Cuidados com a pele durante o período menstrual

O período menstrual pode ser bastante sensível para algumas mulheres. Além das dores menstruais, é normal que nossa pele fique mais sensível, oleosa e com a aparição de comedões, por isso, é recomendado cuidados especiais com a pele durante o período menstrual.

Mas relaxa! O DermaBlog está aqui para te mostrar como cuidar da sua pele nesses dias! Antes de tudo, é importante entendermos que o período menstrual passa por algumas ‘fases’, e a pele vai mudando de acordo com elas.

Fase folicular (1º ao 14º dia)
Durante a fase folicular, os níveis de estrogênio começam a aumentar gradualmente. Isso pode ajudar a melhorar a aparência da pele durante o período menstrual, tornando-a mais iluminada. Por isso, nessa fase é importante manter uma rotina de limpeza regular da pele, além de investir em produtos hidratantes que mantém a pele macia e saudável. Você também pode realizar a esfoliação, para remover as células mortas e estimular a renovação celuar.

Fase ovulatória (14º dia)
Durante a fase ovulatória, o pico de estrogênio pode aumentar a produção de sebo, deixando a pele oleosa e propensa a acne. Por isso, é importante continuar com a rotina de limpeza da pele, utilizando produtos específicos para pele oleosa e evitando produtos que obstruem os poros. A Proteção Solar também é necessária durante esses dias, para evitar danos à pele.

Fase lútea (14º ao 28º dia)
Durante a fase lútea, o nível de progesterona começa a aumentar. Isso pode levar a retenção de líquidos, inchaço e acne. Ou seja, é importante continuar a rotina de limpeza regular da pele durante o período menstrual e investir em produtos específicos para reduzir a inflamação e controlar a oleosidade. Além disso, é recomendado evitar alimentos ricos em sal, que podem contribuir para a retenção de líquidos.

Dicas adicionais:
Beba bastante água durante todo o ciclo menstrual para ajudar a manter a pele hidratada.
Evite produtos químicos e fragrâncias fortes, que podem irritar a pele sensível durante o período menstrual.
Durma o suficiente para ajudar a reduzir o estresse e a fadiga, que podem afetar a saúde da pele.
Mantenha uma dieta saudável e equilibrada, rica em nutrientes que ajudam a manter a saúde da pele.
Utilize protetor solar toda vez que entrar em contato com o sol, para evitar o surgimento de manchas ou queimaduras.
Evite ficar tocando na pele, durante esse período sua derme está mais sensível, tocá-la com as mãos sujas pode entupir os poros e gerar mais acne ou inflamação por bactéria.
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Cuidar da pele durante o período menstrual requer atenção às mudanças hormonais que ocorrem no corpo feminino. Por isso, é importante adaptar a rotina de cuidados com a pele para atender às necessidades específicas de cada fase do ciclo menstrual. Investir em produtos específicos e manter uma dieta saudável são algumas das formas de manter a pele saudável e bonita durante todo o ciclo menstrual. Se tiver dúvidas pessoais, um dermatologista também pode ser útil para orientações mais personalizadas e eficazes.

Ambiente corporativo ainda é nocivo para saúde mental das mulheres

Pesquisa mostra que mulheres apresentam um maior esgotamento mental em comparação aos homens

Em um mercado de trabalho criado por homens e para os homens, ser mulher ainda é um ato de resistência, sobretudo no quesito saúde mental. Estresse e sintomas de Síndrome de Burnout estão afastando essas mulheres profissionais dos atuais cargos.

Uma pesquisa realizada pela Deloitte em 2022, com cinco mil mulheres em 10 países do mundo, inclusive no Brasil, revelou que 53% delas estavam com os níveis de estresse mais altos do que em 2021. Outras 46% apresentavam esgotamento em relação ao trabalho.

É importante considerar que esse resultado surge após o período mais crítico da pandemia de covid-19, que também foi desgaste para o público feminino, já que teve de lidar com o fechamento de escolas e a convivência diária com os filhos simultaneamente às tarefas das empresas.

O mesmo estudo da Deloitte apontou que 49% das que estão procurando outro emprego reclamam do Burnout ou esgotamento mental. Agora, por uma questão de sobrevivência psíquica, muitas mulheres buscam novas vagas em companhias que podem ser mais acolhedoras para suas próprias demandas, pois as atuais não consideram fatos que orbitam a vida pessoal delas.

Quais os principais motivos?

Além das questões do mundo corporativo, as mulheres acumulam, em uma sociedade patriarcal, funções consideradas ‘invisíveis’, como o cuidado com pessoas da família, ambientes como a casa, saúde, alimentação e afins. E esse contexto também é exaustivo.

Como historicamente as mulheres foram ensinadas a priorizarem todo mundo antes delas, a saúde física e mental são deixadas de lado por meses, quiçá, anos. Quando elas chegam ao consultório de Psicologia ou Psiquiatria, o estresse e a ansiedade já alcançaram níveis tão altos que as consequências são graves – não são raros os casos de um verdadeiro ‘apagão mental’, passando por um sentimento de paralisia até tentativas de suicídio.

Medicamentos de saúde mental não são baratos e, sem ajuda de custo do governo, pois muitos não são oferecidos pelo SUS, algumas pessoas precisam escolher entre pagar o ansiolítico ou sessões de psicoterapia. Do ponto de vista da eficácia do tratamento em alguns casos, não dá para abrir mão de nenhum deles.

A pressão econômica também afeta a saúde mental das mulheres no mercado de trabalho. Muitas são mães solo e, por vezes, a única fonte de renda da família. Com isso, aguentam situações de humilhação e assédio moral que poderiam ser evitadas, caso tivessem a possibilidade de abandonar o emprego.

Para evitar o colapso do mercado de trabalho para elas, além de políticas públicas que consigam dar conta das demandas de saúde mental, as empresas precisam adotar medidas mais eficazes de acolhimento para elas, flexibilizando horários, dando alternativas para que possam desempenhar suas funções de forma plena e reconhecimento da sua força de trabalho.

A Importância do Acompanhamento da Sexualidade Feminina na Adolescência

A adolescência é uma fase de transformações físicas, emocionais e sociais, marcada por descobertas e desafios. No contexto desse período, o acompanhamento da sexualidade feminina se torna crucial, pois as experiências vivenciadas nessa etapa podem influenciar significativamente a vida adulta. É fundamental que as jovens recebam suporte, informação e orientação para desenvolver uma compreensão saudável e positiva sobre sua sexualidade.

Desenvolvimento:

  1. Desmistificação e Educação Sexual: Durante a adolescência, muitas meninas enfrentam a falta de informação ou são expostas a mitos e concepções errôneas sobre a sexualidade. O acompanhamento adequado pode contribuir para a desmistificação desses temas, proporcionando conhecimento baseado em fatos científicos e promovendo uma visão positiva e respeitosa da sexualidade.
  2. Autoconhecimento e Empoderamento: O acompanhamento da sexualidade na adolescência permite que as jovens explorem seu próprio corpo, compreendam suas necessidades e desejos, promovendo um maior senso de autoconhecimento. Isso contribui para o desenvolvimento da autoestima e empoderamento, permitindo que as adolescentes tomem decisões conscientes e respeitem seus limites.
  3. Prevenção de Riscos e Saúde Reprodutiva: A orientação sobre métodos contraceptivos, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e cuidados com a saúde reprodutiva são elementos essenciais do acompanhamento da sexualidade feminina na adolescência. Essas informações são cruciais para que as jovens possam tomar decisões responsáveis e cuidar da sua saúde de maneira integral.
  4. Relacionamentos Saudáveis: O entendimento sobre relacionamentos saudáveis, respeitosos e consensuais é um aspecto vital do acompanhamento da sexualidade na adolescência. Isso inclui a importância do consentimento, a comunicação aberta e a compreensão das dinâmicas emocionais envolvidas nos relacionamentos íntimos.

Conclusão:

Investir no acompanhamento da sexualidade feminina na adolescência é investir no bem-estar das futuras mulheres adultas. Através do suporte, da educação e do diálogo aberto, podemos criar uma base sólida para que as jovens desenvolvam uma relação positiva com sua sexualidade. Isso não apenas promove a saúde física e emocional, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais informada, igualitária e respeitosa. O diálogo contínuo e a atenção às necessidades das adolescentes são passos essenciais para garantir um desenvolvimento saudável e empoderado durante essa fase crucial da vida.

6 fatos sobre a saúde mental da mulher e por que devemos falar mais sobre isso

As mulheres enfrentam uma série de desafios que podem afetar a saúde mental. Exemplo disso é a pressão, seja interna ou externa, para equilibrar carreira, família e vida pessoal, por isso, muitas vezes, as mulheres têm dificuldades para encontrar tempo e cuidarem de si mesmas. Além disso, ainda existe o estigma e a discriminação em relação à saúde mental da mulher, o que pode tornar difícil pedir ajuda.

Mas a saúde mental da mulher é uma questão importante e deve ser levada a sério. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres têm mais chances do que os homens de desenvolverem transtornos mentais, como ansiedade e depressão. Além disso, elas também estão mais propensas a sofrerem de transtornos relacionados ao estresse, como transtorno do pânico.

Houve um aumento de mais de 25% dos casos de depressão e de ansiedade na população apenas no primeiro ano de pandemia, podendo ter piores índices atualmente. Isso agrava o risco para as mulheres em razão da maior suscetibilidade.

6 fatos sobre a saúde mental da mulher que precisam de atenção

1. As mulheres são mais propensas a sofrerem de transtornos mentais do que os homens

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as mulheres têm duas vezes mais chances de desenvolverem transtornos de ansiedade e três vezes mais chances de desenvolverem transtornos depressivos.

 

2. O estresse crônico pode afetar significativamente a saúde mental das mulheres

Elas enfrentam desafios como discriminação e violência de gênero, desigualdade salarial e carga dupla de trabalho, além de sobrecarga mental com preocupações do lar que podem levar ao estresse crônico e problemas de saúde mental.

 

3. A saúde mental durante a gravidez e pós-parto é uma preocupação importante

A depressão pós-parto é comum entre as mulheres e pode ter efeitos duradouros na saúde mental da mãe e do bebê. De acordo com a OMS, 3 a cada 10 mulheres não têm apoio no período pós-natal. Essa falta de suporte coloca em risco a sobrevivência do recém-nascido e a recuperação física e emocional da mulher.

 

4. As mulheres enfrentam desafios únicos quando se trata de saúde mental

As mulheres são mais propensas a serem vítimas de violência, que muitas vezes pode ocorrer até mesmo dentro de casa e desde a infância, o que pode afetar sua saúde mental de maneira significativa para o resto da vida.

 

5. As mulheres são mais propensas a sofrerem de transtornos alimentares do que os homens

Isso inclui anorexia, bulimia e transtorno da compulsão alimentar. A grande ocorrência dessas doenças tem relação com a cultura do “corpo perfeito”. Os transtornos alimentares precisam ser tratados com muita seriedade, pois apresentam riscos graves à saúde e à vida das mulheres.

 

6. As mulheres idosas também enfrentam desafios quando se trata de saúde mental

O envelhecimento populacional brasileiro é um fato. Por isso, consequentemente aumenta-se o número de idosas institucionalizadas. Elas podem enfrentar solidão, perda de amigos e familiares e problemas de saúde física que podem afetar sua saúde mental.

Dessa maneira, é essencial que as mulheres busquem ajuda se estiverem enfrentando problemas de saúde mental. Isso pode incluir falar com um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, ou procurar ajuda em grupos de apoio, ou comunidades.

Além disso, a diversidade é importante na representação de saúde mental das mulheres. Pois, elas vêm de diferentes origens, raças, orientações sexuais etc e cada uma enfrenta desafios exclusivos. É importante levar isso em conta ao discutir e tratar a saúde mental da mulher.

 

A importância do acompanhamento psicológico na gestação.

A gravidez é um período de muitas alterações físicas e emocionais.

Tão importante quanto o pré-natal com o Obstetra é um pré-natal psicológico, onde a gestante é acompanhada por um profissional capacitado para lidar com as emoções, ansiedades e expectativas do período: um psicólogo.
Por ser um processo rico e intenso, de vivências emocionais que apontam para uma nova estrutura familiar, novas atitudes e responsabilidades, é esperada uma carga de sentimentos novos, que precisam ser ajustados, propiciando uma vivência mais integral da gestação.
Somado a isto vem as fantasias quanto ao bebê, seu aspecto, sua forma; o medo do parto, da dor, de uma eventual cesárea; as inseguranças quanto ao puerpério, as habilidades necessárias para lidar com o recém-nascido e se reintegrar a vida social agora com um novo papel, o de mãe.
Vale, então, ressaltar que o trabalho com a gestante tem um melhor resultado quando é multidisciplinar, onde o obstetra e o psicólogo envolvidos no processo têm uma boa comunicação visando um melhor atendimento à paciente.

A Saúde Mental da Mulher Durante a Gravidez

 

A gravidez é um período de mudanças físicas, emocionais e psicológicas significativas na vida de uma mulher. A saúde mental desempenha um papel fundamental nesse processo, pois influencia tanto o bem-estar da mãe quanto o desenvolvimento saudável do bebê. Durante a gravidez, muitas mulheres enfrentam uma série de desafios que podem afetar sua saúde mental, como flutuações hormonais, preocupações com a saúde do bebê, alterações no corpo e preocupações financeiras. Portanto, é essencial entender e abordar adequadamente a saúde mental das mulheres grávidas.

Fatores de Impacto na Saúde Mental:

  1. Flutuações Hormonais: As mudanças hormonais durante a gravidez podem desencadear emoções intensas e alterações de humor. Algumas mulheres podem experimentar ansiedade, depressão ou irritabilidade devido a essas mudanças.
  2. Preocupações com a Saúde do Bebê: As futuras mães frequentemente se preocupam com o bem-estar e o desenvolvimento de seus bebês. Medos relacionados a complicações na gravidez, parto e saúde do recém-nascido podem aumentar o estresse e a ansiedade.
  3. Mudanças no Corpo: As transformações físicas da gravidez, como ganho de peso, inchaço e alterações na aparência, podem afetar a autoestima e a imagem corporal da mulher, impactando sua saúde mental.
  4. Pressões Sociais e Familiares: Expectativas culturais, pressões sociais e familiares também podem causar estresse durante a gravidez. A necessidade de equilibrar responsabilidades domésticas, profissionais e pessoais pode sobrecarregar a mulher grávida.
  5. Histórico de Saúde Mental: Mulheres que já enfrentaram problemas de saúde mental, como depressão ou ansiedade, podem ser mais suscetíveis a esses problemas durante a gravidez devido à combinação de fatores biológicos, hormonais e psicológicos.

Importância do Cuidado da Saúde Mental: É crucial que as mulheres grávidas recebam apoio adequado para lidar com os desafios emocionais da gravidez. A negligência da saúde mental pode resultar em complicações para a mãe e para o bebê. A depressão e a ansiedade não tratadas durante a gravidez podem aumentar o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e problemas comportamentais no futuro da criança.

Abordagens para Promover a Saúde Mental:

  1. Apoio Psicossocial: Proporcionar um ambiente de apoio emocional é fundamental. O suporte do parceiro, familiares, amigos e profissionais de saúde pode aliviar o estresse e ajudar a mulher a se sentir compreendida e amparada.
  2. Acompanhamento Médico: As visitas regulares ao médico permitem monitorar a saúde mental da gestante e identificar sinais precoces de problemas emocionais. Os profissionais de saúde podem fornecer orientação e encaminhamento para tratamento, se necessário.
  3. Terapia e aconselhamento: A terapia individual ou em grupo pode ser benéfica para ajudar as mulheres a lidar com suas preocupações e emoções durante a gravidez. A terapia cognitivo-comportamental e a terapia de apoio são abordagens comuns.
  4. Estilo de Vida Saudável: Praticar atividades físicas adequadas, adotar uma dieta equilibrada e praticar técnicas de relaxamento, como meditação e ioga, podem contribuir para o bem-estar mental.
  5. Educação e Conscientização: A educação sobre saúde mental na gravidez, tanto para as gestantes quanto para suas famílias, é essencial para entender os desafios e procurar ajuda quando necessário.

Conclusão: A saúde mental da mulher durante a gravidez é um aspecto crítico do bem-estar geral, impactando tanto a mãe quanto o bebê. É fundamental que as gestantes tenham acesso a informações, apoio e tratamento adequados para lidar com as emoções e desafios desse período, garantindo uma experiência de gravidez saudável e positiva.

A importância do acompanhamento psicológico no desenvolvimento da sexualidade da mulher

O desenvolvimento da sexualidade é uma parte fundamental da vida de qualquer pessoa e desempenha um papel significativo em seu bem-estar emocional e psicológico. Esse processo pode ser particularmente complexo para as mulheres, devido a uma série de fatores sociais, culturais, biológicos e psicológicos que influenciam a forma como elas vivenciam e compreendem sua sexualidade.

Nesse contexto, o acompanhamento psicológico desempenha um papel crucial no desenvolvimento saudável da sexualidade da mulher. Aqui estão alguns pontos que destacam a importância desse acompanhamento:

  1. Desconstrução de Estigmas e Normas Sociais: As mulheres muitas vezes enfrentam expectativas culturais e sociais restritivas em relação à sua sexualidade. Estereótipos de gênero, pressões para se conformar a normas e julgamentos podem criar sentimentos de vergonha e culpa em torno da expressão sexual. O acompanhamento psicológico oferece um espaço seguro para desconstruir esses estigmas, explorar crenças limitantes e construir uma compreensão positiva e saudável da sexualidade.
  2. Autoconhecimento e Empoderamento: A jornada de descoberta sexual envolve conhecer o próprio corpo, desejos, limites e preferências. O apoio psicológico pode ajudar as mulheres a se reconectarem com seus corpos, compreenderem suas emoções e explorarem sua sexualidade de forma empoderadora. Isso pode contribuir para uma maior autoestima e confiança.
  3. Lidar com Traumas e Experiências Passadas: Muitas mulheres carregam experiências traumáticas ou negativas relacionadas à sexualidade, como abuso sexual, relacionamentos abusivos ou experiências de vergonha e culpa. O acompanhamento psicológico oferece ferramentas para processar essas experiências, trabalhar através do trauma e construir uma base mais saudável para futuros relacionamentos e experiências sexuais.
  4. Compreender Mudanças Biológicas: A sexualidade da mulher pode passar por diversas mudanças ao longo da vida devido a fatores hormonais, como a puberdade, gravidez, parto e menopausa. O acompanhamento psicológico pode ajudar as mulheres a compreenderem e se adaptarem a essas mudanças biológicas, bem como a lidar com quaisquer desafios emocionais que possam surgir.
  5. Relacionamentos Saudáveis: O acompanhamento psicológico pode ajudar as mulheres a desenvolver habilidades de comunicação, assertividade e estabelecimento de limites, elementos essenciais para a construção de relacionamentos sexuais e afetivos saudáveis. Isso inclui a capacidade de expressar desejos e necessidades, e de reconhecer quando algo não está adequado em um relacionamento.

Em resumo, o acompanhamento psicológico desempenha um papel crucial no desenvolvimento saudável da sexualidade da mulher, proporcionando um espaço seguro para explorar, compreender e abraçar essa parte importante de sua identidade. Isso ajuda as mulheres a construírem uma relação positiva com sua sexualidade, a superarem desafios e a cultivarem um senso mais profundo de autoconhecimento e empoderamento.

Puerpério Psicológico

Se parássemos para pensar que o período da gravidez é estabelecido ao longo de nove meses, e é, em média, em torno de dois meses pós-parto o corpo geralmente já volta ao seu aspecto fisiológico normal, seria injusto que em tão pouco tempo a mulher se adaptasse a essa nova rotina emocional. É então que chamamos esse tempo maior de “Puerpério psicológico”. É uma mudança brusca de hormônios durante e depois da gravidez que exige um tempo de adaptação.

Não tem tempo cronológico definido, trata-se do tempo que a mulher necessita para que se identificar nos seus diferentes papéis na sociedade, conectada com esse seu novo “eu”. De acordo com a pratica clínica, esse tempo pode estender  de 2 a 3 anos, em média.

Esses primeiros anos de vida da criança são vividos com uma intensidade de sentimentos e desafios que podem inclusive fazer surgir situações adversas no aspecto psicológico dessa nova mãe. Diante disso faz-se necessário o suporte para que essa puérpera supere esses desafios.

Transtornos psicológicos do período pós-parto. 

Já se sabe que não é um momento fácil para a mãe. O período do puerpério traz consigo vários anseios, mudanças de humor, conflitos, inseguranças, desconfortos, cansaço, e também o medo dos transtornos psicológicos. A depressão pós-parto (DPP), a tristeza puerperal que chamamos de “Baby Blues”, Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e perturbação na amamentação, são alguns transtornos psíquicos que a mãe pode enfrentar. É importante, no entanto saber que alguns sentimentos são completamente naturais. Estar atento as diferenças auxiliará quando for necessário a busca por ajuda profissional.

O chamado Baby Blues

O blues puerperal é muito comum entre as mulheres. No pós-parto é caracterizado por uma labilidade emocional: instabilidade emocional, tristeza, euforia, irritabilidade, choro fácil, senso exagerado de empatia, sensação de estranheza, são alguns dos sintomas.

Inicia-se na primeira semana pós-parto e tem um pico entre o quarto e quinto dia, com duração de até duas semanas. A conduta se dá através da tranquilização materna e familiar. Entender que é um processo normal e relacionado aos fatores hormonais e de adaptação do momento. É então importante o apoio familiar para que esse sentimento se reestruture e não evolua.

Apesar de essa labilidade emocional ser normal, e não ser indicativo de tratamento farmacológico, o aconselhamento com profissionais capacitados apoiam mãe e a família nesse processo facilitando o entendimento e prevenindo a evolução para outros transtornos psíquicos.

Depressão pós-parto (DPP)

È a mais frequente complicação emocional materna. Trata-se de um quadro clínico, agudo, que requer acompanhamento e diagnóstico por médico psiquiatra, acompanhado com psicoterapia e em casos graves pode ser indicado a abordagem farmacológica. É mais suscetível a mulheres que já possuem um quadro de transtornos psíquicos anteriores.

O início se dá entre na terceira semana pós-parto e o terceiro mês, mas pode se manifestar ao longo do primeiro ano de vida do bebê. É caracterizado por uma tristeza constante, apatia, sensação de desprazer e possui uma interferência do vínculo entre mãe e bebê, podendo até ser risco para o desmame precoce.

Transtorno de estresse pós-traumático 

O TEPT ocorre geralmente em mães que passaram por alguma situação de tensão durante o parto e pós-parto. Violência obstétrica ou situações em que o bebê requer internação na UTI são as causas mais comuns desse transtorno. Os sentimentos são caracterizados por medo intenso, desamparo, perda de controle e horror.

É passível de que essa mulher tenha um acompanhamento multidisciplinar e familiar. O não reconhecimento desse estado pode evoluir em depressão e transtornos de ansiedade.

Perturbação na amamentação

Trata-se de um sentimento exaustivo e complexo, que ocorre enquanto a mãe amamenta, podendo ser favorável ao desmame precoce e abrupto.

É mais comum entre as mães que amamentam dois filhos de idades diferentes (amamentação em tandem), gestantes que amamentam, ou amamentações prolongadas. Os sintomas aparecem das mais variadas formas enquanto a mãe amamenta, como formigamento, coceira por todo corpo, angustia, vontade de chorar, raiva, sentimentos dos quais são difíceis de explicar.

Quando buscar ajuda no puerpério?

Ao sinal de confusão de sentimentos persistentes, desamor, e vínculo mãe e bebê prejudicado, o profissional de saúde deve ser comunicado. A percepção muitas vezes parte da rede de apoio familiar, uma vez que a mulher passa por um período em que ela mesma não sabe explicar o que sente. Neste caso aconselha-se um acompanhamento profissional.

Os benefícios do acompanhamento psicoterapêutico são:

  • Fortalecimento do vínculo mãe e bebê;
  • Diminuição das chances de desmame precoce;
  • Aumento da qualidade de vida;
  • Possibilidades de transtornos psíquicos prolongados diminuídos.

Apoio familiar é imprescindível!

Diante de tanta confusão de sentimentos, reconhecer as alterações psíquicas da mãe no puerpério é importante para a manutenção da qualidade de vida dessa mulher. A família, sendo as pessoas mais próximas, podem ser essencial na observação de quando os sentimentos confusos desse período fogem do comum. Perceber esses sentimentos e apoiar a nova mãe pode ser crucial para o diagnóstico e tratamento quando necessário.

A grávida e a puérpera, recebem bombas distintas de hormônios que precisam de tempo para se equilibrar. Por isso, é muito importante que cuidemos das mães enquanto elas cuidam dos novos babies. Assim, todos saem ganhando!

O papel da psicologia pós parto na vida da mulher

A psicologia pós-parto desempenha um papel crucial na vida da mulher, oferecendo apoio emocional e ajudando-a a enfrentar os desafios e mudanças que surgem após o nascimento do bebê. O período pós-parto é uma fase de transição significativa e pode ser acompanhado por uma série de desafios emocionais e psicológicos para a mãe.

A psicologia pós-parto se concentra principalmente na saúde mental e emocional da mãe. Ela pode ajudar a mulher a lidar com as mudanças hormonais, físicas e de estilo de vida que ocorrem após o parto. Além disso, também pode auxiliar na compreensão e no enfrentamento de questões como a depressão pós-parto, ansiedade, estresse, medos e inseguranças relacionados à maternidade, conflitos de identidade, mudanças no relacionamento conjugal e desafios na criação do bebê.

Um aspecto importante da psicologia pós-parto é fornecer um espaço seguro para que a mãe possa expressar seus sentimentos e preocupações, sem julgamento. Os profissionais de psicologia pós-parto podem oferecer orientação, aconselhamento e estratégias práticas para ajudar a mãe a enfrentar esses desafios e promover sua saúde mental.

Além disso, a psicologia pós-parto também pode desempenhar um papel fundamental na detecção e no tratamento da depressão pós-parto, que é uma condição séria e comum que afeta algumas mulheres após o parto. Os profissionais de psicologia podem ajudar a identificar os sintomas precocemente e fornecer o suporte necessário, encaminhando, se necessário, para outros profissionais de saúde, como psiquiatras ou assistentes sociais, para um tratamento mais abrangente.

Em resumo, a psicologia pós-parto desempenha um papel vital na vida da mulher, fornecendo suporte emocional, auxiliando na adaptação à maternidade e promovendo a saúde mental durante o período pós-parto. É importante que as mães recebam o apoio adequado nessa fase para que possam cuidar de si mesmas e de seus bebês de forma saudável e equilibrada.

Obesidade e sobrepeso, quais seus males e quando procurar ajuda

Os dados são alarmantes e as consequências, graves. Há uma tendência mundial de crescimento do número de pessoas obesas. No Brasil, 40% da população está na faixa da obesidade ou de sobrepeso. “A diferença entre ter sobrepeso e ser obeso é relacionada justamente ao risco maior de se ter problemas graves, relacionados a essa condição. E são muitas as complicações que podem surgir. Quem é obeso tem uma probabilidade maior de desenvolver doenças cardíacas, alguns cânceres, doenças articulares, apneia do sono (obstrução das vias aéreas), diabetes e doenças inflamatórias. Pesquisas indicam que mulheres obesas têm probabilidade maior de desenvolver o câncer de mama ou quadro de incontinência urinária, principalmente no período pós-menopausa”, explica a doutora Maria Celeste Osório Wender, professora titular de ginecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Os fatores que causam a obesidade também são vários. “Temos a questão genética, é preciso conferir o histórico familiar, se existem casos de obesidade na família. É sabido que se houverem casos como esse no âmbito familiar, será mais provável desenvolver a obesidade. E temos também as questões ambientais, como hábitos alimentares ruins, sedentarismo e o metabolismo. Com relação a esse último, vale dizer que quanto mais rápido ele for, melhor, por gastar mais energia, mais calorias. Essa é outra desvantagem que a mulher carrega, porque o homem tem mais músculos, tecidos que consomem muita energia e que ajudam na questão metabólica”, diz Maria Celeste.

Abordagem clínica

Para a doutora Maria Celeste “o médico, seja ele um clínico geral, um endocrinologista ou um ginecologista, é a pessoa indicada para abordar o assunto. É preciso entender os hábitos alimentares da pessoa e reeducá-la nesse sentido. Aqui a participação de um nutrólogo também é essencial, porque cada caso tem suas particularidades. Em todos os aspectos da obesidade o princípio é o mesmo: os ganhos acontecem gradativamente, sem sobressaltos.


De nada adianta impor uma dieta extremamente rigorosa para quem tem o hábito de comer muito, ela não vai conseguir cumprir os objetivos. Bom senso e equilíbrio são as palavras de ordem. Então tudo tem que ser feito com calma, estabelecendo-se metas possíveis de serem conquistadas, progressivamente”, afirma a doutora.

Outro fator fundamental é a prática de atividades esportivas, que auxiliam no metabolismo. “O ideal é que a pessoa pratique 150 minutos semanais de atividades aeróbicas (caminhadas, corridas leves, pedalar, nadar) combinada com duas a três sessões de musculação, na mesma semana. Se a reeducação alimentar combinada com a prática esportiva não der resultados satisfatórios, podemos recorrer ao uso de medicamentos, que na sua essência são moderadores de apetite. Em último caso, temos a possibilidade da cirurgia bariátrica (redução do estômago), mas existem regras para sua realização. O que posso afirmar é que essa cirurgia evoluiu muito e hoje apresenta riscos menores”, explica Maria Celeste.

A doutora chama a atenção para outro fator importante, o corpo pode tornar-se seu próprio inimigo durante o tratamento. “O que acontece é que ao se reduzir o peso, o organismo reage para voltar ao status original. Isso ocorre por meio do aumento da grelina, hormônio que estimula o apetite. Então, além de todos os obstáculos já citados, é preciso enfrentar mais essa condição, de sentir fome e ter que se controlar, que pode sim aparecer durante a luta de ter que perder peso devido a obesidade”.

Saúde Mental

A condição da pessoa obesa traz outras complicações, podendo afetar a saúde mental do paciente. “A sociedade, de certa forma, condena o obeso. Isso pode desenvolver aspectos negativos como carregar dentro de si um sentimento de culpa, ansiedade excessiva ou ainda sofrer com um quadro depressivo, especialmente para quem é vítima do bullying. Essas condições podem pôr tudo a perder, fazer com que o paciente coma ainda mais, quando o necessário é justamente o inverso. A ajuda de médicos psiquiatras ou psicólogos pode ser relevante em alguns casos. É muito importante que a classe médica tenha consciência com relação ao tema; pessoas obesas precisam de ajuda. E, claro, o apoio de familiares e amigos nessa batalha também é requisitado. Evitar comparações e cobranças excessivas é recomendado, para que se minimize a possibilidade de frustração e o insucesso do tratamento”, finaliza a doutora.

Violência contra a mulher

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340 de 7 de agosto de 2006) está completando 15 anos. Criada para coibir e prevenir a violência doméstica contra a mulher, é elogiada por todos pela forma com que discrimina os tipos de violência, por apontar os caminhos de assistência à mulher vítima dessas ações e por definir as medidas protetivas de urgência entre outros aspectos.

Porém, apesar de sua imensa contribuição para a sociedade, percebe-se que a execução do seu principal teor, na prática, continua sendo o principal problema. Os números são estarrecedores e provam isso. Em 2020, foram 690 mil denúncias de violência doméstica à Central de Atendimento à Mulher 180, um dos canais criados para que mulheres possam relatar casos de agressões de todos os tipos contra elas. Pesquisa realizada pelo instituto “Inteligência em Pesquisa e Consultoria (IPEC)” aponta que nesse mesmo ano de 2020, 13 milhões de mulheres sofreram com algum tipo de violência. São 25 brasileiras por minuto sendo violentadas, seja por assédio moral (ofensas), agressões físicas ou violência sexual.

A gravidade e relevância do tema levaram a Febrasgo a criar uma Comissão Nacional Especializada (CNE) no tema e a atuar de forma intensa no combate à violência contra a mulher. Muitas pessoas podem achar que a pandemia da COVID-19 é a responsável principal por esses números assustadores. Claro que contribuiu para o aumento de casos, pela questão do confinamento, verificada em outras pandemias também, mas isso já tinha sido previsto e prevenido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Porém, o Atlas da Violência, feito em 2019 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), tomando como base a década entre 2007 e 2017, já mostrava que o Brasil é o quinto país no mundo em assassinatos de mulheres (feminicídio), com cerca de 5 mortes a cada 100 mil mulheres agredidas. E ainda há quem conteste a gravidade dos fatos, sob o discurso de que o maior volume de violência ocorre contra os homens, já que são eles as vítimas em 92% dos homicídios. Só que ninguém fala que na maioria dos casos, eles são mortos por pessoas estranhas.

Mais de 50% das mulheres são assassinadas por parceiros ou ex-parceiros. Então, não podemos culpar a violência urbana, mas olhar com muita atenção para a questão do gênero”, diz a doutora Aline Veras Morais Brilhante, ginecologista e obstetra, com mestrado e doutorado em saúde coletiva pela Universidade de Fortaleza, com pós-doutorado em sociologia pela Universidade Rey Juan Carlos em Madri (ESP) e membro da CNE desde 2019.

Dentre os principais benefícios que a Lei Maria da Penha trouxe, ela aponta o reconhecimento dos diferentes tipos de violência. “Violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A violência patrimonial, a menos conhecida, se caracteriza por criar uma dependência financeira com relação ao parceiro, que culmina num controle inaceitável e perda da autonomia, muitas vezes até no direito de ir e vir. Também é de grande valia o fato da Lei prever assistência integrada e ampliada como instrumento eficaz contra a violência. O principal problema que enfrentamos é a sua execução na prática, extremamente dificultada porque vivemos num país patriarcal, que tende a normalizar a violência contra a mulher. Um dos caminhos para solucionar esse dilema é a desconstrução dos discursos que tentam minimizar essa questão tão importante, que não se limita somente às mulheres. Idosos e crianças também sofrem com a violência doméstica. Geralmente ninguém intervém, porque é uma violência ‘naturalizada’, como se fosse ‘normal’ alguém apanhar ou ser ofendida constantemente.

A médica ainda chama a atenção para a “violência em espiral”, que ocorre em várias fases. A violência em si, a reconciliação, nova crise, novo episódio de agressão e o aumento da frequência dos episódios de agressão. A mulher fica cada vez mais fragilizada, passa a internalizar todas as questões ligadas a esse sofrimento, perde sua autoestima, passa por distúrbios emocionais sérios, como a depressão. Além, claro, do risco à própria vida e um temos recorrente associado à violência.


Ações da Febrasgo

Nesse contexto, a médica Aline destaca o papel importantíssimo do profissional da saúde. “Pode até parecer inusitado, mas é a realidade. A grande maioria das mulheres relata casos de violência para o profissional da saúde antes de recorrerem a uma autoridade policial. O serviço de saúde é procurado 35 vezes mais do que a polícia! E o que isso significa? Que devemos estar preparados para agir em favor dessa vítima. Elas esperam um suporte, que as escutemos com atenção, que uma mão seja estendida e que mostremos a ela quais os caminhos possíveis para evitar a continuidade desses atos terríveis. Dessa forma, o médico tem que ter o conhecimento dos serviços sociais disponíveis para cada região. Existe a Casa da Mulher Brasileira, por exemplo, equipamento social presente em todo o território nacional. Lá, as mulheres têm assistência jurídica, médica e psicológica. Existem também as Casas de Abrigo, vinculadas a Casa da Mulher Brasileira. Muitas mulheres se sentem tão fragilizadas, que não têm força para reagir, mas, se forem acolhidas, vão se sentir estimuladas a proteger sua própria vida”, diz Aline.

A Febrasgo, por meio de sua CNE, tem atuado na prática para coibir a violência contra a mulher. “O primeiro aspecto em que a Febrasgo atua é justamente no reconhecimento do papel do profissional da saúde nessa cadeia. Ela atua firmemente para que essas competências supracitadas sejam obrigatórias na formação de um médico, já na época de faculdade e residência. É imprescindível que o profissional da saúde seja capaz de prestar uma assistência acolhedora e humanizada. A CNE também se manifesta contrariamente sobre decisões que qualifiquem como “normal” a violência contra a mulher, ou propostas de alterações jurídicas que a Febrasgo entenda ser um retrocesso. Por exemplo, a Lei 13.931 de 2019, determina a obrigatoriedade de profissionais da saúde em notificar a polícia sobre mulheres que tenham sido vítimas de violência. Essa obrigatoriedade traz dois problemas: primeiro, faz com que a mulher não se manifeste, por medo de uma retaliação, lembrando que os principais causadores da violência contra a mulher são companheiros, ex-companheiros, familiares. Outra questão é que vai contra a ética médica, que se caracteriza pela privacidade do paciente. A Febrasgo solicitou, inclusive, audiência com o então ministro Onix Lorenzoni contestando esse aspecto da lei. Não fugimos do debate. Muito pelo contrário: posicionamo-nos firmemente cada vez que acharmos ser um caminho necessário. E lutamos também para que as medidas protetivas, de um cunho teórico e legal excepcional, sejam realmente efetivas, o que ainda não acontece na realidade do dia a dia”, finaliza a doutora Aline.


Serviços de amparo e denúncia

Para qualquer tipo de violência, seja com você ou com qualquer outra mulher. Não aceite! Denuncie!

A REPERCUSSÃO NEURO-PSICOLÓGICA DA COVID-19

Completamos um ano de pandemia e continuamos aprendendo a cada dia. Além de todas as possíveis alterações físicas que o vírus pode causar (comprometimento pulmonar, perda de olfato e paladar, dores e atrofia muscular) e que podem permanecer por longos períodos, uma das consequências causadas pela COVID-19 são as alterações neuropsicológicas.

Um estudo publicado recentemente na revista Lancet (abril de 2021) procurou fornecer estimativas de taxas de incidência e riscos relativos de diagnósticos neurológicos e psiquiátricos em pacientes, nos seis meses após um diagnóstico de COVID-19. Foi comparado um grupo de pacientes com diagnóstico do coronavírus, com um grupo com diagnóstico de gripe e outro com diagnóstico de qualquer infecção respiratória. Entre 236 379 pacientes com diagnóstico de COVID-19, a incidência estimada de um diagnóstico neurológico ou psiquiátrico nos seis meses seguintes foi de 34%. Para pacientes que foram admitidos em uma UTI (doença mais grave), a incidência estimada de um diagnóstico foi de 47%. Condições neurológicas como derrame e demência foram raras, mas também aumentadas no grupo do COVID. E, quadros de ansiedade e transtornos de humor foram mais diagnosticados no grupo do COVID (17% dos pacientes com distúrbios de ansiedade e 14% com distúrbios de humor, incluindo depressão, nas infecções mais leves do vírus).

Esse estudo reforça a importância das medidas de prevenção da infecção (álcool gel, máscara, distanciamento social e principalmente as vacinas). A incidência de alterações emocionais que já está aumentada neste momento de incerteza (profissional, familiar, financeiro, futuro), pode ser exacerbada com a infecção pelo coronavírus.

A ajuda precoce de um especialista em saúde mental nos casos desses diagnósticos é fundamental para evitar agravamento do quadro. O importante é buscar ajuda, assim que se percebe a necessidade; o tratamento pode ser mais curto e menos estressante.

Os benefícios da psicoterapia têm sido significativos no enfrentamento do momento atual. Vão desde a conquista da autonomia para controlar as mais diversas situações, o autoconhecimento, a autogestão emocional e a uma melhor qualidade de vida dos pacientes.

Cuidem-se!

Dra. Patrícia Pereira Faure

Psicóloga / Psico-Oncologista

A importância da Psico-oncologia

Em primeiro lugar, é importante definirmos a Psico-Oncologia como uma área de interseção entre a Psicologia e a Oncologia, que busca compreender e estudar as variáveis do comportamento relacionadas ao processo de adoecimento e cura, e as intervenções ao longo de todo este mesmo processo. Está área de atuação profissional surgiu na década de 1970, com a psiquiatra Jimmie Holland, no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em Nova Iorque. Ela criou um serviço de atendimento, pesquisa e treinamento para investigar os aspectos emocionais envolvidos no processo de doença e tratamento do câncer e avaliar a interferência na vida dos pacientes. Visando sempre a melhor forma de intervenção para reduzir o sofrimento do paciente durante o tratamento oncológico e aumentar sua qualidade de vida também.

O papel de um psicólogo em um ambulatório de Oncologia é oferecer suporte emocional para que o paciente possa expressar seus sentimentos, compreender as dificuldades do momento vivido, perceber as situações que lhe mobilizam emocionalmente e instrumentalizá-lo para lidar da melhor maneira possível com as alterações e limitações impostas pela doença e pelo tratamento. O acompanhamento psicológico é indicado, geralmente, quando notamos certa dificuldade de adaptação e adesão aos tratamentos propostos e quando ocorrem sintomas depressivos e/ou ansiosos.

Outro ponto importante a ser ressaltado é a família do paciente oncológico. Por ser tratar de uma doença complexa, o familiar normalmente está bastante envolvido no processo de tratamento, tanto do ponto de vista operacional quanto do ponto de vista emocional; e cabe à equipe de saúde a ter um olhar cuidadoso a essa família ao longo do período de tratamento do paciente. O psico-oncologista pode abordar o paciente e sua família, tanto individualmente como em grupo, dependendo de alguns aspectos clínicos e institucionais.

Um questionamento muito comum que surge a respeito da prática do psicólogo em Oncologia, é se ter tristeza e angústia é normal durante o tratamento. Posso afirmar que sim, é normal, mas dependendo da intensidade e da duração destes sentimentos. Se esses ficarem muito intensos, ao ponto de interferirem no funcionamento do paciente e na adesão ao tratamento, é importantíssimo buscar ajuda especializada.

Para finalizar, é também função do psico-oncologista dar apoio emocional e suporte aos profissionais de saúde que lidam diariamente e intensamente com os pacientes oncológicos. Algumas ações institucionais, como grupos de apoio, oficinas e aulas, são exemplos de ações de cuidado com o profissional.

A experiência do câncer é geralmente desafiadora, independente do local, da extensão, do prognóstico e dos resultados do tratamento. Todas essas transformações na rotina do paciente podem contribuir para o desequilíbrio psicológico dele e desencadear diversas reações emocionais. Por essas razões, o tratamento psicológico presta inestimável ajuda no enfrentamento do tratamento oncológico.”

Por: Laura Campos – Psicóloga-oncológica do Americas Centro de Oncologia Integrado

Decifrando os sonhos

O psicanalista Carl Jung, afirma que o inconsciente nos passa mensagens através de imagens.

Aqueles sonhos repetitivos na verdade são pura insistência do inconsciente de tentar nos fazer compreender o que é tudo aquilo que está sendo mostrado e dito para podermos aplicar na vida real.

Para começar a entender a mensagem que os seus sonhos querem te passar é preciso identificar o tipo de sonho. Jung define os seguintes tipos:

Sonhos Traumáticos

São aqueles que remetem a um trauma passado ou recente, mas que talvez ainda não tenha sido superado. A suas atitudes diante dos sonhos traumáticos te dirão se você venceu este sofrimento ou não. Se você se esconde dos desafios que aparecem, significa que ainda é preciso trabalhar em cima deste trauma. Mas se os enfrenta, é muito provável que você esteja no caminho de superar, se não, já ter superado este trauma.

Sonhos Proféticos

Estes são mais raros, pois aparecem como uma premonição do futuro. Nada muito grandioso, apenas pequenos acontecimentos, como prever que algum objeto vai quebrar ou que você passará por uma rua em específico.

Sonhos Prospectivos

Dormir pensando em um monte de pergunta sem resposta, e no dia seguinte, você de repente acorda com uma solução para tudo. Às vezes descansar é o segredo!

Sonhos Extra-sensoriais

Este sonho também é tão raro quanto o profético, mas neste caso, envolve a morte de alguém que acaba se tornando realidade.

Sonhos Compensatórios

Estes são os mais comuns! Eles geralmente te mostram o que você precisa trabalhar em sua vida: medos, relações, objetivos, frustrações, defeitos, hábitos, etc. Ou por exemplo, se você se encontra em um momento muito triste da sua vida, você sonha que está extremamente feliz.

Agora que você tem plena consciência dos tipos de sonhos que seu inconsciente traz, é hora de seguirmos para próxima etapa, complementando ainda mais os significados.

As pessoas que aparecem no sonho podem trazer inúmeros significados e respostas para nós. Elas podem ser fragmentos da nossa psique, mostrando um aspecto de nós mesmos ou podem refletir os nossos relacionamentos. Como diferenciar?

Se estas pessoas são próximas à você e aparecem nitidamente, seu sonho é objetivo, ou seja, reflete a sua relacionamento com elas. Mas se elas são desconhecidas, ou até são conhecidas, mas aparecem um pouco diferente do que são na vida real, seu sonho é subjetivo, ou seja, representa fragmentos da sua psique.

Não existe uma totalidade no quesito subjetivo e objetivo. Na maioria dos sonhos você vai encontrar demonstração de ambos.

A próxima etapa é identificar de qual gênero estas pessoas são.

A psique de todos os seres humanos é constituída pela junção do feminino e masculino.

Nas mulheres, a parte masculina é chamada de animus e nos homens, a parte feminina é chamada de anima.

O animus representa o lado mais racional e cético das pessoas, enquanto a anima representa o lado mais intuitivo e emocional.

Se você é uma mulher e sonha com um homem, pode significar que você precise trabalhar alguma questão ou relação da sua vida de forma mais racional.. 

Se você é homem e sonha com uma mulher, pode significar o inverso, que você precise desapegar do lado racional e acreditar mais em sua intuição.

Se sonhamos com o mesmo sexo, significa que estamos vendo nossa própria sombra. A sombra remete aquelas características mais cabeludas, sabe? Segundo Jung, é o lado obscuro da nossa psique, o lado escondido, o que reprimimos e negamos aceitar. Como os defeitos, por exemplo.

Ainda assim, mesmo com todas essas explicações, cada sonho vai apresentar um significado único para cada pessoa. Portanto, o penúltimo passo é se perguntar quais experiências você viveu no sonhos. Por exemplo:

“Sonhei que estava caminhando uma praia vazia junto com o meu gato me senti muito liberta.”

E a última etapa é correlacionar os aspectos dos seus sonhos com o seu contexto de vida. Seguindo o mesmo exemplo:

“Sonhei (sou uma mulher) que estava caminhando uma praia vazia junto com o meu gato me senti muito liberta. Mas de repente apareceu meu chefe (homem) e ele disse pra eu voltar para o escritório.”

Interpretação 1)

Chefe

Não lembro claramente do rosto do meu chefe, mas sei que ele era homem. Então é muito provável que ele represente o meu lado masculino, o meu animus, aquele que me cobra uma postura racional diante de tudo. No fim, este sonho representa uma cobrança interna minha de ficar o tempo todo trabalhando para distrair a cabeça de questões mais profundas.

Gato

Já meu gato do sonho era igualzinho o meu gato da vida real. Talvez ele tenha aparecido porque quando estou com ele me sinto mais livre, sabe? Desencano um pouco dos meus problemas.

A praia

Praias desertas remetem uma paz interna. É como se todas as minhas angústias pessoais estivessem resolvidas e o silêncio finalmente pudesse ser contemplado, e eu pudesse viver o presente. Quando eu era criança me sentia exatamente, mas hoje em dia já mais difícil diante de tudo que estou passando.

Interpretação 2)

Chefe

Era meu chefe escrito no sonho! Acho que é porque eu preciso me posicionar melhor em relação à ele. Ele me pede muita coisa em momentos inapropriados e eu nunca sei dizer não. Acabo trabalhando praticamente 24h por dia. É melhor eu trabalhar minha coragem e atitude de confrontá-lo quando preciso.

Gato

Já gato do sonho era um pouco diferente, mas ainda assim sentia que era meu. Ao contrário do cachorro, o gato costuma significar liberdade, fuga, desapego. Vou me desapegar desse vício de trabalho que me acorrenta 7 dias por semana e usar minha energia para melhorar outras questões minhas que me trarão liberdade.

A praia

Praias desertas remetem uma paz interna. É como se todas as minhas angústias pessoais estivessem resolvidas e o silêncio finalmente pudesse ser contemplado e eu pudesse viver o presente. De fato, não consigo viver o presente diante de tanto trabalho e questões internas que evito.

Este é apenas um exemplo, baseado na mente da pessoa que está escrevendo. Outras pessoas podem ter o mesmo sonho e encontrar significados completamente diferentes.

Para analisar sonhos é preciso analisar a própria vida: passado, presente e até mesmo o futuro. É importante conhecer a si mesmo, e abrir a mente para as mensagens que o inconsciente quer ter passar, mas que você se recusa a aceitá-las.

Candidíase de repetição

A cândida é um fungo que vive em harmonia conjuntamente com a flora vaginal, mas quando a nossa imunidade cai, ela passa se proliferar e provoca o que chamamos de candidíase.

Além da ardência e coceira, manifesta-se também aquele corrimento branquinho, com uma textura similar a de coalhada.

Toda mulher vai vivenciar a candidíase em algum momento da vida, e tudo bem! Faz parte e costuma ser fácil de tratar. O problema é quando ela vence todos os tratamentos e se repete constantemente.

Quando isso acontece, é importante ficar atenta à questões emocionais. Muitas vezes, o nosso corpo somatiza conflitos mentais que estamos evitando lidar. A somatização não é nada mais que um alerta para você tomar alguma atitude!

Se o seu caso for candidíase de repetição, além de procurar um ginecologista, também procure uma terapeuta para conversar sobre tudo o que você está passando. Entender o seu contexto de atual de vida e como ele faz te sentir, vai ajudar a melhorar todo esse incômodo, físico e mental.

A alimentação também entra na jogada, tanto como aliada como inimiga. Preste atenção no que você anda comendo. Evite consumir açúcar refinado em excesso, massas e carboidratos no geral.

 

Fonte: Lasciva Lua