Cólicas mais acentuadas por conta da distensão abdominal
  10. Emocionais

    1. Oscilação de humor
    2. Ansiedade
    3. Nervosismo
    4. Humor deprimido
    5. Choro fácil

    Os hormônios são os culpados por todos os sintomas. “Os responsáveis são os hormônios. Eles regulam a concentração e a capacidade da mulher se adequar às mudanças. São eles: progesterona e estrogênio”, explicou a ginecologista Flávia Fairbanks.

    De acordo com Fairbanks, nos ciclos espontâneos (mulheres que não têm bloqueio hormonal induzido por contraceptivos) existe um sobe e desce de hormônios, principalmente nos períodos pré-ovulatório e pré-menstrual.

    Como diminuir os sintomas da TPM?

    Existem medidas higieno-dietéticas que ajudam a diminuir os sintomas e que podem ser feitas por qualquer mulher, como:

    1. Dormir bem
    2. Tomar bastante água
    3. Fazer exercício físico
    4. Alimentação adequada
    5. Evitar o sal

    Estudos mostram que, se a mulher tiver esse controle, a TPM pode ter uma melhora de até 45%.

    Doenças que pioram na TPM

    • Enxaqueca
    • Síndrome do pânico
    • Depressão
    • Bulimia
    • Compulsão
    • Transtorno de ansiedade

      E TDPM?

      A semelhança entre TPM e TDPM (transtorno disfórico pré-menstrual) é que acontecem e terminam no mesmo período. A diferença é a intensidade dos sintomas e a natureza mais psíquica dos sintomas de TDPM e mais físicas na TPM. No TDPM os sintomas são intensos e afetam os relacionamentos.

      O TDPM afeta de 3% a 8% das mulheres. Mas o diagnóstico não é fácil. Há muitos critérios para avaliar e não há exames laboratoriais. Alguns sintomas: depressão, melancolia, irritabilidade, desânimo, descontrole emocional, choro, ira, distúrbio de apetite e insônia.

      Os sintomas cessam no início do fluxo menstrual. O tratamento exige disciplina, porque, se tomada de forma correta, a medicação garante melhora dos sintomas e estabilidade do humor.

    Fonte: G1

Risco de doenças cardíacas aumenta após a menopausa

Muitas mulheres não sabem, mas existe uma relação entre doenças cardíacas e menopausa. É preciso ficar especialmente atenta à saúde do coração nesse período.

coração feminino precisa de atenção. Após os 40 anos, o risco de doenças cardiovasculares aumenta, mas depois dos 50, quando chega a época da menopausa, ele cresce ainda mais: há um aumento de 30% no número de casos de infarto e cirurgias cardíacas em mulheres nesse período, segundo a dra. Magaly Arrais, cirurgiã cardiovascular do Hospital do Coração de São Paulo (HCor).

O hormônio estrogênio é um protetor e aliado do coração, pois estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo. Com a chegada da menopausa, o nível desse hormônio diminui, o que aumenta o risco do desenvolvimento de algumas doenças. Assim, quem tem menopausa precoce também fica vulnerável mais cedo a doenças cardiovasculares, pois os níveis de estrogênio começam a baixar antes.

Hoje, 30% das pessoas que sofrem infarto são do sexo feminino, e a cada ano elas estão mais expostas ao risco. No Brasil, mais de 200 mulheres morrem por dia vítimas de infarto. Se somarmos problemas cardíacos e cerebrovasculares, como AVC, o número de mortes chega a ser seis vezes maior que as causadas por câncer de mama.

Existem mulheres que nunca mediram a pressão arterial ou a taxa de colesterol, por exemplo. E fazer isso é muito importante.

 

FATORES DE RISCO

Segundo a cardiologista, as mulheres estão a cada ano mais expostas ao risco de doenças cardiovasculares, pois cerca de 40% apresentam aumento da circunferência abdominal, mais de 20% fumam, 18% são ex-fumantes, 23% têm seus níveis de pressão arterial acima do preconizado e 21% possuem alteração dos níveis de colesterol. Todos esses são fatores de risco para doenças cardíacas.

Mulheres com histórico familiar de doenças cardiovasculares ou que tiveram doenças inflamatórias, doenças autoimunes e obesidade também têm mais risco de desenvolver problemas cardíacos. O risco pode ser maior para quem usa determinados tipos de anticoncepcional, por isso é indicado buscar orientação médica antes de começar a tomar pílula. É preciso atenção especial para a dupla anticoncepcional e fumo, pois a pílula altera a produção hormonal, enquanto o cigarro predispõe a reações inflamatórias. “Essa combinação é uma bomba-relógio. Uma hora vai explodir”, diz a dra. Arrais.

O sedentarismo também deve ser combatido. A atividade física deixa os vasos mais dilatados, facilitando o fluxo sanguíneo, e ajuda a controlar melhor o peso, a pressão arterial e a frequência cardíaca. “Os atletas, por exemplo, têm frequência cardíaca mais baixa, ou seja, o coração precisa trabalhar menos”, explica a cirurgiã.

O estresse é outro fator relevante. A médica esclarece que, quando passamos por uma situação estressante, nosso cérebro estimula glândulas a secretar determinados hormônios que aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca. Quem vive sob estresse contínuo acaba passando por esse processo muitas vezes, o que pode desencadear eventos cardíacos mais graves. Além disso, existe a questão psicológica: pessoas muito estressadas podem desenvolver estados depressivos. “A mulher tem acumulado vários papéis. O ritmo acelerado a expõe a muito estresse e favorece hábitos pouco saudáveis, como o sedentarismo e a má alimentação. O tabagismo, a falta de atividade física regrada, o consumo excessivo de bebida alcoólica e alimentos com altos índices de colesterol e gordura contribuem para a obstrução das artérias coronárias. É o cenário perfeito para um infarto ou um derrame”, afirma.

 

ATENÇÃO AOS SINTOMAS

Em geral, as mulheres são mais tolerantes à dor. Em muitos casos, justamente por conta do acúmulo de tarefas, elas acabam ignorando sinais de que algo está errado e perdem a chance de obter um diagnóstico rápido quando ficam doentes. A médica comenta que algumas sentem dor nas costas, dor no estômago e náuseas e pensam que é apenas algo pontual quando, na verdade, já podem estar desenvolvendo algum problema cardíaco. “Existem mulheres que nunca mediram a pressão arterial ou a taxa de colesterol, por exemplo. E fazer isso é muito importante. Sintomas também não devem ser negligenciados. Se você sentiu desconforto torácico, dor ou algo diferente, procure um médico para fazer uma avaliação”, recomenda a cardiologista.

A dica é começar a se cuidar cedo. Quando uma pessoa mais velha começa a ter os sintomas de doenças cardiovasculares, provavelmente os problemas já se iniciaram há algum tempo. Eles podem ser resultado de anos de hábitos danosos à saúde. “A placa na parede da artéria não se forma de um dia para o outro, são vários mecanismos. Cada pessoa tem um mecanismo diferente, mas todos esses hábitos podem ser trabalhados ao longo da vida”, afirma Magaly.

É fundamental realizar avaliações médicas periódicas. Aquelas que já se enquadram no grupo de risco (que inclui hipertensãodiabetes, obesidade, tabagismo, colesterol alto, estresse, sedentarismo e histórico familiar) não devem esperar o período da menopausa para ir ao médico, mas procurá-lo antes dos 30 anos. Após os 40, é indicado que a mulher compareça a consultas periódicas, pois já está na fase da pré-menopausa e o nível de estrogênio começa a cair. Depois dos 50, é indispensável fazer uma avaliação, no mínimo, uma vez por ano.

Sexualidade feminina: Esqueça a vergonha e seja dona de si

Entre quatro paredes tudo está liberado, não é mesmo? Para algumas mulheres, não. A sexualidade feminina ainda rende tabus. Há quem não consiga explorar e valorizar os próprios desejos. Assim, fica difícil dominar o e mostrar ao parceiro que algumas vontades podem ser prazerosas para ambos.

De acordo com a sexóloga Laura Meyer, despertar a sensualidade é essencial. A mulher que ainda se sente tímida ao tirar a roupa ou falar sobre suas preferências deve tentar melhorar a autoestima e livrar-se das paranoias. Saiba como fazer isso.

Tabus da sexualidade feminina

“A mulher que procura melhorar sua aparência usando roupas provocantes, cuidando do e perfumando-se para despertar o interesse do parceiro certamente está com sua sensualidade à flor da pele”, explica a sexóloga. Ao se produzir, ela também se sente melhor, garantindo a autoconfiança que precisa para deixar os medos de lado. “Ao sentir que é bem-sucedida em seu objetivo, sente-se segura e continuará agindo dessa forma sensual.”

Há quem acredite que se masturbar é um erro, por exemplo. Esse é um dos tabus que, além de ultrapassados, podem prejudicar o prazer feminino. A mulher que consequentemente não sabe o que é bom e o que garante bem-estar para si mesma. Por isso, separar um tempo para se divertir e descobrir do que você gosta é, sim, necessário.

sexo anal também é sinônimo de polêmica. Adorado por muitos homens e temido por várias mulheres, o ato deve ser discutido pelos parceiros e praticado, caso os dois se sintam à vontade. Se existe confiança e intimidade, o parceiro irá com calma e você sentirá prazer. O importante é manter diálogo e comentar quando algo está desconfortável.

Mitos e verdades da sexualidade feminina

1. Mulheres não têm tanto desejo sexual quanto os homens

Verdade. Segundo Laura, eles pensam muito mais em sexo que elas e, consequentemente, sentem mais desejo. Enquanto os homens pensam no que pode rolar em uma transa, as mulheres não sentem a necessidade de imaginar e pensar nisso ao longo de todo o dia. Ainda assim, o desejo sexual existe e deve ser explorado.

2. A masturbação pode atrapalhar o prazer sexual com o parceiro

Mito.Ela garante o autoconhecimento e proporciona transas mais quentes. A partir do momento em que você descobre do que gosta, deixa de perder tempo com estímulos que não garantem tanto prazer. De acordo com Laura, a masturbação pode atrapalhar apenas “se a mulher deixar de fazer a relação sexual com o parceiro para se masturbar”.

3. Mulheres apenas sentem prazer por masturbação clitoriana

Mito. É mais fácil sentir prazer com o estímulo clitoriano, fato. Laura destaca que o clitóris é o gatilho do prazer na grande maioria das mulheres. Porém, a também pode garantir boas sensações. O orgasmo vaginal depende muito da prática, da intimidade com o parceiro e do autoconhecimento.

4. O orgasmo feminino é difícil de alcançar

Mito. É fácil, desde que você esteja relaxada e conheça os pontos que garantem mais prazer. O orgasmo feminino, segundo Laura, é difícil nos casos em que a mulher seja sexualmente reprimida ou não esteja excitada. Se o parceiro for empenhado, inclusive, pode garantir sensações únicas e prolongadas.

Parto prematuro: saiba como ele pode ser evitado com progesterona

Um artigo acadêmico, publicado pelo American Journal of Obstetrics & Gynecology, em novembro de 2017, demonstrou que a utilização de progesterona vaginal tem efeitos para reduzir o risco de parto prematuro em mulheres com o colo de útero curto. O artigo tem entre seus autores o obstetra brasileiro Eduardo Fonseca, da Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa, Paraíba.

A prematuridade é uma das principais complicações da gravidez e 15 milhões de bebês nascem antes do tempo, em todo o mundo, anualmente. A progesterona é um hormônio natural produzido pelos ovários, no início da gravidez, e depois pela placenta. O declínio da progesterona é um dos gatilhos do parto e pode implicar em partos prematuros espontâneos, se essa queda ocorrer antes do previsto.

Algumas pesquisas já haviam sido publicadas em 2016. Médicos em todo o mundo investigaram se a administração de progesterona vaginal reduziria a taxa de prematuros. Agora, os médicos e pesquisadores resumiram os resultados de todos os estudos e descobriram que, quando toda a informação disponível é considerada, os efeitos são positivos.

A progesterona vaginal reduz a taxa de parto prematuro a partir da 28a semana, além de reduzir a frequência de complicações neonatais e o número de bebês com peso inferior a 1.500 gramas.

O médico reforça, porém, que a administração do hormônio deve ser realizada somente após a indicação de um obstetra, que também irá determinar a dosagem correta por meio de exames. A ocorrência de colo de útero curto deve ser identificada no exame ultrassonográfico, do segundo trimestre de gestação.

Além de auxiliar na vida e bem estar das mãos e dos bebês, a administração de progesterona para gestantes com colo uterino curto também tem impactos positivos de custo-eficácia no sistema de saúde. Os pesquisadores determinaram uma economia nos gastos públicos de, aproximadamente, U$500 milhões, por ano, somente nos Estado Unidos.

Além do médico brasileiro Eduardo Fonseca, que é Presidente da Comissão de Perinatologia da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, o artigo contou com mais sete pesquisadores, entre eles o autor principal Roberto Romero, Chefe do Departamento de Pesquisa de Perinatologia e diretor da Divisão de Obstetrícia e Medicina Materno-Fetal, NICHD / NIH / DHHS, e o autor sênior Kypros Nicolaides, Professor de Obstetrícia e Ginecologia da Kings College, em Londres, e Diretor da Fetal Medicine Foundation (www.fetalmedicine.com).

 

21 razões para ir no ginecologista antes dos 21 anos

  • 1. Cuidar da saúde do seu corpo;
  • 2. Iniciar bons hábitos para ter ossos saudáveis;
  • 3. Manter peso adequado e saudável;
  • 4. Diagnosticar e tratar possíveis infecções urinárias;
  • 5. Tratamento para corrimento vaginal;
  • 6. Cuidados com acne e excesso de pelos;
  • 7. Tratar cólicas menstruais;
  • 8. Descobrir a causa de sua menstruação ter um fluxo intenso;
  • 9. Descobrir por que seu ciclo é curto ou longo e como tratar irregularidade menstrual;
  • 10. Como lidar com a TPM;
  • 11. Iniciar a vida sexual de maneira saudável e segura;
  • 12. Saber quando uma relação sexual é arriscada;
  • 13. Tirar dúvidas sobre relacionamentos homoafetivos;
  • 14. Informar-se antes de iniciar a vida sexual;
  • 15. Escolher um método anticoncepcional para evitar uma gravidez indesejada antes da hora;
  • 16. Informações e planejamento para uma futura gravidez segura;
  • 17. Fazer um teste de gravidez;
  • 18. Iniciar o pré-natal se estiver grávida;
  • 19. Saber como evitar doenças sexualmente transmitidas;
  • 20. Realizar vacina do HPV;
  • 21. Realizar teste de sífilis e HIV.

Efeito do estresse materno sobre o bebê ainda é incerto.

Que o estresse faz mal para a saúde já é algo de conhecimento geral. O que pouco se sabe é se os efeitos negativos poderiam ter início antes mesmo de a pessoa nascer. Estudos mostram que o estresse materno durante a gestação pode ter impacto direto no desenvolvimento do bebê, mas a afirmação ainda não é um consenso no mundo médico.

Uma pesquisa da Escola de Farmácia da Universidade Hebraica de Jerusalém (Israel) realizou experimentos com ratas de laboratório. Os filhotes daquelas que haviam sido submetidas a situações de estresse tinham a capacidade de aprendizado, atenção e memória prejudicada. Tinham, também, mais sintomas de ansiedade e depressão.

Efeito semelhante destacou um levantamento do Imperial College, de Londres (Inglaterra). Reunindo dados de estudos independentes sobre o assunto, a pesquisa apontou que esses mesmos problemas podem acontecer nos seres humanos.

Ambos os estudos apontam o aumento do nível de cortisol como a principal hipótese da causa do problema. Esse hormônio, responsável pela resposta ao estresse, estaria presente tanto no sangue da mãe, quanto no líquido amniótico, que envolve o bebê. Embora não se saiba exatamente como, a maior concentração desse hormônio teria impacto no desenvolvimento neurológico da criança.

Outro estudo, publicado na Ultrasound Obstetric Gynecol, indicou a relação entre a diminuição do fluxo da placenta e os altos níveis desse hormônio. “O estudo, porém, não conseguiu relacionar o estresse psicológico e os níveis de cortisol, uma vez que outros fatores da vida da gestante, como obesidade e hipertensão, não eram separados”, explica Renata Di Sessa, ginecologista e obstetra do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.

O aumento do cortisol eleva também a chance de a pessoa desenvolver hipertensão grave e diabetes. Por conta disso, e dos maiores riscos de distúrbios endocrinológicos e alterações de glicemia, a mulher que sofre com muito estresse durante a gestação apresenta ainda maior risco de aborto.

Além disso, o estresse pode aumentar o risco das infecções urinarias de repetição e do trabalho de parto prematuro. “E, o que é muito importante: dificuldade na amamentação, o que pode levar a mãe até a desistir desse cuidado extremamente necessário para a nutrição e a defesa imunológica do recém-nascido”, menciona a médica.

Mas, de acordo com Renata, de uma forma geral os estudos que ligam estresse materno a problemas do bebê ainda não podem ser considerados conclusivos. “Penso que ainda há muito que ser estudado. São necessários mais estudos que comprovem tudo isso”, diz Renata.

Alterações genéticas

Uma pesquisa da Universidade de Konstanz, na Alemanha, publicada na revista científica Translational Psychiatry, foi feita com 25 mulheres que sofreram ameaças de agressão de seus parceiros durante a gestação e seus filhos. Segundo o estudo, os filhos dessas mães seriam mais sensíveis ao estresse, reagindo mais impulsivamente. Eles também teriam mais dificuldade para lidar com suas emoções.

O estudo aponta ainda que alguns desses filhos teriam uma alteração no gene receptor de glucocorticoide, responsável por regular a resposta hormonal do organismo ao estresse.

TPM é ruim, mas você já ouviu falar de TDPM?

Só quem menstrua sabe o que é TPM. De repente, você se vê irritada com qualquer acontecimento, extremamente sensível e desejando loucamente aquele chocolate do armário!

O inchaço da as caras, a cólica diz “oi sumida”, sono se despede e as idas ao banheiro se tornam mais frequentes.

Lembrando que não podemos generalizar, pois há sempre excessões em todos os casos.

Existem pessoas que simplesmente não tem TPM e pessoas que tem algo muito pior, a TDPM.

O Transtorno Disfórico Pré-menstrual é mais provável de acontecer em organismos em que a queda da serotonina, hormônio responsável pelo bom humor, é mais alta e que contam com uma predisposição genética. Ele atinge entre 8% e 10% das pessoas que menstruam e pode provocar:

  • Ira;
  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Pensamentos de desesperança;
  • Palpitação;
  • Queda da imunidade;
  • Crises de pânico;
  • Tensão muscular;
  • Distúrbios de sono e fome;
  • Alterações de humor severas;

Estes sintomas geralmente aparecem entre 1 e 2 semanas antes da menstruação e somem com a chegada dela.

A TDPM exige tratamento profissional, mas o diagnóstico pode começar em casa.

Anote em um caderninho como você se sente ao decorrer dos dias e, principalmente, o momento em que a menstruação desce. A partir deste exercício é possível descobrir se os sintomas tem relação com a menstruação ou não.

Ao perceber que os seus sintomas são severos e te transformam em outra pessoa, procure um ginecologista e converse com o profissional abertamente sobre o assunto.

Antes de qualquer intervenção medicamentosa, é essencial buscar tratamentos que estimulem naturalmente a produção de serotonina, como:

  • Alimentação saudável, com destaque para alimentos constituídos por carboidratos complexos, cálcio e vitamina bc, responsáveis por melhorar o humor;
  • Terapia de longo ou curto prazo ( como hipnose ou PNL);
  • Atividade física, se possível;
  • Exposição ao sol;
  • Meditação;
  • Desenvolvimento de técnicas para controlar a ira.

Se os sintomas persistirem mesmo assim, será necessário partir para antidepressivos mais leves chamados de inibidores de receptação da serotonina e, em último caso, a pílula anticoncepcional, pois ela pode provocar outros efeitos colaterais desagradáveis.

A dica mais importante é o autoconhecimento. Evite tomar grandes decisões nos períodos que antecedem a menstruação. Nestes momentos, você está sob grande influência dos hormônios.

Cuidados íntimos para o verão

Xô umidade e abafo!

Aproveite a piscina, mergulhe no mar, mas não fique o dia inteiro com roupa de banho molhada. Um ambiente úmido e quente é perfeito para a proliferação dos fungos que moram na vagina. Quando estão em pouca quantidade, não há problema algum, mas tudo em excesso faz mal.

Mantenha a parte de baixo da roupa de banho bem ventilada e no sol, para que ela sempre seque. Assim que chegar em casa, já para o banho bem tomado para tirar todos os resquícios de sal, cloro, areia e suor. Um cuidado tão simples pode evitar aquela coceira insuportável, irritação, ardência e até mesmo candidíase.

Nem pense em sabote perfumado!

Essa dica não é só pro verão e sim para a vida toda. Sempre lave a vulva, a virilha e o meio do bumbum com sabonete neutro. Nossas partes íntimas são muito sensíveis, então não é aconselhável usar produtos com muitos componentes químicos, como perfume e corante.

Disclaimer: Jamais lave por dentro do canal vaginal. A natureza a fez capaz de realizar a auto-limpeza.

Também é aconselhável limpar as roupas de banho e as calcinhas com sabonete neutro!

Evite roupas apertadas e de pouca ventilação

A virilha sofre tanto no calor, sua que só! Ela chega a sufocar quando usamos aquele shortinho apertado. O abafamento pode alterar o nosso ph vaginal, além de gerar mal odor.

Aposte em mais leves, barquinhas e arejadas.

Tecidos sintéticos, pode?

Poder pode, mas o ideal é usar roupas de tecidos naturais, como o famoso algodão. Esse material permite a transpiração da pele, evitando aquele abafamento citado anteriormente.

Aposente o carefree

Sabia que os mini protetores absorventes contem um monte de químicos? Todos esse componentes são absorvidos pela nossa vulva, facilitando uma possível reação alérgica. A calcinha já é suficiente e o corrimento fisiológico faz parte da saúde da mulher. Não há porque ter nojo.

Calcinhas absorventes são uma boa alternativa para mulheres que não se sentem vontade sem carefree.


Maneire na depilação

A depilação total pode ser considerada esteticamente legal, mas já não se pode dizer que é tão legal quando o assunto é saúde íntima. Os pelos estão lá por um motivo: para proteção.

Evite depilar no mesmo dia que você for usar roupa de banho, pois o corpo fica com feridinhas após a depilação. Essa feridinhas são a porta de entrada para microorganismos que causam inflamações e infecções cutâneas.

Câncer de colo de útero

O câncer de colo de útero ainda é o quarto câncer mais incidente em mulheres e a quarta causa de morte por câncer no Brasil. Mulheres de 25 anos são as mais suscetíveis a desenvolver o tumor, que tem como principal agente o papiloma vírus humano (HPV). O HPV também é um dos principais suspeitos do câncer de pênis.

Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores as chances de cura, pois o tumor demora alguns anos para se tornar maligno.

A fase Pré-malignidade é chamada de Neoplasia Intraepitelial Cervical, classificada de 1 a 4 (I a IV), de acordo com a gravidade do caso.

Os dois tipos de tumores malignos mais frequentes estão associados ao HPV, que são os carcinomas epidermoides (80% dos casos), e os adenocarcinomas (20% dos casos).

Fatores de risco

A infecção do vírus HPV é causa de praticamente100% dos casos do câncer de colo de útero. Mas ter HPV não é sinônimo de câncer, pois apenas alguns tipos deste vírus estão de fato associados ao tumor.

A seguir, citaremos os fatores que aumentam as chances de se contrair HPV e, consequentemente, o surgimento do câncer de colo de útero. 

  • Verruga genital, causada pelo HPV;Início precoce da atividade sexual;
  • Múltiplos parceiros sexuais;
  • Cigarro;
  • Baixa imunidade;
  • Não realizar o exame de Papanicolaou regularmente;
  • Más condições de higiene;
  • Histórico familiar.

Sintomas do câncer de colo de útero

Nas fases iniciais não há manifestação de sintomas, mas conforme o tumor for se desenvolvendo, pode haver:

  • Sangramento vaginal, principalmente após as relações sexuais, no intervalo entre as menstruações ou após a menopausa;
  • Corrimento vaginal de cor escura e forte odor.

Em estágios ainda mais avançados, a doença pode causar:

  • Massa palpável no colo do útero;
  • Hemorragias;
  • Obstrução das vias urinárias e intestinos;
  • Dor lombar e abdominal;
  • Perda de apetite e de peso.

Diagnóstico

A avaliação ginecológica, a colposcopia e o exame citopatológico de Papanicolaou realizados regular e periodicamente são recursos essenciais para o diagnóstico do câncer de colo de útero. Na fase assintomática da enfermidade, o rastreamento realizado por meio do Papanicolaou permite detectar a existência de alterações celulares características da infecção pelo HPV ou a existência de lesões pré-malignas.

O diagnóstico definitivo, porém, depende do resultado da biópsia. Nos casos em que há sinais de malignidade, além de identificar o tipo do vírus infectante, é preciso definir o tamanho do tumor e se está situado somente no colo uterino ou se já invadiu outros órgãos e tecidos (metástases). Alguns exames de imagem (tomografia, ressonância magnética, raio x de tórax) representam recursos importantes nesse sentido.

De acordo com o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, os exames citológicos devem se iniciar a partir dos 21 anos de idade.

Prevenções

A prevenção começa pela vacinação contra o HPV, sendo ele o principal causador de câncer no colo de útero. No SUS, a vacina é oferecida gratuitamente para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A vacina tem duas doses, com a segunda seis meses após a primeira.

Mesmo vacinadas, as mulheres devem continuar fazendo o exame de rastreamento de Papanicolaou, já que existem tipos de vírus não contemplados pela vacina que também podem provocar o tumor.

O uso de camisinha durante as relações sexuais também é essencial para prevenção do HPV e das demais doenças sexualmente transmissíveis.

Tratamento

A infecção do HPV pode ser eliminada espontaneamente ou por meio de tratamento médico.  Se o tratamento não funcionar, será necessário retirar ou destruir as lesões precursoras pré-malignas.

Pra o tratamento de tumores malignos, é necessário avaliar o estágio da doença, as condições físicas da paciente, sua idade, e se pretende ou não engravidar. A cirurgia só será indicada quando o tumor está confinado no colo do útero.

A radioterapia externa ou interna (braquiterapia) tem-se mostrado um recurso terapêutico eficaz para destruir as células cancerosas e reduzir o tamanho dos tumores. Apesar de a quimioterapia não apresentar os mesmos efeitos benéficos, pode ser indicada na ocorrência de tumores mais agressivos e nos estádios avançados da doença.

Anorexia Nervosa

É normal querer perder uns quilinhos, por saúde ou por pura estética. O problema é quando esse “querer emagrecer” se torna uma obsessão que, futuramente, levará à problemas sérios de saúde.

Na anorexia nervosa, uma pessoa de 30kg pode se enxergar com 300kg ao se olhar no espelho. Assustada, ela diminui drasticamente a sua alimentação,  além de praticar exercícios exaustivamente, tomar laxantes e até mesmo vomitar a pequena quantidade de alimento que resiste em seu estômago. E assim começa um dos distúrbios alimentares mais perigosos que é rotina, principalmente, de mulheres entre 10 e 3o anos.

Causas

A primeira hipótese que vem a cabeça é: pressão estética da sociedade, dos familiares e do círculo social.

A moda continua incentivando a magreza e as redes sociais só intensificam essa perspectiva de perfeição, de ideal. No Instagram há muitos perfis que ainda incentivam a anorexia e a bulimia, vencendo as tentativas da plataforma de bloquear a disseminação dessas informações.

Quando o usuário pesquisa temas como anorexia e bulimia, o Instagram o incentiva a procurar ajuda profissional. Mas os perfis pró anorexia e bulimia, encontraram formas de burlar a plataforma, criando hashtags com variações das palavras originais, dificultando o reconhecimento delas por pessoas que não “participam” do transtorno alimentar.

Além da pressão estética, há também influência do histórico familiar. Um estudo realizado pelo Instituto Karolinska, em Estolcomo, revelou que a ação de um gente específico, transmitido durante a formação do bebê, torna seus portadores mais pré-dispostos à doença.

Da mesma forma, alterações neuroquimicas cerebrais, como a queda de serotonina e noradrenalina podem estimular o desenvolvimento da anorexia nervosa. A queda dessas substâncias podem desencadear ansiedade, depressão, entre outros distúrbios psicológicos.

Sintomas e comportamentos:

  • Batimentos cardíacos mais lentos;Queda de cabelo;
  • Pele seca e coberta por lanugo (pelos curtos e finos sem pigmentação);
  • Enfraquecimento dos ossos, osteoporose;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Perda exagerada e rápida de peso sem nenhum motivo aparente;
  • Uso de roupas largas para esconder o corpo;
  • Isolamento social e familiar;
  • Evitar fazer refeições junto de outras pessoas, principalmente com a família;
  • Preocupação exacerbada com o valor calórico dos alimentos;
  • Prática exagerada de exercícios;
  • Perda de apetite;
  • Amenorreia (ausência de menstruação) e regressão das características femininas, como a         diminuição dos seios.

 

Diagnóstico

O peso deve estar 15% abaixo do indicado para a idade e a altura do paciente. A parte mais difícil do diagnóstico é lidar com a negação do paciente, que encara os quilos perdidos como um acontecimento extremamente positivo.

Outras características que devem ser avaliadas são os sinais de desnutrição e a exclusão de outras doenças por meio de exames laboratoriais. Também faz parte do diagnóstico a avaliação psicológica do paciente: como ele enxerga seu corpo e como isso influencia o seu dia a dia. Quanto antes o diagnóstico for feito, menor será o risco de da doença piorar.

Tratamento

Na maioria das vezes, a anorexia nervosa está associada a problemas psicológicos, como depressão, síndrome do pânico, ansiedade e comportamentos obsessivos e compulsivos. Por isso é importante a presença de uma equipe multidisciplinar de médicos, nutricionistas e psicólogos durante o tratamento. Principalmente porque a/o paciente costuma ficar do lado da doença, querendo continuar na situação em que sua saúde se encontra, em prol da magreza.

O nutricionista vai ser responsável por regularizar a alimentação, pouco a pouco. Assim que o corpo, e consequentemente o cérebro, estiverem mais alimentados, o psicólogo e o psiquiatra vão conversar com o paciente para descobrir e tratar a raiz do problema, por meio de terapia e medicamentos. Muitas pacientes se surpreendem com as respostas encontradas durante o processo de recuperação, pois descobrem que suas angústias iam além da simples insatisfação com o corpo.

Muitas vezes, o médico prescreve medicamentos para reequilibrar a bioquímica cerebral. Em casos graves, com perda de mais de 25% do peso, a internação é necessária.

O apoio dos amigos e da família é fundamental em todo o processo.

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Sexo e gravidez combinam?

Um casal continua sendo um casal durante a gravidez e suas vontades e necessidades continuam existindo.

Os médicos afirmam seguramente que não há motivos para decretar greve de sexo se a gestação é de baixo risco. No entanto, a penetração não é aconselhável quando há:

  • Risco ou histórico de aborto espontâneo;
  • Risco de parto prematuro;
  • Sangramento vaginal antes da causa ser conhecida;
  • Problemas no saco amniótico;
  • Histórico de insuficiência de colo do útero;
  • Placenta prévia (também chamada de placenta baixa), quando a placenta está cobrindo o colo do útero;
  • Gestações de gêmeos, trigêmeos, etc.

Mas não é só a possibilidade de riscos que podem alterar a frequência das relações durante a espera de um bebê. As vontades da mulher também tem grande influência nisso tudo.

No primeiro trimestre, o desejo sexual pode perder para os enjoos, vômitos, dor os seios, cansaço e sono. Na ausência desses sintomas, é mais provável que a mulher tenha mais apetite sexual.

A mulher diz adeus a maioria dos sintomas no segundo semestre e passa a se sentir mais bonita, enérgica e mais sensível, principalmente na região pélvica, devido ao aumento de irrigação sanguínea.

O barrigão marca presença no terceiro semestre, mas não anula a atividade sexual, se ambos os parceiros desejarem. Tentar posições mais confortáveis, como a mulher por cima, de lado ou em quatro apoios, é uma forma interessante de manter a relação tranquila. Quando a gravidez é saudável, o sexo é possível até o momento da bolsa estourar, inclusive pode até induzir o trabalho de parto.

A maior dica de todas é:  conversa. Consigo mesma, com o parceiro e, principalmente, com o médico.

 

 

Contraceptivo de progesterona

Você conhece o Implanon NXT? Ele é um implante contraceptivo do tamanho de um fósforo feito à base de progesterona.

Seu tamanho não diz nada sobre seu potencial: ele é poderoso e muito seguro. Uma em cada 2 mil mulheres correm o risco engravidar quando utilizam esse método. Entre as mulheres que tomam pílula anticoncepcional, 90 em cada mil podem engravidar. 

Além da contracepção, o implante também reduz as cólicas menstruais e pode ser usado conjuntamente com outros métodos contraceptivos, aumentando a segurança contra uma gravidez não planejada.

E tem mais! Ele é uma ótima alternativa para mulheres que tem contraindicação – mães no período de amamentação e mulheres com trombofilia, por exemplo – ao uso de produtos hormonais que contenham estrogênio em sua composição, como as pílulas anticoncepcionais. As fumantes também podem se beneficiar do implante, que não interage com o tabaco, ao contrário do estrogênio.

O implante de progesterona não deve ser utilizado por mulheres com câncer de mama, trombose e nem com doença de fígado, pois o hormônio pode interferir nos tratamentos.

A efetividade do implante dura 3 anos. Após ser removido, a fertilidade da mulher volta pra campo.

Amamentação é sinônimo de dor?

Sentir dor ao amamentar é comum, principalmente quando não há muita prática ainda. A dor, além de incomodar a mãe, também torna a amamentação um evento um pouco traumático, reduzindo a sua repetição.

Veja algumas dicas que podem te ajudar durante o processo de alimentar o seu bebê.

-Evite o acúmulo de leite nas mamas. Quanto maior a quantidade, maior a pressão na hora de amamentar, e essa pressão pode causa dor. Respeite a fome do bebê, mas evite “retirar” o leite apenas quando ele for mamar.

-Bicos de silicone não são uma boa escolha, pois dificultam o processo da criança sugar de maneira adequada. 

-Massageie o seio antes de dar de mamar pela primeira vez no dia. Comece a massagear ao redor dos seios e depois ao redor da aréola.  Depois puxe o seio para trás e para frente para que uma leve quantidade de leite saia.

-Mantenha a calma. A ansiedade de amamentar pode te deixar ainda mais sensível.

-O lugar que o bebê abocanha também pode machucar as mamas. O correto é:

– Os lábios do bebê devem ficar voltados para fora, e a boca aberta como “boquinha de peixe”;

– O queixo do bebê deve se apoiar no seio da mãe;

– A barriga e o tronco do bebê ficam voltados para a mãe;

– Quando o bebê sugar o leite, espere a sua boca encher;

– O bebê abocanhar todo o mamilo e a parte inferior da aréola;

– O nariz do bebê não pode encostar no seio da mãe, para ele poder respirar tranquilamente.