Infecção Urinária de Repetição na Mulher – Estratégias de Prevenção

Por Rafael Mendes Moroni e Luiz Gustavo Oliveira Brito

Introdução

Infecções urinárias de repetição constituem um quadro que pode determinar impacto significativo sobre a qualidade de vida da mulher. Em tais mulheres, uma série de possíveis medidas e tratamentos pode ser instituída, visando reduzir a frequência dos episódios

Escolha de método contraceptivo

O uso de diafragma, capuz cervical e espermicidas (mesmo preservativos masculinos contendo espermicidas) eleva o risco de ITU recorrente. Mulheres com tais quadros e que utilizam tais métodos podem discutir métodos alternativos de contracepção (1).

Hábitos de higiene e micção

Apesar de a evidência ser limitada, a realização de higiene perineal e micção precocemente após o coito, além da ingesta abundante de líquidos visando aumentar o débito urinário, pode contribuir para redução do risco (2).

Antibióticos

O uso de antimicrobianos em regimes de profilaxia, ou o tratamento auto-administrado pela mulher ao sentir os primeiros sintomas de uma ITU, são possíveis modalidades de manejo utilizando antibióticos. É importante dizer que não existem trabalhos com mais de seis meses de antibioticoprofilaxia mostrando qual deverá ser a sequência de tratamento mais adequada após o primeiro tratamento.

O uso de regimes contínuos, diários, de profilaxia já foi extensamente estudado por inúmeros estudos controlados, utilizando diferentes antibióticos (nitrofurantoína, sulfametoxazol-trimpetoprim, norfloxacino), comparados entre si e com placebo (3–5), e demonstram excelente eficácia em reduzir a incidência de recorrências quando comparados ao placebo. Uma meta-analise da fundação Cochrane envolvendo 10 ensaios controlados e 430 mulheres (6), comparando múltiplos antibióticos versus placebo, demonstrou um redução de quase 80% [RR = 0,21 (IC95% 0,13 a 0,34)] para um episódio de recorrência microbiológica no grupo antibiótico. A recorrência clínica também foi significativamente reduzida com antibiótico. Por outro lado, os grupos que utilizaram antimicrobianos apresentaram maior incidência de efeitos adversos, incluindo candidíase genital e sintomas gastrointestinais. Na comparação entre os diversos antibióticos, individualmente, não se obteve evidência de superioridade de nenhum dos agentes. Tem sido dada preferência do uso à nitrofurantoína para essa indicação, devido ao perfil desse agente de atingir concentrações clinicamente significativas somente no trato urinário, tendo, teoricamente, menor potencial de interferir com a microbiota de outros órgãos, como o intestino e a vagina (7). O uso de nitrofurantoína por períodos muito prolongados, porém, pode se associar a fibrose pulmonar e a hepatotoxicidade, especialmente em pacientes com insuficiência renal e clearance de creatinina inferior 30mL/min (8). Além dos efeitos adversos, outro problema associado a profilaxia contínua com antibióticos é o potencial de desenvolvimento resistência microbiana ao agente utilizado, o que já foi observado em estudos com sulfametoxazol-trimetoprim (SMX-TMP) e com ciprofloxacino (9,10). O tempo de uso de regimes contínuos de profilaxia é motivo de controvérsia; alguns autores sugerem o uso por seis meses, seguido de um período de observação sem antibióticos, mas períodos mais prolongados, de até cinco anos, já foram estudados, e podem ser utilizados em mulheres que retomam os quadros de infecções recorrentes após suspensão do regime de profilaxia (10).

Para mulheres em que se observa uma relação entre os quadros recorrentes de ITU e a atividade sexual, uma alternativa ao uso contínuo de antibioticoprofilaxia é a administração desses agentes após o coito, em um regime de profilaxia pós coital. Um estudo comparando a profilaxia pós-coital com ciprofloxacino 125mg versus uso contínuo da mesma dose diária observou redução comparável na incidência de ITUs sintomáticas (De 3,6 e 3,7 ITUs por paciente-ano para 0,46 e 0,42 ITUs por paciente-ano nos grupos de profilaxia pós-coital e contínua, respectivamente) (9). Na comparação com placebo, SMX-TMP em regime pós coital foi significativamente melhor em reduzir a incidência dos quadros de infecção em outro estudo controlado (com 3,6 e 0,3 ITUs por paciente-ano nos grupos placebo e profilaxia pós-coital, respectivamente) (11). Resumindo, não há diferença de eficácia entre a profilaxia contínua e a de pós-coito.

Outra estratégia para minimizar a exposição aos antimicrobianos e o impacto sobre a resistência bacteriana é o auto-tratamento, mediante o reconhecimento, pela mulher, dos sintomas sugestivos de um novo quadro de ITU. Já se demonstrou uma acurácia de 85% a 95% para o auto-diagnóstico de ITU pela mulher, com base em seus sintomas (12). A orientação médica é especialmente importante nesta estratégia, para que a mulher seja aderente às instruções e procure assistência em casos de persistência.

Cranberry

Existe evidência experimental de longa data demonstrando, in vitro, que extratos de cranberry reduzem a capacidade das E. coli uropatogênicas aderirem ao epitélio urotelial. O efeito clínico de tal propriedade, porém, é motivo de controvérsia. Alguns ensaios clínicos randomizados que compararam o uso de produtos derivados de cranberry (suco ou capsulas) com placebo demonstraram redução na incidência de novos episódios de ITU e de bacteriúria / piúria (13–15). Por outro lado, outros ensaios randomizados com comparações semelhantes não observaram diferença entre os grupos, sendo o número de recorrência observadas com o cranberry equivalente às do placebo (16,17). Mesmo meta-análises de ensaios randomizados não apresentam resultados consistentes. Uma revisão sistematizada com meta-análise demonstrou benefício em mulheres com ITUs recorrentes (RR = 0,53, IC95% 0,33-0,83), mas com elevada heterogeneidade clínica entre os ensaios (diferentes doses, diferentes produtos de cranberry, diferentes definições de ITU) (18). Já uma outra revisão sistematizada com meta-análise, da fundação Cochrane, incluindo um maior número de estudo e agregando mais participantes (24 estudos e 4473 mulheres) não demonstrou diferença significativa entre cranberry e nenhum tratamento ou placebo (RR = 0,86, IC95% 0,71 a 1,04) (19).

Não há evidência definitiva para se recomendar o uso de cranberry como tratamento eficaz em substituição aos antibióticos para mulheres com ITU de repetição, apesar de haver um mecanismo de ação plausível, e de vários ensaios clínicos sugerirem benefício. Por outro lado, em mulheres que desejem tentar tratamentos que não envolvam antimicrobianos, provavelmente os riscos e potenciais efeitos adversos são escassos e não haveria um malefício no seu uso.

Terapia hormonal tópica

Em mulheres menopausadas com quadros de ITU recorrente, o uso de terapia tópica com estrogênio é considerado eficaz em reduzir o risco de recorrências. O hormônio tópico reestabelece a flora vaginal normal, com redução do pH vaginal e menor potencial de colonização por enterobactérias (20).

Lactobacilos

O uso de probióticos, especialmente contendo lactobacilos, foi estudado devido ao potencial desses agentes de manter um pH vaginal reduzido, de reduzir a adesividade dos uropatógenos, e de produzir peróxido de hidrogênio, que pode eliminar enterobactérias do meio vaginal. Dentre quatro ensaios clínicos randomizados estudando o uso de lactobacilos administrados através de cápsulas vaginais, não se observou diferença significativa em comparação a placebo e a extrato lácteo em três desses estudos (15,21,22); no quarto estudo, que comparou lactobacilos com fator de crescimento de lactobacilos (que teria a função de estimular a replicação da microbiota vaginal normal), também não se observou diferença entre as duas intervenções, mas os autores afirmam que houve uma incidência 73% menor em ambos os grupos em comparação aos 12 meses antes das intervenções (de 6 episódios por paciente-ano para 1,6 e 1,3 para os grupos lactobacilo e fator de crescimento, respectivamente) (23)

A evidência é escassa e insuficiente para permitir uma recomendação quanto à eficácia do uso de lactobacilos vaginais para a prevenção de ITUs. Os riscos associados a tal intervenção, no entanto, são muito escassos, sendo apenas relatados episódios de bacteremia por probióticos em pacientes gravemente imunossuprimidos (24).

Imunoestimulantes

O uso de um extrato proveniente de 18 sorotipos de E.coli inativados por calor, denominado OM-89, é capaz de estimular tanto a imunidade inata quanto a adquirida, resultando em maior recrutamento de neutrófilos e células dendríticas, e na produção de imunoglobulinas G e A, específicas para os antígenos presentes no extrato de E.coli. Tal composto foi estudado por múltiplos ensaios clínicos, e uma meta-análise incluindo 4 estudos e 891 mulheres demonstrou uma redução significativa no número de recorrências (RR = 0,61, IC95% 0,48 a 0,78) em comparação a placebo. Além disso, não foram observados efeitos adversos significativos em comparação ao placebo (25).

Um lisado via vaginal (formato de supositório) de seis cepas de E. coli, uma cepa de Proteus, Morganella, K. pneumoniae e E. faecalis está em teste. Aparentemente, mostrou um maior tempo de reinfecção do que no placebo e menor incidência da ITU nas primeiras 4 semanas, porém sem diferença com 20 semanas. Um segundo estudo com uma dose de reforço após primeira aplicação diminuiu infecção (Hopkins et al. 2007)

D-Manose

D-Manose é um açúcar que pode agir impedindo a aderência bacteriana às células uroteliais. O mecanismo de ação proposto envolve sua ligação às fímbrias tipo 1 das enterobactérias, devido à semelhança com os receptores glicoproteicos do urotélio aos quais às fimbrias bacterianas se aderem, levando uma inibição competitiva da aderência bacteriana (26). Há poucos estudos avaliando tal intervenção, incluindo um ensaio randomizado comparando D-Manose, nitrofurantoína e nenhum agente, que demonstrou uma incidência significativamente maior de ITU recorrente no grupo sem profilaxia, em relação aos outros dois grupos, sem diferença significativa entre os grupos usando antibiótico ou D-manose. O grupo que usou D-manose, porém, apresentou uma incidência reduzido de efeitos adversos, em relação à nitrofurantoína (RR 0,276, p<0,0001), apesar de ambos serem bem tolerados (26).

Conclusões

Para aquelas mulheres que mantêm quadros recorrentes mesmo com medidas comportamentais e com tratamento da atrofia associada à menopausa, uma série de outras intervenções pode ser tentada, sendo o uso de antibióticos de forma profilática a mais extensamente estudada. Alternativas ao uso de anti-microbianos, tais como o consumo de cranberry, D-manose, e o uso de probióticos contendo lactobacilos podem ser tentadas, mas a evidência acerca da eficácia das mesmas é inconsistente. Por outro lado, o uso do OM-89 como imunoestimulante é mais eficaz que o placebo e comprovadamente reduz recorrências, sendo uma boa estratégia em pacientes com ITUs recorrentes por E.coli que não desejam utilizar antibióticos, ou quando os mesmos não forem eficazes.

Referências

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Fonte: Febrasgo

Brasileiras passam pelo menos três meses do ano com TPM

A tensão pré-menstrual, popularmente conhecida como TPM, pode até ser vista como uma “bobeira”, mas não é. Levando em consideração que as mulheres passam, em média, sete dias, por ciclo,com seus sintomas, no fim do ano se vão quase três meses de sofrimento. Um estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de São Paulo, revela que 80% das brasileiras que menstruam já experimentaram o desconforto do período.

O motivo para tantas mudanças, no humor e no corpo, em tão pouco tempo ainda não foi comprovado cientificamente.

— O que alguns estudos mostram é que isso ocorre por uma alteração hormonal. Os hormônios da mulher (estrogênio e progesterona) diminuem antes da menstruação — explica a ginecologista Thalita Russo Domenich, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Se somados, os sintomas da TPM podem chegar a 200. Especialistas costumam dividi-los em físicos e psicológicos. Os mais apontados pelas mulheres são cólicas, acne, irritabilidade, depressão, ansiedade, dores de cabeça e nas mamas e inchaço abdominal. Esses efeitos fazem algumas mulheres abrirem mão de compromissos por se sentirem mal.

Apesar de ser bem comum, não é normal que a mulher, todo mês, precise mudar sua rotina por causa da TPM. Nesses casos, é preciso procurar ajuda de um ginecologista.

— Podemos separar o período pré-menstrual em três níveis. No leve e no moderado, a mulher consegue seguir sua rotina. Mas no mais severo, que tem o nome de transtorno disfórico pré-menstrual, as relações sociais, profissionais e familiares da mulher ficam abaladas — afirma Daniela Angerame Yela, membro da comissão de Ginecologia Endócrina da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Para aliviar os sintomas e enfrentar a TPM, é preciso mudar hábitos.

Dicas para aliviar o problema

Procure seu médico

Se os sintomas passarem dos limites, vá ao ginecologista. Ele poderá avaliar, de acordo com o seu perfil, a possibilidade de administrar um anticoncepcional. A contracepção contínua, por exemplo, ajuda na estabilização dos níveis hormonais, combatendo os sintomas da TPM e trazendo mais tempo para você curtir a vida.

Escolha bem os alimentos

Priorize a ingestão de fibras e nutrientes encontrados em frutas, grãos, legumes e verduras. Evite consumir cafeína, alimentos com gordura saturada e sódio, geralmente encontrados em produtos industrializados. Também passe longe de bebidas alcoólicas nesse período.

Mexa-se mais

Pratique exercícios regularmente, principalmente os aeróbicos, que liberam endorfinas, resgatando a sensação de bem-estar e aliviando a irritabilidade típica da TPM.

Durma direito

Uma noite mal dormida já pode ser o suficiente para aumentar o estresse e a ansiedade. Por isso, a boa qualidade do sono é importante para regular o humor, principalmente quando os hormônios estão à flor da pele.

Pratique o que te faz bem

Escolha um dia para sair da rotina e fazer aquilo que mais gosta. Adotar hobbies também pode ajudar a combater os efeitos psicológicos da TPM. Meditação, aulas de dança e esportes são algumas opções.

Mantenha-se hidratada

Beba muita água, para estimular o trabalho dos rins e evitar o inchaço que ocorre nesse período. Também vale consumir frutas ricas em água, como melancia, melão e abacaxi, entre outras. Chás sem cafeína também são uma boa pedida.

Fonte: iBahia

6 tipos de hormônios e sua influência sobre o nosso humor

Os diferentes tipos de hormônios fabricados pelo nosso corpo não desempenham somente funções vitais para controlar determinados processos biológicos. Queiramos ou não, eles condicionam o nosso comportamento e até mesmo o nosso humor. Além disso, qualquer desequilíbrio hormonal pode nos levar a uma depressão ou a ver e sentir a nossa realidade de uma maneira muito diferente.

Todos nós gostamos de pensar que temos controle total sobre o nosso comportamento, nossos pensamentos e sobre cada uma das ações que realizamos. No entanto, estamos completamente subordinados a esse pequeno universo, poderoso e muitas vezes caótico, que são os nossos hormônios. Esses mensageiros proteicos responsáveis ​​pela regulação de uma infinidade de processos metabólicos também permeiam o nosso cérebro, controlando o nosso comportamento e até mesmo o tipo de pensamentos que podemos ter.

Os hormônios são os mensageiros químicos do corpo. Eles viajam através da corrente sanguínea para todos os tecidos e órgãos para controlar o nosso desenvolvimento, o nosso equilíbrio interno e o nosso bem-estar. No entanto, qualquer pequena alteração pode causar um forte impacto sobre a nossa saúde e o nosso comportamento.

Estamos conscientes de que, visto dessa maneira, pode parecer perturbador, porque poucas coisas podem ser tão perturbadoras como não ter o controle total sobre os nossos estados de ânimo. No entanto, devemos ter em mente que muitos desses desequilíbrios hormonais podem ser corrigidos através de um estilo de vida saudável. Nos alimentarmos corretamente, praticar esportes, gerenciar o estresse e estabelecer visitas periódicas com os nossos médicos de confiança pode ser de grande ajuda.

Não podemos esquecer, por exemplo, que diversas pessoas experimentam várias alterações comportamentais, estados de desamparo e apatia sem saber que sofrem de algum tipo de alteração na glândula da tireoide. Portanto, uma grande parte desses desequilíbrios associados aos diferentes tipos de hormônios podem ser tratados, seja através de medicamentos ou pela melhoria dos nossos hábitos de vida.

Tipos de hormônios e estados de ânimo associados a eles

Carla tem 35 anos e acabou de ter o seu primeiro filho. Ela construiu uma carreira bem sucedida, ocupava uma boa posição na empresa e tudo na vida dela estava perfeito até o nascimento do seu bebê. Algo imprevisto e ainda menos imaginado aconteceu. Ela se sentia incapaz de sair da cama, incapaz de cuidar do filho, de retornar à sua realidade e enfrentar essa nova etapa da sua vida.

Carla está sofrendo de depressão pós-parto, além de hipotireoidismo. Ela não escolheu esse estado de ânimo, ela não é uma mãe ruim ou desistiu da vida. Este exemplo simples, mas comum, nos mostra como o desequilíbrio de um certo tipo de hormônio pode afetar o nosso comportamento, o estado emocional e os pensamentos de uma maneira realmente devastadora.

Neste artigo veremos quais são os principais tipos de hormônios que influenciam o nosso comportamento e humor.

1. Cortisol

O cortisol é o hormônio que controla os estados de estresse e ansiedade. No entanto, a sua mera presença no nosso corpo não significa que perderemos o controle ou experimentaremos um estado de ansiedade. A chave está na quantidade que é liberada, no equilíbrio.

O cortisol é um hormônio glicocorticoide que é sintetizado a partir do colesterol justamente em algumas glândulas localizadas nos nossos rins (suprarrenais ou adrenais). Graças a ele, temos energia suficiente para nos levantarmos pela manhã, para começarmos as nossas tarefas e atividades diárias, e também reagirmos diante de situações que o nosso cérebro interpreta como perigosas.

O problema com este tipo de hormônio é quando ele é secretado em excesso. Quando acreditamos que apenas os problemas nos cercam, quando a vida se torna muito exigente e tudo parece escapar das nossas mãos, o nosso corpo libera muito cortisol.

Assim, no caso mencionado anteriormente, podemos dizer que a ciência já comprovou que as mulheres que experimentam um aumento de cortisol no sangue durante a gestação apresentam um risco maior de sofrer de depressão pós-parto.

2. Oxitocina

A oxitocina é um “hormônio polivalente”. Ela é composta por nove aminoácidos, regula a maioria dos nossos comportamentos prossociais, como os relacionamentos de casal, a sexualidade, a amizade, a necessidade de cuidados, a amamentação… Uma queda nos nossos níveis de oxitocina pode favorecer o aparecimento dos estados depressivos, tristeza, desamparo e um processo igualmente curioso: a falta de empatia.

Conforme demonstrado em um artigo publicado durante uma das conferências anuais da Sociedade Britânica de Endocrinologia, as pessoas com baixo nível de oxitocina apresentam resultados piores nas tarefas de empatia.

3. Melatonina

A melatonina sempre provocou grande interesse nas instituições científicas e seus pesquisadores. Sabemos que regula os nossos ciclos de sono e vigília. No entanto, nos últimos anos, comprovou-se que esse hormônio também retarda o envelhecimento precoce e atua como um protetor neurológico.

  • A melatonina ou a N-acetil-5-metoxitriptamina é um hormônio sintetizado a partir do triptofano e produzido na glândula pineal. Um nível adequado deste hormônio favorece o nosso descanso e também sincroniza os ritmos dos nossos neurotransmissores cerebrais.
  • Por sua vez, um déficit de melatonina não causa somente insônia. Podemos experimentar também um enfraquecimento dos nossos processos cognitivos (menos atenção, perda de memória…), e ainda um maior risco de doenças neurodegenerativas.

4. Os hormônios da tireoide

Os hormônios tireoidianos são macromoléculas cujo equilíbrio preciso, queiramos ou não, favorece o nosso bem-estar, o nosso estado de espírito e a saúde. Eles intervêm em praticamente todos os processos metabólicos e funcionais do nosso organismo que regulam esse universo endócrino onde o T1, T2, T3, T4, e TSH desempenham um papel indispensável.

Para que a tireoide desempenhe o seu trabalho de forma harmônica e precisa, ela necessita de matérias-primas, como o iodo ou vitamina B12. Curiosamente, estes são dois elementos que geralmente não estão muito presentes nas nossas dietas ocidentais…

Qualquer irregularidade na tireoide, tanto se ela trabalhar de forma deficiente ou em excesso, causará distúrbios como o hipotireoidismo ou o hipertireoidismo.

5. Adrenalina

Como dizem, a ansiedade é um monstro que se alimenta da adrenalina. No entanto, esse tipo de hormônio é realmente tão negativo? De modo algum, não devemos rotular nada. Estamos diante de uma substância polivalente, como a dopamina ou a oxitocina.

  • A adrenalina tem um enorme impacto sobre o nosso comportamento. Graças a ela, ativamos o nosso instinto de sobrevivência, nos motivamos para sermos melhores a cada dia, a desfrutar dos nossos relacionamentos, a sermos mais produtivos no trabalho ou no esporte…
    No entanto, um excesso de adrenalina no nosso organismo provoca estados de ansiedade. Por outro lado, um déficit nos níveis de adrenalina causa depressão, baixa motivação, desinteresse, apatia, indecisão…

6. Endorfinas

As endorfinas são, sem dúvida, os nossos hormônios preferidos. Existem cerca de 20 tipos de endorfinas no corpo humano e estão distribuídas em várias áreas: na glândula pituitária, em outras partes do cérebro e no sistema nervoso.

Esses compostos químicos interagem com os receptores opioides neuronais para reduzir a percepção da dor e agem da mesma maneira que a morfina e a codeína. Além disso, uma boa “dose” de endorfinas nos faz experimentar estados de euforia e bem-estar, algo que costuma acontecer quando, por exemplo, realizamos tarefas que o nosso cérebro considera como “positivas”, como praticar esportes, desfrutar das nossas amizades, da comida, da sexualidade…

Para concluir, podemos dizer que existem muitos outros tipos de hormônios que regulam o nosso humor, como a progesterona, a testosterona ou as catecolaminas. No entanto, os que mostramos aqui são os mais comuns, aqueles que mais produzem alterações no nosso organismo e aos quais, sem dúvida, deveríamos dar mais atenção.

Além disso, é importante ressaltar que, diante de qualquer desconforto, mudança de humor ou alguma irregularidade, seja no nosso corpo ou no nosso comportamento (fadiga, apatia, perda súbita de energia…), é importante procurar o nosso médico. Os problemas hormonais podem ser tratados e, dessa forma, podemos recuperar o comando da nossa vida.

Fonte: A mente é maravilhosa

Campanha coloca a Saúde Mental em evidência durante o mês de janeiro

Estudos apresentados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e Ministério da Saúde do Brasil indicam que o país tem um crescimento vertiginoso de problemas relativos à Saúde Mental é à Saúde Emocional. Segundo dados de 2017 da OMS, a sociedade brasileira é a recordista latino-americana em casos de depressão, a campeã mundial em relação à ansiedade e o 4º colocado em relação ao crescimento das taxas de suicídio entre os jovens da América Central e da América do Sul.

A campanha Janeiro Branco é planejada e projetada para a promoção de ações, orientações e reflexões a respeito das condições e características emocionais dos seres humanos, buscando dar mais visibilidade ao tema que é de grande relevância. O projeto preza pela Saúde Mental, buscando estratégias políticas, sociais e culturais para que o adoecimento emocional seja prevenido, conhecido e combatido em todos os espaços em que o ser humano se faz presente.

Isso acontece por meio de ações e intervenções urbanas que tenham como tema central a Saúde Mental, resultando na criação de uma cultura de Saúde Mental entre os seres humanos e a valorização da Saúde Mental no SUS e nas redes públicas e privadas de saúde no Brasil e no mundo.

Campanha 2018

Este ano, a Campanha Janeiro Branco chega a sua 5ª edição. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abraça esta causa, difundindo a campanha em seu Portal e nas redes sociais.

Outros sites voltados às temáticas da psicologia, psiquiatria e demais áreas ligadas à saúde e à assistência social de todo o país também estão aderindo à proposta e organizando ações em suas cidades, como compartilhamento de posts nas redes sociais, palestras sobre Saúde Emocional em salas de espera de hospitais, em escolas, empresas, parques, auditórios e todos os espaços públicos e privados em que as pessoas possam ser inspiradas e incentivadas a pensarem sobre Saúde Mental em uma perspectiva preventiva, tanto individuais quanto coletivas.

Também há distribuição de balões e fitas brancas em praças das cidades, tira-dúvidas virtual e presencial sobre Saúde Mental e a importância da Psicoeducação, entrega de panfletos explicativos em escolas e empresas. Há, ainda, a proposição de Projetos de Lei às autoridades locais, regionais e nacionais para que o mês de janeiro seja legalmente reconhecido como o Mês do Janeiro Branco e da Conscientização sobre Saúde Mental nos calendários oficiais dos municípios e estados brasileiros.

Mais informações sobre o projeto e a programação para este ano podem ser encontrados em: www.janeirobranco.com.br e www.facebook.com.br/campanhajaneirobranco

Fonte: Cremesp e Janeiro Branco

Planos de cobertura restrita serão risco à saúde dos pacientes

Entidades médicas, de defesa do consumidor, advogados e promotores são unânimes em condenar proposta agora endossada pela ANS.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) acaba de sinalizar positivamente para a criação dos planos de saúde de cobertura restrita, batizados pelo Ministério da Saúde de “acessíveis” ou “populares”. Assim como a Febrasgo, diversas entidades médicas e de defasa do consumidor condenam produtos nesses moldes por entender que, ao restringir/limitar a cobertura, trarão prejuízos importantes à saúde dos pacientes.

Gestados por iniciativa do próprio Ministério da Saúde, no fim de 2016, os novos modelos são um retrocesso aos direitos dos consumidores. Segmentarão a assistência, condição esta rejeitada e regulada quando da promulgação da Lei 9656/98.

A ideia traz inúmeros pontos nocivos. Um deles á a permissão de coparticipação (já avalizada pela ANS) – um valor que os usuários devem pagar 50% das despesas todas as vezes que usam um serviço. Também acaba a exigência de que planos ambulatoriais garantam a internação de emergência dos usuários, nas primeiras 24 horas.

O documento não se opõe ao aumento do prazo máximo para realização de consultas, internações e procedimentos. Bem como não enxerga problemas na criação de uma junta médica que, em casos mais complexos e onerosos, decida se os pacientes têm direito a determinados procedimentos ou não.

Em nota, o criador do projeto de planos “populares”, ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirma que o relatório da ANS demonstra que essa modalidade pode ser implementada pelo mercado, sendo de livre escolha do consumidor optar pela adesão. Para ele, a ANS deve garantir a qualidade dos produtos, que são ofertados com base em ações previstas em resoluções e práticas do mercado.

A Febrasgo diverge frontalmente do Ministério da Saúde. Compreende tratar-se de uma tentativa de aliviar as empresas, transferindo a alta complexidade ao Sistema Único de Saúde (SUS), hoje já sem capacidade adequada de atendimento devido ao subfinanciamento e problemas de gestão.

Fonte: Febrasgo

Uso de ‘chip’ hormonal para ficar em forma preocupa médicos

Um “chip” promete dar um empurrãozinho na busca pelo corpo em forma e definido. Os implantes de gestrinona –hormônio sintético feminino– vêm ganhando adeptas “fit” e preocupando associações médicas pelo uso hormonal para questões estéticas.

O implante em questão tem, como função inicial, a contracepção e até mesmo a interrupção da menstruação. O “chip” de gestrinona, entretanto, acabou ganhando uma função a mais, que o levou inclusive a ficar popularmente conhecido como “chip da beleza”.

O potencial do dispositivo no ganho de massa muscular e na eliminação de celulite foram responsáveis pela fama do “chip”.

Por cinco anos, Jéssica Brum, 29, foi fisiculturista, até que decidiu abandonar a atividade por questões de saúde. “Eu tive quase tudo. Já desmaiei, já fiquei com taquicardia, tive muita espinha, aumento de pelos e ficava muito irritada”, diz, ao citar o resultado do uso de anabolizantes.

“Quando parei de competir, fiquei mais dois anos ‘trincada’. No primeiro ano de curso na faculdade eu já aumentei o peso e o corpo não ficou mais definido”, conta Brum, agora estudante de nutrição.

Após exames e liberação médica, Brum optou pelo implante para manter o corpo mais bombado e também para “atender” a cobrança das redes sociais. “Depois que parei as competições perdi muitos seguidores”, diz. “As pessoas queriam saber o motivo de não estar mais definida, de não postar mais fotos de biquíni.”

Brum afirma ter também uma motivação profissional. Segundo ela, quando se tornar uma nutricionista, “as pessoas vão julgar [seu trabalho] pela imagem postada nas redes sociais”.

Para a jornalista e atriz Deborah Albuquerque, 32, a mãozinha nos treinamentos também pesou na decisão de aderir ao “chip da beleza”, mas a contracepção e níveis hormonais baixos foram as questões centrais. Após a realização de exames, a jornalista ganhou seu “chip” na última quarta (1º).

“Eu não vivo do meu corpo”, diz, ressaltando não ser uma modelo fitness. “Sou muito mais focada em como vou entrar para a novela do que ver como vai ficar meu abdômen.”

CUIDADOS

Segundo Dolores Pardini, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), contudo, para a maioria das mulheres, a questão da contracepção não é levada em conta quando o assunto é o “chip da beleza”; a busca é por massa muscular.

“Nós não somos contra o implante de gestrinona em si. O problema ocorre quando a indicação não é bem realizada, feita em academias. Eu já tive pacientes que o professor da academia falou para colocar”, afirma Pardini, vice presidente do departamento de endocrinologia feminina e andrologia da Sbem.

A especialista afirma que para a colocação de um implante como o de gestrinona são necessários orientação médica e exames para verificar o estado de saúde.

Há contraindicação, por exemplo, para pessoas obesas, com hipertensão e tendência à acne.

Além disso, entre os possíveis efeitos colaterais do implante estão aumento de pelos, acne e do colesterol, além de queda de cabelo.

“Hoje precisamos primeiro falar dos riscos para o paciente, para ele não achar que só há benefícios em alguma prática”, afirma César Fernandes, presidente da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), que diz que inicialmente a gestrinona era usada para o tratamento da endometriose –de forma geral, doença na qual o endométrio se encontra fora do útero.

Segundo José Maria Soares, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a pressão por estética é perigosa para a sociedade. “Imagina uma paciente que faz algo em busca de um corpo mais firme e acaba perdendo cabelo.”

Além da falta de regulamentação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o nome do produto é outro ponto que incomoda o presidente da Febrasgo.

“É muito sedutor. A palavra ‘chip’, sendo que não é um ‘chip’ mesmo, dá um tom de modernidade e a beleza é uma busca das pessoas hoje”, afirma.

A falta de controle de doses e dos hormônios usados preocupa os ginecologistas Soares e Rodrigo Bonassi, da Febrasgo.

Fernandes afirma que a indicação de um implante hormonal manipulado não é algo proibido ou negativo. Contudo, diz que o ginecologista deve deixar claro para a paciente a motivação para a decisão e o motivo de não indicar métodos mais consagrados e respaldados pela literatura científica, como pílula, DIU (Dispositivo Intrauterino) e até mesmo o outro implante hormonal disponível no mercado, à base de etonogestrel.

“É algo muito inseguro para validarmos e aceitarmos como uma prática que possa ser usado por todas as mulheres”, afirma Fernandes.

Como funciona o “chip da beleza”

Implante subcutâneo libera hormônios periodicamente

EFEITOS
– Contracepção
– Interrupção da menstruação
– Aumento da libido
– Tratamento da endometriose
– Aumento de massa muscular

POSSÍVEIS EFEITOS ADVERSOS
– Aumento de oleosidade
– Acne
– Aumento de pelos
– Queda de cabelo

CONTRAINDICADO PARA PESSOAS COM
– Doenças cardíacas
– Problemas com colesterol
– Diabetes

Fonte: Folha de São Paulo

10 atividades físicas para fazer durante a gestação

Gravidez saudável e exercícios físicos combinam muito bem! Manter-se ativa durante os mais de 9 meses de gestação promove maior disposição, menos inchaço e enjoos, menos dores nas costas e nas articulações e previne doenças como o diabetes gestacional e a hipertensão arterial que pode levar a um quadro de pré-eclâmpsia. Isso tudo sem contar os benefícios para a hora do parto já que você terá um melhor preparo muscular e cardiovascular e uma rápida recuperação no pós-parto.

Quer ainda mais um motivo para se animar a começar os exercícios agora mesmo? Um estudo da Universidade de Montreal mostra que o aumento da circulação de sangue na placenta causada pelos exercícios aeróbicos melhora a oxigenação do bebê no útero favorecendo seu desenvolvimento cerebral.

O ideal é que a gestante exercite-se no mínimo 30 minutos, de 3 a 5 vezes por semana. Mas saiba que alguns cuidados devem ser tomados: evite ficar muito tempo de barriga para cima, respeite os seus limites e ouça os sinais do seu corpo. “Dores como um todo, inclusive contrações uterinas, tonturas, sensação de desmaio, palpitações e cansaço excessivo mostram que você precisa de um descanso”, é o que afirma a Dra. Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e reforça que sempre é preciso comer antes dos exercícios.

“A prática de atividades físicas de intensidade regular a moderada é indicada durante toda a gestação, com um programa específico para cada mulher, de acordo com o período da gestação em que ela se encontra e com suas condições de saúde”, explica Lúcia Desideri Junqueira, fisioterapeuta e doula em São Paulo. Ela lembra, ainda, que atividades que oferecem riscos de trauma não são indicadas como: esportes com bola, lutas, patinação e equitação.

Casos de gestação de risco, ameaça de aborto ou trabalho de parto prematuro são alguns dos impedimentos para a prática de atividades físicas. Por isso é muito importante que você tenha a liberação do seu médico obstetra para iniciá-las na gravidez. Mulheres que já tinham o costume de se exercitar costumam ser liberadas antes, é o que afirma Marcela Fernandes Buchalla, educadora física criadora do programa Gestar & Bem-Estar, que promove atividades físicas específicas para gestantes em São Paulo. “O ideal é que a mulher procure iniciar a atividade física antes da gestação. Assim, quando engravidar, já estará adaptada e não haverá problema em continuá-la, desde que alguns ajustes sejam feitos como com relação à intensidade, à duração e à adaptação de alguns exercícios”, complementa Marcela.

1. Musculação

O que é: atividade que trabalha a musculatura corporal com pesos e utiliza exercícios específicos para cada grupo muscular.

Benefícios: fortalece a musculatura evitando dores nas costas e nas articulações.

Quando fazer: durante toda a gravidez.

Quais os cuidados: evite o excesso de carga.

2. Pilates

O que é: método para fortalecimento e alongamento dos músculos feito com exercícios suaves controlados através da respiração.

Benefícios: fortalece a musculatura do assoalho pélvico ajudando a sustentação do peso da barriga e o parto normal. Também fortalece os músculos do abdômen melhorando a postura.

Quando fazer: durante toda a gravidez mas pode se tornar incômoda no terceiro trimestre.

Quais os cuidados: pegue leve nos exercícios para o abdômen.

3. Natação

O que é: atividade feita na piscina combinando movimentos de braços e pernas.

Benefícios: tonificam a musculatura e aumentam o fôlego e a sua resistência.

Quando fazer: durante toda a gravidez. Os benefícios da água são grandes no terceiro trimestre.

Quais os cuidados: ela é melhor indicada se você já tinha o costume de nadar antes da gestação. Controle a frequência cardíaca (máximo de 140 batimentos por minuto durante a gestação*) e prefira nadar em intensidade moderada.

4. Alongamento

O que é: exercícios voltados para a flexibilidade muscular.

Benefícios: melhoram sua flexibilidade e promovem o relaxamento ajudando a controlar a ansiedade.

Quando fazer: durante toda a gravidez, mas o cuidado deve ser redobrado no terceiro trimestre já que as articulações da gestante estarão mais relaxadas.

Quais os cuidados: respeite os limites do seu corpo.

5. Exercícios cardiovasculares

O que é: trabalham diversos grupos musculares e melhoram o sistema cardiovascular. Estão entre eles: caminhada, corrida, bicicleta e transport.

Benefícios: diminuem a ansiedade, aumentam a resistência física e o fôlego e ajudam a controlar o ganho de peso.

Quando fazer: durante toda a gravidez, mas comece com intensidade leve no primeiro trimestre, principalmente se você não estava acostumada aos exercícios.

Quais os cuidados: prefira a bicicleta ergométrica à convencional para evitar quedas. Controle a frequência cardíaca e se for participar de uma aula de bike, lembre-se de respeitar o seu próprio ritmo. Se você não costumava correr antes da gestação, prefira a caminhada.

6. Hidroginástica

O que é: aula de ginástica realizada dentro da piscina.

Benefícios: melhora a capacidade cardiovascular, tonifica os músculos e promove o relaxamento. A água reduz o peso da barriga durante os exercícios e o impacto nas articulações, o que ajuda muito no terceiro trimestre.

Quando fazer: durante toda a gravidez. Os benefícios da água são grandes no terceiro trimestre.

Quais os cuidados: controle a frequência cardíaca.

7. Ioga

O que é: prática oriental que trabalha corpo e mente através de posturas e exercícios respiratórios.

Benefícios: aumenta sua flexibilidade, equilíbrio e tônus muscular. Diminui a ansiedade e alguns exercícios respiratórios podem ser usados durante o trabalho de parto. Existem grupos de ioga específicos para gestantes.

Quando fazer: durante toda a gravidez , mas cuidado com a alteração do seu centro de gravidade a partir do segundo trimestre.

Quais os cuidados: evite posições desfavoráveis para a sua barriga.

8. Ginástica localizada

O que é: séries de movimentos simples para cada grupo muscular

Benefícios: melhora o tônus muscular, fortalece as articulações e aumenta capacidade respiratória.

Quando fazer: durante toda a gravidez.

Quais os cuidados: exercícios abdominais são permitidos desde que adaptados para gestantes.

9. Dança

O que é: atividade cardiovascular coreografada.

Benefícios: aumenta a capacidade respiratória, ajuda a controlar o ganho de peso e promove o relaxamento diminuindo a ansiedade.

Quando fazer: durante toda a gravidez.

Quais os cuidados: fique atenta à frequência cardíaca e cuidado com a falta de equilíbrio no terceiro trimestre.

10. Tai chi chuan

O que é: arte marcial chinesa suave (essa pode!) considerada uma forma de meditação em movimento.

Benefícios: promove o relaxamento muscular, reduz a ansiedade, aumenta o equilíbrio e a consciência corporal.

Quando fazer: durante toda a gravidez, mas cuidado com a alteração do seu centro de gravidade a partir do segundo trimestre.

Quais os cuidados: atenção aos movimentos que exijam muito equilíbrio, principalmente no terceiro trimestre da gravidez.

Fonte: Bebê.com.br

O sexo na gravidez e no pós-parto

Muitas mulheres têm medo de que a relação sexual seja prejudicial se feita durante o período de gravidez. Na maioria das vezes, trata-se apenas de medo, embora existam alterações no organismo da mulher e também a liberação de hormônios que favorecem a diminuição do desejo sexual. Por isso, é importante que a gestante aproveite o momento das consultas de pré-natal para esclarecer essas dúvidas com seu médico.

Certamente, existem situações durante a gestação em que há contraindicação médica para a prática de relações sexuais, tais como o trabalho de parto prematuro, ruptura de membranas (quando rompe a bolsa), placenta baixa, ameaça de aborto, etc. Assim, as contraindicações são mais clínicas e estão associadas a alguma situação de risco da gravidez; não existem contraindicações relativas à idade gestacional, ou seja, ao tempo de gravidez.

Com o avanço da gravidez, algumas preocupações deixam de existir, como por exemplo, risco de aborto, porém, o desconforto pode aumentar. A princípio, não há motivos para se proibir a relação sexual em uma gestação saudável.

Contudo, a fim de diminuir esse desconforto que surge devido às alterações no corpo da mulher, existem algumas posições que são mais recomendadas, embora não haja uma regra, de modo que a mulher é quem deve buscar aquela que lhe seja mais confortável.

De maneira geral, no 1º trimestre (primeiros três meses), as posições permanecem inalteradas se comparadas às praticadas fora do período de gestação; no 2º trimestre (terceiro ao sexto mês), a posição em que a mulher fica por cima do parceiro pode permitir um maior conforto a ela e, por isso, poderia ser a mais indicada; por fim, no 3º e último trimestre, a posição de lado, com a mulher na frente e o homem por trás é mais vantajosa.

No período do pós-parto, a mulher precisa se preparar física e emocionalmente para retomar sua vida sexual. A prolactina, que é o hormônio que passa a ocupar um grande espaço no corpo da mulher, em decorrência da amamentação, pode diminuir a libido. Além disso, a falta do estrogênio, que diminui nesse período, faz a vagina ficar menos lubrificada, fator que pode gerar dor ou ardência durante a penetração.

Dessa maneira, é importante a mulher conversar com o seu médico antes mesmo do parto, para poder se preparar para esse período, que pode ser mais, ou menos difícil, a depender de cada pessoa, já que há o cansaço das noites mal dormidas..

É um período que exige mais paciência, tanto da mulher como de seu companheiro, e conversar ajuda muito. O mais importante é que a mulher tenha consciência de que o que ela está sentindo vai passar, é apenas uma fase, e não é “coisa da cabeça dela”.

Fonte: Febrasgo

HIV ou AIDS?

Confundir HIV com Aids ou usar os termos sem fazer qualquer distinção é um dos erros mais comuns que as pessoas cometem no dia a dia. Em países como o Brasil e os Estados Unidos, a maioria das pessoas que vivem com HIV não desenvolverá Aids, um dos estágios mais avançados da doença do HIV.

HIV é o vírus que causa a Aids, mas, para a maioria das pessoas, o tratamento adequado e cuidados médicos regulares mantém o sistema imunológico forte o suficiente para impedir que jamais se desenvolva Aids. Um teste positivo para o HIV significa apenas isso: a pessoa tem o vírus HIV.

Atualmente, é muito mais simples diagnosticar e tratar as pessoas que tiveram contato com o sangue ou o sêmen de alguém que já é soropositivo. As formas mais comuns de transmissão incluem o sexo anal ou vaginal sem proteção e o compartilhamento de seringas (não importa se foram utilizadas para injetar drogas ou para injetar medicamentos, como hormônios para transição). Com tratamento adequado tão logo o resultado positivo, as pessoas podem viver uma vida tão longa e tão saudável quanto as pessoas sem HIV.

Os resultados com falsos positivos não são comuns, mas eles podem acontecer. Segundo o site Aids.gov, a probabilidade de se obter um resultado com falso negativo depende do tempo que passou entre quando você pode ter sido exposto ao HIV e quando você fez o teste: “leva algum tempo até acontecer a soro conversão. Isso acontece quando seu corpo começa a produzir os anticorpos que são detectados pelos exames de HIV – um período que varia de duas a seis semanas depois da infecção. Portanto, se você obtiver um resultado negativo no teste de HIV em até três meses depois da última possível exposição ao HIV, os profissionais de saúde recomendam que você realize um novo teste três meses depois desse primeiro exame. Um resultado negativo só é preciso se você não teve risco de exposição para o HIV nos últimos seis meses – e um resultado negativo só vale para exposições passadas. ”

Os cientistas consideram que, quanto mais tempo um portador de HIV seguir sem tratamento antirretroviral, maior se torna o reservatório de HIV oculto no corpo. Quanto mais cedo um portador de HIV iniciar o tratamento, mais cedo reduzirá a carga viral e alcançará uma carga viral indetectável (praticamente impossível se transmitir HIV para um parceiro).

Agora que você já sabe que ter HIV é apenas possuir um vírus, não fique na dúvida em caso de sexo desprotegido com um novo parceiro ou de exposição com seringas de procedências duvidosas, faça o teste! Em caso positivo, corra para obter sua receita médica e começar a tomar seus medicamentos o quanto antes.

Fonte: Sogesp

Mastalgia: 70% das mulheres no mundo sentem dor nas mamas

A dor mamária ou mastalgia afeta mulheres de todas as idades em qualquer momento da vida, mas nem sempre está relacionada a alguma doença. Estima-se que entre 60 e 85% dos casos a dor mamária não tem gravidade.

O maior receio das mulheres é que a mastalgia esteja diretamente relacionada com o câncer de mama. Embora a maioria dos casos de mastalgia não possua características de malignidade, as pacientes com desconfortos severos e recorrentes devem ter o acompanhamento médico regular.

A mastalgia é classificada em três tipos: cíclica leve, cíclica moderada e severa, acíclica e não-mamária.

A cíclica leve é uma dor ou desconforto que aparece nos três primeiros dias antes do período menstrual. A Cíclica moderada e severa caracteriza-se por dor mamária com duração superior a uma semana. Sua intensidade é importante a ponto de interferir nas atividades da paciente, justificando o uso de medicação adequada. A Acíclica promove uma dor mamária que não está relacionada ao ciclo menstrual. Pode ser contínua ou ocasional.

Existem ainda as dores não-mamária, dor torácica referida sobre as mamas. Geralmente, é dor musculoesquelética da parede costal, do dorso ou dos membros superiores e que se irradia para a mama.

Em 85% dos casos de dor nas mamas, o esclarecimento do médico é suficiente para o alívio dos sintomas, enquanto 15% pode ter necessidade de uso de medicação para o alívio da dor.

Fonte: Sogesp

Anticorpo reduz osteoporose e obesidade em camundongos na menopausa

Utilizando um modelo de camundongos desenvolvido para estudar efeitos da menopausa, um grupo internacional de cientistas conseguiu selecionar um anticorpo que aumenta a massa óssea e reduz a gordura corporal dos animais.

De acordo com os cientistas, ainda será preciso fazer mais estudos para saber se é possível produzir um anticorpo análogo em humanos, mas, em tese, o estudo abre caminho para o desenvolvimento de uma droga para prevenir a osteoporose e o ganho de peso pós-menopausa – e também para tratar a obesidade em geral.

A pesquisa foi realizada por um grupo de cientistas dos Estados Unidos, Holanda, China e Reino Unido. Os resultados foram publicados hoje na revista Nature.

Segundo o estudo, uma terapia com esse tipo de anticorpo também teria potencial para reduzir os efeitos da síndrome metabólica – que inclui sintomas como pressão alta e colesterol -, do diabetes e das doenças cardiovasculares, além de deter a síndrome do ovário policístico.

De acordo com o líder do estudo, Mone Zaidi, da Universidade Mount Sinai, em Nova York (Estados Unidos), o anticorpo age contra o hormônio folículo-estimulante (FSH, na sigla em inglês), que, durante a menopausa, é produzido em altas taxas pela glândula pituitária.

“A menopausa está associada à perda óssea e ao aumento da gordura visceral. Mostramos que um anticorpo cujo alvo é o FSH aumentou a massa óssea e reduziu brutalmente o tecido adiposo em camundongos. Nosso estudo revela oportunidades para tratar simultaneamente a obesidade e a osteoporose”, disse Zaidi.

No experimento descrito no artigo, os cientistas injetaram o anticorpo em camundongos fêmea cujos ovários foram removidos a fim de simular os efeitos da menopausa. O anticorpo também foi testado em animais que foram alimentados com uma dieta de alto teor gorduroso. Nos dois casos, o anticorpo produziu uma considerável perda de peso e ganho de massa óssea.

“Estudamos o tecido adiposo em diferentes áreas do corpo, incluindo a gordura sob a pele e em torno de órgãos vitais. Em todos os compartimentos a gordura foi reduzida de forma dramática”, afirmou Zaidi.

Segundo Zaidi, os camundongos também apresentaram maior consumo de oxigênio, maiores níveis de atividade física e mais produção de gordura marrom – que, ao contrário da indesejável gordura branca, dissipa a energia do organismo em forma de calor, favorecendo o emagrecimento.

Zaidi explica que o ganho de peso é um sintoma comum na menopausa, porque as mudanças hormonais deixam o metabolismo mais lento, tornando mais difícil a produção e manutenção da massa muscular. A distribuição do peso também muda, fazendo com que a gordura se acumule em torno do estômago – a chamada gordura visceral -, em vez de se acumular nos quadris e pernas.

“Imediatamente após a menopausa, os níveis do FSH disparam. Nesse período a perda óssea ocorre mais rapidamente, já que também há uma redução do estrogênio, um hormônio que fortalece os ossos . Por isso a osteoporose afeta tanto as mulheres após a menopausa”, explicou.

Nesse estágio da vida, também há um brutal crescimento da gordura visceral, que coincide com um desequilíbrio das energias e uma redução das atividades físicas, segundo Zaidi.

“Mas se a redução do estrogênio explica a perda de massa óssea, seus efeitos no aumento da gordura visceral e no desequilíbrio do metabolismo são mais incertos. Por isso resolvemos investigar se, focando no FSH, podíamos impedir a perda óssea, mas também reduzir a gordura visceral e melhorar o equilíbrio energético”, declarou Zaidi.

Um dos resultados mais importantes do estudo, segundo Zaidi, é que o anticorpo foi capaz de reduzir a gordura visceral em camundongos normais submetidos a uma dieta gordurosa. “Isso abre caminho para descobrirmos uma maneira de combater a epidemia de obesidade em geral, não apenas entre mulheres na menopausa”, afirmou.

Os estudos agora terão foco em testes clínicos para desenvolver uma versão “humanizada” do anticorpo contra o FSH, segundo Zaidi.

“Isso seria eficaz não apenas para reduzir a gordura visceral e subcutânea, mas também traria benefícios para vários problemas médicos associados à obesidade, como a síndrome metabólica, a doença cardiovascular, o diabetes e a síndrome do ovário policístico”, disse o cientista.

Fonte: Estadão

Veja as novas recomendações americanas sobre terapia de reposição hormonal

Por Alexandre Faisal – UOL

Os sintomas vasomotores moderados a graves (SVM) afetam alta porcentagem de mulheres peri e pós-menopáusicas. O SVM pode persistir por muitos anos, afetando negativamente a qualidade de vida. A síndrome genito-urinária da menopausa (SGU) também é altamente prevalente e pode tornar-se mais incômoda à medida que as mulheres envelhecem.

Usando abordagem baseada em evidências, um painel consultivo de mais de 20 especialistas atualizou as diretrizes de terapia hormonal (TH) da Sociedade Norte Americana de Menopausa. Vamos às principais conclusões e recomendações. Quanto aos sintomas vasomotores reconhece-se que a TH sistêmica é o tratamento mais eficaz para o SVM. E que a relação benefício-risco mais favorável é observada para mulheres com idade inferior a 60 anos ou dentro de 10 anos do início da menopausa. Se estas mulheres não têm mais o útero, melhor ainda.

E neste caso elas são elegíveis para monoterapia com estrogênio. Já para as mulheres com 60 anos ou mais ou mais de 10 anos desde o início da menopausa, a relação benefício-risco da TH é menos favorável devido ao maior risco absoluto de doença cardíaca coronária, acidente vascular cerebral, tromboembolismo venoso e demência.

As diretrizes sugerem a discussão com cada mulher do tipo, dose e duração da reposição hormonal. Uma particularidade, no caso das mulheres com menopausa precoce (em geral abaixo dos 40 anos), recomenda-se repor os hormônios até os 52 anos de idade, que é a idade média para a ocorrência da menopausa. Se a queixa for apenas de sintomas urogenitais, ressecamento e dor no ato sexual, a prescrição é por reposição hormonal por via vaginal e não por via sistêmica. Isso ainda se lubrificantes ou hidratantes não derem conta do recado. Finalmente, uma orientação adicional para mulheres com osteoporose com menos de 60 anos de idade e/ou menopausa recente: terapia de reposição hormonal deve ser encarada como prioridade, sem obviamente desconsiderar outras opções de tratamento.

Ficou fácil não é?. Ainda bem já que em meio ao turbilhão de mudanças físicas e psicológicas do climatério e menopausa, a mulher tem ainda que lidar, muitas vezes, com a desinformação na hora de escolher seu tratamento. Agora, pelo menos, mulheres menopausadas não precisam mais esquentar a cabeça com isso.

(The 2017 hormone therapy position statement of The North American Menopause Society. Menopause 24(7):728-7, 2017)

Fonte: Associação Paulista de Medicina

Um Alivio para o Coração

A OMS (Organização Mundial de Saúde) pretende reduzir as mortes por doença cardiovascular em 25% até 2025, na tentativa de minimizar as sequelas causadas principalmente pelo IAM (Infarto Agudo do Miocárdio) e pelo AVC (Acidente Vascular Cerebral), conhecido também como “derrame cerebral”. A Federação Mundial do Coração elaborou um plano contra os fatores de risco que acometem o sistema cardiovascular.

A proposta é combater o tabagismo, o alcoolismo, o colesterol alto, as arritmias e o estresse, que seria uma prevenção primária e como prevenção secundária tentar evitar os “eventos” na população de alto risco (antecedentes familiares, hábitos e estilo de vida).

Uma das ações seria conscientizar a população dos malefícios do cigarro; aproximadamente 10% da população é fumante e o cigarro mata mais de 6 milhões por ano no mundo. Muito importante também seria combater a interferência da indústria do cigarro.

A Hipertensão Arterial (“pressão alta”) é outro ponto de total atenção; ela responde por 45% das mortes por IAM e 51% das mortes por AVC, sendo responsável por 9 milhões de mortes por ano. É uma doença silenciosa e muitas vezes sendo descoberta, já com alguma sequela. Aqui as políticas de saúde pública são importantíssimas para a população poder ter acesso às unidades básicas de saúde no local da sua residência.

O conhecimento em medicina é obtido através de estudos clínicos que tenham rigor científico além da experiência de cada profissional. Apesar da limitação de alguns estudos pela própria dificuldade de elaboração e condução dos mesmos, existem dados robustos mostrando que estes fatores de risco são determinantes no aparecimento da doença cardiovascular. Devemos, portanto, adotar medidas para melhorar a qualidade de vida, os hábitos alimentares e sempre praticar atividade física.

Fonte: Revista Saúde – nº 418 – Ed. Abril

Dr. Ricardo Faure

Disfunções sexuais no climatério têm tratamento

A sexualidade feminina é muito caprichosa e multifacetada, abraçando componentes fisiológicos, psicológicos e interpessoais. Nesse contexto é relevante o papel das diferenças individuais, dos fatores sócioculturais, da aprendizagem e da idade.

1 Em uma parte significativa das mulheres ocorre a chamada disfunção sexual. Esse termo é utilizado para definir distúrbios sexuais, que provoquem sofrimento, que incluem o transtorno do orgasmo feminino, o transtorno do interesse/excitação sexual feminina e o transtorno da dor gênito-pélvica/penetração. 2 A disfunção sexual de curta duração pode provocar frustração e angústia, além de dor, em alguns casos. Quando crônica, essa disfunção de ordem sexual pode levar à ansiedade e a depressão, prejudicando relacionamentos ou criando problemas em diferentes áreas da vida da mulher 3,4 . As queixas sexuais são prevalentes durante toda a vida reprodutiva, mas durante o climatério as mulheres podem ficar mais vulneráveis à disfunção sexual feminina (DSF) devido à interação de vários fatores4 . Durante a transição menopausal e a menopausa ocorrem alterações hormonais que provocam diferentes efeitos nos órgãos genitais e no sistema nervoso central5 . Tudo isso sem contar os fatores físicos, psicológicos, sociais e relativos ao parceiro sexual, que influenciam a função sexual4,6 . As alterações hormonais, de fato, podem influenciar direta ou indiretamente a função sexual feminina5 . Os estrogênios são particularmente importantes na manutenção do tecido genital saudável. Além disso, a atrofia vulvo-vaginal causada pela deficiência de estrogênio na pós-menopausa leva ao afinamento do epitélio vaginal, à perda de elasticidade, ao aumento do PH vaginal, à redução da lubrificação e a alterações na sensação genital, assim como ao ressecamento vaginal e à dispareunia, sintomas muito comuns nessa fase7 . A atrofia vaginal tem um impacto significativo sobre o funcionamento sexual e pode afetar todos os domínios da função sexual, incluindo o desejo sexual8 .

O efeito das mudanças urogenitais da menopausa nas alterações da função sexual é bem conhecido. Em um estudo com 1858 mulheres com média etária de 58 anos, Kingsberg e cols verificaram que muitas mulheres sofrem silenciosamente com dispareunia (dor durante o ato sexual), principalmente por acreditarem que a atrofia vulvovaginal (VVA), como o problema é oficialmente conhecido, era apenas uma parte natural do envelhecimento e algo com que tinham que conviver. Essa condição VVA está relacionada ao afinamento e enfraquecimento dos tecidos vaginais devido a diminuição do estrogênio após a menopausa.9 Vários estudos estimam que aproximadamente cinquenta por cento das mulheres pós-menopáusicas sofrem com sintomas vulvovaginais relacionados, incluindo secura vaginal, irritação, dor durante a relação sexual e problemas com a micção9,10. Sintomas de VVA impactam na capacidade de alcançar o prazer sexual (75%), no relacionamento com parceiros (67%) e na espontaneidade sexual (66%). Apesar de 71% das participantes serem sexualmente ativas, houve diminuição de desejo sexual em dois terços dessas mulheres em consequência da atrofia vulvovaginal. 10

Com toda esta dor e desconforto era comum acreditar que as mulheres estariam procurando avidamente por ajuda para aliviar esses sintomas. Mas pesquisas recentes nos Estados Unidos e na Europa constataram que as mulheres frequentemente não relatam seus sintomas e, por consequência, não recebem tratamento. Há uma tremenda falta de comunicação em relação à questão do desconforto vaginal. A condição é usualmente “subdiagnosticada e subtratada” em mulheres mais velhas, graças a uma falta de comunicação entre médicos e suas pacientes na pós-menopausa.9,10

No estudo de Kingsberg e cols apenas 7% das mulheres usavam terapias prescritas para VVA (terapias de estrogênio local ou medicamento oral de moduladores seletivos do receptor de estrogênio), 18% eram ex-usuárias de terapias prescritas de VVA, 25% usavam inadequadamente o tratamento e 50% nunca tinham sido tratadas. A maior parte das mulheres (81%) não estava ciente de que a VVA é uma condição médica. Das mulheres que nunca utilizaram tratamento, 72% nunca tinham discutido seus sintomas com um profissional de saúde.10

Efeitos sistêmicos do climatério na função sexual
Além dos problemas urogenitais, durante a peri ou pós-menopausa, os efeitos sistêmicos da deficiência estrogênica podem piorar a função sexual nas mulheres11. Entre esses efeitos sistêmicos se encontram os sintomas vasomotores, a insônia, as alterações do humor e os sentimentos negativos que muitas vezes surgem12 .

Embora não se tenha uma exata compreensão do seu papel na sexualidade feminina, os andrógenos, produzidos na glândula adrenal e ovários, parecem ter importância no interesse e na excitação sexual13 . O nível de andrógenos circulantes declina gradualmente com a idade devido a uma redução da produção adrenal: os andrógenos circulantes em uma mulher de quarenta anos são a metade do que é encontrado numa de vinte14 .

A queda na produção hormonal, que afeta os receptores em vários sistemas do corpo, provoca, portanto, consequências na função sexual que variam de efeitos na função cognitiva à resposta genital local. Quando há uma queda abrupta na produção desses hormônios, como na menopausa cirúrgica ou quimioterapia, o efeito adverso na função sexual, especialmente no desejo sexual, é ainda mais significativo15 .

O desejo sexual hipoativo (DSH), ou seja, a redução desse desejo, foi o problema sexual mais prevalente identificado em estudo populacional em mulheres brasileiras de meiaidade, seguido pela disfunção da excitação e do orgasmo. O estudo identificou o DSH em aproximadamente 60% dessas mulheres e uma prevalência maior com o aumento da idade16. Registro de 1574 pacientes citou que 67,5% das mulheres estavam frequentemente ou sempre angustiadas pela falta de desejo sexual. Menos da metade dessas mulheres procuraram cuidados ou assistência profissional para seu DSH. Das que aceitaram tratamento hormonal, 7,6% estavam na pré-menopausa e 23,7% eram mulheres na pós-menopausa. Entre os motivos apontados para a falta de procura por cuidados se encontravam a falsa noção que diminuição do desejo sexual é uma parte inevitável do envelhecimento e o pressuposto de que não existe nenhum tratamento para as disfunções sexuais femininas. 17

Outros fatores da disfunção sexual
Existem evidências de que a função sexual é influenciada por fatores psicossociais, incluindo a qualidade do relacionamento interpessoal, o suporte social, o bem estar emocional, as doenças crônicas e a depressão 18, assim como a ausência de parceiro ou parceiro com problemas de saúde19 . No entanto, entre todos os fatores que afetam o desejo sexual feminino, o envelhecimento parece ser o mais significativo20. Além disso, as doenças crônicas, que aparecem com o envelhecimento e os tratamentos relacionados, podem afetar direta ou indiretamente a função sexual feminina, pela diminuição dos níveis dos esteróides sexuais, inervação e perfusão dos órgãos genitais femininos21. Não obstante, algumas mulheres pós-menopausa relatam um aumento na satisfação sexual. Isto pode ser devido a diminuição da ansiedade associada ao medo de gravidez. Além disso, nessa fase, muitas têm menos responsabilidades de criação dos filhos, permitindo-lhes relaxar e desfrutar de intimidade com seus parceiros.

Em relação ao parceiro sexual, estudos indicam a associação entre grau de intimidade emocional com o parceiro e satisfação sexual. Por outro lado, problemas sexuais do parceiro podem ter efeitos adversos na função sexual feminina. Assim problemas de disfunção erétil, por exemplo, podem levar à diminuição do desejo feminino. 22

No entanto, constatou-se que no decorrer do envelhecimento observou-se mudança na forma de expressão da sexualidade, assim como diminuição da frequência da atividade sexual, mas a satisfação sexual pode permanecer para a maioria das que continuam sexualmente ativas23 .

CONCLUSÃO
O conhecimento dos fatores que interferem na sexualidade feminina no climatério é de suma importância, uma vez que existem várias possibilidades de tratamento para os sintomas climatéricos. De maneira especial, deve-se considerar a relevância da atrofia vulvovaginal, não só pelos sintomas locais, mas como desencadeadora de distúrbios nos outros domínios da função sexual.

Referências
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Fonte: Febrasgo

Como lidar com a menopausa de maneira tranquila

O corpo da mulher começa a se preparar para a menopausa entre os 45 e 55 anos. A menopausa é o nome que se dá à última menstruação e esta fase traz uma série de mudanças e adaptações ao corpo da mulher. Algumas mulheres, nesta fase, podem sentir alterações no organismo, que causam diversos sintomas, como ondas de calor, tonturas, palpitações, suores noturnos, distúrbios do sono, depressão, irritabilidade, irregularidade menstrual, diminuição da libido, entre tantos outros.

É fundamental que a mulher tenha o acompanhamento de um ginecologista nesta fase para aliviar o desconforto. Para ter qualidade de vida na menopausa, seguem algumas dicas no dia a dia:

  • Pratique atividades físicas, principalmente exercícios aeróbicos e de fortalecimento da musculatura
  • Converse com o seu médico sobre o consumo diário de cálcio.
  • Exercite seu cérebro em jogos de raciocínio e palavras cruzadas. Isso ajuda a reduzir o risco de perda de memória durante a pós-menopausa
  • Aprenda a ter bons hábitos de sono. Você sabia que a falta de sono pode contribuir para a confusão mental e baixa libido?
  • A reposição hormonal é um assunto de extrema importância para discutir com o médico. Faça uma lista com ele com os prós e contras sobre a terapia de reposição hormonal. Ela não é recomendada para mulheres em situação de risco para câncer de mama, trombose ou doença cardíaca

Queixas ocultas

A mulher madura também tem outras queixas e nem sempre ela tem coragem de desabafar. Falta de desejo sexual, falta de excitação, ausência de orgasmo e dor no ato sexual são comuns. A consulta com o ginecologista vai discutir aspectos tanto físicos quanto emocionais. Terapias hormonais podem auxiliar para o aumento da libido. Mas apenas um médico, após avaliação e até exames laboratoriais, é quem pode indicar.

Especialistas apontam que, muitas vezes, o próprio processo natural de envelhecimento causa desconforto nas mulheres.

O tratamento medicamentoso depende muito dos sintomas que a paciente relata, porém ele pode ser realizado também com antidepressivos, fitoterápicos e cremes vaginais, tanto hormonais quanto lubrificantes, que diminuem o ressecamento local.

Fonte: Febrasgo