A PANDEMIA E NOSSA ROTINA

Hábitos cotidianos foram alterados com o distanciamento social, necessário para prevenção da COVID-19. Aprendemos muito até aqui: como tratar a doença, o quanto podemos e temos que sair, quais as coisas que realmente importam e o que é imprescindível fazermos.

            O distanciamento social foi muito importante para que o sistema de saúde pudesse se adaptar à nova realidade que estamos vivendo. Mas, neste momento em que o número de casos está diminuindo, os hospitais de campanha foram fechados e o sistema de saúde pode absorver o número de novos casos da doença, temos que começar a voltar às nossas rotinas mais essenciais.

            Nos primeiros 3 meses de quarentena, 50 mil diagnósticos de câncer deixaram de ser feitos e até agora quase 400 mil cirurgias eletivas deixaram de ser realizadas. Esta demanda reprimida está começando a refletir, principalmente no sistema público de saúde, que em condições normais, já trabalha sobrecarregado.

            Os consultórios são locais onde a transmissão da doença é considerada baixa e principalmente quando são tomadas medidas para minimizar os riscos como álcool gel, distanciamento de consultas, uso de máscara obrigatório, além da higienização com maior frequência.

            A saúde é um bem que deve ser preservado e os exames de prevenção e sua consulta de rotina não devem ser mais postergados. Basta apenas que sejam tomados os cuidados necessários para a proteção de todos.

            Retomem os controles e façam seus exames de prevenção !!!!

Equipe CEMEP

A importância do ginecologista na vida da mulher.

O acompanhamento ginecológico deve fazer parte da lista de checkout regular de toda mulher. Isso porque a prevenção continua sendo o melhor caminho para evitar problemas e ter uma boa saúde.

Muitas doenças não se mostram através de sintomas visivelmente perceptíveis, como corrimento, dor e coceira, por exemplo. Apenas com uma consulta ao ginecologista, a realização de exames e uma avaliação completa que se poderá descobrir quaisquer alterações ou irregularidades e buscar a melhor forma de tratamento.

Vale destacar que a maioria das doenças, quando descobertas na fase inicial, tem mais chances de serem diagnosticas e tratadas com maior eficiência. Mas você sabe a importância do ginecologista na vida da mulher?

Vejamos alguns pontos importantes que tornam a consulta ao ginecologista fundamental.

Prevenção de doenças

Existem uma série de exames que podem ser requisitados pelo ginecologista, sendo a grande maioria meios de prevenção e diagnóstico prévio para uma série de doenças.

Papanicolau, ou citologia do colo uterino, e a mamografia são alguns exames necessários que devem ser realizados periodicamente. Em geral, recomendasse ir ao ginecologista pelo menos, de seis em seis meses.

As consultas não devem ser unicamente com a intenção de avaliar possíveis problemas como alterações da menstruação, cólicas, alterações nas mamas e TPM, mas para buscar orientações e esclarecer dúvidas que acontecem em cada fase da vida, bem como a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e outras que venham a surgir.

Minimizar os efeitos da TPM

A temida “Tensão pré-menstrual – TPM” é um conjunto de sintomas físicos e psicológicos que altera a qualidade de vida. Alguns sintomas podem causar um enorme desconforto a rotina da mulher, que vão desde dores nas mamas, fadiga, dor nas costas e nos membros inferiores até sintomas de irritabilidade excessiva, nervosismo e instabilidade emocional.

Apenas com orientação de um médico ginecologista será possível minimizar os efeitos da TPM e começar um tratamento apropriado. Para casos mais graves são recomendados medicamentos que podem ser utilizados para amenizar o problema.

Somente a ida regular ao ginecologista poderá ajudar a lidar com o incômodo e a descobrir precocemente se há alguma doença, antes mesmo que ela se instale e cause um mal maior.

Esclarecer dúvidas sobre relação sexual

Devo tomar ou não anticoncepcional? Devo fazer exames periódicos para prevenir as Doenças Sexualmente Transmissíveis ou não? Estas são algumas dúvidas que surgem e que apenas podem ser esclarecidas através de visitas ao ginecologista.

Seja por timidez, constrangimento ou receio que o profissional médico possa compartilhar suas dúvidas com amigos ou parentes, muitas mulheres acabam não comparecendo ao ginecologista para esclarecer dúvidas da vida sexual e assim acabam desconhecendo o próprio corpo.

O fato é que o médico é a pessoa mais indicada para ajudar a viver melhor sua vida sexual e desmistificar certos tabus construídos pela sociedade.

Idade não é limite: confira dicas para começar a praticar exercícios aos 50 anos

Começar a fazer exercício é uma decisão que pode mudar completamente a sua vida. E para quem pensa que apenas os jovens possuem essa oportunidade se engana, pois praticar exercícios aos 50 anos é tão importante e traz tantos benefícios quanto em qualquer outra fase da vida.

Para aqueles que aceitaram o desafio de sair da zona de conforto e encarar uma atividade física de frente as recompensas são muitas, afinal, chegarão à terceira idade com mais disposição e saúde

Guia de exercícios: por onde começar?

É importante, antes de começar a se exercitar, consultar um médico para fazer um check-up e verificar se está tudo ok com a sua saúde. Essa consulta é fundamental para que o profissional possa orientar e junto com o profissional de educação física montar um plano de atividades mais adequado para as suas necessidades.

Exercícios aos 50 anos: qual o melhor?

Essa pergunta só você poderá responder, pois o melhor exercício é aquele que a pessoa possui afinidade e sinta prazer realizando. Esse momento precisa ser agradável e não massacrante, ou seja, não adianta nada fazer o exercício que um amigo indicou e não se adaptar. No entanto, exercícios aos 50 anos de força e resistência têm uma importância fundamental na manutenção da qualidade de vida.

Atividades mais recomendadas

Musculação, ginástica localizada, pilates e treinamento funcional, são alguns exemplos de atividades que irão promover a melhora na força e resistência muscular. Como em qualquer outra idade, para começar a fazer exercícios aos 50 anos, a recomendação é que comece aos poucos, e conforme seu corpo for se adaptando, pode aumentar a carga.

Benefícios de se manter ativo

A atividade física promove centenas de benefícios à saúde. Os efeitos dos exercícios ocorrem em todas as estruturas, órgãos e sistemas do organismo, como a melhora do controle da pressão arterial, dos níveis de açúcar e gorduras no sangue, na manutenção do peso corporal, da composição corporal, da força e da resistência dos músculos, da integridade dos ossos, da capacidade pulmonar, da oxigenação dos tecidos, na produção de neurônios e muitos outros benefícios que retardam o envelhecimento e atenuam de forma significativa todos esses sinais e sintomas.

O que comer antes da atividade física

Para praticar qualquer atividade física, é importante que você não esteja de estômago vazio. O ideal é que se alimente pelo menos uma hora antes de iniciar o treino. Mas cuidado, o equilíbrio é o segredo do sucesso, pois também não é recomendado fazer exercícios de estômago muito cheio.

Mas o que comer? Priorize carboidratos complexos como cereais integrais (granola, aveia), batata doce, massas integrais e frutas.

50 com orgulho!

Hoje em dia chegar aos 50 anos de idade é sinônimo de energia e disposição. Para muitas pessoas essa é a melhor fase da vida. E energia é o que não falta para os alunos do Grupo Movimente-se promovido pela Medicina Preventiva da Unimed Fortaleza às terças e quintas, das 17 às 18h, na Praça Luíza Távora, em Fortaleza, que incentiva a população a sair do sedentarismo.

Participante do grupo desde seu início, a aposentada Silvelina Marques, de 61 anos, afirma que sua saúde melhorou muito com as aulas do grupo. ?Minha diabetes era alta, hoje está normal e o grupo me ajudou a sair do sedentarismo?, comemora.

Alimentação para mulheres

Em todas as fases da vida é preciso ter uma alimentação balanceada, consumir todos os nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo, além da prática de exercícios regularmente. Mas existem algumas fases que o consumo de certos alimentos pode colaborar com um melhor desempenho do organismo, vejamos algumas:

Dos 30 aos 45 anos

Cálcio

– As mulheres que estão nessa faixa etária devem ficar bem atentas com o consumo de cálcio, nutriente importante na prevenção da osteoporose. Para alcançar a recomendação diária é necessário o consumo de leite e derivados com teor reduzido de gorduras, que são fontes de proteínas, cálcio e contem poucas calorias. Outros minerais também auxiliam na formação e manutenção óssea, como fósforo e magnésio, presentes nos cereais integrais, ovos, legumes e frutas.

Fibras

– É muito comum a queixa de problemas com o funcionamento intestinal. Uma alimentação rica em fibras pode ajudar a resolver essa situação. Para isso é necessário o consumo diário de frutas, verduras, legumes, cereais integrais, acompanhado de uma ingestão adequada de água (1,5 a 2L).

TPM

– Alterações de humor, ansiedade, dores de cabeça e outros sintomas fazem parte desse período de grande desconforto para muitas mulheres que sofrem de TPM, mas saiba que a alimentação pode ajudar a controlar os sintomas. Evite frituras e alimentos gordurosos, refrigerantes, bebida alcoólica, café e chá preto. Consuma castanhas e leite, derivados com baixo teor de gordura.

Inchaço

– Também é comum as mulheres reclamarem muito de inchaço, retenção de líquidos. Beber bastante líquido e diminuir o consumo de sódio podem resolver o problema. Evite os alimentos industrializados: pratos prontos, salgadinhos de pacote, embutidos, sopas de saquinho, sucos em pó, etc. Também diminua o sal.

Metabolismo

– A partir dessa idade o gasto de energia corporal começa a declinar e o metabolismo pode começar a ficar mais lento. Um dos motivos dessa alteração é a perda muscular progressiva que inicia, os músculos são grandes consumidores de calorias, por este motivo é fundamental a prática de exercícios regulares. Para manter ou adquirir massa muscular a musculação pode ser uma boa opção como modalidade a praticar.

Dos 45 aos 60 anos

Menopausa

– No processo de envelhecimento há uma queda dos níveis de estrogênio ovariano que é conhecida como climatério. A menopausa é a interrupção dos ciclos menstruais, que geralmente acontece nessa faixa etária. A reposição hormonal consegue contrabalançar alguns efeitos da menopausa, mas uma alimentação saudável e exercícios físicos regularmente podem contribuir de forma muito positiva. Algumas recomendações são importantes na alimentação: aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes, aumentar também o consumo de fibras que promovem a saciedade, que vai auxiliar na manutenção do peso. A soja e os seus derivados podem ajudar a normalizar os níveis de estrógeno, que é o hormônio responsável por essas alterações hormonais como ditos anteriormente.

Aveia

– A aveia é um cereal altamente nutritivo, além de ser fonte de carboidrato, vitaminas e minerais, é rica em fibras. O tipo de fibra presente na aveia é solúvel, que de acordo com pesquisas podem diminuir os níveis de colesterol no sangue. Essa fibra solúvel chamada ß-glucana é responsável por parte das vantagens nutricionais proporcionadas pelo consumo da aveia, como o bom funcionamento intestinal, a diminuição do colesterol total e LDL (colesterol ruim), e também existem estudos que observaram resultados satisfatórios no controle da pressão arterial e controle da glicemia.

Câncer

– Nesta fase da vida, mais do que nunca, a mulher deve estar atenta ao câncer e se prevenir. Veja os alimentos que podem colaborar na prevenção do câncer:

Hortaliças, frutas e legumes são aliados da redução do risco de câncer de mama e colo de útero. Vegetais alaranjados, como cenoura e abóbora, folhas de cor verde-escuro, como brócolis e espinafre, também previne o câncer de mama. Repolho, brócolis e couve-flor aumentam as defesas orgânicas contra agentes cancerígenos.

Acima de 60 anos

Antioxidantes

– Nesta fase da vida da mulher, vale continuar com os mesmos cuidados das fases anteriores. No entanto, os antioxidantes ganham importância por combaterem os radicais livres que são produzidos pelo organismo por provocando danos celulares. Conheça alguns alimentos antioxidantes: cenoura, linhaça, oleaginosas, frutas cítricas, suco de uva integral, tomate, óleo de coco, soja, brócolis, couve-flor, gérmen de trigo, peixes, etc.

Artrite e Artrose

– A artrite é uma inflamação das articulações que causa dores, perda de movimentos, de massa e de força muscular. Alimentos como vegetais verdes e amarelos (ricos em vitamina C que ajuda a reduzir os danos às células) e ervilhas e feijão (ricos em zinco que melhora o funcionamento do sistema imunológico) podem auxiliar no tratamento. A artrose é uma doença degenerativa no qual ocorrem lesão e perda das cartilagens. É importante procurar manter o peso estável evitando os alimentos ricos em gordura e açúcares, pois o excesso de peso aumenta ainda mais a inflamação.

Absorção

– Com a idade, o corpo fica menos eficiente para absorver e usar alguns nutrientes, por isso o corpo pode precisar de quantidades extras de alguns nutrientes, como o cálcio (leite e derivados, vegetais de folhas verdes escuras), fibras (verduras, legumes, frutas, alimentos integrais), potássio (abacate, tomate, banana, batata, cenoura, beterraba) vitamina B12 (carnes, ovos, fígado), vitamina D (gema de ovo, fígado, peixes) e zinco (carne vermelha, leite de derivados, feijão).

IST´s na mulher: principais sintomas, causas e o que fazer

As infecções sexualmente transmissíveis (IST), anteriormente chamadas de doenças sexualmente transmissíveis (DST), são infecções causadas por micro-organismos transmitidos durante o contato íntimo, por isso devem ser evitadas com o uso de preservativos. Estas infecções causam sintomas muito incômodos na mulher, como ardência, corrimento vaginal, mau cheiro ou surgimento de feridas na região íntima.

Ao observar qualquer um destes sintomas, a mulher deve ir ao médico ginecologista para uma minuciosa observação clínica, que podem indicar a presença de infecções como Tricomoníase, Clamídia ou Gonorreia, por exemplo, ou solicitar exames. Após o contato desprotegido, a infecção pode levar algum tempo para se manifestar, que pode ser por volta de 5 a 30 dias, o que varia de acordo com cada micro-organismo. Para saber mais sobre cada tipo de infecção e como confirmar.

Após identificar o agente causador, o médico irá confirmar o diagnóstico e orientar sobre o tratamento, que poderá ser feito com antibióticos ou antifúngicos, dependendo da doença em questão. Além disso, é importante saber que, por vezes, alguns sintomas acima citados não estão diretamente relacionados à IST, podendo ser uma infecção causada pela alteração da flora vagina, como é o caso da candidíase, por exemplo.

Alguns dos principais sintomas que podem surgir na mulher com IST são:

1. Ardência ou coceira na vagina

A sensação de ardor, coceira ou dor na vagina podem surgir tanto pela irritação na pele devido à infecção, como pela formação de feridas, e podem ser acompanhadas de vermelhidão na região íntima. Estes sintomas podem ser constantes ou piorar ao urinar ou durante o contato íntimo.

Causas: algumas IST’s responsáveis por este sintoma são Clamídia, Gonorreia, HPV, Tricomoníase ou Herpes genital, por exemplo.

Nem sempre estes sintomas indicam IST, podendo ser, também, situações como alergias ou dermatites, por exemplo, portanto, sempre que este sintomas surgirem é importante passar pela avaliação do ginecologista que poderá fazer o exame clínico e coletar exames para confirmar a causa. Confira o nosso teste rápido que ajuda a indicar a causa da coceira na vagina e o que fazer.

2. Corrimento vaginal

A secreção vaginal da IST costuma ter coloração amarelada, esverdeada ou marrom, geralmente, acompanhada por outros sintomas como um mau odor, ardência ou vermelhidão. Ela deve ser diferenciada da secreção fisiológica, comum em toda mulher, que é clara e sem cheiro, e surge até cerca de 1 semana antes da menstruação.

Causas: as IST’s que costumam causar corrimento são Tricomoníase, Vaginose Bacteriana, Clamídia, Gonorreia ou Candidíase.

Cada tipo de infecção pode apresentar corrimentos com características próprias, podendo ser amarelo-esverdeado na Tricomoníase, ou marrom na Gonorreia, por exemplo. Entenda o que pode indicar cada cor de corrimento vaginal e como tratar.

Além disso, deve-se lembrar que a candidíase, apesar de poder ser transmitida sexualmente, é uma infecção que está mais associada a mudanças no pH e da flora bacteriana da mulher, principalmente quando surge frequentemente, devendo-se conversas com o ginecologista sobre as formas de se evitar.

3. Dor durante o contato íntimo

A dor durante a relação íntima pode indicar uma infecção, já que as IST’s podem causar ferimentos ou inflamações da mucosa da vagina. Apesar de existirem outras causas para este sintoma, ele costuma surgir por alterações da região íntima, por isso, deve-se procurar atendimento médico assim que possível. Na infecção, este sintoma pode vir acompanhado de corrimento e odor, mas não é uma regra.

Causas: algumas possíveis causas incluem além de lesões causadas por Clamídia, Gonorreia, Candidíase, além de ferimentos causados por Sífilis, Cancro Mole, Herpes genital ou Donovanose, por exemplo.

Além da infecção, outras possíveis causas de dor no contato íntimo são falta de lubrificação, alterações hormonais ou vaginismo. Saiba mais sobre as causas de dor durante o contato íntimo e como tratar.

4. Mau cheiro

O mau odor na região vaginal costuma surgir durante infecções, e também estão associadas a uma má higiene íntima.

Causas: as IST’s que podem causar mau cheiro costumam ser causadas por bactérias, como acontece na Vaginose bacteriana, provocada pela Gardnerella vaginalis ou outras bactérias. Esta infecção causa um odor característico de peixe podre.

Entenda mais sobre o que é, os riscos e como tratar a vaginose bacteriana.

5. Feridas no órgão genital

Feridas, úlceras ou verrugas genitais também são características de certas IST’s, que podem ser visíveis na região da vulva ou podem estar escondidas na parte interna da vagina ou colo do útero. Essas lesões nem sempre causas sintomas, podem piorar com o tempo, e em alguns casos até aumentar o risco de câncer do colo do útero, por isso a avaliação periódica com o ginecologista é recomendado para se detectar esta alteração de forma precoce.

Causas: As úlceras genitais costumam ser causadas por Sífilis, Cancro Mole, Donovanose ou Herpes genital, já as verrugas são causadas, geralmente, pelo vírus HPV.

6. Dor no baixo ventre

A dor na região inferior da barriga também pode indicar uma IST, pois a infecção pode atingir não só a vagina e o colo do útero, mas se espalhar pela parte interna do útero, trompas e, até, ovário, causando uma endometrite ou doença inflamatória pélvica.

Causas: Este tipo de sintoma podem ser causados nas infecções por Clamídia, Gonorreia, Mycoplasma, Tricomoníase, Herpes genital, Vaginose bacteriana ou infecções por bactérias que podem afetar a região.

Outros tipos de sintomas

É importante lembrar que existem outras IST’s, como a infecção pelo HIV, que não causam sintomas genitais, podendo cursar com sintomas variados, como febre, mal estar e dor de cabeça, ou a hepatite, que causa febre, mal-estar, cansaço, dor abdominal, dor nas articulações e erupções na pele.

Como estas doenças podem piorar de forma silenciosa, até atingir quadros graves e que colocam em risco a vida da pessoa, é importante que a mulher faça periodicamente exames de rastreio deste tipo de infecção, conversando-se como ginecologista.

Deve-se lembrar que a principal forma de se evitar estar doenças é como uso do preservativo, e que outros métodos contraceptivos não protegem contra essas infecções. Além da camisinha masculina, existe a feminina, que também confere uma boa proteção contra IST’s. Tire suas dúvidas e saiba como usar a camisinha feminina.

Como tratar

Na presença de sintomas que indiquem uma IST, é muito importante ir ao atendimento com o ginecologista, para confirmar se é uma infecção, após exame clínico ou realização de exames, e indicar o tratamento adequado.

Apesar da maioria das IST’s poder ser curável, com o tratamento envolve uso de medicamentos como antibióticos, antifúngicos e antivirais, em pomadas, comprimidos ou injeções, de acordo com o tipo e o micro-organismo causador da infecção, em alguns casos, como HIV, hepatite e HPV, a cura nem sempre é possível. Saiba como tratar as principais IST’s.

Além disso, em muitos casos, o parceiro também precisa fazer o tratamento, para evitar reinfecções.

A SAÚDE DA GESTANTE*

A “Declaração Universal dos Direitos do Homem”, aprovada e proclamada em resolução na III Sessão ordinária da Assembléia Geral das Nações Unidas, a 10 de dezembro de 1948, diz em seu artigo XXV, parágrafo 1.°:

“Todo o homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e à sua família, saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário. habitação, cuidados médicos, e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, velhice e outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle”.

e no parágrafo 2.°:

“A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social”.

A proclamação desta declaração pela ONU, deu motivos e bases a praticamente todos os países, principalmente os dos Continentes Europeu e Americano, para iniciar reformulações legislativas e elaboração de novos programas assistenciais. Originou inclusive uma outra declaração universal, chamada: “Declaração Universal dos Direitos da Criança”, que pretendem dar subsídios para que os governos pudessem assegurar melhores condições de vida às crianças, pois por motivos sócio-culturais em diversos países do mundo, um número incontável de crianças permaneciam até então sem direito à assistência, excluídas de programações governamentais, enfim sem lugar definido na sociedade. Impunha-se que a população Materno-infantil fosse especialmente atendida, protegida da mentalidade egocêntrica e imediatista do mundo moderno.

Conhecer, procurar cumprir e defender os direitos da Criança é dever de cada um. Se todos os indivíduos colaborassem neste sentido, os nossos descendentes poderiam esperar, por certo, um futuro mais promissor daquele que o mundo atual lhes reserva.

A OMS frisa no preâmbulo de sua constituição que “o gozo do mais alto nível de saúde que se possa conseguir, é um dos direitos fundamentais do homem. Os governos têm responsabilidade em relação à saúde de seu povo, a qual só pode ser cumprida mediante a adoção de medidas sanitárias e sociais adequadas”.

Levando em conta as recomendações da OMS/OPS, a Declaração Universal dos Direitos do Homem e a da Criança, o Governo Federal participou da elaboração do Plano Decenal para as Américas (1971-1980), iniciando com o 2.° Plano Nacional de Desenvolvimento as ações em prol da assistência Materno-infantil.

Desde então são desenvolvidos programas específicos de assistência médico-sanitária, que objetivam a redução da morbilidade e mortalidade materno-infantil.

Pela sua magnitude o Plano envolve além das ações governamentais, com a colaboração de todos os profissionais de saúde, também as entidades privadas, enfim toda população, a qual deve contribuir ativamente nas ações de melhoria da saúde pública.

É inegável a importância dada à proteção da população materno-infantil, aliás um grupo, que segundo estatísticas de 1970, significa 69,58% da população brasileira. Contudo, ainda se trabalha com uma população cuja motivação se orienta mais para os aspectos curativos que preventivos de doenças. Assim verifica-se que em nossa sociedade um número relativamente grande de gestantes procura atendimento médico durante o parto, valendo-se das facilidades que a Previdência Social lhes oferece, não ocorrendo o mesmo no período pré-natal ou intergestacional, quando a procura dos serviços de saúde para fins de orientação é praticamente nula.

Segundo a OMS/OPS (1974), as Unidades de Assistência Primária, devem, para obter melhor rendimento e maior abrangência das ações de saúde, estar capacitadas para desenvolver um programa básico de saúde. Inclui este programa tarefas específicas em diversas áreas de ação, principalmente nas de Epemiologia e Assistência Materno-Infantil, dando ênfase à Educação para saúde e Nutrição. Esta recomendação da OMS/OPS desencadeou em 1975, através a Lei 6.229, uma série de programas de saúde, principalmente os de alcance coletivo como combate e controle das grandes epidemias, proteção materno-infantil, alimentação, promoção da rede nacional de laboratórios de saúde pública com a construção e reaparelhamento das Unidades Sanitárias. Com esta lei portanto, realizou-se mais um passo gigantesco em prol da melhora na Assistência Materno-Infantil.

Mas o que se compreende sob ações de assistência Materno-infantil?

De acordo com a V Conferência Nacional de Saúde seria a “assistência contínua e periódica da mulher durante o período de gravidez, parto e puerpério, como o diagnóstico e tratamento de intercorrências para dar ao concepto condições físicas, psíquicas e sociais para crescer e se desenvolver”.

Visto que a saúde do feto e da criança dependem muito mais da saúde pré e interconcepcional da mãe do que se supunha até há pouco, esta assistência deve ser objetivada por toda equipe de saúde, como uma nova área de atuação, cabendo à Enfermagem uma grande parte da mesma, principalmente no que diz respeito à Educação para Saúde.

A Educação para Saúde é talvez a atividade mais complexa que deve ser executada, pois não visa somente dar informações de saúde, mas originar mudança de comportamento, no caso, especificamente de mulheres em período pre-concepcional, gestantes ou mães, para obtenção de melhores níveis de saúde.

De acordo com estudos realizados, seguir recomendações médicas e adotar comportamentos novos de natureza preventiva, são atuações mais freqüentes em populações de melhores níveis sócio-econômicos, se bem que mesmo nestes níveis ocorrem atitudes que são frontal-mente contra as recomendações oficiais de prevenção à doença como por exemplo: fumar e tomar bebidas alcoolicas durante a gestação e mesmo fora da mesma, não escovar os dentes após as refeições, comer alimentos pesados em excesso, etc.

Do mesmo modo torna-se difícil obter das mulheres em idade fértil adoção de medidas que visem evitar e controlar complicações gravídicas. Sempre há riscos gravídicos que não podem ser previstos ou mesmo evitados, mas sendo que grande parte dos riscos podem ser detectados precocemente e contornados através de tratamento adequado ou educação para saúde, as gestantes devem se conscientizar que é indispensável procurar os locais de assistência pré-natal já no 1.° trimestre da gravidez.

As visitas de controle posteriores devem ser repetidas com pontualidade conforme aprazamento realizado e é muito importante que a gestante siga as orientações dadas. Isto se refere especialmente a mulheres de risco gravídico detectado. Ocorre no entanto que justamente estas gestantes é que menos comparecem aos serviços de saúde, o que constitue por si um problema a ser removido, ao menos em parte, pela Educação para saúde desde a época pré-concepcional.

De acordo com a publicação n.° 12, série D, n.° 4, da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, o comparecimento da gestante, que procura os Serviços de Saúde Estatais, à consulta médica, é em média, de apenas 2 a 4 vezes durante a gestação, recebendo nesta ocasião apenas mínimo de orientação, o que produz nada ou quase nada em mudanças de atitude. Outra tendência que se observou é a das mulheres com muitos filhos tenderem a não procurar os serviços pré-natais, alegando experiência anterior, falta de tempo, ou mesmo por rejeitarem a gestação. No entanto sabe-se que a nati-mortalidade aumenta consideravelmente após a 5ª gestação, como também os perigos e freqüência de outros acidentes gestacionais, ocorrências estas que, junto com outras resultantes de fatores sócio-biológicos, põem em perigo a integridade física, psíquica e social da gestante e do feto, sendo portanto classificadas como “riscos gravídicos”, e passíveis de atenção especial de toda Equipe de Saúde.

Por causa destes “riscos gravídicos” o planejamento familiar deveria fazer parte dos assuntos abordados nos programas de Educação para Saúde, já durante a época gestacional, quando a mulher se dispõe a procurar os serviços de saúde com mais facilidade do que na época intergestacional.

Supervisionar e manter a normalidade da gestação, evitar e controlar os riscos, dar apoio e educação para saúde a pacientes através de um programa de exames, avaliação periódica da gestação, tratamento e educação contínua são as metas a serem atingidas, através ação conjunta dos componentes da equipe de saúde, e transformar a gestação e parto em um processo normal sem perigo para a mãe e o bebê deve ser sempre o objetivo final visado mas ações de saúde.

A prontidão com que a mãe recebe tratamento e ensinamento são fatores determinantes na obtenção de resultados positivos, portanto é necessário que o pessoal de enfermagem realize uma avaliação conjunta da personalidade de cada paciente para determinar as medidas educativas de maior impacto que devem ser adotadas pela equipe.

Nestas atividades, as ações de enfermagem de maior significado são: Consulta de enfermagem, com levantamento das necessidades básicas sentidas pela paciente, complementação de consulta médica com feed-back, educação individual ou em grupos de gestantes, nutrizes, mães e mesmo adolescentes através de entrevistas, palestras, demonstrações e dramatizações ou discussões em grupo; abordando sempre temas como por exemplo: evolução da gestação, parto, puerpério, desenvolvimento do bebê, higiene alimentar do adulto e da criança, economia do lar, higiene individual, reprodução e planejamento familiar, e toda uma série de assuntos que podem esclarecer dúvidas e melhorar o estado de saúde, situação social ou estado psíquico do grupo interessado.

Vimos que a atuação da enfermeira é de enorme responsabilidade e abrange uma gama de conhecimentos científicos e práticos, que lhe permitam assumir estas funções além de tantas outras que deve abraçar quando em pleno exercício profissional. Ocorrem ocasiões em que a exigüidade de tempo, o acúmulo de tarefas impedem que a enfermeira cumpra na íntegra todo o programa previsto, mas sabemos que o trabalho em equipe está se tornando cada vez mais aperfeiçoado e indispensável, para que um possa assumir, ao menos parte das funções do outro quando este estiver impedido. Este fato está ocorrendo na equipe de saúde onde tanto técnicos como pessoal auxiliar procuram se completar mutuamente, e atuando unissonamente junto à gestante, à puérpera, à nutriz, ou à mãe para obter melhores condições de saúde desta e da criança, da qual, em última, depende o futuro do país.

A beleza imperceptível aos olhos

Dia de ficar linda!!

Quem nunca?

Olhar no espelho e se sentir bem com a imagem que vemos nos satisfaz com toda certeza. Mudar a cor do cabelo, fazer uma dieta, tira daqui, coloca ali. Tudo isso, o espelho pode nos ajudar a construir, porém ele nos traz apenas partes de uma linda mulher.

A verdadeira beleza ainda está no brilho dos olhos quando vemos a bondade, ou no cheiro fresco da justiça. A verdadeira beleza está no papo com os amigos, está no beijo esperado, no abraço de um filho e na oração sincera de uma mãe.

Nunca pensamos que um dia, talvez, sem pedir licença o câncer possa aparecer exatamente onde enfrentamos a vida, no peito. Palavras de um diagnóstico que nos ensurdecem, podem mudar a forma como podemos nos olhar no espelho. Olhar pela primeira vez depois de cortar todo o cabelo, e pensar que agora a única mudança de cor que teremos é a cor do lenço. Ou perceber a pele, que ficou flácida por conta de todos os enjoos e a falta de apetite que os remédios nos provocam. E quando esse mesmo espelho insiste em nos mostrar que parte do seu corpo não está mais ali onde deveria estar.

E se eu não sobreviver? E se o mal me consumir e eu não puder lutar?

A beleza que vemos no espelho pode ser adquirida em qualquer revista de moda, ou dicas de beleza de um lugar qualquer.

Mas a força que sai de um peito dilacerado e o orgulho de vencer uma batalha que nos causa tanto medo, esses não encontramos em qualquer revista.

Por isso, antes de nos olharmos no espelho, que tal olhar no espelho da alma? Para o que realmente é belo aos nossos olhos.

Um mês inteiro para nos lembrar que existem cicatrizes que não podemos tirar jamais, mas um mês também para lembrar que a beleza da mulher está onde não se vê.

Por que a China está à beira de abandonar seu limite familiar de dois filhos?

Como era de se esperar, limitar o crescimento populacional acaba sendo uma má economia

Alterar a antiga restrição de uma criança por família – passando a permitir duas – não foi suficiente para aliviar a escassez de mão de obra do país, de modo que a República Popular da China finalmente abandonou as restrições. Mas a China pode ser tão rigorosa em conseguir que sua população tenha filhos quanto tem sido para impedi-lo.

Essa é a opinião de um veterano observador da China, Steven Mosher, presidente do Population Research Institute. Mosher, autor de Bully of Asia: Why China’s Dream Is the New Threat to World Order, disse que está confiante que o limite de dois filhos será abandonado, provavelmente durante a próxima reunião do Congresso Nacional do Povo, que acontece na primavera a cada ano.

Bloomberg News citou fontes envolvidas em deliberações do governo sobre a política de controle populacional de quase quatro décadas, dizendo que a liderança da China quer desacelerar o ritmo do envelhecimento da população do país e se proteger contra acusações de que violou os direitos humanos.

Mosher acredita que, apesar dos rumores, é um negócio feito.

“Ninguém sugeriria que uma política importante estava prestes a mudar a menos que já tivesse sido decidida, e agora eles estão apenas trabalhando nos detalhes”, disse Mosher em uma entrevista. “Eles passam pela pretensão de ter um processo democrático, mas na verdade a decisão foi tomada por funcionários do Partido [Comunista] e será aprovada pelo parlamento quando se encontrar novamente”.

Ele disse que o Partido Comunista da China precisa vazar as notícias primeiro, a fim de suavizar a opinião pública.

“Esta é uma política que resultou em um tremendo sofrimento na China”, disse Mosher. “Isso resultou na perda de 400 milhões de vidas de crianças não nascidas; aborto forçado e esterilização forçada de centenas de milhões de mulheres. Isso não é algo que eles simplesmente anunciariam o fim. Eles querem ter uma racionalização científica e econômica. Eles querem poder dizer ao povo chinês: ‘Estamos levantando isso porque há escassez de mão de obra, ou estamos levantando isso por causa do envelhecimento da população: precisamos de mais trabalhadores, precisamos que as pessoas sejam capazes de cuidar de seus parentes idosos’. Fazer isso de outra forma comprometeria sua legitimidade. Eles nunca admitem que estão errados sobre qualquer coisa”.

Até a década de 1960, Pequim incentivou as famílias a terem tantos filhos quanto possível, devido à crença de Mao de que o crescimento populacional fortalecia o país. A população cresceu de cerca de 540 milhões em 1949 para 940 milhões em 1976. A partir de 1970, os cidadãos foram encorajados a casar em idades mais avançadas e ter apenas dois filhos.

Consciente das preocupações globais sobre a superpopulação, e para limitar as demandas por água e outros recursos, Pequim introduziu a política de filho único em 1979. Em 2007, 36% da população da China estava sujeita a uma restrição rigorosa de um filho, com 53% adicionais podendo ter um segundo filho se o primeiro filho fosse menina. Os governos provinciais impuseram multas por violações, e os governos locais e nacionais criaram comissões para conscientizar e realizar o trabalho de registro e inspeção. Como parte da política, as mulheres foram obrigadas a ter um dispositivo intrauterino (DIU) instalado cirurgicamente depois de ter um primeiro filho, e a ser esterilizada por laqueadura após ter um segundo filho. Os DIUs instalados dessa maneira foram modificados para que não pudessem ser removidos manualmente, mas apenas por meio de cirurgia.

Além disso, devido à preferência tradicional por crianças do sexo masculino, se o filho único de uma família fosse uma menina e os pais soubessem o sexo da criança antes do nascimento, eles poderiam optar por um aborto.

A proporção de meninos para meninas aumentou significativamente, deixando muitos jovens com poucas perspectivas de casamento.

Em 2013, Pequim anunciou que permitiria que os casais tivessem um segundo filho se os pais fossem filhos únicos. Em 2015, todos os casais tiveram permissão para ter um segundo filho.

Enquanto isso, em 2016, o governo reconheceu pela a primeira vez que a República Popular da China tinha uma escassez de mão de obra em sua história.

“A Nike acabou de fechar fábricas na China e transferiu a produção para outros países”, disse Mosher, explicando o efeito da escassez de mão de obra. “Assim, à medida que a mão de obra se torna escassa e, em consequência, os preços do trabalho sobem, muitas dessas indústrias intensivas em mão de obra vão se mudar para outros lugares, como a Índia, o Vietnã e a Birmânia”.

Reggie Littlejohn, fundadora e presidente dos Direitos das Mulheres sem Fronteiras, que se manifestou contra o aborto forçado na China, uma prática que resultou na morte de um número desproporcional de crianças não nascidas, disse que a abolição dos limites de nascimento coercitivo “não vai acabar com o generocídio na China”.

“Muitos casais na China optam por ter famílias pequenas”, disse Littlejohn em um comunicado. “Muitos não querem um segundo filho, por causa de recursos limitados de tempo e dinheiro. Como a forte preferência do filho permanece, as meninas continuarão a ser seletivamente abortadas e abandonadas; as pessoas querem que seu único filho, ou um de seus dois filhos, seja um menino. As segundas filhas, portanto, permanecem especialmente vulneráveis, mesmo com a abolição dos limites de nascimento coercitivos”.

Apesar do gradual abrandamento da política do filho único, a taxa de natalidade permaneceu baixa, disse Mosher, algo que ele atribui à natureza materialista da sociedade chinesa.

“Jovens, como é a verdade, eu acho, dos jovens de todo o mundo, não se casam”, disse ele. “Eles preferem gastar seu dinheiro em carros e computadores, em vez de em casamento e filhos. … E os jovens, por causa da rápida modernização, por causa da urbanização, vivendo em ambientes urbanos lotados, por causa da natureza materialista da sociedade chinesa hoje, onde todos são julgados não pelo número de filhos que eles têm, mas pela quantidade de bens materiais que eles possuem, … vai ser muito difícil aumentar a taxa de natalidade”.

Mosher sugeriu que levantar as restrições não é necessariamente o fim do longo braço do Partido Comunista Chinês.

“Eu acho que se permitir que o voluntarismo governe na maternidade, se isso não produzir bebês suficientes, a China recorrerá a medidas mais severas”, disse ele. “Eu não ficaria surpreso se, daqui a alguns anos, eles não exigissem casais com dois filhos. … A China produzirá o número de bebês que o Partido acha que precisa de uma forma ou de outra. Eles não estarão sujeitos aos tipos de compunções morais a que as democracias estão sujeitas. Eles não têm isso. O Partido Comunista Chinês, que é um partido muito utilitarista, nunca leva em conta essas considerações”.

O outro problema, é claro, é o crescente número de idosos na China, com uma população jovem cada vez menor para apoiá-los.

“Essas pessoas tiveram um filho, e seu único filho se casou com outro filho único, e eles têm um neto”, disse Mosher. “Há simplesmente muitos idosos para as pessoas que estão cuidando deles. … Não há segurança social para a maioria das pessoas. Há para funcionários aposentados do partido; existe para funcionários públicos aposentados e para pessoas que trabalharam em algumas das maiores empresas, mas não para quem trabalhava no campo. Não há rede de assistência social. Esses idosos sem filhos, cujos filhos foram retirados deles por aborto forçado, vão morrer de fome nos próximos anos”.

A China difere de outros países que têm um problema de baixa taxa de natalidade, explicou, porque “envelheceu antes de enriquecer”. Nações como o Japão tornaram-se ricas antes que suas próprias taxas de natalidade despencassem – e tivessem recursos suficientes para cuidar de suas populações envelhecidas.

Enquanto isso, Mosher não espera uma desilusão nos métodos excessivamente severos de impor restrições ao nascimento.

“As mulheres em nossas casas de segurança na China, onde as abrigamos porque estão grávidas de crianças ilegais, não decidiram de repente que podem voltar para as cidades e aldeias de onde vieram”, disse ele. “Eu acho que elas vão ficar escondidas e darão à luz a seus filhos, porque até que a política seja formalmente mudada, um milhão de trabalhadores de controle populacional na China ainda estarão tentando ganhar a vida com as multas que eles impuseram aos casais que violarem a política. Todos os funcionários da China complementam sua renda monetizando qualquer poder que controlem”.

Fonte: Aleteia

O papel das empresas na prevenção ao câncer de mama

Cerca de 19 mil mulheres morrem de câncer de mama, por ano, no Brasil – dado divulgado no Portal do Hospital Nove de Julho. É um número alarmante, que pode ser diminuído sensivelmente, desde que sejam realizados os cuidados necessários: como a realização do autoexame periodicamente e consultas médicas regulares.

Quando o câncer na mama é detectado nos estágios iniciais, a chance de cura é de, em média, 88,3% dos casos, segundo o INCA. Com esse dado, dá pra entender a importância e urgência de promover o autoexame e o diagnóstico.

O câncer de mama é a doença de maior incidência entre as mulheres no Brasil e no mundo, por isso tamanha relevância do movimento Outubro Rosa – uma campanha mundial de conscientização e alerta da sociedade para a necessidade do diagnóstico precoce da doença.

No Brasil, a primeira manifestação do Outubro Rosa ocorreu em 2002, com a iluminação cor de rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (o Obelisco do Ibirapuera). A partir daí, este movimento ganhou força no país e vem gerando uma crescente mobilização das pessoas, órgãos do terceiro setor e principalmente empresas comprometidas com a causa.

As empresas já entendem que uma gestão comprometida com o bem estar físico e mental de seus colaboradores e colaboradoras, reflete diretamente no resultado dos negócios e, diante desta constatação, já possuem seus calendários anuais de ações de atenção à saúde, como o Outubro Rosa.

Hoje em dia, algumas das melhores práticas do mercado corporativo para fortalecer esta mensagem de conscientização são:

Comunicação: Realizar um fluxo de comunicações por meio de conteúdos informativos via e-mail, comunicados na intranet, TVs internas, cartazes e redes sociais da empresa.

Dia da prevenção: Pode-se instituir, dentro do mês de outubro, a liberação das mulheres, no horário de expediente para que se consultem com um médico e realizem exames preventivos.

Ações nas dependências da empresa: Espalhar pelos ambientes da corporação, adereços na cor rosa e distribuição de botons ou materiais que carreguem o famoso símbolo da campanha, o laço rosa.

Eventos: Realizar reuniões, debates e palestras com informações sobre a campanha Outubro Rosa, sobre o câncer de mama e seus cuidados e, neste dia, oferecer dentro da empresa os serviços de profissionais como massagistas, fisioterapeutas (ergonomia), manicures, entre outros, como atrativo para garantir a maior adesão do público.

Dia do Rosa: Estipular um dia para que todos os colaboradores e colaboradoras vistam-se na cor rosa, como forma de mobilização e atenção à causa.

Promover o dia da saúde: Com atividades fora da empresa, como: caminhadas, corridas, quick massagem, sempre acompanhadas por profissionais da saúde, que irão oferecer informações sobre hábitos saudáveis e preventivos aos participantes.

Essas são algumas ações que podem te inspirar a promover o Outubro Rosa na sua empresa. Então escolha o formato que mais combine com o público da sua empresa.

Fonte: Laços Corporativos 

Você sabe o que é sarcopenia?

Sarcopenia é um processo degenerativo que cursa com perda de massa muscular, força e performance física. Esse processo se inicia aos 40 anos e é consequência de alterações hormonais, lentificação da regeneração muscular e síntese de proteínas.

Esse assunto foi descrito pela primeira vez em 1989 e ganhou importância, na medida em que a população tem uma expectativa de vida maior e enfrenta alterações e doenças que eram pouco abordadas há alguns anos.

As pessoas começam a se preocupar com os músculos e osteoporose dos 50 aos 64 anos, mas só vão notar a perda quando os músculos se tornarem uma questão de saúde e não mais de estética.

À medida que envelhecemos, é inevitável estarmos diante de perda de mobilidade, força e equilíbrio. Estas características são fundamentais para evitarmos quedas, fraturas e até invalidez temporária ou permanente. Toda limitação física nos leva a restrições e consequentemente à piora da qualidade de vida.

Como em muitas situações na medicina, estamos sendo tratados das consequências da falta de prevenção. O tratamento dos ossos e articulações podem ser muito minimizados, se prestarmos mais atenção à nossa musculatura, que normalmente não é valorizada. As “doenças” da coluna e articulações são muito frequentes atualmente.

Combater a sarcopenia irá melhorar sua qualidade de vida durante o envelhecimento. Temos que inserir a cultura de ganho e manutenção da massa muscular. Profissionais como o médico, o fisioterapeuta, o educador físico e o nutricionista podem auxiliar na avaliação e recuperação.

Dieta adequada (“com pratos bem coloridos”), atividade física regular e moderada e em alguns casos suplementos nutricionais, são fundamentais para manter e retardar a perda muscular e envelhecer de forma mais saudável.

Dr. Ricardo Faure                               Fonte: Revista “Ser Médico” (Aglaé Silvestre)

Conheça os riscos e benefícios da reposição hormonal

Você acabou de entrar na menopausa e está difícil lidar com as frequentes ondas de calor, suores noturnos e secura vaginal, não é? Uma das alternativas para driblar esses desconfortos é a reposição hormonal.

Porém, ainda não há consenso médico a respeito desse tratamento que apresenta alguns riscos para a saúde, mas também pode trazer benefícios.

Abaixo, confira os principais destaques sobre o assunto publicado no estudo norte-americano do Women’s Health Initiative (WHI):

VANTAGENS DA REPOSIÇÃO HORMONAL

  • Fratura por osteoporose – O risco de quebrar um osso no quadril ou coluna por causa da osteoporose é menor nas mulheres que fazem reposição. 
  • Demência – A reposição não apresentou melhoras significativas na memória. No entanto, alguns especialistas acreditam que o tratamento com estrogênio pode ser útil para prevenir a demência, caso realizado nos primeiros anos após a menopausa (embora isso não esteja comprovado). 
  • Depressão – Muitas mulheres experimentam ansiedade ou depressão durante a transição para a menopausa. Alguns estudos mostram que o tratamento com estrogênio ajuda a melhorar o humor e a diminuir a depressão. No entanto, algumas mulheres precisam ser tratadas tanto com estrogênio quanto com um antidepressivo para se sentir melhor.
  • Problemas do sono – Mulheres perimenopáusicas e pós-menopáusicas têm problemas de sono. Muitas vezes isso ocorrepor conta das ondas de calor à noite, que interferem no sono (suores noturnos). No entanto, elas podem ter problemas para dormir, mesmo que não apresentem esse sintoma. O tratamento com estrógeno é muito eficaz para melhorar o sono em mulheres com suores noturnos.

PONTOS DE ATENÇÃO DA TERAPIA HORMONAL

  • Câncer de mama – existe um pequeno risco aumentado de câncer de mama em mulheres que tomaram terapia combinada com estrogênio-progestágeno, e risco pouco aumentado com uso de estrogênio isolado, ficando mais alto quanto maior o tempo de uso (principalmente acima de 5-10 anos). O risco desaparece após cinco anos do término da terapia.
  • Câncer de endométrio – : existe um risco aumentado de câncer de endométrio em pacientes com útero que fazem terapia isolada com estrogênio, risco esse que não está associado à terapia combinada.
  • Câncer colorretal: há redução no risco de desenvolvimento de câncer colorretal em pacientes usuárias de reposição hormonal, não relacionado ao tempo de uso.
  • Ataque cardíaco e AVC: existem evidências de benefícios cardiovasculares quando a reposição hormonal é iniciada na transição menopáusica ou nos primeiros anos após a menopausa (chamado de “janela de oportunidade”). No entanto, há evidências de riscos cardiovasculares quando a terapia hormonal é iniciada tardiamente. Outros fatores como alimentação, presença ou não de obesidade, realização de atividade física e nível também interferem nos efeitos cardiovasculares. Pode haver aumento no risco de acidente vascular cerebral (AVC) tromboembólico com tromboembolismo pulmonar (TEP), risco esse não aumentado com uso de terapia isolada de estrogênio.

Por tudo isso, é fundamental sempre buscar a opinião do seu médico. Ele é a única pessoa que pode orientá-lo sobre os procedimentos mais indicados com relação ao seu caso.

Sobrecarga atinge mulheres durante a quarentena deixando-as por um fio

Acordar, preparar o café da manhã da família e a lancheira das crianças, lavar a louça, encaminhar os filhos para a escola, ir para o trabalho, encerrar o expediente, voltar para casa, cuidar da janta e da limpeza do lar, colocar os meninos para dormir; E, no dia seguinte, a maratona começa de novo. A rotina de muitas brasileiras, que já era intensa antes da pandemia de coronavírus num cenário em que as atividades domésticas e familiares se concentram desigualmente sobre as mulheres, ficou pior.

Com a crise mundial da doença, os filhos não podem mais frequentar creche ou escola. Para as mães que não tiveram como aderir ao teletrabalho, esse é um grave problema, pois não têm estrutura adequada para deixar os filhos e ir ao serviço. Mesmo para as que estão em home office, a situação é problemática, pois conciliar mais gente em casa, o cuidado com os filhos (e, às vezes, auxiliá-los em atividades escolares a distância no caso dos que estudam em colégios particulares) e o expediente é complicado.

Em boa parte dos lares, elas não contam com um companheiro ou outra pessoa com quem podem compartilhar tarefas e aliviar o peso dessas atividades não remuneradas. Até mesmo quando há um cônjuge na residência, a carga de serviço doméstico tende a ficar concentrada nas mulheres. O confinamento colocou uma lente de aumento na desigualdade de gênero e na sobrecarga que atinge a vida das trabalhadoras, mães ou não.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, mostram que as mulheres realizam serviços domésticos durante 18,5 horas por semana, em comparação com 10,3 horas semanais gastas pelos homens. Isso tudo antes do cenário da pandemia, que coloca mais crianças e pessoas em casa, demandando mais cuidados. No momento atual, a carga de atividades de casa deve estar bem maior.

Lares com chefia feminina

Segundo a pesquisa Mulheres chefes de família no Brasil: avanços e desafios, o número de famílias brasileiras chefiadas por mulheres era de 28,9 milhões, em 2015, ano dos últimos dados. Cera de 15,3% das formações familiares são representadas por mães solo ou viúvas e 5,5 milhões de crianças no Brasil não têm o nome do pai na certidão de nascimento.

Reflexões da ONU

A preocupação com o aumento da desigualdade durante a pandemia fez a Organização das Nações Unidas (ONU) lançar uma cartilha sobre os direitos das mulheres em meio à crise. O folheto ;Gênero e Covid-19 na América Latina e no Caribe; coloca em pauta questões como a garantia do acesso a serviços e cuidados de saúde sexual e reprodutiva, trabalho não-remunerado, violência doméstica, entre outros assuntos. O objetivo é alertar as autoridades sobre o impacto da pandemia na vida das mulheres e garantir a dimensão de gênero nas medidas tomadas durante a crise. Para conferir a cartilha, acesse o link: bit.ly/2Krre0a.

Remédios para regular o ciclo menstrual

O ciclo menstrual irregular pode ser provocado por vários fatores, como presença de miomas uterinos, endometriose, problemas de ovulação, uso de determinados anticoncepcionais, distúrbios sanguíneos, problemas na gravidez ou lactação, adenomiose, problemas de tireoide ou síndrome do ovário policístico, por exemplo.

Por esta razão, os remédios usados para regular o ciclo menstrual devem ser adaptados a cada caso e devem tratar a doença ou a causa que está na origem do problema. Em alguns casos, pode mesmo ser necessário recorrer a uma cirurgia.

Alguns dos remédios que podem ajudar a regular o ciclo menstrual irregular são:

1. Anticoncepcionais

Os anticoncepcionais são os medicamentos mais usados para regular o ciclo menstrual da mulher. Além de serem usados para evitar uma gravidez, eles são também eficazes no tratamento de miomas uterinos, já que ajudam a aliviar a intensidade da menstruação e a reduzir o tamanho do mioma e ajudam também a reduzir os sintomas causados pela endometriose, porque ajudam a regular o ciclo menstrual, prevenindo o crescimento de tecido endometrial dentro e fora do útero.

Além disso, também podem ser usados para regular o ciclo menstrual em pessoas com adenomiose, que tenham sangramentos intensos ou que sofram de síndrome dos ovários policísticos.

Existem ainda casos de pessoas que já tomam anticoncepcionais e continuam a ter um ciclo menstrual irregular. Nestes casos, a pessoa deve falar com o médico para mudar de anticoncepcional.

2. Remédios para regular a tireoide

Em alguns casos, o ciclo menstrual irregular pode resultar de hipotireoidismo, que é uma doença endócrina caracterizada pela baixa atividade da tireoide, que produz menos hormônios do que aquilo que é necessário para o bom funcionamento do organismo. Nestes casos, o tratamento consiste na administração de remédios que repõem os valores, como é o caso da levotiroxina.

3. Ácido tranexâmico

Este medicamento é um agente antifibrinolítico, que garante uma maior estabilidade do coágulo sanguíneo, sendo por isso bastante utilizado no tratamento de episódios hemorrágicos. 

4. Anti-inflamatórios

Os anti-inflamatórios também são indicados em algumas doenças que tornam o ciclo menstrual irregular, como é o caso dos miomas, reduzindo assim as cólicas menstruais intensas e o excesso de sangramento causado pelos miomas.

Além disso, também podem ser usados para tratar a adenomiose uterina, de forma a reduzir a inflamação do útero e aliviar as cólicas menstruais.

Saúde da mulher vai além dos cuidados ginecológicos

O atendimento integral das mulheres, com acolhimento de suas demandas e necessidades e a garantia do acesso de forma fácil, é um desafio que no Brasil está em processo de consolidação.

Tradicionalmente, nos sistemas de saúde por todo o mundo, a prioridade tem sido o cuidado da mulher no campo da saúde reprodutiva, com foco na atenção ao pré-natal e parto. Mas também é importante destacar outros cuidados como a prevenção do câncer de mama e de colo de útero, vacinas específicas, dentre outros.

“Há várias doenças que afligem o universo feminino que são prevenidas por meio das vacinas. Mais recentemente, podemos falar da vacina do HPV, que é uma vacina muito segura e que tem reduzido drasticamente assistência de câncer de colo do útero, entre outros tumores, mas principalmente do colo uterino”, comentou a médica ginecologista, Raquel Autran, que é responsável pela divisão de gestão do cuidado da Maternidade Escola Assis Chateaubriand, em Fortaleza, no Ceará, e que também é vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

No Sistema Único de Saúde (SUS), a maior parte dos atendimentos se iniciam na Atenção Primária, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Durante a consulta, se necessário, o médico solicita exames laboratoriais e de imagem, que também são ofertados pelo SUS. Após avaliação médica dos resultados, a paciente pode ou não ser encaminhada para atendimento especializado na rede pública.

Planejamento reprodutivo

O planejamento reprodutivo é um importante recurso para a saúde das mulheres. Ele contribui para uma prática sexual mais saudável, possibilita o espaçamento dos nascimentos e a recuperação do organismo da mulher após o parto, melhorando as condições que ela tem para cuidar dos filhos e para realizar outras atividades.

Na consulta da gestante, por exemplo, é importante afastar doenças infecciosas e também olhar se não há nenhuma doença crônica pré-existente. “Ao chegar no consultório, a paciente fala do seu histórico, faz exames físicos e checagens de prevenção de doenças, como diabetes gestacional, doenças da tireoide, tudo isso identificado precocemente garante uma gravidez mais segura”, comentou Raquel.

Métodos contraceptivos.

O SUS oferece uma série de serviços que garantem acolhimento e sigilo sem discriminação, como o preservativo masculino e feminino, pílula combinada, anticoncepcional injetável mensal e trimestral, dispositivo intrauterino com cobre (DIU T Cu), diafragma, anticoncepção de emergência e minipílula.

Mas, vale lembrar, que o uso do preservativo não serve somente para evitar gravidez. É fundamental utilizá-los para prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos, transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada.

A transmissão de uma IST também pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. Por isso, o acompanhamento pré-natal assegura o desenvolvimento da gestação, permitindo o parto de um recém-nascido saudável, sem impacto para a saúde materna, inclusive abordando aspectos psicossociais e as atividades educativas e preventivas.

Saúde mental

Ampliar o olhar também perpassa o cuidado em saúde mental das mulheres. Sendo assim, a busca do bem-estar é necessária para lidar com a complexidade do dia a dia.

A Organização Mundial de Saúde (2000) afirma que a saúde mental feminina é afetada por seu contexto de vida ou por fatores externos (socioculturais, econômicos, de infraestrutura ou ambientais) e a identificação e a transformação desses fatores pode ser uma direção para prevenção primária. Nesta busca, é importante a utilização de estratégias que propiciam ambientes apoiadores, o fortalecimento da resiliência, a criação de condições individuais, sociais e ambientais que permitam aumentar a capacidade de bem-estar.

Para promover a saúde mental e física, muitas estratégias são utilizadas, uma delas é a intervenção psicossocial, que possibilita o enfrentamento de questões pessoais como a ressignificação do sofrimento e a busca por redescobrir e potencializar as habilidades. Para isso, pode contar com a Rede de Atenção Psicossocial – RAPS.

Sexualidade feminina: entenda transformações trazidas pela maturidade

Primeiro, elas odeiam os meninos, depois, passam a querer conquistá-los. Aí vem a fase das descobertas, da busca pelo prazer e, finalmente, a maternidade. Com a chegada da menopausa, outra quebra: a mulher passa a ter milhares de questionamentos e, com isso, acaba tendo que reaprender a lidar com sua vida sexual.

Diferentemente dos homens, que não sofrem grandes alterações hormonais ao longo da vida, as mulheres enfrentam mudanças biológicas drásticas com o passar dos anos, o que, fatalmente, impacta sua sexualidade e a forma como lida com o parceiro.

Confira algumas destas transformações e veja também o que os especialistas indicam para que a mulher tenha uma relação saudável com o próprio corpo, em busca do prazer em todas as fases da vida.

Dos 15 a 25 anos: segundo Margareth dos Reis, psicóloga e terapeuta sexual e de casais do instituto H. Ellis, essa é a fase em que a mulher tem mudanças significativas no corpo. “Começa até antes dos 15, quando ela sai de um corpo infantil para um corpo de mulher. É um período de adaptação, que coincide com a fase de descoberta, em que ela vai entender como o corpo responde aos estímulos sexuais.”

Ela explica que, como todo início, essa fase é marcada pela adaptação. “Juntos, os parceiros devem buscar como conduzir o outro para terem mais prazer na intimidade”, explica.

O sexólogo e ginecologista obstetra do Hospital e maternidade São Luiz, Francisco Carlos Anelo, reforça que essa mudança já começa a partir da primeira menstruação, e lembra que, preferencialmente, a iniciação sexual deve ser marcada pela afetividade. “O mais indicado, neste sentido, é que ela tenha um vínculo com o parceiro, pois isso demonstra respeito pelo próprio corpo.”

Ele enfatiza que a mulher que inicia a vida sexual de forma desregrada, corre mais riscos de contrair doenças sexualmente transmissíveis ou engravidar precocemente. Segundo ele, as estatísticas mostram que adolescentes que ficam grávidas cedo tendem a repetir o erro e acabam gerando filhos indesejados.

Dos 25 a 35 anos: de acordo com a observação clínica da terapeuta Margareth, essa é a fase que, de um modo geral, a mulher começa a sentir a necessidade de viver a da maternidade. Além disso, a mulher passa a experimentar novidades em outros aspectos da vida, especialmente no trabalho ou na estrutura familiar – geralmente, quando sai de casa e passa a dividir o teto com outro alguém.

Para Margareth, a palavra de ordem para manter a vida sexual em dia é “administrar o tempo”: “ela precisa dar conta de todos os papeis que passa a exercer na vida, e é fundamental que aprenda a preservar um tempo para a intimidade com o parceiro.

Sobre a questão da maternidade, Anelo lembra que o casal pode vivenciar uma redução da atividade sexual em nome das atribuições que um bebê traz à rotina. “O homem tem que entender que, mesmo que a mulher não queira ter relação, ela precisa de carinho, é um momento feliz, pois ela provavelmente está grávida do homem que ama”. Ele recomenda que os casais não deixem de namorar nessa fase, ainda que os beijos não evoluam para uma relação sexual, apenas para manter a chama acesa.

Dos 35 a 45 anos: é nessa fase que começa a queda lenta e gradual dos níveis de hormônios sexuais femininos, que culmina com o fim do ciclo menstrual, cessando a capacidade de reprodução. “A partir dos 40 anos, ela já não ovula com intensidade e tem a diminuição dos hormônios, o que faz com ela possa ter uma perda grande da libido”, explica Anelo.

As transformações do corpo também começam a ficar mais evidentes: “começam as primeiras rugas, cabelos brancos”, lembra Margareth. “Ela tem que aprender a enxergar que isso não tira o seu poder de sedução, que ela pode sim fazer com que seu corpo responda de forma sensual ao seu parceiro”, reforça.

A especialista indica também que a mulher busque orientação psicológica para que consiga vencer todos os novos desafios que a idade impõe, atravessando essa fase de mudanças da maneira mais confortável possível.

Dos 45 a 55 anos: o início da menopausa varia muito de mulher para mulher, mas Margareth afirma que o período de maior incidência é entre os 48 e 52 anos. Calores, alterações hormonais e um longo período de questionamento psicológico se iniciam. “Muitas mulheres sofrem, pois relacionam isso à uma perda de um símbolo relacionado ao feminino – a capacidade de se reproduzir, quando na verdade ela pode enxergar isso como uma fase de maior liberdade”, observa.

Ela acredita que as mudanças só podem comprometer a sexualidade feminina quando a mulher deixa de buscar orientação, seja de ordem física ou emocional.

Anelo explica que, com a chegada da última menstruação, a mulher sofre um luto, ou seja, uma perda que deve ser trabalhada. “Ela percebe que está envelhecendo”, pontua. A dica, neste sentido, é buscar reacender o calor sexual por meio do carinho. “Muitas vezes o casal não tem tempo para se beijar, e, com isso, diminui a freqüência sexual. O toque é importante em qualquer faixa etária, então, o casal tem que tentar resgatar esse vínculo de afetividade.”

A partir dos 55 anos: enquanto a menopausa traz certos incômodos no aspecto sexual da mulher, como a perda da lubrificação, dores e desconforto, a maturidade também traz coisas boas. “Com o passar do tempo, a tendência é que a mulher aprenda a chegar à sensação de prazer mais rapidamente”, afirma Margareth.

Anelo lembra também que, com o passar dos anos, a mulher passa a ter um entendimento maior do próprio corpo: “o que faz com que ela passe a direcionar o toque e o carinho do parceiro com mais facilidade.”

O especialista acredita que a vida sexual pode ser prolongada por muitos anos, contrariando quem acha que sexo é só para os jovens. “A própria mídia reforça este conceito de que a não existe vida sexual na velhice”.

Ele afirma que é preciso quebrar este paradigma e partir em busca de hábitos saudáveis em nome de uma sexualidade bem resolvida: redução do tabagismo e do álcool e uma dieta rica em cálcio são alguns dos fatores positivos que influenciam essa meta.

Além disso, as atividades físicas são fundamentais. “A atividade aeróbica, como caminhada e hidroginástica, faz com que a mulher perca massa gorda. Já a anaeróbica a ajuda a ganhar massa muscular e combater a osteoporose.”

A ideia é que a mulher mantenha o nível de autoestima elevado, outro fator imprescindível para uma vida sexual saudável. “Para nos relacionarmos, é preciso gostar de nós mesmos. A partir do momento em que a mulher passa a gostar do corpo dela, ela vai entender que tem um poder de sedução e terá vontade de se relacionar independentemente da idade.”