Humanização do paciente oncológico: Cuidados paliativos, bem-estar e sobrevida.

Quando se fala em cuidados paliativos, pensamos em pacientes em fase terminal de uma doença. Neste mês, um novo consenso da Associação Americana de Oncologia Clínica dos Estados Unidos prevê que as práticas voltadas ao conforto e qualidade de vida dos pacientes devem começar até oito semanas após o diagnóstico da doença avançada, e não apenas na sua fase final. Existem estudos que mostram que estes pacientes são encaminhados até seis meses após o diagnóstico de doença metastática. A intervenção precoce aumenta a sobrevida, melhora a qualidade de vida e minimiza os sintomas e efeitos colaterais causados pela doença.

Além disso, é muito importante acrescentar que os cuidados psicológicos devem estar presentes em qualquer fase da doença. Não devemos apenas pensar em doentes terminais ou que já estejam no limite de suas “forças”. Devemos ter uma mentalidade de apoio psicológico e acolhimento. O apoio e acompanhamento ao paciente contribuem para uma melhor evolução da doença. Existem momentos em que este acolhimento ocorre paralelo ao tratamento e existem momentos em que ele é peça fundamental para cuidar do paciente e da sua família. Esses cuidados ajudam também na preparação de uma possível perda para a família.

Devemos procurar as maneiras de conforto em qualquer doença que nos afete cronicamente. A melhora nos hábitos de vida e o apoio dos profissionais necessários em cada momento ajudam a melhorar a qualidade de vida e mesmo a sobrevida destes pacientes.

 

Fonte: O Estado de São Paulo

Dra. Patrícia Pereira Faure / Dr. Ricardo Faure

Desejo sexual hipoativo

A sexualidade feminina está ligada a inúmeros fatores, cujo exercício pode, desde que insatisfatório, levar a frustrações também no relacionamento com o parceiro de modo mais amplo, que vai além da esfera exclusivamente sexual.

Hoje vamos abordar um problema frequente entre as mulheres, a falta de desejo ou libido, que os médicos chamam de desejo sexual hipoativo. Esta queixa é tida como a forma mais comum de disfunção sexual entre mulheres de todas as idades, com números que podem alcançar até um terço delas entre 18 e 59 anos no nosso meio.

Contrariamente à crença popular, os especialistas afirmam que a frequência de relações sexuais não tem relação com o desejo ou mesmo com a satisfação sexual pois não há um número de relações sexuais considerado “normal” e as variações são individuais ou até para cada casal, inclusive variando ao longo de anos de relacionamento. O importante é que ambos estejam satisfeitos com o desempenho e frequência.

Por outro lado quando uma mulher experimenta diminuição significativa no desejo e isto é frustrante para ela e interfere no seu relacionamento sexual e conjugal, estamos diante de uma mulher que precisa ser ouvida orientada e eventualmente tratada, com diagnóstico de desejo sexual hipoativo.

O importante nestes casos é investigar a origem do problema, seja ele físico ou psicológico para orientação do tratamento mais adequado. Além das questões sociais como estresse e cansaço em atividades profissionais desgastantes, traumas e medos por relacionamentos anteriores ruins e até agressivos (estupro ou abusos sexuais), insatisfação com sua imagem corporal, conflitos no próprio relacionamento com o parceiro, uso de drogas, álcool, fumo e medicamentos podem afetar o desejo. Não podemos esquecer que algumas doenças também podem interferir com o desejo e devem ser avaliadas por um médico.

O exercício adequado e satisfatório da sexualidade é importante na qualidade de vida e é neste sentido que a SOGESP levanta a problemática e incentiva, não só que as mulheres consultem um ginecologista mas também esclareçam suas dúvidas e discutam abertamente com ele seus problemas sexuais.

Fonte: Sogesp

Mulher madura: calores e suores

As ondas de calor ou simplesmente sensações de calor podem incomodar ao ponto de levar a mulher a tirar o casaco ou agasalho, mesmo no frio. Por isso as americanas, muito práticas, recomendam “dress in layer” — vista-se em camadas, para ir tirando uma peça e outra em situações inesperadas. Calores e suores podem ocorrer a qualquer hora do dia, na fase da perimenopausa, quando começam as irregularidades menstruais.

À medida que se aproxima o fim das menstruações, são mais freqüentes à noite, perturbando a qualidade do sono. A sensação de calor geralmente acorda a mulher, que além de sentir o desconforto às vezes chega a ficar com a roupa de dormir e os lençóis molhados de suor. Daí a denominação de suores noturnos. Os médicos classificam ambos como sintomas vasomotores. A sensação física de aquecimento moderado ou intenso é resultado da dilatação repentina dos vasos sanguíneos. O calor perdido em alguns minutos pelo corpo, nessa onda dilatadora, pode produzir frio ou suor intenso, em seguida.

A frequência dos fogachos, como se dizia antigamente, varia de uma ou duas ocorrências por semana até duas por hora. A duração média de cada episódio, segundo inúmeros estudos, é de quatro minutos. A máxima é de dez minutos. A aceleração dos batimentos cardíacos, ou palpitações costumam acompanhar os sintomas. Algumas mulheres chegam a sentir enjôo, dor de cabeça e tontura depois que eles passam. As sensações de fadiga, irritabilidade e ansiedade são consequências mais comuns da experiência dos fogachos, no cotidiano.

Não se sabe ao certo, até hoje, qual a origem dos sintomas, a não ser que têm a ver com o desequilíbrio na produção dos hormônios femininos e os ciclos anovulatórios (sem ovulação) que encerram o período reprodutivo feminino. Quando não há ovulação os níveis de estrogênios ficam elevados e a produção de progesterona cai por completo. A alteração no equilíbrio desses dois hormônios antes e depois da última menstruação afetaria o funcionamento do hipotálamo, o centro que regula nossa temperatura corporal. Daí o uso da reposição hormonal para acabar com os sintomas vasomotores. Existe uma variedade de medicamentos à base de fitohormônios, extraídos de plantas com propriedades hormonais como a soja, o yam mexicano, o trevo vermelho, mas eles funcionam quando os sintomas não são muito intensos. Os fitohormônios são menos potentes do que os hormônios sintéticos da terapia hormonal.

A intensidade e frequência das ondas estão associadas a fatores que podem ser, até certo ponto, controlados, por exemplo, com dieta, estilo de vida e controle do estresse emocional. Comer muita fibra e produtos derivados da soja e evitar o consumo de álcool, de alimentos condimentados ou à base de cafeína ajuda a conter a manifestação dos sintomas. Fazer atividade física aeróbica diariamente é fundamental para conviver melhor com eles. Evitar situações de estresse emocional frequente, por excitação, medo ou ansiedade, é providencial para reduzir a frequência dos calores.

Estudos recentes dão conta de que o desequilíbrio hormonal da menopausa afetaria a produção de endorfinas, substâncias químicas que controlam o humor e a sensação de prazer. E as emoções descontroladas são outro fator de risco para a experiência aumentada dos calores. O uso de substâncias antidepressivas tem se mostrado eficaz, em muitos casos, para neutralizar esse circuito de estímulos cerebrais negativos e atenuar os calores.

Fonte: Sogesp

Ganho de peso e alterações no corpo da mulher madura

A mudança nos níveis hormonais após a menopausa leva a alterações no formato do corpo. A tendência a partir dessa fase da vida é ganhar volume no abdome e perder nos quadris e coxas. A proporção entre gordura corporal e massa muscular ou magra também se modifica, mesmo em mulheres que mantiveram o mesmo peso ao longo da vida. Enquanto uma jovem de 25 anos, com 58 quilos, por exemplo, tem 27% de gordura na composição de seu peso, a mulher de 50 anos e mesmo peso terá 40% de gordura corporal.

Sem dúvida o estilo de vida e a dieta estão associados a essas alterações. Mulheres que levam vida sedentária e consomem mais calorias do que gastam podem sentir mudanças no formato do corpo já no início da década dos 40 anos, ou seja, bem antes da época da menopausa.

A prática de exercícios aeróbicos e de musculação é capaz de reverter essa tendência, além de melhorar muito a condição física das mulheres durante e após a menopausa. Atividades vigorosas como corrida, ginástica e levantamento de peso levam o músculo a exercer sobrecarga sobre o osso, o que estimula o processo de reconstituição óssea permanente de nosso esqueleto.

MUDANÇAS NO METABOLISMO
É preciso ter cuidado com as refeições para não engordar na maturidade. O metabolismo fica mais lento e as necessidades calóricas diminuem em média 2% ao ano. Mulheres entre 23 e 50 anos precisam de 1.600 a 2.400 calorias diárias (média de 2.000 calorias). Entre 51 e 76 anos suas necessidades caem para 1.400 a 2.000 calorias (média de 1.600 calorias). Um excesso diário de 200 calorias pode significar o aumento de 10 quilos no peso ao final de um ano.

A redução de 500 calorias no consumo diário pode levar a perda de cerca de 500 gramas de peso por semana. Mulheres que desejam perder peso, além de comer menos precisam queimar calorias por meio da atividade física; mas é preciso cuidado para não limitar exageradamente a quantidade de calorias consumidas no dia-a-dia.

Dietas com menos de 1.200 calorias diárias dificilmente fornecem as quantidades adequadas dos nutrientes essenciais. Os regimes drasticamente hipocalóricos, com menos de 600 calorias por dia, são contraindicados para mulheres em diade de pós-menopausa. Podem provocar disfunção cardíaca e levar ao infarto.

O correto é alimentar-se de maneira equilibrada, reduzindo a ingestão de calorias com refeições leves, pobres em gordura e açúcar e incorporando à rotina a prática de exercícios. Andar rápido triplica o gasto energético em relação ao que é consumido em repouso. Nadar vigorosamente aumenta o gasto calórico quatro a cinco vezes e subir degraus ou andar de bicicleta eleva em seis vezes o gasto calórico comparativamente ao que é consumido em repouso.

Fonte: Sogesp

Mulheres têm mais dificuldade em largar o cigarro

As mulheres, ao contrário dos homens, têm mais dificuldade em largar o vício do cigarro. Isso acontece, segundo o pneumonologista Luiz Carlos Corrêa da Silva, coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia, em decorrência de fatores hormonais, psicológicos e sociais. Segundo a última pesquisa da Vigitel 2013, do Ministério da Saúde, o número de ex-fumantes no país é maior entre os homens (26,0%) do que entre as mulheres(18,6%).

”A depressão é mais comum no sexo feminino, e a nicotina tem efeito antidepressivo, pois dá sensação de relaxamento, de bem-estar. Então, quando a mulher começa a tentar deixar o cigarro, ela pode passar por períodos de instabilidade gerados pela falta da substância no organismo. Portanto, ela tende a ter mais recaídas por causa da ansiedade. Tem também o vício psicológico,  porque ela pode ficar mais ansiosa e descontar na comida, o que leva ao aumento de peso. Entretanto, com orientação médica e atividade física é possível reverter esse quadro”, explica.

“Tem também a questão da autoafirmação, principalmente entre as mais jovens. Hoje em dia existe uma liberalidade maior, as mulheres fumam e bebem mais. Antigamente, elas fumavam escondidas. Isso ainda acontece, mas não é tão comum. Hoje, fumar é um ato mais social”, completa Silva.

Pesquisa recente feita pelo Centro de Referência e Tratamento do Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) de São Paulo constatou que apesar de elas serem maioria entre os que buscam tratamento para abandonar o vício, as mulheres  têm mais dificuldade do que os homens em manter-se abstêmias. O levantamento foi feito com 500 pacientes que buscaram ajuda médica no Cratod. Do total, 63% eram mulheres. Por outro lado, enquanto 47% dos pacientes do sexo masculino já haviam conseguido ficar longos períodos sem fumar (mais de um ano), entre elas, essa taxa recuou para 34%.

O Hospital A.C. Camargo de São Paulo também fez um estudo do gênero com 6 mil pacientes que buscaram apoio para abandonar o vício. Segundo o levantamento, as mulheres tendem a usar o cigarro para diminuir sintomas de ansiedade e depressão, ao contrário dos homens, que na grande maioria das vezes fumam por prazer. Com isso, na hora de deixar o vício, uma série de fatores psicológicos entra em jogo.

A questão hormonal, principalmente para aquelas que estão entrando na menopausa, também interfere. O cigarro antecipa a menopausa, e nesse período, ainda de acordo com o especialista, o organismo da mulher sofre algumas alterações, como ondas de calor, suores noturnos, autoestima baixa e depressão, fatores que facilitam o apelo ao vício. Com o fim do ciclo reprodutivo, o corpo deixa de produzir estrógeno, o hormônio sexual feminino. Como a substância protege ossos e artérias, sobretudo, a falta de estrógeno deixa a mulher mais suscetível a doenças do coração.

“Além da questão da menopausa, é de extrema importância alertar as mulheres, principalmente as mais jovens, sobre o uso de cigarros e anticoncepcional. O uso dessas duas substâncias aumenta em 30 vezes o risco de trombose venosa profunda, que afeta os membros inferiores, gerando trombos que podem se desprender, cair na corrente sanguínea e ir para os pulmões, para o cérebro e outras regiões, causando derrame, por exemplo”, alerta o pneumologista.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), uma das evidências dos malefícios do cigarro no corpo da mulher são os casos de câncer de pulmão. Na década de 1940, esse tipo de tumor maligno era incomum entre as brasileiras. Já no último balanço, divulgado este ano, está em terceiro lugar no ranking de incidência, só atrás do câncer de mama e do de colo de útero. Estudos já constataram que 95% dos cânceres de pulmão ocorrem em pacientes com histórico de tabagismo.

Fonte: Drauzio Varella

O que acontece com os ossos na transição para a menopausa

Nosso esqueleto é formado de 206 ossos feitos da mesma matéria prima que dá sustentação a pele: as fibras de colágeno. Para formar os ossos, essas fibras interagem com os minerais que contém cálcio e, como qualquer tecido vivo, mantém-se em permanente reconstituição. Células denominadas osteoblastos e osteoclastos estão na origem desse processo dinâmico. As primeiras formam tecido ósseo novo e as últimas destroem o velho.Sem essa dinâmica nosso esqueleto estaria sujeito a lesões por fadiga ainda na juventude.

O processo de reconstituição é permanente,  mas o pico da densidade óssea é determinado no tempo. Ocorre por volta dos 30 anos. Até essa idade ganhamos mais osso do que perdemos. A partir de então, o processo se inverte e é preciso impedir que se instale a perda de massa óssea que caracteriza a osteoporose.Entre 30 e 40 anos a mulher perde 0,18% de osso esponjoso por ano — o tecido predominante nas vertébras, nos ossos da pelve e nas extremidades dos ossos longos e dos ossos chatos. Nos cinco primeiros anos após a menopausa, a perda passa a ser de 1,4% ao ano. Não é o fim do esqueleto, naturalmente, mas a desvantagem feminina é grande nessa área, pois as mulheres têm 25% a 30% menos massa óssea do que os homens e perdem 35% de osso compacto e 50% do tecido esponjoso ao longo da vida, enquanto os homens perdem menos da metade dessas porcentagens.

Correm mais risco de desenvolver osteoporose as mulheres que tem histórico da doença na família, as que são pequenas e magras, as fumantes e as que usam medicamentos à base de cortisona ou tomam hormônio para controlar o hipertireoidismo.

A prevenção da osteoporose na menopausa depende da dieta, que dever ser rica em cálcio, com suplementação desse mineral, quando necessário e também está associada com a prática de atividade física e a exposição ao sol. Para quem tem risco de desenvolver a doença o arsenal de medicamentos é amplo. Inclui, por exemplo, substâncias químicas não hormonais denominadas alendronatos ou risendronatos, que melhoram a dinâmica de remodelação óssea, previnindo a perda óssea ou reduzindo a atividade das células destruidoras de osso, os osteoclastos. Tais fármacos são de uma geração mais recente e não causam os distúrbios gástricos típicos da geração anterior dessa classe de drogas, conhecida como bisfosfanato.

Os moduladores seletivos de receptores de estrogênio são outra alternativa de tratamento. Os Selective Estrogen Receptor Modulators ou SERMs, como este medicamento é conhecido na abreviação do inglês, são fármacos que imitam a ação dos estrogênios sobre os ossos e o colesterol, mas sem causar os efeitos negativos desses hormônios nas mamas e no útero. Eles não podem ser usados por mulheres com risco de desenvolver coágulos ou trombos, ou que sofrem de doença no fígado.
Uma versão sintética do paratormônio PTH, uma substância fabricada naturalmente nas paratireóides (quatro pequenas glândulas que ficam no pescoço e regulam a disponibilidade do cálcio e do fósforo no organismo), é outra opção para o tratamento da osteoporose instalada. Feito com a tecnologia da engenharia molecular, o PTH sintético revelou-se capaz de formar osso novo, diferente dos outros medicamentos, que previnem ou contém a perda de massa óssea.

Para evitar que a osteoporose se instale é preciso cuidar da dieta, fazer exercícios e tomar sol. A vitamina D, metabolizada na pele, é uma espécie de chave que abre portas, do começo ao fim do ciclo de remodelação óssea: ela facilita a absorção do cálcio pelo intestino, dá o empurrão para sua entrada na corrente sangüínea e ainda ajuda a sua deposição final no osso.

O consumo de cálcio recomendado para quem tem 45 anos ou mais é de 1500 mg diários, o equivalente a um litro de leite. É óbvio que ninguém toma tanto leite assim, mas existem outros alimentos ricos em cálcio que podem compor esse cardápio como os peixes e sardinhas, os frutos do mar e as amêndoas e avelãs. Essas últimas são poderosas porque, além do mineral, contém fósforo em abundância, um elemento que favorece a melhor absorção do cálcio pelo organismo.

Adquirir o hábito de consumir alimentos ricos em cálcio bem antes da menopausa e exercitar os músculos quando ela estiver se aproximando, com atividades vigorosas como corrida, ginástica e levantamento de peso, é decisivo para atenuar a perda óssea na transição. O exercício leva o músculo a pressionar o osso, e essa ação simples, mecânica, estimula a formação de massa óssea. Como se não bastasse esse efeito, há que se considerar que quanto mais tempo viver, mais a mulher precisará dos músculos para proteger seus ossos frágeis e porosos.

Fonte: SOGESP

Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher

No dia 28 de maio comemora-se o “Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher”, que reforça a importância da prevenção e tratamento adequado das doenças mais comuns.É importante o envolvimento de cada serviço de saúde na disseminação de informações para conseguirmos sempre uma medicina de qualidade, tanto no sistema de saúde privado como no sistema público, buscando sempre um acompanhamento de excelência.

Com o aumento da expectativa de vida das brasileiras que são mais da metade da população, é importante que estejamos atentos à prevenção das doenças mais incidentes em cada faixa etária das mulheres.

O exame de Papanicolau tem a finalidade de detectar alterações pré-malignas no colo do útero e vagina. É de fundamental importância, pois as lesões mais iniciais são tratadas com técnicas mais simples e muito menos agressivas. Isto reduz drasticamente a mortalidade e quase sempre preserva a fertilidade da mulher.

Rastreamento do “câncer de mama” – Deve ser realizado através do exame clínico na consulta ginecológica de rotina e com a mamografia e ultra-sonografia, a partir de faixas etárias determinadas, dependendo dos fatores de risco de cada paciente. Exames adicionais podem ser solicitados dependendo dos resultados destes exames iniciais. Existe um aumento de incidência do câncer de mama pelo aumento do diagnóstico, aumento da expectativa de vida da população, piora da qualidade dos hábitos de vida (sedentarismo, má alimentação) e fatores reprodutivos (menor número de filhos, gestações mais tardias).

Densitometria óssea – A avaliação da massa óssea é fundamental numa população que está vivendo mais tempo e muitas vezes sem se prevenir em relação à perda de massa óssea. Hoje, além da alimentação em excesso (metade da população está acima do peso) e do sedentarismo, vivemos em ambientes automatizados o que requer cada vez menos esforço físico. Tudo isso contribui para que a mulher envelheça com um aumento da perda de massa óssea, principalmente após a menopausa. O exame de densitometria ajuda a detectar alterações que podem ser controladas através de medidas comportamentais e medicamentosas.

Exames bioquímicos (sangue e urina) ajudam a rastrear o funcionamento do corpo direcionando exames adicionais dependendo dos resultados.

Outros exames de imagem como radiografias, ultra-sonografias, tomografias e ressonâncias, entre outros, devem ser solicitados, dependendo da avaliação clínica feita no momento da consulta. O exame clínico é fundamental para determinar quais exames subsidiários vão ser solicitados.

Importante lembrar que cada pessoa tem uma história com seus antecedentes e deve ser avaliada individualmente para que possamos minimizar o risco de aparecimento de doenças, proporcionando melhor qualidade de vida.

Dr. Ricardo Faure

Benefícios da atividade física na saúde feminina

A prática regular de atividade física sempre esteve ligada à imagem de pessoas com o corpo em forma. Mas, hoje, já se sabe que outros benefícios do fitness se manifestam em todos os aspectos do organismo, desde a parte psicológica até o fortalecimento dos ossos e das articulações, especialmente para a mulher.

Quando uma pessoa inclui em sua rotina um programa de exercícios físicos bem planejados e estruturados, ela observa perda de peso e da porcentagem de gordura corporal, redução da pressão arterial em repouso, melhora do diabetes, diminuição do colesterol total e aumento do HDL-colesterol (o “colesterol bom”). Todos esses benefícios auxiliam na prevenção e no controle de doenças, sendo importantes para a redução da mortalidade associada a elas. Na vida da mulher moderna esta prática é essencial, uma vez que a demanda da vida diária torna imperativo que se alcance e se mantenha um nível satisfatório de potência aeróbica, força e flexibilidade.

Uma boa caminhada, por exemplo, pode oferecer efeitos significativos na saúde feminina, pois se trata de um exercício físico extremamente importante para a melhora de diversos aspectos no corpo da mulher, quando praticado pelo menos três vezes por semana e por mais de 30 minutos contínuos.

Os benefícios envolvem a melhora cardiovascular, não só por aprimorar o condicionamento físico, mas também por manter um bom controle da glicemia (açúcar no sangue) e diminuir o colesterol ruim. Há melhora da massa óssea, com contribuições para a prevenção da osteoporose, mais facilidade para emagrecer e diminuição nas chances de ocorrência de pressão alta.

Além isso, a produção de endorfinas, que advém do exercício aeróbico, proporciona sensação de bem estar, além de regularizar o ciclo hormonal na mulher. Com isso, as mulheres tendem a ter ciclos menstruais mais regulares, menos cólicas menstruais, menos efeitos relacionados à TPM, como dores nas mamas antes da menstruação e alterações de humor, e maior facilidade de engravidar, além do aumento da libido.

Exercício contra endometriose
Sabemos que mulheres submetidas a níveis elevados de estresse, especialmente as milhares que estão inseridas no mercado de trabalho e precisam cuidar da família, têm mais chance de ter endometriose, porque o estresse leva a uma diminuição da imunidade do organismo. Dessa forma, a atividade física pode contribuir até para a prevenção da endometriose, pois ajuda a controlar o estresse e o risco de desenvolvimento dessa doença. Além disso, a endorfina produzida atua diretamente no ovário diminuindo a produção do estrógeno que alimenta a endometriose.

Por isso, a regularidade na prática dos exercícios aumenta a longevidade, melhora o nível de energia, a disposição e a saúde de um modo geral, além de afetar de maneira positiva o desempenho intelectual, o raciocínio, a velocidade de reação, o convívio social. Traduzindo: há uma melhora significativa da qualidade de vida!

Fonte: Minha Vida

A importância do aleitamento materno

O leite materno é o alimento ideal para o seu bebê. Ele supre todas as necessidades nutricionais até os 6 meses de idade e protege a criança da desnutrição. Não existe leite materno “fraco” ou “aguado”.

O bebê deve mamar logo após o nascimento. O leite dos primeiros dias após o parto é chamado de colostro e oferece grande proteção contra infecções. Dizemos que o colostro é a “primeira vacina” do bebê.

A composição do leite materno fornece a água necessária para manter o seu filho hidratado, mesmo em temperaturas ambientais elevadas, está sempre fresco, encontra-se na temperatura certa e pronto para beber. Sua composição nutricional balanceada contribui para o crescimento e desenvolvimento adequado do seu filho.

Veja algumas vantagens de amamentar:

  • A criança amamentada ao seio estará protegida contra alergia e infecções, fortalecendo-se com os anticorpos da mãe e evitando problemas como diarreias, pneumonias, otites e meningites.
  • A amamentação é mais prática, mais econômica, e evita o risco de contaminação no preparo de outros leites.
  • A amamentação favorece o desenvolvimento dos ossos e fortalece os músculos da face, facilitando o desenvolvimento da fala, regulando a respiração e prevenindo problemas na dentição.
  • O aleitamento materno cria um vínculo entre a mãe e o bebê, proporcionando maior união entre eles. As crianças amamentadas são mais tranquilas, inteligentes e mais felizes.
  • A mãe que amamenta volta mais rapidamente ao seu peso normal. Reduzem-se os riscos de ter diabetes e infarto cardíaco.
    • A amamentação ajuda a reduzir a hemorragia após o parto e previne o câncer de mama e de ovário.
  • A mãe, ao oferecer o peito ao seu filho, transmite segurança, prazer e conforto. Ocorre liberação de hormônios – as endorfinas que aumentam a sensação de prazer e felicidade para a mãe que amamenta. Além disso, melhora sua auto-estima, ela sabe que o seu bebê está saudável porque está recebendo o alimento ideal: o seu leite!

O ato de amamentar é muito mais que oferecer nutrientes, é oferecer amor.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

Brasileiras deixam saúde do coração de lado, diz pesquisa

As brasileiras cuidam da saúde ginecológica, mas deixam de lado a atenção com a saúde em geral, especialmente a cardiovascular. A análise é do presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM), o professor doutor Antonio Carlos Lopes, ao avaliar os resultados da pesquisa Mulher Coração, divulgada neste mês.

Segundo o médico, as doenças cardiovasculares na mulher já ultrapassam as estatísticas dos tumores de mama e de útero. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que elas correspondem a um terço das mortes no planeta, com 8,5 milhões de óbitos por ano – ou seja, mais de 23 mil por dia. Entre as brasileiras, principalmente as acima dos 40 anos, as cardiopatias chegam a representar 30% das causas de morte, a maior taxa da América Latina.

“É uma questão cultural. No passado, realmente as doenças cardiovasculares não afetavam tanto as mulheres. E é compreensível porque isso mudou: elas têm uma carga de trabalho pesada, vivem sob pressão para cuidar da família… Aliás, o sistema econômico familiar, hoje, depende delas. E há até aquelas que são responsáveis, sozinhas, por suas famílias”, lista Lopes, que continua: “Os problemas dos filhos são diferentes dos que as crianças tinham no passado. Tudo isso aliado à alimentação inadequada – com mais fast-food –, sedentarismo, tabagismo, obesidade e consumo excessivo de bebida alcoólica contribui para essa estatística”.

Detalhe: a pesquisa revela que 78,61% das entrevistadas têm histórico de hipertensão na família. E 69,65% delas contam com histórico familiar de doença cardiovascular, aumentando ainda mais as chances de ficarem doentes. “A genética não dá para modificar, claro, mas a mudança de hábitos é primordial para prevenir essas doenças”, reforça Lopes. Diabetes e alteração nas taxas de colesterol são outros fatores de risco importantes, assim como a chegada da menopausa e as terapias de reposição hormonal.

O pacote de bons hábitos inclui fazer uma atividade física regular, alimentar-se de maneira equilibrada (consumindo frutas, verduras e menos alimentos gordurosos), não fumar e evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, que têm impacto sobre a pressão arterial, além de manter o peso em dia. “O número de fumantes até caiu nos últimos anos no Brasil (na pesquisa, 14,14% informaram ser ou ter sido fumantes), mas, em compensação, as mulheres fumam mais agora do que no passado. E o alcoolismo entre elas aumentou (42,77% disseram beber)”.

Pelo fato de a mulher se consultar regularmente com o ginecologista (69,91% vão fazer check up uma vez por ano), Antonio Carlos Lopes recomenda que ela peça uma avaliação ao médico. “Ele não vai tratar dela, mas pode identificar os fatores de risco e encaminhar para um clínico ou cardiologista… Essa campanha Mulher Coração, que começou no ano passado, nasceu justamente da necessidade de informarmos a população feminina sobre a prevenção de doenças cardiovasculares. No Brasil, aproximadamente 30% dos acidentes cardiovasculares acontecem com mulheres. Assim, é de nossa responsabilidade divulgar as formas de identificar e evitar esses casos”, ressalta.

Fonte: A Tribuna.com.br

São Paulo tem lei que libera a presença de doulas em partos

Foi sancionado, em 23 de dezembro, pelo então prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o projeto de lei que permite a presença de doulas em maternidades municipais e hospitais privados contratados pelo município.

As doulas são profissionais que oferecem apoio emocional e conforto físico às gestantes. Elas ficam, agora, autorizadas a permanecer com as futuras mamães durante consultas, exames de pré-natal, pré parto, parto e pós-parto imediato, com seus instrumentos de trabalho.

Com a nova lei, a gestante ganha o direito a entrar na sala de parto com a sua doula e também com um acompanhante. A doula, no entanto, não pode fazer procedimentos e dar diagnósticos restritos aos profissionais de saúde, mesmo se ela tiver formação na área.

Implementação

A autora do projeto, vereadora Juliana Cardoso (PT), pediu empenho das doulas e ativistas em prol do parto humanizado para garantir a efetivação da medida. “Vai ter muita briga ainda dentro do hospital, porque a gente sabe que não é o fato da gente ter a lei sancionada que ela vai vigorar tão rápido. Vai depender muito mais de nós de estarmos juntos e organizados, dialogando, principalmente na Secretaria de Saúde”, disse durante a cerimônia em que foi anunciada a sanção da lei.

“Esse projeto foi a porta de entrada. Tem muito ainda o que fazer. Mas só o começo já foi incrível”, disse a doula Gabriela Gavioli. Entre as barreira para o acesso ao parto humanizado, ela destacou o alto custo dos serviços e da capacitação na área.

Para contornar esse problema, Gabriela destacou a formação oferecida por grupos como o Multiplicando Doulas, que não tem valor fixo, mas aceita a colaboração que a participante puder pagar. “Conseguiu pegar gente da periferia, que eram pessoas que eram excluídas pelo valor”, ressaltou sobre os resultados da iniciativa. Segundo ela, um curso de doula, com 40h de duração, custa entre R$ 1 mil e R$ 2,5mil.

A doula e psicóloga Débora Villanova também acredita que a nova lei trará benefícios às gestantes. “Eu já acompanhei parto de gestante em hospital público. Quando chega um determinado momento, ela precisa escolher entre a doula e o marido. Porque a doula não entrava, não tinha esse direito. Então, para mim, agora é incrível a doula poder entrar e não ser o acompanhante”, disse.

As práticas convencionais que, de acordo com Débora, imobilizam a mulher durante o trabalho de parto, dificultam os processos naturais do corpo. “O parto é um processo fisiológico horizontal. Então, quando você coloca a mulher sem se mexer e movimentar, esse parto acaba sendo mais difícil, doloroso e longo”, acrescentou, sobre a importância do acompanhamento de pessoas capacitadas em parto humanizado.

Fonte: Jornal do Brasil