Body Shaming um problema que afeta principalmente as mulheres

O Body Shaming significa algo como vergonha do corpo, mas uma vergonha causada principalmente por outra pessoa, ou através de algum comentário ou atitudes comportamentais, como um olhar estranho e preconceituoso. O Body Shaming também pode ser causado de forma não intencional, através de comentários nada simpáticos e depreciativos, como “nossa, você engordou muito!”, ou “você está muito magra, parece doente”. Entretanto, em outras situações, nem é necessário a pessoa ser questionada por um terceiro. O espelho passa a ser seu inimigo.

“A valorização do corpo, da imagem corporal, sempre existiu na humanidade. Porém, com o advento das redes sociais, essa valorização está cada vez maior. A exposição da imagem é estimulada, como se nós estivéssemos numa grande vitrine. Somos todos produtos, querendo ‘vender’ a nós mesmos. Isso por si só já é muito ruim, mas o pior é que muitas vezes aquela imagem não é real. Nesses casos, são dois os complicadores: O primeiro é a busca por uma estética corporal que simplesmente não existe. E o outro é se defrontar com seu eu ‘real’. Portanto, fica difícil, no íntimo, gostar da realidade, de quem você realmente é”, explica Adriana Drulla, mestre em psicologia positiva pela Universidade da Pensilvânia (EUA).

Julgamentos

A indústria da beleza é outro fator complicador. Ao eleger estereótipos estéticos “perfeitos”, ela contribui para que um mundo irreal, praticamente inatingível, se estabeleça na mente das pessoas. “É por isso que o Body Shaming está intimamente ligado às mulheres. Elas são as que mais sofrem com os padrões de beleza, além de serem as mais cobradas, e que consequentemente cobram a si mesmas na busca do corpo dito perfeito”, completa Drulla.

Outro fator negativo é a própria natureza humana. “Julgar os outros é inerente do ser humano. A formação da personalidade de cada um é baseada na comparação. Em certas situações, o ataque, a crítica, é, na verdade, uma defesa. Eu ‘pioro’ o outro, para ‘melhorar’ a mim mesmo. O terrível dessa história toda é que quanto mais você julgar alguém, mais vai julgar a si próprio, criando um círculo vicioso que pode levar a péssimas consequências”, afirma a psicóloga.

Apoio Familiar

No Brasil não existem dados estatísticos sobre esse tipo de comportamento e suas implicações, mas, nos EUA, pesquisas mostram que de 2009 a 2015, a automutilação entre meninas cresceu quatro vezes, e os casos de depressão aumentaram em até 70%.
“A automutilação e a depressão são dois transtornos intimamente ligados ao Body Shaming, mas não são os únicos. Transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia, e ainda a ansiedade e a baixa autoestima também podem ter tudo a ver. Nesses cenários, contar com apoio profissional de psiquiatras e psicólogos é essencial. Mas a família é quem terá um papel preponderante na busca por uma melhora. Não adianta nada ficar falando ‘olha, você tem tudo, não reclame’ ou ‘preocupe-se com outras coisas mais importantes’. É preciso que os pais validem o sofrimento dos filhos e não o minimizem. Muitas vezes, os próprios pais necessitam de um apoio profissional psicológico. A escola também pode ter um papel importante no processo. E as meninas adolescentes são as mais suscetíveis porque ainda não têm a identidade formada. E é necessário afirmar que quanto maior for o isolamento, maior será o sofrimento”, explica Drulla.

Body Positive

Existe um movimento chamado Body Positive, que atua no sentido contrário ao Body Shaming. Ele prega que a indústria da beleza e outros segmentos valorizem todo e qualquer tipo de corpo. Porém, para Adriana Drulla, esse caminho também é equivocado. “Podemos, no máximo, dizer que é “menos pior”. Apesar da boa intenção, da busca pela diversidade nas mídias e redes sociais, o corpo continua sendo o protagonista da história, só é mudado o paradigma. Claro que é melhor do que só ter a hegemonia de um ideal, mas o caminho correto é a valorização de outros aspectos humanos e não apenas o estético”, conclui a psicóloga.

Setembro amarelo: por que as mulheres sofrem mais com depressão e ansiedade?

Nos últimos anos, os transtornos mentais ganharam mais atenção, especialmente, a depressão e ansiedade, que tem afetado cada vez mais pessoas. Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas no mundo são acometidas pela depressão, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, 5,8% das pessoas sofrem com a doença, que representa 11,5 milhões de pessoas. É a maior taxa da América Latina.

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O quadro é ainda mais alarmante para as mulheres que são duas vezes mais propensas ao diagnóstico de depressão do que os homens. A doença é mais comum entre 5,1% das mulheres do que os homens 3,6%, de acordo com a OMS. Em relação à ansiedade, 18,6 milhões (9,3%) de brasileiros sofrem com o transtorno. No recorte de gênero, o transtorno de ansiedade atinge 7,7% da população feminina e 3,6% dos homens.

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Diversos estudos apontam os fatores do número elevado para as mulheres, que podem estar relacionados com questões sociais que envolvem o mercado de trabalho, a sobrecarga de tarefas e as mudanças hormonais.

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Sobrecarga de trabalhos e machismo

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Trabalhar fora e encarar a desigualdade de gênero no mercado de trabalho é um teste de resistência diário vivenciado por muitas mulheres. Somado a isso, as mulheres ainda dedicam, em média, 21,3 horas por semana com tarefas domésticas e o cuidado de pessoas, segundo o IBGE. Sendo assim, todo o trabalho de planejamento, organização e tomada de decisões fica sob responsabilidade da mulher.

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“Vivemos numa sociedade machista e regida pelo patriarcado. Diante disso, recai sobre a mulher muitas responsabilidades, tarefas e muitas vezes a desvalorização no mercado de trabalho. A mulher não se preocupa só com o seu trabalho, mas com os filhos que deixou em casa e todas as atribuições que terá quando chegar em casa. Tudo isso gera um excesso de cobranças e a pessoa acaba ficando doente”, pondera a psicóloga Alexandra Lelis dos Santos.

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A sobrecarga de trabalhos e o acúmulo da função social, acabam proporcionando poucas horas de sono e má alimentação que podem contribuir com o aparecimento da depressão e ansiedade, alerta Melina Cury Haddad, psicóloga e instrutora de Mindful Eating da Care Plus. “Com mais funções e menos tempo para se cuidar, você acaba pensando nas necessidades dos outros e adoecendo”, completa.

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Qual a relação com os hormônios?

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As fases hormonais do ciclo das mulheres também colaboram com o aparecimento da depressão e outros transtornos mentais. “No período menstrual começa uma alteração hormonal e muitas mulheres tem uma síndrome muito parecida com a depressão, no período que antecede a menstruação. Isso altera o humor, a irritabilidade aumenta, ela fica mais impaciente e  depois passa quando ela menstrua”, explica Haddad.

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Durante a gestação, os hormônios também passam por mudanças importantes que podem levar a transtornos mentais. Após o nascimento da criança, cerca de 25% das mães brasileiras podem desenvolver depressão pós-parto, segundo pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Suicídio e transtornos mentais

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A depressão pode causar grande sofrimento e afetar o desempenho no trabalho, escola e nas relações sociais. No pior cenário, a depressão é responsável pelo suicídio. Aproximadamente 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano e estima-se que em 90% dos casos, as pessoas tinham algum transtorno mental, como depressão.

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O suicídio é a segunda principal causa de morte das meninas adolescentes de 15 a 19 anos, após condições maternas,  entre os jovens de 15 a 29 anos também. “Acredito que mais importante do que falar dos números, é pensar o que podemos fazer enquanto política pública e tratamento para depressão. As pessoas precisam olhar para o tema quebrando o tabu, tirando esse estigma social de que a depressão é preguiça, frescura e falta de força de vontade. Não é assim, a gente sabe que tem uma mudança neuroquímica no cérebro. É uma doença que precisa de cuidados e tratamento adequado”, enfatiza Haddad.

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Para debater o assunto sem medo e  conscientizar as pessoas sobre a prevenção do suicídio, surgiu a campanha Setembro Amarelo em 2015, idealizada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Durante todo o mês são realizadas inúmeras ações no país para divulgar informações sobre o suicídio, como ajudar alguém que está passando por uma situação difícil e estimular o debate para evitar mais mortes.

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Quais os sintomas da ansiedade e depressão?

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A depressão pode ser resultante de fatores sociais, genéticos e bioquímicos. A pessoa que está deprimida perde o prazer e o interesse, sente culpa, desesperança em relação ao futuro e pode ter alterações no sono e apetite. “Ela acaba ruminando muitos pensamentos e têm uma tendência a ficar se culpando por coisas que já aconteceram”, destaca.

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Já o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é caracterizado pela preocupação excessiva com o futuro e muitas vezes com situações que, talvez, não aconteçam. Sentir um pouco de ansiedade é bom, porque te coloca fora da zona de conforto e em busca de coisas novas para a vida. Contudo, em excesso prejudica o desenvolvimento das tarefas cotidianas.

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A TAG também pode provocar sintomas físicos como palpitações, taquicardia, suor excessivo, mãos e pés frios. Também deixa a pessoa apreensiva, achando que alguma coisa vai acontecer e com medo. “No TAG, a preocupação é desproporcional e isso realmente interfere na qualidade de vida e no social, ela não consegue trabalhar, se relacionar com outras pessoas e isso é sinal de que precisa de ajuda”, diz Haddad.

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Como eu posso te ajudar?

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A pessoa que apresentar sintomas de depressão ou ansiedade por mais de três semanas, com dificuldade de realizar atividades rotineiras, deve buscar apoio de um psicólogo. A depressão sempre começa devagar e aumenta lentamente.

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Se você tem alguma amiga ou familiar passando por essas situações, é importante ter uma conversa livre de julgamentos e acusações. Seja empática e escute o que a pessoa tem a dizer. “Como eu posso te ajudar? É uma pergunta muito boa para iniciar um diálogo, porque muitas vezes ela não tem força para procurar um médico, por isso, é importante estar ao lado de quem precisa, marcar a consulta e, se necessário, ir junto ao médico”, orienta.

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Onde procurar ajuda?

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O primeiro passo é buscar ajuda de um profissional de saúde, seja um psicólogo ou um psiquiatra. Em geral, o tratamento envolve terapia medicamentosa junto com a psicoterapia. Mudanças no estilo de vida, alimentação e inclusão de atividade física também podem colaborar com a saúde mental.

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É muito importante dar apoio a quem precisa para superar essa dificuldade.

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Entre em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida)
Telefone: 188 – ligações gratuitas a partir de qualquer linha fixa ou de celular.

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Site: www.cvv.org.br/quero-conversar

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Setembro Amarelo e a saúde da mulher

No Brasil, uma pesquisa realizada em São Paulo, mostrou que 20% das mulheres apresentaram episódios depressivos pelo menos uma vez ao longo da vida, enquanto para os homens o índice cai para 12%. Entende-se que a mulher, tem muito mais condições de enfrentar as situações emocionais e superar as dificuldades devido a uma maior capacidade afetiva.

Essa capacidade pode, muitas vezes, estar ligada em função da maternidade, quando as mulheres desenvolvem uma comunicação com seus filhos, principalmente nos primeiros anos de vida, onde ainda não existe a comunicação verbal ou gestual. Ou seja, isso desenvolve na mulher um sentido especial, o famoso “sexto sentido”, mas que na realidade é apenas um aprimoramento de sensibilidade emocional

Segundo a psicóloga e especialista em avaliação psicológica, Ana Cordovil, os sintomas da depressão estão ligados à tristeza em relação à vida pessoal e profissional. Nas mulheres esses sintomas podem aumentar, pois passam por alterações hormonais com uma maior frequência do que os homens. A menopausa, gravidez e o período menstrual, são fases principais em que a mulher pode passar por grandes alterações emocionais, e, por esse motivo, é importante o acompanhamento médico de outras especialidades além do ginecologista, no diagnóstico da depressão feminina.

O movimento Setembro Amarelo, é o mês mundial de prevenção do suicídio. Já está acontecendo e desmistificando o assunto, que ainda não é abordado por muitos. Ainda que a prevalência da depressão seja maior nas mulheres se comparado ao público masculino, o suicídio é muito mais comum entre os homens em todo o mundo. Os números apenas provam a necessidade de médicos e pacientes debaterem mais sobre o tema, buscando sempre soluções efetivas para priorizar a saúde e a vida.

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Referência:
1. https://www.mulheres.org.br/depressao-e-ansiedade-na-vida-das-mulheres/
2. https://jornal.usp.br/atualidades/brasil-vive-surto-de-depressao-e-ansiedade/
3. https://d.emtempo.com.br/entre-elas/167537/por-que-a-depressao-e-mais-comum-em-mulheres-especialistas-respondem_
4. http://www.pelotas13horas.com.br/noticia/setembro-amarelo–mulheres-tem-mais-depressao–mas-homens-se-suicidam-mais-1bb100f9-9bd7-4e4b-bc5d-24a9e3c8d62d

18 anos: a idade mais perigosa para mulheres no Brasil

Dezoito anos de idade, negra e morta dentro de casa. A frase descreve um perfil comum das mulheres vítimas de violência no Brasil, segundo dados de um estudo publicado nesta segunda-feira pela Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais (Flacso).

De autoria do sociólogo argentino Julio Jacobo Waiselfisz, radicado no Brasil, o Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil analisa dados oficiais nacionais, estaduais e municipais sobre óbitos femininos no Brasil entre 1980 e 2013, passando ainda por registros de atendimentos médicos.

Em 2013, no último ano levado em conta pelo estudo, o maior índice de mortes registrado foi entre mulheres de 18 anos: 3,6% dos 4.762 dos óbitos (168 mulheres). É a incidência mais alta de assassinatos dentro do que foi traçado pelo estudo como a faixa etária mais perigosa para as mulheres – que vai dos 18 aos 30 anos de idade e responde por 39% do total de homicídios.

O que o autor chama de “domesticidade” da violência contra a mulher é ilustrada pelo perfil dos agressores, com base em dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, que registra os atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) ligados à violência. Parentes imediatos, parceiros e ex-parceiros são responsáveis por quase sete em cada dez atendimentos médicos. Entre mulheres jovens, namorados e maridos são responsáveis por 50,7% das agressões.

Essa nova geração de vítimas, em que parte das mulheres atingiu a maioridade após a Lei Maria da Penha, parece não estar se beneficiando da maior proteção oferecida pela legislação. Para Waiselfisz, as estatísticas mostram a necessidade de mais esforços na aplicação da lei, sobretudo no que diz respeito aos passos posteriores às denúncias e ocorrências.

Domesticidade

O Mapa da Violência sugere que o impacto da Lei Maria da Penha, cuja entrada em vigor completa 10 anos em 2016, foi diluído pela ausência de políticas públicas e mecanismos judiciários mais extensos para coibir as agressões, em especial a punição de agressores. Embora a legislação tenha registrado um efeito “inibidor” promissor imediato nos índices de violência, simbolizado por uma queda no índice de mortes – de 4,2 óbitos por 100 mil habitantes para para 3,9 entre 2006 e 2007 -,os casos de violência voltaram a crescer a partir de 2008 e e atingiram 4,8 mortes por 100 mil habitantes em 2013.

Tal número coloca o Brasil como o quinto país que mais mata mulheres no mundo, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde citados no Mapa da Violência. Apenas El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia são mais letais em grupo de 83 nações estudadas.

“A Lei Maria da Penha é um marco importante, especialmente porque facilitou a forma de se denunciar abusos e transferiu o ônus da prova para o agressor. Mas ela precisa ser implementada de forma apropriada, e o caminho é longo. Estamos falando de questões como o estabelecimento de centros de proteção para as vítimas e mesmo um sistema judiciário que aja com mais eficiência na punição e apuração dos crimes, bem como a mudança de uma mentalidade machista no país de uma forma geral”, afirma o sociólogo.

É importante ressaltar que os números gerais levam em conta casos em que mulheres foram vítimas também da violência urbana, que ainda é responsável pela maioria das mortes registradas nos dois sexos. Porém, enquanto quase metade dos homicídios masculinos ocorre na rua (48,2%) e apenas 10% no domicílio, entre as mulheres a proporção é assustadoramente mais equilibrada: 31,2% e 27,1%, respectivamente.

“Isso revela a alta domesticidade dos homicídios de mulheres. Elas são muitos mais agredidas no lar”, afirma Waiselfisz.

O número de mortes cresceu 22% entre 2003 e 2013, mas houve alargamento desproporcional também no que diz respeito ao perfil racial das vítimas: enquanto o número de mortes de mulheres brancas caiu quase 10% entre 2003 e 2013 (de 1747 para 1576), os casos de mulheres negras saltaram mais de 54% no mesmo período, passando de 1864 para 2875.

Segundo o sociólogo, os números mais recentes mostram que morrem 66,7% mais mulheres negras do que brancas no Brasil.

Waiselfisz apresentou também uma panorama de certa forma surpreendente da distribuição geográfica da violência contra a mulher no país: há enorme diversidade de situações entre regiões e Estados. Roraima, por exemplo, foi o Estado “mais violento” contra mulheres, apresentando um índice de 15,3 homicídios femininos por 100 mil habitantes, mas que o triplo da média nacional. São Paulo, Santa Catarina e Piauí, por outro lado apresentaram apenas 3/100 mil, ficando no fundo da lista.

O argentino também notou que o “efeito Maria da Penha” reduziu as taxas de mortalidade em apenas cinco Estados brasileiros (Rio de Janeiro, Rondônia, Espírito Santo, Pernambuco e São Paulo), enquanto as unidades de federação restantes cresceram em ritmos extremamente variados.

Outra disparidade acentuada foi no plano municipal: ainda que algumas capitais brasileiras apresentem índices bem altos de homicídios femininos, são os pequenos municípios em que as mulheres se encontram mais vulneráveis. Barcelos (AM), que tem população feminina em torno de 12 mil pessoas, registrou uma assustadora marca de 45,2 homicídios por dez mil mulheres e foi o mais violento do país. Nenhuma capital apareceu nas primeiras 100 posições.

“É difícil indicar uma tendência nacional, e as oscilações estão relacionadas a circunstâncias locais, que precisam ser estudadas particularmente. O que parece estar ocorrendo aqui é que políticas de contenção da violência feminina parecem estar funcionando mais apropriadamente em grandes cidades, onde na teoria há melhor aparelhamento do Judiciário” , pondera Waiselfisz.

Para o sociólogo argentino, porém, há um culpado claro: a impunidade.

” Pesquisas especializadas mostram que o índice de elucidação dos crimes de homicídios é baixíssimo no Brasil, variando entre 5 e 8%. Apenas nos EUA, ele é de 65%. Se a impunidade prevalece amplamente nos homicídios em geral, ela deve ser norma também nos casos de homicídios de mulheres. Existe uma certa normalidade da violência contra a mulher no Brasil “.

Sintomas mais frequentes de DSTs na mulher

Falar sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) tem deixado de ser tabu e isso é muito importante para ajudar no diagnóstico e no tratamento dessas doenças.

Tanto homens como mulheres, todos que possuem uma vida sexual ativa podem contrair DSTs. Neste texto vamos falar especificamente sobre sintomas que são identificados na mulher. Mas afinal, o que são as DSTs?

O que são as DSTs?

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), que também podem ser chamadas de infecções sexualmente transmissíveis (IST) são infecções transmitidas através de uma relação sexual com alguém que já seja portador da infecção. Existem aproximadamente 13 tipos de DSTs, a grande maioria provocadas por vírus e bactérias.

Como comentamos, as DSTs são geralmente transmitidas através da relação sexual (coito), mas também podem ocorrer por meio de outros tipos de contato sexual, como a relação sexual anal e oral.

As DSTs podem ser causadas por parasitas, bactérias ou vírus. Precisamos estar atentos a essas doenças pois, além do alto risco de disseminação, elas podem gerar graves danos à saúde da pessoa.

Os danos causados pelas DSTs vão desde distúrbios emocionais, doença inflamatória pélvica (DIP), infertilidade, lesões fetais, até câncer, além de facilitar a transmissão do vírus da AIDS (HIV).

Atenção ao HIV!

Aqui vale um destaque, pois recentemente foi divulgado que na última década, o número de infecções por HIV (vírus da AIDS) entre pessoas de 15 a 24 anos saltou 700%.

O uso da camisinha é uma das principais formas de combate ao vírus. Por isso o uso de preservativos é tão importante no combate a essa doença.

Quem pode pegar uma DSTS?

Já comentamos no início que qualquer pessoa que tenha vida sexual ativa corre o risco de contrair uma DST.

De modo geral, o risco maior ocorre quando a pessoa tem relação com vários parceiros, quando o parceiro teve ou tem parceiros múltiplos e principalmente quando a relação sexual acontece sem camisinha.

Quais os sintomas mais frequentes de DST na mulher?

As doenças sexualmente transmissíveis causam sintomas muito desconfortos na mulher, entre eles está a ardência, o corrimento vaginal, mau cheiro ou surgimento de feridas na região íntima.

Caso observe algum destes sintomas, a mulher precisa ir ao ginecologista para uma observação clínica, que pode identificar a presença de infecções como Tricomoníase, Clamídia ou Gonorreia, por exemplo.

Após a relação sexual sem preservativo, a infecção pode levar algum tempo para se aparecer, que pode ser por volta de 5 a 30 dias, o que varia de acordo com cada micro-organismo.

Depois que o médico identificar o agente causador, ele irá confirmar o diagnóstico e informar sobre o tratamento, que poderá ser feito com antibióticos ou antifúngicos, dependendo da doença em questão.

É importante destacar que, por vezes, alguns sintomas dos que citamos acima não estão diretamente relacionados à DST. Eles podem ser por uma infecção causada pela alteração da flora vagina, como é o caso da candidíase, por exemplo.

Para ficar de uma forma mais resumida, colocamos os principais sintomas em tópicos.

Os principais sintomas das DSTs são:

  • Verrugas cor da pele na área genital;
  • Febre, dor no corpo, gânglios linfáticos aumentados;
  • Coceira ao redor da vagina e/ou corrimento vaginal;
  • Corrimento/secreção na uretra peniana no homem;
  • Dor durante o sexo, ao urinar, ou na região da pelve;
  • Dores de garganta após sexo oral;
  • Dores no ânus após sexo anal;
  • Lesões não dolorosas na área genital, ânus, língua e/ou garganta;
  • Urina escura; urinar a todo momento; fezes mais claras;
  • Pequenas vesículas ou nódulos que se rompem na área genital;
  • Perda de peso, suores noturnos, cansaço inexplicável, infecções raras acontecendo.

Outros tipos de sintomas

É fundamental destacar que existem outras DSTs, como AIDS, a infecção pelo HIV, que não apresentam sintomas genitais, podendo apresentar alguns sintomas variados, como febre, mal estar e dor de cabeça. Outro exemplo é a hepatite, que causa febre, mal-estar, cansaço, dor abdominal, dor nas articulações e erupções na pele.

Essas doenças podem evoluir de forma silenciosa, podendo até atingir quadros graves e que colocar em risco a vida da pessoa. Por isso, é muito importante que a mulher visite regularmente o médico e faça periodicamente exames que possam identificar esse tipo infecção.

Mais uma vez lembramos que a principal forma de evitar as DSTs é com uso do preservativo. Além da camisinha masculina, existe a feminina, que também confere uma boa proteção contra DSTs.

Como tratar as DSTS?

Caso seja percebido pela mulher sintomas que indiquem uma DST, é fundamental ir ao ao ginecologista, para confirmar se é de fato uma infecção.  Após o exame clínico e a confirmação será possível dar início ao tratamento.

A maioria das DSTs pode ser curada com o tratamento envolve uso de medicamentos como antibióticos, antifúngicos e antivirais, em pomadas, comprimidos ou injeções, de acordo com o tipo e o micro-organismo causador da infecção.

Em alguns casos, como HIV, hepatite e HPV, a cura nem sempre é possível, mas existem tratamentos para amenizar a doença e ajudar a pessoa a conviver com ela.

Em alguns casos, o parceiro também precisa fazer o tratamento, para evitar reinfecções.

Caso você identifique algum dos sintomas citados, no centro medico saúde da família você pode marcar uma consulta com ginecologista até para o mesmo dia.

Atenção, mulheres!

Você tem preguiça de ir ao banheiro para fazer xixi? Fique atenta! As mulheres que ignoram o sinal de que a bexiga está cheia são as principais vítimas da infecção urinária, doença que afeta mais o sexo feminino, principalmente, a faixa etária de 20 a 40 anos e grávidas. A infecção urinária pode causar dor, coceira, corrimento, ardência, febre, vontade constante de ir ao banheiro e, nos casos mais graves, o aparecimento de sangue na urina. Para se prevenir, é extremamente necessário que a mulher beba água para evitar inflamações e infecções. Além disso, é preciso manter a higiene íntima e ir ao banheiro com frequência. Outra dica importante é prestar atenção na cor da urina, que precisa ser clara. Caso apareça sangue na urina, a pessoa deve procurar o médico com urgência. Ouça dicas na Web Rádio Saúde. Mônica Plaza/Blog da Saúde

Maioria das grávidas não faz pré-natal

Apesar do bombardeio de informações e do acesso a médicos cada vez mais fácil, a maioria das gestantes não realiza o pré-natal, uma série de consultas e exames que verificam a saúde do bebê e da própria mulher. No Paraná, somente 30% das grávidas fazem o acompanhamento. Essa baixa incidência dá origem a outro dado alarmante: o da mortalidade materna. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, são 57 mortes a cada cem mil bebês nascidos vivos. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de, no máximo, 20 mortes a cada cem mil nascidos vivos. No Brasil, neste mesmo parâmetro, ocorrem 74,5 óbitos.

O coordenador dos programas de saúde da mulher da Secretaria, Gleden Teixeira Prates, explica que há muitas razões para o grande número de mortalidade materna. Entre elas estão a realização inadequada do pré-natal, médicos não capacitados para fazer o acompanhamento e hospitais despreparados para atender os casos de gravidez de alto risco. Esse quadro gera as principais causas desses óbitos: hipertensão, hemorragias, infecções e abortos. As mortes acontecem durante a própria gestação, no parto e no puerpério (período pós-parto).

A grande ocorrência de gestação na adolescência também é um dos fatores que contribui para o índice de mortalidade. “O fato de ser adolescente por si só já é um motivo de risco porque o corpo nessa idade ainda é imaturo”, explica Prates. Os conflitos familiares que podem surgir com a notícia da gravidez de adolescentes também geram problemas. Por muitas vezes, elas tentam esconder que estão grávidas e não procuram orientação médica. Algumas também fazem abortos, que podem resultar em graves lesões para a mulher, causando hemorragia. O resultado final pode ser a morte da adolescente.

Qualidade de vida

As mortes de mulheres decorrentes da gravidez, aborto ou parto são entendidas pelos especialistas como indicadores da qualidade de vida dessas pessoas. Para Prates, o baixo nível sócio-econômico e o ambiente em que a grávida vive também influenciam no processo. “As mulheres que vivem em lugares inóspitos estão mais sujeitas a infecções, têm acesso a produtos químicos que podem causar deformações do feto, não se alimentam direito e não fazem uma higiene pessoal correta”, afirma o coordenador. “A população que vive abaixo da linha da pobreza tem uma qualidade de vida muito baixa e não possui acesso facilitado aos hospitais, causando muitos casos de alto risco.” Prates também destaca que a incidência de várias doenças, como as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), durante a gravidez, aumentam ainda mais o risco de vida para a mulher e o bebê.Ações de combate à mortalidade

A Secretaria de Estado de Saúde está colocando em prática diversas ações, desde o ano passado, para diminuir os índices de mortalidade materna. “Estamos capacitando os médicos de saúde familiar, que não são obstetras, a realizar o pré-natal”, comenta Gleden Teixeira Prates.

De acordo com ele, as unidades de gravidez de alto risco de alguns hospitais também estão sendo melhor estruturadas. “Com esses novos equipamentos, muitas mulheres não vão precisar sair da cidade onde morar para os grandes centros. Isto também evita a perda da mãe e do bebê enquanto se espera por uma vaga em hospital”, conta Prates.

Para esclarecer as gestantes quanto à importância do pré-natal, a Secretaria vai lançar uma campanha ainda no primeiro semestre deste ano. Já o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, divulgou anteontem um pacto com as secretarias municipais e estaduais e organizações civis para reduzir em 15% os índices atuais de mortalidade materna até 2006. A intenção é diminuir os números em 75% até 2015. O ministério pretende investir R$ 120 milhões na extensão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para 152 cidades do País. Os oito municípios que integram o programa já estão contando com equipamentos para emergências obstétricas. (JC)

Tudo começa na gestação

No Brasil, toda gestante tem direito ao atendimento pré-natal. Esse acompanhamento é importante para prevenir, identificar e tratar qualquer problema que possa afetar a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê. O pré-natal ainda ajudará a mulher a entender as transformações que ocorrem em seu corpo e o impacto emocional da gravidez. Afinal, a gestante precisa estar bem para que o bebê se desenvolva saudável.

Entre os brasileiros, 69% [24] apontam o exame pré-natal como uma das três coisas mais importantes para o desenvolvimento do bebê. É a resposta com maior índice de concordância, e o reconhecimento de sua importância é uma boa notícia. Mas, de forma geral, o período de gestação é considerado apenas do ponto de vista médico e biológico, como indica a quantidade de práticas desse tipo citadas entre as três mais importantes: não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas (32%, a terceira mais citada), ter cuidado com o uso de remédios (14%), controlar a pressão (13%), cuidar da alimentação (12%) e controlar o peso (10%).

De acordo com a pesquisa, os aspectos psicossociais ficam em segundo plano: embora seja a segunda resposta mais votada, apenas metade da população (48%) aponta a necessidade de o bebê receber carinho dos pais e familiares entre as três ações mais importantes para o desenvolvimento do bebê durante a gestação. Itens correlatos também têm votações menos expressivas, como a necessidade de conversar com o bebê (marcada por apenas 24% dos entrevistados), a importância de a mãe receber apoio da família (16%) e a aceitação da gravidez pela mãe (14%).

Apesar de reconhecer que o ambiente afeta a criança durante a gravidez, o público tem pouco conhecimento sobre essa influência, o processo de desenvolvimento intrauterino e a importância do momento do parto.[25]

Informações que valem ser divulgadas

  • O desenvolvimento da criança começa de fato no momento da concepção. Os cuidados durante a gestação, portanto, são determinantes para o processo de desenvolvimento, já que diversas estruturas do corpo estão em fase de formação e maturação. Assim, a ausência de atenção à fase intrauterina pode dificultar o bom desenvolvimento na primeira infânciahelp_outline.
  • O acompanhamento médico é essencial tanto para a mãe quanto para o bebê, mas a comunicação desse período deve ir além do ponto de vista médico e biológico.
  • Atividades estimulantes, como ler ou cantar para o bebê durante a gravidez, podem ajudar na construção do vínculo entre mãe e bebê mesmo antes do nascimento. Por volta da 25ª semana de gestação, o bebê já é capaz de ouvir os ruídos do organismo da mãe, bem como sua voz e outros sons do ambiente externo, e tem potencial para estabelecer comunicação e reter memórias afetivas.

Informação sem complicação

  • Aborde, sempre que possível, por meio de depoimentos ou exemplos, como é importante ter uma rotina agradável na gestação, com apoio emocional, exercícios físicos e momentos de descanso e lazer.
  • A comunicação deve valorizar ainda a rede de apoio. Procure reforçar com exemplos práticos de sua experiência pessoal ou profissional, ou mesmo com menções a estudos e pesquisas sobre o assunto, que a gestação deve ser amparada tanto pela família quanto pela comunidade.[26]
  • Procure reconhecer em suas comunicações que outras emoções acompanham esse período, como a angústia, a ansiedade e a depressão. A abordagem mais humanizada e menos idealizada da gestação é sempre melhor para a mãe e, em especial, para o bebê.
  • Ressalte a importância de serem feitas, no mínimo, oito consultas pré-natais.
  • Mencione, sempre que possível, que o Marco Legal da Primeira Infância garantiu uma série de direitos para as gestantes e as famílias com criançashelp_outline na primeira infância, como orientação sobre aleitamento materno, crescimento e desenvolvimento infantil integral (art. 14, § 3º).
  • O cuidado na gestação e nos primeiros meses também pode ser visto pelo prisma do ODS 3 (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da ONU), que promove a saúde e o bem-estar e traz uma mensagem clara: quanto antes se investe na criança – ou, no caso, no bebê – e na família que a protege, mais se reduz a chance de ela desenvolver doenças cardiovasculares e não transmissíveis ao longo da vida adulta. Veja mais sobre os ODS e a primeira infância.

Ferramentas de comunicação e outras inspirações

Sugestões de imagens

  • Para mostrar a importância de uma rotina agradável na gravidez, procure usar imagens de gestantes em momentos de descanso e lazer, realizando exercícios físicos indicados para esse período, em situações que destacam o apoio da família à gestação e que exemplificam como elas podem ser atendidas e apoiadas em suas atividades pela comunidade.
Crédito: Fernando Martins
  • Um jeito de ilustrar como se forma o vínculo com o bebê durante a gravidez é usar imagens de gestantes lendo, cantando ou colocando músicas para o filho ainda na barriga.
Crédito: Thinkstock

Saiba o que pode afetar o coração da mulher

Há 60 anos, os homens morriam muito mais de infarto do que as mulheres. Entretanto, hoje essa relação está praticamente equilibrada. Segundo o Ministério da Saúde, doenças cardiovasculares já são a principal causa de morte entre as mulheres.

Estilo de vida, aumento da obesidade, aumento da diabetes, sedentarismo são algumas das causas.

A mulher ocupa um lugar na sociedade bem diferente de anos atrás, com muito mais tarefas, além das domésticas. Nesse cenário, a mulher passa a não cuidar da sua alimentação ou a não fazer uma atividade física, por exemplo.

O curioso é que as mulheres se preocupam mais com o câncer do que com doenças cardiovasculares. “Dados apontam que 60% das mulheres acham que elas morrem de câncer e 15% acham que pode ser o coração. Na verdade, é ao contrário – 60% das mulheres morrem de problemas cardíacos e 17% de câncer”, alerta o cardiologista e consultor do Bem Estar Roberto Kalil.

A mulher tem alguns fatores de risco particulares que aumentam a probabilidade de doenças cardiovasculares:

  • Hipertensão na gravidez
  • Diabetes gestacional
  • Menopausa
  • Ovário policístico
  • Uso de anticoncepcional

A prevenção começa pelo conhecimento do próprio corpo. Cerca de 60% das mulheres desconhecem os níveis de colesterol. Testar níveis de colesterol, de açúcar no sangue e fazer atividade física são coisas fundamentais para diminuir o risco cardiovascular

Fonte: G1

A importância da Psico-oncologia

Em primeiro lugar, é importante definirmos a Psico-Oncologia como uma área de interseção entre a Psicologia e a Oncologia, que busca compreender e estudar as variáveis do comportamento relacionadas ao processo de adoecimento e cura, e as intervenções ao longo de todo este mesmo processo. Está área de atuação profissional surgiu na década de 1970, com a psiquiatra Jimmie Holland, no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em Nova Iorque. Ela criou um serviço de atendimento, pesquisa e treinamento para investigar os aspectos emocionais envolvidos no processo de doença e tratamento do câncer e avaliar a interferência na vida dos pacientes. Visando sempre a melhor forma de intervenção para reduzir o sofrimento do paciente durante o tratamento oncológico e aumentar sua qualidade de vida também.

O papel de um psicólogo em um ambulatório de Oncologia é oferecer suporte emocional para que o paciente possa expressar seus sentimentos, compreender as dificuldades do momento vivido, perceber as situações que lhe mobilizam emocionalmente e instrumentalizá-lo para lidar da melhor maneira possível com as alterações e limitações impostas pela doença e pelo tratamento. O acompanhamento psicológico é indicado, geralmente, quando notamos certa dificuldade de adaptação e adesão aos tratamentos propostos e quando ocorrem sintomas depressivos e/ou ansiosos.

Outro ponto importante a ser ressaltado é a família do paciente oncológico. Por ser tratar de uma doença complexa, o familiar normalmente está bastante envolvido no processo de tratamento, tanto do ponto de vista operacional quanto do ponto de vista emocional; e cabe à equipe de saúde a ter um olhar cuidadoso a essa família ao longo do período de tratamento do paciente. O psico-oncologista pode abordar o paciente e sua família, tanto individualmente como em grupo, dependendo de alguns aspectos clínicos e institucionais.

Um questionamento muito comum que surge a respeito da prática do psicólogo em Oncologia, é se ter tristeza e angústia é normal durante o tratamento. Posso afirmar que sim, é normal, mas dependendo da intensidade e da duração destes sentimentos. Se esses ficarem muito intensos, ao ponto de interferirem no funcionamento do paciente e na adesão ao tratamento, é importantíssimo buscar ajuda especializada.

Para finalizar, é também função do psico-oncologista dar apoio emocional e suporte aos profissionais de saúde que lidam diariamente e intensamente com os pacientes oncológicos. Algumas ações institucionais, como grupos de apoio, oficinas e aulas, são exemplos de ações de cuidado com o profissional.

A experiência do câncer é geralmente desafiadora, independente do local, da extensão, do prognóstico e dos resultados do tratamento. Todas essas transformações na rotina do paciente podem contribuir para o desequilíbrio psicológico dele e desencadear diversas reações emocionais. Por essas razões, o tratamento psicológico presta inestimável ajuda no enfrentamento do tratamento oncológico.”

Por: Laura Campos – Psicóloga-oncológica do Americas Centro de Oncologia Integrado

Risco de doenças cardíacas aumenta após a menopausa

Muitas mulheres não sabem, mas existe uma relação entre doenças cardíacas e menopausa. É preciso ficar especialmente atenta à saúde do coração nesse período.

coração feminino precisa de atenção. Após os 40 anos, o risco de doenças cardiovasculares aumenta, mas depois dos 50, quando chega a época da menopausa, ele cresce ainda mais: há um aumento de 30% no número de casos de infarto e cirurgias cardíacas em mulheres nesse período, segundo a dra. Magaly Arrais, cirurgiã cardiovascular do Hospital do Coração de São Paulo (HCor).

O hormônio estrogênio é um protetor e aliado do coração, pois estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo. Com a chegada da menopausa, o nível desse hormônio diminui, o que aumenta o risco do desenvolvimento de algumas doenças. Assim, quem tem menopausa precoce também fica vulnerável mais cedo a doenças cardiovasculares, pois os níveis de estrogênio começam a baixar antes.

Hoje, 30% das pessoas que sofrem infarto são do sexo feminino, e a cada ano elas estão mais expostas ao risco. No Brasil, mais de 200 mulheres morrem por dia vítimas de infarto. Se somarmos problemas cardíacos e cerebrovasculares, como AVC, o número de mortes chega a ser seis vezes maior que as causadas por câncer de mama.

Existem mulheres que nunca mediram a pressão arterial ou a taxa de colesterol, por exemplo. E fazer isso é muito importante.

 

FATORES DE RISCO

Segundo a cardiologista, as mulheres estão a cada ano mais expostas ao risco de doenças cardiovasculares, pois cerca de 40% apresentam aumento da circunferência abdominal, mais de 20% fumam, 18% são ex-fumantes, 23% têm seus níveis de pressão arterial acima do preconizado e 21% possuem alteração dos níveis de colesterol. Todos esses são fatores de risco para doenças cardíacas.

Mulheres com histórico familiar de doenças cardiovasculares ou que tiveram doenças inflamatórias, doenças autoimunes e obesidade também têm mais risco de desenvolver problemas cardíacos. O risco pode ser maior para quem usa determinados tipos de anticoncepcional, por isso é indicado buscar orientação médica antes de começar a tomar pílula. É preciso atenção especial para a dupla anticoncepcional e fumo, pois a pílula altera a produção hormonal, enquanto o cigarro predispõe a reações inflamatórias. “Essa combinação é uma bomba-relógio. Uma hora vai explodir”, diz a dra. Arrais.

O sedentarismo também deve ser combatido. A atividade física deixa os vasos mais dilatados, facilitando o fluxo sanguíneo, e ajuda a controlar melhor o peso, a pressão arterial e a frequência cardíaca. “Os atletas, por exemplo, têm frequência cardíaca mais baixa, ou seja, o coração precisa trabalhar menos”, explica a cirurgiã.

O estresse é outro fator relevante. A médica esclarece que, quando passamos por uma situação estressante, nosso cérebro estimula glândulas a secretar determinados hormônios que aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca. Quem vive sob estresse contínuo acaba passando por esse processo muitas vezes, o que pode desencadear eventos cardíacos mais graves. Além disso, existe a questão psicológica: pessoas muito estressadas podem desenvolver estados depressivos. “A mulher tem acumulado vários papéis. O ritmo acelerado a expõe a muito estresse e favorece hábitos pouco saudáveis, como o sedentarismo e a má alimentação. O tabagismo, a falta de atividade física regrada, o consumo excessivo de bebida alcoólica e alimentos com altos índices de colesterol e gordura contribuem para a obstrução das artérias coronárias. É o cenário perfeito para um infarto ou um derrame”, afirma.

 

ATENÇÃO AOS SINTOMAS

Em geral, as mulheres são mais tolerantes à dor. Em muitos casos, justamente por conta do acúmulo de tarefas, elas acabam ignorando sinais de que algo está errado e perdem a chance de obter um diagnóstico rápido quando ficam doentes. A médica comenta que algumas sentem dor nas costas, dor no estômago e náuseas e pensam que é apenas algo pontual quando, na verdade, já podem estar desenvolvendo algum problema cardíaco. “Existem mulheres que nunca mediram a pressão arterial ou a taxa de colesterol, por exemplo. E fazer isso é muito importante. Sintomas também não devem ser negligenciados. Se você sentiu desconforto torácico, dor ou algo diferente, procure um médico para fazer uma avaliação”, recomenda a cardiologista.

A dica é começar a se cuidar cedo. Quando uma pessoa mais velha começa a ter os sintomas de doenças cardiovasculares, provavelmente os problemas já se iniciaram há algum tempo. Eles podem ser resultado de anos de hábitos danosos à saúde. “A placa na parede da artéria não se forma de um dia para o outro, são vários mecanismos. Cada pessoa tem um mecanismo diferente, mas todos esses hábitos podem ser trabalhados ao longo da vida”, afirma Magaly.

É fundamental realizar avaliações médicas periódicas. Aquelas que já se enquadram no grupo de risco (que inclui hipertensãodiabetes, obesidade, tabagismo, colesterol alto, estresse, sedentarismo e histórico familiar) não devem esperar o período da menopausa para ir ao médico, mas procurá-lo antes dos 30 anos. Após os 40, é indicado que a mulher compareça a consultas periódicas, pois já está na fase da pré-menopausa e o nível de estrogênio começa a cair. Depois dos 50, é indispensável fazer uma avaliação, no mínimo, uma vez por ano.

Dispareunia: Dor durante a relação sexual não é normal

Dor durante a relação sexual em mulheres pode ter origem emocional ou física, mas não é normal apresentar o sintoma. Conheça suas possíveis causas e tratamentos.

 

A dor durante o ato sexual, também chamada de dispareunia, é mais comum do que se imagina. Ela dificulta não só a relação sexual, mas compromete a rotina da mulher porque impede qualquer tipo de penetração, inclusive na hora de fazer exames ginecológicos. Ela pode ser classificada em dois tipos: superficial, quando ocorre em torno da abertura da vagina, normalmente no momento da penetração, ou profunda, quando a dor é sentida dentro da pelve, em geral durante o movimento peniano. Em ambos os casos, as características da dor são as mesmas e se manifestam em forma de ardência ou como uma cólica muito forte.

 

DOENÇAS QUE PODEM CAUSAR DOR DURANTE A RELAÇÃO SEXUAL

 

A recomendação inicial é procurar ajuda especializada ao primeiro sinal de dor, e não postergar imaginando que o desconforto vai passar de uma hora para outra. O médico irá solicitar exames como ultrassom, papanicolaou e exames de urina para se certificar de que o desconforto não é sinal de alguns problemas comuns.

No caso da dor superficial, algumas possíveis causas são: infecções genitais como herpes e candidíase (que costumam causar bastante ardência, já que a área da vulva fica inflamada), vaginismo (condição na qual a musculatura pélvica se contrai involuntariamente, tornando a penetração inviável) e sensibilidade aumentada na área vaginal.

Durante o exame ginecológico, os médicos pode fazer um teste rápido para identificar se você sofre de dor provocada, isto é, causada por algum agente externo como absorvente interno, coletor menstrual ou a própria penetração. O teste é simples e consiste em pressionar a área sensível com um cotonete.

 

 A dor profunda pode ser sinal de endometriose, que costuma ser uma das grandes responsáveis pela dor durante o ato sexual por conta do quadro inflamatório que provoca na pelve.

Cistos no ovário e cicatrizes na região pélvica provindas de alguma infecção, cirurgia ou radioterapia também podem se manifestar com dor durante o sexo.

É importante também ficar atenta à possibilidade de esse sintoma ter relação com a chegada da menopausa, pois nessa fase pode haver ressecamento vaginal por conta da diminuição do nível de estrogênio.

 

NÃO DEIXE DE LADO OS FATORES EMOCIONAIS

 

Não podemos esquecer que as causas da dispareunia podem ser de fundo emocional. Sexo ainda é tabu para muitas mulheres, cuja sexualidade com frequência é reprimida, o que dificulta a busca por informação. Existem pacientes que sentem o desconforto desde a primeira relação sexual e acham que isso é normal, que a dor faz parte da relação íntima. Assim, em vez de o sintoma ser encarado imediatamente como um problema a ser tratado, muitas podem pensar que é comum e negligenciar a procura por tratamento.

O cenário é ainda mais delicado se a mulher tiver passado por experiências traumáticas relacionadas à sexualidade, incluindo abuso e repressão por questões de gênero, ocorrências muito frequentes no Brasil. Mulheres com tal histórico tendem a suportar muitas dores e guardar os problemas para si.

 Porém, não são necessários grandes traumas para o sintoma aparecer. A dor pode surgir quando a mulher está com medo do contato íntimo por qualquer motivo, ou quando sente forte insegurança em relação à sua imagem, por exemplo. Esses fatores fazem com que ela não se sinta relaxada, o que dificulta a lubrificação vaginal e, consequentemente, provoca dor e desconforto. É o caso de procurar um psicólogo ou terapeuta.

É importante buscar esse tipo de acompanhamento o quanto antes, pois tratamentos que envolvem a saúde emocional podem ser longos. Além disso, conviver com a dor durante o sexo tende a provocar sentimentos de frustração e baixa autoestima, além de comprometer a saúde do relacionamento. Guarde: não é normal sentir dor.

 

TRATAMENTO DA DISPAREUNIA

 

Uma dica simples para aumentar lubrificação vaginal é utilizar lubrificantes próprios para uso íntimo e investir mais tempo nas preliminares. Contudo, o mais importante é descobrir a origem da dor e atuar nela.

Se você tem sentido dor em todas as relações sexuais, é preciso buscar ajuda especializada. O diagnóstico é fundamental, portanto, o primeiro passo é marcar uma consulta com o ginecologista para verificar se existe alguma doença por trás do sintoma. Problemas desse tipo geralmente são combatidos com antifúngicos ou antibióticos.

Para pacientes com endometriose, há muitas opções de tratamento cirúrgico ou clínico. Para os casos de vaginismo, sessões de fisioterapia pélvica podem ajudar. Nesses casos, é comum treinar a capacidade de se ter algo dentro da vagina, iniciando com a inserção, pela própria mulher, de objetos chamados dilatadores.

Se a questão for emocional, vale a consulta com um psiquiatra e, na maior parte das vezes, iniciar um acompanhamento terapêutico.

Sexualidade feminina: Esqueça a vergonha e seja dona de si

Entre quatro paredes tudo está liberado, não é mesmo? Para algumas mulheres, não. A sexualidade feminina ainda rende tabus. Há quem não consiga explorar e valorizar os próprios desejos. Assim, fica difícil dominar o e mostrar ao parceiro que algumas vontades podem ser prazerosas para ambos.

De acordo com a sexóloga Laura Meyer, despertar a sensualidade é essencial. A mulher que ainda se sente tímida ao tirar a roupa ou falar sobre suas preferências deve tentar melhorar a autoestima e livrar-se das paranoias. Saiba como fazer isso.

Tabus da sexualidade feminina

“A mulher que procura melhorar sua aparência usando roupas provocantes, cuidando do e perfumando-se para despertar o interesse do parceiro certamente está com sua sensualidade à flor da pele”, explica a sexóloga. Ao se produzir, ela também se sente melhor, garantindo a autoconfiança que precisa para deixar os medos de lado. “Ao sentir que é bem-sucedida em seu objetivo, sente-se segura e continuará agindo dessa forma sensual.”

Há quem acredite que se masturbar é um erro, por exemplo. Esse é um dos tabus que, além de ultrapassados, podem prejudicar o prazer feminino. A mulher que consequentemente não sabe o que é bom e o que garante bem-estar para si mesma. Por isso, separar um tempo para se divertir e descobrir do que você gosta é, sim, necessário.

sexo anal também é sinônimo de polêmica. Adorado por muitos homens e temido por várias mulheres, o ato deve ser discutido pelos parceiros e praticado, caso os dois se sintam à vontade. Se existe confiança e intimidade, o parceiro irá com calma e você sentirá prazer. O importante é manter diálogo e comentar quando algo está desconfortável.

Mitos e verdades da sexualidade feminina

1. Mulheres não têm tanto desejo sexual quanto os homens

Verdade. Segundo Laura, eles pensam muito mais em sexo que elas e, consequentemente, sentem mais desejo. Enquanto os homens pensam no que pode rolar em uma transa, as mulheres não sentem a necessidade de imaginar e pensar nisso ao longo de todo o dia. Ainda assim, o desejo sexual existe e deve ser explorado.

2. A masturbação pode atrapalhar o prazer sexual com o parceiro

Mito.Ela garante o autoconhecimento e proporciona transas mais quentes. A partir do momento em que você descobre do que gosta, deixa de perder tempo com estímulos que não garantem tanto prazer. De acordo com Laura, a masturbação pode atrapalhar apenas “se a mulher deixar de fazer a relação sexual com o parceiro para se masturbar”.

3. Mulheres apenas sentem prazer por masturbação clitoriana

Mito. É mais fácil sentir prazer com o estímulo clitoriano, fato. Laura destaca que o clitóris é o gatilho do prazer na grande maioria das mulheres. Porém, a também pode garantir boas sensações. O orgasmo vaginal depende muito da prática, da intimidade com o parceiro e do autoconhecimento.

4. O orgasmo feminino é difícil de alcançar

Mito. É fácil, desde que você esteja relaxada e conheça os pontos que garantem mais prazer. O orgasmo feminino, segundo Laura, é difícil nos casos em que a mulher seja sexualmente reprimida ou não esteja excitada. Se o parceiro for empenhado, inclusive, pode garantir sensações únicas e prolongadas.

21 razões para ir no ginecologista antes dos 21 anos

  • 1. Cuidar da saúde do seu corpo;
  • 2. Iniciar bons hábitos para ter ossos saudáveis;
  • 3. Manter peso adequado e saudável;
  • 4. Diagnosticar e tratar possíveis infecções urinárias;
  • 5. Tratamento para corrimento vaginal;
  • 6. Cuidados com acne e excesso de pelos;
  • 7. Tratar cólicas menstruais;
  • 8. Descobrir a causa de sua menstruação ter um fluxo intenso;
  • 9. Descobrir por que seu ciclo é curto ou longo e como tratar irregularidade menstrual;
  • 10. Como lidar com a TPM;
  • 11. Iniciar a vida sexual de maneira saudável e segura;
  • 12. Saber quando uma relação sexual é arriscada;
  • 13. Tirar dúvidas sobre relacionamentos homoafetivos;
  • 14. Informar-se antes de iniciar a vida sexual;
  • 15. Escolher um método anticoncepcional para evitar uma gravidez indesejada antes da hora;
  • 16. Informações e planejamento para uma futura gravidez segura;
  • 17. Fazer um teste de gravidez;
  • 18. Iniciar o pré-natal se estiver grávida;
  • 19. Saber como evitar doenças sexualmente transmitidas;
  • 20. Realizar vacina do HPV;
  • 21. Realizar teste de sífilis e HIV.

Para o que realmente servem os apps de ciclo menstrual?

O ciclo menstrual dura em média 28 dias. Vinte e oito dias que proporcionam a vivência dos mais variados sentimentos, dores, fome, energia e preguiça.

Para facilitar a vida das pessoas, surgiram aplicativos dedicados ao ciclo menstrual. E de fato, ajuda mesmo! Além de monitorar o ciclo menstrual é possível também relatar sentimentos e sensações que acontecem durante o período, abrindo portas para um autoconhecimento mais potente.

A partir desses dados, o app cria um gráfico que pode ajudar a mulher a se organizar, fornecendo informações como “no 14º dia, você costuma ter mais dor de cabeça e nas mamas e vontade de comer doces”.

Sabendo desses padrões com antecedência, é possível tomar algumas medidas profiláticas: se você tem muita dor de cabeça no dia x, comece a tomar analgésicos dois dias antes da menstruação; se tem muita vontade de doces, prepare-se mentalmente e planeje-se para dar preferência a chocolates 70% cacau.

O problema é que muitas mulheres também usam os apps como método contraceptivo, já que eles estimam o período fértil.  Em agosto de 2018, o Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, aprovou pela primeira vez na história um aplicativo de menstruação como método para evitar gravidez..   

No entanto, este app precisa ser usado juntamente com um termômetro de temperatura corporal basal (TCB), mais sensível que os termômetros comuns usados para medir febre. Com as informações pessoais inseridas pela usuária e as temperaturas medidas de acordo com orientações do próprio aplicativo, a tecnologia seria capaz de informar os dias em que a mulher precisa “usar proteção” (situação indicada por um círculo vermelho) ou nos quais ela “não está fértil” (círculo verde). O desenvolvedor do aplicativo, baseado na Suécia, recomenda medir a temperatura pelo menos cinco vezes por semana e esperar três ciclos completos para que o programa entenda bem o ciclo pessoal da usuária. 

A verdade é que, como prevenção de gravidez, este aplicativo só vai funcionar para mulheres que têm ciclos bem regulares e que conhecem muito seu próprio corpo. Ainda assim, não é garantido, pois estresse, atividade física, gordura corporal, tudo interfere em nosso ciclo a cada mês. Sem contar que muitas pacientes acabam ovulando precoce ou tardiamente.

Fonte: Drauzio Varella