Cuidados com a pele durante o período menstrual

O período menstrual pode ser bastante sensível para algumas mulheres. Além das dores menstruais, é normal que nossa pele fique mais sensível, oleosa e com a aparição de comedões, por isso, é recomendado cuidados especiais com a pele durante o período menstrual.

Mas relaxa! O DermaBlog está aqui para te mostrar como cuidar da sua pele nesses dias! Antes de tudo, é importante entendermos que o período menstrual passa por algumas ‘fases’, e a pele vai mudando de acordo com elas.

Fase folicular (1º ao 14º dia)
Durante a fase folicular, os níveis de estrogênio começam a aumentar gradualmente. Isso pode ajudar a melhorar a aparência da pele durante o período menstrual, tornando-a mais iluminada. Por isso, nessa fase é importante manter uma rotina de limpeza regular da pele, além de investir em produtos hidratantes que mantém a pele macia e saudável. Você também pode realizar a esfoliação, para remover as células mortas e estimular a renovação celuar.

Fase ovulatória (14º dia)
Durante a fase ovulatória, o pico de estrogênio pode aumentar a produção de sebo, deixando a pele oleosa e propensa a acne. Por isso, é importante continuar com a rotina de limpeza da pele, utilizando produtos específicos para pele oleosa e evitando produtos que obstruem os poros. A Proteção Solar também é necessária durante esses dias, para evitar danos à pele.

Fase lútea (14º ao 28º dia)
Durante a fase lútea, o nível de progesterona começa a aumentar. Isso pode levar a retenção de líquidos, inchaço e acne. Ou seja, é importante continuar a rotina de limpeza regular da pele durante o período menstrual e investir em produtos específicos para reduzir a inflamação e controlar a oleosidade. Além disso, é recomendado evitar alimentos ricos em sal, que podem contribuir para a retenção de líquidos.

Dicas adicionais:
Beba bastante água durante todo o ciclo menstrual para ajudar a manter a pele hidratada.
Evite produtos químicos e fragrâncias fortes, que podem irritar a pele sensível durante o período menstrual.
Durma o suficiente para ajudar a reduzir o estresse e a fadiga, que podem afetar a saúde da pele.
Mantenha uma dieta saudável e equilibrada, rica em nutrientes que ajudam a manter a saúde da pele.
Utilize protetor solar toda vez que entrar em contato com o sol, para evitar o surgimento de manchas ou queimaduras.
Evite ficar tocando na pele, durante esse período sua derme está mais sensível, tocá-la com as mãos sujas pode entupir os poros e gerar mais acne ou inflamação por bactéria.
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Cuidar da pele durante o período menstrual requer atenção às mudanças hormonais que ocorrem no corpo feminino. Por isso, é importante adaptar a rotina de cuidados com a pele para atender às necessidades específicas de cada fase do ciclo menstrual. Investir em produtos específicos e manter uma dieta saudável são algumas das formas de manter a pele saudável e bonita durante todo o ciclo menstrual. Se tiver dúvidas pessoais, um dermatologista também pode ser útil para orientações mais personalizadas e eficazes.

Entenda a relação entre a alimentação da mãe e a amamentação

Cuidados alimentares durante o puerpério

Após o parto, caso a mulher não tenha reservas ou o consumo de nutrientes e líquidos for inadequado, pode haver impacto na produção do leite materno. Essa produção é estimulada pela sucção do recém-nascido e a qualidade do leite tem relação com a composição da alimentação.

Dicas gerais sobre a alimentação materna

  • Mantenha a alimentação saudável e equilibrada. Evite períodos prolongados de jejum. Fracione as refeições, no máximo, entre 3 a 4 horas;
  • Hidrate-se ingerindo água e líquidos. A recomendação de consumo é, em média, 30 ml/kg/dia de líquidos;
  • Faça variações na composição do cardápio. Contemple todas as necessidades nutricionais: aumente o consumo de frutas e vegetais da época, produtos integrais, carnes magras e leite/derivados;
  • Consuma peixe, salmão ou sardinha, 2 a 3 vezes por semana para aumentar a ingestão de ômega 3, que é um tipo de gordura transferida para a criança pelo leite materno. Este nutriente está relacionado com o desenvolvimento neurológico satisfatório e também pode auxiliar no aumento do valor calórico do leite materno;
  • Garanta o consumo de fontes de cálcio (leite e derivados, vegetais de cor verde-escura) entre 3 a 4 porções/dia;
  • Consuma fontes de vitamina A e betacaroteno (vegetais e frutas vermelho/amarelo-alaranjados), em dias alternados;
  • Adoçantes compostos por aspartame, sucralose, neotame, sacarina, acesulfame K geralmente não apresentam contraindicação. Vale ressaltar que a sacarina, quando associada ao ciclamato, é contraindicada. Siga as recomendações de seu médico;
  • Evite o consumo de alimentos gordurosos, frituras e doces;
  • Reduza o consumo de cafeína (café, chá preto, chá mate, chá verde, chocolate, refrigerantes à base de cola), pois pode causar insônia ou hiperatividade nos lactentes;
  • O álcool não deve ser consumido, pois pode ser prejudicial ao bebê e afetar a produção do leite;
  • Modere o consumo de chocolate, pois pode causar irritabilidade ou aumento da movimento (peristalse) intestinal no lactente;
  • Atenção aos tabus alimentares, pois são de origem desconhecida e não apresentam explicação científica convincente. Procure manter a alimentação habitual, semelhante a que foi realizada durante a gestação, com ênfase nos hábitos saudáveis, observando a individualidade/sensibilidade do bebê;
  • Não faça restrições alimentares sem orientação do médico ou nutricionista.

Qual a recomendação de amamentação para mães vegetarianas?

Observe o risco de hipovitaminose B (falta de vitamina B) em crianças amamentadas por mães vegetarianas, pois a vitamina não pode ser encontrada em vegetais. É importante também certificar-se de que as mães vegetarianas estão ingerindo quantidade suficiente de proteínas.

Obesidade e sobrepeso, quais seus males e quando procurar ajuda

Os dados são alarmantes e as consequências, graves. Há uma tendência mundial de crescimento do número de pessoas obesas. No Brasil, 40% da população está na faixa da obesidade ou de sobrepeso. “A diferença entre ter sobrepeso e ser obeso é relacionada justamente ao risco maior de se ter problemas graves, relacionados a essa condição. E são muitas as complicações que podem surgir. Quem é obeso tem uma probabilidade maior de desenvolver doenças cardíacas, alguns cânceres, doenças articulares, apneia do sono (obstrução das vias aéreas), diabetes e doenças inflamatórias. Pesquisas indicam que mulheres obesas têm probabilidade maior de desenvolver o câncer de mama ou quadro de incontinência urinária, principalmente no período pós-menopausa”, explica a doutora Maria Celeste Osório Wender, professora titular de ginecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Os fatores que causam a obesidade também são vários. “Temos a questão genética, é preciso conferir o histórico familiar, se existem casos de obesidade na família. É sabido que se houverem casos como esse no âmbito familiar, será mais provável desenvolver a obesidade. E temos também as questões ambientais, como hábitos alimentares ruins, sedentarismo e o metabolismo. Com relação a esse último, vale dizer que quanto mais rápido ele for, melhor, por gastar mais energia, mais calorias. Essa é outra desvantagem que a mulher carrega, porque o homem tem mais músculos, tecidos que consomem muita energia e que ajudam na questão metabólica”, diz Maria Celeste.

Abordagem clínica

Para a doutora Maria Celeste “o médico, seja ele um clínico geral, um endocrinologista ou um ginecologista, é a pessoa indicada para abordar o assunto. É preciso entender os hábitos alimentares da pessoa e reeducá-la nesse sentido. Aqui a participação de um nutrólogo também é essencial, porque cada caso tem suas particularidades. Em todos os aspectos da obesidade o princípio é o mesmo: os ganhos acontecem gradativamente, sem sobressaltos.


De nada adianta impor uma dieta extremamente rigorosa para quem tem o hábito de comer muito, ela não vai conseguir cumprir os objetivos. Bom senso e equilíbrio são as palavras de ordem. Então tudo tem que ser feito com calma, estabelecendo-se metas possíveis de serem conquistadas, progressivamente”, afirma a doutora.

Outro fator fundamental é a prática de atividades esportivas, que auxiliam no metabolismo. “O ideal é que a pessoa pratique 150 minutos semanais de atividades aeróbicas (caminhadas, corridas leves, pedalar, nadar) combinada com duas a três sessões de musculação, na mesma semana. Se a reeducação alimentar combinada com a prática esportiva não der resultados satisfatórios, podemos recorrer ao uso de medicamentos, que na sua essência são moderadores de apetite. Em último caso, temos a possibilidade da cirurgia bariátrica (redução do estômago), mas existem regras para sua realização. O que posso afirmar é que essa cirurgia evoluiu muito e hoje apresenta riscos menores”, explica Maria Celeste.

A doutora chama a atenção para outro fator importante, o corpo pode tornar-se seu próprio inimigo durante o tratamento. “O que acontece é que ao se reduzir o peso, o organismo reage para voltar ao status original. Isso ocorre por meio do aumento da grelina, hormônio que estimula o apetite. Então, além de todos os obstáculos já citados, é preciso enfrentar mais essa condição, de sentir fome e ter que se controlar, que pode sim aparecer durante a luta de ter que perder peso devido a obesidade”.

Saúde Mental

A condição da pessoa obesa traz outras complicações, podendo afetar a saúde mental do paciente. “A sociedade, de certa forma, condena o obeso. Isso pode desenvolver aspectos negativos como carregar dentro de si um sentimento de culpa, ansiedade excessiva ou ainda sofrer com um quadro depressivo, especialmente para quem é vítima do bullying. Essas condições podem pôr tudo a perder, fazer com que o paciente coma ainda mais, quando o necessário é justamente o inverso. A ajuda de médicos psiquiatras ou psicólogos pode ser relevante em alguns casos. É muito importante que a classe médica tenha consciência com relação ao tema; pessoas obesas precisam de ajuda. E, claro, o apoio de familiares e amigos nessa batalha também é requisitado. Evitar comparações e cobranças excessivas é recomendado, para que se minimize a possibilidade de frustração e o insucesso do tratamento”, finaliza a doutora.

A importância da Psico-oncologia

Em primeiro lugar, é importante definirmos a Psico-Oncologia como uma área de interseção entre a Psicologia e a Oncologia, que busca compreender e estudar as variáveis do comportamento relacionadas ao processo de adoecimento e cura, e as intervenções ao longo de todo este mesmo processo. Está área de atuação profissional surgiu na década de 1970, com a psiquiatra Jimmie Holland, no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em Nova Iorque. Ela criou um serviço de atendimento, pesquisa e treinamento para investigar os aspectos emocionais envolvidos no processo de doença e tratamento do câncer e avaliar a interferência na vida dos pacientes. Visando sempre a melhor forma de intervenção para reduzir o sofrimento do paciente durante o tratamento oncológico e aumentar sua qualidade de vida também.

O papel de um psicólogo em um ambulatório de Oncologia é oferecer suporte emocional para que o paciente possa expressar seus sentimentos, compreender as dificuldades do momento vivido, perceber as situações que lhe mobilizam emocionalmente e instrumentalizá-lo para lidar da melhor maneira possível com as alterações e limitações impostas pela doença e pelo tratamento. O acompanhamento psicológico é indicado, geralmente, quando notamos certa dificuldade de adaptação e adesão aos tratamentos propostos e quando ocorrem sintomas depressivos e/ou ansiosos.

Outro ponto importante a ser ressaltado é a família do paciente oncológico. Por ser tratar de uma doença complexa, o familiar normalmente está bastante envolvido no processo de tratamento, tanto do ponto de vista operacional quanto do ponto de vista emocional; e cabe à equipe de saúde a ter um olhar cuidadoso a essa família ao longo do período de tratamento do paciente. O psico-oncologista pode abordar o paciente e sua família, tanto individualmente como em grupo, dependendo de alguns aspectos clínicos e institucionais.

Um questionamento muito comum que surge a respeito da prática do psicólogo em Oncologia, é se ter tristeza e angústia é normal durante o tratamento. Posso afirmar que sim, é normal, mas dependendo da intensidade e da duração destes sentimentos. Se esses ficarem muito intensos, ao ponto de interferirem no funcionamento do paciente e na adesão ao tratamento, é importantíssimo buscar ajuda especializada.

Para finalizar, é também função do psico-oncologista dar apoio emocional e suporte aos profissionais de saúde que lidam diariamente e intensamente com os pacientes oncológicos. Algumas ações institucionais, como grupos de apoio, oficinas e aulas, são exemplos de ações de cuidado com o profissional.

A experiência do câncer é geralmente desafiadora, independente do local, da extensão, do prognóstico e dos resultados do tratamento. Todas essas transformações na rotina do paciente podem contribuir para o desequilíbrio psicológico dele e desencadear diversas reações emocionais. Por essas razões, o tratamento psicológico presta inestimável ajuda no enfrentamento do tratamento oncológico.”

Por: Laura Campos – Psicóloga-oncológica do Americas Centro de Oncologia Integrado

Frente a Frente com Bernardo – Como identificar o Câncer de Mama, com Drs. Ricardo e Patricia Faure

Revista Sempre Materna – “Pé na estrada”

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Revista Pais e Filhos – “O papel das contrações”

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Revista Pais e Filhos – “Peso acima do normal”

Pais e Filhos dezembro de 2004

Revista Pais e Filhos – “Infecção x Gravidez”

Pais e Filhos outubro 2003

Revista Pais e Filhos – “Silicone”

Pais e Filhos agosto 2003