O que é endometriose profunda?

A endometriose profunda é um tipo de endometriose onde as células de endometriose se implantam no tecido invadido em profundidade superior a 5 mm. Pode atingir vários órgãos, tais como o útero, as tubas uterinas, os ovários, o intestino, a bexiga urinária, o ureter e, mais raramente, até mesmo o diafragma, a pleura, os pulmões, o pericárdio, o coração e o sistema nervoso.

Como diagnosticar endometriose profunda?
Considerada a forma mais grave da doença, seu diagnóstico, assim como nos outros quadros de endometriose, é feito pela história clínica, pelo exame físico e pelo estudo anátomo patológico das lesões retiradas por via cirúrgica.

Embora alguns casos possam ser assintomáticos, seus sintomas, na maioria das vezes, são mais intensos do que na endometriose superficial ou no endometrioma e, não raramente, são incapacitantes, resultando em alto índice de absenteísmo, isolamento social e idas frequentes ao hospital para controle da dor, com impacto fortemente negativo na qualidade de vida dessas mulheres.

Além da exacerbação dos sintomas típicos da endometriose (cólicas menstruais, distensão abdominal e dores na pelve, à relação sexual e ao evacuar), a endometriose profunda ainda é comumente associada a outras doenças, tais como dores musculares, falta de desejo e dificuldade de obter prazer sexual, depressão, ansiedade e distúrbios alimentares.

No exame físico realizado na consulta médica, o médico pode desconfiar da endometriose profunda ao palpar espessamentos ou nódulos, ao verificar espasmos musculares e ao identificar o ponto de desencadeamento de dor (ponto doloroso ou ponto gatilho).

Exames de imagem complementares são fundamentais para o mapeamento adequado da doença e para o planejamento do tratamento – na maioria das vezes, cirúrgico.

Os exames mais indicados para o diagnóstico da endometriose (“padrão ouro”) são a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal e a ressonância magnética com pesquisa para endometriose. Eles permitem uma visão espacial das lesões e dos órgãos. A tomografia computadorizada de tórax e a broncoscopia podem ser necessários nos casos de endometriose de diafragma, pulmão ou pleura.

O diagnóstico é mais difícil quando a endometriose está próxima a um nervo, porque além da dor, outros sintomas podem surgir de acordo com o dermatomo acometido. Podem ocorrer, por exemplo, dores no nervo ciático, disfunções urinárias, disfunções intestinais, disfunções sexuais, dores perineais, dores em região glútea, dor ou formigamentos em face dorsal da coxa etc. A tractografia por ressonância magnética é um exame que avalia as fibras nervosas através de traços de difusão de água e vem sendo utilizada no diagnóstico de endometriose próxima a nervos.

Por ser uma doença que se agrava com o passar do tempo, não deixe o tempo passar. Se você tem sintomas sugestivos de endometriose ou se recebeu o diagnóstico de endometriose profunda, não deixe de procurar avaliação com médico experiente.

Perguntas frequentes sobre o DIU

DIU é composto de um material flexível, em forma de T, Y ou gama, com sua extremidade mais longa ligada a um fio. O DIU vem “fechado” dentro de um tubo fino e flexível chamado insertor. O médico introduz o insertor pela vagina, atravessa o colo do útero e, uma vez adequadamente posicionado no interior da cavidade uterina, retira-o delicadamente, fazendo com que o DIU saia do insertor e se “abra” dentro do útero em sua posição definitiva.

O fio, por sua vez, atravessa o colo uterino e termina dois a três centímetros para além do colo, ficando a extremidade acomodada no fundo da vagina. A finalidade do fio é servir ao controle do DIU e à sua retirada quando não mais desejado.

5. Colocar o DIU dói?
Ter dor na colocação do DIU varia de mulher para mulher. As mulheres que tiveram parto normal costumam tem mais facilidade para colocar o DIU. Por outro lado, mulheres na menopausa ou as que nunca tiveram nenhum parto normal frequentemente possuem o orifício do colo mais estreito e, consequentemente, mais dificuldade.

Após muitos anos de experiência, tenho preferido realizar o procedimento de colocação do DIU em ambiente hospitalar, sob um tipo de anestesia conhecido por sedação, pois a maioria das minhas pacientes sentia alguma dor durante a colocação do DIU e, algumas, chegavam a referir dor intensa. No hospital, a mulher é internada no chamado day-hospital (tipo de internação que dura apenas algumas horas), o procedimento é rápido, ela não sente dor alguma durante o procedimento e, em geral, recebe alta no mesmo dia.

6. Quem pode usar DIU?
O DIU pode ser utilizado como método contraceptivo em mulheres que já iniciaram a atividade sexual. Pode ser usado por adolescentes e mulheres durante a amamentação.

Além de utilizado para evitar gravidez, o DIU hormonal pode ser usado no tratamento de endometriose, mioma uterino, adenomiose e na reposição de progesterona em mulheres menopausadas.

7. Quem não pode usar DIU?
O DIU não deve ser colocado em mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez.

Também não podem usar DIU as mulheres com úteros malformados, com doenças inflamatórias pélvicas, com infecções genitais, com câncer de colo do útero, com câncer de endométrio.

Mulheres com exame de prevenção do câncer do útero alterado também não devem colocar o DIU.

Qualquer sangramento vaginal inesperado e sem causa conhecida deve ser investigado antes da colocação do DIU para garantir que não haja nenhuma contra indicação para o método.

O DIU hormonal não pode ser usado por mulheres que apresentem doenças chamadas hormônio dependentes (doenças onde o uso de hormônio é contraindicado), tais como câncer de mama ou trombose.

8. DIU engorda?
O DIU de cobre e o DIU de prata não costumam promover alteração do peso da mulher.

O DIU medicado pode contribuir discretamente para o aumento de peso por atuar no perfil hormonal da mulher. Rotinas com alimentação saudável e exercícios físicos são normalmente suficientes para manter o peso estável.

9. Posso usar coletor menstrual ou absorvente interno com DIU?
Normalmente não há problema em utilizar o coletor menstrual ou o absorvente interno com DIU, porque o DIU está dentro da cavidade uterina e apenas a extremidade do fio do DIU encontra-se fora do útero, no fundo da vagina. A mulher deve tomar cuidado ao manipular esses itens na vagina para não puxar acidentalmente o fio do DIU.

10. Quais os efeitos colaterais do DIU?
O efeito colateral mais comum após a colocação do DIU é o sangramento irregular, que costuma ser de pouca intensidade.

Devido ao processo inflamatório que o cobre causa no útero, ainda que amenizado pela associação à prata, o DIU não hormonal pode causar um aumento no fluxo menstrual e nas cólicas menstruais, controlados facilmente com analgésicos e anti-inflamatórios.

Muitas mulheres esperam a diminuição do fluxo menstrual após a colocação do DIU hormonal. Isso realmente pode acontecer, mas é preciso saber que após a inserção do DIU hormonal, sangramentos menstruais irregulares podem ser observados. São os chamados escapes e podem durar de 3 a 6 meses. Geralmente os escapes acontecem em pouca quantidade e com aspecto de borra de café. Raramente o sangramento se assemelha a uma menstruação normal. Embora o período de adaptação incomode, o índice de satisfação entre as usuárias do DIU hormonal é alto e as mulheres geralmente não abandonam o método por conta desses efeitos que, como vimos, costumam ser transitórios.

11. Quais os cuidados após a inserção do DIU?
Logo após e até por alguns dias após a inserção do DIU, a mulher pode perceber um pequeno sangramento vaginal, bem como cólicas eventuais que normalmente melhoram com analgésicos comuns. São efeitos que, quando ocorrem, frequentemente têm curta duração, mas a mulher deve ficar prevenida.

Relações sexuais devem ser evitadas nas primeiras 24 horas após a inserção do DIU.

Uma visita ao ginecologista e uma ultrassonografia devem ser realizadas entre 4 a 12 semanas após a inserção do DIU.

Visitas a cada 6 meses ao ginecologista devem ser feitas para avaliar o DIU.

Em caso de cólicas fortes, muito frequentes, aparecimento de corrimentos vaginais, odor vaginal ou dor na relação sexual, recomenda-se o retorno ao ginecologista para avaliação.

12. Quanto tempo dura um DIU?
Algumas pessoas confundem duração e validade. A validade do DIU é expressa por uma data que representa o limite de prazo para a colocação do DIU. Esta data vem impressa na embalagem do DIU e, uma vez vencida, o DIU não deve ser inserido na cavidade uterina.

Já a duração se refere ao tempo máximo que o DIU produz os efeitos esperados uma vez inserido no interior do útero.

Após sua inserção no útero, o DIU não hormonal dura de três a dez anos, enquanto o DIU hormonal dura cinco anos.

É importante frisar que o DIU pode ser retirado antes do término de sua duração, caso seja desejo da paciente, razão pela qual é classificado como um método contraceptivo reversível.

13. Posso ter complicações com o DIU?
As complicações do uso do DIU são bastante raras: infecções pélvicas, expulsão do DIU, deslocamento do DIU da cavidade uterina e, mais raramente ainda, perfuração do útero durante a colocação do DIU.

14. Posso usar DIU após o parto?
Embora a literatura não restrinja o uso dos DIU não hormonais desde o pós-parto imediato, tenho inserido DIU, hormonais ou não, após o término do puerpério, o que leva em média seis semanas.

O DIU não interfere na amamentação.

15. Fui ao ginecologista e ele não viu o fio do DIU, e agora?
O fio do DIU serve para controle do DIU e costuma ser visto no fundo da vagina durante o exame ginecológico. Em poucos casos, o fio entra e fica no colo do útero ou na cavidade uterina. Isso não é problema se o DIU estiver na posição correta, o que pode ser visto ao ultrassom.

A histeroscopia pode ser utilizada para retirar o DIU sem fio aparente.

16. Quanto tempo depois de retirar o DIU posso engravidar?
O DIU não interfere permanentemente na fertilidade.

Assim que o DIU de cobre ou DIU de prata é retirado, a mulher volta a poder engravidar.

A mulher pode levar até três meses para retornar a menstruar normalmente e engravidar após a retirada do DIU hormonal.

17. O DIU previne contra infecções sexualmente transmissíveis?
O DIU não previne contra as infecções sexualmente transmissíveis como HIV, sífilis, hepatite B, hepatite C e outras. Portanto, é muito importante associar o uso de preservativos (masculino, feminino) durante as relações sexuais.

Cuidados com a pele durante o período menstrual

O período menstrual pode ser bastante sensível para algumas mulheres. Além das dores menstruais, é normal que nossa pele fique mais sensível, oleosa e com a aparição de comedões, por isso, é recomendado cuidados especiais com a pele durante o período menstrual.

Mas relaxa! O DermaBlog está aqui para te mostrar como cuidar da sua pele nesses dias! Antes de tudo, é importante entendermos que o período menstrual passa por algumas ‘fases’, e a pele vai mudando de acordo com elas.

Fase folicular (1º ao 14º dia)
Durante a fase folicular, os níveis de estrogênio começam a aumentar gradualmente. Isso pode ajudar a melhorar a aparência da pele durante o período menstrual, tornando-a mais iluminada. Por isso, nessa fase é importante manter uma rotina de limpeza regular da pele, além de investir em produtos hidratantes que mantém a pele macia e saudável. Você também pode realizar a esfoliação, para remover as células mortas e estimular a renovação celuar.

Fase ovulatória (14º dia)
Durante a fase ovulatória, o pico de estrogênio pode aumentar a produção de sebo, deixando a pele oleosa e propensa a acne. Por isso, é importante continuar com a rotina de limpeza da pele, utilizando produtos específicos para pele oleosa e evitando produtos que obstruem os poros. A Proteção Solar também é necessária durante esses dias, para evitar danos à pele.

Fase lútea (14º ao 28º dia)
Durante a fase lútea, o nível de progesterona começa a aumentar. Isso pode levar a retenção de líquidos, inchaço e acne. Ou seja, é importante continuar a rotina de limpeza regular da pele durante o período menstrual e investir em produtos específicos para reduzir a inflamação e controlar a oleosidade. Além disso, é recomendado evitar alimentos ricos em sal, que podem contribuir para a retenção de líquidos.

Dicas adicionais:
Beba bastante água durante todo o ciclo menstrual para ajudar a manter a pele hidratada.
Evite produtos químicos e fragrâncias fortes, que podem irritar a pele sensível durante o período menstrual.
Durma o suficiente para ajudar a reduzir o estresse e a fadiga, que podem afetar a saúde da pele.
Mantenha uma dieta saudável e equilibrada, rica em nutrientes que ajudam a manter a saúde da pele.
Utilize protetor solar toda vez que entrar em contato com o sol, para evitar o surgimento de manchas ou queimaduras.
Evite ficar tocando na pele, durante esse período sua derme está mais sensível, tocá-la com as mãos sujas pode entupir os poros e gerar mais acne ou inflamação por bactéria.
.

Cuidar da pele durante o período menstrual requer atenção às mudanças hormonais que ocorrem no corpo feminino. Por isso, é importante adaptar a rotina de cuidados com a pele para atender às necessidades específicas de cada fase do ciclo menstrual. Investir em produtos específicos e manter uma dieta saudável são algumas das formas de manter a pele saudável e bonita durante todo o ciclo menstrual. Se tiver dúvidas pessoais, um dermatologista também pode ser útil para orientações mais personalizadas e eficazes.

28/5 – Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna

O Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde que ocorreu em 1984, na Holanda, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos, ocasião em que a morte materna apareceu com toda a sua magnitude. A partir dessa data, o tema ganhou maior interesse e no V Encontro Internacional Mulher e Saúde, realizado em São José da Costa Rica, a Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe – RSMLAC, propôs que a cada ano, no dia 28 de maio, uma temática nortearia ações políticas que visassem prevenir mortes maternas evitáveis.

A mortalidade materna é um importante indicador da qualidade de saúde ofertada para as pessoas e é fortemente influenciada pelas condições socioeconômicas da população. Em média, 40% a 50% das causas podem ser consideradas evitáveis. O atraso no reconhecimento de condições modificáveis, na chegada ao serviço de saúde e no tratamento adequado, está entre as principais causas das altas taxas de mortalidade materna ainda presentes na maior parte dos estados brasileiros. O principal objetivo da atenção pré-natal e puerperal é garantir o bem-estar materno e fetal. Para isso, as equipes de saúde da Atenção Primária devem acolher a mulher desde o início da gravidez (o mais precocemente possível, no início ou até antes da gestação); reconhecer, acompanhar e tratar as principais causas de morbimortalidade materna e fetal; e estar disponíveis quando ocorrerem intercorrências durante a gestação e puerpério.

Como lidar com oscilação de humor da TPM e doenças crônicas?

A Tensão Pré-Menstrual provoca oscilações de humor em mulheres praticamente todos os meses. Para aquelas que convivem com doenças crônicas, o desafio em lidar com o problema é dobrado, como conta Giovanna de Santana Regueiro, que tem Dermatite Atópica: “Eu sou muito sensível e sem paciência nenhuma nesse período. Tudo me irrita e, ao mesmo tempo, tudo me faz chorar. E por ser assim a minha pele sofre muito, já que o meu diagnóstico está totalmente ligado às minhas emoções”.

A jovem de 20 anos, que mora em Mogi das Cruzes, em São Paulo, relata que acorda com a pele toda vermelha no período menstrual. Giovanna, que também tem diagnóstico de psoríase, confessa que sente muita tristeza: “Fico me perguntando ‘porque eu estou passando por isso’ (em relação à minha pele). E quanto mais triste eu fico, mais pensamentos ruins aparecem. Vira uma bola de neve, a TPM com a minha pele. Acabo ficando mais irritada e, claro, reflete completamente no meu corpo todo“, conclui.

Daniele Americano também tem oscilações de humor durante a TPM. “Ódio, tristeza, sensibilidade, todos esses sentimentos podem estar juntos num só dia (risos). Mas eu consigo identificar a raiva da TPM. Ela é sem sentido! Às vezes, a gente fica procurando “pelo que” brigar! Aí paro e analiso, vejo o calendário e confirmo que estou de TPM”, afirma.

Há 9 anos, Daniele convive com Neuromielite Óptica (NMO), doença autoimune, desmielinizante e rara. Por causa de um diagnóstico errado inicialmente, perdeu todos os movimentos do peito para baixo. Ela sente que fica com o ânimo aflorado durante o período menstrual. “Chorando por coisas bobas, o que é bom e ruim. Bom porque esse choro é livre e sincero, esvazia qualquer tristeza do coração e abre espaço para muito amor e gratidão”, avalia.

“Passei um ano lindo sem menstruar, provavelmente em razão dos corticoides. Mas depois que a menstruação e a TPM voltaram, a relação com a doença é hormonal e às vezes fico mais cansada, talvez pela fadiga crônica, característica da NMO que fica acentuada durante a TPM”, percebe Daniele.

Náira de Lima Tardivo, de 39 anos, descobriu que tinha endometriose há oito anos, depois de sofrer com cólicas muito fortes. “Menstruei com 11 anos e desde então todo ciclo eu tenho cólicas. Não faço uso de hormônios, mas já usei e somente nestes períodos melhorei das dores. Minha TPM sempre foi o menos sofrido dos meus ciclos. Quase sempre passava batido ou eu ficava sensível, chorona. Mas sinto que de um ano para cá estou ficando com uma irritabilidade intensa”, ressalta. Ela acredita que com a pandemia e a falta de exercícios físicos está mais difícil lidar com a situação.

A ginecologista Regina Paula Ares explica que a Tensão Pré-Menstrual é um conjunto de sinais e sintomas que variam muito: há mais de 600 sintomas relacionados a essa síndrome. “Em geral, eles se iniciam a partir da metade do ciclo menstrual (ovulação) e melhoram imediatamente antes do primeiro dia da menstruação”, esclarece.

Inchaço de mamas e abdome, intestino preso, irritabilidade, labilidade emocional (choro fácil, depressão), vontade de comer coisas muito doces ou muito salgadas, aumento do apetite de modo geral, diarreia, peso nas pernas e dor de estômago são alguns desses sinais e sintomas.

Além de conversar com seu ginecologista, algumas terapias alternativas podem aliviar os sintomas da TPM, como meditação, ioga, massagem ou drenagem linfática. A psicoterapia também é interessante, na medida que o autoconhecimento te ajudará a lidar com a situação, que faz parte do ser mulher e não pode ser estigmatizada.

Dia da Mulher: O que é e por que é celebrado em 8 de março?

Comemorado todos os anos em 8 de março, o Dia da Mulher pode parecer apenas mais uma data comercial como tantas outras. O que nem todo mundo sabe é que o dia possui razões mais sérias para existir. Afinal, não é de hoje que as mulheres desempenham um papel fundamental para o mundo e que merecem ser respeitadas e tratadas com igualdade. Para ajudar a promover essa reflexão sobre a importância da mulher na sociedade e celebrar a data, preparamos este post especial. Nele, você vai entender o que é o dia 8 de março, quais eventos deram origem, como comemorar o Dia Internacional da Mulher e como a Accor incentiva a equidade de gênero e as lideranças femininas. Acompanhe!

feliz dia da mulher flores

O que é o Dia da Mulher?

Comemorado desde o começo do século 20, o Dia da Mulher é uma data que destaca a importância da figura na sociedade e também suas conquistas e direitos.

Oficial pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, esse é um dado usado para a igualdade de gênero e Organização para Reivindicar às mulheres.

O Dia Internacional da Mulher homenagemia, principalmente, a luta e as conquistas femininas através da história do mundo. E, cá entre nós, não são poucas e merecem ser relembradas.

 

Contudo, mesmo o Dia da Mulher existe uma importante celebração em nível global, controvérsias sobre sua origem. E é sobre elas que falaremos a seguir.

empoderamento feminino

Qual foi o objetivo da greve de 1857?

Uma das versões mais conhecidas para a criação do Dia Internacional da Mulher foi uma greve realizada por mulheres operárias em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 1857.

Segundo conta a narrativa histórica, essas mulheres teriam se reunido para reivindicar a redução da jornada de trabalho e a criação de uma espécie de licença-maternidade.

Naquela época, trabalhava-se muito e ganhava-se pouco, o que teria motivado os protestos.

Na luta por seus direitos, contudo, as operárias teriam morrido em um incêndio criminoso ocorrido na fábrica de tecidos Cotton, supostamente, comandado pelo diretor da empresa.

 

Mesmo sendo a origem mais popular no mundo, essa tragédia nunca foi comprovada. Porém, ela aconteceu em um momento de eclosão de passagem feminina de mulheres nos Estados Unidos, se torna mola propulsora para uma mobilização feminina por seus direitos.

feliz dia da mulher 8 de março

Conheça a origem do Dia Internacional da Mulher

Embora a origem da data mais feminina do ano seja, de fato, ligada à luta de mulheres operárias por seus direitos, o que aconteceu, na verdade, foi um pouco diferente.

As motivações para a criação de um dia especial foram parecidas, o que muda, no entanto, são as datas e cenários.

Conforme mostram as comprovações históricas, o Dia da Mulher ganhou força a partir de greves realizadas por mulheres nos Estados Unidos e na Rússia. Entenda mais sobre esses dois importantes acontecimentos nos próximos tópicos.

Greve nos Estados Unidos

Mais de 60 anos antes da oficialização do dia 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres, cerca de 15 mil mulheres americanas se reuniram para uma greve.

Essa manifestação aconteceu em Nova Iorque, em 1909, e ficou conhecida como Dia da Mulher.

Naquela época, a carga horária de trabalho era exaustiva: trabalhava-se cerca de 14 horas em semanas de seis dias e o salário era baixíssimo. Além disso, as condições de trabalho delas eram piores que as dos homens.

Ambos trabalhavam em ambientes tão precários que representavam um cenário propício para o perigo.

Em 25 de março de 1911, então, aconteceu um incêndio na fábrica têxtil Triangle Shirtwaist Company, em Nova Iorque, que matou 125 mulheres e 21 homens.

A comoção com a tragédia foi tão grande que os sindicatos e o movimento trabalhista nos Estados Unidos se fortaleceram após o incidente.

A relação do Dia da Mulher com a Revolução Russa

Já na Rússia de 1917, cerca de 90 mil mulheres trabalhadoras do setor de tecelagem se reuniram para protestar nas ruas.

A fome mundial foram as principais figuras da primeira aparição, que aconteceu em fevereiro do antigo calendário russo e em 8 de março, no calendárioriano.

Por esses motivos, a ficou conhecida como “Pão e Paz”.

Com a adesão de milhares de pessoas, foi um evento que impulsionou a Revolução Russa. Após o episódio, o dia 8 de março foi oficializado pelos soviéticos como um data para comemorar a “mulher heróica e trabalhadora”.

Controvérsias sobre as origens do Dia Internacional da Mulher 

Embora a origem da Mulher seja associada ao incêndio na fábrica têxtil, ainda há teoria que diz que a existência na Europa está relacionada a outros dados, a outros dados.

De acordo com ela, anual 1910, a sindicalista alemã, do Partido Comunista da Alemanha, Clara Zetkin, do Partido Comunista da Alemanha, das mulheres, uma jornada de manifestações socialistas pela igualdade de direitos.

 

A data, porém, não foi determinada e o primeiro dia oficial da mulher na Europa foi celebrado no dia 19 de março de 1911.

international women's day

Qual a importância do Dia da Mulher?

Mesmo existindo controvérsias sobre as origens do Dia da Mulher, esse é um dado para reflexão e não apenas destinado a homenagens ou troca de presentes.

Embora tenha se tornado uma data com forte apelo comercial, é um dia de luta pelo empoderamento feminino, equidade e respeito.

Em países como Brasil e Estados Unidos, o dia 8 de março é marcado por protestos organizados por mulheres em suas principais cidades.

Além da igualdade salarial, as bandeiras mais levantadas pelos participantes desses movimentos são a descriminalização do aborto, a política de combate à cobrança do feminicídio, entre outras questões urgentes a serem resolvidas.

Ou seja, é um momento que serve para levantar os principais problemas que as mulheres enfrentam e também para aumentar a conscientização sobre a igualdade e a necessidade de respeito.

Marcos históricos das conquistas das mulheres no Brasil

Mesmo com uma história marcada pela submissão e violência, é verdade que, com o passar do tempo, a mulher conquistou muitos direitos. Mas ainda há muito a ser superado.

Vamos relembrar os principais marcos históricos das conquistas das mulheres no Brasil?

No país, o movimento por melhores condições para as mulheres remonta ao começo do século 19.

Em 1813, o baiano Domingos Borges de Barros passou a defender junto às cortes portuguesas a participação da mulher na política.

Já 60 anos depois, em 1873, elas tiveram o direito a frequentar instituições de ensino superior pela primeira vez na história.

Em 132, durante o governo do então Getúlio Vargas, como presidente do Tribunal99 ter o direito ao voto.

Lei Maria da Penha

Outro marco histórico importante veio em 7 de agosto de 2006, quando foi sancionada a Lei nº 11.340, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha.

Ela é o principal instrumento legal para coibir e punir a violência doméstica praticada contra as mulheres no Brasil.

Seu nome foi uma homenagem à farmacêutica que, por anos, foi vítima de violência doméstica pelo próprio marido.

A lei Maria da Penha é uma importante feminina, ajudando a combater o problema que afeta a cada dois minutos em todo o país. O dado foi divulgado em 2019 durante a realização do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

A luta, no entanto, continua.

abraço interracial de mulheres

A Importância do Acompanhamento da Sexualidade Feminina na Adolescência

A adolescência é uma fase de transformações físicas, emocionais e sociais, marcada por descobertas e desafios. No contexto desse período, o acompanhamento da sexualidade feminina se torna crucial, pois as experiências vivenciadas nessa etapa podem influenciar significativamente a vida adulta. É fundamental que as jovens recebam suporte, informação e orientação para desenvolver uma compreensão saudável e positiva sobre sua sexualidade.

Desenvolvimento:

  1. Desmistificação e Educação Sexual: Durante a adolescência, muitas meninas enfrentam a falta de informação ou são expostas a mitos e concepções errôneas sobre a sexualidade. O acompanhamento adequado pode contribuir para a desmistificação desses temas, proporcionando conhecimento baseado em fatos científicos e promovendo uma visão positiva e respeitosa da sexualidade.
  2. Autoconhecimento e Empoderamento: O acompanhamento da sexualidade na adolescência permite que as jovens explorem seu próprio corpo, compreendam suas necessidades e desejos, promovendo um maior senso de autoconhecimento. Isso contribui para o desenvolvimento da autoestima e empoderamento, permitindo que as adolescentes tomem decisões conscientes e respeitem seus limites.
  3. Prevenção de Riscos e Saúde Reprodutiva: A orientação sobre métodos contraceptivos, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e cuidados com a saúde reprodutiva são elementos essenciais do acompanhamento da sexualidade feminina na adolescência. Essas informações são cruciais para que as jovens possam tomar decisões responsáveis e cuidar da sua saúde de maneira integral.
  4. Relacionamentos Saudáveis: O entendimento sobre relacionamentos saudáveis, respeitosos e consensuais é um aspecto vital do acompanhamento da sexualidade na adolescência. Isso inclui a importância do consentimento, a comunicação aberta e a compreensão das dinâmicas emocionais envolvidas nos relacionamentos íntimos.

Conclusão:

Investir no acompanhamento da sexualidade feminina na adolescência é investir no bem-estar das futuras mulheres adultas. Através do suporte, da educação e do diálogo aberto, podemos criar uma base sólida para que as jovens desenvolvam uma relação positiva com sua sexualidade. Isso não apenas promove a saúde física e emocional, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais informada, igualitária e respeitosa. O diálogo contínuo e a atenção às necessidades das adolescentes são passos essenciais para garantir um desenvolvimento saudável e empoderado durante essa fase crucial da vida.

6 fatos sobre a saúde mental da mulher e por que devemos falar mais sobre isso

As mulheres enfrentam uma série de desafios que podem afetar a saúde mental. Exemplo disso é a pressão, seja interna ou externa, para equilibrar carreira, família e vida pessoal, por isso, muitas vezes, as mulheres têm dificuldades para encontrar tempo e cuidarem de si mesmas. Além disso, ainda existe o estigma e a discriminação em relação à saúde mental da mulher, o que pode tornar difícil pedir ajuda.

Mas a saúde mental da mulher é uma questão importante e deve ser levada a sério. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres têm mais chances do que os homens de desenvolverem transtornos mentais, como ansiedade e depressão. Além disso, elas também estão mais propensas a sofrerem de transtornos relacionados ao estresse, como transtorno do pânico.

Houve um aumento de mais de 25% dos casos de depressão e de ansiedade na população apenas no primeiro ano de pandemia, podendo ter piores índices atualmente. Isso agrava o risco para as mulheres em razão da maior suscetibilidade.

6 fatos sobre a saúde mental da mulher que precisam de atenção

1. As mulheres são mais propensas a sofrerem de transtornos mentais do que os homens

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as mulheres têm duas vezes mais chances de desenvolverem transtornos de ansiedade e três vezes mais chances de desenvolverem transtornos depressivos.

 

2. O estresse crônico pode afetar significativamente a saúde mental das mulheres

Elas enfrentam desafios como discriminação e violência de gênero, desigualdade salarial e carga dupla de trabalho, além de sobrecarga mental com preocupações do lar que podem levar ao estresse crônico e problemas de saúde mental.

 

3. A saúde mental durante a gravidez e pós-parto é uma preocupação importante

A depressão pós-parto é comum entre as mulheres e pode ter efeitos duradouros na saúde mental da mãe e do bebê. De acordo com a OMS, 3 a cada 10 mulheres não têm apoio no período pós-natal. Essa falta de suporte coloca em risco a sobrevivência do recém-nascido e a recuperação física e emocional da mulher.

 

4. As mulheres enfrentam desafios únicos quando se trata de saúde mental

As mulheres são mais propensas a serem vítimas de violência, que muitas vezes pode ocorrer até mesmo dentro de casa e desde a infância, o que pode afetar sua saúde mental de maneira significativa para o resto da vida.

 

5. As mulheres são mais propensas a sofrerem de transtornos alimentares do que os homens

Isso inclui anorexia, bulimia e transtorno da compulsão alimentar. A grande ocorrência dessas doenças tem relação com a cultura do “corpo perfeito”. Os transtornos alimentares precisam ser tratados com muita seriedade, pois apresentam riscos graves à saúde e à vida das mulheres.

 

6. As mulheres idosas também enfrentam desafios quando se trata de saúde mental

O envelhecimento populacional brasileiro é um fato. Por isso, consequentemente aumenta-se o número de idosas institucionalizadas. Elas podem enfrentar solidão, perda de amigos e familiares e problemas de saúde física que podem afetar sua saúde mental.

Dessa maneira, é essencial que as mulheres busquem ajuda se estiverem enfrentando problemas de saúde mental. Isso pode incluir falar com um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, ou procurar ajuda em grupos de apoio, ou comunidades.

Além disso, a diversidade é importante na representação de saúde mental das mulheres. Pois, elas vêm de diferentes origens, raças, orientações sexuais etc e cada uma enfrenta desafios exclusivos. É importante levar isso em conta ao discutir e tratar a saúde mental da mulher.

 

Baixa Imunidade x Saúde Íntima

O nosso corpo é como se fosse um motor e tudo está interligado. Sendo assim, é de se esperar que quando algo não vai bem, outras partes também podem ser afetadas.

Por isso, cuidar da imunidade é essencial para cuidar da saúde íntima também. 
Vou explicar porquê:

A imunidade é a defesa do nosso organismo e, quando ela não vai bem, acaba abrindo as portas para a entrada de doenças e infecções.

No caso da saúde íntima, quando estamos com a imunidade baixa, temos mais chances de desenvolver infecções urinária, vaginais, entre outras.

Por isso, vou citar algumas dicas para a imunidade que você já deve ter ouvido ao longo da sua vida, mas é sempre bom reforçar:

  • Alimentação: optar por alimentos ricos em fibras, verduras, legumes, frutas e proteínas. Além disso, beber muita água é fundamental e, quando der vontade de fazer xixi, não segurar, hein?
  • Higiene íntima: lavar a região íntima com sabão neutro, de preferência de bebê. Lavar as roupas íntimas adequadamente e evitar duchas vaginais. Ir ao ginecologista pelo menos uma vez por ano é fundamental.
  • Probióticos: o uso de probióticos também ajuda demais a manter nossa flora vaginal e intestinal equilibradas.
  • Exames em dia: é essencial estar com o Check Up em dia .
  • Corpo e mente: exercícios físicos e saúde mental devem ser prioridade na nossa vida. Mexa-se e pratique o auto conhecimento.

Como a Yoga pode diminuir suas cólicas menstruais?

O você faz para ajudar a melhorar as dores das cólicas menstruais?

A cólica menstrual é, sem sombra de dúvidas, uma das maiores torturas na vida da mulher. Enquanto uma parcela privilegiada das mulheres passa pelo ciclo menstrual sem vivenciar esse dor, outras sofrem todos os meses com esse incômodo. Com isso, “aqueles dias” ficam realmente insuportáveis, tornando mais difícil manter uma rotina normal.

O que você faz para amenizar e lidar com essa dor?
Já pensou em praticar yôga?
O Yôga consiste em um conjunto de técnicas milenares de respiração (pranayama), posturas (ásanas) e meditação, que buscam unificar o corpo e a mente, desenvolvendo a capacidade de reconhecer as situações e sentimentos tais quais são e lidar de forma realista e eficaz. Desenvolvendo também um maior gerenciamento e tolerância a dor, o yôga auxilia na redução da ansiedade e a tensão relacionada as dores menstruais.
Por trazer benefícios ao organismo feminino e expandir o autoconhecimento corporal, estas práticas também não poderiam deixar de ser relevantes quando o assunto é cólica menstrual.
Algumas dicas para aliviar as cólicas menstruais

Lembrando que é muito importante reservar um lugar agradável e tranquilo para a sua prática.

1-Praticar respiração (pranayama) abdominal. Ao longo do dia respirar pelo abdómen de forma lenta,relaxada, uniforme e profunda:
* Inspira, expandindo principalmente abdômen e diafragma.
* Expira passivamente, evitando movimentos bruscos, não contraia, apenas relaxe o abdômen aliviando a tensão na região pélvica.

2-Faça também respirações associando um som vibracional, o que criará uma vibração especial no seu baixo ventre permitindo a liberação da dor. Para isso basta ao expirar pela boca, fazer um som audível, profundo e visceral, como uma espécie de rugido “ohhhhhhhh”. Esta vibração atua não somente no diafragma pulmonar, mas também no diafragma da garganta e pélvico, permitindo que eles trabalhem em sintonia.

3-Evite práticas intensas, inversões e flexões para trás com muita intensidade. Deve-se relaxar completamente em cada postura ou técnica respiratória, deixando o abdômen solto e relaxado.

*Importante sempre buscar orientação de um profissional de Yôga treinado e capacitado.

Prevenção da Gravidez na Adolescência: Cuidados e Orientações

 

A gravidez na adolescência é um tema de grande importância, uma vez que pode acarretar em impactos físicos, emocionais e sociais significativos para os jovens envolvidos. Para evitar uma gravidez não planejada nessa fase da vida, é essencial adotar medidas de prevenção adequadas. Aqui estão algumas informações e orientações sobre como cuidar para não engravidar durante a adolescência:

1. Educação Sexual Aberta e Informação: O primeiro passo para prevenir a gravidez na adolescência é ter acesso a informações confiáveis sobre saúde sexual e reprodutiva. É crucial que os adolescentes sejam informados sobre métodos contraceptivos, anatomia, ciclo menstrual e riscos associados à atividade sexual não protegida.

2. Uso Consistente de Métodos Contraceptivos: Existem vários métodos contraceptivos disponíveis, desde preservativos masculinos e femininos até pílulas anticoncepcionais, dispositivos intrauterinos (DIUs), implantes subcutâneos, entre outros. Consultar um profissional de saúde permitirá escolher o método mais adequado com base nas necessidades individuais.

3. Preservativos – Dupla Proteção: O uso de preservativos é fundamental para prevenir tanto a gravidez quanto as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Os preservativos fornecem uma camada adicional de proteção, sendo uma escolha sensata, especialmente para os jovens que ainda não estão em um relacionamento estável.

4. Conversas Abertas com Parceiros: Comunicar-se abertamente com um parceiro sobre o uso de métodos contraceptivos e a prevenção da gravidez é essencial. Garantir que ambos estejam alinhados quanto aos cuidados necessários ajuda a evitar situações não planejadas.

5. Acesso a Serviços de Saúde: Os adolescentes devem ter acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva. Isso inclui consultas regulares com um médico ou profissional de saúde, onde podem discutir suas preocupações, receber orientações e obter prescrições para contraceptivos, se necessário.

6. Autoconhecimento e Autocuidado: Entender o próprio corpo e ciclo menstrual é fundamental. O conhecimento do período fértil auxilia na escolha de quando é mais seguro ter relações sexuais sem proteção, mas essa não é uma abordagem infalível e deve ser combinada com um método contraceptivo.

7. Pressões Sociais e Comunicação Assertiva: Os adolescentes podem enfrentar pressões para se envolverem sexualmente. Aprender a dizer “não” de maneira assertiva e tomar decisões baseadas em seu próprio bem-estar é essencial.

8. Planejamento do Futuro: Ter metas educacionais e de carreira pode ajudar os adolescentes a focarem em seus objetivos, o que por sua vez pode influenciar a tomada de decisões responsáveis em relação à atividade sexual.

Lembrando que cada pessoa é única, é importante que os adolescentes busquem aconselhamento médico e orientação de profissionais de saúde para tomar decisões informadas sobre sua vida sexual e reprodutiva. Prevenir a gravidez na adolescência requer conscientização, educação e a adoção de medidas de proteção adequadas.

Cuidados com as DST’s

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) afetam tanto homens quanto mulheres, mas as mulheres podem ter complicações mais graves se não tratadas adequadamente. Por isso, é importante que as mulheres tenham alguns cuidados para prevenir as DSTs e também saibam reconhecer os sintomas e buscar tratamento rapidamente, se necessário. Alguns desses cuidados incluem:

  1. Usar preservativo em todas as relações sexuais, mesmo no sexo oral, anal e vaginal.
  2. Fazer exames regularmente para detectar DSTs, especialmente se tiver mudado de parceiro sexual.
  3. Não compartilhar objetos pessoais, como escovas de dente, lâminas de barbear e alicates de unha.
  4. Evitar o uso de duchas vaginais, pois elas podem afetar o pH natural da vagina e aumentar o risco de infecções.
  5. Ter relações sexuais somente quando estiver em condições de segurança e conforto.
  6. Manter uma boa higiene íntima, lavando a região genital diariamente com água e sabão neutro.
  7. Evitar o consumo de drogas ilícitas, que podem aumentar o risco de transmissão de DSTs.
  8. Procurar um médico imediatamente se notar qualquer sintoma de DST, como corrimento vaginal, coceira, dor ao urinar, feridas ou bolhas na região genital.
  9. Comunicar ao parceiro sexual se for diagnosticada com uma DST, para que ele também possa buscar tratamento e evitar a reinfecção.

Lembrando que a prevenção é sempre o melhor remédio e que o diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para evitar complicações.

Câncer de pele: entenda sobre a doença e previna-se

Mas, afinal, o que é o câncer de pele?

O câncer de pele caracteriza-se pelo crescimento anormal e descontrolado das células que formam a pele. Elas se agrupam em camadas e, conforme a área e o tipo celular afetado, define-se o tipo de câncer.

A radiação ultravioleta é o principal fator causador de tumores cutâneos. Assim sendo, a doença está associada à exposição solar e ao bronzeamento artificial.

Há três tipos principais de câncer de pele. Veja quais são eles e como se diferenciam.

Carcinoma basocelular (CBC)

É o tipo mais comum de câncer de pele. Esse carcinoma afeta as células basais, localizadas na parte mais profunda da epiderme, que é a camada mais externa da pele. O CBC apresenta baixa mortalidade, raramente invade outros órgãos e pode ser totalmente curado quando o paciente recebe o diagnóstico precoce e segue o tratamento adequado.

Manifesta-se principalmente nas regiões que ficam mais expostas ao sol, como couro cabeludo, orelha, face, pescoço, costas e ombros. A aparência mais frequente é de uma tumoração róseo avermelhada, brilhante, que pode ter ulcerações e/ou crostas, que nunca cicatriza e sangra com facilidade.

Carcinoma espinocelular (CEC)

Apontado como o segundo câncer de pele  mais prevalente, o carcinoma espinocelular ocorre nas células escamosas da epiderme, que se localizam próximas à área mais superficial da pele. O CEC pode se desenvolver em qualquer parte do corpo, inclusive genitais, mas também tem maior ocorrência nas partes expostas ao sol como a face, pescoço, orelhas e couro cabeludo.

Apesar da relação à exposição crônica ao sol, ocorre também nas feridas e cicatrizes antigas, nas áreas da pele que foram expostas à radiação ionizante e agentes químicos e nos indivíduos imunodeprimidos que fazem uso de medicamentos para evitar a rejeição de órgãos transplantados. O aspecto mais comum é de uma tumoração rósea descamativa ou verrucosa, que pode ter uma área ulcerada com sangramento eventual e não cicatrização ao longo do tempo. É um tumor que precisa ser tratado precocemente, pois o seu crescimento aumenta o risco de disseminação a outras áreas do corpo.

Melanoma

Trata-se de um tipo de câncer de pele mais raro e que tem o maior índice de mortalidade devido sua habilidade de se espalhar a outros órgãos. Embora o diagnóstico do melanoma assuste, a doença pode ser curada quando identificada no estágio inicial.

Geralmente o melanoma surge em qualquer lugar da pele como um novo sinal ou pinta escura ou, mais raramente, a partir da alteração de uma lesão preexistente. O melanoma pode apresentar vários tons de castanho a preto, ser assimétrico na forma, ter contornos irregulares e raramente ter descamação, coceira ou sangramento.

Os indivíduos de pele clara e que se queimam com facilidade quando tomam sol estão mais sujeitos a esse tipo de tumor, originário dos melanócitos — células que atuam na produção de melanina, que dá cor à pele. A hereditariedade favorece o desenvolvimento do melanoma.

Por que é o câncer mais frequente no Brasil e no mundo?

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 33% dos diagnósticos de câncer no Brasil são na pele. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que ocorrem cerca de dois a três milhões de novos casos de câncer de pele não melanoma -CBC e CEC – anualmente no mundo.

A explicação para os altos índices da doença entre os brasileiros é o fato de vivermos em um país tropical, em que a incidência solar se estende praticamente o ano todo. Além disso, grande parte da população ainda não tem o hábito de usar proteção solar adequada.

Quais são as causas do câncer de pele?

A exposição excessiva à radiação ultravioleta proveniente do sol ou de cabines de bronzeamento artificial é a principal causa do desenvolvimento dos principais tipos de câncer de pele. Vale ressaltar que essa exposição é cumulativa, quanto maior a exposição desprotegida, maior o dano celular. Isso que significa que as consequências são permanentes, já que modifica o DNA da área afetada, podendo gerar a multiplicação celular anormal no futuro.

Sendo assim, as pessoas mais suscetíveis ao câncer de pele são aquelas que se expuseram muito ao sol na infância e adolescência, que tiveram vários episódios de queimaduras solares, que praticam esportes ou trabalham ao ar livre sem proteção e/ou têm pele clara e vivem em regiões ensolaradas. Outro fator relevante é a herança genética: quem tem histórico da doença na família também pode vir a desenvolvê-la.

Como o diagnóstico funciona?

Em primeiro lugar, é necessário ficar atento às alterações da sua pele. Ao perceber qualquer mudança semelhante aos sinais do câncer de pele, busque ajuda médica especializada o mais rápido possível. Na consulta o médico avaliará o histórico familiar e pessoal do paciente, a fim de verificar a presença de fatores de risco, e examinará toda a pele a procura de lesões suspeitas.

O exame físico consiste na observação das características clínicas das lesões como formato, cor, tamanho e textura. O médico dermatologista é o profissional mais habilitado a fazer esse diagnóstico. Ele pode usar no exame um instrumento com uma lente — chamado dermatoscópio — que permite visualizar cada lesão com um grande aumento e observar características específicas dessas, aumentando a chance do diagnóstico correto. Algumas vezes o profissional necessita realizar uma biópsia, que consta da retirada de uma pequena parte de material da área suspeita para análise laboratorial e confirmação do diagnóstico.

Como é o tratamento?

A maior parte dos cânceres de pele dos tipos basocelular e espinocelular são tratados por meio da remoção cirúrgica da lesão. Isso pode ser alterado de acordo com a localização do tumor, o estágio da doença e as condições físicas do paciente. As alternativas utilizadas à cirurgia ou concomitante a ela, principalmente nos casos avançados, incluem terapia local, radioterapia, terapia-alvo, quimioterapia e imunoterapia.

Em relação ao melanoma, o tratamento varia principalmente conforme o estágio da enfermidade. Nos estágios iniciais (0 e 1) é realizada a extração cirúrgica do tumor com margem de segurança, sendo isso normalmente suficiente para curá-lo. Nos demais estágios (2-4), é necessário saber a profundidade do tumor, o comprometimento dos linfonodos e de outros órgãos. A partir disso é feita uma programação de tratamento que pode compreender além da cirurgia, um tratamento adicional com radioterapia, imunoterapia e terapia alvo. Nos últimos anos novas opções de tratamento para pacientes com melanoma avançado têm revolucionado e alcançado resultados muito positivos.

A prevenção, porém, ainda é a melhor medida para evitar o câncer de pele. Para tanto, é preciso manter a proteção solar diariamente, mesmo quando o clima está nublado, e tentar expor-se ao sol antes das 10 horas e depois das 16 horas. A proteção solar deve ser física – através de roupas e chapéus que cobrem o corpo – e química – através do uso de protetores solares acima de FPS 15. O câncer de pele é uma tumoração visível e fácil de ser observada, assim é fundamental visitar o seu médico dermatologista pelo menos uma vez ao ano ou a qualquer sinal de alerta para um exame completo da sua pele.  Esses cuidados simples diminuem os riscos do desenvolvimento da doença e prolongam a sua vida.

Como escolher um bom médico ginecologista?

A saúde da mulher é um assunto que deve ser sempre levado a sério. Afinal, a saúde dela e de todas as suas fases da vida são regidas pelo equilíbrio do bem-estar físico, mental com o dinâmico status hormonal feminino, que permitem a ciclicidade e singularidade do organismo da mulher. O médico ginecologista é o especialista responsável pelos cuidados com o sistema reprodutor da mulher, com o tratamento de suas patologias e com as singularidades do corpo feminino.

Então, nada mais certo e interessante do que ter um profissional especializado no assunto, não é mesmo?

Mas, afinal, como escolher um bom profissional dessa especialidade? E quais são as suas funções de fato? Ao longo do texto, responderemos a essas perguntas para que você entenda exatamente como e por que se cuidar regularmente e de forma adequada. Boa leitura!

O que é um médico ginecologista e por que ele é importante?

Como dissemos, os médicos ginecologistas são profissionais especializados nos cuidados com a saúde da mulher. Eles são responsáveis, portanto, por diagnosticar, tratar e prevenir patologias que podem atingir principalmente o sistema reprodutor feminino, podendo também cuidar de outras áreas do corpo da mulher.

Agora, veremos algumas das atribuições desse profissional, para que você possa entender a importância do seguimento ginecológico. Vamos lá?

Orientar sobre saúde reprodutiva

Uma das principais atribuições do ginecologista é orientar as suas pacientes sobre os cuidados com a saúde íntima e reprodutiva, tirando todas as dúvidas sobre, entre outros aspectos, anticoncepção, planejamento familiar, além de prevenção e tratamento de doenças sexualmente transmissíveis, buscando trazer segurança no dia-a-dia reprodutivo das mulheres.

Identificar e controlar desequilíbrios hormonais

Apesar do médico endocrinologista poder ser algumas vezes uma boa ajuda para questões hormonais diversas, o médico ginecologista deve ser aquele que diagnostica e trata as alterações endócrinas (hormonais) específicas da mulher, ao longo de suas fases da vida. Os distúrbios endócrinos específicos da mulher são diversos e o papel do ginecologista na sua condução e tratamento é fundamental.

Tratar distúrbios menstruais

Os transtornos menstruais, como o aumento do fluxo menstrual ou de sua duração ou mesmo sua irregularidade são queixas bastante comuns no consultório ginecológico. E seu diagnóstico exige uma investigação específica, já que sua etiologia (causa) pode ser bastante diversa. Sendo assim, cabe ao ginecologista identificar e conhecer a fundo as características desse distúrbio e tratar suas causas de forma especializada.

Prevenir câncer de mama e de colo de útero

Talvez, em termos de saúde pública, um dos pontos principais do acompanhamento ginecológico de rotina. Por meio das consultas periódicas e de exames propedêuticos realizados no próprio consultório, como o exame de Papanicolaou, e exames de imagem, como a mamografia e o ultrassom de mamas, faz-se o rastreamento do câncer de colo de útero e de mama, visando a prevenção de tais doenças ou seu diagnóstico e tratamento nas fases iniciais.

Definir o melhor método contraceptivo

A contracepção é um grande passo rumo à emancipação feminina, permitindo que as mulheres possam escolher se e quando querem engravidar. No entanto, a contracepção deve ser feita com cautela e com o método que melhor se encaixe com a sua individualidade, estilo de vida e condição de saúde. Quem pode ajudar nessa melhor escolha? O ginecologista!

Tratar disfunções sexuais

Dor durante as relações sexuais, questões relacionadas ao desejo sexual, orgasmo, lubrificação… todas são questões que merecem, sim, a atenção de um profissional especializado. A vida sexual satisfatória, prazerosa e saudável repercute diretamente no bem-estar da mulher. E diálogos abertos com o ginecologista sobre esse assunto são fundamentais para o diagnóstico e tratamento adequados desse quesito da saúde da mulher.

Quando devo consultar um ginecologista?

Apesar de variar de um ginecologista para outro, em geral, as consultas com o ginecologista começam após a menarca, ou seja, a primeira menstruação da vida da mulher. Depois desse momento, recomenda-se, pelo menos, uma a duas consultas ao ano.

No entanto, não se esqueça: o ginecologista é o médico especialista na saúde da mulher, de tal forma que todo sintoma que envolva a região genital ou o sistema reprodutor feminino já são motivos para se buscar o ginecologista, independentemente da idade ou se já tiver passado em consulta de rotina.

Apresentou algum sintoma? Tem alguma queixa ou dúvida? Então agende uma consulta com o seu profissional de confiança. Não deixe para depois!

Como escolher um bom médico ginecologista?

Para finalizar, é hora de descobrirmos algumas dicas para facilitar a sua vida na hora de escolher um bom profissional. Confira!

Busque recomendações

A primeira dica para que você possa fazer uma boa escolha de médico ginecologista é, sem dúvidas, buscar recomendações e indicações de profissionais que atuam em sua região. Converse com amigos, parentes e conhecidos e anote alguns nomes para continuar as suas pesquisas.

Faça uso da internet

A internet é sim uma ótima ferramenta para nos ajudar a encontrar o que queremos, inclusive informações sobre os profissionais da área da saúde. Entretanto, a internet isoladamente, também pode atrapalhar nossa busca ou nos enganar muitas vezes. Por isso, procure sites que trabalhem com a avaliação dos médicos, permitindo que você tenha uma ideia de como funciona o atendimento daquele profissional. E lembre-se sempre de usar a internet como um adicional na sua busca pelo profissional, sempre complementando com a indicação e com o estudo do currículo do profissional.

Estude o currículo dos médicos

Outra funcionalidade que é uma forma muito interessante e segura da busca por um profissional competente é a chance de pesquisar o currículo dos profissionais antes mesmo de passar por um atendimento com eles. O currículo médico mostra a sua especialização, eventual subespecialização, áreas de atuação, além de graduação acadêmica, trazendo maior segurança na busca por um profissional competente e adequado para te ajudar.

Certifique-se da disponibilidade

Depois, é hora de pesquisar a disponibilidade daquele profissional. Qual o dia de atendimento? A agenda costuma ser muito cheia? O agendamento é ágil? Dê uma ligadinha e veja se há a possibilidade de atendimento dentro de um período que funcione bem para você.

Avalie as instalações da clínica ou do consultório

É sempre bom investigar a infraestrutura da clínica na qual você pretende ser atendida. Uma estrutura moderna, limpa sempre é interessante para um atendimento adequado.

Agora que você já sabe como escolher um bom médico ginecologista e conhece a importância desse profissional para a saúde feminina, não perca tempo e agende uma consulta de rotina o quanto antes!

O que acontece com o corpo da mulher após o parto e quais são os cuidados?

Depois do parto a atenção está toda no bebê. Afinal, ele precisa de cuidados e carinho para crescer de forma saudável. E isso exige a presença ativa da mãe 24h por dia. Mas não dá para esquecer que a mulher também vive um momento transformador – o de se tornar mãe – e passou uma grande experiência – o parto –, e precisa de cuidados também.

Diminuição do tamanho do útero: no primeiro dia após o nascimento do bebê, o fundo do útero está na altura do umbigo, quando apalpado. Após uma semana, ele pode ser sentido logo acima da sínfise púbica (osso da região anterior da bacia), e na segunda semana, não é mais sentido no abdome. Ele demora de seis a oito semanas para retornar ao seu tamanho de antes da gravidez. Durante esse período, seu peso diminui de 1.000 g para 60 g.

Nos três primeiros dias depois do nascimento, as contrações uterinas provocam cólicas abdominais, principalmente ao amamentar. Isso é resultado da liberação de um hormônio chamado oxitocina, que entre outras funções, estimula a contração do útero para diminuir o sangramento do puerpério.

Sangramento vaginal após o parto (loquiação): é o resultado da cicatrização e regeneração do local em que estava inserida a placenta dentro do útero.

Num primeiro momento, ocorre a saída de sangue avermelhado, que dura aproximadamente uma semana. O volume de sangramento tende a diminuir diariamente. É comum ter eventos de saída abrupta, mas com intervalos cada vez maiores. Conforme ocorre a diminuição do sangramento, ele se torna mais escurecido, com cor amarronzada, seguida por uma cor amarelada e finalmente mais esbranquiçada. Costuma cessar seis semanas após o parto.

Mamas: nos primeiros dois a três dias após o parto as mamas produzem o colostro, um precursor do leite materno, rico em minerais, proteínas, vitamina A e imunoglobulinas. No terceiro ou quarto dia ocorre a apojadura, que é a formação do leite materno para a amamentação. A mulher sentirá suas mamas crescerem, ficarem quentes e pesadas. Pode ser acompanhada de fraqueza, cansaço, mal-estar e, eventualmente, febre baixa.

Intestino: Após o parto o intestino da mulher fica mais lento e o aumento do volume da barriga é decorrente do acúmulo de gases. Esse acúmulo é intensificado caso a via de parto tenha sido cesárea, pois além das alterações hormonais, há o trauma da cirurgia propiciando uma lentidão acentuada do trânsito intestinal. Isso costuma melhorar bastante após uma semana e o intestino volta ao normal em seis a oito semanas.

O hábito intestinal deve ser semelhante ao hábito que a mulher tinha durante a gestação, que costuma ser um intestino mais obstipado. Para melhorar, uma boa dica é a caminhar e se movimentar para estimular o intestino a funcionar. Massagens na barriga, ter uma dieta rica em fibras e tomar muita água também ajuda.

Inchaço: Quando o útero contrai e diminui de tamanho, todo o sangue que estava dentro dele volta para corrente sanguínea. Desta forma, pode haver inchaço das extremidades (pés e mãos) principalmente na primeira semana depois do parto, voltando ao normal em seis a oito semanas.

Sono: A privação de sono é uma realidade para quem tem um recém-nascido em casa. A criança ainda depende da mãe para tudo. É preciso estabelecer prioridades. Os cuidados com o bebê estão em primeiro lugar. Outras questões de seu cotidiano, como os filhos mais velhos, cuidar da casa etc., ficam em segundo plano e devem ser compartilhados com o pai ou outra pessoa da família.

O cansaço crônico pode interferir na produção de leite e aumenta a chance de depressão pós-parto. Por isso, toda ajuda é bem-vinda para melhorar o bem-estar da mãe e do bebê. Fazer exercícios ajuda o organismo voltar ao normal e dá ânimo para a mãe. No primeiro mês após o parto o ideal é fazer exercícios leves como alongamentos, ioga e caminhadas.

Cuidados especiais para quem passou por uma cesárea

O cuidado mais essencial é a higiene no local da cicatriz: lavar o local do corte e deixá-lo sempre seco. Nos primeiros dias após o parto é natural que haja dor no local, por isso a paciente recebe analgésicos para o controle dessa dor. Caso o corte comece a ficar avermelhado, inchado e com saída de secreção, com piora da dor local, um médico deverá examinar para verificar presença de complicação no local.