7 curiosidades sobre o cérebro das mulheres

cérebro é o principal órgão do nosso corpo; responsável pelas nossas ações, emoções, raciocínio e memória. Mesmo sendo pequeno, ele guarda mais de 8 bilhões de neurônios, cerca de 1 trilhão de conexões neurais e ainda consome 1/4 da energia do nosso corpo; tanto em homens quanto em mulheres.

Sabemos que a rotina da mulher moderna exige muito esforço do nosso cérebro. A partir de alguns avanços conquistados pela sociedade, a mulher de hoje trabalha, estuda, educa os filhos, cuida da casa e da família e ainda sobra tempo para cuidar da saúde do corpo e da mente; isso tudo em tempo recorde! As mulheres conquistaram a independência de serem o que querem; mães, executivas, esportistas, cientistas, engenheiras, esposas e por aí vai.

Essa rotina multitarefas das mulheres exige um esforço a mais do cérebro. A cabeça sempre ocupada e os dois celulares, os filhos pequenos, o relatório de resultados da empresa, a lista do supermercado e os horários do salão são alguns dos diversos compromissos. As mulheres dão conta do recado, mas para ter foco e facilidade para enfrentar os desafios do cotidiano é preciso também ter um cérebro ativo e saudável. Com os avanços nos estudos da neurociência, muito se fala sobre as diferenças entre o cérebro feminino e masculino.

Nesse 8 de março, Dia das Mulheres, o SUPERA traz algumas curiosidades comprovadas pela ciência sobre o cérebro das mulheres:

  • Cérebro feminino é mais jovem que cérebro masculino

Nossa idade cronológica nem sempre condiz com a maneira e facilidade com que nosso cérebro funciona. Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, mostrou em estudo que o metabolismo do cérebro das mulheres permanece até 4 anos mais jovem que dos homens. Esse fator pode explicar o porquê as mulheres, principalmente 60+, possuem índices menores de dificuldades de cognição e apresentam melhores resultados em testes de raciocínio e memória.

  • Mulheres possuem um hipocampo mais avantajado

Segundo estudo conduzido por Cahill, em 2006, as mulheres possuem um hipocampo maior em relação aos homens. O hipocampo é a área do nosso cérebro responsável pelo armazenamento das nossas memórias, de longo e curto prazo.

  • Cérebro feminino possuir maior processamento de emoções

O cérebro feminino possui alguns recursos mais aguçados no momento de processar as emoções que são criadas no nosso cérebro. Esse fator pode explicar o fato das mulheres serem mais empáticas em relação aos fatores externos que acontecem e conseguem sentir e expressar emoções de maneira mais arrojada.

  • Hormônios femininos impactam no comportamento do cérebro

Alguns hormônios femininos como o estrogênio, presentes com mais força durante o ciclo menstrual, trazem impactos no comportamento das mulheres, principalmente no cérebro e na capacidade de comunicação. Esses hormônios impactam nas habilidades sociais, de acordo com estudiosos da Universidade de Illinois, Chicago. Nesse período do mês, o estrogênio tem impacto no hipocampo, região que também é vital para as habilidades sociais e a amígdala no cérebro, responsável por processas emoções.

  • Manter-se ativo diminui risco de demência em mulheres

A prática de exercícios físicos entre as mulheres, principalmente a partir dos 40 anos, diminui em até 90% o risco de adquirir alguma demência ou dificuldades cognitivas; segundo estudo feito pela Universidade de Gothenburg. A pesquisa feita apenas com mulheres de meia idade concluiu que manter o corpo ativo protege o cérebro.

  • Ser mãe ativa e cria conexões neurais

Para todas as mamães: a amamentação é benéfica ao nosso cérebro! A troca que ocorre entre bebês e mães durante o momento da amamentação é capaz de criar milhares de novas conexões neurais das mulheres. Além disso, essa relação gera um alto grau de resposta hormonal cerebral, fortalecendo os vínculos emocionais entre mães e filhos. Além disso, a maternidade tem impacto na memória espacial, alterando estruturalmente e funcionalmente o cérebro.

  • Cérebro das mulheres possui mais facilidade para atividades práticas

Costumamos dizer que as mulheres possuem soluções para tudo. A neurociência explica: a estrutura que permite a comunicação entre os dois hemisférios do cérebro é maior nas mulheres, otimizando a capacidade do pensamento intuitivo e analítico; apresentando maior capacidade de dar soluções práticas e ações imediatas.

O cérebro das mulheres possui suas particularidades; porém, os cuidados com o cérebro se estendem para homens e mulheres; desde crianças até idosos, para garantir maior qualidade de vida e bons resultados na performance em todas as áreas da vida: profissional, pessoal e social.

ginástica para o cérebro é uma alternativa que vêm realizando e transformando a vida de mulheres em todo o Brasil. No Método SUPERA, escola de ginástica para o cérebro, os alunos melhoram o desempenho cognitivo, aumentando a capacidade de atenção, memória, raciocínio, visão espacial e linguagem. Isso tudo a partir de ferramentas inovadoras que desenvolvem e estimulam nossa capacidade cognitiva.

Rita de Cássia Gambagorte, aluna do SUPERA Campinas Castelo (SP), só tem elogios e mostra como os cuidados com o cérebro fizeram a diferença no seu dia a dia: “Melhorou minha memória, concentração e provou a mim mesma que quando estamos determinadas, superamos as dificuldades”.

Diante de tantas demandas, as mulheres se destacam e cuidam da saúde do cérebro. Que tal tirar esse Dia das Mulheres para cuidar de você? Tire um tempo para cuidar de si; um passeio, uma bela comida, um momento de leitura, cuidar da beleza, estar entre amigos, realizar um trabalho bem feito, ver um filme acompanhada de amigos, cuidar do corpo e ser feliz! Porque ter qualidade de vida é a maior prova de amor que podemos dar a nós mesmas!

Sintomas de gravidez: 14 primeiros sinais de que pode estar grávida

Os primeiros sintomas de gravidez podem ser tão sutis que somente algumas mulheres conseguem percebê-los, acabando por passar despercebidos na maior parte dos casos. No entanto, conhecer os sintomas que podem aparecer é uma ótima forma de a mulher ficar mais atenta ao próprio corpo e conseguir identificar uma possível gravidez mais rápido. 

Estes sintomas devem ser levados em consideração especialmente após o atraso menstrual, porque, em alguns casos, também podem surgir devido a outras situações, como a TPM.

Sintomas dos primeiros 7 dias

Sintomas de gravidez: 14 primeiros sinais de que pode estar grávida

Os sintomas típicos dos primeiros dias de gravidez são os mais difíceis de perceber, sendo, normalmente, identificados por mulheres que conseguem notar diferenças muito sutis no próprio corpo:

1. Corrimento vaginal cor-de-rosa

Quando o óvulo é fecundado, pode haver um leve corrimento cor-de-rosa, que na verdade é o corrimento normal que a mulher apresenta mensalmente, mas com vestígios de sangue que podem ter sido causados pela implementação do óvulo fecundado no útero. Este corrimento pode surgir poucos minutos após a relação ou até 3 dias depois. Por vezes, este corrimento só é observado quando a mulher vai limpar-se após urinar.

2. Corrimento mais espesso

Devido às grandes alterações hormonais que acontecem desde o momento da concepção, é normal que algumas mulheres apresentem um corrimento vaginal mais espesso que o normal. Este corrimento não precisa ser rosado e, na maioria das vezes apresenta até uma coloração ligeiramente esbranquiçada.

Quando este corrimento é acompanhado de mau cheiro ou sintomas como dor ou coceira, é muito importante consultar um ginecologista, já que também poderá indicar uma infecção vaginal, especialmente candidíase. Entenda que alterações do corrimento podem indicar problemas de saúde.

3. Cólica e inchaço abdominal

O inchaço abdominal também é um dos primeiros sintomas de gravidez surgindo mais frequentemente nos primeiros 7 dias a 2 semanas. O aumento do fluxo sanguíneo e a adaptação ao crescimento uterino são os maiores causadores deste inchaço abdominal, que pode ser confundido com uma cólica menstrual de fraca a média intensidade. Além disso, a mulher pode ainda ter uma pequena perda de sangue, semelhante à menstruação, mas em menor quantidade.

Sintomas das primeiras 2 semanas

Sintomas de gravidez: 14 primeiros sinais de que pode estar grávida

Os sintomas que começam a surgir por volta da 2ª semana são alguns dos mais típicos da gravidez:

4. Cansaço fácil e sono excessivo

O cansaço é um dos sintomas mais comuns da gravidez que pode estar presente durante toda a gestação, começando a surgir por volta da 2ª semana. É normal que este cansaço vá aumentando durante as primeiras 12 semanas de gravidez, enquanto o corpo adapta todo seu metabolismo para fornecer a energia necessária para o desenvolvimento do bebê.

A mulher começa a sentir que as tarefas que fazia anteriormente estão se tornando muito exaustivas e que precisa dormir mais de 10 horas por noite para repor a energia que gastou durante o dia.

Confira outras causas para o aparecimento de cansaço fácil e sono excessivo.

5. Mamas sensíveis e escurecimento da aréola

Nas duas primeiras semanas de gravidez, a mulher pode sentir que os seios ficam mais sensíveis e isto se deve à ação dos hormônios que estimulam as glândulas mamárias preparando a mulher para a amamentação. Existe também um aumento no volume da mama, que começa a ter glândulas mamárias mais desenvolvidas para suportar as necessidades do bebê depois do nascimento.

Além do aumento e sensibilidade das mamas, a mulher pode ainda notar alterações nas aréolas, que tendem a ficar mais escura que o normal pelo aumento de fluxo sanguíneo na região.

Veja as 6 alterações mais comuns dos seios durante a gravidez.

6. Atraso ou falta da menstruação

A falta da menstruação geralmente é o sintoma mais óbvio de gravidez, já que durante a gestação a mulher deixa de ter o período menstrual, para permitir que o feto se desenvolva corretamente no útero.

Este sinal acontece devido ao aumento na produção do hormônio beta hCG, que impede que os ovários continuem liberando óvulos maduros. A falta da menstruação pode acontecer até 4 semanas após a concepção e é mais facilmente identificada em mulheres com período regular.

Confira as 9 principais causas para a menstruação atrasada.

7. Dor no fundo das costas

Embora a dor nas costas seja quase sempre considerada um sintoma frequente das últimas semanas de gestação, algumas mulheres podem desenvolver este tipo de dor logo desde o início da gravidez, estando relacionada com as alterações que acontecem no corpo da mulher para receber o bebê.

Em alguns casos, a dor nas costas pode ser confundida com uma cólica abdominal e, por isso, algumas mulheres podem achar que é a menstruação chegando, no entanto, com a falta do período começam a perceber que se trata, de fato, de dor no fundo das costas, não estando relacionada com a menstruação.

8. Aversão a cheiros fortes

É muito comum que no início da gravidez a mulher tenha aversão a cheiros fortes, mesmo que eles sejam aparentemente agradáveis, como perfume. A maioria das grávidas pode até vomitar após sentir um cheiro forte, como o da gasolina, do cigarro ou de produtos de limpeza, por exemplo.

Além disso, como o olfato está alterado, algumas mulheres também podem relatar que existe uma alteração no sabor da comida, que se torna mais intenso e enjoativo.

9. Variações de humor

Logo nas duas primeiras semanas de gravidez, a mulher poderá perceber algumas variações de humor, sem causa aparente. É muito comum a grávida chorar por situações que não a fariam chorar antes de estar grávida e este sintoma deverá permanecer por toda a gravidez. 

Isso acontece porque as fortes alterações hormonais, normais da gravidez, podem causar um desequilíbrio nos níveis de neurotransmissores, deixando o humor mais instável.

Sintomas do 1º mês de gravidez

Sintomas de gravidez: 14 primeiros sinais de que pode estar grávida

Após o primeiro mês de gestação, depois do atraso da menstruação, muitas mulheres começam a ter outros sintomas característicos, como:

10. Enjoo matinal e vômitos

Enjoos e vômitos são comuns, principalmente pela manhã, e estes são alguns dos sintomas de gravidez mais conhecidos, que surgem, geralmente, após a 6ª semana de gestação e que podem perdurar por toda a gravidez. Veja em que situações pode surgir enjoo matinal.

No entanto, as náuseas não precisam ser sempre acompanhadas por vômitos, sendo até mais frequente que o enjoo surja e desapareça sem que a mulher vomite, especialmente durante a manhã.

11. Desejo por comidas estranhas

Os desejos típicos da gravidez podem começar logo no primeiro mês de gravidez e se manter por toda a gestação, sendo comum que algumas mulheres apresentem vontade de comer comidas estranhas, experimentar misturas diferentes ou até ter vontade de comer comidas que nunca provaram antes.

Em alguns casos esses desejos podem estar relacionados com deficiências nutricionais em algum tipo de mineral ou vitamina, especialmente se forem por algo muito diferente do que a mulher costuma comer. Nessas situações é recomendado consultar um médico, para entender qual pode ser a causa.

12. Tonturas e dor de cabeça

As tonturas são um sintoma que ocorre por causa da queda da pressão arterial, da redução da glicose no sangue e da má alimentação devido aos enjoos e vômitos frequentes. Elas surgem logo nas primeiras 5 semanas de gravidez, mas tendem a diminuir a partir da 20ª semana de gestação.

A dor de cabeça também é comum durante a gravidez devido as alterações hormonais, mas ela geralmente é fraca, embora persistente e, muitas vezes, a mulher pode nem associar esse desconforto à gestação.

13. Aumento da vontade para urinar

Com o avanço da gravidez, o corpo da grávida precisa produzir vários hormônios, como a progesterona, para garantir que o bebê se desenvolve de forma saudável. Quando isso acontece, os músculos da bexiga ficam mais relaxados e, por isso, é mais difícil esvaziar completamente a urina que está dentro da bexiga e, por isso, a mulher pode sentir uma vontade mais frequente para ir no banheiro urinar.

Entenda o que pode causar vontade para urinar toda a hora.

14. Espinhas e pele oleosa

As alterações hormonais podem levar ao surgimento ou piora de cravos e espinhas, chamados cientificamente de acne, e, por isso, após o primeiro mês de gravidez, a mulher pode notar um aumento da oleosidade da pele, que pode ser controlada com o uso de produtos de limpeza de pele e de higiene pessoal adequados.

O que fazer em caso de suspeita de gravidez

Sintomas de gravidez: 14 primeiros sinais de que pode estar grávida

No caso de se suspeitar de uma gravidez é aconselhado que a mulher faça um teste de gravidez de farmácia, que pode ser feito a partir do primeiro dia do atraso menstrual. Se o resultado der negativo, pode-se esperar mais 3 a 5 dias, e se a menstruação continuar atrasada, pode-se fazer um novo teste de gravidez.

Se o resultado voltar a ser negativo, pode-se avaliar a possibilidade de fazer um exame de sangue para gravidez, pois este é mais fidedigno e mostra a quantidade do hormônio Beta HCG, que só é produzido durante a gestação. Este exame ajuda ainda a informar com quantas semanas de gestação se está:

  • 7 dias após a fertilização: até 25 mUI/mL
  • 4 semanas após a Data da Última Menstruação: 1.000 mUI/mL
  • 5 semanas após a Data da Última Menstruação: 3.000 mUI/mL
  • 6 semanas após a Data da Última Menstruação: 6.000 mUI/mL
  • 7 semanas após a Data da Última Menstruação: 20.000 mUI/mL
  • 8 a 10 semanas após a Data da Última Menstruação: 100.000 mUI/mL

Entretanto, se mesmo após 10 dias da menstruação atrasada o teste de gravidez de farmácia der negativo, a mulher não deve estar grávida, mas deve marcar uma consulta com um ginecologista para verificar a causa do atraso menstrual. Veja algumas possíveis causas para a menstruação atrasada.

O que fazer se o teste de farmácia for positivo

Após a confirmação da gravidez através do teste de urina de farmácia, é aconselhado consultar o ginecologista para fazer um exame de sangue para gravidez, pois este teste indica a quantidade de hormônios Beta HCG e é mais confiável.

Quando fazer o ultrassom

A partir das 5 semanas de gravidez o médico pode fazer uma ultrassonografia transvaginal para observar o saco gestacional e verificar se a gestação está de desenvolvendo dentro do útero, porque em alguns casos, pode ocorrer a gravidez ectópica, que é quando apesar da mulher estar grávida o bebê está se desenvolvendo nas trompas, o que é muito grave e coloca em risco a vida da mulher.

Se o médico não fez a ultrassonografia antes, entre 8 e 13 semanas de gestação deverá pedir esse exame para confirmar também qual a idade gestacional e quando o bebê deve completar 40 semanas, que deve ser a data prevista do parto.

Neste exame o bebê ainda é muito pequeno e pouco pode ser visto, mas geralmente é muito emocionante para os pais. Ainda é muito cedo para saber o sexo do bebê, mas se o médico desconfiar de que é menino, é provável que seja, mas ainda assim é preciso confirmar no próximo ultrassom, no segundo trimestre de gestação, por volta das 20 semanas.

Confira 4 dicas de como escolher um bom ginecologista!

Por se tratar de cuidados íntimos, escolher um bom ginecologista pode não ser uma tarefa fácil para algumas mulheres. Entretanto, conhecer o profissional, seja por indicação ou pesquisas, será uma boa chance de garantir excelência quando se trata de seus cuidados em relação à saúde.

O ginecologista precisa transmitir segurança e confiança, já que esse especialista deve zelar pela saúde da mulher. Por mais que seja difícil para algumas pessoas, é muito importante ir ao ginecologista. Portanto, vejamos o motivo para se consultar com esse profissional e dicas para que você saiba como escolher um bom ginecologista. Confira!

Importância de ir ao ginecologista 

O ginecologista trata do sistema reprodutor feminino, cuida da mulher desde a sua primeira menstruação, bem como a sua saúde sexual e até mesmo durante a gestação (no caso do ginecologista obstetra).

Esse profissional também é responsável por resolver problemas do sistema reprodutor feminino, realizar exames, terapias para menopausa, planejamento familiar, orientar sobre métodos de prevenção e contracepção, e sobre doenças que mulheres podem adquirir com o passar dos anos.

Como escolher um bom ginecologista?

Continue lendo este artigo e veja dicas para encontrar um ginecologista que seja adequado para você!

1. Saiba quais são as suas necessidades

É importante analisar o motivo que faz você escolher um ginecologista. Contudo, é bom lembrar que esse acompanhamento deve começar desde a adolescência, pois é recomendado a visita ao ginecologista a partir da primeira menstruação.

Geralmente, a mãe costuma levar a filha ao seu médico, mas isso não precisa ser uma regra, pois ela pode não se adaptar ao estilo dele. Então, se não houver adaptação, é necessário a visita em outro para que a menina se acostume desde cedo com um especialista de confiança.

Durante a consulta, o ginecologista vai perguntar sobre a vida sexual, realização do exame de Papa Nicolau para verificação de doenças sexualmente transmissíveis e os possíveis tratamentos. O especialista também observá toda a região genital, seios e responder todas as questões relacionadas à saúde da mulher. Por isso, é importante que você saiba qual o motivo e a necessidade de se consultar com um ginecologista naquele momento.

Pode haver a necessidade de procurar um ginecologista obstetra, isso ocorre quando há suspeita de gravidez ou quando é certeza que você está grávida. Para isso, verifique o comportamento do seu especialista, procure saber se ele é de confiança e se tem experiência e cuidado com as pacientes.

Também, não se esqueça de verificar se ele tem disponibilidade caso haja emergências durante a gravidez, como um sangramento. Outra necessidade é como escolher um bom ginecologista que se adapte com você, seja ele homem ou mulher. Se sentir mais confortável com uma mulher do que um homem é normal, por isso avalie o que é melhor para você e como você vai ficar mais à vontade.

2. Busque recomendações 

É muito comum pedir recomendações de médicos para amigas e familiares próximos, em relação ao ginecologista não seria diferente. A indicação é uma das maneiras mais tranquilas e fáceis de encontrar um bom ginecologista.

Quando indicado podemos adquirir mais segurança ao se consultar com o especialista, mas isso não é uma regra. O ginecologista que é ótimo para sua amiga pode não ser para você, por isso considere todos os fatores da indicação antes de marcar a consulta.

É muito importante que o ginecologista seja um profissional ético, pois ele lida com informações sigilosas que podem comprometer o paciente. Observe sempre se o médico transmite confiança para você, se é uma pessoa empática e se tem paciência para responder suas dúvidas.

Pesquise o perfil do seu médico na internet. Hoje em dia existem redes sociais que ajudam na avaliação de profissionais. Assim, procure recomendações, comentários, avaliações, tratamentos diferenciados e qualidades que o especialista tem, nesse momento a internet pode ser uma grande aliada.

Ainda, o especialista precisa tratar bem suas pacientes, deixar com que elas se sintam relaxadas e confiantes, para que você consiga dar continuidade às próximas consultas e exames.

3. Avalie as instalações da clínica ou consultório 

O consultório precisa ser confortável e acessível para você, o conforto é importante e demonstra a preocupação do médico com o bem-estar de suas pacientes. Observe bem o que a clínica oferece, se tem revistas para leitura ou TV para assistir enquanto espera.

Essas opções podem aliviar o nervosismo e tensão antes da consulta. Outro ponto importante é observar a higiene do local, sempre verifique se os acessórios estão limpos e se o protetor da cama foi trocado antes do seu atendimento.

Considere sempre a qualidade dos serviços oferecidos pela clínica e pelo seu médico, pois quanto mais o estabelecimento oferece, mais prático ficará para você. Escolha sempre a clínica que dispõe de mais serviços e tratamentos, que buscam sempre o bem-estar do paciente.

4. Certifique-se da disponibilidade 

Os bons profissionais costumam ter horários mais restritos, pois têm uma grande quantidade de pacientes. Contudo, é interessante notar que isso não garante a sua competência. Assim sendo, é importante questionar sempre o especialista se quando precisar de um atendimento de urgência, se será possível encaixar você na agenda.

É de extrema importância que você considere a disponibilidade do seu ginecologista, principalmente se estiver durante uma gravidez. O apoio do ginecologista é necessário mesmo que seja por telefone ou aplicativos de conversa e e-mail. 

Sempre bom lembrar de que temos liberdade para escolher o profissional que melhor se adapta conosco. O ginecologista precisa conversar de maneira saudável, sem deixar você pressionada. Pois, caso isso aconteça, pode ser que você se sinta prejudicada durante a consulta.

Agora que você sabe como escolher um bom ginecologista, saiba que você pode trocar de profissional quantas vezes for necessário, pois estabelecer confiança com seu médico é um dos passos mais importantes para cuidar da sua saúde, se você não está confortável sinta-se livre para mudar de especialista quando desejar!

Saúde da mulher: para cada momento, um cuidado especial!

Da infância até a velhice, a mulher passa por muitos momentos – e cada um deles com suas características próprias, que necessitam de cuidados especiais. Por isso, o acompanhamento com médicos especialistas, além do próprio ginecologista, é fundamental para que a saúde fique sempre em dia.

Para orientá-la a como cuidar melhor da sua saúde, selecionamos as principais fases da vida de uma mulher. Dessa forma, você poderá identificar em qual se encontra e entender os principais cuidados e exames indicados em cada ciclo. Confira!

Menarca

  • Nome dado para a primeira menstruação de uma mulher que, normalmente, ocorre entre 11 e 14 anos de idade;
  • Normalmente, é nessa fase que algumas garotas têm sua primeira relação sexual e há uma grande preocupação com a aparência, devido ao surgimento das acnes, crescimento dos seios e o aumento dos quadris.Fase que ocorrem grandes transformações no corpo da jovem devido às alterações hormonais;
  • Normalmente, é nessa fase que algumas garotas têm sua primeira relação sexual e há uma grande preocupação com a aparência, devido ao surgimento das acnes, crescimento dos seios e o aumento dos quadris.

É nessa época também que deve ocorrer a primeira consulta com o médico ginecologista para identificar as possíveis más-formações do aparelho reprodutor ou, então, alterações hormonais graves. As garotas que completam 16 anos sem nunca terem menstruado precisam passar por uma investigação para entender os motivos do atraso.Um outro especialista que pode ser procurado pelas adolescentes é o hebiatra, profissional que atua como um clínico geral especialista em adolescentes. O hebiatra pode diagnosticar alterações hormonais, urológicas, ginecológicas, dermatológicas, ortopédicas, psicológicas e outras que podem ocorrer na adolescência, e encaminhar para outros especialistas, se for o caso.  

Menacme

  • Fase que se inicia a partir da 1ª menstruação e é caracterizada pela entrada da mulher no período reprodutivo – nessa fase, o organismo tem mais chances de receber uma gestação;
  • Consultas com o médico ginecologista devem constar no calendário anual de todas mulheres ou serem agendadas com a frequência que o médico solicitar.

Nessa etapa da vida da mulher, há necessidade de iniciar alguns exames específicos como: papanicolau, autoexame das mamas (para quem tem casos de câncer de mama na família), ultrassonografia ginecológica e obstétrica e exames de DST para quem já iniciou a vida sexual. Além disso, é necessária a vacinação contra o HPV (Human Papiloma Virus) para evitar que as mulheres contraiam o vírus, que é o principal responsável pelo câncer de colo uterino.

É importante também que mulheres que se encontram nessa fase de vida visitem anualmente um médico clínico geral e faça um check-up para ver outros aspectos do organismo. Caso algo seja encontrado, o clínico geral pode encaminhar para outro especialista para início de tratamento adequado.

Climatério

  • Geralmente, ocorre entre 40 e 45 anos de idade;
  • É uma fase que envolve a transição do período fértil para o não reprodutivo;
  • Nesse período, três a cada quatro mulheres experimentam sintomas desagradáveis, como crises de calor sufocante no tórax, pescoço e face, muitas vezes acompanhadas de rubor no rosto, sudorese, palpitações e ansiedade.

O Climatério não deve ser confundido com o período no qual a mulher entra na menopausa, uma vez que ela só pode ser considerada após doze meses sem menstruação. Para diagnosticar que a mulher está no Climatério, o médico ginecologista irá analisar os sintomas e solicitar exames como papanicolau, ultrassom transvaginal e testes de perfil hormonal.

Para quem não tem casos de câncer de mama na família, o autoexame das mamas deve ser feito com frequência após os 40 anos de idade. Qualquer percepção de caroços deve ser comunicada ao médico ginecologista ou mastologista, que irá pedir uma mamografia para poder fazer um diagnóstico preciso.  

Como nessa fase da vida surge a presbiopia, ou vista cansada, é recomendada consultas com oftalmologista para exames mais específicos de visão. Consultas com o médico proctologista, para prevenir o câncer colorretal, passam a ser necessárias também.

Menopausa

  • Fase que se inicia após diagnóstico de que as menstruações realmente cessaram (após 12 meses) e segue até os 65 anos de idade;
  • Sintomas típicos desse período são as alterações da libido, do humor e do sono.

Alguns sintomas característicos dessa fase de vida são causados pela falta de hormônios, por isso, consultas com médico endocrinologista são recomendadas para amenizar os sintomas por meio da Terapia de Reposição Hormonal (TRH), que é a administração de hormônios que o organismo deixou de produzir. Após análise dos exames, o médico pode recomendar a reposição hormonal, que ocorre de forma personalizada para cada paciente.

Mesmo durante a menopausa, as consultas com o ginecologista devem continuar normalmente. Exames como papanicolau, mamografia e ultrassom pélvico – para checar o útero, as tubas uterinas e os ovários – passam a ser necessários. Considerando que por volta dos 50 anos de idade aumenta o risco de desenvolvimento de doenças cardíacas, recomenda-se um checkup anual com o médico cardiologista.

Senescência

  • Fase iniciada a partir dos 65 anos;
  • É caracterizada pelo processo natural de envelhecimento do ser humano.

Há uma grande diferença entre os termos senescência e senilidade no âmbito teórico e também na vivência. Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, a senescência não possui relação com doenças, mas sim com as alterações pelas quais o corpo passa e que são decorrentes de processos fisiológicos, como a queda ou o embranquecimento dos cabelos, a perda de flexibilidade da pele e o aparecimento de rugas, o que é comum a todos os idosos. Já a senilidade, abrange condições que acometem o indivíduo e afetam sua qualidade de vida. Alterações de memória como o Alzheimer, por exemplo, demonstram um quadro de senilidade.

Nessa fase, a mulher deve se consultar com o médico geriatra, especialista em idosos, que poderá pedir exames, como hemogramas, colonoscopia, raio-X de tórax ou indicar dosagens de vitamina D, cálcio e PTH (hormônio da paratireoide). Consultas com o cardiologista devem continuar anualmente, bem como visitas ao médico oftalmologista para diagnóstico e cirurgia de catarata, que é um problema de visão comum em idosos.

Vale lembrar: quem já passou dos 65 anos de idade deve ser vacinado anualmente contra a gripe e, conforme prescrição médica, contra a pneumonia. Exercícios físicos, alimentação balanceada e acompanhamento médico são a melhor maneira de se prevenir contra doenças e são indicados em qualquer fase da vida.

Dia das Mães: Cuidados com a saúde de quem sempre cuidará de você

Dia das Mães Côrtes Villela

11MAIO

Dia das Mães: Cuidados com a saúde de quem sempre cuidará de você


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A relação maternal é uma das coisas mais bonitas e importantes na vida de alguém, nossas mães são preparadas para amar, cuidar, proteger e estar ao nosso lado pelo resto da vida. É com elas que o nosso primeiro contato com o mundo acontece, nossas primeiras experiências, elas que são nossas amigas, incentivadoras, protetoras, confidentes e, porque não, nossas primeiras médicas?

Elas sabem quando o filho vai adoecer, o que tomar para aliviar uma dor, quando sair de casa com a sombrinha (porque elas sabem que vai chover). Reconhecem uma febre só com o olhar, sabem diferenciar qual é o choro do bebê.  E não precisam de muito para saber tudo isso, não possuem fórmulas mágicas! As mães simplesmente só estão ali, sempre atentas e dispostas a cuidar para que o seu filho cresça feliz e saudável.

Por isso, desde o primeiro momento que uma mulher descobre estar grávida sua vida muda e sua rotina passa a ser cuidar do bebê. No acompanhamento pré-natal elas ficam sabendo todos os cuidados e tudo o que pode ou não ser feito em seu período gestacional.

Pré-natal: Quais os exames devem ser feitos e quais os cuidados com a gestação

O exame pré-natal é a primeira relação de cuidado entre mãe e filho, para isso a mulher deve estar atenta a todas as recomendações médicas durante esse período para que o seu filho nasça saudável e também para que não aconteça nenhuma complicação durante ou pós-parto que possa causar riscos a ela e a vida do bebê.

Esse período de cuidados ocorre durante toda a gravidez e é por meio de consultas e exames laboratoriais que os médicos acompanham o desenvolvimento do bebê e também da saúde da mãe. Dessa forma, é possível detectar qualquer problema que possa causar algum risco a vida de ambos e assim tratá-los e preveni-los da melhor forma possível.

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) é importante que os cuidados e recomendações sejam feitos a partir do momento em que a mulher descobre que está grávida. Cuidados com a alimentação, desenvolvimento do bebê, medidas preventivas durante a gestação e até mudanças de hábito são de extrema importância para a saúde da mãe e de seu filho.

A partir daí, uma série de exames são recomendados, sendo o primeiro deles o exame Beta HCG, realizado por meio da coleta de sangue para que a gravidez seja confirmada. Em outros exames ainda é possível também detectar algum tipo de doença que possa causar problemas ao bebê, como as DST’S (doenças sexualmente transmissíveis) que passam para o feto durante a gestação ou até mesmo na hora do parto. Os principais exames são:

Cuidados saúde mãe - Côrtes Villela

Nas gestações de baixo risco, o pré-natal acontece de maneira mensal até o 7º mês de gestação, a partir daí a consulta deve ser realizada de 15 em 15 dias para o acompanhamento da mulher até o período do parto. Já nos casos de gravidez que tem algum risco o pré-natal possui um intervalo menor de acordo com as necessidades de cada caso.

O acompanhamento gestacional feito pelo médico consiste basicamente em uma entrevista para saber ao certo as condições da gestante, exames físicos, determinação do tamanho do útero e também um dos exames preferidos, a ausculta dos batimentos cardíacos do bebê.

Cuidados com a alimentação

 Durante a gravidez, os cuidados com a alimentação também são de extrema importância para a saúde e o desenvolvimento gestacional. O médico faz um acompanhamento do peso da mãe, que não deve ser nem inferior nem superior ao recomendado. Mesmo com as necessidades calóricas aumentadas, a mulher deve ter uma dieta balanceada, evitando o ganho ou a perda de peso que podem causar riscos à gestação.

Além disso, diversas vitaminas são indicadas durante a gravidez, uma delas é o ácido fólico. A ausência de ferro durante esse período pode ocasionar a má formação fetal e problemas graves de saúde para o bebê, já que somente com a dieta a mãe não é capaz de repor as doses de maneira suficiente para ambos, é recomendado o uso a partir do segundo trimestre de gestação até o final.

Imunização durante a gravidez

Outro cuidado de extrema importância para essa fase da vida da mãe e do bebê está no processo de imunização de doenças. Por meio de diversas vacinas, a mulher se previne contra vários tipos de doenças que podem surgir tanto durante a gravidez quanto depois, o que pode gerar riscos sérios a sua saúde e a de seu bebê. A má formação fetal é a consequência mais grave ao bebê e pode ser causada por diversas doenças como: Difteria, Tétano, Coqueluche, Gripe e Hepatite.

Existem hoje, três vacinas que são recomendadas pela Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) são elas:

Cuidados saúde mãe - Côrtes Villela 2

Côrtes Villela disponibiliza todas as vacinas indispensáveis para a mulher durante a gestação e também aquelas que são indicadas em ocasiões específicas, como: Hepatite A, Pneumocócicas, Meningocócica Conjugada, entre outras. Fiquem atentos ao calendário de vacinação e sempre consultem um médico.

Vacinas Côrtes Villela

Os principais cuidados após o parto

Mesmo após o período gestacional, a mulher ainda deve tomar muitos cuidados com a sua saúde, para que complicações graves não venham a acontecer. O puerpério, como é conhecido esse período, ocorre de 6 a 8 semanas, e é durante ele que a o corpo da mulher passa por diversas modificações físicas e até psicológicas para que retornem a sua condição antes da gravidez.

Os principais cuidados indicados nesse período são com a higiene, tanto do bebê quanto da mãe para que não ocorra proliferação de doenças e infecções, cuidados com a amamentação, cuidados com o corpo, em caso de cesáreas, curativos e higienização correta no local da cirurgia e evitar atividades físicas.

Assim como durante a gravidez, não consumir bebidas alcoólicas e cigarros, beber bastante líquido e manter a dieta balanceada até que os níveis de vitaminas e proteínas no corpo estejam normalizados.

Saúde da Mulher

Côrtes Villela acredita que a melhor forma de amar é cuidando da sua  saúde e de toda a sua família. Por isso, para nós, é de extrema importância que todas as mulheres se cuidem independente de estarem grávidas ou não.

Estejam sempre atentas a seus corpos e a sua saúde, faça exames periodicamente e tenham sempre um acompanhamento médico. Nosso laboratório oferece mais de 1000 tipos de exames capazes de auxiliar no diagnóstico e no cuidado e prevenção de doenças.  

Feliz dia das mães!

6 Questões vitais sobre violência contra a mulher

1. O QUE É A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER?

Violência contra a mulher são diversos tipos de violência – desde assédio moral até homicídio – que se manifestam contra ela porque ela é mulher. É uma forma de violência de gênero, ou seja, quando uma pessoa é agredida por ser – mulher, transexual, travesti, homossexual – pelo sexo oposto. Esses crimes são a maior maneira de violar os direitos humanos da mulher, sua integridade física, psicológica e moral.

Tais violências são cometidas por vários motivos, de ordem social – configuração do patriarcado –, cultural, religiosa em todo o mundo. O maior tipo de violência contra a mulher não é realizada em público – como acontece com os homens, que agem de maneira violenta entre si publicamente –, mas sim em âmbito privado. Principalmente cometida por pessoas que a mulher conhece, como parentes, amigos, cônjuges ou pessoas com quem ela se relaciona.

2. POR QUE A VIOLÊNCIA ACONTECE?

Porque não obedeceu ao pai, ao marido. Porque não gostou da cantada – na verdade assédio – que recebeu na rua e foi confrontar. Porque alguém se sentiu no direito de assediá-la na rua por conta do comprimento da sua saia. Porque alguém sentiu o direito de forçá-la a fazer sexo contra a sua vontade e consentimento. Porque não aceita ser submissa, quer sair para estudar, trabalhar, ser independente.

A violência contra a mulher acontece, principalmente, por um lugar social menor dela frente ao homem. Diz-se que são papéis assimétricos. A mulher na história ocidental é colocada como submissa e não como a provedora, como a pessoa que sustenta a casa, como a pessoa que pode ser independente. O sistema social é o do patriarcado, que significa que a figura do homem é enxergada como a que sustenta a família e paga as contas.

Machismo

Fora isso, há também características intrinsecamente atreladas à imagem do homem, como a demonstração de força, de ser uma pessoa incisiva, determinada e corajosa. Já a mulher é vista como sensível, neutra, delicada, passiva; tudo o que reforça uma ideia de fraqueza. Essa imagem social, concebida pela maioria das pessoas como algo verdadeiro, reforça a ideia de superioridade do homem sobre a mulher. A ideia da submissão feminina é, pois, um dos motivos pelos quais as mulheres são tratadas com desprezo, discriminação e preconceito.

3. COMO A VIOLÊNCIA IMPACTA NA VIDA DA MULHER?

A violência sofrida pela mulher pode refletir em numerosos traumas e doenças durante sua vida. Em fatos sutis, como não se sentir apta a estudar porque é considerada inferior, a buscar um futuro melhor ou ir em busca de independência. Pode gerar incapacidades, como a de não conseguir expressar suas opiniões na casa da família, ser silenciada frente a outras pessoas ou menosprezada por ser mulher. Tudo isso é reflexo da violência.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstra a necessidade em descobrir os autores dos crimes cometidos contra as mulheres, a fim de criar um ambiente melhor para a vida feminina. O impacto da violência da saúde pode ser demonstrado também por doenças como depressão, ansiedade, estresse pós-traumático, suicídios, gravidez indesejada, resultados adversos nos bebês, transmissão de infecções e aids.

Desde 1979, a ONU criou a Convenção das Nações Unidas sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres, que foi assinada pelo Brasil e por diversos países que assumiram tal compromisso. Todas as formas de violência contra a mulher são prejudiciais para o desenvolvimento da mulher em diversos âmbitos.

4. POR QUE ESSE ASSUNTO É TÃO RELEVANTE E TEM DE SER COMBATIDO?

1 em cada 3 mulheres já foi violentada física ou sexualmente pelos seus parceiros.

Segundo um relatório da OMS, que fez um mapeamento de violência contra a mulher de 2011 a 2015 em 133 países, uma em cada três mulheres já sofreu violência física e/ou sexual por parte de seus parceiros. Além disso, 7% das mulheres foram alvo de violência sexual por desconhecidos – ou seja, foram estupradas por estranhos – e 50% delas se envolveram em uma disputa física com seus companheiros. O objetivo desse relatório da OMS é colocar a violência contra a mulher como um problema de saúde pública.

O informe da OMS diz que as mulheres que são violentadas normalmente usam mais os serviços de saúde do que as que não são abusadas.  Além disso, afirmam que com muita frequência, instituições de saúde demoram a reconhecer e lidar com esse tipo de violência.

5. QUAIS SÃO OS TIPOS DE AGRESSÃO QUE A MULHER SOFRE?

Violência moral

Entende-se violência moral como formas de humilhação, xingamentos e desprezo quanto à mulher. Seja caluniar – falar mentiras a seu respeito –, difamar – querer denegrir sua imagem – ou falar injúrias.

Violência psicológica

Qualquer ato e fala que vise a desequilibrar a mulher emocional e psicologicamente representa um caso de violência contra a mulher. Diminuir sua auto-estima, controlar o que ela faz ou deixa de fazer e suas decisões. Essas atitudes que violentam a mulher acontecem por meio de ameaça, humilhação, isolamento, vigilância constante, insulto, chantagem, ridicularização, ou seja, atitudes que podem prejudicar sua saúde mental.

Existe também o gaslighting, quando um homem utiliza dessas manipulações para fazer a mulher se sentir louca ou desequilibrada, fazendo-a duvidar de seus pensamentos e posicionamentos. É uma maneira de abuso psicológico no qual informações são distorcidas, seletivamente omitidas para favorecer o abusador ou simplesmente inventadas com a intenção de fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção e sanidade.

Violência física

Todo e qualquer ato que vise a reprimir a mulher utilizando a força física. Os casos podem variar de puxões no braço dela e empurrões, até socos e espancamentos. As consequências psicológicas são evidentes: como medo – inclusive de denunciar –, insegurança e isolamento. As consequências físicas podem causar hematomas, quebrar ossos, causar fraturas, provocar sangramentos internos (hemorragias) e até causar sua morte. No caso, não seria “apenas” um homicídio, mas sim feminicídio – entenda mais no parágrafo abaixo.

Feminicídio

A cada hora, uma mulher é assassinada no Brasil.

É o homicídio intencional de pessoa do sexo feminino “por conta da condição de sexo feminino”. Logo, é quando alguém comete um homicídio contra uma mulher porque ela é mulher. É considerado feminicídio o crime em que estiver envolvida a violência familiar e domésticao menosprezo e a discriminação à condição de mulher. Isso porque 35% dos homicídios de mulheres no mundo são cometidos por seus parceiros – de acordo com a Organização Mundial da Saúde – e outros dados alarmantes levantados pela ONU.

É considerado um crime hediondo, ou seja, o Estado entende como crime mais grave, mais cruel. A lei 13.104, conhecida como a Lei do Feminicídio, tipifica de um crime de discriminação, de preconceito e menosprezo da condição feminina. Foi sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff e entrou em vigor em 2015. Fez mudanças no Código Penal, como estabelecer agravante de pena para a pessoa que cometer feminicídio – estabelecida no inciso 7 do artigo 121 do Código. A pena pode ser aumentada em 1/3 dependendo da condição em que o crime for praticado, como nos casos a seguir:

  • Se for realizado durante a gravidez ou nos 3 meses após o parto;
  • Contra mulheres com menos de 14 e mais de 60 anos;
  • Contra mulheres com deficiência;
  • Na presença de parente ascendente ou descendente – da mãe ou da filha da vítima, por exemplo.

A urgência em existir tal lei se deve ao fato de que a cada uma hora, uma mulher é assassinada no Brasil – segundo dados do Instituto Avante. Quase metade desses homicídios ocorre por conta da violência doméstica ou familiar, por uso de arma de fogo; 34% são cometidos com objetos cortantes, como faca; e 7% são feitos por asfixia ou estrangulamento.

Violência sexual

São atos ou tentativas de relação sexual de qualquer natureza sem o consentimento da mulher – e normalmente feitos de maneiras violenta ou sob coação. São cometidas, principalmente por conta da cultura do estupro, que silencia e relativiza a violência sexual contra a mulher. Violência sexual é abuso, assédio e estupro. Pode ser cometida tanto por pessoas desconhecidas como por pessoas conhecidas – segundo o Ipea, 70% dos estupros são realizados por conhecidos da vítima ou com quem mantém algum tipo de relacionamento –, dentro de namoros, casamentos e relações sociais. Os atos englobam quaisquer tipos de relação sexual até, por exemplo, proibir a de mulher utilizar anticoncepcionais, não utilizar contraceptivos contra a vontade dela, obrigá-la ou impedi-la de abortar.

Violência doméstica

Um dos tipos mais cruéis de violência contra a mulher, pois normalmente engloba todos os tipos de violência citados acima. É um tipo de violência velada ou explícita que acontece, literalmente, dentro de casa. Importante salientar que violência doméstica pode acometer tanto mulheres como homens, assim como ser cometida por pessoas de ambos os sexos. Em se tratando de violência doméstica contra a mulher, ela acontece em quaisquer faixas etárias, podendo ser quando ela é criança e/ou adolescente, quando é adulta ou até mesmo idosa. Quem a comete pode ser naturalmente parente da vítima – pai, irmão, primo, tio – como ter parentesco civil – marido, sogro, padrasto.

É comum ouvir o ditado “em briga de marido e mulher não se mete a colher”, como numa tentativa de deslegitimar a mulher que denuncia o abuso que sofre. Segundo dados do Instituto Avon com Ipsos – Percepções sobre a violência doméstica contra a mulher, 2 milhões de mulheres no Brasil são vítimas desses abusos a cada ano. A pesquisa também revela que apenas 63% delas denunciam a agressão. O medo em denunciar pode partir tanto do desamparo financeiro que talvez a mulher sofra, como o marido ameaçar tirar seus filhos dela, ou até por conta de ameaças de morte.

6. COMO DENUNCIAR VIOLÊNCIA COMETIDA CONTRA UMA MULHER?

O primeiro passo da denúncia é ligar para o número 180. Por meio dele, a mulher entrará em contato com uma central telefônica de atendimento às vítimas, que dará a orientação para as mulheres poderem buscar apoio e explicará os passos que devem ser tomados para resolver o problema. O “Disque 180” foi criado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres. As brasileiras podem denunciar agressões de quaisquer tipos. O serviço é gratuito, como qualquer serviço de emergência e urgência, e funciona 24 horas em todos os dias da semana.

Criado em 2005, depois de 10 anos de funcionamento, o serviço de denúncias de agressões contra mulheres chegou aos 5 milhões de atendimentos. Há tanto denúncias sobre violências sofridas, como encaminhamentos aos órgãos competentes para tomar atitudes sobre tais ações ou direcionamento a outras linhas telefônicas competentes, como Polícia Militar, Polícia Civil ou Secretaria de Direitos Humanos, o disque 100.

Lei Maria da Penha

A Lei 11.340 é popularmente conhecida por Lei Maria da Penha, em homenagem à mulher que sofreu violência doméstica por anos e lutou para a aprovação de alguma medida que coibisse essa atitude. Maria da Penha Maia Fernandes ficou paraplégica devido a um tiro que levou do marido, que tentou matá-la novamente após esse crime.

Maria da Penha travou uma verdadeira batalha judicial desde 1983 contra seu agressor, a fim de que ele fosse condenado. Depois de vários entraves no processo, em 2001, o caso foi levado à Corte Interamericana de Direitos Humanos e o Estado brasileiro foi condenado por omissão, negligência e tolerância perante violência doméstica contra mulheres.

Dentre as várias imposições que a Corte impôs ao governo brasileiro, uma delas foi a criação de políticas públicas que visassem à proteção da mulher e facilitassem a denúncia de agressões. Dessa forma, a Lei Maria da Penha foi criada em 2006 no Congresso Nacional, por unanimidade e já foi considerada pela ONU como a terceira melhor lei contra a violência doméstica no mundo. Apesar de ainda existirem obstáculos para as denúncias contra agressões, entre os anos de 2006 e 2013 o número de denúncias aumentou em 600%.

Os principais pontos positivos da criação da Lei Maria da Penha foram:

  • A possibilidade de o agressor ser preso em flagrante ou ficar em prisão preventiva, logo após a denúncia da mulher;
  • A violência contra a mulher ser um agravante de pena, ou seja, aumenta a possibilidade de uma pena maior ao agressor;
  • A mulher poderia, antes da lei, desistir de denunciar seu agressor já na delegacia – por medo de fazê-lo, por ameaça e humilhação. Porém, agora só pode fazer isso perante o juiz;
  • Medidas de urgência que tiram a vítima do convívio com o agressor – antes da lei, as mulheres ficavam à mercê de novas ameaças e agressões, que poderiam resultar em ela desistir de ir em frente com o processo, por exemplo;
  • Em 2012, o Supremo Tribunal Federal decidiu que qualquer pessoa pode denunciar violência contra mulher, não apenas a vítima – provando que é necessário, sim, botar colher em briga de marido e mulher.

7 dicas para aumentar a libido feminina

O desejo sexual na mulher depende em grande parte do seu bem estar físico e emocional. Por esse motivo, existem algumas dicas simples que podem ajudar a melhorar a saúde da mulher e, consequentemente, ajudar a falta de libido na mulher.

Além disso, também é importante lembrar que a mulher pode ter o desejo diminuído em períodos de tensão, cansaço, frustração ou durante a menopausa.

Assim, alguns passos simples que podem ajudar a melhorar bastante a saúde da mulher e aumentar a libido feminina incluem:

1. Praticar exercício físico

7 dicas para aumentar a libido feminina

Praticar exercício físico regularmente melhora o condicionamento físico, a disposição e a auto-estima da mulher, sendo úteis para melhorar a lubrificação e a irrigação dos genitais. Além disso, durante o exercício o corpo libera hormônios como a adrenalina, noradrenalina e endorfinas que dão energia, prazer e bem estar.

2. Fazer exercícios de Kegel

7 dicas para aumentar a libido feminina

Estes exercícios de contrair e relaxar os músculos pélvicos, localizados no interior da vagina, aumentam a quantidade de sangue que chega a estes locais, melhoram o tônus destes músculos, alongam o canal vaginal e deixam o colo do útero mais alto, fazendo com que o pênis não o machuque tanto. Veja como praticar estes exercícios.

Além disso, existe também a técnica de Pompoarismo que melhora o prazer sexual, aumenta o apetite sexual e previne o surgimento de problemas de incontinência urinária ou fecal. 

3. Comer alimentos afrodisíacos

7 dicas para aumentar a libido feminina

Alimentos como pimenta, açafrão, gengibre e ginseng favorecem a produção hormonal e melhoram a circulação sanguínea, favorecendo o contato íntimo. Estes devem ser consumidos diariamente e se possível em todas as refeições para que tenham o efeito esperado.

Uma outra possibilidade é recorrer a chás ou suplementos para apimentar a relação. Veja alguns exemplos de remédios caseiros para aumentar o apetite sexual.

4. Aumentar a lubrificação íntima

7 dicas para aumentar a libido feminina

Uma boa estratégia é colocar um pouquinho de um lubrificante íntimo à base de água na região genital, antes ou durante o contato íntimo, para diminuir um pouco o atrito pele a pele, que pode incomodar alguns casais.

5. Se expôr ao sol nas horas certas

7 dicas para aumentar a libido feminina

A exposição solar no início da manhã e no final da tarde, após as 16h não traz riscos para saúde e aumenta a absorção de vitamina D, fortalecendo os ossos. Além disso, ela também traz benefícios para a saúde sexual feminina porque aumenta a produção hormonal e também melhora a auto estima da mulher, favorecendo o contato íntimo.

6. Dedicar tempo ao parceiro

7 dicas para aumentar a libido feminina

A maioria das mulheres fica mais excitada e tem maior interesse pelo contato sexual quando está feliz e satisfeita no seu relacionamento. Passar algum tempo juntos, assistindo um filme ou sair para passear ou dançar, ajuda a mulher a se sentir amada e valorizada, fazendo com que tenha mais vontade para o sexo.

Além disso, o carinho através do toque físico ou ouvir palavras de afirmação também ajudam a mulher a sentir-se mais desejada. É importante que o parceiro saiba identificar como a mulher se sente mais amada e também investir nessa estratégia para aumentar o desejo feminino.

7. Conhecer seu próprio corpo

7 dicas para aumentar a libido feminina

A masturbação ajuda a mulher a se conhecer, permitindo identificar a localização do clitóris, o que é muito importante para orientar o parceiro para a estimular, de forma a chegar mais facilmente ao orgasmo.

É preciso salvaguardar que se a mulher não estiver realmente interessada no contato íntimo, mesmo que o homem estimule o seu corpo, ela poderá não ficar excitada ou satisfeita com o contato íntimo.

O que fazer no caso de transtornos sexuais

Quando a mulher possui algum transtorno sexual como dor durante o contato sexual, vaginismo ou desejo sexual hipoativo, é importante descobrir o que está na sua origem, para realizar o tratamento mais adequado que pode incluir medicamentos, cirurgia ou sessões de psicoterapia.

Mulheres vítimas de abusos podem se fechar e não ter nenhum interesse por uma relação amorosa ou contato íntimo e neste caso um psicólogo ou a terapia de casais podem ser indicados para que a mulher recupere sua auto estima, confiança no parceiro e vença seus traumas emocionais, tornando possível um contato íntimo saudável e prazeroso.

Por que a sexualidade da mulher é tratada como questão de saúde?

A rotina é conhecida de muitas mulheres: após a perda da virgindade, inicia-se o ritual anual da visita à ginecologista. Pouca conversa e exames invasivos, muitas vezes marcados por dor, passam a ser considerados naturais, uma parte essencial  de garantir não só a saúde, mas também o bem estar sexual. No entanto, um novo movimento de ginecologia tem questionado esse padrão que coloca o espéculo e a maca como parte essencial da sexualidade da mulher.

Antes de conhecer essa nova ginecologia, é preciso porém, olhar para trás para entender porque a sexualidade é tratada da forma como a conhecemos. É preciso olhar bem para trás, para o que seria o “início” da humanidade. Tanto na Bíblia, com a figura de Eva, como na Mitologia, com a figura de Afrodite, o corpo da mulher e sua sexualidade, respectivamente, teriam sido criadas a partir do pedaço do corpo de um homem: a primeira veio da costela de um; a segunda, do pênis castrado de um deus. A ideia de que o corpo da mulher seria uma extensão do masculino se perpetuou por muito tempo em várias áreas do saber: os ovários eram conhecidos como “testículos femininos” até o século VXII.

Desde a Grécia Antiga até o final do século XIX, por exemplo, acreditava-se que a histeria, um tipo de neurose, era uma “doença” exclusiva das mulheres. A própria origem da palavra demonstra uma falta de conhecimento, por séculos, do corpo da mulher: histeria vem do grego, “hystéra”, que significa útero.

O psicólogo francês Pierre Janet (1859-1947) e, posteriormente, Sigmund Freud (1856-1939), foram os primeiros profissionais a associar a histeria a causas psicológicas e não físicas, provando que a neurose pode acometer qualquer pessoa independente do sexo. Mas até o século XX, a histeria das mulheres era tratada com cirurgias – em algumas havia a retirada do útero –, remédios e, nos casos mais leves, com uma massagem clitoriana feita pelos médicos, que levavam as “enfermas” a um estado chamado de “paroxismo histérico”. O orgasmo feminino ainda era desconhecido e a tal massagem nas histéricas nada mais era do que a masturbação feminina, ato que pode e deve ser feito pelas próprias mulheres.

Do tratamento equivocado da histeria até hoje, muitos outros mitos sobre a sexualidade e o corpo da mulher continuam sendo disseminados. E neste contexto de tabus e desinformação, o prazer feminino se torna um assunto problemático que, com frequência, vai parar apenas no consultório médico – e raramente em outros espaços. Ao mesmo tempo em que isso pode ser problemático, historicamente, essa relação entre saúde e sexualidade foi muito importante para lidar com alguns dos mitos existentes.

Disseminar mitos sobre a sexualidade feminina e fazer com que mulheres não tenham conhecimento do próprio corpo teve uma função social histórica: o controle social.

O surgimento tardio da ginecologia como uma especialidade da medicina mostra que até o século XXI a sexualidade feminina havia sido pouco explorada. No início, a ginecologia se resumia a pensar e estudar a mulher como um corpo determinado à reprodução somente.

Com o avanço da sexologia e com o surgimento do movimento feminista no século XX, a mulher passou a ser vista como agente e sujeito de prazer sexual. Métodos contraceptivos foram desenvolvidos e a saúde sexual da mulher passou a ser considerada em diversas esferas médicas e sociais.

O orgasmo aparece como indicador de bem-estar, tanto para homens como para mulheres, no século XX. A partir daí, também surgem novas categorias de patologias relativas ao sexo, novas pedagogias do corpo, novas subjetividades advindas desta realização do sujeito via sua vivência sexual e, certamente, novas estratégias de normalização da sexualidade e do prazer”, explica a antropóloga e doutoranda em antropologia, com ênfase em corpo e saúde pela UFRGS, Lara Costa Duarte.

Desde então, contudo, a sexualidade feminina e os vários mitos ainda disseminados ajudaram a formar um novo contexto: a medicalização da sexualidade. “As últimas décadas assistiram ao aumento exponencial de terapias, medicamentos, tratamentos, tecnologias e intervenções que se propõem a auxiliar as pessoas a resolverem desordens e dificuldades de cunho sexual que são traduzidas, de modo literal, em questões referentes à qualidade de vida”, pontua a pesquisadora.

“Ao definir marcadores de normalidade bastante rígidos, a medicalização da sexualidade reforçou noções há muito cristalizadas de que a sexualidade feminina se define primordialmente enquanto mero complemento de seu equivalente masculino. Assim, se a sexualidade masculina normal é definida pela capacidade de penetração – e a disfunção sexual masculina é justamente a perda dessa capacidade –, a sexualidade feminina normal também é definida a partir deste modelo de modo que o orgasmo normal ou ideal da mulher precisa decorrer desta atividade”, critica a pesquisadora.

No documentário norte-americano A Indústria do Orgasmo, a diretora Liz Canner investiga a corrida das indústrias farmacêuticas para mudar nossa compreensão sobre o significado de saúde, doença, desejo, sexo e orgasmo. Se aproveitando dessa nova noção do que seria uma normalização da sexualidade e do prazer feminino, Canner apresenta como as indústrias estão distorcendo conceitos de saúde, doença e orgasmo feminino para desenvolver o Viagra para mulheres.

No Brasil, um dado importante sobre a relação da sexualidade feminina com a medicina é o número de cirurgias plásticas íntimas realizadas no país: somos o campeão mundial neste procedimento. Somente em 2014, 15.812 mulheres passaram pelo procedimento. Além de ser o campeão em plásticas de ninfoplastia – a cirurgia da intimidade – o Brasil também realiza as plásticas de clitoroplastia, cirurgia que reduz o volume do clitóris e aumentar a sua área de exposição.

Por oferecer um caminho mais rápido para a solução do que seriam “disfunções” relacionadas à sexualidade, Duarte explica que a medicina tem se colocado como central na vida de muitas mulheres na resolução de problemas que poderiam ser resolvidos, muitas vezes, fora dos consultórios. “Embora a psicologia também tenha um papel importante a desempenhar no que concerne o entendimento da experiência sexual, torna-se muito difícil concorrer com as soluções de efeito imediato que são frequentemente prometidas pela medicina clínica. Tudo isso compõe o cenário a que se chama de ‘medicalização da sexualidade feminina’”.

Segundo a ginecologista Carolina Ambrogini, especialista em saúde feminina e sexualidade, é comum a primeira consulta ao ginecologista ter como motivo a perda da virgindade e a procura por métodos contraceptivos. “Algumas mães trazem as filhas antes disso, quando começam a menstruar e ter muita cólica menstrual, mas no geral vêm quando iniciam a vida sexual”, relata a médica. “As meninas começam a vir com o objetivo de pedir um anticoncepcional, mas não veem para se informar sobre sexualidade, somente para resolver alguma coisa física ou pedir uma receita”.

A ginecologista afirma que sempre aborda a sexualidade nas suas consultas, até nos casos em que as meninas só vêm para pedir um anticoncepcional. “Mas sou especialista em sexualidade, então sei que não é comum um ginecologista, somente, falar sobre isso”. Mesmo sendo um consultório especializado no tema, Ambrogini conta que as meninas e mulheres que atende, na maioria, ainda sentem vergonha de conversar sobre corpo, sexo e orgasmo.

Para investigar como as mulheres lidam com essas questões, a reportagem da Azmina ouviu 16 mulheres entre 22 e 54 anos e de diversas profissões de formação universitária. O principal dado levantado mostrou que a falta de informações sobre sexo, sexualidade e o funcionamento do próprio corpo fez com que várias experiências relacionadas à puberdade fossem motivo de vergonha de si própria para todas as mulheres do grupo entrevistado.

Quando questionadas sobre a primeira vez que ouviram falar de sexo, somente duas mulheres do grupo contaram ter recebido as primeiras informações dentro de casa e ainda na infância: “Eu devia ter entre 6 e 8 anos. Num sábado de manhã, meus pais chamaram eu e meu irmão, deitamos junto com eles na cama e eles nos explicaram como os bebês eram feitos. Meu pai foi desenhando num caderno os órgãos sexuais e mostrou ‘a sementinha’ que saia do papai e entrava no ‘ovinho’ da mamãe e como essa penetração era feita”, relata a fotógrafa Marina. Na adolescência, contudo, o assunto sobre sexo foi se tornando menos presente na família de Marina. “Meus pais tem a cabeça muito aberta e sempre me deram muita liberdade e independência. Mas, curiosamente, sexo até hoje é o único assunto do qual não falamos”.

Sobre as mulheres que receberam informações sobre sexo e sexualidade na escola, com professores, somente seis entrevistadas informaram que o ambiente escolar teve papel importante no ensinamento dessas questões. Vale destacar que essas seis mulheres representavam a faixa etária mais jovem do grupo, com até 32 anos.

A estudante de letras Maria Carolina Lima, 22, conta que recebeu orientações sobre sexo e reprodução dentro de casa, mas o assunto não chegou a se estender para sexualidade. “Minha mãe e minha madrinha começaram a falar comigo sobre prevenção da gravidez quando eu comecei a menstruar, aos 10 anos”, conta. “Na escola, lembro de uma única vez, na sétima série já, em que tivemos aulas sobre sexo, preservativos e menstruação. Mas foi somente essa vez. Agora, algo que nunca ninguém me deu informação, em casa ou na escola, foi sobre masturbação”. Tanto a universitária, como a maioria das mulheres do grupo, citou que, por nunca ter recebido informação sobre masturbação na adolescência, acreditava que o ato era “não natural para meninas”, “algo sujo” e “errado”.

A dificuldade para lidar com o tema da sexualidade se estende também para o consultório médico: 11, das 16 entrevistadas, responderam que a primeira consulta com um ginecologista teve como objetivo iniciar o uso da pílula anticoncepcional; mas 8 mulheres responderam que a relação com o ginecologista atual é distante e sem liberdade para conversar.

Abril Verde: campanha visa à conscientização e à prevenção de acidentes de trabalho

O país inicia, hoje, o mês que carrega o maior desafio contemporâneo da saúde pública brasileira. É em abril que órgãos de saúde e governos estimam colocar em prática parte das preparações de enfrentamento ao novo coronavírus. Em um cenário de transmissão sustentada cada vez mais consolidado, falar de prevenção e saúde do trabalhador é extremamente importante.

Durante o mês de abril, órgãos públicos e instituições engajadas nas questões relativas aos acidentes de trabalho aderem à campanha Abril Verde, uma forma de promover a conscientização sobre a importância da segurança e da saúde do trabalhador brasileiro. O mês de abril foi escolhido porque o dia 28 é dedicado à memória das vítimas de acidentes e de doenças do trabalho.

Iniciativa de participação espontânea que chama a atenção da sociedade brasileira para a adoção de uma cultura permanente de prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais, o movimento Abril Verde luta para marcar o mês de abril com a cor da segurança no calendário nacional. A intenção é concentrar anualmente nesse período uma série de atividades, dando-lhes mais visibilidade e manifestações de apoio à causa.

Movimentos internacionais como o Outubro Rosa (prevenção do câncer de mama) ou o Novembro Azul (prevenção do câncer de próstata) já são conhecidos da maioria dos brasileiros. No que diz respeito à saúde e segurança do trabalhador, o Abril Verde trilha um caminho semelhante. O objetivo é fazer com que a cultura prevencionista no ambiente de trabalho seja propagada e assimilada pelo maior número possível de pessoas e a ANAMT apoia esta causa.

Nosso Olhar – Parabéns às mulheres!!

No dia 8 de março comemoramos o “Dia Internacional da Mulher”. A data foi instituída em 1975 pelas “Nações Unidas”. Apesar disso, ainda existem países que a ignoram.

Quando falamos no “Dia Internacional da Mulher”, não podemos pensar apenas em uma data comemorativa, onde se recebe flores. Estamos falando de um dia que representa a “lembrança” das conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres. E esse raciocínio deve ser “pensado” diariamente.

As mulheres têm condições de exercer as mesmas funções que os homens e a vida profissional é muitas vezes o principal foco de determinadas mulheres. Cabe sempre a cada pessoa, determinar quais os objetivos de vida que vão trazer satisfação a longo prazo. Lembrando que podemos mudar ao longo do tempo. Faz parte da vida.

Essa jornada da mulher, a torna mais especial, porque ela tem o sentimento mais puro e fiel dedicado a um ser humano, como ninguém tem a capacidade de ter. O instinto materno é provavelmente um dos sentimentos mais fortes que os animais e os humanos podem ter. E o amor de uma mãe pelos seus filhos é único. É realmente um privilégio poder carregar um novo ser humano na “barriga” com todas as sensações vividas numa gestação, sem esquecer as mães que adotaram seus filhos e que compartilham do mesmo sentimento.

Devemos então parabenizar diariamente as mulheres, que são lutadoras em diversas frentes, ao lado da sua família, onde realizam verdadeiros milagres para que tudo caminhe com suavidade.

Enquanto convivermos com diferenças e preconceitos em relação à etnia, cor, sexo entre outros, estaremos longe de sermos “civilizados”. Qualquer aprendizado deve passar pela igualdade do ser humano.

Parabéns a todas as mulheres!!!!!!!!!!

Dr. Ricardo Faure

Dia Internacional da Mulher e o câncer de mama

No sábado, 8 de março, foi celebrado o Dia Internacional da Mulher. A data foi designada pela ONU em 1975 como o Dia Internacional delas, mas bem antes disso, no século XX, já era celebrado um dia da mulher, sempre com o propósito de reivindicar melhores condições de vida. Muitas foram às conquistas sociais, políticas e econômicas ao longo dos anos e, sem dúvida, os cuidados com a saúde foram determinantes.
Cada vez mais a maioria das mulheres está mais e mais preocupada com sua saúde e qualidade de vida. E o câncer de mama deve ser um dos pontos centrais da preocupação da saúde feminina, já que é uma doença grave que, se descoberta tardiamente, pode levar à morte.
De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, estimou-se a incidência anual de aproximadamente 52 mil  casos novos em 2013 e um aumento para cerca de 57 mil para 2014, sendo que, em torno de 60% são diagnosticados em estágios avançados, apresentando uma curva de mortalidade que se mantêm numa inclinação ascendente.
Apesar de ser um tumor maligno, é uma doença curável se descoberta a tempo, o que nem sempre é possível, pois o medo do diagnóstico é grande, levando algumas mulheres há perder um tempo precioso.Os principais fatores que contribuem para o diagnóstico tardio são: pobreza de sinais e sintomas do câncer em sua fase inicial, enfatizando-se a ausência de dor local; ausência de autoexame e mamografia de rotina, apesar das constantes campanhas e orientação médicas; além do desconhecimento das reais possibilidades de cura e de informações outras inerentes à doença. Hoje, no mundo, falamos em uma tríade que deve estar bem ajustada: autoexame de mamas todos os meses, após a menstruação; exames de imagem com máxima qualidade e consulta com o especialista. Câncer de mama tem cura se o diagnóstico for precoce.A mamografia é utilizada no rastreamento (diagnóstico precoce) do câncer e ainda é o principal exame. Apesar de campanhas com posicionamentos controversos, a Sociedade Brasileira de Mastologia permanece em recomendar mamografia anualmente para mulheres após os 40 anos de idade. Existem recomendações de trabalhos científicos realizados em outros países, como recentemente, no Canadá. Observamos um estudo baseado na avaliação de cerca de 9 mil mulheres, por um período médio de 25 anos , o qual não mostrou benefício algum na rotina de imagem anual após os 40 anos, no que se refere à diminuição da mortalidade feminina.  A pergunta que nos fica é: será que há igualdade nas populações de mulheres estudadas no estudo do Canadá e do Brasil? Ou são diferentes?A ressonância magnética das mamas faz parte ativamente da avaliação das mamas no dia a dia do mastologista. Porém, deve ser usada com alguma parcimônia. Atualmente, o que ouvimos em todo evento científico que participamos sobre câncer de mama, no Brasil ou mesmo no exterior, é que devemos sempre, individualizar o tratamento de cada paciente. Cada caso é um caso, e deve ser conduzido como tal.O tratamento cirúrgico está cada vez mais refinado do ponto de vista estético, pois, o mastologista vive a realidade, sem volta, da cirurgia reparadora. Esta sim propicia à mulher um excelente tratamento cirúrgico oncológico, aliado ao máximo da estética. As reconstruções de mamas são realizadas em um mesmo tempo cirúrgico e a mulher vem se tornando a cada dia menos mutilada. Atente-se, se você tem mais de 40 anos, consulte seu médico especialista periodicamente e faça mamografia uma vez por ano. Antônio Eduardo Rezende de Carvalho – Mastologista e presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional Goiás

O papel da mulher na sociedade

Sabe-se que a mulher exerce dupla função. Se ela é capaz de exercer tudo que o homem executava, cabe ao homem deixar de lado o preconceito e ajudá-la nas tarefas de casa

A mulher nem sempre desempenhou as mesmas funções na sociedade. Se, em outras épocas, ela ficava circunscrita às paredes de sua casa, hoje a mulher “abandonou” o lar e foi para o mercado de trabalho objetivando compor a renda familiar.

Algum tempo atrás, a mulher era educada somente para exercer o papel de dona-de-casa, mãe e esposa. Dessa forma, ela vivia em função do homem, por isso era pouco valorizada na sociedade. Quando se criou a necessidade de a mulher enfrentar o mercado de trabalho, ela aos poucos conquistou seu espaço.

Hoje a mulher exerce muitas funções. Além de dona-de-casa, mãe e esposa, ela tem sua profissão ou trabalho no mercado. Assim sendo, atualmente a mulher exerce todas as funções que antes eram executadas pelo homem, conquistando assim seu espaço, e está à frente das grandes pesquisas tecnológicas e científicas mundiais mostrando sua capacidade.

Sabe-se que a mulher exerce dupla função. Se ela é capaz de exercer tudo que o homem executava, cabe ao homem deixar de lado o preconceito e ajudá-la nas tarefas de casa.

Esperança para as mães, a cirurgia fetal pode salvar bebês ainda no útero

Uma agenda repleta de compromissos passa a fazer parte do dia a dia da mulher assim que se constata uma gravidez. Consultas, avaliações físicas e outros exames, que devem ser realizados em laboratório de análises clínicas e medicina diagnóstica, preenchem nove meses de uma intensa maratona médica. “Por se tratar de um evento fisiológico, a assistência ao pré-natal é como uma supervisão da natureza e cabe ao médico saber atuar no momento correto para garantir o melhor para o bebê e a mãe”, diz Andrea Romagna Fernandes Coelho, ginecologista e obstetra da Paraná Clínicas, de Curitiba. O Ministério da Saúde recomenda que a gestante visite o médico pelo menos seis vezes até o parto, mas grande parte dos especialistas prefere ver suas pacientes com uma frequência maior (confira abaixo como se dá essa rotina e o que é avaliado em cada consulta). Fundamental mesmo é não demorar para começar o acompanhamento! “O atraso menstrual leva a paciente à consulta. Depois de constatada a gravidez, já se deve iniciar o pré-natal”, afirma José Bento de Souza, ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana, de São Paulo.

Frequência e teor das consultas
Embora o número de consultas varie de acordo com a conduta de cada médico e também conforme as peculiaridades da gestação, em geral a paciente é orientada a retornar ao consultório do obstetra mensalmente até o sétimo mês de gravidez. No oitavo, ocorrem duas visitas, uma em cada quinzena. Já no nono e último meses, o encontro com o especialista passa a ser semanal. Toda essa rotina serve para cuidar da saúde de mãe e filho e acompanhar de perto o desenvolvimento do bebê. Estes são os pontos abordados e as avaliações feitas durante uma consulta de pré-natal:

  • Conversa com a paciente para saber como anda seu estado geral, quais sintomas vem apresentando e, a partir da 20ª semana, indagação sobre os movimentos do feto.
  • Medição da pressão arterial.
  • Verificação do peso.
  • Aferição da altura do útero e da circunferência abdominal.
  • Ausculta dos batimentos cardíacos do feto.
  • Solicitação de exames médicos (laboratoriais, de imagem e outros, se necessário).


Exames obrigatórios e exames especiais
Confira, fase a fase, os exames a que toda gestante deve se submeter e o que eles apontam para o médico. Lembre-se, porém, de que cada gravidez é uma situação única, com muitas variáveis, o que pode determinar a realização de exames especiais ou de outros testes não listados aqui. Existem casos particulares, que devem ser tratados de maneira diferenciada.

Assim que iniciado o pré-natal

Sangue
Determinar o tipo sanguíneo da gestante (importante para outras providências, caso o fator Rh seja negativo), dosar hormônios e anticorpos da tireoide, detectar possíveis infecções (como sífilis, HIV, hepatites A, B e C), verificar se a gestante não tem anemia, dosar os níveis de açúcar no sangue e definir se a paciente corre ou não o risco de contrair doenças como rubéola, citomegalovirose e toxoplasmose. Também é feita uma pesquisa de trombofilias congênitas, essencial para prevenir o trabalho de parto prematuro e alertar para doenças hipertensivas da gestação, como pré-eclâmpsia e help síndrome, que podem causar óbito fetal. A critério do médico, o exame de sangue pode ser repetido várias vezes ao longo da gestação, mas deve ser solicitado, no mínimo, uma vez a cada trimestre.

Urina
Detectar uma eventual infecção urinária e a presença de proteínas que podem indicar tendência a desenvolver pré-eclâmpsia. Útil também no acompanhamento de gestantes diabéticas.

Fezes
Investigar a presença de parasitas no intestino que podem provocar, entre outros problemas, anemia.

Entre 5ª e a 8ª semana de gestação

Ultrassonografia intravaginal
Visualizar o embrião e o saco gestacional, calcular o tempo de gravidez e a data provável do parto. Normalmente, se realizado após a sexta semana, possibilita ainda ouvir os batimentos cardíacos do embrião.

Entre a 11ª e a 14ª semana de gestação

Ultrassonografia da transluscência nucal
O principal objetivo desse exame é a medicação da espessura de um fluido entre a pela e a gordura da nuca do bebê. O resultado aponta uma menor ou maior chance de haver anomalias, sendo a principal delas a Síndrome de Down. Nesse mesmo exame, verifica-se uma eventual ausência do osso nasal, que pode ser também um indício de alteração cromossômica. Outras finalidades são: medir o bebê, atestar sua vitalidade pela ausculta dos batimentos cardíacos e observar o ducto venoso, um vaso que pode dar aos médicos sinais de possíveis problemas cardíacos. Se o exame apontar a possibilidade de alguma alteração cromossômica no feto, o médico deverá solicitar exames complementares.

Entre a 20ª e a 22ª semana de gestação

Ultrassonografia morfológica
Além de medir o feto e estimar seu peso, esse exame analisa os órgãos do bebê, que, a essa altura, já se encontram formados. Na maioria dos casos, é possível visualizar o sexo da criança. Se o aparelho usado for de tecnologia 3D ou 4D, consegue-se até mesmo observar seus traços faciais.

Entre a 24ª e a 28ª semana de gestação

Triagem de diabetes gestacional
Verificar se a paciente desenvolveu diabetes gestacional, uma doença que requer cuidados especiais e possível antecipação do parto. O exame é conhecido como curva de tolerância glicêmica ou teste oral de tolerância à glicose. No laboratório, a gestante bebe um copo de glicose e depois é submetida a algumas coletas de sangue para análise.

Entre a 34ª e a 37ª semana de gestação

Triagem de estreptococo beta-hemolítico
Trata-se da análise laboratorial de uma amostra de secreção vaginal e outra do reto para rastreio de uma eventual infecção causada pela bactéria estreptococo do grupo B, que pode ser passada para o bebê durante o nascimento e provocar até a morte do recém-nascido. O tratamento, para os casos positivos, consiste na administração de antibióticos para a gestante no dia do parto.

Ultrassonografia do terceiro semestre
Esse exame é importante para acompanhar o tamanho, o peso e a posição do feto. Ele também avalia a maturidade da placenta e a quantidade de líquido aminiótico. Pode ser realizado com tecnologia Doppler, um recurso que facilita a detecção de problemas na gestação. O número de ultrassonografias no último trimestre de gravidez depende das necessidades de cada paciente e da conduta particular do médico, portanto, esse exame poderá ocorrer mais de uma vez.

Exames especiais

Alteração no resultado de um dos exames comuns do pré-natal (citados acima), gravidez após os 35 anos, gestantes com doenças prévias (como lúpus, câncer, doenças do colágeno etc.), grávidas com diabetes ou hipertensão, histórico de doenças hereditárias na família e gestação de múltiplos. Essas são algumas das situações consideradas de risco pelos médicos e que levam à necessidade de um pré-natal ainda mais cuidadoso tanto em relação à frequência de consultas quanto à realização de exames específicos. Conheça alguns dos testes adicionais, que podem ser solicitados, se a paciente necessitar de uma assistência intensiva:

Teste de Coombs

Quando o fator Rh da mãe é negativo e o do pai positivo, a mulher deve solicitar esse teste, feito por exame de sangue. Ele revela se houve contato entre o sangue materno e o do bebê para que seja iniciado o tratamento antes que o feto se prejudique. Isso porque a incompatibilidade sanguínea pode levar à eritroblastose fetal, quando o corpo da mãe destrói as hemoglobinas do bebê e pode levar à morte, Realizado mensalmente, em jejum de três horas.Continua após a publicidade

Biópsia do vilo corial (11ª a 14ª semana):

Solicitada normalmente quando existe a suspeita de alterações cromossômicas no feto. A dúvida pode surgir, por exemplo, após o exame de ultrassonografia de translucência nucal. O procedimento consiste na análise de uma amostra da placenta, coletada por uma agulha, que é inserida através do abdômen da gestante. O exame apresenta um risco pequeno de provocar aborto.

Amniocentese (a partir da 13ª semana):

Semelhante à biópsia do vilo corial, também objetiva a constatação de anormalidades genéticas no feto. Nesse exame, porém, a amostra analisada é do líquido amniótico, que envolve o bebê. Assim como no exame anterior, existe o perigo de causar um aborto.

Ultrassonografia transvaginal (a partir da 12ª semana):

Indicada quando a gestação tem alto risco de prematuridade, como no caso de gêmeos, tem como finalidade checar as condições do colo do útero. Se houver probabilidade de ele se romper, o que pode levar ao parto prematuro, o médico avalia a possibilidade de realizar uma cerclagem uterina (cirurgia que costura o colo do útero para reforçar seu fechamento).

Fibronectina fetal (18ª à 24ª):

É uma análise da secreção vaginal para avaliar a chance de nascimento prematuro. Realizada em mulheres de alto risco para parto prematuro, como as que tiveram o problema em gestação anterior ou apresentam o encurtamento do colo uterino.

Ecocardiografia fetal (a partir da 28ª semana):

Com um aparelho de ultrassonografia, observa-se detalhadamente o funcionamento do coração do bebê. Esse exame vem sendo cada vez mais adotado pelos médicos como uma rotina, dentro do pré-natal, mesmo para pacientes de baixo risco. Entretanto, muitos obstetras ainda o requisitam apenas para situações específicas, em que a probabilidade de anomalias cardíacas no feto é maior. Alguns desses casos ocorrem se a mãe tem alguma malformação congênita do coração ou quando é constatada uma alteração cromossômica no feto.

Perfil biofísico fetal (após a 28ª semana)

Realizado por aparelho de ultrassom, esse exame é solicitado quando existe a suspeita de o desenvolvimento do bebê estar comprometido. Indicado nas gestações de alto risco, ele avalia movimentos respiratórios, movimentos dos membros, tônus muscular, reatividade da frequência cardíaca e volume do líquido amniótico.

O que podemos aprender com a segunda onda mortal da gripe espanhola de 1918

Na onda mortal de outono da pandemia de gripe espanhola de 1918, milhões de pessoas foram condenadas porque não sabiam o que agora entendemos sobre como os vírus e as doenças respiratórias se espalham.

Podemos enfrentar um destino semelhante se algumas pessoas continuarem a ignorar o que um século de progresso científico e análise retrospectiva da história nos ensinou sobre como acabar com as pandemias.

A pandemia de 1918 ocorreu em três ondas, da primavera (no hemisfério norte) de 1918 ao inverno de 1919, matando de 50 milhões a 100 milhões de pessoas em todo o mundo. A primeira onda de março a junho de 1918 foi relativamente amena. A maioria das mortes ocorreu a partir de setembro de 1918, na segunda e pior onda da gripe de 1918.

Especialistas em saúde esperam que as infecções por Covid-19 aumentem neste inverno do hemisfério norte porque o vírus que causa a Covid-19 é um coronavírus, e outros coronavírus se espalham mais durante a estação mais fria. Na atmosfera invernal, menos úmida, as partículas portadoras de vírus podem permanecer no ar por mais tempo.

Além disso, nossas membranas nasais são mais secas e mais vulneráveis a infecções no inverno. Além disso, à medida que o clima fica mais frio, passamos mais tempo em ambientes fechados sem ventilação suficiente, o que significa que o vírus tem maior probabilidade de se espalhar.

A Covid-19 ainda não “ceifou tantas vidas quanto a gripe espanhola. Cerca de 675 mil pessoas morreram nos Estados Unidos até o final da pandemia de 1918”, disse Jeremy Brown, médico de emergência e autor de “Influenza: The Hundred-Year Hunt to Cure the Deadliest Disease in History” (“Gripe: A caça de cem anos para curar a doença mais mortal da história”, sem edição no Brasil). 

“Isso seria, proporcionalmente hoje, cerca de 3 milhões de pessoas nos EUA. A boa notícia é que não vimos esses números. É claro que os números são realmente assustadores. Mas a história de que estamos falando ainda não acabou”, continuou Brown.

Por que a segunda onda foi tão mortal


Existem várias possibilidades sobre o porquê da segunda onda de 1918 ter sido tão terrível, incluindo a teoria de um vírus que possivelmente sofreu mutação e a dos padrões de movimento e comportamento humano na época. O inverno significou que a gripe também se espalhou mais, e as pessoas ficavam dentro de casa com mais frequência.

“Meu palpite é que o vírus não se saiu tão bem para infectar pessoas na primavera e teve que se adaptar”, disse John M. Barry, autor de “A Grande Gripe: A história da pandemia mais mortal da história”. “Então, uma mutação que era melhor para infectar pessoas e também mais virulenta assumiu o controle”.

Nos pacientes da gripe de 1918, a pneumonia frequentemente se desenvolvia e matava já no segundo dia de infecção. Os esforços para a Primeira Guerra Mundial ainda estavam ativos, portanto, a disseminação desenfreada foi facilitada por movimentos de tropas e acampamentos militares lotados.

Para onde os militares viajavam, o vírus também ia com eles, resultando no adoecimento por gripe e pneumonia de 20% a 40% do pessoal do Exército e da Marinha dos EUA no outono, interferindo nos treinamentos e na eficácia dos militares. “A gripe e a pneumonia mataram mais soldados e marinheiros norte-americanos durante a guerra do que as armas inimigas”, relatou um estudo de 2010.

Regimento da Cruz Vermelha em Seattle durante Gripe Espanhola de 1918
O 39º Regimento marcha pelas ruas de Seattle em dezembro de 1918, usando máscaras feitas pelo Capítulo de Seattle da Cruz Vermelha

Seis dias após o primeiro caso de gripe ser relatado em Camp Devens, Massachusetts, os casos haviam se multiplicado para 6.674. Quando o coronel Victor C. Vaughan se lembrou de Camp Devens, “foi chocante”, escreveu Gina Kolata, uma repórter de ciência e medicina do “The New York Times”, em seu livro “Flu: The Story of the Great Influenza Pandemic of 1918 and the Search for the Virus That Caused It” (“Gripe: A história da grande pandemia de gripe de 1918 e a busca pelo vírus que a causou”, sem edição no Brasil).

“Ali estava Vaughan, no meio da primeira guerra a usar armas modernas, uma guerra que estava derrubando jovens com metralhadoras e gás, mas que não era nada comparado a esta doença”, escreveu Kolata.

Um imenso obstáculo na época foi a falta de conhecimento das características, do comportamento e da gravidade do vírus. A pandemia veio antes da consciência de como era um vírus e de como isolá-lo. A violência da segunda onda levou algumas pessoas (incluindo médicos) a pensar que estavam lidando com uma doença diferente daquela da primavera.

Celebração do armistício, em novembro de 1918, levou milhares de pessoas às ruas
O anúncio do armistício em 11 de novembro de 1918 foi a ocasião para uma grande celebração na Filadélfia que infectou milhares de participantes

As mortes por gripe atingiram o pico em novembro de 1918, que foi possivelmente o mês mais mortal da pandemia. Um desfile na Filadélfia realizado no Dia do Armistício em 11 de novembro infectou milhares de participantes.

O impacto social

A gripe de 1918 atingiu toda a sociedade. Aproximadamente metade das mortes aconteceu entre jovens adultos de 20 a 40 anos, em contraste com a pandemia atual, com adultos mais velhos mais propensos a sofrer doenças graves e morte por Covid-19.

Muitos eventos, escolas e espaços públicos foram cancelados e fechados. “O fantasma do medo caminhava por toda parte, fazendo com que muitos círculos familiares se reunissem porque os diferentes membros não tinham mais nada para fazer a não ser ficar em casa”, escreveu Kolata, citando um jornal do Arizona.

Trabalhadoras em Nova York trabalharam com máscaras amarradas no rosto em 1918.
Trabalhadoras em Nova York trabalharam com máscaras amarradas no rosto em 16 de outubro de 1918

As autoridades impuseram o uso de máscara e leis anticusparadas. As autoridades municipais infligiram medidas punitivas, incluindo multas contra pessoas que infringiram as regras. O marechal-geral do Exército dos EUA cancelou em outubro uma chamada para exercício de 142 mil homens, apesar de eles serem necessários na Europa.

O impacto sobre os adultos no auge significa que muitas crianças perderam um ou ambos os pais. O mundo perdeu gerações de jovens, e para eles a pandemia e a Primeira Guerra Mundial tornaram-se as experiências centrais de suas vidas.

Vantagem dos dias modernos

Agora, vamos avançar para o ano de 2020. Vários avanços científicos nos deram uma pequena vantagem na mitigação da disseminação e dos efeitos de doenças respiratórias como a gripe e a Covid-19. Melhorias tecnológicas têm permitido aos pesquisadores visualizar células e vírus usando microscópios eletrônicos e cristalografia de raios-X, o que também permite capturar milhões de imagens deles. Microbiologistas agora podem isolar, identificar e descrever a estrutura dos vírus.

Para Kolata, embora tenhamos testes de coronavírus, uma lacuna é “que não temos capacidade de teste suficiente e os testes demoram muito”. Ela continua: “quando algo como o coronavírus começa a se espalhar, com sintomas que podem imitar os da gripe (febre alta, calafrios), o sistema de testes pode se sobrecarregar com facilidade quando começa a temporada de gripe”.

Felizmente, não estamos em uma guerra global. O olhar retrospectivo e anos de progresso científico nos ensinaram como as doenças respiratórias se espalham – ou seja, por encontros com gotículas respiratórias facilitadas pelo contato próximo e pela higiene insuficiente. No entanto, para serem eficazes, essas vantagens científicas e médicas requerem conformidade pública.

O que podemos fazer

Embora os casos de Covid-19 estejam aumentando e possam aumentar neste inverno do hemisfério norte, existem coisas que podemos fazer para conter a disseminação. Precauções como distanciamento físico, evitar encontros e viagens desnecessárias, lavar as mãos e usar máscara ainda são importantes.

Estocar alimentos, itens médicos e de preparação para emergências – com responsabilidade e de uma maneira que seja justo para todos – pode ajudar a limitar as idas às lojas, diminuindo assim as chances de propagação.

Em 1918, não havia uma vacina aprovada e regulamentada. Desta vez, com o coronavírus, a Operação Warp Speed nos Estados Unidos e outros programas estão testando vacinas para serem capazes de inocular o povo possivelmente na primavera de 2021.

O que também tem imenso valor é dar atenção às atualizações e orientações das autoridades locais de saúde pública e ao conhecimento científico de pesquisadores e organizações como a Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA  e a Organização Mundial de Saúde.

“Se todos os distanciamentos sociais e máscaras forem eficazes contra o coronavírus, se tivermos sorte, eles podem ser eficazes contra a gripe também”, disse Kolata. “Espero que as pessoas tomem as vacinas contra a gripe, que não 100% eficazes, mas certamente são melhores do que nada”.

A mulher e a violência psicológica

“A mulher não é só casa, mulher-loiça, mulher-cama, ela é também mulher-asa, mulher-força, mulher-chama1“. “Ela tem força, ela tem sensibilidade, ela é guerreira. Ela é uma deusa, ela é mulher de verdade2“. “Que mulher ruim, Jogou minhas coisas fora, Disse que em sua cama eu não deito mais não, A casa é minha, você que vá embora, Já pra saia da sua mãe e deixa meu colchão3“, “A sorte é mulher, e querendo dominá-la, é necessário bater nela e forçá-la4“, “Deve-se temer mais o amor de uma mulher do que o ódio de um homem5“, “O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo. Por isso quer a mulher: o jogo mais perigoso6“, “Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso uma mulher para se fazer um lar7“, “É mais claro que o sol, que Deus criou a mulher para domar o homem8“, “Um homem pode viver feliz com qualquer mulher desde que não a ame9“, “Fragilidade, o teu nome é mulher!10“.

Afinal, a mulher precisa ser dominada, para não domar o homem? A mulher é um ser perigoso? A mulher nasceu para ser dona do lar? A mulher é um ser frágil? O que é ser uma mulher nos dias atuais? Ela realmente encontrou seu espaço? E qual seria este espaço?

Em 7/8/19, dia em que comemorou-se os 13 anos da Lei Maria da Penha o ministro da Justiça, Sérgio Moro, publicou um tweet que gerou enorme discussão e muitos debates, onde declarou que talvez, os homens se sintam intimidados pelo crescente papel da mulher na sociedade e alguns, por conta disso, recorrem, infelizmente, a violência física ou moral para afirmar uma pretensa superioridade.

Passam-se os anos e algumas coisas não mudam, a forma como a mulher é vista por muitos, é uma delas.

Infelizmente, a igualdade de gênero nem sempre foi um assunto devidamente abordado e priorizado pela sociedade, a mulher por muitos anos recebeu uma educação diferente da dos homens, sendo proibida até mesmo de ler e escrever. Quando solteira, vivia sob o domínio do pai ou irmão mais velho, que transmitiam todos os direitos ao marido, quando do casamento.

Não fosse suficiente, por um período, no regime das ordenações, era permitido ao marido, inclusive, a aplicação de penas corpóreas a esposa, hoje, a violência por muitos é justificada como uma “paga” ao mau comportamento da mulher, seja ele por uma vestimenta, ou pela busca de colocação na sociedade.

Não são raros os casos em que mulheres são violentadas física ou psicologicamente por seus companheiros de vida e até mesmo de trabalho, quando ‘ousam’ agir de forma igualitária ou assumem determinadas posições de destaque.

Myrthes Gomes de Campos, foi a primeira mulher a se formar em direito no Brasil, em 1898 pela Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, causando enorme escândalo para sua família e para sociedade da época, uma vez que era completamente inimaginável uma mulher construindo uma vida fora do casamento.

Por longos anos ela tentou o ingresso no quadro de sócios efetivos do Instituto dos Advogados do Brasil, condição necessária para o exercício profissional da advocacia, mas conseguiu exercer a profissão apenas em 1906, quando sua filiação foi aprovada numa assembleia apertada com escrutínio de 23 votos a favor e 15 contra.

Auri Moura Costa foi a primeira mulher a assumir a função de juíza, ingressando na magistratura em 1939 após sua aprovação em concurso público em Fortaleza, CE, e apesar de seu inquestionável conhecimento e capacidade técnica, foi um possível entendimento equivocado por parte da banca examinadora que, ao avaliar sua prova, tomou o seu nome como referindo-se a um homem, o que evitou uma manifestação tendenciosa.

É evidente que hoje o cenário é muito diferente, de modo que as mulheres podem ocupar os bancos acadêmicos e cargos jurídicos sem qualquer óbice, inclusive, segundo levantamento realizado pelo Blog Exame da Ordem em 2019, a quantidade de mulheres acadêmicas de Direito é maior do que de homens, uma vez que existem 486.422 estudantes do sexo feminino diante de 392.812 do sexo masculino.

Mas tal evolução numérica está longe de garantir que as mulheres realmente podem ocupar o lugar que pretendem sem qualquer dificuldade exclusivamente pelo fato de serem mulheres. 

Como demonstrado acima, desde Sócrates a mulher é considerada inferior, frágil e ao mesmo tempo perigosa e manipuladora para os homens.

Sendo que para muitos, este é o motivo para utilização de força psicológica para coibir o crescimento da mulher dentro de casa e no mercado de trabalho.

Neste sentido, temos a violência psicológica, cada dia mais crescente na sociedade, e muito mais comum do que se imagina. Os dados levantados pelo Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde, mostram que somente em 2017, último ano com números disponíveis, houve 78.052 casos de violência psicológica contra a mulher em todo o país, sendo que elas sofrem quatro vezes mais violência psicológica do que os homens.

O tema é tão grave e preocupante que a Lei Maria da Penha em seu inciso II do artigo 7°, caracterizou a violência psicológica como conduta criminosa, seguindo a orientação da Organização Mundial da Saúde. Diz o texto:

Qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradas ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição costumaz, insulto, chantagem ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.

A violência psicológica pode ser identificada entre outras formas, através de xingamentos, atitudes que humilham, menosprezam ou afastam a vítima de seus familiares e amigos. Numa relação afetiva, o agressor geralmente ofende as mudanças do corpo, xingando a mulher de gorda, ou magra demais, as roupas por considerar chamativas ou vulgares demais, e qualquer outra coisa que o desagrade ou considere ofensiva ou ameaçadora.

Mas, a despeito da existência de um conceito normativo e de todos os casos já denunciados e noticiados, as vítimas ainda possuem dificuldades em identificar as ocorrências da violência psicológica.

Muitas vezes justificam os episódios violentos com os próprios comportamentos, ou até mesmo acreditam ser o temperamento do agressor ou consequência do uso de álcool e/ou entorpecentes.

Quando a violência ocorre no ambiente de trabalho, a vítima geralmente é humilhada, não tem direito a fala, sendo interrompida constantemente como se não dominasse o assunto e as mulheres muitas vezes terminam por acreditar que são incapazes e despreparadas para o ofício.

Neste sentido os sociólogos Don Zimmerman e Candace West, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, realizaram um estudo denominado Sex Roles, Interruptions and Silences in Conversations em que analisaram 31 diálogos gravados em lugares públicos como cafés, farmácias e campus universitários. Neste estudo descobriram que, enquanto nas conversas entre pessoas do mesmo sexo aconteceram sete interrupções no total, nas conversas entre homens e mulheres, foram 48 interrupções – 46 delas feitas por um homem, no meio da fala de uma mulher.

A Universidade George Washington, realizou pesquisa semelhante em 2014 que mostra que, durante um diálogo, os homens interrompem as mulheres 33% mais do que quando eles estão falando com outro homem.

Durante o primeiro debate presidencial entre Hillary Clinton e Donald Trump, em setembro de 2016, segundo o portal americano de notícias Quartz, o republicano interrompeu a candidata democrata em 51 momentos, o que serviu de motivação para o crescimento de diversos movimentos ao redor do mundo de combate ao manterrupting, termo que mistura “man” (homem) com “interrupting” (interrompendo).

A violência psicológica tanto no ambiente familiar quanto no ambiente de trabalho, aniquila os sonhos, planos, autoestima, carreira e em muitos casos, a vida da vítima, uma vez que não são poucos os casos em que a vítima desenvolve depressão, e outros problemas de ordem psicológica, em que é colocada pelo próprio agressor em um papel de indignidade e submissão.

No ambiente de trabalho, muitas vezes a violência e assédio sexual tem partida na violência psicológica, quando a vítima é desvalorizada como profissional, de modo que é levada a crer que as agressões psicológicas que recebe são devidas a sua incompetência ou eventuais investidas sexuais são a única chance de colocação profissional.

A violência nos locais de trabalho está muito presente no dia a dia de muitas mulheres trabalhadoras. A Organização Internacional do Trabalho (OIT – 2015) indica que 52% das mulheres economicamente ativas já foram assediadas sexualmente. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define assédio sexual como:

Atos, insinuações, contatos físicos forçados, convites impertinentes, desde que apresentem uma das características a seguir: ser uma condição clara para manter o emprego; influir nas promoções da carreira do assediado; prejudicar o rendimento profissional, humilhar, insultar ou intimidar a vítima; ameaçar e fazer com que as vítimas cedam por medo de denunciar o abuso; e oferta de crescimento de vários tipos ou oferta que desfavorece as vítimas em meios acadêmicos e trabalhistas entre outros, e que no ato possa dar algo em troca, como possibilitar a intimidade para ser favorecido no trabalho.

O magistrado Francisco Luciano de Azevedo Frota, titular da 3ª Vara de Brasília, explica que, na Justiça do Trabalho, não precisa haver necessariamente desnível de poder para ser caracterizado o assédio sexual, sendo necessário apenas o constrangimento sexual não consentido pela vítima, e não é preciso haver conjunção carnal para que o assédio seja consumado. 

A despeito de todos os malefícios apresentados, ainda há diversas lacunas que necessitam ser preenchidas pelo Direito Brasileiro, uma vez que ainda não há tipificação penal e penalização específica para a violência psicológica, tornando a proteção das mulheres para esse tipo de violência, muito frágil, com a aplicação de medidas protetivas de urgência ou configuração de outros crimes, não específicos de violência psicológica, como ameaça, constrangimento ilegal, injúria ou difamação.

No ambiente profissional, a Justiça do Trabalho já tem sido acionada para solucionar tais imbróglios, e muitas investidas têm sido tomadas, inclusive no âmbito internacional para garantir a colocação das mulheres sem qualquer discriminação de gênero.

Mediante os pontos aqui expostos, fica notória que há um longo caminho a ser percorrido no combate a violência psicológica, tanto no ambiente familiar quanto profissional.

Com o constante crescimento das mulheres no mercado de trabalho, mais do que nunca, faz-se necessário a preservação dos direitos das mulheres.

A conscientização é o primeiro e um dos mais importantes passos, uma vez que possibilita a vítima a compreensão e identificação dos episódios violentos e a realização das denúncias devidas.

Ainda, é necessário a conscientização dos homens, para que percebam que a colocação da mulher no lar ou no mercado de trabalho, não caracteriza ameaça e em hipótese alguma justifica qualquer tipo de violência.

Não menos importante, existe a necessidade de legislação mais claras e ativa, com as devidas tipificações penais e penalizações específicas para a violência psicológica, de modo a proteger as vítimas de forma efetiva.