21 razões para ir no ginecologista antes dos 21 anos

  • 1. Cuidar da saúde do seu corpo;
  • 2. Iniciar bons hábitos para ter ossos saudáveis;
  • 3. Manter peso adequado e saudável;
  • 4. Diagnosticar e tratar possíveis infecções urinárias;
  • 5. Tratamento para corrimento vaginal;
  • 6. Cuidados com acne e excesso de pelos;
  • 7. Tratar cólicas menstruais;
  • 8. Descobrir a causa de sua menstruação ter um fluxo intenso;
  • 9. Descobrir por que seu ciclo é curto ou longo e como tratar irregularidade menstrual;
  • 10. Como lidar com a TPM;
  • 11. Iniciar a vida sexual de maneira saudável e segura;
  • 12. Saber quando uma relação sexual é arriscada;
  • 13. Tirar dúvidas sobre relacionamentos homoafetivos;
  • 14. Informar-se antes de iniciar a vida sexual;
  • 15. Escolher um método anticoncepcional para evitar uma gravidez indesejada antes da hora;
  • 16. Informações e planejamento para uma futura gravidez segura;
  • 17. Fazer um teste de gravidez;
  • 18. Iniciar o pré-natal se estiver grávida;
  • 19. Saber como evitar doenças sexualmente transmitidas;
  • 20. Realizar vacina do HPV;
  • 21. Realizar teste de sífilis e HIV.

Câncer de Colo Uterino

          O câncer de colo uterino (ou cervical) é o terceiro em incidência entre as mulheres, atrás apenas do câncer de mama e do câncer colorretal. Tem uma relação importante com doenças sexualmente transmissíveis, principalmente alguns vírus HPV oncogênicos (Papilomavírus). Apesar disso, a infecção genital por esse vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes.

         Apresenta normalmente uma progressão lenta e existe uma evolução da alteração das células, desde a célula normal até a formação do câncer. Elas passam por alterações que chamamos de atipias leve, moderada e severa e na grande maioria das vezes podem ser detectados pelo exame de prevenção (Papanicolaou). Neste estágio a lesão ainda está localizada no colo (órgão de origem da doença) e sem possibilidade de disseminação, portanto é a fase ideal para tratamento.

         O exame de Papanicolaou é muito simples e tem alta sensibilidade, principalmente quando feito anualmente. É importante que a mulher faça o exame para detectar as lesões pré-malignas. Nos casos alterados deverão ser realizados exames mais detalhados como a colposcopia e a vulvoscopia com uma biópsia, se houver alguma anormalidade.

         O tratamento dependerá do estágio da doença e do desejo de gestação de cada pessoa. Muitas vezes temos casos de pacientes jovens que ainda não engravidaram. Nos casos de doenças iniciais podem ser feitas cirurgias menores ou menos invasivas, visando uma menor “agressão” cirúrgica e minimizando os efeitos de uma cirurgia radical (físicos e emocionais). A quimioterapia e a radioterapia também fazem parte das alternativas terapêuticas e sua sequência é determinada individualmente, dependendo da análise de cada caso.

         O Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, em 2014, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos. A partir de 2017, o Ministério estendeu a vacina para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. Essa vacina evita 70% dos casos de câncer de colo de útero.

         Nas relações sexuais use sempre preservativo. O início precoce da atividade sexual e o contato com múltiplos parceiros aumenta o risco de infecção por HPV e consequentemente de câncer de colo.

         Vacine-se e faça exame ginecológico periodicamente.

Escrito por: Dr. Ricardo Faure

Fonte: INCA

Para o que realmente servem os apps de ciclo menstrual?

O ciclo menstrual dura em média 28 dias. Vinte e oito dias que proporcionam a vivência dos mais variados sentimentos, dores, fome, energia e preguiça.

Para facilitar a vida das pessoas, surgiram aplicativos dedicados ao ciclo menstrual. E de fato, ajuda mesmo! Além de monitorar o ciclo menstrual é possível também relatar sentimentos e sensações que acontecem durante o período, abrindo portas para um autoconhecimento mais potente.

A partir desses dados, o app cria um gráfico que pode ajudar a mulher a se organizar, fornecendo informações como “no 14º dia, você costuma ter mais dor de cabeça e nas mamas e vontade de comer doces”.

Sabendo desses padrões com antecedência, é possível tomar algumas medidas profiláticas: se você tem muita dor de cabeça no dia x, comece a tomar analgésicos dois dias antes da menstruação; se tem muita vontade de doces, prepare-se mentalmente e planeje-se para dar preferência a chocolates 70% cacau.

O problema é que muitas mulheres também usam os apps como método contraceptivo, já que eles estimam o período fértil.  Em agosto de 2018, o Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, aprovou pela primeira vez na história um aplicativo de menstruação como método para evitar gravidez..   

No entanto, este app precisa ser usado juntamente com um termômetro de temperatura corporal basal (TCB), mais sensível que os termômetros comuns usados para medir febre. Com as informações pessoais inseridas pela usuária e as temperaturas medidas de acordo com orientações do próprio aplicativo, a tecnologia seria capaz de informar os dias em que a mulher precisa “usar proteção” (situação indicada por um círculo vermelho) ou nos quais ela “não está fértil” (círculo verde). O desenvolvedor do aplicativo, baseado na Suécia, recomenda medir a temperatura pelo menos cinco vezes por semana e esperar três ciclos completos para que o programa entenda bem o ciclo pessoal da usuária. 

A verdade é que, como prevenção de gravidez, este aplicativo só vai funcionar para mulheres que têm ciclos bem regulares e que conhecem muito seu próprio corpo. Ainda assim, não é garantido, pois estresse, atividade física, gordura corporal, tudo interfere em nosso ciclo a cada mês. Sem contar que muitas pacientes acabam ovulando precoce ou tardiamente.

Fonte: Drauzio Varella

Candidíase de repetição

A cândida é um fungo que vive em harmonia conjuntamente com a flora vaginal, mas quando a nossa imunidade cai, ela passa se proliferar e provoca o que chamamos de candidíase.

Além da ardência e coceira, manifesta-se também aquele corrimento branquinho, com uma textura similar a de coalhada.

Toda mulher vai vivenciar a candidíase em algum momento da vida, e tudo bem! Faz parte e costuma ser fácil de tratar. O problema é quando ela vence todos os tratamentos e se repete constantemente.

Quando isso acontece, é importante ficar atenta à questões emocionais. Muitas vezes, o nosso corpo somatiza conflitos mentais que estamos evitando lidar. A somatização não é nada mais que um alerta para você tomar alguma atitude!

Se o seu caso for candidíase de repetição, além de procurar um ginecologista, também procure uma terapeuta para conversar sobre tudo o que você está passando. Entender o seu contexto de atual de vida e como ele faz te sentir, vai ajudar a melhorar todo esse incômodo, físico e mental.

A alimentação também entra na jogada, tanto como aliada como inimiga. Preste atenção no que você anda comendo. Evite consumir açúcar refinado em excesso, massas e carboidratos no geral.

 

Fonte: Lasciva Lua

TPM é ruim, mas você já ouviu falar de TDPM?

Só quem menstrua sabe o que é TPM. De repente, você se vê irritada com qualquer acontecimento, extremamente sensível e desejando loucamente aquele chocolate do armário!

O inchaço da as caras, a cólica diz “oi sumida”, sono se despede e as idas ao banheiro se tornam mais frequentes.

Lembrando que não podemos generalizar, pois há sempre excessões em todos os casos.

Existem pessoas que simplesmente não tem TPM e pessoas que tem algo muito pior, a TDPM.

O Transtorno Disfórico Pré-menstrual é mais provável de acontecer em organismos em que a queda da serotonina, hormônio responsável pelo bom humor, é mais alta e que contam com uma predisposição genética. Ele atinge entre 8% e 10% das pessoas que menstruam e pode provocar:

  • Ira;
  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Pensamentos de desesperança;
  • Palpitação;
  • Queda da imunidade;
  • Crises de pânico;
  • Tensão muscular;
  • Distúrbios de sono e fome;
  • Alterações de humor severas;

Estes sintomas geralmente aparecem entre 1 e 2 semanas antes da menstruação e somem com a chegada dela.

A TDPM exige tratamento profissional, mas o diagnóstico pode começar em casa.

Anote em um caderninho como você se sente ao decorrer dos dias e, principalmente, o momento em que a menstruação desce. A partir deste exercício é possível descobrir se os sintomas tem relação com a menstruação ou não.

Ao perceber que os seus sintomas são severos e te transformam em outra pessoa, procure um ginecologista e converse com o profissional abertamente sobre o assunto.

Antes de qualquer intervenção medicamentosa, é essencial buscar tratamentos que estimulem naturalmente a produção de serotonina, como:

  • Alimentação saudável, com destaque para alimentos constituídos por carboidratos complexos, cálcio e vitamina bc, responsáveis por melhorar o humor;
  • Terapia de longo ou curto prazo ( como hipnose ou PNL);
  • Atividade física, se possível;
  • Exposição ao sol;
  • Meditação;
  • Desenvolvimento de técnicas para controlar a ira.

Se os sintomas persistirem mesmo assim, será necessário partir para antidepressivos mais leves chamados de inibidores de receptação da serotonina e, em último caso, a pílula anticoncepcional, pois ela pode provocar outros efeitos colaterais desagradáveis.

A dica mais importante é o autoconhecimento. Evite tomar grandes decisões nos períodos que antecedem a menstruação. Nestes momentos, você está sob grande influência dos hormônios.

Vamos dar voz ao clitóris!

Tanto escondido, quanto julgado

O clitóris é um órgão que sofreu (e ainda sofre) muito preconceito da sociedade, pois ele representa o prazer feminino. Algo que nem sempre foi bem aceito, né? Até pelas próprias mulheres.

Em 1820, o cirurgião inglês e presidente da Sociedade Britânica de Medicina, Isaac Baker Brown, teve a audácia de falar que o clitóris era uma fonte de histeria e epilepsia, e que por isso, precisaria ser removido para evitar que as mulheres enlouquecessem.

Até mesmo o Freud já deu sua opinião sobre o coitado. Disse que o orgasmos clitorianos era um sinal da imaturidade psicológica da mulher. Ele só considerava maduras, aquelas mulheres que tivessem orgasmos vaginais.

E por mais bons anos, a perspectiva cultural sobre este órgão silenciou os estudos científicos sobre o mesmo. Até hoje encontramos pouquíssimas informações, muito menos nos livros escolares.

Chega de enrolação, seguimos para os finalmentes

Aquele pontinho que enxergamos, a glande, é apenas a ponta do iceberg, pois debaixo da pele o clitóris pode chegar a 9 cm.

Veja o clitóris de pertinho

Sua forma é muito similar a de um pênis e possui o dobro de terminações nervosas, ganhando o pódio de zona mais erógena do corpo humano. Além disso, quando excitado, o clitóris pode aumentar em 3 vezes o seu tamanho em virtude da sua irrigação sanguínea e de seu tecido erétil, similar ao encontrado no pênis.

Até 2018, a fama do clitóris dizia respeito ao prazer sexual da mulher, mas o biomédico Roy Levin apontou que ele também era capaz de facilitar a fecundação.

Segundo ele, a estimulação do clitóris, além de enviar recadinhos para o cérebro capazes de preparar o aparelho sexual feminino para a relação, também tornaria a vagina o ambiente ideal para a sobrevivência do espermatozóide: mais quentinho, menos ácido e bem lubrificado.

Porém, todavia, entretanto, há controversas.

Ginecologistas apontam que a lubrificação pode promover alterações benéficas à fertilidade independentemente da região estimulada. Afinal, cada corpo tem sua própria sensibilidade.

A professora de anatomia Michelle Moscova da Universidade de South Wales, na Austrália, comentou que a conclusão de Levin é superficial, mas  acrescenta que:

“Talvez o aspecto mais importante dessa revisão seja trazer a discussão sobre a função do clitóris de volta à ciência, porque ela tem sido fortemente influenciada por aspectos culturais”.

 

Fontes: Uol e The Conversation.

Lua e Menstruação

Crescente, cheia, minguante e nova. Estas são as fases da Lua, que, curiosamente, se conectam com o ciclo menstrual. Antigamente, este vínculo entre mulher e natureza estava presente na cultura de sacerdotisas celtas, por meio de rituais e celebrações. Desde pequenas, as crianças eram ensinadas que a menstruação era sagrada e que devia ser valorizada.

Segundo a Terapeuta britânica Miranda Gray, é importante saber a fase que a mulher se encontra em cada momento e que se questione como o seu estado atual pode interferir no dia a dia. Dessa forma, fica mais fácil se entender e compreender as alterações de humor ao longo do mês.

Os estados hormonais e de humor femininos estão relacionados com as fases da Lua. Assim como a Lua demora cerca de 28 dias para dar uma volta completa na Terra, o ciclo menstrual da mulher é de 28 dias aproximadamente. Desta maneira, nossos ciclos se conectam assim como as quatro fases lunares: lua nova, quarto crescente, lua cheia e quarto minguante.

Esse costume se deu graças à inexistência de tecnologia, que forçava os indivíduos a marcar o tempo por meio da observação das fases lunares. Com o tempo percebeu-se que o ritmo natural de toda mulher era menstruar durante a lua nova e ovular durante a lua cheia.

Isso mudou, pois a luz artificial afeta o ritmo natural feminino e faz com que a sensibilidade e o ritmo biológico se confundam, levando a ciclos irregulares e fazendo com que a menstruação venha em outra lua que não seja a nova.

Entenda a correspondência entra a Lua e a Menstruação e saiba como usá-la ao seu favor.

Pré-menstruação, lua crescente

Um boom de alegria, energia e esperança aparece e a criatividade domina as suas ideias. Este é o momento para você começar projetos  e hábitos novos, pois a concentração e planejamento marcam presença em seu interior.

Assim como nós, nesta fase do ciclo, a lua também se encontra em construção, crescendo.

Todas aquelas angústias e pensamentos embaçados, dão lugar à clareza e à respostas.

Ovulação, lua cheia

Na ovulação, ninguém te segura! Você está radiante e atrai todo mundo. Neste momento, você quer socializar, estar com pessoas, abraçar o mundo. Além disso, há uma sensação maior de segurança que te permite se entregar para a vida. Todos esses sentimentos são manifestações do período mais fértil da mulher. E não só biologicamente e sim profissionalmente, socialmente, em qualquer pilar da vida.

Lua cheia já diz tudo, né? Radiante, gigante, confiante.

Pré-menstruação, lua minguante

A lua minguante é associada à feiticeira, que faz o que ela bem entender! Similar à TPM.

É o momento em que as máscaras caem, em que você se livra de tudo aquilo que está acumulado e te fazendo mal. Aproveite esta honestidade e olhe para si, olhe para os seus medos, seus hábitos ruins, o que precisa de transformação e o que precisa morrer.

Menstruação, lua nova

O corpo te chama para o recolhimento. Você se encontra em um momento reflexivo, quieto e introspectivo. Respeite suas vontades, confie na sua intuição e não se sinta mal por querer estar sozinha. A solidão é reflexo de um momento de autoconhecimento, de descanso, de reciclar a energia para começar a próxima fase da vida.

Aqui a mulher se despede de uma vida que não foi gerada, por isso é tudo tão dolorido e sensível. A morte não é só física, mas também simbólica. Todas aquelas coisas que você quis se desfazer no período anterior, estão de fato partindo.

A lua nova é praticamente invisível no céu. É o fim e o começo de um ciclo. É a semente começando a surgir.

Um tour pela nossa vulva

Vulva é a parte externa da região genital. 

Compreende os grandes e os pequenos lábios, o prepúcio (aquela camadinha que envolve o clitóris), o clitóris, o púbis (a parte mais superior e protuberante onde ficam os pelos pubianos), a abertura da uretra (o buraquinho por onde sai o xixi) e a abertura que leva à vagina.

Características

Cor, tamanho dos lábios e do clitóris e quantidade de gordura também são aspectos que variam de mulher para mulher.

Inclusive, a vulva pode ter uma cor diferente do resto do corpo ou mudar durante a vida, de acordo com as variações hormonais. É bem comum esta região ser mais escura por conta da concentração melanócitos – células que produzem melanina.

Outra característica da vulva que pode se modificar ao longo da vida é sua anatomia, principalmente após a menopausa. Neste momento os pequenos lábios e o clitóris diminuem um pouco e os grandes lábios apresentam uma espessura mais fina e flácida por conter menos colágeno. Em suma, a vulva sofre as mesmas modificações que o resto do corpo durante o envelhecimento.

Respeite e aceite os pelos, eles estão lá para barrar a entrada de microorganismos do meio externo. O auxílio da lubrificação na proteção permite que os pelinhos sejam depilados.

Limpeza

A higienização da vulva deve ser feita diariamente e gentilmente durante o banho, com sabonetes que tenham o pH similar ao da vagina (entre 3,8 e 4,2). Jamais limpe a vagina, que corresponde a parte interna da região genital. Ela é autolimpante justamente para manter a proteção natural.

Durante o período menstrual, após a trocas de absorventes, a vulva deve ser bem limpa, para evitar acúmulo de secreções e proliferação de fungos e bactérias. Se precisar, use lenços umedecidos sem álcool.

O rejuvenescimento íntimo é indicado?

O Brasil é uma superpotência em cirurgias plásticas e, no último Simpósio Internacional de Cirurgia Plástica, um dado chamou a atenção: a labioplastia e o rejuvenescimento vaginal tiveram um aumento de 23%. É claro que há casos clínicos que pedem esse tipo de procedimento para melhorar a saúde da mulher, mas se a questão for apenas estética, repense se você precisa disso para ser feliz, se precisa mesmo simplesmente se adequar a certos padrões estabelecidos.

Vagina Museum

Em novembro de 2019, foi inaugurado o Museu da Vagina em Londres. Graças a deusa!

O museu nasceu graças a uma campanha de arrecadação que recebeu 50 mil libras (R$272 mil) de mais de mil doadores. A entrada é gratuita, mas o museu ainda aceita doações de visitantes e vende dezenas de produtos relacionados à vagina.

A vagina sempre foi um órgão pouco falado, escondido e censurado por mitos e suposições:

“Vagina fede”

“Pelos são nojentos”

“Menstruação, que horror”

“Ob tira a virgindade”

O museu veio para destruir todas essas afirmações e muitos outros, que na verdade chegam ser ofensas de tão absurdas e que podem causar problemas de saúde! Por exemplo, passar desodorante nas partes íntimas, ou depilar tudo e até mesmo limpar por dentro. Tudo isso faz um mal danado para a saúde vaginal, que é limpinha por sinal, viu?

A educação anatômica também é parte do conjunto da obra. Afinal, quase todo mundo acha que o clitóris é minúsculo, sendo que ele tem cerca de 8cm! Aquela coisinha é só a ponta do iceberg, meu bem!

A dá voz para a comunidade LGBT e mostra que nem toda as mulheres tem vagina e vulva e nem todo mundo que tem vagina e vulva é mulher.

O museu da vagina não é só para quem tem vagina, é para toda a sociedade. Finalmente chegou o momento em que podemos falar abertamente sobre este órgão tão importante que só foi estudado pela primeira vez em 1998! 

Personal trainer da musculatura vaginal

Pompoarismo é uma técnica milenar tailandesa que consiste em treinar a musculatura vaginal por meio de exercícios para fortalecê-la e usufruir dos benefícios. A prática também estimula a conexão da mulher com o seu próprio corpo e o conhecimento das suas partes mais sensíveis, colaborando para o a autonomia corporal e o e o autoestima.

No entanto, quando feito sem assistência de profissionais, o pompoarismo pode não só fazer diferença alguma, como prejudicar a saúde da mulher.

O movimento dos músculos vaginais em excesso ou de forma despreparada podem gerar uma disfunção no assoalho pélvico, e, consequentemente, o aparecimento de problemas intestinais, urinários, e até mesmo de dores durante o sexo.

Quando a ideia surgir na mente, a primeira pessoa a se procurar é um fisioterapeuta. O profissional vai avaliar o seu corpo e propor um que não o prejudique, além de ensinar a forma correta de contrair o assoalho pélvico. A fisioterapia pélvica leva em consideração:

-Reflexo: capacidade de contrair a musculatura por um comando recebido pelo cérebro;

-Controle: capacidade de contrair e relaxar. Mulheres com incontinência urinária podem apresentar dificuldade nesta etapa.

-Coordenação: capacidade de contrair e relaxar sem apertar o bumbum, a perna ou a barriga;

-Tônus: tensão do músculo relaxado;

-Força: força da contração medida pela palpação vaginal;

-Resistência: por quanto tempo os movimentos são mantidos.

Após as instruções, é necessário manter as consultas com o fisioterapeuta para que ele possa acompanhar a evolução da musculatura vaginal, o surgimento de algum problema e também para  montar novos treinos.

Fez tudo certinho? Aproveite os benefícios!

  • Redução das cólicas menstruais e dos sintomas da menopausa
  • Auxílio na preparação do parto e na recuperação pós-parto
  • Melhora do funcionamento do intestino
  • Tratamento da incontinência urinária
  • Combate a flacidez vaginal
  • Aumento da lubrificação e da libido
  • Autoconhecimento
  • Habilidade de contrair a musculatura vaginal durante o sexo

Câncer de colo de útero

O câncer de colo de útero ainda é o quarto câncer mais incidente em mulheres e a quarta causa de morte por câncer no Brasil. Mulheres de 25 anos são as mais suscetíveis a desenvolver o tumor, que tem como principal agente o papiloma vírus humano (HPV). O HPV também é um dos principais suspeitos do câncer de pênis.

Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores as chances de cura, pois o tumor demora alguns anos para se tornar maligno.

A fase Pré-malignidade é chamada de Neoplasia Intraepitelial Cervical, classificada de 1 a 4 (I a IV), de acordo com a gravidade do caso.

Os dois tipos de tumores malignos mais frequentes estão associados ao HPV, que são os carcinomas epidermoides (80% dos casos), e os adenocarcinomas (20% dos casos).

Fatores de risco

A infecção do vírus HPV é causa de praticamente100% dos casos do câncer de colo de útero. Mas ter HPV não é sinônimo de câncer, pois apenas alguns tipos deste vírus estão de fato associados ao tumor.

A seguir, citaremos os fatores que aumentam as chances de se contrair HPV e, consequentemente, o surgimento do câncer de colo de útero. 

  • Verruga genital, causada pelo HPV;Início precoce da atividade sexual;
  • Múltiplos parceiros sexuais;
  • Cigarro;
  • Baixa imunidade;
  • Não realizar o exame de Papanicolaou regularmente;
  • Más condições de higiene;
  • Histórico familiar.

Sintomas do câncer de colo de útero

Nas fases iniciais não há manifestação de sintomas, mas conforme o tumor for se desenvolvendo, pode haver:

  • Sangramento vaginal, principalmente após as relações sexuais, no intervalo entre as menstruações ou após a menopausa;
  • Corrimento vaginal de cor escura e forte odor.

Em estágios ainda mais avançados, a doença pode causar:

  • Massa palpável no colo do útero;
  • Hemorragias;
  • Obstrução das vias urinárias e intestinos;
  • Dor lombar e abdominal;
  • Perda de apetite e de peso.

Diagnóstico

A avaliação ginecológica, a colposcopia e o exame citopatológico de Papanicolaou realizados regular e periodicamente são recursos essenciais para o diagnóstico do câncer de colo de útero. Na fase assintomática da enfermidade, o rastreamento realizado por meio do Papanicolaou permite detectar a existência de alterações celulares características da infecção pelo HPV ou a existência de lesões pré-malignas.

O diagnóstico definitivo, porém, depende do resultado da biópsia. Nos casos em que há sinais de malignidade, além de identificar o tipo do vírus infectante, é preciso definir o tamanho do tumor e se está situado somente no colo uterino ou se já invadiu outros órgãos e tecidos (metástases). Alguns exames de imagem (tomografia, ressonância magnética, raio x de tórax) representam recursos importantes nesse sentido.

De acordo com o Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia, os exames citológicos devem se iniciar a partir dos 21 anos de idade.

Prevenções

A prevenção começa pela vacinação contra o HPV, sendo ele o principal causador de câncer no colo de útero. No SUS, a vacina é oferecida gratuitamente para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A vacina tem duas doses, com a segunda seis meses após a primeira.

Mesmo vacinadas, as mulheres devem continuar fazendo o exame de rastreamento de Papanicolaou, já que existem tipos de vírus não contemplados pela vacina que também podem provocar o tumor.

O uso de camisinha durante as relações sexuais também é essencial para prevenção do HPV e das demais doenças sexualmente transmissíveis.

Tratamento

A infecção do HPV pode ser eliminada espontaneamente ou por meio de tratamento médico.  Se o tratamento não funcionar, será necessário retirar ou destruir as lesões precursoras pré-malignas.

Pra o tratamento de tumores malignos, é necessário avaliar o estágio da doença, as condições físicas da paciente, sua idade, e se pretende ou não engravidar. A cirurgia só será indicada quando o tumor está confinado no colo do útero.

A radioterapia externa ou interna (braquiterapia) tem-se mostrado um recurso terapêutico eficaz para destruir as células cancerosas e reduzir o tamanho dos tumores. Apesar de a quimioterapia não apresentar os mesmos efeitos benéficos, pode ser indicada na ocorrência de tumores mais agressivos e nos estádios avançados da doença.

Ovário Policístico e Diabetes

A síndrome do ovário policístico (SOP) é um distúrbio hormonal em que a mulher não ovula e nem menstrua com regularidade. Os sintomas mais comuns e conhecidos são a irregularidade do ciclo menstrual, pelas espinhas e pelos em excesso e pelas cólicas fortes. Mas além de facilitar a obesidade o e risco de câncer de endométrio, a condição também aumenta em 4 vezes a predisposição de desenvolver diabetes.

Estudos recentes mostraram que existe um elo entre a SOP e a resistência insulínica do corpo, causada por um defeito genético.

O estudo observou o sequenciamento genético de 60 mulheres com diagnóstico de puberdade precoce central ou histórico de menstruação precoce. Durante a análise, foram identificados 3 tipos de mutações do gene DLK1, as quais provocam mutações metabólicas como obesidade, intolerância à glicose, diabete tipo 2 e ovário policístico.

“Provavelmente, a falta do gene aumenta a diferenciação do tecido adiposo [gordura], principalmente na região abdominal. Esse aumento de tecido adiposo visceral está associado à piora da resistência insulínica”, explica Larissa Garcia Gomes, autora do estudo e diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional de São Paulo (SBEM-SP).

A médica explica que os ovários têm receptores de insulina nas células responsáveis pela produção de testosterona. O aumento desse hormônio está diretamente ligado à presença de ovário policístico. Quando a insulina está alta, a liberação de testosterona também aumenta. O aumento desse hormônio no organismo leva à anovulação, que é quando os ovócitos não atingem maturidade para a ovulação. Com isso, em vez de sair dos ovários, eles continuam lá dentro, formando os pequenos cistos característicos da SOP.

Larissa diz que a descoberta de alterações no gene DLK1 vai mudar a forma de conduzir as pacientes em termos de diagnóstico e tratamento. 

Fonte: Estadão

Amenorreia

Amenorreia é a ausência de menstruação em mulheres na idade fértil e pode ser classificada como primária ou secundária.

Primária

Caracteriza-se pela ausência de menstruação até os 13 anos de idade e do desenvolvimento das característica sexuais secundárias – crescimento das mamas, dos pelos na púbis e nas axilas e a gordura nos quadris. Há também casos em que a menstruação só vem depois dos 16 anos, mas tais características se desenvolvem normalmente.

Secundária

A amenorreia secundária é a ausência de menstruação desde 3 ciclos menstruais até 6 meses seguidos em mulheres que menstruavam com regularidade.

Entre as causas, estão:

  • Uso de anticoncepcionais, quer por via oral, injetável, sob a forma de adesivos implantados na pele, e do DIU hormonal;
  • Ausência de ovulação associada à síndrome dos ovários policísticoshiper ou hipotireoidismo, distúrbios alimentares (anorexia e bulimia), obesidade e prática exaustiva de exercícios físicos;
  • Malformações anatômicas do trato genital (imperfuração do hímen, colabamento das paredes uterinas e inexistência do útero, do colo uterino ou da vagina, por exemplo);
  • Uso de certos medicamentos (antidepressivos, antialérgicos, anti-hipertensivos, etc.);
  • Tumores ou cistos nos ovários, no útero ou na hipófise;
  • Estresse, porque altera a região do cérebro responsável pelo controle dos hormônios que regulam os ciclos menstruais;
  • Quimioterapia e radioterapia;
  • Alteração nos níveis dos hormônios produzidos pelo hipotálamo e pela hipófise.

Lembrando que durante a gravidez, amamentação e após a menopausa, a amenorreia é um processo natural, fisiológico.

Sintomas:

  • Dor abdominal e de cabeça;
  • Cansaço;
  • Irritabilidade;
  • Retenção de líquidos;
  • Aumento dos pelos espalhados pelo corpo;
  • Ganho ou perda inexplicável de peso;
  • Mal-estar;
  • Oscilação de humor.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica da paciente, que leva em consideração o histórico familiar, exames de laboratório – teste gravidez, dosagem dos hormônios femininos e da tireoide, entre outros – e exames de imagem, que incluem ultrassom, tomografia e ressonância magnética.

Tratamento

O tratamento varia de acordo com a causa da amenorreia. Em alguns casos, a indicação de pílulas anticoncepcionais ou de outra classe de hormônios, assim como de medicamentos específicos para o transtorno pode ser suficiente para restabelecer os ciclos menstruais regulares.

Um mistério chamado TPM

Tensão-Pré menstrual (TPM) é o conjunto de sintomas que se manifesta um pouco da menstruação e desaparece assim que ela termina. O início da TPM varia muito de mulher para mulher: pode começar 15 dias antes da menstruação, como apenas 2 dias antes.

Os sintomas mais comuns da TPM são:

-Irritabilidade;

-Depressão;

-Dor nas Mamas;

-Agressividade;

-Dor de Cabeça;

-Choro súbito.

Por que temos TPM?

A TPM acontece principalmente por causa das oscilações hormonais no corpo durante o ciclo menstrual, mas também tem grande influência de fatores específicos de cada mulher.

Na segunda metade do ciclo menstrual (14 dias), há o aumento de progesterona e a queda do estrogênio. A progesterona é responsável por reter líquidos, então ficamos inchadas nesse período. Já a falta de estrogênio causa vasodilatação, provocando dores de cabeça.

E a tristeza? Ela dá as caras na TPM devido a queda na produção de serotonina, substância responsável pelo humor. Quanto menor a serotonina no nosso organismo, mais desanimadas ficamos, então comemos doces para compensar essa falta.

Além disso…

Se a sua mãe teve/tem TPM, as chances de você ter serão maiores, é hereditária. Se a sua vida está as mil maravilhas e a serotonina está lá em cima, a redução da substância será menos bruta e a mulher não se sentirá tão pra baixo (ou nem um pouco). A sensibilidade à oscilações hormonais também influencia e é muito relativa de cada mulher, por isso tem gente que nem percebe a TPM chegando.

É TPM mesmo?

É importante prestar atenção se os sintomas típicos da TPM são realmente da TPM. Se eles continuarem após o fim da menstruação, pode tirar o cavalinho da chuva e começar a cuidar dele! Você pode descobrir sozinha se é ou não TPM anotando os dia em você sente determinados sintomas e em seguida, anotar o dia em que você menstruou. Se os sintomas acontecerem além da menstruação, é necessário buscar acompanhamento profissional.

Dá para amenizar os sintomas?

A prática de exercícios aeróbicos ajuda a aliviar o estresse e a ansiedade que são comuns nesse período e o consumo de alimentos que aumentam a diurese, como chuchu, morango, melancia, salsa e agrião, reduzem o inchaço e as dores abdominais.

Um livro sobre menstruação

TPM é uma manifestação completamente natural, e é um momento que pede que a gente se recolha para se conhecer melhor e evitar conflitos. Quanto mais você se conhece, menos a sua menstruação é desagradável. Existe um livro que chama “Lua Vermelha”, escrito por Miranda Gray, que retrata toda a história, a cultura e o significado da menstruação. Há uma explicação para cada sentimento de cada fase do ciclo menstrual para que você aprenda a usá-lo ao seu favor.

Câncer ginecológico: o tabu entre as mulheres

Existem 5 tipos de câncer ginecológico: câncer do endométrio, do ovário, do colo do útero, vaginal e da vulva. Conhece todos?

Infelizmente, muitas mulheres não tem conhecimento de grande parte deles. E pior, são ignorados por elas.

Especialistas acreditam que o câncer ginecológico tende a passar desapercebido pelas mulheres devido a dificuldade que elas tem de falar sobre as suas partes íntimas. Há também a ausência do autoconhecimento corporal, essencial para a perceber quando algo está errado.

Falar sobre seios até vai. Mas falar sobre o que está dentro da calcinha?Jamais! Um estudo recente realizado pelo The Eve Appeal revelou que uma em cada cinco mulheres associa o câncer ginecológico à promiscuidade sexual. Além disso, 40% afirmaram que sentem um estigma maior quando o assunto é câncer ginecológico.

Esse estigma é uma das maiores barreiras que impedem as pacientes de conversar abertamente com os seus ginecologistas sobre as suas partes íntimas. Elas tem medo de serem julgadas.

O medo do julgamento impede um possível diagnóstico precoce,  capaz de salvar uma vida.

É necessário quebrar o tabu, é necessário falar sobre o íntimo da mulher sem parecer vulgar. Não é vulgar, é humano. E o profissional não está lá para julgar ninguém e sim para escutar, orientar e alertar.

Se você sente vergonha, comece conversando com amigas mais próximas ou pesquisando sobre o assunto na internet. Há muitas mulheres que falam sobre isso e que ajudam as outras a enfrentarem esse problema. Porque não conseguir falar sobre uma parte do seu corpo sem sentir promíscua é alarmante.