O que é endometriose profunda?

A endometriose profunda é um tipo de endometriose onde as células de endometriose se implantam no tecido invadido em profundidade superior a 5 mm. Pode atingir vários órgãos, tais como o útero, as tubas uterinas, os ovários, o intestino, a bexiga urinária, o ureter e, mais raramente, até mesmo o diafragma, a pleura, os pulmões, o pericárdio, o coração e o sistema nervoso.

Como diagnosticar endometriose profunda?
Considerada a forma mais grave da doença, seu diagnóstico, assim como nos outros quadros de endometriose, é feito pela história clínica, pelo exame físico e pelo estudo anátomo patológico das lesões retiradas por via cirúrgica.

Embora alguns casos possam ser assintomáticos, seus sintomas, na maioria das vezes, são mais intensos do que na endometriose superficial ou no endometrioma e, não raramente, são incapacitantes, resultando em alto índice de absenteísmo, isolamento social e idas frequentes ao hospital para controle da dor, com impacto fortemente negativo na qualidade de vida dessas mulheres.

Além da exacerbação dos sintomas típicos da endometriose (cólicas menstruais, distensão abdominal e dores na pelve, à relação sexual e ao evacuar), a endometriose profunda ainda é comumente associada a outras doenças, tais como dores musculares, falta de desejo e dificuldade de obter prazer sexual, depressão, ansiedade e distúrbios alimentares.

No exame físico realizado na consulta médica, o médico pode desconfiar da endometriose profunda ao palpar espessamentos ou nódulos, ao verificar espasmos musculares e ao identificar o ponto de desencadeamento de dor (ponto doloroso ou ponto gatilho).

Exames de imagem complementares são fundamentais para o mapeamento adequado da doença e para o planejamento do tratamento – na maioria das vezes, cirúrgico.

Os exames mais indicados para o diagnóstico da endometriose (“padrão ouro”) são a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética com pesquisa para endometriose. Eles permitem uma visão espacial das lesões e dos órgãos. A tomografia computadorizada de tórax e a broncoscopia podem ser necessários nos casos de endometriose de diafragma, pulmão ou pleura.

O diagnóstico é mais difícil quando a endometriose está próxima a um nervo, porque além da dor, outros sintomas podem surgir de acordo com o dermatomo acometido. Podem ocorrer, por exemplo, dores no nervo ciático, disfunções urinárias, disfunções intestinais, disfunções sexuais, dores perineais, dores em região glútea, dor ou formigamentos em face dorsal da coxa etc. A tractografia por ressonância magnética é um exame que avalia as fibras nervosas através de traços de difusão de água e vem sendo utilizada no diagnóstico de endometriose próxima a nervos.

Por ser uma doença que se agrava com o passar do tempo, não deixe o tempo passar. Se você tem sintomas sugestivos de endometriose ou se recebeu o diagnóstico de endometriose profunda, não deixe de procurar avaliação com médico experiente.

Perguntas frequentes sobre o DIU

DIU é composto de um material flexível, em forma de T, Y ou gama, com sua extremidade mais longa ligada a um fio. O DIU vem “fechado” dentro de um tubo fino e flexível chamado insertor. O médico introduz o insertor pela vagina, atravessa o colo do útero e, uma vez adequadamente posicionado no interior da cavidade uterina, retira-o delicadamente, fazendo com que o DIU saia do insertor e se “abra” dentro do útero em sua posição definitiva.

O fio, por sua vez, atravessa o colo uterino e termina dois a três centímetros para além do colo, ficando a extremidade acomodada no fundo da vagina. A finalidade do fio é servir ao controle do DIU e à sua retirada quando não mais desejado.

5. Colocar o DIU dói?
Ter dor na colocação do DIU varia de mulher para mulher. As mulheres que tiveram parto normal costumam tem mais facilidade para colocar o DIU. Por outro lado, mulheres na menopausa ou as que nunca tiveram nenhum parto normal frequentemente possuem o orifício do colo mais estreito e, consequentemente, mais dificuldade.

Após muitos anos de experiência, tenho preferido realizar o procedimento de colocação do DIU em ambiente hospitalar, sob um tipo de anestesia conhecido por sedação, pois a maioria das minhas pacientes sentia alguma dor durante a colocação do DIU e, algumas, chegavam a referir dor intensa. No hospital, a mulher é internada no chamado day-hospital (tipo de internação que dura apenas algumas horas), o procedimento é rápido, ela não sente dor alguma durante o procedimento e, em geral, recebe alta no mesmo dia.

6. Quem pode usar DIU?
O DIU pode ser utilizado como método contraceptivo em mulheres que já iniciaram a atividade sexual. Pode ser usado por adolescentes e mulheres durante a amamentação.

Além de utilizado para evitar gravidez, o DIU hormonal pode ser usado no tratamento de endometriose, mioma uterino, adenomiose e na reposição de progesterona em mulheres menopausadas.

7. Quem não pode usar DIU?
O DIU não deve ser colocado em mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez.

Também não podem usar DIU as mulheres com úteros malformados, com doenças inflamatórias pélvicas, com infecções genitais, com câncer de colo do útero, com câncer de endométrio.

Mulheres com exame de prevenção do câncer do útero alterado também não devem colocar o DIU.

Qualquer sangramento vaginal inesperado e sem causa conhecida deve ser investigado antes da colocação do DIU para garantir que não haja nenhuma contra indicação para o método.

O DIU hormonal não pode ser usado por mulheres que apresentem doenças chamadas hormônio dependentes (doenças onde o uso de hormônio é contraindicado), tais como câncer de mama ou trombose.

8. DIU engorda?
O DIU de cobre e o DIU de prata não costumam promover alteração do peso da mulher.

O DIU medicado pode contribuir discretamente para o aumento de peso por atuar no perfil hormonal da mulher. Rotinas com alimentação saudável e exercícios físicos são normalmente suficientes para manter o peso estável.

9. Posso usar coletor menstrual ou absorvente interno com DIU?
Normalmente não há problema em utilizar o coletor menstrual ou o absorvente interno com DIU, porque o DIU está dentro da cavidade uterina e apenas a extremidade do fio do DIU encontra-se fora do útero, no fundo da vagina. A mulher deve tomar cuidado ao manipular esses itens na vagina para não puxar acidentalmente o fio do DIU.

10. Quais os efeitos colaterais do DIU?
O efeito colateral mais comum após a colocação do DIU é o sangramento irregular, que costuma ser de pouca intensidade.

Devido ao processo inflamatório que o cobre causa no útero, ainda que amenizado pela associação à prata, o DIU não hormonal pode causar um aumento no fluxo menstrual e nas cólicas menstruais, controlados facilmente com analgésicos e anti-inflamatórios.

Muitas mulheres esperam a diminuição do fluxo menstrual após a colocação do DIU hormonal. Isso realmente pode acontecer, mas é preciso saber que após a inserção do DIU hormonal, sangramentos menstruais irregulares podem ser observados. São os chamados escapes e podem durar de 3 a 6 meses. Geralmente os escapes acontecem em pouca quantidade e com aspecto de borra de café. Raramente o sangramento se assemelha a uma menstruação normal. Embora o período de adaptação incomode, o índice de satisfação entre as usuárias do DIU hormonal é alto e as mulheres geralmente não abandonam o método por conta desses efeitos que, como vimos, costumam ser transitórios.

11. Quais os cuidados após a inserção do DIU?
Logo após e até por alguns dias após a inserção do DIU, a mulher pode perceber um pequeno sangramento vaginal, bem como cólicas eventuais que normalmente melhoram com analgésicos comuns. São efeitos que, quando ocorrem, frequentemente têm curta duração, mas a mulher deve ficar prevenida.

Relações sexuais devem ser evitadas nas primeiras 24 horas após a inserção do DIU.

Uma visita ao ginecologista e uma ultrassonografia devem ser realizadas entre 4 a 12 semanas após a inserção do DIU.

Visitas a cada 6 meses ao ginecologista devem ser feitas para avaliar o DIU.

Em caso de cólicas fortes, muito frequentes, aparecimento de corrimentos vaginais, odor vaginal ou dor na relação sexual, recomenda-se o retorno ao ginecologista para avaliação.

12. Quanto tempo dura um DIU?
Algumas pessoas confundem duração e validade. A validade do DIU é expressa por uma data que representa o limite de prazo para a colocação do DIU. Esta data vem impressa na embalagem do DIU e, uma vez vencida, o DIU não deve ser inserido na cavidade uterina.

Já a duração se refere ao tempo máximo que o DIU produz os efeitos esperados uma vez inserido no interior do útero.

Após sua inserção no útero, o DIU não hormonal dura de três a dez anos, enquanto o DIU hormonal dura cinco anos.

É importante frisar que o DIU pode ser retirado antes do término de sua duração, caso seja desejo da paciente, razão pela qual é classificado como um método contraceptivo reversível.

13. Posso ter complicações com o DIU?
As complicações do uso do DIU são bastante raras: infecções pélvicas, expulsão do DIU, deslocamento do DIU da cavidade uterina e, mais raramente ainda, perfuração do útero durante a colocação do DIU.

14. Posso usar DIU após o parto?
Embora a literatura não restrinja o uso dos DIU não hormonais desde o pós-parto imediato, tenho inserido DIU, hormonais ou não, após o término do puerpério, o que leva em média seis semanas.

O DIU não interfere na amamentação.

15. Fui ao ginecologista e ele não viu o fio do DIU, e agora?
O fio do DIU serve para controle do DIU e costuma ser visto no fundo da vagina durante o exame ginecológico. Em poucos casos, o fio entra e fica no colo do útero ou na cavidade uterina. Isso não é problema se o DIU estiver na posição correta, o que pode ser visto ao ultrassom.

A histeroscopia pode ser utilizada para retirar o DIU sem fio aparente.

16. Quanto tempo depois de retirar o DIU posso engravidar?
O DIU não interfere permanentemente na fertilidade.

Assim que o DIU de cobre ou DIU de prata é retirado, a mulher volta a poder engravidar.

A mulher pode levar até três meses para retornar a menstruar normalmente e engravidar após a retirada do DIU hormonal.

17. O DIU previne contra infecções sexualmente transmissíveis?
O DIU não previne contra as infecções sexualmente transmissíveis como HIV, sífilis, hepatite B, hepatite C e outras. Portanto, é muito importante associar o uso de preservativos (masculino, feminino) durante as relações sexuais.

Dia da Mulher: O que é e por que é celebrado em 8 de março?

Comemorado todos os anos em 8 de março, o Dia da Mulher pode parecer apenas mais uma data comercial como tantas outras. O que nem todo mundo sabe é que o dia possui razões mais sérias para existir. Afinal, não é de hoje que as mulheres desempenham um papel fundamental para o mundo e que merecem ser respeitadas e tratadas com igualdade. Para ajudar a promover essa reflexão sobre a importância da mulher na sociedade e celebrar a data, preparamos este post especial. Nele, você vai entender o que é o dia 8 de março, quais eventos deram origem, como comemorar o Dia Internacional da Mulher e como a Accor incentiva a equidade de gênero e as lideranças femininas. Acompanhe!

feliz dia da mulher flores

O que é o Dia da Mulher?

Comemorado desde o começo do século 20, o Dia da Mulher é uma data que destaca a importância da figura na sociedade e também suas conquistas e direitos.

Oficial pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, esse é um dado usado para a igualdade de gênero e Organização para Reivindicar às mulheres.

O Dia Internacional da Mulher homenagemia, principalmente, a luta e as conquistas femininas através da história do mundo. E, cá entre nós, não são poucas e merecem ser relembradas.

 

Contudo, mesmo o Dia da Mulher existe uma importante celebração em nível global, controvérsias sobre sua origem. E é sobre elas que falaremos a seguir.

empoderamento feminino

Qual foi o objetivo da greve de 1857?

Uma das versões mais conhecidas para a criação do Dia Internacional da Mulher foi uma greve realizada por mulheres operárias em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 1857.

Segundo conta a narrativa histórica, essas mulheres teriam se reunido para reivindicar a redução da jornada de trabalho e a criação de uma espécie de licença-maternidade.

Naquela época, trabalhava-se muito e ganhava-se pouco, o que teria motivado os protestos.

Na luta por seus direitos, contudo, as operárias teriam morrido em um incêndio criminoso ocorrido na fábrica de tecidos Cotton, supostamente, comandado pelo diretor da empresa.

 

Mesmo sendo a origem mais popular no mundo, essa tragédia nunca foi comprovada. Porém, ela aconteceu em um momento de eclosão de passagem feminina de mulheres nos Estados Unidos, se torna mola propulsora para uma mobilização feminina por seus direitos.

feliz dia da mulher 8 de março

Conheça a origem do Dia Internacional da Mulher

Embora a origem da data mais feminina do ano seja, de fato, ligada à luta de mulheres operárias por seus direitos, o que aconteceu, na verdade, foi um pouco diferente.

As motivações para a criação de um dia especial foram parecidas, o que muda, no entanto, são as datas e cenários.

Conforme mostram as comprovações históricas, o Dia da Mulher ganhou força a partir de greves realizadas por mulheres nos Estados Unidos e na Rússia. Entenda mais sobre esses dois importantes acontecimentos nos próximos tópicos.

Greve nos Estados Unidos

Mais de 60 anos antes da oficialização do dia 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres, cerca de 15 mil mulheres americanas se reuniram para uma greve.

Essa manifestação aconteceu em Nova Iorque, em 1909, e ficou conhecida como Dia da Mulher.

Naquela época, a carga horária de trabalho era exaustiva: trabalhava-se cerca de 14 horas em semanas de seis dias e o salário era baixíssimo. Além disso, as condições de trabalho delas eram piores que as dos homens.

Ambos trabalhavam em ambientes tão precários que representavam um cenário propício para o perigo.

Em 25 de março de 1911, então, aconteceu um incêndio na fábrica têxtil Triangle Shirtwaist Company, em Nova Iorque, que matou 125 mulheres e 21 homens.

A comoção com a tragédia foi tão grande que os sindicatos e o movimento trabalhista nos Estados Unidos se fortaleceram após o incidente.

A relação do Dia da Mulher com a Revolução Russa

Já na Rússia de 1917, cerca de 90 mil mulheres trabalhadoras do setor de tecelagem se reuniram para protestar nas ruas.

A fome mundial foram as principais figuras da primeira aparição, que aconteceu em fevereiro do antigo calendário russo e em 8 de março, no calendárioriano.

Por esses motivos, a ficou conhecida como “Pão e Paz”.

Com a adesão de milhares de pessoas, foi um evento que impulsionou a Revolução Russa. Após o episódio, o dia 8 de março foi oficializado pelos soviéticos como um data para comemorar a “mulher heróica e trabalhadora”.

Controvérsias sobre as origens do Dia Internacional da Mulher 

Embora a origem da Mulher seja associada ao incêndio na fábrica têxtil, ainda há teoria que diz que a existência na Europa está relacionada a outros dados, a outros dados.

De acordo com ela, anual 1910, a sindicalista alemã, do Partido Comunista da Alemanha, Clara Zetkin, do Partido Comunista da Alemanha, das mulheres, uma jornada de manifestações socialistas pela igualdade de direitos.

 

A data, porém, não foi determinada e o primeiro dia oficial da mulher na Europa foi celebrado no dia 19 de março de 1911.

international women's day

Qual a importância do Dia da Mulher?

Mesmo existindo controvérsias sobre as origens do Dia da Mulher, esse é um dado para reflexão e não apenas destinado a homenagens ou troca de presentes.

Embora tenha se tornado uma data com forte apelo comercial, é um dia de luta pelo empoderamento feminino, equidade e respeito.

Em países como Brasil e Estados Unidos, o dia 8 de março é marcado por protestos organizados por mulheres em suas principais cidades.

Além da igualdade salarial, as bandeiras mais levantadas pelos participantes desses movimentos são a descriminalização do aborto, a política de combate à cobrança do feminicídio, entre outras questões urgentes a serem resolvidas.

Ou seja, é um momento que serve para levantar os principais problemas que as mulheres enfrentam e também para aumentar a conscientização sobre a igualdade e a necessidade de respeito.

Marcos históricos das conquistas das mulheres no Brasil

Mesmo com uma história marcada pela submissão e violência, é verdade que, com o passar do tempo, a mulher conquistou muitos direitos. Mas ainda há muito a ser superado.

Vamos relembrar os principais marcos históricos das conquistas das mulheres no Brasil?

No país, o movimento por melhores condições para as mulheres remonta ao começo do século 19.

Em 1813, o baiano Domingos Borges de Barros passou a defender junto às cortes portuguesas a participação da mulher na política.

Já 60 anos depois, em 1873, elas tiveram o direito a frequentar instituições de ensino superior pela primeira vez na história.

Em 132, durante o governo do então Getúlio Vargas, como presidente do Tribunal99 ter o direito ao voto.

Lei Maria da Penha

Outro marco histórico importante veio em 7 de agosto de 2006, quando foi sancionada a Lei nº 11.340, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha.

Ela é o principal instrumento legal para coibir e punir a violência doméstica praticada contra as mulheres no Brasil.

Seu nome foi uma homenagem à farmacêutica que, por anos, foi vítima de violência doméstica pelo próprio marido.

A lei Maria da Penha é uma importante feminina, ajudando a combater o problema que afeta a cada dois minutos em todo o país. O dado foi divulgado em 2019 durante a realização do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

A luta, no entanto, continua.

abraço interracial de mulheres

Ginecologia 2024: Cuidados Essenciais para a Saúde Feminina

A saúde ginecológica é uma parte crucial do bem-estar feminino, e em 2024, os cuidados evoluíram para atender às necessidades específicas das mulheres. Manter-se informada e comprometida com sua saúde é fundamental. Aqui estão alguns conselhos atualizados para garantir que você esteja no controle de sua saúde ginecológica:

1. Exames de Rotina: Agendar exames ginecológicos de rotina é a base para a prevenção. Consulte seu ginecologista regularmente para exames como Papanicolau, mamografia e ultrassonografia pélvica. Essas avaliações periódicas são essenciais para detectar precocemente qualquer alteração e garantir tratamento eficaz.

2. Conhecimento do Ciclo Menstrual: Entender seu ciclo menstrual é uma ferramenta poderosa para monitorar sua saúde ginecológica. Aplicativos modernos podem ajudar a rastrear seu ciclo, sintomas e padrões, permitindo que você detecte irregularidades e compartilhe informações valiosas com seu profissional de saúde.

3. Métodos Contraceptivos Atualizados: Mantenha-se informada sobre as opções contraceptivas disponíveis em 2024. Desde métodos tradicionais até avanços em contracepção hormonal e dispositivos intrauterinos (DIUs), há uma variedade de escolhas. Converse com seu ginecologista para encontrar o método que melhor atenda às suas necessidades e estilo de vida.

4. Saúde Sexual e Emocional: A saúde ginecológica não se limita apenas ao físico; também abrange o aspecto emocional e sexual. Esteja aberta para discutir qualquer preocupação ou desconforto com seu ginecologista. A saúde sexual saudável é um componente vital do bem-estar global.

5. Prevenção de Infecções: Pratique hábitos saudáveis para prevenir infecções ginecológicas. Isso inclui a higiene íntima adequada, uso de roupas íntimas de algodão, e a atenção ao uso de antibióticos, que podem afetar o equilíbrio da flora vaginal.

6. Menopausa Consciente: Se você está se aproximando da menopausa, ou já a atravessou, informe-se sobre as mudanças hormonais e os sintomas associados. Discuta opções de terapia hormonal e estratégias para lidar com sintomas como fogachos, alterações de humor e problemas de sono.

7. Atenção à Saúde Mental: A saúde mental é um componente vital da saúde ginecológica. O estresse pode impactar seu ciclo menstrual e até mesmo afetar a fertilidade. Praticar técnicas de gerenciamento de estresse, como meditação e exercícios regulares, contribuirá para um equilíbrio saudável.

Em 2024, os cuidados ginecológicos não se limitam apenas ao consultório médico; eles são uma parceria entre você e seu profissional de saúde. Mantenha-se atualizada, confie em seu corpo e, acima de tudo, coloque sua saúde em primeiro lugar. A busca contínua pelo conhecimento e cuidado é o caminho para uma vida ginecológica saudável e plena.

Principais Questões sobre DIU de Cobre x DIU Hormonal: diferenças e indicações

Sistematizamos as principais questões abordadas durante Encontro com o Especialista Márcio Lamblet, médico ginecologista do IFF/Fiocruz, realizado em 18/08/2022.

Na abordagem sobre contracepção é necessário que o profissional de saúde forneça informações de qualidade e ajude na escolha que mais se adeque às necessidades da mulher. Existem inúmeros métodos contraceptivos disponíveis no SUS, incluindo métodos de longa e curta duração, hormonais e não hormonais e os métodos de barreira.  O método anticoncepcional de longa duração (LARC) é o método mais utilizado mundialmente.

O DIU (Dispositivo Intrauterino) é um método anticoncepcional de barreira, podendo ser hormonal (com progesterona) e não hormonal (DIU de cobre), cuja haste é revestida por uma camada de cobre.

Os dois tipos de dispositivos são plásticos, medem cerca de 30mm, sendo considerados métodos contraceptivos seguros, reversíveis, eficazes e associados a poucos efeitos colaterais, com taxas de falhas extremamente baixas.

 

Indicações para o uso de DIU

  • Desejo de método anticoncepcional de longa duração para mulheres em idade reprodutiva, incluindo a adolescência
  • Método anticoncepcional de emergência, podendo ser colocado a qualquer momento do ciclo
  • Controle de sangramento uterino aumentado (DIU hormonal)
  • Controle de dismenorréia (DIU hormonal)
  • Opção contraceptiva para mulheres com histórico pessoal e familiar de trombose
  • Manutenção de anticoncepção pré captação de óvulos (reprodução assistida), sem piorar o desfecho do procedimento

 

Contraindicações para o uso de DIU

  •  Distorção importante da cavidade uterina
  • Doença inflamatória pélvica ativa
  • Gravidez conhecida ou suspeita
  • Doença de Wilson ou alergia ao cobre
  • Sangramento uterino anormal sem causa definida

 

Tipos de DIU

  • Os DIUs não hormonais existentes no mercado são o DIU de Cobre (TCu-38) e DIU de Cobre com Prata.
  • A escolha do melhor dispositivo varia com a individualidade, devendo ser conjunta entre o profissional e a mulher. Na rede pública de saúde, o DIU de cobre (Tcu-380) é a opção disponível, com validade de 10 anos desde o dia de sua inserção.
  • O mecanismo de ação principal do DIU não hormonal é uma reação inflamatória citotóxica, que funciona como espermicida, alterando a mobilidade e migração dos espermatozóides. Além disso, provoca alterações endometriais, que comprometem a nidação. O DIU de Cobre é mais indicado para mulheres que apresentam um ciclo menstrual regular com pouca ou nenhuma cólica e que tenham uma duração e intervalo regular desse ciclo sem ter um fluxo menstrual muito intenso, pois os principais efeitos colaterais são aumento do fluxo menstrual e cólicas intensas, que normalmente diminuem após 3 meses de uso.
  • Já os DIUs hormonais possuem o hormônio levonorgestrel, responsável por causar amenorréia em até 60% das usuárias. Entre as mulheres que continuam menstruando, o fluxo passa a ser bastante reduzido, melhorando a qualidade de vida das mulheres que possuem fluxos e cólicas intensas na menstruação. A validade do principal DIU hormonal é 5 anos e ele não faz parte do rol de contraceptivos disponíveis no SUS.

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Figura 1. Tipos de DIU

 

Critérios para a inserção do DIU

Para inserção de um dispositivo intrauterino é necessário que o profissional de saúde saiba que a mulher não está grávida e que ela não apresente nenhum sinal ou sintoma de gravidez. Os critérios abaixo podem ser utilizados para essa definição:

  • Essa inserção pode ser feita durante a menstruação ou até 7 dias após o início da menstruação normal;
  • Não ter tido relações sexuais desde o início da última menstruação normal;
  • Ter usado corretamente e consistentemente um método confiável de contracepção;
  • Menos de 7 dias após um abordo espontâneo ou induzido;
  • Dentro de 4 semanas no pós-parto; ou
  • Estar em aleitamento materno exclusivo ou quase exclusivo, em amenorréia e antes de 6 meses pós-parto.

Importante: Em relação à inserção do DIU no pós-parto, o melhor momento é dentro dos primeiros 10 minutos após a expulsão da placenta. No entanto, também pode ser inserido a qualquer momento dentro de 48h após o parto, ou até 12 dias após o abortamento. Caso a inserção não tenha sido feita nas condições anteriores, o recomendado é que se espere até 4 semanas de puerpério.

Técnica para a inserção de DIU, segundo Ministério da Saúde (2018):

  1. Explicar o procedimento à mulher e esclarecer suas dúvidas. O procedimento pode ser bastante doloroso para algumas mulheres, realizar as etapas com delicadeza e monitorando a resposta da mulher;
  2. Realize em toque vaginal bimanual para correta avaliação da posição do útero;
  3. Colocação de espéculo vaginal com adequada exposição da cérvice;
  4. Realizar o pinçamento do lábio anterior do colo uterino com pinça de Pozzi;
  5. Histerometria cuidadosa – reavaliar posição uterina e tamanho da cavidade;
  6. Inserção de DIU dentro da camisa do aplicador do fabricante;
  7. Retirada do aplicador e corte de fio aproximadamente 2cm de orifício externo. 

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Figura 2. Técnica de inserção de DIU ambulatorialmente. Fonte: MS, 2018.

De acordo com o Ministério da Saúde (2018), não é obrigatória a realização de ultrassom anteriormente e após a inserção do DIU, exceto na suspeição de má formação uterina. Para acompanhamento, o Manual recomenda o controle de comprimento de fio pelo colo de útero anualmente.

O DIU normoposicionado deve estar totalmente acima do orifício interno, o eixo longitudinal não rotacionado e sem perfurar as camadas miometrial ou serosa uterinas.

O DIU deve ser retirado dentro do prazo da validade proposto pelo fabricante.

Para saber mais sobre o DIU de cobre e desmistificar seu uso, acesse a cartilha do Fundo das Nações Unidas para Populações (UNFPA):Desmistificando o uso do DIU.

Referência

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Manual Técnico para Profissionais de Saúde : DIU com Cobre TCu 380A / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília : Ministério da Saúde, 2018.

Saúde da mulher contempla cuidados específicos

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saúde da mulher vai além de questões ginecológicas e deve contemplar, além do bem-estar físico, a saúde mental e emocional, incluído o planejamento familiar, que também faz parte desse rol de cuidados necessários. O funcionamento do corpo feminino tem peculiaridades quando comparado ao organismo do homem, o que gera doenças e distúrbios específicos. Essas especificidades são ainda maiores quando se trata de públicos como mulheres negras, indígenas, privadas de liberdade ou mesmo aquelas que vivem em zonas rurais.

A saúde ginecológica, é claro, não pode ficar de lado e engloba vários aspectos do bem-estar feminino. Nesse sentido, entre os fatores que devem ser observados pelas mulheres estão: alterações do ciclo menstrual, sangramentos transvaginais anormais, sangramentos após a menopausa, dor pélvica aguda ou crônica, nódulos mamários, infertilidade, corrimentos vaginais, úlceras genitais, verrugas vulvares, dor ao urinar, incontinência urinária, dor durante a relação sexual e alterações na sexualidade.

“Em todos esses casos, a atenção médica deve ser procurada para avaliação e acompanhamento adequado”, explica a chefe da Unidade de Atenção à Saúde da Mulher, da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), da Universidade Federal do Ceará (UFC), Muse Santiago. A MEAC faz parte da Rede Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra 40 hospitais universitários federais no país.

Saúde ginecológica

Mulheres devem dedicar-se aos cuidados com a higiene íntima; a exames ginecológicos de rotina para prevenção e detecção precoce do câncer ginecológico; e ao uso regular de preservativos, a fim de evitar infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

“As mulheres devem cuidar de sua saúde ginecológica por meio da prevenção de gravidez não planejada; da escolha adequada de métodos anticoncepcionais; do autoexame mamário e da realização de mamografia periódica (a depender da idade) para identificação de nódulos ou outras alterações”, pontua Muse Santiago.

Saúde reprodutiva

Muse explica também que a busca de atendimento profissional para o planejamento reprodutivo é fundamental para otimizar a possibilidade de sucesso do método anticoncepcional escolhido, levando em consideração aspectos como segurança e eficácia: “Por fazer parte de sua formação acadêmica, o profissional mais indicado nestes casos é o médico ginecologista e obstetra. O mesmo observará os riscos e benefícios de cada método, com base na condição clínica da mulher”.

Ela esclarece também que os profissionais observarão aspectos e características referentes ao tipo de método proposto (se é reversível ou não, se é cirúrgico, se é hormonal, se é de longa ou curta duração etc.) e avaliar cada caso especificamente, de acordo com os objetivos, interesses e crenças da paciente. A escolha, segundo Muse, é uma decisão conjunta entre a mulher e o profissional de saúde.

Gravidez, pré-natal e neonatal

A especialista da Maternidade Escola Assis Chateaubriand explica que o pré-natal é “de fundamental importância” para a prevenção e a detecção precoce de doenças maternas ou fetais, permitindo um desenvolvimento saudável do bebê e reduzindo os riscos da gestante.

“Durante o acompanhamento pré-natal, é possível identificar doenças como hipertensão arterial, diabetes, doenças cardíacas, anemias, doenças infecciosas (sífilis, por exemplo). Seu diagnóstico permite medidas de tratamento que evitam maior prejuízo à mulher não só durante a gestação, mas também por toda a sua vida.”

A atenção profissional durante o parto, segundo a profissional, também é fundamental para identificar eventuais complicações e possibilitar, quando necessário, intervenções adequadas.

Cânceres

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, os cânceres mais prevalentes na população feminina são o câncer de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.

A incidência do câncer colorretal é semelhante entre homens e mulheres e está relacionado a fatores genéticos e hábitos de vida, como obesidade, sedentarismo e fatores associados à dieta. O câncer de pulmão, por sua vez, é mais comum em homens, mas aumentou muito entre as mulheres, e a causa principal é o maior consumo de tabaco, observado entre a população feminina ao longo dos anos.

O câncer de tireoide, glândula responsável por controlar diversas funções do metabolismo, é três vezes mais frequente no sexo feminino, explica Muse Santiago: “Embora sem causa determinada, alguns estudos apontam que fatores hormonais e alimentares estão ligados ao desenvolvimento deste tumor”.

A prevenção contra esses cânceres envolve exames ginecológicos de rotina; mamografia anual a partir dos 40 anos; adoção de hábitos saudáveis (evitar o tabagismo, adotar uma dieta rica em fibras, frutas e vegetais etc.). “Também está indicada realização de colonoscopia periódica, a partir dos 50 anos, para detecção precoce deste último. A atividade física regular representa um fator protetor para a maioria dos cânceres.”

Saúde mental

A saúde mental de mulheres possui peculiaridades com relação à de homens. Muse Santiago explica que isso se deve às típicas flutuações hormonais, que ocorrem nas diferentes fases do ciclo menstrual, na gravidez, amamentação e menopausa. Além desses fatores, a cobrança social em relação a padrões de vida e beleza elevam o nível de estresse entre as mulheres.

Por conta de todos esses fatores, mulheres estão mais propensas às alterações de humor e transtornos de ansiedade, sendo mais suscetíveis a sofrerem de depressão. Dessa maneira, os cuidados devem ser diferentes para esse público. “Mulheres também têm maior probabilidade de acumularem mais de um distúrbio mental ao mesmo tempo e são mais suscetíveis a sofrerem de estresse pós-traumático”, esclarece Muse.

Períodos pré e pós-menopausa

Ainda segundo Muse, após a menopausa, é mais comum o surgimento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, dislipidemias, artrite reumatoide e osteoporose, bem como cânceres, ginecológicos ou não. “Além do ginecologista, por vezes, é necessário seguimento por outros especialistas, como cardiologista, endocrinologista, geriatra, reumatologista e oncologista, a depender de cada caso.”

Idade avançada

A atenção à saúde do homem idoso, segundo explica Muse Santiago, se diferencia da saúde da mulher idosa por peculiaridades que envolvem diferenças físicas, sociais, emocionais e epidemiológicas, no que diz respeito à maior prevalência de determinadas doenças a depender do gênero.

“No homem idoso, os cuidados diferenciados são destinados à prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata, enquanto na mulher idosa este cuidado está direcionado ao câncer de mama, endométrio, ovário e colo uterino. A prevalência de osteoporose também é mais comum em mulheres idosas.”

Baixa Imunidade x Saúde Íntima

O nosso corpo é como se fosse um motor e tudo está interligado. Sendo assim, é de se esperar que quando algo não vai bem, outras partes também podem ser afetadas.

Por isso, cuidar da imunidade é essencial para cuidar da saúde íntima também. 
Vou explicar porquê:

A imunidade é a defesa do nosso organismo e, quando ela não vai bem, acaba abrindo as portas para a entrada de doenças e infecções.

No caso da saúde íntima, quando estamos com a imunidade baixa, temos mais chances de desenvolver infecções urinária, vaginais, entre outras.

Por isso, vou citar algumas dicas para a imunidade que você já deve ter ouvido ao longo da sua vida, mas é sempre bom reforçar:

  • Alimentação: optar por alimentos ricos em fibras, verduras, legumes, frutas e proteínas. Além disso, beber muita água é fundamental e, quando der vontade de fazer xixi, não segurar, hein?
  • Higiene íntima: lavar a região íntima com sabão neutro, de preferência de bebê. Lavar as roupas íntimas adequadamente e evitar duchas vaginais. Ir ao ginecologista pelo menos uma vez por ano é fundamental.
  • Probióticos: o uso de probióticos também ajuda demais a manter nossa flora vaginal e intestinal equilibradas.
  • Exames em dia: é essencial estar com o Check Up em dia .
  • Corpo e mente: exercícios físicos e saúde mental devem ser prioridade na nossa vida. Mexa-se e pratique o auto conhecimento.

O que eu posso fazer para evitar corrimento?

Com a chegada do calor é muito comum o aparecimento de corrimento nas mulheres. São muitos os fatores que podem ocasionar infecções nas partes íntimas, mas alguns cuidados podem evitá-las.

Praias e piscinas colaboram para o aumento da umidadecalor e abafamento da região genital propiciando o desenvolvimento dos fungos. Além disso, a má alimentação, excesso de sol e bebidas alcoólicas baixam a imunidade contribuindo para o aparecimento de infecções.

A infecção genital feminina mais comum é causada por um fungo. A famosa Candidíase tem como sintomas um corrimento branco, pastoso que provoca coceira intensa, ardor, desconforto vaginal e vulvar, mas pode ser evitada com algumas medidas simples:

  • Use calcinhas de algodão, elas ajudam na transpiração vaginal;
  • Evite calcinhas com tecidos sintéticos (lycra e rendas), essas provocam abafamento e umedecem ainda mais a vagina;
  • Durma sem calcinha
  • Evite secar as roupas íntimas no banheiro, pois é um ambiente propício para proliferação de fungos e bactérias; 
  • Lave as roupas íntimas com sabão de coco, isso ajuda a evitar alergias; 
  • Passe o fundo das calcinhas para evitar a proliferação de fungos; 
  • Evite sabonetes íntimos
  • Evite o uso de absorvente diário
  • Melhore a alimentação com ingestão de alimentos coloridos e muitas frutas;
  • Evite permanecer com o biquíni molhado por muito tempo, melhor levar uma troca caso passe o dia na praia ou piscina;
  • Cuide da imunidade, busque descansar e dormir bem.

Como é o procedimento de retirada para troca ou retirada total do DIU?

O DIU (Dispositivo Intrauterino) Andalan é um método de longa duração e livre de hormônios optado pelas pacientes e/ou indicado pelo seu médico. A duração varia a depender do modelo, pode ser de 03, 05 ou 10 anos. Com o término do período de eficácia do produto, algumas mulheres optam em trocar o dispositivo por outro ou apenas retirar.

E como funciona esse processo de retirada ou troca?

A retirada costuma ser bem simples e no próprio consultório.

Passamos o espéculo vaginal e retiramos o DIU pelo fio que é deixado para fora da cavidade uterina durante o processo de inserção.

Pode ser que, durante esse processo, seja sentido uma leve dor ou desconforto. Além disso, é possível que haja um pequeno sangramento após a retirada.

É possível que, durante o processo de inserção, o fio tenha sido cortado muito curto e, por isso, não pode ser visto. Nesse caso, há duas formas de retirada: Utilizar uma pinça mais fina e longa que irá buscar o dispositivo dentro da cavidade uterina. Esse procedimento é feito dentro do próprio consultório. Porém, caso seja preciso pode-se realizar o procedimento dentro do centro cirúrgico e com sedação (Via Videohisteroscopia – que permite que o médico visualize internamente o posicionamento do DIU). Neste caso, também pode haver desconforto, porém apenas após o efeito da sedação e também um pequeno sangramento.

Como a Yoga pode diminuir suas cólicas menstruais?

O você faz para ajudar a melhorar as dores das cólicas menstruais?

A cólica menstrual é, sem sombra de dúvidas, uma das maiores torturas na vida da mulher. Enquanto uma parcela privilegiada das mulheres passa pelo ciclo menstrual sem vivenciar esse dor, outras sofrem todos os meses com esse incômodo. Com isso, “aqueles dias” ficam realmente insuportáveis, tornando mais difícil manter uma rotina normal.

O que você faz para amenizar e lidar com essa dor?
Já pensou em praticar yôga?
O Yôga consiste em um conjunto de técnicas milenares de respiração (pranayama), posturas (ásanas) e meditação, que buscam unificar o corpo e a mente, desenvolvendo a capacidade de reconhecer as situações e sentimentos tais quais são e lidar de forma realista e eficaz. Desenvolvendo também um maior gerenciamento e tolerância a dor, o yôga auxilia na redução da ansiedade e a tensão relacionada as dores menstruais.
Por trazer benefícios ao organismo feminino e expandir o autoconhecimento corporal, estas práticas também não poderiam deixar de ser relevantes quando o assunto é cólica menstrual.
Algumas dicas para aliviar as cólicas menstruais

Lembrando que é muito importante reservar um lugar agradável e tranquilo para a sua prática.

1-Praticar respiração (pranayama) abdominal. Ao longo do dia respirar pelo abdómen de forma lenta,relaxada, uniforme e profunda:
* Inspira, expandindo principalmente abdômen e diafragma.
* Expira passivamente, evitando movimentos bruscos, não contraia, apenas relaxe o abdômen aliviando a tensão na região pélvica.

2-Faça também respirações associando um som vibracional, o que criará uma vibração especial no seu baixo ventre permitindo a liberação da dor. Para isso basta ao expirar pela boca, fazer um som audível, profundo e visceral, como uma espécie de rugido “ohhhhhhhh”. Esta vibração atua não somente no diafragma pulmonar, mas também no diafragma da garganta e pélvico, permitindo que eles trabalhem em sintonia.

3-Evite práticas intensas, inversões e flexões para trás com muita intensidade. Deve-se relaxar completamente em cada postura ou técnica respiratória, deixando o abdômen solto e relaxado.

*Importante sempre buscar orientação de um profissional de Yôga treinado e capacitado.

Prevenção da Gravidez na Adolescência: Cuidados e Orientações

 

A gravidez na adolescência é um tema de grande importância, uma vez que pode acarretar em impactos físicos, emocionais e sociais significativos para os jovens envolvidos. Para evitar uma gravidez não planejada nessa fase da vida, é essencial adotar medidas de prevenção adequadas. Aqui estão algumas informações e orientações sobre como cuidar para não engravidar durante a adolescência:

1. Educação Sexual Aberta e Informação: O primeiro passo para prevenir a gravidez na adolescência é ter acesso a informações confiáveis sobre saúde sexual e reprodutiva. É crucial que os adolescentes sejam informados sobre métodos contraceptivos, anatomia, ciclo menstrual e riscos associados à atividade sexual não protegida.

2. Uso Consistente de Métodos Contraceptivos: Existem vários métodos contraceptivos disponíveis, desde preservativos masculinos e femininos até pílulas anticoncepcionais, dispositivos intrauterinos (DIUs), implantes subcutâneos, entre outros. Consultar um profissional de saúde permitirá escolher o método mais adequado com base nas necessidades individuais.

3. Preservativos – Dupla Proteção: O uso de preservativos é fundamental para prevenir tanto a gravidez quanto as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Os preservativos fornecem uma camada adicional de proteção, sendo uma escolha sensata, especialmente para os jovens que ainda não estão em um relacionamento estável.

4. Conversas Abertas com Parceiros: Comunicar-se abertamente com um parceiro sobre o uso de métodos contraceptivos e a prevenção da gravidez é essencial. Garantir que ambos estejam alinhados quanto aos cuidados necessários ajuda a evitar situações não planejadas.

5. Acesso a Serviços de Saúde: Os adolescentes devem ter acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva. Isso inclui consultas regulares com um médico ou profissional de saúde, onde podem discutir suas preocupações, receber orientações e obter prescrições para contraceptivos, se necessário.

6. Autoconhecimento e Autocuidado: Entender o próprio corpo e ciclo menstrual é fundamental. O conhecimento do período fértil auxilia na escolha de quando é mais seguro ter relações sexuais sem proteção, mas essa não é uma abordagem infalível e deve ser combinada com um método contraceptivo.

7. Pressões Sociais e Comunicação Assertiva: Os adolescentes podem enfrentar pressões para se envolverem sexualmente. Aprender a dizer “não” de maneira assertiva e tomar decisões baseadas em seu próprio bem-estar é essencial.

8. Planejamento do Futuro: Ter metas educacionais e de carreira pode ajudar os adolescentes a focarem em seus objetivos, o que por sua vez pode influenciar a tomada de decisões responsáveis em relação à atividade sexual.

Lembrando que cada pessoa é única, é importante que os adolescentes busquem aconselhamento médico e orientação de profissionais de saúde para tomar decisões informadas sobre sua vida sexual e reprodutiva. Prevenir a gravidez na adolescência requer conscientização, educação e a adoção de medidas de proteção adequadas.

Para meninas e adolescentes – visita ao ginecologista

Quando devo ir ao ginecologista pela primeira vez?

O ginecologista e obstetra é um médico que se especializa no cuidado à saúde da mulher.

A primeira visita ao ginecologista deve ser logo após a primeira menstruação, pois a partir deste momento a menina se torna fértil, ou seja, torna-se capaz de engravidar e ter um bebê. Por isso a menina deve aprender sobre o funcionamento de seu corpo, como é a ovulação, como são as cólicas menstruais, como se prevenir de uma gravidez indesejada e como se cuidar para não contrair DST’s (doenças sexualmente transmissíveis), como o HPV ou o HIV.

Devo escolher médica ou médico?

A escolha do profissional é pessoal, a menina deve escolher o médico com o qual tenha mais afinidade e se sinta mais confortável, e caso na primeira consulta ela não fique à vontade com o profissional escolhido ela tem liberdade para trocar de médico.

É normal ficar nervosa antes da primeira visita?

É normal sentir-se nervosa e ansiosa antes de sua primeira visita. Antes da consulta, conversar com seus pais, amigas ou alguém de sua confiança pode ajudá-la. Fale ao seu médico que está nervosa, questione suas dúvidas, pois assim o profissional pode ajudá-la a sentir-se mais confiante, e estabelecer uma boa relação.

O que devo esperar na primeira consulta ginecológica?

A primeira visita pode ser apenas uma conversa entre você e seu médico. Você pode descobrir o que esperar em futuras visitas e obter informações sobre como se manter saudável. Nessa consulta também poderão ser realizados alguns exames, dentre eles o exame clínico e físico e ginecológico.

O seu médico poderá questionar sobre você e sua família, e algumas perguntas poderão parecer pessoais, como questões sobre o seu período menstrual ou atividades sexuais, contudo essa conversa é valiosa para avaliação de sua saúde.

Todas as informações conversadas com o seu ginecologista no consultório são sigilosas. Dessa forma, a confidencialidade é mantida. Porém, o seu médico pode conversar com seu responsável em situações consideradas de risco – gravidez, abuso de drogas, não adesão aos tratamentos recomendados, doenças graves, risco à vida ou a saúde de terceiros, pois nestas situações a participação e o consentimento dos pais ou responsáveis torna-se necessária.

Que exames serão realizados?

Você poderá realizar alguns exames na primeira visita. Na maioria das vezes, são realizados:

• exame físico geral

• exame genital externo

Normalmente você não precisará de um exame pélvico na primeira visita a menos que tenha alguma queixa, como sangramento ou dor anormal.

Vou ter que tirar a roupa?

É necessário para a realização do exame físico que a menina fique sem roupa, mas o ginecologista sempre utiliza um avental descartável para que a menina não fique tão exposta. Não há razão para vergonha, o médico está habituado a esta situação e lembre-se que ele está cuidando da sua saúde.

O que acontece durante um exame físico geral?

Durante o exame geral, a sua altura, peso e pressão arterial serão verificados. Você também será examinada em relação aos problemas de saúde que possa ter.

O que acontece durante um exame genital externo?

Neste exame, o médico olha para a vulva (área mais externa do órgão genital feminino, veja no glossário). Ele ou ela pode dar-lhe um espelho para que você possa olhar para a vulva também. Este exame é uma boa maneira de aprender sobre o seu corpo e os nomes para cada parte.

O que são o exame pélvico e teste de Papanicolau?

O exame pélvico é dividido em tem três partes:

1. Exame da vulva

2. Exame da vagina e colo do útero com o auxílio de um espéculo

3. Toque vaginal, que consiste em avaliar os órgãos internos (útero e ovários) com uma mão enluvada.

No teste de Papanicolau o médico coleta uma amostra de células do seu colo do útero com uma pequena espátula e escova. Esse teste é essencial para a prevenção de câncer de colo de útero.

Para verificar os seus órgãos internos, o médico irá colocar um ou dois dedos enluvados, lubrificadas na vagina e até o colo do útero. O outro lado vai pressionar sobre o abdômen do lado de fora.

Menstruei. E agora?

Você pode ir ao ginecologista menstruada, contudo não realizará o exame pélvico e coleta de Papanicolau. Ficará para a próxima visita!

Que preocupações especiais podem ser discutidas com a minha ginecologista?

Muitas mulheres jovens compartilham as mesmas preocupações com a saúde. A maioria dessas preocupações fazem parte do processo de amadurecimento:

* Cólicas e problemas com períodos menstruais

* Acne

* Peso

* Sexo e sexualidade

* Controle de natalidade

* DSTs

* Álcool, drogas e tabagismo

* Alterações emocionais

Lembre-se todas as suas dúvidas devem ser perguntadas, não se envergonhe, aproveite a visita ao ginecologista para esclarecer todos os seus questionamentos, este é o momento em que você está cuidando de sua saúde e de seu bem-estar.

O que posso fazer para me manter saudável?

Fazer boas escolhas de estilo de vida pode ajudá-la a ser forte e saudável pelos próximos anos:

* Mantenha um peso adequado, com uma dieta bem equilibrada e exercícios frequentemente.

* Evite fumar, beber álcool e usar drogas ilegais.

* Procure ajuda se você tem alterações emocionais ou sentir-se deprimido.

* Use os métodos contraceptivos se você está tem vida sexual ativa e não deseja ter um bebê.

* Proteja-se contra as DSTs usando o preservativo de látex (camisinha). Conheça os seus parceiros e limite seu número.

* Mantenha-se em dia com as visitas ao ginecologista, com exames de rotina, testes e imunizações.

Para as mães!

Mães por favor mantenham-se calmas, conversem com suas filhas, lembre-se que sua menina está se tornando uma mulher e logo terá novos questionamentos sobre seu corpo, desejos e experiências, por isso tenha tranquilidade e a escute. Você pode acompanha-la ao ginecologista, contudo respeite a privacidade de sua filha, caso perceba que ela ficará mais à vontade se estiver sozinha com o médico ou ainda se ela o pedir, você pode participar da consulta e sair antes, para deixá-la confortável.

Glossário

* Colo uterino: A extremidade inferior, estreita do útero, que se projecta na vagina.

* Condom: A bainha fina usada para cobrir o pênis durante a relação sexual para prevenir infecções sexualmente transmissíveis e gravidez. Período menstrual: A descarga de sangue e tecido do útero que ocorre quando um óvulo não for fertilizado (também chamado de menstruação).

* Controle de natalidade: Prevenção da gravidez.

* Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST): Infecções que são transmitidas por contato sexual.

* Espéculo: Um instrumento usado para armazenar abrir as paredes da vagina.

* Exame pélvico: Um exame manual de órgãos reprodutivos da mulher.

* Métodos contraceptivos: são os métodos utilizados para evitar gravidez indesejada (pílulas anticoncepcionais, camisinha, DIU, dentre outros).

* O ginecologista e obstetra: Um médico com habilidades especiais, treinamento e educação em saúde da mulher.

* Teste Papanicolaou: Um teste em que as células são retiradas do colo do útero e vagina e examinado sob um microscópio, utilizado como principal ferramenta na prevenção de câncer de colo uterino.

* Vagina: Uma estrutura de tubo, rodeada pelos músculos que conduzem a partir do útero para o exterior do corpo. Vulva: A área genital feminina externa.

* Vulva: É a parte externa do órgão genital feminino. Externamente pode ser revestida por pelos púbicos. É constituída pelos grandes lábios e um par de pregas mais finas, os pequenos lábios. No interior dos lábios encontram-se o clitóris, a abertura da uretra e a abertura da vagina.

Fontes:

1- Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO)

2- The American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG)

A importância do Pré Natal

O pré-natal é uma etapa crucial do cuidado da saúde materna e fetal durante a gravidez. É um processo de monitoramento regular e acompanhamento médico que visa garantir que a mãe e o feto estejam saudáveis e bem-cuidados durante todo o período gestacional. A importância do pré-natal é inquestionável, pois ele ajuda a prevenir e identificar problemas de saúde que possam surgir durante a gravidez, além de fornecer orientação para o parto e pós-parto.

Durante o pré-natal, a mãe recebe uma série de exames e avaliações que ajudam a monitorar sua saúde e a saúde do feto. Entre esses exames estão a verificação da pressão arterial, a medição do peso e altura, o exame de urina, o exame de sangue, a ultrassonografia, entre outros. Esses exames ajudam a identificar qualquer problema de saúde que possa surgir durante a gravidez e permitem que o médico tome medidas preventivas ou inicie um tratamento adequado para garantir a saúde da mãe e do feto.

Além disso, o pré-natal é uma oportunidade para a mãe receber orientação sobre como manter uma dieta saudável, evitar substâncias prejudiciais como o álcool e o tabaco, praticar atividade física adequada e fazer outras escolhas que possam contribuir para uma gravidez saudável. A mãe também pode receber informações sobre o parto, as opções de parto e sobre o cuidado do recém-nascido após o nascimento.

O acompanhamento pré-natal é especialmente importante para mulheres que apresentam riscos adicionais durante a gravidez, como mulheres com idade avançada, mulheres com doenças crônicas, mulheres com histórico de abortos espontâneos ou mulheres que já tiveram partos complicados anteriormente. Nesses casos, o pré-natal pode ajudar a monitorar os riscos e a tomar medidas para garantir que a gravidez prossiga da maneira mais segura possível.

Em resumo, o pré-natal é uma etapa fundamental do cuidado da saúde materna e fetal durante a gravidez. Ele ajuda a identificar e prevenir problemas de saúde, oferece orientação e suporte para a mãe e o feto e contribui para uma gravidez saudável e segura. Por isso, é essencial que todas as mulheres grávidas recebam acompanhamento pré-natal adequado e regular durante toda a gestação.

Cuidados com as DST’s

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) afetam tanto homens quanto mulheres, mas as mulheres podem ter complicações mais graves se não tratadas adequadamente. Por isso, é importante que as mulheres tenham alguns cuidados para prevenir as DSTs e também saibam reconhecer os sintomas e buscar tratamento rapidamente, se necessário. Alguns desses cuidados incluem:

  1. Usar preservativo em todas as relações sexuais, mesmo no sexo oral, anal e vaginal.
  2. Fazer exames regularmente para detectar DSTs, especialmente se tiver mudado de parceiro sexual.
  3. Não compartilhar objetos pessoais, como escovas de dente, lâminas de barbear e alicates de unha.
  4. Evitar o uso de duchas vaginais, pois elas podem afetar o pH natural da vagina e aumentar o risco de infecções.
  5. Ter relações sexuais somente quando estiver em condições de segurança e conforto.
  6. Manter uma boa higiene íntima, lavando a região genital diariamente com água e sabão neutro.
  7. Evitar o consumo de drogas ilícitas, que podem aumentar o risco de transmissão de DSTs.
  8. Procurar um médico imediatamente se notar qualquer sintoma de DST, como corrimento vaginal, coceira, dor ao urinar, feridas ou bolhas na região genital.
  9. Comunicar ao parceiro sexual se for diagnosticada com uma DST, para que ele também possa buscar tratamento e evitar a reinfecção.

Lembrando que a prevenção é sempre o melhor remédio e que o diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para evitar complicações.

Endometriose

Endometriose é uma afecção inflamatória provocada por células do endométrio que, em vez de serem expelidas, migram no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal.

O endométrio é uma mucosa que reveste a parede interna do útero, sensível às alterações do ciclo menstrual, e onde o óvulo depois de fertilizado se implanta. Se não houve fecundação, boa parte do endométrio é eliminada durante a menstruação. O que sobra volta a crescer e o processo todo se repete a cada ciclo.

Endometriose é uma afecção (uma modificação no funcionamento normal do organismo) inflamatória provocada por células do endométrio que, em vez de serem expelidas, migram no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.

Endometriose profunda é a forma mais grave da doença. As causas ainda não estão bem estabelecidas. Uma das hipóteses é que parte do sangue reflua através das tubas uterinas durante a menstruação e se deposite em outros órgãos. Outra hipótese é que a causa seja genética e esteja relacionada com possíveis deficiências do sistema imunológico.

A endometriose pode ser assintomática. Quando os sintomas aparecem, merecem destaque:

  • Cólica menstrual (dismenorreia) que, com a evolução da doença, aumenta de intensidade e pode incapacitar as mulheres de exercerem suas atividades habituais;
  • Dispareunia: Dor durante as relações sexuais;
  • Dor e sangramento intestinais e urinários durante a menstruação;
  • Infertilidade.

Diagnóstico de endometriose

 

Diante da suspeita, o exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, que pode ser confirmado pelos seguintes exames laboratoriais e de imagem: visualização das lesões por laparoscopia, ultrassom endovaginal, ressonância magnética e um exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125, que se altera nos casos mais avançados da doença. O diagnóstico de certeza, porém, depende de uma biópsia.

Tratamento da endometriose

 

A endometriose é uma doença crônica que regride espontaneamente com a menopausa, em razão da queda na produção dos hormônios femininos.

Mulheres mais jovens podem valer-se de medicamentos que suspendem a menstruação: a pílula anticoncepcional tomada sem intervalos e os análogos do GnRH. O inconveniente é que estes últimos podem provocar efeitos colaterais adversos.

Lesões maiores de endometriose, em geral, devem ser retiradas cirurgicamente. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento.

 

Recomendações para lidar com a endometriose

 

  • Não imagine que a cólica menstrual é um sintoma natural na vida da mulher. Procure o ginecologista e descreva o que sente para ele orientar o tratamento;
  • Faça todos os exames necessários para o diagnóstico da endometriose, uma doença crônica que acomete mulheres na fase reprodutiva e interfere na qualidade de vida;
  • Inicie o tratamento adequado ao seu caso tão logo tenha sido feito o diagnóstico da doença;
  • Saiba que a endometriose está entre as causas possíveis da dificuldade para engravidar, mas a fertilidade pode ser restabelecida com tratamento adequado.

Fonte UOL