Como são os aspectos emocionais da mulher no puerpério

O período pós-parto, também conhecido como puerpério, refere-se a um momento de transição em que ocorrem intensas alterações fisiológicas e psicológicas nas mulheres, envolvendo tanto aspectos hormonais, como questões familiares e culturais. Ele começa após o nascimento do bebê, e seu fim não é bem delimitado, podendo abranger até 12 meses após o nascimento.

Alterações hormonais, amamentação, demandas em tempo integral do bebê, perda do corpo gravídico e não retorno imediato ao corpo anterior à gestação, privação do sono, pressões sociais – as mudanças após o parto são muitas, e cada mulher irá vivenciá-las de uma maneira singular e única.

Ainda que o nascimento de um bebê seja um evento comumente associado a celebração e alegria, sentir cansaço, solidão, tristeza e desamparo faz parte da experiência de muitas mulheres. Por isso, é necessário ficar atento(a) para reconhecer quando esses sentimentos deixam de ser algo fisiológico e passam a merecer maior atenção e acompanhamento especializado.

Baby blues
O baby blues (ou blues pós parto) se manifesta em aproximadamente 50% ou mais das mulheres dentro de uma semana após o parto, e sua origem está associada tanto a questões hormonais – como a queda nos níveis de estrogênio, que afeta indiretamente o metabolismo de neurotransmissores como dopamina, noradrenalina e serotonina – como aspectos socioculturais.

Trata-se de uma condição transitória caracterizada por sintomas depressivos leves, como tristeza, choro, irritabilidade, ansiedade, insônia, exaustão e diminuição da concentração, bem como instabilidade do humor. Os sintomas geralmente se desenvolvem dentro de dois a três dias após o parto, atingem o pico nos próximos dias e desaparecem dentro de duas semanas.

O baby blues é comum e é conceituado como um nível subclínico de depressão, ou seja, que não é patológico. Alguns fatores de risco associados ao quadro são: histórico de mudanças de humor pré-menstruais, sintomas depressivos anteriores à gravidez ou no pré parto; via de parto cesárea; não amamentação; comprometimento psicossocial e história familiar de depressão.

Geralmente o quadro não requer tratamento clínico, e as mulheres devem receber conforto, segurança e amparo por parte de familiares e de suas redes de apoio. O reconhecimento do baby blues é importante pois, de acordo com dois estudos prospectivos realizados na Alemanha e na Nigéria, o risco de depressão pós-parto é aproximadamente 4 a 11 vezes maior entre as mulheres que sofrem de baby blues.

Depressão pós parto
Embora os sintomas de baby blues e depressão pós parto sejam parecidos, na depressão eles costumam ser mais profundos, intensos e duradouros (podendo durar pelo menos um ano em 30 a 50% dos pacientes). Algumas manifestações são: ansiedade sobre a saúde do bebê, preocupação com a capacidade de cuidar dele, desânimo, desinteresse, insônia, culpa, transtornos por uso de substâncias e ideação suicida. Suas características clínicas e sintomas são parecidos com os episódios depressivos que ocorrem fora do período pós-parto.

A depressão tem início antes ou durante a gravidez em aproximadamente 50% das pacientes, e também pode se desenvolver como um agravamento do baby blues, ou então aparecer meses depois do parto, e o principal fator de risco é histórico prévio de depressão. Nesse sentido, ela pode ser evitada, cabendo à mulher, à família e aos profissionais de saúde um cuidado redobrado para acompanhar de perto possíveis alterações comportamentais e intervir quando necessário.

A incidência estimada de depressão pós parto é incerta. Estudos conduzidos na população geral dos Estados Unidos e da Europa apontam uma prevalência de aproximadamente 9%; no entanto, a taxa parece ser maior nos países de baixa e média renda. Apesar de pouco falada, a depressão também pode atingir de 3 a 5% dos pais e também merece atenção, pois pode interferir na construção do vínculo paterno-infantil.

Os tratamentos usuais para depressão também podem ser usados para tratar a depressão pós parto, e podem incluir o uso de antidepressivos e o acompanhamento terapêutico com psicólogo ou psiquiatra. As mulheres que estão amamentando devem evitar certos medicamentos, mas existem opções seguras que permitem manter a lactação durante o tratamento.

O acompanhamento profissional é fundamental, pois estudos mostram que a depressão pós parto está associada à má nutrição e saúde do bebê, e pode interferir na amamentação, na construção do vínculo entre a mãe e a criança, nos cuidados com o filho e no relacionamento com o(a) parceiro(a) da mulher.

Psicose puerperal
A psicose puerperal, por sua vez, é o transtorno mental mais grave que pode ocorrer no puerpério. Ela tem prevalência de 0,1% a 0,2%, costuma ter início rápido e os sintomas se instalam já nos primeiros dias até duas semanas após o parto. Apesar de poder apresentar sintomas parecidos com a depressão pós parto (como irritação, agitação e insônia), se diferencia desta na medida em que provoca um afastamento ou ruptura com a realidade, envolvendo delírios, alucinações, ideias persecutórias e confusão mental. Em quadros graves, a mulher pode não ser capaz de reconhecer seu bebê como “seu”, e ideias de infanticídio podem surgir.

Alguns casos podem ser tratados com medicação e psicoterapia, enquanto outros mais graves envolvem internação.

A importância da rede de apoio
O puerpério pode ser bastante desafiador e, por isso, todas as mulheres podem se beneficiar de uma rede neste período, formada por pessoas próximas (familiares, amigos e profissionais) que possam oferecer acolhimento e apoio para atender às necessidades específicas de cada mulher. Esse suporte pode vir de diversas formas, como: oferecer cuidados com a casa e com as questões práticas do dia a dia, ficar um tempo com o bebê para que a mulher possa ter um tempo para si, respeitar as escolhas da mãe e oferecer uma escuta sensível e empática. Grupos de mulheres no pós parto (presenciais ou virtuais) podem ser muito valiosos nesse período. Além disso, é importante que existam pessoas próximas que estejam atentas ao estado emocional da mulher no pós parto, para encaminhar a profissionais especializados quando necessário. Como diz um conhecido provérbio africano, “é preciso uma aldeia para criar uma criança”. Compartilhar os cuidados e as responsabilidades com as mães nos primeiros meses de vida de um bebê é, portanto, uma tarefa coletiva.

Confira os cuidados essenciais com a saúde da mulher

A preocupação e os cuidados com a saúde devem ser prioridade para qualquer pessoa, certo? O funcionamento do corpo feminino tem algumas peculiaridades que exigem cuidados relacionados principalmente à saúde ginecológica, mas que também contemplam outros aspectos para promover o bem-estar físico e emocional.

Na prática, quais são os exames mais importantes e que devem fazer parte da rotina de saúde da mulher? Quais são os benefícios que cada um deles proporciona e como impactam a qualidade de vida da paciente? Continue a leitura e esclareça todas essas dúvidas.

QUAL A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO À SAÚDE DA MULHER?
Além de ser uma forma de garantir que o organismo esteja saudável, alguns cuidados ajudam na prevenção de doenças e na identificação de situações ainda em um estágio inicial, o que pode facilitar um eventual tratamento. O câncer de mama é um exemplo disso, que pode ser tratado com mais eficiência e menor agressividade ao ser descoberto logo no começo.

Lembrando que os cuidados com a saúde física precisam estar alinhados com a saúde mental. Os desafios são grandes e mudam em cada fase da vida, porém a preocupação e a atenção com o próprio corpo não devem parar ou diminuir jamais, seja para prevenir doenças ou viver com qualidade.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS CUIDADOS COM A SAÚDE DA MULHER?
Quando se fala em qualidade de vida e saúde, nada é mais eficiente do que conhecer o próprio corpo, observando quando algo não está funcionando tão bem. Esse cuidado, nos mínimos detalhes, pode começar por analisar pintas novas ou manchas que surgiram na pele e até mesmo um ponto de dor em qualquer região.

Outros sinais que podem ser observados com cautela são a falta de disposição, queda de cabelo e sono irregular. Uma forma de cuidado com o próprio corpo é o exame de toque nas mamas, que é possível ser realizado a qualquer dia, na sua casa, sem muita dificuldade.

A saúde íntima também é um ponto que precisa ser observado — a presença de corrimentos, coceiras e dores nas relações sexuais. Em qualquer um desses casos, procure um médico ginecologista, que irá orientá-la da melhor maneira.

Por falar nisso, é preciso ressaltar a importância da visita regular aos médicos e profissionais de saúde. Fazer exames de rotina, receber uma avaliação feita por um especialista, corrigir alguns hábitos, enfim, a ajuda profissional é imprescindível. Assim, é possível ter uma orientação sobre novos cuidados que devem fazer parte da rotina da mulher.

Uma questão fundamental para a saúde é manter o sistema imunológico fortalecido, a fim de evitar muitos problemas. Exames para avaliar a imunidade podem ser solicitados pelo seu médico, sempre que forem necessários. Para complementar, vale a pena manter bons hábitos de saúde, com alimentação equilibrada, estresse sob controle e prática de atividades físicas.

Dessa forma, os princípios da medicina preventiva são colocados em prática, por meio do simples conhecimento do próprio corpo e da escolha por hábitos diários saudáveis, contribuindo para reduzir as chances de doenças e, mais importante, preparar o corpo para uma vida com bem-estar.

QUAIS EXAMES DEVEM SER REALIZADOS?
Em complemento a tudo o que foi apresentado acima, existem alguns exames que fazem parte da rotina de cuidados com a saúde da mulher. O que acha, então, de conhecer um pouco mais sobre a importância de cada um deles? Confira!

EXAME GINECOLÓGICO
A partir de uma consulta cuidadosa, conhecendo seu histórico clínico e realizando o exame físico, o ginecologista poderá orientá-la sobre diversas condições, bem como solicitar exames complementares, como exames de imagem ou citológico.

EXAME DE PAPANICOLAU
É um exame simples e rápido, coletado no consultório pelo ginecologista, no qual são avaliadas as células do colo do útero. Com ele, é possível avaliar o padrão hormonal da paciente e diagnosticar inflamações e doenças, como a infecção pelo HPV e outras infecções sexualmente transmissíveis. O maior benefício do exame é a possibilidade de prevenir e detectar precocemente lesões pré-cancerosas, facilitando o tratamento e possibilitando a cura.

ECOGRAFIA PÉLVICA
A ecografia pélvica é um exame complementar de diagnóstico que permite a visualização detalhada dos órgãos pélvicos. Pode ser realizado por via abdominal ou transvaginal, de acordo com a indicação médica. Por via abdominal, há a necessidade de bexiga cheia, ou seja, é aquele exame no qual você deve tomar a quantidade de água pedida pelo laboratório antes da realização.

MAMOGRAFIA E ECOGRAFIA DE MAMAS
Outros dois exames de imagem importantes para a saúde da mulher: a mamografia e a ecografia das mamas. O primeiro é muito importante para a identificação de câncer ainda nos estágios iniciais da doença. Já o segundo reproduz imagens sem uso de radiação, podendo complementar a mamografia, principalmente em mulheres com mamas mais densas. Há, ainda, a alternativa da tomossíntese mamária, que tem mostrado maior precisão em relação à mamografia convencional.

HEMOGRAMA E OUTROS EXAMES DE ROTINA
Tão relevante quanto os exames mais específicos para as mulheres, estão outros procedimentos rotineiramente solicitados, como o hemograma, o perfil lipídico e a glicemia.

COMO ESSES CUIDADOS PREVINEM DOENÇAS?
A grande maioria dos pacientes com doenças crônicas só sabem que estão com algum problema a partir do aparecimento de sintomas. Em algumas situações, isso pode representar a necessidade de tratamentos mais intensos para conseguir uma solução. Portanto, a realização de exames específicos para a saúde da mulher exerce papel crucial na prevenção de doenças e no apoio aos médicos, que precisam tomar decisões em relação ao tratamento mais adequado.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a descoberta e o início do tratamento do câncer de mama, nos estágios iniciais, podem aumentar as chances de sucesso e cura. Esses dados reforçam a importância de adicionar exames como a mamografia regular em busca de uma rotina saudável, bem como exames e consultas periódicas com seu médico.

A saúde da mulher exige uma série de práticas para assegurar uma melhor qualidade de vida, que vão desde os pequenos detalhes na rotina, como uma alimentação saudável, abandonar o sedentarismo e até a realização de check-ups médicos. Tudo isso garante que ela conheça mais sobre o seu corpo e consiga manter uma vida mais saudável em todos os aspectos.

Agora que você já sabe quais são os cuidados básicos com a saúde da mulher e os principais exames que devem fazer parte da sua rotina, compartilhe este conteúdo em suas redes sociais e ajude mais mulheres!

Ovários Micropolicísticos x Cistos de ovário: Qual a diferença?

Muitas mulheres têm dificuldade na hora de diferenciar ovários micropolicístiscos e Cisto de ovário. Por isso, preparamos esse texto para te ajudar a entender a diferença entre eles.

Chamamos de ovários micropolicísticos quando num exame de imagem são detectados múltiplos cistos pequenos nos ovários. Ao contrário do que se pensa, a presença dessa alteração não necessariamente significa que a pessoa vai ter a famosa Síndrome dos Ovários Policísticos ( SOP). Na verdade, a presença desses microcistos só significa que, por alguma razão, o metabolismo hormonal da pessoa se alterou, fazendo com que houvesse a produção de vários folículos parcialmente maduros (esses folículos normalmente se desenvolvem em óvulos para fecundação- o que não ocorre com esses folículos de “má qualidade”). Essa alteração pode ser sintomática ou não. Quando há sintomas, eles costumam ser irregularidade menstrual, aumento de peso, acne, entre outros, podendo indicar a SOP. Os ovários micropolicísticos podem comprometer a fertilidade, sendo importante o acompanhamento médico.

Em relação aos cistos de ovário, existem dois tipos. O funcional, decorrente do folículo que, por alguma razão, não liberou o óvulo ou o fluido que fica dentro dele, levando a um inchaço e evoluindo para um cisto. Esse tipo de cisto é relativamente comum, e pode inclusive desaparecer naturalmente. Já patológico é devido a um crescimento anormal das células ovarianas, levando a formação de um cisto, mas que em geral é benigno e podem ser removidos cirurgicamente. Em ambos os casos, os cistos apenas costumam gerar sintomas quando se rompem, como dor, alterações menstruais e inchaço abdominal.

Puerpério Psicológico

Se parássemos para pensar que o período da gravidez é estabelecido ao longo de nove meses, e é, em média, em torno de dois meses pós-parto o corpo geralmente já volta ao seu aspecto fisiológico normal, seria injusto que em tão pouco tempo a mulher se adaptasse a essa nova rotina emocional. É então que chamamos esse tempo maior de “Puerpério psicológico”. É uma mudança brusca de hormônios durante e depois da gravidez que exige um tempo de adaptação.

Não tem tempo cronológico definido, trata-se do tempo que a mulher necessita para que se identificar nos seus diferentes papéis na sociedade, conectada com esse seu novo “eu”. De acordo com a pratica clínica, esse tempo pode estender  de 2 a 3 anos, em média.

Esses primeiros anos de vida da criança são vividos com uma intensidade de sentimentos e desafios que podem inclusive fazer surgir situações adversas no aspecto psicológico dessa nova mãe. Diante disso faz-se necessário o suporte para que essa puérpera supere esses desafios.

Transtornos psicológicos do período pós-parto. 

Já se sabe que não é um momento fácil para a mãe. O período do puerpério traz consigo vários anseios, mudanças de humor, conflitos, inseguranças, desconfortos, cansaço, e também o medo dos transtornos psicológicos. A depressão pós-parto (DPP), a tristeza puerperal que chamamos de “Baby Blues”, Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e perturbação na amamentação, são alguns transtornos psíquicos que a mãe pode enfrentar. É importante, no entanto saber que alguns sentimentos são completamente naturais. Estar atento as diferenças auxiliará quando for necessário a busca por ajuda profissional.

O chamado Baby Blues

O blues puerperal é muito comum entre as mulheres. No pós-parto é caracterizado por uma labilidade emocional: instabilidade emocional, tristeza, euforia, irritabilidade, choro fácil, senso exagerado de empatia, sensação de estranheza, são alguns dos sintomas.

Inicia-se na primeira semana pós-parto e tem um pico entre o quarto e quinto dia, com duração de até duas semanas. A conduta se dá através da tranquilização materna e familiar. Entender que é um processo normal e relacionado aos fatores hormonais e de adaptação do momento. É então importante o apoio familiar para que esse sentimento se reestruture e não evolua.

Apesar de essa labilidade emocional ser normal, e não ser indicativo de tratamento farmacológico, o aconselhamento com profissionais capacitados apoiam mãe e a família nesse processo facilitando o entendimento e prevenindo a evolução para outros transtornos psíquicos.

Depressão pós-parto (DPP)

È a mais frequente complicação emocional materna. Trata-se de um quadro clínico, agudo, que requer acompanhamento e diagnóstico por médico psiquiatra, acompanhado com psicoterapia e em casos graves pode ser indicado a abordagem farmacológica. É mais suscetível a mulheres que já possuem um quadro de transtornos psíquicos anteriores.

O início se dá entre na terceira semana pós-parto e o terceiro mês, mas pode se manifestar ao longo do primeiro ano de vida do bebê. É caracterizado por uma tristeza constante, apatia, sensação de desprazer e possui uma interferência do vínculo entre mãe e bebê, podendo até ser risco para o desmame precoce.

Transtorno de estresse pós-traumático 

O TEPT ocorre geralmente em mães que passaram por alguma situação de tensão durante o parto e pós-parto. Violência obstétrica ou situações em que o bebê requer internação na UTI são as causas mais comuns desse transtorno. Os sentimentos são caracterizados por medo intenso, desamparo, perda de controle e horror.

É passível de que essa mulher tenha um acompanhamento multidisciplinar e familiar. O não reconhecimento desse estado pode evoluir em depressão e transtornos de ansiedade.

Perturbação na amamentação

Trata-se de um sentimento exaustivo e complexo, que ocorre enquanto a mãe amamenta, podendo ser favorável ao desmame precoce e abrupto.

É mais comum entre as mães que amamentam dois filhos de idades diferentes (amamentação em tandem), gestantes que amamentam, ou amamentações prolongadas. Os sintomas aparecem das mais variadas formas enquanto a mãe amamenta, como formigamento, coceira por todo corpo, angustia, vontade de chorar, raiva, sentimentos dos quais são difíceis de explicar.

Quando buscar ajuda no puerpério?

Ao sinal de confusão de sentimentos persistentes, desamor, e vínculo mãe e bebê prejudicado, o profissional de saúde deve ser comunicado. A percepção muitas vezes parte da rede de apoio familiar, uma vez que a mulher passa por um período em que ela mesma não sabe explicar o que sente. Neste caso aconselha-se um acompanhamento profissional.

Os benefícios do acompanhamento psicoterapêutico são:

  • Fortalecimento do vínculo mãe e bebê;
  • Diminuição das chances de desmame precoce;
  • Aumento da qualidade de vida;
  • Possibilidades de transtornos psíquicos prolongados diminuídos.

Apoio familiar é imprescindível!

Diante de tanta confusão de sentimentos, reconhecer as alterações psíquicas da mãe no puerpério é importante para a manutenção da qualidade de vida dessa mulher. A família, sendo as pessoas mais próximas, podem ser essencial na observação de quando os sentimentos confusos desse período fogem do comum. Perceber esses sentimentos e apoiar a nova mãe pode ser crucial para o diagnóstico e tratamento quando necessário.

A grávida e a puérpera, recebem bombas distintas de hormônios que precisam de tempo para se equilibrar. Por isso, é muito importante que cuidemos das mães enquanto elas cuidam dos novos babies. Assim, todos saem ganhando!

A menopausa e a Mulher

A menopausa é uma fase natural da vida reprodutiva feminina, marcada pela interrupção definitiva dos ciclos menstruais. Ela ocorre geralmente entre os 45 e 55 anos de idade, quando os ovários começam a produzir menos hormônios femininos, como o estrogênio e a progesterona.

Embora a menopausa seja uma fase normal do envelhecimento feminino, ela pode ser acompanhada de alguns sintomas desconfortáveis, como fogachos (ondas de calor), suores noturnos, insônia, alterações de humor, ressecamento vaginal e diminuição da libido.

Algumas mulheres também podem apresentar risco aumentado de doenças cardiovasculares e osteoporose após a menopausa, devido à diminuição dos níveis de estrogênio, que têm efeito protetor sobre esses sistemas.

É importante que as mulheres fiquem atentas aos sintomas da menopausa e conversem com seu médico sobre as opções de tratamento, que podem incluir terapia hormonal ou outras terapias para alívio dos sintomas e prevenção de complicações a longo prazo. Além disso, a adoção de um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, atividade física regular e não fumar, pode ajudar a diminuir o risco de doenças relacionadas à menopausa.

Higiene íntima da mulher: 5 dicas para colocar em prática

A higiene íntima feminina é imprescindível para a saúde e merece cuidados especiais para evitar riscos que podem evoluir para quadros sérios. Sendo assim, toda mulher precisa investir em bons hábitos para se manter saudável e ter maior qualidade de vida.

Nesse sentido, ter uma boa saúde íntima contribui para evitar infecções e outros problemas desagradáveis, com potencial para prejudicar a rotina diária. Por isso, saber as melhores práticas para cuidar da saúde da mulher de uma forma completa é indispensável em todas as idades.

Se você deseja saber como se manter saudável e livre de complicações com a saúde íntima, este post vai ajudar! Continue a leitura e saiba qual a importância e dicas valiosas sobre como cuidar da higiene íntima feminina para preservar a sua qualidade de vida e bem-estar!

A importância da higiene íntima

A higiene íntima é um conjunto de hábitos e cuidados para evitar problemas desagradáveis, como infecções, inflamações na pele, caroços, candidíase e outros problemas. Que causam odores e sintomas sérios, que exigem cuidados especiais para serem solucionados.

Nesse contexto, manter bons hábitos de higiene íntima é imprescindível para contribuir com a saúde da mulher e proporcionar maior qualidade de vida. Portanto, são cuidados que devem fazer parte da rotina diária, utilizando produtos adequados e específicos.

5 dicas sobre como fazer a higiene íntima feminina

Para ter uma higiene íntima feminina adequada é preciso investir em hábitos diários, que auxiliam a preservar a região vaginal. Sendo assim, toda mulher deve considerar esses hábitos como prioridade para evitar problemas e manter a região íntima saudável.

Veja dicas importantes para cuidar da higiene íntima feminina!

1. Adote cuidados na lavagem e secagem das peças íntimas

Um dos pontos mais importantes sobre o assunto é que peças íntimas sempre devem ser lavadas à mão, visto que a máquina de lavar pode estragá-las, assim como deixar de molho.

A secagem também requer cuidados para evitar danos. As peças não devem ser torcidas, mas apenas levemente espremidas, e nunca devem ser guardadas úmidas. Além disso, cuidado com os produtos de limpeza, pois alvejante e similares podem danificar o tecido, além de conterem corantes que podem provocar irritações.

Também é importante evitar lavar e deixar as peças íntimas secando no banheiro, pois é um ambiente abafado e pode auxiliar na proliferação de fungos e bactérias.

2. Faça a lavagem da região externa vaginal

Lavar a região externa da vagina é essencial e deve acontecer todos os dias ao tomar banho, com o uso de sabonete neutro e água. No entanto, os sabonetes íntimos são excelentes opções para uma limpeza mais completa e evitar a proliferação de organismos.

3. Use os tipos de roupas íntimas indicadas

As peças íntimas têm influência direta na higiene, por isso, é indispensável utilizar peças que favoreçam a circulação e a transpiração. Ou seja, utilize roupa íntima de algodão e evite tecidos sintéticos, pois eles contribuem para o acúmulo de suor, que causa a proliferação de microorganismos.

4. Tenha atenção na depilação

A depilação também merece cuidados especiais para evitar problemas para a saúde íntima. Portanto, evite excesso de depilação, pois elimina a camada de proteção da pele e facilita a ocorrência de irritações e infecções que causam sérios problemas.

5. Adote cuidados de higiene após relação sexual

Após o contato íntimo é preciso adotar cuidados de higiene para evitar infecções e doenças, especialmente logo após as relações. Se você tem o hábito de utilizar lubrificantes, tente evitar os produtos à base de silicone ou óleo, pois são mais difíceis de eliminar na higienização.

 

A importância da psicologia para as mulheres

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão atinge 5% da população mundial e que para cada pessoa do sexo masculino com depressão, duas mulheres têm o transtorno. Quais seriam os motivos de as mulheres terem o dobro de chances de desenvolver depressão que os homens?

Primeiramente é fundamental salientar que estudiosos afirmam que essa diferença deve-se ao fato de as mulheres procurarem, frequentemente, atendimento médico ou de profissionais da saúde do que os homens. Isso acontece, pois os homens desde pequenos são condicionados a negar tais sintomas. Além disso, eles têm uma maior tendência ao consumo de drogas e bebidas alcoólicas como subterfúgio contra os sintomas depressivos, ao passo em que, as mulheres tendem a demonstrar seus sentimentos. Porém, existem outros fatores que podem fazer com que mulheres apresentem um episódio depressivo.

Estudos demonstram que os sintomas depressivos surgem frequentemente durante e após o período de gravidez do que em outros períodos da vida de uma mulher. Isso se deve ao fato da grande quantidade de transformações que acontecem nesse período que podem influenciar decisivamente para o surgimento de quadros depressivos.

Existem mulheres também que são sensíveis às oscilações hormonais nos períodos menstruais, se tornando mais propensas a terem transtornos de humor. Por isso, esse período pode estar intimamente atrelado a uma instabilidade da sintomatologia depressiva. Outro fator é a chegada da menopausa, neste período as chances de ter depressão são duas vezes maiores quando comparado a outros períodos da vida da mulher. Na menopausa os hormônios podem alterar a produção dos neurotransmissores, fato que pode desencadear a doença.

Mais um fator é a jornada dupla que muitas mulheres precisam encarar para conciliar as atividades domésticas e os cuidados com os filhos, com a vida profissional. Isso, de fato, colabora para o surgimento da doença. A questão do estereótipo de corpo perfeito, mais exigido das mulheres, influencia também para a aparição da sintomatologia depressiva.

Sabe-se que as mulheres são mais vulneráveis a sofrerem violência doméstica e sexual e esse também é um fator que tem uma contribuição para o desenvolvimento da doença, uma vez que, situações desse tipo geram sensação de desamparo e o isolamento social que, por conseguinte, desencadeiam a depressão.

Além desses fatores, vale salientar que a depressão é um transtorno multifatorial, ou seja, múltiplas causas contribuem para o aparecimento da doença. Desse modo, não há uma causa única, vai depender de vários fatores como os ditos anteriormente e do modo como cada indivíduo reage a eles.

É fundamental, no entanto, que as mulheres estejam atentas e busquem a maior quantidade de informações possíveis sobre esse transtorno para, quando necessário, irem em busca do auxílio profissional especializado, o quanto antes.  Com um tratamento apropriado, por meio da ajuda capacitada é possível superar a depressão e ter uma melhor qualidade de vida.

Os riscos da trombose para as mulheres

A trombose é caracterizada pela presença de um coágulo em uma veia, normalmente localizada na região das pernas. O grande problema é que o coágulo atrapalha a circulação adequada e pode causar inchaço, dores e até complicações mais sérias. Se o coágulo se movimentar, por exemplo, há a chamada embolia, o que traz risco de morte.

Esse é um problema que acontece em pessoas com diversas características, mas é especialmente recorrente nas mulheres. Isso ocorre porque o público feminino está exposto a mais fatores de risco. A gravidez, por exemplo, pode levar a esse quadro, bem como o uso de anticoncepcionais.

Os riscos para a saúde da mulher quanto a essa condição se tornam maiores com a presença de outros fatores, como tabagismo, sobrepeso, sedentarismo ou presença de varizes.

Prevenindo a trombose

Como a trombose é um caso grave para a saúde da mulher, o ideal é se prevenir corretamente. Do contrário, você corre riscos desnecessários e sofre impactos em outros sistemas. Uma trombose arterial, por exemplo, pode levar a um infarto do miocárdio ou a um acidente vascular cerebral (AVC).

Para não sofrer com esse problema, veja algumas dicas para se prevenir e mantenha seu corpo em segurança!

Controle o peso em um nível saudável

O sobrepeso é um dos maiores fatores de risco para essa ocorrência, então é fundamental controlar o valor da balança. Cuide da sua alimentação, torne-a mais saudável e pratique atividades físicas com regularidade. Inclusive, os exercícios estimulam a circulação e diminuem os riscos quanto ao surgimento de coágulos.

Não passe muito tempo na mesma posição

Ficar longos períodos na mesma posição é altamente prejudicial para a circulação. Se você permanecer longos minutos ou horas sentada ou em pé, o sangue não conseguirá fazer o percurso corretamente, o que gerará coágulos. De tempos em tempos, realize pausas e use para fazer uma breve caminhada — isso vale, inclusive, para viagens longas.

Deixe hábitos prejudiciais para trás

Não basta cuidar da alimentação e espantar o sedentarismo se você mantém o tabagismo, por exemplo. É preciso se livrar de hábitos que possam levar à formação de coágulos, como a baixa hidratação, o abuso de álcool ou de cigarros. Com uma mudança positiva no estilo de vida, é possível reduzir os riscos.

Sempre converse com um especialista

Revelar todo o seu histórico de saúde é essencial para que o médico saiba se você tem riscos mais elevados de sofrer com o problema. Com uma conversa franca e acompanhamento constante, você saberá se precisa utilizar meias de compressão, tomar medicamentos ou ter cuidados específicos.

A saúde da mulher merece a máxima atenção, principalmente em situações em que essa parte da população é mais suscetível. Para se manter sempre em dia com o seu corpo e com o bem-estar, conte com um especialista de confiança para acompanhá-la nessa jornada!

As mulheres e a síndrome do burnout

Quando falamos na saúde da mulher, é essencial entender que o papel feminino na sociedade tem grande influência nesse cuidado. Com a independência para o mercado de trabalho, ocorrida junto à criação do anticoncepcional, as mulheres assumiram novas responsabilidades.

No entanto, ainda existe o que é chamado de jornada dupla. As mulheres trabalham 3 horas a mais que os homens, por dia, por causa desse cenário. Afinal, muitas assumem o papel de cuidar da casa e dos filhos, o que se soma às responsabilidades do trabalho. É por isso que a relação entre o público feminino e a Síndrome de Burnout merece atenção.

Esse quadro, também conhecido como síndrome do esgotamento profissional, é mais comum nas mulheres pelo acúmulo de funções e pelo estresse associado ao cotidiano. O quadro é marcado por sintomas como:

  • cansaço físico e emocional, em nível de esgotamento;
  • dores de cabeça e enxaquecas;
  • dificuldades de concentração;
  • mudanças no apetite (que se torna intenso ou esparso);
  • dores musculares;
  • mudanças repentinas de humor;
  • pensamentos negativos;
  • competitividade elevada.

O tratamento pode envolver o uso de medicamentos para alguns sintomas, além de terapia e mudanças de hábitos no dia a dia. Sem a atenção adequada, é um quadro que afeta intensa e progressivamente a saúde da mulher.

Evitando o burnout

Já que prevenir é melhor que remediar, é indispensável saber o que fazer para fugir do burnout. A síndrome pode ser evitada quando você reconhece seus primeiros sinais e pisa no freio, em busca de mais qualidade de vida e bem-estar.

Que tal descobrir o que fazer para fugir desse quadro e manter seu corpo e sua mente sempre em dia? Veja dicas essenciais!

Comece a dividir responsabilidades

Mulheres que tentam fazer tudo ao mesmo tempo são as que mais sofrem com essa síndrome. Em nome da boa saúde, é importante dividir responsabilidades para aliviar a pressão do cotidiano. Divida as tarefas com todos em casa, por exemplo, de modo a tornar sua rotina leve.

Aprenda a priorizar e dizer “não”

Dizer “sim” para tudo e se comprometer com mais do que você consegue fazer é um caminho perigoso, rumo ao burnout. Em vez disso, é melhor saber priorizar e aprender quando é necessário negar algo. Não assuma uma nova responsabilidade no trabalho ou em casa somente para agradar as pessoas, se isso for fazer mal à sua saúde de alguma forma.

Tire um tempo para você

Ainda que a rotina pareça extremamente corrida, é importante não se negligenciar no processo. Por isso, não abra mão de ter um tempo para dedicar, exclusivamente, a você e ao autocuidado. Se não for possível separar uma hora ou mais, reserve ao menos 15 minutos. Medite, ouça sua música favorita, tome um banho demorado ou realize qualquer outra atividade com foco apenas em você.

Diminua o nível de estresse

A carga emocional elevada é uma das vilãs em relação ao burnout. Por isso, precisa buscar mecanismos para aliviar o estresse — especialmente, se ele for crônico. Busque atividades relaxantes, desenvolva novos hobbies e mude sua percepção sobre as situações. Sem o acúmulo e o peso do estresse, é possível ter uma vida mais saudável e feliz.

Procure ajuda especializada

Se começar a notar os primeiros sintomas dessa síndrome, não deixe o quadro se agravar. Em vez disso, procure ajuda para evitar que o problema se desenvolva e para ter qualidade de vida. Busque um especialista em saúde da mulher e, se necessário, você receberá o encaminhamento adequado.

Os impactos do anticoncepcional para a saúde da mulher

Os impactos do anticoncepcional para a saúde da mulher

O anticoncepcional ainda é um dos métodos mais utilizados para evitar uma gravidez indesejada. Ele também pode ser usado por mulheres com outras condições, como hormônios desregulados e síndrome do ovário policístico (SOP), por exemplo.

Por conter doses hormonais distintas, deve ser prescrito por um médico, de acordo com as necessidades de cada organismo. Mesmo assim, é um medicamento que tem alguns impactos na saúde da mulher. Entre possíveis efeitos colaterais, estão:

  • redução ou eliminação dos sintomas da tensão pré-menstrual (TPM);
  • retenção de líquidos;
  • maior sensibilidade física, como nos seios;
  • ganho de peso;
  • mudanças de humor;
  • alteração no nível de energia;
  • mudanças na pele, como surgimento de espinhas;
  • diminuição da libido.

No entanto, a maioria desses impactos é passageiro, após a adaptação ao medicamento. Com o uso acompanhado por um médico, os riscos são menores. Por outro lado, alguns anticoncepcionais pode afetar a saúde da mulher de maneira mais séria. Há riscos associados à trombose e ao sistema cardiovascular, por exemplo.

A importância do cuidado com o sistema reprodutor

O sistema reprodutor feminino é uma parte indispensável para a saúde da mulher. Mesmo que você não tenha a intenção de engravidar, essa parte tem tudo a ver com os níveis hormonais e diversos processos do organismo. Se ocorrer um desequilíbrio nas taxas hormonais, você pode sofrer impactos psicológicos e físicos.

O cuidado com o sistema reprodutor também tem a ver com a proteção contra doenças. A prática de relações sexuais desprotegidas e de risco pode levar à transmissão de várias DSTs, como vimos.

Também é uma questão ligada ao prazer sexual, ao bem-estar e à qualidade de vida. Se você não der atenção para as questões ligadas a esse sistema, corre o risco de ter algum problema de saúde ou mesmo em seus relacionamentos.

Além dos cuidados tradicionais, ter conhecimento sobre as fases é essencial.

Menstruação

A primeira menstruação é chamada de menarca e acontece em um momento de desaceleração do crescimento da puberdade. Nesse caso e ao longo de toda a vida, ela ocorre graças à ação dos hormônios femininos.

Esse processo nada mais é que a descamação do endométrio. Afinal, todos os meses, o útero se prepara para receber uma gestação. Quando a gravidez não acontece, esse revestimento interno é liberado na forma de menstruação.

Ciclo menstrual

Outro conceito importante tem a ver com o ciclo menstrual. Ele representa o período entre uma menstruação e outra e costuma variar de 24 a 38 dias. No entanto, cada mulher tem a própria frequência.

O que também varia de uma pessoa para outra é o fluxo menstrual. A intensidade e a duração do sangramento são características particulares. Na média, o processo acontece de 4 a 5 dias, com uma diminuição progressiva.

De qualquer forma, o ciclo menstrual é regulado pelas mudanças nos níveis hormonais. É assim que o corpo entende que não há uma gravidez e que o endométrio deve ser liberado.

Período fértil

O período fértil representa o momento em que a mulher está mais apta à gestação. Isso acontece porque é nessa fase em que há a liberação do óvulo, por parte dos ovários. O óvulo viaja por meio das trompas e, se for fecundado por um espermatozoide, ocorrerá a gestação.

Do contrário, o óvulo não se fixa no endométrio e é liberado, antes que ocorra a menstruação. Para quem não deseja engravidar, é o período que exige maior atenção quanto à contracepção.

Os 7 principais cuidados para a saúde da mulher

Cada mulher tem necessidades específicas quanto à atenção com a saúde e o bem-estar. No entanto, algumas recomendações gerais são importantes para melhorar a qualidade de vida e aumentar a segurança. Na sequência, confira quais são 7 cuidados especiais referentes à saúde da mulher.

1. Tenha uma alimentação saudável

Embora seja uma recomendação universal, a alimentação saudável é parte fundamental da saúde feminina. Como as mulheres têm maior tendência para acumular gordura em certas partes do corpo, o cuidado com o cardápio diário faz a diferença para controlar níveis relevantes — como os números referentes ao colesterol. Não se trata de fazer dietas restritivas e, sim, de garantir uma nutrição adequada.

2. Pratique atividades físicas

Também é importante cuidar do seu bem-estar físico. Por isso, praticar atividades e exercícios é uma excelente medida. Não é preciso viver na academia, mas a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é praticar 30 minutos diários de atividade moderada, por 5 vezes na semana. Dessa maneira, você foge do sedentarismo e deixa o corpo mais saudável.

3. Realize exames periodicamente

Fazer um check-up é indispensável para diagnosticar doenças de forma precoce e receber as orientações corretas. Ao menos uma vez por ano, é preciso realizar exames importantes, como a mamografia ou o papanicolau. A frequência pode ser menor, dependendo da idade, do histórico familiar e de outros fatores de risco. Converse com o profissional!

4. Visite o médico com frequência

As visitas ao médico especializado na saúde da mulher não devem acontecer apenas para a realização de exames. Se notar qualquer sintoma ou desconforto, é preciso procurar um especialista para receber o diagnóstico e o tratamento adequados. Também é importante conversar com especialistas para definir métodos de contracepção ou tirar dúvidas sobre o próprio corpo, por exemplo.

5. Dê atenção à saúde mental

A saúde da mulher não é representada apenas pela parte física. Também é necessário cuidar da saúde mental, especialmente diante de problemas psicológicos. Quadros como depressão, ansiedade e estresse têm que ser tratados corretamente para garantir bem-estar no cotidiano.

6. Cuide da higiene íntima

Dar atenção à sua região íntima é indispensável para evitar infecções comuns, como a candidíase. É crucial usar apenas produtos recomendados para a área (e pelo médico), além de evitar uma limpeza agressiva. Também é importante ter cuidado com alguns hábitos, como não usar roupas muito apertadas, não ficar com a roupa íntima ou biquíni molhado um longo tempo e não compartilhar certos objetos pessoais.

7. Previna-se contra doenças

Para mulheres com vida sexual ativa, é essencial eleger corretamente métodos de prevenção de doenças e de contracepção. O uso de preservativo ainda é o método mais eficaz para prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Também é indispensável ter atenção aos relacionamentos e fazer testes frequentes quanto a essas doenças.

Dor na bexiga: o que pode ser?

Quando há algo errado com nosso corpo, ele pode nos avisar através de sinais, como dores e desconfortos. Por isso, é importante sempre ter atenção e não negligenciar sintomas assim, pois, em muitos casos, a demora em buscar tratamento pode se tornar um agravante para as doenças.

A dor na bexiga, por exemplo, é um indício de que pode indicar diferentes problemas. Por isso, é importante procurar um médico especialista para fazer o diagnóstico correto e tratar sua causa o quanto antes.

Neste post, você vai descobrir quais são as possíveis razões desse sintoma, qual médico buscar, como é feito esse diagnóstico e quais os tratamentos mais recomendados nesses casos. Continue a leitura e confira!

Quais são as principais causas de dor na bexiga?

Não existe uma única causa para esse sintoma, pois ele pode estar relacionado a diversas alterações de saúde. No entanto, é preciso investigar e descobrir suas origens para saber qual a doença relacionada e, assim, iniciar seu tratamento.

Em homens, por exemplo, essa dor costuma estar associada a uma inflamação da próstata ou na uretra. Já nas mulheres, as principais causas são infecção urinária e inflamação no útero ou no intestino.

Quais são as doenças relacionadas?

Esse incômodo pode estar relacionado com diversas condições. Veja, a seguir, algumas das causas mais comuns.

Inflamação

A inflamação da bexiga causa dor e desconforto ao paciente e pode ser provocada por várias condições, tais como:

  • endometriose, com piora dos sintomas no período menstrual;
  • uso de medicamentos quimioterápicos;
  • uso de sonda vesical por períodos prolongados;
  • cálculos urinários;
  • problemas no sistema imunológico;
  • câncer na bexiga e lesões na região decorrentes da doença;
  • câncer de próstata, no caso dos homens.

Bexiga neurogênica

É uma disfunção que atrapalha a capacidade da bexiga e das vias urinárias de relaxar e contrair, causada por problemas neurológicos ou medulares. A consequência disso é o desenvolvimento de incontinência urinária, sensação de esvaziamento incompleto e, muitas vezes, dores no ventre.

Cálculo renal

Também conhecido como pedra nos rins, é um problema que pode acometer rins, ureteres e bexiga. Esses cálculos renais transitam por diversas partes do sistema urinário, provocando dores intensas, náuseas e vômito.

As principais causas para essa doença são hereditariedade, excesso de sal na dieta, baixa ingestão de líquidos e distúrbios metabólicos.

Infecção urinária

Essa é a causa mais comum de dor na bexiga. Trata-se da disseminação de bactérias e microrganismos no trato urinário. Em geral, inicia-se na uretra (uretrite), mas pode “subir” e acometer outros órgãos, como bexiga (cistite) e rins (pielonefrite).

Cistite intersticial

Também conhecida como síndrome da bexiga dolorosa, a cistite intersticial é mais comum em mulheres e se trata de uma doença crônica que causa fortes dores na bexiga e região pélvica. Essa irritação da parede da bexiga pode levar a desconfortos durante a relação íntima, dificuldade miccional e urgência para urinar.

Vale lembrar que essa é uma condição benigna. Sendo assim, pode ser controlada com o uso de medicamentos via oral e/ou intravesical.

Dor na bexiga na gravidez

gravidez promove alterações físicas e hormonais. Por isso, infecções urinárias e dores na bexiga são relativamente comuns nesse período.

Além disso, as gestantes também podem sofrer de bacteriúria, que é a presença de bactérias na urina. Ela pode causar desconfortos na região da bexiga, dor ao urinar e, até mesmo, o aumento do risco de parto prematuro.

Qual médico buscar nesse momento?

É recomendado, assim que sentir os primeiros sinais de que algo não está bem, sempre procurar um médico especialista para examinar e indicar as melhores intervenções para cada caso. Quando há dor na bexiga, o profissional mais indicado é o médico urologista.

Esse é o especialista em doenças que acometem o sistema urinário. Vale lembrar que, embora parte da população acredite que essa especialidade médica trata apenas da saúde do homem, as mulheres também devem procurá-lo sempre que surgir qualquer complicação.

Como é feito o diagnóstico?

Em geral, o diagnóstico é feito clinicamente, mas podem ser pedidos exames complementares para a exclusão de doenças com sintomas semelhantes. Ademais, é importante informar ao seu médico se há, além da dor, outros sintomas associados, tais como sangue na urina, dor miccional, febre e corrimento na vagina ou no pênis.

Quais os principais tratamentos?

A dor na bexiga deve ser tratada de acordo com sua causa. Geralmente, é possível aliviar os sintomas com analgésicos e anti-inflamatórios e, em seguida, discutir com o médico quais os tratamentos mais adequados para solucionar a raiz do problema.

Vale destacar que o diagnóstico e o tratamento devem ser sempre feitos pelo clínico geral, mas o ginecologista ou o urologista também poderão indicar as causas e as intervenções mais adequadas para cada condição.

No tratamento da bexiga neurogênica, por exemplo, pode ser necessária a realização de fisioterapia. Além disso, utilização de remédios como oxibutinina ou tolterodina, uso de sonda vesical e, dependendo do caso, um procedimento cirúrgico.

Já no caso de cálculo renal, o urologista deverá analisar o tamanho e a localização da pedra. Somente após isso poderá recomendar o tratamento mais eficaz. Além do mais, é importante manter a hidratação para facilitar a expulsão da pedra e evitar maiores complicações.

Dado que a dor na bexiga pode ser um sinal de uma condição médica mais grave, é necessário não negligenciar esses sintomas e procurar um médico especializado assim que eles surgirem. Conte com a ajuda de um urologista para dar fim ao desconforto e cuidar bem da saúde.

Saúde da mulher: a importância da prevenção no combate às doenças

saúde da mulher é um dos assuntos mais discutidos atualmente, afinal, elas somam a maior parte da população brasileira.

Apesar das campanhas de saúde voltadas para esse público serem recorrentes, o cuidado com a prevenção no combate às doenças deve primeiramente partir de cada uma.

Como anda sua saúde, mulher? Há quantos meses você não vai ao médico ou faz algum exame? E o seu check-up anual, está sendo realizado rigorosamente?

A falta de tempo dificulta a frequência de cuidados básicos, mas não pode impedir de realizá-los. Não espere os sintomas de alguma possível doença aparecer para procurar aconselhamento médico!

Cuidar da saúde é essencial para a manutenção da qualidade de vida. Muito mais do que tratar sintomas quando eles aparecem. Afinal de contas, a prevenção ainda é uma das principais atitudes que pode salvar vidas.

Segundo a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, no Brasil, as principais causas de morte da população feminina são:

    • Doenças cardiovasculares, destacando-se o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral;
    • As neoplasias, principalmente o câncer de mama, de pulmão e o de colo do útero;
    • As doenças do aparelho respiratório, marcadamente as pneumonias (que podem estar encobrindo casos de aids não diagnosticados);
  • Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas, com destaque para o diabetes.

Analisando estes fatos, nós do Laboratório Padrão, preparamos para você uma lista dos exames preventivos de rotina que devem ser realizados periodicamente pela mulher, para garantir a manutenção da sua saúde. Confira!

Check-up laboratorial

O que acha de aproveitar o mês de cuidado da mulher para fazer um check-up laboratorial?

É rápido e simples!

No check-up do Laboratório Padrão, são realizados exames laboratoriais de rotina que são essenciais para verificar a sua saúde!

A triagem laboratorial por meio de exames complementares é mais um aliado na prevenção de doenças e na melhoria da qualidade de vida.

Os exames realizados que fazem parte do Check-up, são:

      • Hemograma, exame de sangue que demonstra alterações no sangue, como anemias, infecções e inflamações;
    • Glicose, também conhecido como teste da glicose, verifica a quantidade de açúcar presente no sangue, muito importante para diagnosticar a diabetes;
  • Colesterol total e frações, exame de sangue que mede as taxas de colesterol e das suas frações, HDL (o “colesterol bom”), LDL (o “colesterol ruim”) e triglicerídeos (tipo de gordura) presentes na corrente sanguínea;
  • Creatinina, avalia a função dos rins, pois ela é um resíduo produzido pela quebra de uma proteína chamada creatina fosfato;
  • TSH, o exame avalia distúrbios na Tireoide. O TSH é um hormônio produzido na hipófise e estimula a glândula tireoide na produção de dois hormônios, a triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), responsáveis pela regulação do metabolismo ao transformar nutrientes em energia;
  • TGO, este exame é usado principalmente para verificar danos no fígado. Ele avalia os níveis da enzima transaminase glutâmico oxalacética (TGO) no sangue;
  • TGP, é uma enzima que fica guardada dentro do fígado. Junto com a TGO, elas são dosadas para avaliar a saúde deste órgão;
  • Grupo Sanguíneo, este exame é usado para determinar o grupo sanguíneo ABO e o fator Rh. É importante saber essa informação para casos de haver em algum procedimento, como uma cirurgia, a necessidade de transfusão de sangue;
  • Urina Rotina, serve para diagnosticar problemas que afetam o sistema renal e urinário;
    • Parasitológico, é um exame realizado a partir de uma amostra de fezes do paciente, para identificar a presença de vermes no intestino;
  • Sangue Oculto, avalia a presença de pequenas quantidades de sangue nas fezes sendo capaz de identificar pequenos sangramentos no trato digestivo.

Ultrassom

exame de ultrassom, também chamado de ecografia, é um método de diagnóstico por imagem.

Ele auxilia na identificação de doenças e/ou variações anatômicas baseando-se na forma, tamanho e textura das estruturas (órgãos) que são avaliados.

Os benefício da ultrassom para a saúde da mulher, são:

    • Variações da anatomia habitual, que pode comprometer o funcionamento normal do aparelho reprodutor, impedindo a gravidez, por exemplo;
    • Acompanhamento gestacional, pré-natal e detecção de possíveis malformações no embrião;
    • Constatação de processos tumorais, como o câncer de mama;
  • Monitoramento da saúde íntima, como por exemplo, a análise do útero, ovários e colo uterino.

ultrassonografia é uma técnica que não emite radiação, pois é feita por meio de ondas sonoras de alta frequência (inaudíveis), emitidas pelo aparelho e que causam vibrações nos tecidos do corpo.

Essas vibrações produzem um eco, que é lido instantaneamente pelo aparelho e convertido em imagem.

Dessas forma, quanto maior a frequência das ondas, mais nítidas serão as imagens geradas pelo aparelho de ultrassom.

O exame de ultrassom da mama faz uma análise precisa do tecido mamário a fim de detectar nódulos e alterações, como lesões. Sendo também um instrumento indispensável para guiar biópsias locais.

É importante lembrar que ela não substitui a mamografia ou vice-versa. Ambos exames são complementares, e podem ser solicitados conforme a faixa etária da paciente e o tipo de diagnóstico a ser levantado.

Já a ultrassonografia transvaginal, ou endovaginal, analisa os órgãos reprodutivos femininos – ovários, útero e colo uterino, identificando o estado destas estruturas e se há alguma alteração nelas.

Mamografia

exame de mamografia tem a função principal de detectar o câncer de mama ainda em fase inicial para que seja possível iniciar o tratamento imediatamente.

A probabilidade de se ter sucesso no tratamento, quando o câncer de mama é identificado precocemente, supera os 90%.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama ainda é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo inteiro e o mais comum entre as mulheres.

As taxas de mortalidade no país, devido ao câncer de mama, ainda são bastante elevadas, principalmente porque a doença é diagnosticada em estágios avançados.

Realizando a mamografia periodicamente, você estará cuidando da sua saúde. Afinal, o exame detecta lesões milimétricas que, não são facilmente identificadas através do exame físico de palpação.

A recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia é que as mulheres comecem a realizar a mamografia anualmente a partir dos 40 anos de idade.

Para mulheres que estão no grupo de risco, a idade deve ser a partir dos 35. Já para as pacientes que possuem idade entre 50 e 69 anos, o intervalo máximo deve ser de até 2 anos entre os exames.

Ressonância Magnética

O exame de ressonância magnética é uma excelente técnica de diagnóstico por imagem, aplicado em pacientes com suspeita de diferentes patologias.

O material é gerado em alta definição e, sendo assim, ajuda a identificar fatores como lesões, tumores e adversidades em diferentes órgãos.

ressonância magnética é um método de diagnóstico por imagem altamente eficiente e já consagrado para avaliação do crânio, abdômen e articulações.

Atualmente, este método tem contribuído de forma significativa no estudo das mamas. As mulheres com prótese mamária, podem encontrar dificuldade em realizar e perceber alterações na mama apenas pelo exame físico, pois perde-se a sensibilidade.

Sendo assim, os exames de imagem (ultrassom, mamografia e ressonância magnética) são imprescindíveis e, desses, o mais eficaz para as pacientes com próteses mamárias é a ressonância magnética.

Como a ressonância possui maior sensibilidade de visualização anatômica das mamas, ela consegue evidenciar alterações iniciais e/ou pequenas complicações com as próteses ou mesmo:

    • Rupturas devido a traumas;
    • Defeitos de fabricação;
  • Deterioração do material, uma vez que próteses têm tempo de validade.

A principal indicação da ressonância magnética é na diferenciação de cicatriz cirúrgica e recidiva tumoral, bem como em mamas pós-radioterapia e quimioterapia.

Sendo útil também quando existe discordância entre os resultados do ultrassom e mamografia na análise de um nódulo.

Vírus HPV

HPV (Papilomavírus humano) é a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo e possui mais de 200 tipologias , entretanto somente 150 estão catalogadas e sequenciadas geneticamente.

Cada tipo do vírus pode ocasionar verrugas em determinadas partes do corpo, como: vulva, vagina, colo do útero, pênis, ânus, garganta, boca, pés e mãos.

Dependendo das manifestações causadas pelo vírus HPV, as lesões podem ser precursoras do câncer, como o de garganta ou de ânus, geralmente associados às tipologias 16 e 18.

No Brasil, a maior incidência é de 4 subtipos de HPV que atingem homens e mulheres. São eles:

    • Os tipos 16 e 18: que são de alto risco para o câncer do colo do útero;
  • Os tipos 6 e 11: responsáveis pelo aparecimento dos condilomas acuminados, verrugas conhecidas popularmente como cristas-de-galo, nos genitais masculinos e femininos.

vacina HPV foi desenvolvida para evitar a contaminação pelo HPV (Human Papiloma Virus ou Papiloma Vírus). Pois as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) são o precedente da maioria dos casos de câncer de colo de útero e pode ser combatida ou amenizada com a vacina HPV, distribuída no Brasil.

Fertilização in vitro pode levar à menopausa?

Recentemente, veículos de imprensa ao redor do mundo divulgaram uma declaração da celebridade americana Kourtney Kardashian a respeito do seu tratamento para engravidar. Conhecida internacionalmente, a influencer tem três filhos do primeiro relacionamento e, aos 42 anos, está tentando engravidar do seu novo parceiro.

Segundo os meios de comunicação, ela compartilhou algumas dificuldades no tratamento com fertilização in vitro (FIV) e chegou a dizer o seguinte: “A medicação que eles estão me dando me colocou na menopausa… Literalmente na menopausa”.

É indiscutível que um tratamento para engravidar não costuma ser simples e vem acompanhado de muita ansiedade e expectativa. Mas é necessário ter cuidado com esse tipo de informação e as conclusões que podem ser tiradas dela.

Primeiro porque o relato da celebridade não traz detalhes do seu tratamento e das medicações que ela estaria usando. Segundo porque a FIV não leva à menopausa.

O primeiro conceito que é necessário ter em mente é que a mulher nasce com sua reserva de óvulos estabelecida, cerca de 2 milhões de unidades. Mas, ao longo da vida, eles são naturalmente perdidos. Quando a mulher tem um ciclo menstrual, muitos óvulos são recrutados para apenas um de fato ovular e os outros são extintos.

O que acontece, num estímulo para FIV, é que, em vez de apenas um óvulo se desenvolver para a ovulação, outros também são estimulados e, assim, alguns que iriam ser naturalmente perdidos naquele ciclo menstrual são aproveitados para a fertilização.

Portanto, não ocorre aceleramento da perda natural dos óvulos nem uma indução à menopausa.

Também é necessário esclarecer que existem alguns tipos de medicações usadas para o estímulo dos ovários com o intuito de preparo para a coleta de óvulos e a FIV, assim como medicamentos que deixam o útero no estado ideal para receber os embriões formados.

Alguns fármacos promovem um bloqueio dos hormônios, entre eles o estrogênio, que é produzido pelos ovários e cuja falta provoca sintomas típicos da menopausa, como ondas de calor e secura vaginal. Porém, o bloqueio dos hormônios e suas repercussões são algo reversível.

Vale esclarecer que essas medicações também podem ser empregadas como tratamento coadjuvante de endometriose e miomas e não são indicadas a toda mulher que faz FIV. Mesmo quando prescritas, não são utilizadas por tempo prolongado.