Saiba o que pode afetar o coração da mulher

Há 60 anos, os homens morriam muito mais de infarto do que as mulheres. Entretanto, hoje essa relação está praticamente equilibrada. Segundo o Ministério da Saúde, doenças cardiovasculares já são a principal causa de morte entre as mulheres.

Estilo de vida, aumento da obesidade, aumento da diabetes, sedentarismo são algumas das causas.

A mulher ocupa um lugar na sociedade bem diferente de anos atrás, com muito mais tarefas, além das domésticas. Nesse cenário, a mulher passa a não cuidar da sua alimentação ou a não fazer uma atividade física, por exemplo.

O curioso é que as mulheres se preocupam mais com o câncer do que com doenças cardiovasculares. “Dados apontam que 60% das mulheres acham que elas morrem de câncer e 15% acham que pode ser o coração. Na verdade, é ao contrário – 60% das mulheres morrem de problemas cardíacos e 17% de câncer”, alerta o cardiologista e consultor do Bem Estar Roberto Kalil.

A mulher tem alguns fatores de risco particulares que aumentam a probabilidade de doenças cardiovasculares:

  • Hipertensão na gravidez
  • Diabetes gestacional
  • Menopausa
  • Ovário policístico
  • Uso de anticoncepcional

A prevenção começa pelo conhecimento do próprio corpo. Cerca de 60% das mulheres desconhecem os níveis de colesterol. Testar níveis de colesterol, de açúcar no sangue e fazer atividade física são coisas fundamentais para diminuir o risco cardiovascular

Fonte: G1

A importância da Psico-oncologia

Em primeiro lugar, é importante definirmos a Psico-Oncologia como uma área de interseção entre a Psicologia e a Oncologia, que busca compreender e estudar as variáveis do comportamento relacionadas ao processo de adoecimento e cura, e as intervenções ao longo de todo este mesmo processo. Está área de atuação profissional surgiu na década de 1970, com a psiquiatra Jimmie Holland, no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em Nova Iorque. Ela criou um serviço de atendimento, pesquisa e treinamento para investigar os aspectos emocionais envolvidos no processo de doença e tratamento do câncer e avaliar a interferência na vida dos pacientes. Visando sempre a melhor forma de intervenção para reduzir o sofrimento do paciente durante o tratamento oncológico e aumentar sua qualidade de vida também.

O papel de um psicólogo em um ambulatório de Oncologia é oferecer suporte emocional para que o paciente possa expressar seus sentimentos, compreender as dificuldades do momento vivido, perceber as situações que lhe mobilizam emocionalmente e instrumentalizá-lo para lidar da melhor maneira possível com as alterações e limitações impostas pela doença e pelo tratamento. O acompanhamento psicológico é indicado, geralmente, quando notamos certa dificuldade de adaptação e adesão aos tratamentos propostos e quando ocorrem sintomas depressivos e/ou ansiosos.

Outro ponto importante a ser ressaltado é a família do paciente oncológico. Por ser tratar de uma doença complexa, o familiar normalmente está bastante envolvido no processo de tratamento, tanto do ponto de vista operacional quanto do ponto de vista emocional; e cabe à equipe de saúde a ter um olhar cuidadoso a essa família ao longo do período de tratamento do paciente. O psico-oncologista pode abordar o paciente e sua família, tanto individualmente como em grupo, dependendo de alguns aspectos clínicos e institucionais.

Um questionamento muito comum que surge a respeito da prática do psicólogo em Oncologia, é se ter tristeza e angústia é normal durante o tratamento. Posso afirmar que sim, é normal, mas dependendo da intensidade e da duração destes sentimentos. Se esses ficarem muito intensos, ao ponto de interferirem no funcionamento do paciente e na adesão ao tratamento, é importantíssimo buscar ajuda especializada.

Para finalizar, é também função do psico-oncologista dar apoio emocional e suporte aos profissionais de saúde que lidam diariamente e intensamente com os pacientes oncológicos. Algumas ações institucionais, como grupos de apoio, oficinas e aulas, são exemplos de ações de cuidado com o profissional.

A experiência do câncer é geralmente desafiadora, independente do local, da extensão, do prognóstico e dos resultados do tratamento. Todas essas transformações na rotina do paciente podem contribuir para o desequilíbrio psicológico dele e desencadear diversas reações emocionais. Por essas razões, o tratamento psicológico presta inestimável ajuda no enfrentamento do tratamento oncológico.”

Por: Laura Campos – Psicóloga-oncológica do Americas Centro de Oncologia Integrado

Risco de doenças cardíacas aumenta após a menopausa

Muitas mulheres não sabem, mas existe uma relação entre doenças cardíacas e menopausa. É preciso ficar especialmente atenta à saúde do coração nesse período.

coração feminino precisa de atenção. Após os 40 anos, o risco de doenças cardiovasculares aumenta, mas depois dos 50, quando chega a época da menopausa, ele cresce ainda mais: há um aumento de 30% no número de casos de infarto e cirurgias cardíacas em mulheres nesse período, segundo a dra. Magaly Arrais, cirurgiã cardiovascular do Hospital do Coração de São Paulo (HCor).

O hormônio estrogênio é um protetor e aliado do coração, pois estimula a dilatação dos vasos, facilitando o fluxo sanguíneo. Com a chegada da menopausa, o nível desse hormônio diminui, o que aumenta o risco do desenvolvimento de algumas doenças. Assim, quem tem menopausa precoce também fica vulnerável mais cedo a doenças cardiovasculares, pois os níveis de estrogênio começam a baixar antes.

Hoje, 30% das pessoas que sofrem infarto são do sexo feminino, e a cada ano elas estão mais expostas ao risco. No Brasil, mais de 200 mulheres morrem por dia vítimas de infarto. Se somarmos problemas cardíacos e cerebrovasculares, como AVC, o número de mortes chega a ser seis vezes maior que as causadas por câncer de mama.

Existem mulheres que nunca mediram a pressão arterial ou a taxa de colesterol, por exemplo. E fazer isso é muito importante.

 

FATORES DE RISCO

Segundo a cardiologista, as mulheres estão a cada ano mais expostas ao risco de doenças cardiovasculares, pois cerca de 40% apresentam aumento da circunferência abdominal, mais de 20% fumam, 18% são ex-fumantes, 23% têm seus níveis de pressão arterial acima do preconizado e 21% possuem alteração dos níveis de colesterol. Todos esses são fatores de risco para doenças cardíacas.

Mulheres com histórico familiar de doenças cardiovasculares ou que tiveram doenças inflamatórias, doenças autoimunes e obesidade também têm mais risco de desenvolver problemas cardíacos. O risco pode ser maior para quem usa determinados tipos de anticoncepcional, por isso é indicado buscar orientação médica antes de começar a tomar pílula. É preciso atenção especial para a dupla anticoncepcional e fumo, pois a pílula altera a produção hormonal, enquanto o cigarro predispõe a reações inflamatórias. “Essa combinação é uma bomba-relógio. Uma hora vai explodir”, diz a dra. Arrais.

O sedentarismo também deve ser combatido. A atividade física deixa os vasos mais dilatados, facilitando o fluxo sanguíneo, e ajuda a controlar melhor o peso, a pressão arterial e a frequência cardíaca. “Os atletas, por exemplo, têm frequência cardíaca mais baixa, ou seja, o coração precisa trabalhar menos”, explica a cirurgiã.

O estresse é outro fator relevante. A médica esclarece que, quando passamos por uma situação estressante, nosso cérebro estimula glândulas a secretar determinados hormônios que aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca. Quem vive sob estresse contínuo acaba passando por esse processo muitas vezes, o que pode desencadear eventos cardíacos mais graves. Além disso, existe a questão psicológica: pessoas muito estressadas podem desenvolver estados depressivos. “A mulher tem acumulado vários papéis. O ritmo acelerado a expõe a muito estresse e favorece hábitos pouco saudáveis, como o sedentarismo e a má alimentação. O tabagismo, a falta de atividade física regrada, o consumo excessivo de bebida alcoólica e alimentos com altos índices de colesterol e gordura contribuem para a obstrução das artérias coronárias. É o cenário perfeito para um infarto ou um derrame”, afirma.

 

ATENÇÃO AOS SINTOMAS

Em geral, as mulheres são mais tolerantes à dor. Em muitos casos, justamente por conta do acúmulo de tarefas, elas acabam ignorando sinais de que algo está errado e perdem a chance de obter um diagnóstico rápido quando ficam doentes. A médica comenta que algumas sentem dor nas costas, dor no estômago e náuseas e pensam que é apenas algo pontual quando, na verdade, já podem estar desenvolvendo algum problema cardíaco. “Existem mulheres que nunca mediram a pressão arterial ou a taxa de colesterol, por exemplo. E fazer isso é muito importante. Sintomas também não devem ser negligenciados. Se você sentiu desconforto torácico, dor ou algo diferente, procure um médico para fazer uma avaliação”, recomenda a cardiologista.

A dica é começar a se cuidar cedo. Quando uma pessoa mais velha começa a ter os sintomas de doenças cardiovasculares, provavelmente os problemas já se iniciaram há algum tempo. Eles podem ser resultado de anos de hábitos danosos à saúde. “A placa na parede da artéria não se forma de um dia para o outro, são vários mecanismos. Cada pessoa tem um mecanismo diferente, mas todos esses hábitos podem ser trabalhados ao longo da vida”, afirma Magaly.

É fundamental realizar avaliações médicas periódicas. Aquelas que já se enquadram no grupo de risco (que inclui hipertensãodiabetes, obesidade, tabagismo, colesterol alto, estresse, sedentarismo e histórico familiar) não devem esperar o período da menopausa para ir ao médico, mas procurá-lo antes dos 30 anos. Após os 40, é indicado que a mulher compareça a consultas periódicas, pois já está na fase da pré-menopausa e o nível de estrogênio começa a cair. Depois dos 50, é indispensável fazer uma avaliação, no mínimo, uma vez por ano.

Dispareunia: Dor durante a relação sexual não é normal

Dor durante a relação sexual em mulheres pode ter origem emocional ou física, mas não é normal apresentar o sintoma. Conheça suas possíveis causas e tratamentos.

 

A dor durante o ato sexual, também chamada de dispareunia, é mais comum do que se imagina. Ela dificulta não só a relação sexual, mas compromete a rotina da mulher porque impede qualquer tipo de penetração, inclusive na hora de fazer exames ginecológicos. Ela pode ser classificada em dois tipos: superficial, quando ocorre em torno da abertura da vagina, normalmente no momento da penetração, ou profunda, quando a dor é sentida dentro da pelve, em geral durante o movimento peniano. Em ambos os casos, as características da dor são as mesmas e se manifestam em forma de ardência ou como uma cólica muito forte.

 

DOENÇAS QUE PODEM CAUSAR DOR DURANTE A RELAÇÃO SEXUAL

 

A recomendação inicial é procurar ajuda especializada ao primeiro sinal de dor, e não postergar imaginando que o desconforto vai passar de uma hora para outra. O médico irá solicitar exames como ultrassom, papanicolaou e exames de urina para se certificar de que o desconforto não é sinal de alguns problemas comuns.

No caso da dor superficial, algumas possíveis causas são: infecções genitais como herpes e candidíase (que costumam causar bastante ardência, já que a área da vulva fica inflamada), vaginismo (condição na qual a musculatura pélvica se contrai involuntariamente, tornando a penetração inviável) e sensibilidade aumentada na área vaginal.

Durante o exame ginecológico, os médicos pode fazer um teste rápido para identificar se você sofre de dor provocada, isto é, causada por algum agente externo como absorvente interno, coletor menstrual ou a própria penetração. O teste é simples e consiste em pressionar a área sensível com um cotonete.

 

 A dor profunda pode ser sinal de endometriose, que costuma ser uma das grandes responsáveis pela dor durante o ato sexual por conta do quadro inflamatório que provoca na pelve.

Cistos no ovário e cicatrizes na região pélvica provindas de alguma infecção, cirurgia ou radioterapia também podem se manifestar com dor durante o sexo.

É importante também ficar atenta à possibilidade de esse sintoma ter relação com a chegada da menopausa, pois nessa fase pode haver ressecamento vaginal por conta da diminuição do nível de estrogênio.

 

NÃO DEIXE DE LADO OS FATORES EMOCIONAIS

 

Não podemos esquecer que as causas da dispareunia podem ser de fundo emocional. Sexo ainda é tabu para muitas mulheres, cuja sexualidade com frequência é reprimida, o que dificulta a busca por informação. Existem pacientes que sentem o desconforto desde a primeira relação sexual e acham que isso é normal, que a dor faz parte da relação íntima. Assim, em vez de o sintoma ser encarado imediatamente como um problema a ser tratado, muitas podem pensar que é comum e negligenciar a procura por tratamento.

O cenário é ainda mais delicado se a mulher tiver passado por experiências traumáticas relacionadas à sexualidade, incluindo abuso e repressão por questões de gênero, ocorrências muito frequentes no Brasil. Mulheres com tal histórico tendem a suportar muitas dores e guardar os problemas para si.

 Porém, não são necessários grandes traumas para o sintoma aparecer. A dor pode surgir quando a mulher está com medo do contato íntimo por qualquer motivo, ou quando sente forte insegurança em relação à sua imagem, por exemplo. Esses fatores fazem com que ela não se sinta relaxada, o que dificulta a lubrificação vaginal e, consequentemente, provoca dor e desconforto. É o caso de procurar um psicólogo ou terapeuta.

É importante buscar esse tipo de acompanhamento o quanto antes, pois tratamentos que envolvem a saúde emocional podem ser longos. Além disso, conviver com a dor durante o sexo tende a provocar sentimentos de frustração e baixa autoestima, além de comprometer a saúde do relacionamento. Guarde: não é normal sentir dor.

 

TRATAMENTO DA DISPAREUNIA

 

Uma dica simples para aumentar lubrificação vaginal é utilizar lubrificantes próprios para uso íntimo e investir mais tempo nas preliminares. Contudo, o mais importante é descobrir a origem da dor e atuar nela.

Se você tem sentido dor em todas as relações sexuais, é preciso buscar ajuda especializada. O diagnóstico é fundamental, portanto, o primeiro passo é marcar uma consulta com o ginecologista para verificar se existe alguma doença por trás do sintoma. Problemas desse tipo geralmente são combatidos com antifúngicos ou antibióticos.

Para pacientes com endometriose, há muitas opções de tratamento cirúrgico ou clínico. Para os casos de vaginismo, sessões de fisioterapia pélvica podem ajudar. Nesses casos, é comum treinar a capacidade de se ter algo dentro da vagina, iniciando com a inserção, pela própria mulher, de objetos chamados dilatadores.

Se a questão for emocional, vale a consulta com um psiquiatra e, na maior parte das vezes, iniciar um acompanhamento terapêutico.

Sexualidade feminina: Esqueça a vergonha e seja dona de si

Entre quatro paredes tudo está liberado, não é mesmo? Para algumas mulheres, não. A sexualidade feminina ainda rende tabus. Há quem não consiga explorar e valorizar os próprios desejos. Assim, fica difícil dominar o e mostrar ao parceiro que algumas vontades podem ser prazerosas para ambos.

De acordo com a sexóloga Laura Meyer, despertar a sensualidade é essencial. A mulher que ainda se sente tímida ao tirar a roupa ou falar sobre suas preferências deve tentar melhorar a autoestima e livrar-se das paranoias. Saiba como fazer isso.

Tabus da sexualidade feminina

“A mulher que procura melhorar sua aparência usando roupas provocantes, cuidando do e perfumando-se para despertar o interesse do parceiro certamente está com sua sensualidade à flor da pele”, explica a sexóloga. Ao se produzir, ela também se sente melhor, garantindo a autoconfiança que precisa para deixar os medos de lado. “Ao sentir que é bem-sucedida em seu objetivo, sente-se segura e continuará agindo dessa forma sensual.”

Há quem acredite que se masturbar é um erro, por exemplo. Esse é um dos tabus que, além de ultrapassados, podem prejudicar o prazer feminino. A mulher que consequentemente não sabe o que é bom e o que garante bem-estar para si mesma. Por isso, separar um tempo para se divertir e descobrir do que você gosta é, sim, necessário.

sexo anal também é sinônimo de polêmica. Adorado por muitos homens e temido por várias mulheres, o ato deve ser discutido pelos parceiros e praticado, caso os dois se sintam à vontade. Se existe confiança e intimidade, o parceiro irá com calma e você sentirá prazer. O importante é manter diálogo e comentar quando algo está desconfortável.

Mitos e verdades da sexualidade feminina

1. Mulheres não têm tanto desejo sexual quanto os homens

Verdade. Segundo Laura, eles pensam muito mais em sexo que elas e, consequentemente, sentem mais desejo. Enquanto os homens pensam no que pode rolar em uma transa, as mulheres não sentem a necessidade de imaginar e pensar nisso ao longo de todo o dia. Ainda assim, o desejo sexual existe e deve ser explorado.

2. A masturbação pode atrapalhar o prazer sexual com o parceiro

Mito.Ela garante o autoconhecimento e proporciona transas mais quentes. A partir do momento em que você descobre do que gosta, deixa de perder tempo com estímulos que não garantem tanto prazer. De acordo com Laura, a masturbação pode atrapalhar apenas “se a mulher deixar de fazer a relação sexual com o parceiro para se masturbar”.

3. Mulheres apenas sentem prazer por masturbação clitoriana

Mito. É mais fácil sentir prazer com o estímulo clitoriano, fato. Laura destaca que o clitóris é o gatilho do prazer na grande maioria das mulheres. Porém, a também pode garantir boas sensações. O orgasmo vaginal depende muito da prática, da intimidade com o parceiro e do autoconhecimento.

4. O orgasmo feminino é difícil de alcançar

Mito. É fácil, desde que você esteja relaxada e conheça os pontos que garantem mais prazer. O orgasmo feminino, segundo Laura, é difícil nos casos em que a mulher seja sexualmente reprimida ou não esteja excitada. Se o parceiro for empenhado, inclusive, pode garantir sensações únicas e prolongadas.

21 razões para ir no ginecologista antes dos 21 anos

  • 1. Cuidar da saúde do seu corpo;
  • 2. Iniciar bons hábitos para ter ossos saudáveis;
  • 3. Manter peso adequado e saudável;
  • 4. Diagnosticar e tratar possíveis infecções urinárias;
  • 5. Tratamento para corrimento vaginal;
  • 6. Cuidados com acne e excesso de pelos;
  • 7. Tratar cólicas menstruais;
  • 8. Descobrir a causa de sua menstruação ter um fluxo intenso;
  • 9. Descobrir por que seu ciclo é curto ou longo e como tratar irregularidade menstrual;
  • 10. Como lidar com a TPM;
  • 11. Iniciar a vida sexual de maneira saudável e segura;
  • 12. Saber quando uma relação sexual é arriscada;
  • 13. Tirar dúvidas sobre relacionamentos homoafetivos;
  • 14. Informar-se antes de iniciar a vida sexual;
  • 15. Escolher um método anticoncepcional para evitar uma gravidez indesejada antes da hora;
  • 16. Informações e planejamento para uma futura gravidez segura;
  • 17. Fazer um teste de gravidez;
  • 18. Iniciar o pré-natal se estiver grávida;
  • 19. Saber como evitar doenças sexualmente transmitidas;
  • 20. Realizar vacina do HPV;
  • 21. Realizar teste de sífilis e HIV.

Para o que realmente servem os apps de ciclo menstrual?

O ciclo menstrual dura em média 28 dias. Vinte e oito dias que proporcionam a vivência dos mais variados sentimentos, dores, fome, energia e preguiça.

Para facilitar a vida das pessoas, surgiram aplicativos dedicados ao ciclo menstrual. E de fato, ajuda mesmo! Além de monitorar o ciclo menstrual é possível também relatar sentimentos e sensações que acontecem durante o período, abrindo portas para um autoconhecimento mais potente.

A partir desses dados, o app cria um gráfico que pode ajudar a mulher a se organizar, fornecendo informações como “no 14º dia, você costuma ter mais dor de cabeça e nas mamas e vontade de comer doces”.

Sabendo desses padrões com antecedência, é possível tomar algumas medidas profiláticas: se você tem muita dor de cabeça no dia x, comece a tomar analgésicos dois dias antes da menstruação; se tem muita vontade de doces, prepare-se mentalmente e planeje-se para dar preferência a chocolates 70% cacau.

O problema é que muitas mulheres também usam os apps como método contraceptivo, já que eles estimam o período fértil.  Em agosto de 2018, o Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, aprovou pela primeira vez na história um aplicativo de menstruação como método para evitar gravidez..   

No entanto, este app precisa ser usado juntamente com um termômetro de temperatura corporal basal (TCB), mais sensível que os termômetros comuns usados para medir febre. Com as informações pessoais inseridas pela usuária e as temperaturas medidas de acordo com orientações do próprio aplicativo, a tecnologia seria capaz de informar os dias em que a mulher precisa “usar proteção” (situação indicada por um círculo vermelho) ou nos quais ela “não está fértil” (círculo verde). O desenvolvedor do aplicativo, baseado na Suécia, recomenda medir a temperatura pelo menos cinco vezes por semana e esperar três ciclos completos para que o programa entenda bem o ciclo pessoal da usuária. 

A verdade é que, como prevenção de gravidez, este aplicativo só vai funcionar para mulheres que têm ciclos bem regulares e que conhecem muito seu próprio corpo. Ainda assim, não é garantido, pois estresse, atividade física, gordura corporal, tudo interfere em nosso ciclo a cada mês. Sem contar que muitas pacientes acabam ovulando precoce ou tardiamente.

Fonte: Drauzio Varella

Candidíase de repetição

A cândida é um fungo que vive em harmonia conjuntamente com a flora vaginal, mas quando a nossa imunidade cai, ela passa se proliferar e provoca o que chamamos de candidíase.

Além da ardência e coceira, manifesta-se também aquele corrimento branquinho, com uma textura similar a de coalhada.

Toda mulher vai vivenciar a candidíase em algum momento da vida, e tudo bem! Faz parte e costuma ser fácil de tratar. O problema é quando ela vence todos os tratamentos e se repete constantemente.

Quando isso acontece, é importante ficar atenta à questões emocionais. Muitas vezes, o nosso corpo somatiza conflitos mentais que estamos evitando lidar. A somatização não é nada mais que um alerta para você tomar alguma atitude!

Se o seu caso for candidíase de repetição, além de procurar um ginecologista, também procure uma terapeuta para conversar sobre tudo o que você está passando. Entender o seu contexto de atual de vida e como ele faz te sentir, vai ajudar a melhorar todo esse incômodo, físico e mental.

A alimentação também entra na jogada, tanto como aliada como inimiga. Preste atenção no que você anda comendo. Evite consumir açúcar refinado em excesso, massas e carboidratos no geral.

 

Fonte: Lasciva Lua

TPM é ruim, mas você já ouviu falar de TDPM?

Só quem menstrua sabe o que é TPM. De repente, você se vê irritada com qualquer acontecimento, extremamente sensível e desejando loucamente aquele chocolate do armário!

O inchaço da as caras, a cólica diz “oi sumida”, sono se despede e as idas ao banheiro se tornam mais frequentes.

Lembrando que não podemos generalizar, pois há sempre excessões em todos os casos.

Existem pessoas que simplesmente não tem TPM e pessoas que tem algo muito pior, a TDPM.

O Transtorno Disfórico Pré-menstrual é mais provável de acontecer em organismos em que a queda da serotonina, hormônio responsável pelo bom humor, é mais alta e que contam com uma predisposição genética. Ele atinge entre 8% e 10% das pessoas que menstruam e pode provocar:

  • Ira;
  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Pensamentos de desesperança;
  • Palpitação;
  • Queda da imunidade;
  • Crises de pânico;
  • Tensão muscular;
  • Distúrbios de sono e fome;
  • Alterações de humor severas;

Estes sintomas geralmente aparecem entre 1 e 2 semanas antes da menstruação e somem com a chegada dela.

A TDPM exige tratamento profissional, mas o diagnóstico pode começar em casa.

Anote em um caderninho como você se sente ao decorrer dos dias e, principalmente, o momento em que a menstruação desce. A partir deste exercício é possível descobrir se os sintomas tem relação com a menstruação ou não.

Ao perceber que os seus sintomas são severos e te transformam em outra pessoa, procure um ginecologista e converse com o profissional abertamente sobre o assunto.

Antes de qualquer intervenção medicamentosa, é essencial buscar tratamentos que estimulem naturalmente a produção de serotonina, como:

  • Alimentação saudável, com destaque para alimentos constituídos por carboidratos complexos, cálcio e vitamina bc, responsáveis por melhorar o humor;
  • Terapia de longo ou curto prazo ( como hipnose ou PNL);
  • Atividade física, se possível;
  • Exposição ao sol;
  • Meditação;
  • Desenvolvimento de técnicas para controlar a ira.

Se os sintomas persistirem mesmo assim, será necessário partir para antidepressivos mais leves chamados de inibidores de receptação da serotonina e, em último caso, a pílula anticoncepcional, pois ela pode provocar outros efeitos colaterais desagradáveis.

A dica mais importante é o autoconhecimento. Evite tomar grandes decisões nos períodos que antecedem a menstruação. Nestes momentos, você está sob grande influência dos hormônios.

Mulheres são mais vulneráveis ao HIV

HIV não é sinônimo de AIDS

HIV é a sigla para Vírus da imunodeficiência humana. Este vírus é contraído por meio de relações sexuais, de mãe para filho durante a gravidez ou amamentação, por meio de transfusão sanguínea, seringas e objetos cortantes contaminados. 

A fase inicial da contaminação por HIV é chamada de Síndrome Retroviral. Em muitos casos, ela pode apresentar diversos sintomas temporários, mas que não aparentam sérios por serem confundidos com uma gripe ou virose. Entre eles, estão:

  • Febre Alta
  • Fraqueza
  • Lesões de Pele
  • Dor de Garganta
  • Linfonodos Palpáveis e Indolores
  • Perda de Peso
  • Diarréia
  • Suores Noturnos
  • Dores Musculares

Após aproximadamente 4 semanas, os sintomas desaparecem e o paciente entra na fase latente. Esta fase é assintomática, no entanto, tem o potencial de destruir todo o nosso sistema de defesa, assim, causando a a Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS).

Daí que surge a importância de se realizar exames periódicos, pois contrair HIV não é sinônimo de contrair AIDS. Quanto antes o diagnóstico for feito, maior será a efetividade do tratamento e, consequentemente, menores serão os danos do sistema imunológico, protegendo o corpo da AIDS.

Os tratamentos de hoje permitem que diversos indivíduos portadores de HIV vivam uma vida inteira saudável sem sequer chegar no estágio da AIDS.

Por que as mulheres estão mais vulneráveis ao HIV?

A superfície do órgão genital feminino é muito maior nas mulheres do que nos homens. Por ser externa, a mucosa da vagina acaba se tornando porta de entrada para o HIV ao ter contato com o esperma soropositivo.

Segundo Rowena Johnston, vice-presidente da Fundação Americana para a Pesquisa da AIDS (amfAR), há indícios de que as próprias defesas do organismo feminino contribuam para facilitar a propagação do vírus pelo corpo.

De acordo com a especialista, a mulher teria um sistema imune mais ativo, o que, em se tratando de vírus como o HIV, pode ser algo ruim. “Como o sistema imunológico passa o tempo todo tentando, sem sucesso, combater esse agente infeccioso, eventualmente ele pode falhar e parar de responder como deveria”, informa Rowena.

Vulnerabilidade social

Além das questões físicas, há também questões sociais. Muitas mulheres casadas não acham que podem contrair a doença do marido, e há solteiras que costumam ter dificuldade em negociar o uso do preservativo com o parceiro. “Sem falar que as mulheres estão muito mais sujeitas a sofrerem violência sexual”, lembra Rowena Johnston, que também é diretora de pesquisa da amfAR.

Aids e mulheres em números: por que você deve ficar alerta

  • Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres representam mais da metade das pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo inteiro.
  • De todas as mortes causadas pela aids no Brasil até 2012 28,4% ocorreram entre mulheres, de acordo com o Boletim Epidemiológico Aids HIV/Aids 2013.
  • O documento do Ministério da Saúde também aponta que a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres é de 13 a 19 anos.
  • No sexo feminino, 86,8% dos casos registrados em 2012 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV, segundo o boletim.

 

Prevenção e cuidados

Camisinha

A camisinha ou preservativo continua sendo o método mais eficaz para prevenir muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, a sífilis, a gonorreia e alguns tipos de hepatites em qualquer tipo de relação sexual (anal, oral ou vaginal), seja homem com mulher, homem com homem ou mulher com mulher.

Cuidado com objetos cortantes

Devido a possibilidade de se transmitir o vírus HIV durante o compartilhamento de objetos perfuro-cortantes, que entrem em contato direto com o sangue, é indicado o uso de objetos descartáveis. Se os instrumentos não forem descartáveis, como lâmina de depilação, navalhas e alicates de unha, é recomendável que se faça uma esterilização simples (fervendo, passando álcool ou água sanitária).

Atenção à transfusões sanguíneas

O contagio de diversas doenças, principalmente do vírus HIV, através da transfusão de sangue e da doação de órgãos tem contribuído para que as instituições de coleta selecionem criteriosamente seus doadores e adotem regras rígidas para testar, transportar, estocar e transfundir o material. Estes procedimentos estão garantindo cada vez mais um número menor de casos de transmissão de doenças através da transfusão de sangue e da doação de órgãos.

Prevenção no uso de drogas injetáveis

Os usuários de drogas injetáveis também precisam tomar alguns cuidados: Ter matérias de uso próprio (seringa, agulha, etc) e não compartilhá-los com outros usuários; Não reutilizar as agulhas e seringas; Descartar os instrumentos em local seguro, dentro de uma caixa ou embalagem.

Gravidez

É importante que toda mulher grávida faça o teste que identifica a presença do vírus HIV. Se o exame for positivo, a gestante vai receber um tratamento adequado para evitar a transmissão para o filho na hora do parto.

A gestante soropositiva recebe ao longo da gravidez e no momento do parto medicamentos indicados pelo médico. Até as seis primeiras semanas de vida, o recém nascido também deverá fazer uso das drogas.

Como a transmissão do HIV de mãe para filho também pode acontecer durante a amamentação, através do leite materno, será necessário substituir o leito materno por leite artificial ou humano processado em bancos de leite que fazem aconselhamento e triagem das doadoras.

Um furacão chamado menopausa

Resumidamente falando, menopausa é a data que marca a última menstruação – ela ocorre, em média, entre 48 e 51 anos de idade, devido à interrupção da produção dos hormônios femininos pelos ovários.

No entanto, para a maioria das mulheres, ela é muito mais que uma mera alteração hormonal. A menopausa é uma fase marcante, que traz um turbilhão de emoções, mudanças e sofrimentos. É um momento que a mulher deve ser forte, por mais que seu corpo diga o contrário. É um momento para repensar e reconstruir sua vida a partir das novas oportunidades que surgem.

Perimenopausa

A perimenopausa é ponto de partida.  É período em as alterações hormonais começam, como a queda de estrogênio e da progesterona. Estas oscilações deixam a mulher maluca, ou melhor, mais vulnerável fisicamente e psiquicamente. As ondas de calor também chegam com tudo, e vem muito bem acompanhadas de  desânimo, a irritabilidade, inclusive insônia perda de memória.

Questões sexuais, então? Vish! Perda de libido e dores durante o ato são as principais. As dores são consequência do afinamento do epitélio e da redução da lubrificação por conta da falta de estrogênio, sua produtora.

Menopausa

Depois do sufoco, ainda vem mais sufoco.  Além dos fatores hormonais, outros desafios surgem para bagunçar a vida das mulheres. Um deles é relação com sua família, amigos e consigo mesma. Filhos crescidinhos e morando sozinhos, relações amorosas recentes ou tão antigas que precisam de manutenção e amigos mais distantes.

Um fator que torna o desafio ainda maior, é a mudança de personalidade. Pois é, aquela sua amiga que era super extrovertida e topava tudo, agora não sai mais de casa e está sempre desanimada. Querendo ou não, estas alterações afetam o autoestima, a relação consigo mesma e a relação com os outros.

Como ajudar?

É importante analisar a vida desta mulher de cabo a rabo, para poder compreender a potência dessas mudanças em sua vida. Como um terapeuta vai saber se a personalidade de sua paciente mudou se ele não faz ideia de como ela era antes? Quanto mais detalhes, melhor será o tratamento.

Inclusive, é comprovado cientificamente que mulheres que tiveram depressão pós-parto e TPM são mais suscetíveis a desenvolver problemas psicológicos na menopausa.

A reposição hormonal também é uma alternativa, mas que não é ideal para todas as mulheres. Sua escolha é interessante em casos de desânimo, alteração de humor, irritabilidade e insônia.

E não, reposição hormonal não engorda!

O que engorda é a redução da atividade metabólica que vai se agravando durante a vida.

O que pode ser feito por você!

A mudança de hábitos de vida é fundamental. Dedicar-se a atividades que lhe deem prazer, resgatem sua autoestima e te estimulem mentalmente. É importante aceitar novos desafios, buscar o convívio com os amigos e rever o tipo de relacionamento e vínculo estabelecido com as pessoas da família.

Atividade física também é fundamental. Além de prevenir a osteoporose, está provado que melhora o humor e a memória. O exercício físico não só aumenta a secreção de endorfinas, praticamente um analgésico natural, mas também aumenta a secreção de serotonina, um hormônio neurotransmissor que interfere positivamente no estado afetivo da mulher.

Pós-menopausa

A mulher na pós-menopausa pode contar com recursos médicos que garantem qualidade de vida em todas as suas funções, inclusive na sexualidade. O primeiro passo, portanto, é lutar contra o estigma e o preconceito vigente. Para tanto, abordamos o marido e os filhos dessas mulheres, pois as relações familiares pesam muito na gênese das alterações comportamentais da menopausa.

Vagina Museum

Em novembro de 2019, foi inaugurado o Museu da Vagina em Londres. Graças a deusa!

O museu nasceu graças a uma campanha de arrecadação que recebeu 50 mil libras (R$272 mil) de mais de mil doadores. A entrada é gratuita, mas o museu ainda aceita doações de visitantes e vende dezenas de produtos relacionados à vagina.

A vagina sempre foi um órgão pouco falado, escondido e censurado por mitos e suposições:

“Vagina fede”

“Pelos são nojentos”

“Menstruação, que horror”

“Ob tira a virgindade”

O museu veio para destruir todas essas afirmações e muitos outros, que na verdade chegam ser ofensas de tão absurdas e que podem causar problemas de saúde! Por exemplo, passar desodorante nas partes íntimas, ou depilar tudo e até mesmo limpar por dentro. Tudo isso faz um mal danado para a saúde vaginal, que é limpinha por sinal, viu?

A educação anatômica também é parte do conjunto da obra. Afinal, quase todo mundo acha que o clitóris é minúsculo, sendo que ele tem cerca de 8cm! Aquela coisinha é só a ponta do iceberg, meu bem!

A dá voz para a comunidade LGBT e mostra que nem toda as mulheres tem vagina e vulva e nem todo mundo que tem vagina e vulva é mulher.

O museu da vagina não é só para quem tem vagina, é para toda a sociedade. Finalmente chegou o momento em que podemos falar abertamente sobre este órgão tão importante que só foi estudado pela primeira vez em 1998! 

Check list pós-sexo

Sexo é bom! Melhor ainda é cuidar da saúde vaginal quando ele termina e seguir sua vida muito bem, obrigada!

Seguem algumas dicas para continuar pleníssima após relações sexuais.

Faça xixi após a relação

Durante uma relação sexual, com ou sem camisinha, as bactérias do ânus se aproximam da uretra e da vagina e além disso, a penetração pode criar microfissuras que são porta de entrada para essas bactérias. Por isso, é importante fazer xixi após o sexo para eliminar os microorganismos e evitar as chances de desenvolver uma infecção urinária.

Na hora de se limpar, é fundamental o papel higiênico de frente pra trás, da vulva para o ânus. Assim, os organismos dos ânus não passam para a vagina.

Limpe a vagina

Além de fazer xixi após a relação,  é aconselhável limpar a região externa da vagina suavemente com sabonete neutro ou íntimo para que não se remova a camada de gordura protetora. Não se preocupe com a higienização interna, pois a vagina dá conta de tudo!

Dê um espaço pra ela

Vulva e vagina ficam quente e úmidas, elas precisam respirar. Deixe os tecidos sintéticos de lado, porque eles abafam e muito. O ideal é dormir sem nada, no máximo uma lingerie de algodão ou pijamas larguinhos.

A umidez é o ponto de encontro para as bactérias!

Hidrate-se

Relações sexuais necessitam de esforço físico, como se fosse um exercício mesmo! Então é bom tomar água para recuperar tudo que foi perdido por meio do suor. Pode não parecer, mas a desidratação afeta todo o corpo, inclusive a vagina.

Cuidados íntimos para o verão

Xô umidade e abafo!

Aproveite a piscina, mergulhe no mar, mas não fique o dia inteiro com roupa de banho molhada. Um ambiente úmido e quente é perfeito para a proliferação dos fungos que moram na vagina. Quando estão em pouca quantidade, não há problema algum, mas tudo em excesso faz mal.

Mantenha a parte de baixo da roupa de banho bem ventilada e no sol, para que ela sempre seque. Assim que chegar em casa, já para o banho bem tomado para tirar todos os resquícios de sal, cloro, areia e suor. Um cuidado tão simples pode evitar aquela coceira insuportável, irritação, ardência e até mesmo candidíase.

Nem pense em sabote perfumado!

Essa dica não é só pro verão e sim para a vida toda. Sempre lave a vulva, a virilha e o meio do bumbum com sabonete neutro. Nossas partes íntimas são muito sensíveis, então não é aconselhável usar produtos com muitos componentes químicos, como perfume e corante.

Disclaimer: Jamais lave por dentro do canal vaginal. A natureza a fez capaz de realizar a auto-limpeza.

Também é aconselhável limpar as roupas de banho e as calcinhas com sabonete neutro!

Evite roupas apertadas e de pouca ventilação

A virilha sofre tanto no calor, sua que só! Ela chega a sufocar quando usamos aquele shortinho apertado. O abafamento pode alterar o nosso ph vaginal, além de gerar mal odor.

Aposte em mais leves, barquinhas e arejadas.

Tecidos sintéticos, pode?

Poder pode, mas o ideal é usar roupas de tecidos naturais, como o famoso algodão. Esse material permite a transpiração da pele, evitando aquele abafamento citado anteriormente.

Aposente o carefree

Sabia que os mini protetores absorventes contem um monte de químicos? Todos esse componentes são absorvidos pela nossa vulva, facilitando uma possível reação alérgica. A calcinha já é suficiente e o corrimento fisiológico faz parte da saúde da mulher. Não há porque ter nojo.

Calcinhas absorventes são uma boa alternativa para mulheres que não se sentem vontade sem carefree.


Maneire na depilação

A depilação total pode ser considerada esteticamente legal, mas já não se pode dizer que é tão legal quando o assunto é saúde íntima. Os pelos estão lá por um motivo: para proteção.

Evite depilar no mesmo dia que você for usar roupa de banho, pois o corpo fica com feridinhas após a depilação. Essa feridinhas são a porta de entrada para microorganismos que causam inflamações e infecções cutâneas.

Depressão pós-parto

Nove meses de expectativa não é pouco! Quantos cenários já foram imaginados?

O bebê nascendo, o bebê mamando, o quartinho, as roupinhas, a primeira palavra, o primeiro passo, as fotinhos, enfim, todos os momentos que estão por vir alimentam as expectativas da mãe.

A bolsa rompe, o trabalho de parto começa…Vish! É um stress que só. Mas o bebe acaba nascendo e a emoção é grande: finalmente todos as fantasias maternas vão se realizar.

Só que em 80% dos casos acaba não sendo assim. Por diversas razões.

Durante a gravidez, além das altas expectativas,  também ocorre um pico nos hormônios, principalmente no estrogênio e na progesterona, que se associam ao humor. Assim que a mãe dá a luz, esses níveis despencam e podem causar uma tristeza fisiológica na mulher, chamada de Baby Blues.

Essa tristeza costuma aparecer alguns dias depois do parto e dura no máximo 15 dias. A mulher é tomada por uma sensação de melancolia e desânimo, acompanhados de um certo cansaço e frustração. Mas nada que atrapalhe sua vontade de viver, seus interesses e seus cuidados com o bebê.

Além das questões fisiológicas também tem a questão da privação de sono e da mudança da rotina, que podem dar uma balançada no humor!

Depois de duas semanas, a compensação de hormônios retorna, a mãe se adapta à nova rotina e ao novo ser que a acompanha, e tudo volta ao normal. O problema é quando essa tal tristeza vai aparecendo gradativamente, até que em um mês ou em até seis meses após o parto, ela se torna um fardo na vida da mulher.

Aí já é motivo de preocupação. A mãe sente um desânimo descomunal, que bagunça a sua rotina, rouba seus interesses e a afasta de todos, inclusive do seu filho. Nessa ocasião, o motivo é a depressão pós-parto.

 Segundo revelam as estatísticas americanas, a depressão pós-parto acomete em torno de 10% a 15% das mulheres.

Mulheres que já tiveram depressão em algum momento da vida apresentam grandes chances de ter depressão-pós parto, mesmo que já tiverem tratado. Inclusive, se a depressão ocorreu logo após o nascimento do primeiro filho, a chance de ter novamente após o nascimento do segundo filho é de 50%.

Infelizmente, muitas mães não bola para o que estão sentindo, muito menos as pessoas à sua volta. E isso não deve acontecer. A depressão pós-parto tem a mesma gravidade que uma depressão comum e vai muito além da relação de mãe e filho. Ela afeta todas as esferas da vida da mulher.

Tratamento

São indicados alguns antidepressivos específicos que passam menos para o leite materno e o esquema é discutido com a mulher. Uma das sugestões é desprezar o leite colhido algumas horas depois de tomada a medicação, aquele em que os componentes da droga estão mais concentrados, e oferecer o colhido mais tarde. Isso diminui a exposição da criança ao antidepressivo e permite utilizá-lo durante o aleitamento.

 O tratamento medicamentoso é sempre fundamental. Embora algumas depressões desapareçam espontaneamente, uma porcentagem significativa se cronifica. E tem mais: se não for tratado, o episódio agudo pode deixar um resíduo que se confunde com a distimia, uma forma de depressão mais leve, crônica, que interfere na capacidade de raciocínio e no desempenho funcional. Muitas vezes, essa depressão contínua é considerada um traço da personalidade da mulher e nenhuma providencia efetiva é posta em prática.

Como a depressão em geral tem múltiplos fatores determinantes, isto é, não é provocada só por condições biológicas, mas tem fatores sociais e familiares envolvidos, a psicoterapia individual ajuda a mulher a lidar melhor com o problema e a descobrir que tem um potencial que precisa ser estimulado.

Psicose Puerperal

 Depressão pós-parto e psicose puerperal são quadros muito diferentes. Felizmente, os casos de psicose são raros. A prevalência é de um caso para cada cem mil nascimentos.

O início da psicose puerperal é precoce. Durante a primeira semana depois do parto, a mulher perde o contato com a realidade e começa a acreditar em coisas que não existem, a ouvir vozes, a ter a sensação de incorporações com entidades, delírios e crenças irracionais.

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