Cuidados com a pele durante o período menstrual

O período menstrual pode ser bastante sensível para algumas mulheres. Além das dores menstruais, é normal que nossa pele fique mais sensível, oleosa e com a aparição de comedões, por isso, é recomendado cuidados especiais com a pele durante o período menstrual.

Mas relaxa! O DermaBlog está aqui para te mostrar como cuidar da sua pele nesses dias! Antes de tudo, é importante entendermos que o período menstrual passa por algumas ‘fases’, e a pele vai mudando de acordo com elas.

Fase folicular (1º ao 14º dia)
Durante a fase folicular, os níveis de estrogênio começam a aumentar gradualmente. Isso pode ajudar a melhorar a aparência da pele durante o período menstrual, tornando-a mais iluminada. Por isso, nessa fase é importante manter uma rotina de limpeza regular da pele, além de investir em produtos hidratantes que mantém a pele macia e saudável. Você também pode realizar a esfoliação, para remover as células mortas e estimular a renovação celuar.

Fase ovulatória (14º dia)
Durante a fase ovulatória, o pico de estrogênio pode aumentar a produção de sebo, deixando a pele oleosa e propensa a acne. Por isso, é importante continuar com a rotina de limpeza da pele, utilizando produtos específicos para pele oleosa e evitando produtos que obstruem os poros. A Proteção Solar também é necessária durante esses dias, para evitar danos à pele.

Fase lútea (14º ao 28º dia)
Durante a fase lútea, o nível de progesterona começa a aumentar. Isso pode levar a retenção de líquidos, inchaço e acne. Ou seja, é importante continuar a rotina de limpeza regular da pele durante o período menstrual e investir em produtos específicos para reduzir a inflamação e controlar a oleosidade. Além disso, é recomendado evitar alimentos ricos em sal, que podem contribuir para a retenção de líquidos.

Dicas adicionais:
Beba bastante água durante todo o ciclo menstrual para ajudar a manter a pele hidratada.
Evite produtos químicos e fragrâncias fortes, que podem irritar a pele sensível durante o período menstrual.
Durma o suficiente para ajudar a reduzir o estresse e a fadiga, que podem afetar a saúde da pele.
Mantenha uma dieta saudável e equilibrada, rica em nutrientes que ajudam a manter a saúde da pele.
Utilize protetor solar toda vez que entrar em contato com o sol, para evitar o surgimento de manchas ou queimaduras.
Evite ficar tocando na pele, durante esse período sua derme está mais sensível, tocá-la com as mãos sujas pode entupir os poros e gerar mais acne ou inflamação por bactéria.
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Cuidar da pele durante o período menstrual requer atenção às mudanças hormonais que ocorrem no corpo feminino. Por isso, é importante adaptar a rotina de cuidados com a pele para atender às necessidades específicas de cada fase do ciclo menstrual. Investir em produtos específicos e manter uma dieta saudável são algumas das formas de manter a pele saudável e bonita durante todo o ciclo menstrual. Se tiver dúvidas pessoais, um dermatologista também pode ser útil para orientações mais personalizadas e eficazes.

28/5 – Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna

O Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde que ocorreu em 1984, na Holanda, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos, ocasião em que a morte materna apareceu com toda a sua magnitude. A partir dessa data, o tema ganhou maior interesse e no V Encontro Internacional Mulher e Saúde, realizado em São José da Costa Rica, a Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe – RSMLAC, propôs que a cada ano, no dia 28 de maio, uma temática nortearia ações políticas que visassem prevenir mortes maternas evitáveis.

A mortalidade materna é um importante indicador da qualidade de saúde ofertada para as pessoas e é fortemente influenciada pelas condições socioeconômicas da população. Em média, 40% a 50% das causas podem ser consideradas evitáveis. O atraso no reconhecimento de condições modificáveis, na chegada ao serviço de saúde e no tratamento adequado, está entre as principais causas das altas taxas de mortalidade materna ainda presentes na maior parte dos estados brasileiros. O principal objetivo da atenção pré-natal e puerperal é garantir o bem-estar materno e fetal. Para isso, as equipes de saúde da Atenção Primária devem acolher a mulher desde o início da gravidez (o mais precocemente possível, no início ou até antes da gestação); reconhecer, acompanhar e tratar as principais causas de morbimortalidade materna e fetal; e estar disponíveis quando ocorrerem intercorrências durante a gestação e puerpério.

Dia da Mulher: O que é e por que é celebrado em 8 de março?

Comemorado todos os anos em 8 de março, o Dia da Mulher pode parecer apenas mais uma data comercial como tantas outras. O que nem todo mundo sabe é que o dia possui razões mais sérias para existir. Afinal, não é de hoje que as mulheres desempenham um papel fundamental para o mundo e que merecem ser respeitadas e tratadas com igualdade. Para ajudar a promover essa reflexão sobre a importância da mulher na sociedade e celebrar a data, preparamos este post especial. Nele, você vai entender o que é o dia 8 de março, quais eventos deram origem, como comemorar o Dia Internacional da Mulher e como a Accor incentiva a equidade de gênero e as lideranças femininas. Acompanhe!

feliz dia da mulher flores

O que é o Dia da Mulher?

Comemorado desde o começo do século 20, o Dia da Mulher é uma data que destaca a importância da figura na sociedade e também suas conquistas e direitos.

Oficial pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, esse é um dado usado para a igualdade de gênero e Organização para Reivindicar às mulheres.

O Dia Internacional da Mulher homenagemia, principalmente, a luta e as conquistas femininas através da história do mundo. E, cá entre nós, não são poucas e merecem ser relembradas.

 

Contudo, mesmo o Dia da Mulher existe uma importante celebração em nível global, controvérsias sobre sua origem. E é sobre elas que falaremos a seguir.

empoderamento feminino

Qual foi o objetivo da greve de 1857?

Uma das versões mais conhecidas para a criação do Dia Internacional da Mulher foi uma greve realizada por mulheres operárias em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 1857.

Segundo conta a narrativa histórica, essas mulheres teriam se reunido para reivindicar a redução da jornada de trabalho e a criação de uma espécie de licença-maternidade.

Naquela época, trabalhava-se muito e ganhava-se pouco, o que teria motivado os protestos.

Na luta por seus direitos, contudo, as operárias teriam morrido em um incêndio criminoso ocorrido na fábrica de tecidos Cotton, supostamente, comandado pelo diretor da empresa.

 

Mesmo sendo a origem mais popular no mundo, essa tragédia nunca foi comprovada. Porém, ela aconteceu em um momento de eclosão de passagem feminina de mulheres nos Estados Unidos, se torna mola propulsora para uma mobilização feminina por seus direitos.

feliz dia da mulher 8 de março

Conheça a origem do Dia Internacional da Mulher

Embora a origem da data mais feminina do ano seja, de fato, ligada à luta de mulheres operárias por seus direitos, o que aconteceu, na verdade, foi um pouco diferente.

As motivações para a criação de um dia especial foram parecidas, o que muda, no entanto, são as datas e cenários.

Conforme mostram as comprovações históricas, o Dia da Mulher ganhou força a partir de greves realizadas por mulheres nos Estados Unidos e na Rússia. Entenda mais sobre esses dois importantes acontecimentos nos próximos tópicos.

Greve nos Estados Unidos

Mais de 60 anos antes da oficialização do dia 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres, cerca de 15 mil mulheres americanas se reuniram para uma greve.

Essa manifestação aconteceu em Nova Iorque, em 1909, e ficou conhecida como Dia da Mulher.

Naquela época, a carga horária de trabalho era exaustiva: trabalhava-se cerca de 14 horas em semanas de seis dias e o salário era baixíssimo. Além disso, as condições de trabalho delas eram piores que as dos homens.

Ambos trabalhavam em ambientes tão precários que representavam um cenário propício para o perigo.

Em 25 de março de 1911, então, aconteceu um incêndio na fábrica têxtil Triangle Shirtwaist Company, em Nova Iorque, que matou 125 mulheres e 21 homens.

A comoção com a tragédia foi tão grande que os sindicatos e o movimento trabalhista nos Estados Unidos se fortaleceram após o incidente.

A relação do Dia da Mulher com a Revolução Russa

Já na Rússia de 1917, cerca de 90 mil mulheres trabalhadoras do setor de tecelagem se reuniram para protestar nas ruas.

A fome mundial foram as principais figuras da primeira aparição, que aconteceu em fevereiro do antigo calendário russo e em 8 de março, no calendárioriano.

Por esses motivos, a ficou conhecida como “Pão e Paz”.

Com a adesão de milhares de pessoas, foi um evento que impulsionou a Revolução Russa. Após o episódio, o dia 8 de março foi oficializado pelos soviéticos como um data para comemorar a “mulher heróica e trabalhadora”.

Controvérsias sobre as origens do Dia Internacional da Mulher 

Embora a origem da Mulher seja associada ao incêndio na fábrica têxtil, ainda há teoria que diz que a existência na Europa está relacionada a outros dados, a outros dados.

De acordo com ela, anual 1910, a sindicalista alemã, do Partido Comunista da Alemanha, Clara Zetkin, do Partido Comunista da Alemanha, das mulheres, uma jornada de manifestações socialistas pela igualdade de direitos.

 

A data, porém, não foi determinada e o primeiro dia oficial da mulher na Europa foi celebrado no dia 19 de março de 1911.

international women's day

Qual a importância do Dia da Mulher?

Mesmo existindo controvérsias sobre as origens do Dia da Mulher, esse é um dado para reflexão e não apenas destinado a homenagens ou troca de presentes.

Embora tenha se tornado uma data com forte apelo comercial, é um dia de luta pelo empoderamento feminino, equidade e respeito.

Em países como Brasil e Estados Unidos, o dia 8 de março é marcado por protestos organizados por mulheres em suas principais cidades.

Além da igualdade salarial, as bandeiras mais levantadas pelos participantes desses movimentos são a descriminalização do aborto, a política de combate à cobrança do feminicídio, entre outras questões urgentes a serem resolvidas.

Ou seja, é um momento que serve para levantar os principais problemas que as mulheres enfrentam e também para aumentar a conscientização sobre a igualdade e a necessidade de respeito.

Marcos históricos das conquistas das mulheres no Brasil

Mesmo com uma história marcada pela submissão e violência, é verdade que, com o passar do tempo, a mulher conquistou muitos direitos. Mas ainda há muito a ser superado.

Vamos relembrar os principais marcos históricos das conquistas das mulheres no Brasil?

No país, o movimento por melhores condições para as mulheres remonta ao começo do século 19.

Em 1813, o baiano Domingos Borges de Barros passou a defender junto às cortes portuguesas a participação da mulher na política.

Já 60 anos depois, em 1873, elas tiveram o direito a frequentar instituições de ensino superior pela primeira vez na história.

Em 132, durante o governo do então Getúlio Vargas, como presidente do Tribunal99 ter o direito ao voto.

Lei Maria da Penha

Outro marco histórico importante veio em 7 de agosto de 2006, quando foi sancionada a Lei nº 11.340, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha.

Ela é o principal instrumento legal para coibir e punir a violência doméstica praticada contra as mulheres no Brasil.

Seu nome foi uma homenagem à farmacêutica que, por anos, foi vítima de violência doméstica pelo próprio marido.

A lei Maria da Penha é uma importante feminina, ajudando a combater o problema que afeta a cada dois minutos em todo o país. O dado foi divulgado em 2019 durante a realização do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

 

A luta, no entanto, continua.

abraço interracial de mulheres

Cuidando de Si: Um Guia para o Bem-Estar Feminino

Em meio à correria do dia a dia, muitas mulheres acabam se esquecendo de reservar um tempo especial para si mesmas. O bem-estar feminino é uma jornada única e essencial que merece atenção e carinho. Aqui estão algumas dicas para ajudar você a se conectar consigo mesma e cultivar o seu próprio oásis de serenidade.

1. Autocuidado como Prioridade: O primeiro passo para o bem-estar feminino é fazer de você mesma uma prioridade. Reserve momentos do seu dia para se dedicar ao autocuidado. Pode ser um banho relaxante, a prática de yoga, a leitura de um livro inspirador ou até mesmo um breve passeio ao ar livre. Esses momentos são investimentos valiosos em sua saúde física e mental.

2. Nutrição Consciente: A alimentação desempenha um papel crucial no bem-estar feminino. Priorize uma dieta equilibrada, rica em nutrientes que fortalecem não apenas o corpo, mas também o seu espírito. Beba bastante água, consuma frutas, vegetais e alimentos que proporcionem energia sustentável ao longo do dia. Lembre-se, o equilíbrio é a chave.

3. Conexão com o Corpo: Conectar-se com o próprio corpo é fundamental para o bem-estar feminino. Faça exercícios que você goste, que fortaleçam não apenas os músculos, mas também a sua relação com o corpo. Dança, ioga, caminhadas ou treinos mais intensos – escolha o que te faz sentir bem e conectada consigo mesma.

4. Equilíbrio nas Relações: Manter relacionamentos saudáveis é crucial para o bem-estar feminino. Cultive amizades sinceras, invista tempo em sua família e, acima de tudo, saiba dizer não quando necessário. Estabelecer limites é uma forma de preservar a sua energia e manter relações que contribuam positivamente para a sua vida.

5. Mente Sã, Corpo São: A saúde mental é parte integrante do bem-estar feminino. Reserve momentos para relaxar a mente, praticar a meditação ou simplesmente respirar profundamente. Busque ajuda profissional se necessário e não hesite em compartilhar suas emoções. A expressão emocional é uma ferramenta poderosa para manter a mente sã.

6. Celebrando a Feminilidade: Honre a sua feminilidade e celebre a mulher incrível que você é. Aceite-se, ame-se e reconheça a beleza única que existe em você. A jornada para o bem-estar feminino começa com o amor próprio e a aceitação.

Lembre-se, o bem-estar feminino é uma jornada contínua. Cada passo que você der em direção ao autocuidado e à conexão consigo mesma é um investimento valioso na sua felicidade e plenitude. Seja gentil consigo mesma e permita-se florescer em todas as áreas da sua vida.

Dicas para o cuidado da saúde mental da mulher

Mantenha-se ativa

Exercitar-se não só ajuda a manter o corpo em forma, mas também aumenta a produção de endorfinas, o que ajuda a melhorar o humor e a saúde em geral.

 

Durma bem

Dormir o suficiente é fundamental para manter a saúde mental e física. Procure dormir entre 7 e 9 horas por noite.

 

Pratique técnicas de relaxamento

Pratique meditação ou yoga. Essas práticas ajudam a acalmar a mente e a reduzir o estresse.

 

Alimente-se bem

Uma dieta equilibrada e saudável ajuda a manter o corpo e a mente saudáveis.

 

Dedique tempo para si

Faça coisas de que gosta. Seja pintar, ler, ouvir música ou sair com amigos. Além disso, seja gentil consigo mesma e não se cobre demais.

 

Não guarde para si seus medos e anseios

Converse com alguém. Falar sobre seus problemas ou preocupações com alguém de confiança pode ajudar a aliviar o estresse.

 

Organize seus pensamentos

Tenha um diário. Escrever sobre seus pensamentos e sentimentos pode, por exemplo, ajudar a organizar seus pensamentos e a entender melhor seus sentimentos.

 

Procure ajuda

Não hesite em procurar ajuda profissional se estiver se sentindo sobrecarregada ou desesperada.

 

Tente não se sobrecarregar

Não tente fazer tudo de uma vez e lembre-se de que é importante dar a si mesma tempo para descansar e recarregar.

6 fatos sobre a saúde mental da mulher e por que devemos falar mais sobre isso

As mulheres enfrentam uma série de desafios que podem afetar a saúde mental. Exemplo disso é a pressão, seja interna ou externa, para equilibrar carreira, família e vida pessoal, por isso, muitas vezes, as mulheres têm dificuldades para encontrar tempo e cuidarem de si mesmas. Além disso, ainda existe o estigma e a discriminação em relação à saúde mental da mulher, o que pode tornar difícil pedir ajuda.

Mas a saúde mental da mulher é uma questão importante e deve ser levada a sério. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres têm mais chances do que os homens de desenvolverem transtornos mentais, como ansiedade e depressão. Além disso, elas também estão mais propensas a sofrerem de transtornos relacionados ao estresse, como transtorno do pânico.

Houve um aumento de mais de 25% dos casos de depressão e de ansiedade na população apenas no primeiro ano de pandemia, podendo ter piores índices atualmente. Isso agrava o risco para as mulheres em razão da maior suscetibilidade.

6 fatos sobre a saúde mental da mulher que precisam de atenção

1. As mulheres são mais propensas a sofrerem de transtornos mentais do que os homens

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as mulheres têm duas vezes mais chances de desenvolverem transtornos de ansiedade e três vezes mais chances de desenvolverem transtornos depressivos.

 

2. O estresse crônico pode afetar significativamente a saúde mental das mulheres

Elas enfrentam desafios como discriminação e violência de gênero, desigualdade salarial e carga dupla de trabalho, além de sobrecarga mental com preocupações do lar que podem levar ao estresse crônico e problemas de saúde mental.

 

3. A saúde mental durante a gravidez e pós-parto é uma preocupação importante

A depressão pós-parto é comum entre as mulheres e pode ter efeitos duradouros na saúde mental da mãe e do bebê. De acordo com a OMS, 3 a cada 10 mulheres não têm apoio no período pós-natal. Essa falta de suporte coloca em risco a sobrevivência do recém-nascido e a recuperação física e emocional da mulher.

 

4. As mulheres enfrentam desafios únicos quando se trata de saúde mental

As mulheres são mais propensas a serem vítimas de violência, que muitas vezes pode ocorrer até mesmo dentro de casa e desde a infância, o que pode afetar sua saúde mental de maneira significativa para o resto da vida.

 

5. As mulheres são mais propensas a sofrerem de transtornos alimentares do que os homens

Isso inclui anorexia, bulimia e transtorno da compulsão alimentar. A grande ocorrência dessas doenças tem relação com a cultura do “corpo perfeito”. Os transtornos alimentares precisam ser tratados com muita seriedade, pois apresentam riscos graves à saúde e à vida das mulheres.

 

6. As mulheres idosas também enfrentam desafios quando se trata de saúde mental

O envelhecimento populacional brasileiro é um fato. Por isso, consequentemente aumenta-se o número de idosas institucionalizadas. Elas podem enfrentar solidão, perda de amigos e familiares e problemas de saúde física que podem afetar sua saúde mental.

Dessa maneira, é essencial que as mulheres busquem ajuda se estiverem enfrentando problemas de saúde mental. Isso pode incluir falar com um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, ou procurar ajuda em grupos de apoio, ou comunidades.

Além disso, a diversidade é importante na representação de saúde mental das mulheres. Pois, elas vêm de diferentes origens, raças, orientações sexuais etc e cada uma enfrenta desafios exclusivos. É importante levar isso em conta ao discutir e tratar a saúde mental da mulher.

 

Saúde da mulher contempla cuidados específicos

A

saúde da mulher vai além de questões ginecológicas e deve contemplar, além do bem-estar físico, a saúde mental e emocional, incluído o planejamento familiar, que também faz parte desse rol de cuidados necessários. O funcionamento do corpo feminino tem peculiaridades quando comparado ao organismo do homem, o que gera doenças e distúrbios específicos. Essas especificidades são ainda maiores quando se trata de públicos como mulheres negras, indígenas, privadas de liberdade ou mesmo aquelas que vivem em zonas rurais.

A saúde ginecológica, é claro, não pode ficar de lado e engloba vários aspectos do bem-estar feminino. Nesse sentido, entre os fatores que devem ser observados pelas mulheres estão: alterações do ciclo menstrual, sangramentos transvaginais anormais, sangramentos após a menopausa, dor pélvica aguda ou crônica, nódulos mamários, infertilidade, corrimentos vaginais, úlceras genitais, verrugas vulvares, dor ao urinar, incontinência urinária, dor durante a relação sexual e alterações na sexualidade.

“Em todos esses casos, a atenção médica deve ser procurada para avaliação e acompanhamento adequado”, explica a chefe da Unidade de Atenção à Saúde da Mulher, da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), da Universidade Federal do Ceará (UFC), Muse Santiago. A MEAC faz parte da Rede Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra 40 hospitais universitários federais no país.

Saúde ginecológica

Mulheres devem dedicar-se aos cuidados com a higiene íntima; a exames ginecológicos de rotina para prevenção e detecção precoce do câncer ginecológico; e ao uso regular de preservativos, a fim de evitar infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

“As mulheres devem cuidar de sua saúde ginecológica por meio da prevenção de gravidez não planejada; da escolha adequada de métodos anticoncepcionais; do autoexame mamário e da realização de mamografia periódica (a depender da idade) para identificação de nódulos ou outras alterações”, pontua Muse Santiago.

Saúde reprodutiva

Muse explica também que a busca de atendimento profissional para o planejamento reprodutivo é fundamental para otimizar a possibilidade de sucesso do método anticoncepcional escolhido, levando em consideração aspectos como segurança e eficácia: “Por fazer parte de sua formação acadêmica, o profissional mais indicado nestes casos é o médico ginecologista e obstetra. O mesmo observará os riscos e benefícios de cada método, com base na condição clínica da mulher”.

Ela esclarece também que os profissionais observarão aspectos e características referentes ao tipo de método proposto (se é reversível ou não, se é cirúrgico, se é hormonal, se é de longa ou curta duração etc.) e avaliar cada caso especificamente, de acordo com os objetivos, interesses e crenças da paciente. A escolha, segundo Muse, é uma decisão conjunta entre a mulher e o profissional de saúde.

Gravidez, pré-natal e neonatal

A especialista da Maternidade Escola Assis Chateaubriand explica que o pré-natal é “de fundamental importância” para a prevenção e a detecção precoce de doenças maternas ou fetais, permitindo um desenvolvimento saudável do bebê e reduzindo os riscos da gestante.

“Durante o acompanhamento pré-natal, é possível identificar doenças como hipertensão arterial, diabetes, doenças cardíacas, anemias, doenças infecciosas (sífilis, por exemplo). Seu diagnóstico permite medidas de tratamento que evitam maior prejuízo à mulher não só durante a gestação, mas também por toda a sua vida.”

A atenção profissional durante o parto, segundo a profissional, também é fundamental para identificar eventuais complicações e possibilitar, quando necessário, intervenções adequadas.

Cânceres

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, os cânceres mais prevalentes na população feminina são o câncer de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.

A incidência do câncer colorretal é semelhante entre homens e mulheres e está relacionado a fatores genéticos e hábitos de vida, como obesidade, sedentarismo e fatores associados à dieta. O câncer de pulmão, por sua vez, é mais comum em homens, mas aumentou muito entre as mulheres, e a causa principal é o maior consumo de tabaco, observado entre a população feminina ao longo dos anos.

O câncer de tireoide, glândula responsável por controlar diversas funções do metabolismo, é três vezes mais frequente no sexo feminino, explica Muse Santiago: “Embora sem causa determinada, alguns estudos apontam que fatores hormonais e alimentares estão ligados ao desenvolvimento deste tumor”.

A prevenção contra esses cânceres envolve exames ginecológicos de rotina; mamografia anual a partir dos 40 anos; adoção de hábitos saudáveis (evitar o tabagismo, adotar uma dieta rica em fibras, frutas e vegetais etc.). “Também está indicada realização de colonoscopia periódica, a partir dos 50 anos, para detecção precoce deste último. A atividade física regular representa um fator protetor para a maioria dos cânceres.”

Saúde mental

A saúde mental de mulheres possui peculiaridades com relação à de homens. Muse Santiago explica que isso se deve às típicas flutuações hormonais, que ocorrem nas diferentes fases do ciclo menstrual, na gravidez, amamentação e menopausa. Além desses fatores, a cobrança social em relação a padrões de vida e beleza elevam o nível de estresse entre as mulheres.

Por conta de todos esses fatores, mulheres estão mais propensas às alterações de humor e transtornos de ansiedade, sendo mais suscetíveis a sofrerem de depressão. Dessa maneira, os cuidados devem ser diferentes para esse público. “Mulheres também têm maior probabilidade de acumularem mais de um distúrbio mental ao mesmo tempo e são mais suscetíveis a sofrerem de estresse pós-traumático”, esclarece Muse.

Períodos pré e pós-menopausa

Ainda segundo Muse, após a menopausa, é mais comum o surgimento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, dislipidemias, artrite reumatoide e osteoporose, bem como cânceres, ginecológicos ou não. “Além do ginecologista, por vezes, é necessário seguimento por outros especialistas, como cardiologista, endocrinologista, geriatra, reumatologista e oncologista, a depender de cada caso.”

Idade avançada

A atenção à saúde do homem idoso, segundo explica Muse Santiago, se diferencia da saúde da mulher idosa por peculiaridades que envolvem diferenças físicas, sociais, emocionais e epidemiológicas, no que diz respeito à maior prevalência de determinadas doenças a depender do gênero.

“No homem idoso, os cuidados diferenciados são destinados à prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata, enquanto na mulher idosa este cuidado está direcionado ao câncer de mama, endométrio, ovário e colo uterino. A prevalência de osteoporose também é mais comum em mulheres idosas.”

Baixa Imunidade x Saúde Íntima

O nosso corpo é como se fosse um motor e tudo está interligado. Sendo assim, é de se esperar que quando algo não vai bem, outras partes também podem ser afetadas.

Por isso, cuidar da imunidade é essencial para cuidar da saúde íntima também. 
Vou explicar porquê:

A imunidade é a defesa do nosso organismo e, quando ela não vai bem, acaba abrindo as portas para a entrada de doenças e infecções.

No caso da saúde íntima, quando estamos com a imunidade baixa, temos mais chances de desenvolver infecções urinária, vaginais, entre outras.

Por isso, vou citar algumas dicas para a imunidade que você já deve ter ouvido ao longo da sua vida, mas é sempre bom reforçar:

  • Alimentação: optar por alimentos ricos em fibras, verduras, legumes, frutas e proteínas. Além disso, beber muita água é fundamental e, quando der vontade de fazer xixi, não segurar, hein?
  • Higiene íntima: lavar a região íntima com sabão neutro, de preferência de bebê. Lavar as roupas íntimas adequadamente e evitar duchas vaginais. Ir ao ginecologista pelo menos uma vez por ano é fundamental.
  • Probióticos: o uso de probióticos também ajuda demais a manter nossa flora vaginal e intestinal equilibradas.
  • Exames em dia: é essencial estar com o Check Up em dia .
  • Corpo e mente: exercícios físicos e saúde mental devem ser prioridade na nossa vida. Mexa-se e pratique o auto conhecimento.

Importancia de exames periodicos para mulheres

Os exames periódicos são essenciais para a detecção precoce de doenças e para a prevenção de complicações e riscos à saúde. Isso é especialmente importante para as mulheres, pois há muitas condições de saúde que afetam mais as mulheres do que os homens ou que podem ter consequências mais graves em mulheres.

Algumas das razões pelas quais os exames periódicos são importantes para as mulheres incluem:

  1. Rastreamento de doenças: exames de rotina podem ajudar a detectar doenças em estágio inicial, o que pode aumentar as chances de tratamento bem-sucedido. Alguns exemplos incluem câncer de mama, câncer de colo do útero e doenças cardíacas.
  2. Prevenção de doenças: exames regulares também podem ajudar a prevenir o desenvolvimento de doenças, através de orientações sobre mudanças no estilo de vida, como uma dieta saudável, atividade física e parar de fumar.
  3. Saúde reprodutiva: exames ginecológicos regulares, como o Papanicolau, podem ajudar a detectar alterações nas células do colo do útero que podem levar ao câncer. Além disso, a saúde reprodutiva também pode ser monitorada através de exames de sangue, ultrassonografia, entre outros.
  4. Monitoramento de condições crônicas: para mulheres que já têm condições crônicas de saúde, como diabetes ou hipertensão, exames periódicos são importantes para monitorar o controle da doença e evitar complicações.
  5. Saúde mental: os exames regulares também podem incluir uma avaliação da saúde mental, ajudando as mulheres a detectar e tratar problemas como depressão e ansiedade.

Em resumo, os exames periódicos são extremamente importantes para a saúde das mulheres. Eles podem ajudar a detectar doenças precocemente, prevenir o desenvolvimento de doenças, monitorar condições crônicas e promover a saúde mental. É importante que as mulheres conversem com seus médicos sobre quais exames devem ser feitos e com que frequência, para que possam garantir uma boa saúde ao longo da vida.

Câncer de pele: entenda sobre a doença e previna-se

Mas, afinal, o que é o câncer de pele?

O câncer de pele caracteriza-se pelo crescimento anormal e descontrolado das células que formam a pele. Elas se agrupam em camadas e, conforme a área e o tipo celular afetado, define-se o tipo de câncer.

A radiação ultravioleta é o principal fator causador de tumores cutâneos. Assim sendo, a doença está associada à exposição solar e ao bronzeamento artificial.

Há três tipos principais de câncer de pele. Veja quais são eles e como se diferenciam.

Carcinoma basocelular (CBC)

É o tipo mais comum de câncer de pele. Esse carcinoma afeta as células basais, localizadas na parte mais profunda da epiderme, que é a camada mais externa da pele. O CBC apresenta baixa mortalidade, raramente invade outros órgãos e pode ser totalmente curado quando o paciente recebe o diagnóstico precoce e segue o tratamento adequado.

Manifesta-se principalmente nas regiões que ficam mais expostas ao sol, como couro cabeludo, orelha, face, pescoço, costas e ombros. A aparência mais frequente é de uma tumoração róseo avermelhada, brilhante, que pode ter ulcerações e/ou crostas, que nunca cicatriza e sangra com facilidade.

Carcinoma espinocelular (CEC)

Apontado como o segundo câncer de pele  mais prevalente, o carcinoma espinocelular ocorre nas células escamosas da epiderme, que se localizam próximas à área mais superficial da pele. O CEC pode se desenvolver em qualquer parte do corpo, inclusive genitais, mas também tem maior ocorrência nas partes expostas ao sol como a face, pescoço, orelhas e couro cabeludo.

Apesar da relação à exposição crônica ao sol, ocorre também nas feridas e cicatrizes antigas, nas áreas da pele que foram expostas à radiação ionizante e agentes químicos e nos indivíduos imunodeprimidos que fazem uso de medicamentos para evitar a rejeição de órgãos transplantados. O aspecto mais comum é de uma tumoração rósea descamativa ou verrucosa, que pode ter uma área ulcerada com sangramento eventual e não cicatrização ao longo do tempo. É um tumor que precisa ser tratado precocemente, pois o seu crescimento aumenta o risco de disseminação a outras áreas do corpo.

Melanoma

Trata-se de um tipo de câncer de pele mais raro e que tem o maior índice de mortalidade devido sua habilidade de se espalhar a outros órgãos. Embora o diagnóstico do melanoma assuste, a doença pode ser curada quando identificada no estágio inicial.

Geralmente o melanoma surge em qualquer lugar da pele como um novo sinal ou pinta escura ou, mais raramente, a partir da alteração de uma lesão preexistente. O melanoma pode apresentar vários tons de castanho a preto, ser assimétrico na forma, ter contornos irregulares e raramente ter descamação, coceira ou sangramento.

Os indivíduos de pele clara e que se queimam com facilidade quando tomam sol estão mais sujeitos a esse tipo de tumor, originário dos melanócitos — células que atuam na produção de melanina, que dá cor à pele. A hereditariedade favorece o desenvolvimento do melanoma.

Por que é o câncer mais frequente no Brasil e no mundo?

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 33% dos diagnósticos de câncer no Brasil são na pele. Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que ocorrem cerca de dois a três milhões de novos casos de câncer de pele não melanoma -CBC e CEC – anualmente no mundo.

A explicação para os altos índices da doença entre os brasileiros é o fato de vivermos em um país tropical, em que a incidência solar se estende praticamente o ano todo. Além disso, grande parte da população ainda não tem o hábito de usar proteção solar adequada.

Quais são as causas do câncer de pele?

A exposição excessiva à radiação ultravioleta proveniente do sol ou de cabines de bronzeamento artificial é a principal causa do desenvolvimento dos principais tipos de câncer de pele. Vale ressaltar que essa exposição é cumulativa, quanto maior a exposição desprotegida, maior o dano celular. Isso que significa que as consequências são permanentes, já que modifica o DNA da área afetada, podendo gerar a multiplicação celular anormal no futuro.

Sendo assim, as pessoas mais suscetíveis ao câncer de pele são aquelas que se expuseram muito ao sol na infância e adolescência, que tiveram vários episódios de queimaduras solares, que praticam esportes ou trabalham ao ar livre sem proteção e/ou têm pele clara e vivem em regiões ensolaradas. Outro fator relevante é a herança genética: quem tem histórico da doença na família também pode vir a desenvolvê-la.

Como o diagnóstico funciona?

Em primeiro lugar, é necessário ficar atento às alterações da sua pele. Ao perceber qualquer mudança semelhante aos sinais do câncer de pele, busque ajuda médica especializada o mais rápido possível. Na consulta o médico avaliará o histórico familiar e pessoal do paciente, a fim de verificar a presença de fatores de risco, e examinará toda a pele a procura de lesões suspeitas.

O exame físico consiste na observação das características clínicas das lesões como formato, cor, tamanho e textura. O médico dermatologista é o profissional mais habilitado a fazer esse diagnóstico. Ele pode usar no exame um instrumento com uma lente — chamado dermatoscópio — que permite visualizar cada lesão com um grande aumento e observar características específicas dessas, aumentando a chance do diagnóstico correto. Algumas vezes o profissional necessita realizar uma biópsia, que consta da retirada de uma pequena parte de material da área suspeita para análise laboratorial e confirmação do diagnóstico.

Como é o tratamento?

A maior parte dos cânceres de pele dos tipos basocelular e espinocelular são tratados por meio da remoção cirúrgica da lesão. Isso pode ser alterado de acordo com a localização do tumor, o estágio da doença e as condições físicas do paciente. As alternativas utilizadas à cirurgia ou concomitante a ela, principalmente nos casos avançados, incluem terapia local, radioterapia, terapia-alvo, quimioterapia e imunoterapia.

Em relação ao melanoma, o tratamento varia principalmente conforme o estágio da enfermidade. Nos estágios iniciais (0 e 1) é realizada a extração cirúrgica do tumor com margem de segurança, sendo isso normalmente suficiente para curá-lo. Nos demais estágios (2-4), é necessário saber a profundidade do tumor, o comprometimento dos linfonodos e de outros órgãos. A partir disso é feita uma programação de tratamento que pode compreender além da cirurgia, um tratamento adicional com radioterapia, imunoterapia e terapia alvo. Nos últimos anos novas opções de tratamento para pacientes com melanoma avançado têm revolucionado e alcançado resultados muito positivos.

A prevenção, porém, ainda é a melhor medida para evitar o câncer de pele. Para tanto, é preciso manter a proteção solar diariamente, mesmo quando o clima está nublado, e tentar expor-se ao sol antes das 10 horas e depois das 16 horas. A proteção solar deve ser física – através de roupas e chapéus que cobrem o corpo – e química – através do uso de protetores solares acima de FPS 15. O câncer de pele é uma tumoração visível e fácil de ser observada, assim é fundamental visitar o seu médico dermatologista pelo menos uma vez ao ano ou a qualquer sinal de alerta para um exame completo da sua pele.  Esses cuidados simples diminuem os riscos do desenvolvimento da doença e prolongam a sua vida.

O que a mulher grávida deve comer durante a gravidez? Desejo de grávida é verdade ou mito?

Como deve ser a dieta das gestantes?

Gestantes sem problemas de saúde não possuem grandes restrições alimentares. Entretanto, por conta das mudanças da gravidez, especialmente no início dela, a glicose do sangue é rapidamente absorvida pelos tecidos maternos, justamente para criar reservas que serão usadas pela mãe e pelo bebê em crescimento. Isso pode gerar hipoglicemia se houver longos períodos sem alimentação! Por isso, ingerir alimentos a cada 2 ou 3 horas é muito importante para as mulheres grávidas.

Quais alimentos são essenciais para o desenvolvimento do feto?

Todos os alimentos são importantes para o desenvolvimento fetal, assim não se deve excluir nenhum grupo alimentar. Pela quantidade de ômega 3, substância envolvida no desenvolvimento neurológico dos fetos, os peixes são alimentos recomendáveis. Igualmente importantes são os derivados de leite, pela quantidade de cálcio e as carnes, pelo nível de ferro. Vegetais e legumes ajudam no funcionamento do intestino, que fica mais lento durante a gestação.

A dieta ajuda na prevenção de doenças?

Dieta adequada e manutenção do peso ajudam a prevenir algumas doenças, especialmente o diabetes gestacional e a anemia. Adicionalmente, há indícios de que reduz a prematuridade, malformações, hipertensão e restrição de crescimento do feto.

O desejo de grávida realmente existe? Se sim, quais são as causas e o que ele provoca no corpo?

O desejo das grávidas existe, mas na maioria das vezes não provoca qualquer alteração física, seja ele atendido ou não. Todavia, é preciso ficar atento a algumas vontades, pois elas podem indicar deficiências de nutrientes. Um exemplo importante é a vontade de comer terra ou tijolo, que indicam anemia. Apetite muito anormal deve ser relatado ao obstetra.

Quais são as restrições alimentares?

Não existem grandes restrições alimentares para as gestantes, mas algumas substâncias devem ser abandonadas ou evitadas. Um exemplo clássico é o do álcool, contraindicado na gravidez, pois não há níveis seguros de seu uso neste período. Alimentos que contêm cafeína devem ser consumidos com moderação. Refrigerantes devem ser evitados porque estão associados à piora da azia, sintoma comum na gravidez. Com moderação, todas as demais substâncias podem ser utilizadas, exceto na presença de doenças específicas que devem ser analisadas junto ao obstetra.

Conheça as vitaminas do complexo B e suas funções

Quando falamos sobre alimentação saudável e temas relacionados, um dos tópicos mais frequentes é a importância das vitaminas. No entanto, esse é um tema relativamente complexo e muito extenso, o que faz com que boa parte do conhecimento seja parte do senso comum.

É hora de aprofundar o seu aprendizado e entender o que são as vitaminas do complexo B. Saber o porquê de sua importância para a saúde lhe ajudará a se cuidar cada vez melhor e ter mais atenção aos sinais do próprio organismo.

Sendo assim, continue a leitura e veja quais são as principais vitaminas do complexo B, a importância de cada uma, os sinais de carência e quais são as fontes mais abundantes desses compostos.

O que são vitaminas?

As vitaminas são substâncias essenciais para a vida. Elas participam de uma grande variedade de reações em nosso organismo e, sem esses nutrientes, muitas delas simplesmente não funcionam. Pense nas vitaminas como chaves essenciais para ligar as ações que acontecem em nosso corpo.

Elas são classificadas em 2 grupos, levando em consideração a solubilidade: lipossolúveis (solúveis em gorduras) e as hidrossolúveis (solúveis em água). As do primeiro grupo são as vitaminas A, D, E e K. E como exemplo de vitaminas hidrossolúveis temos a vitamina C e as vitaminas do complexo B.

É importante ter esse conhecimento por um detalhe: a toxicidade das vitaminas. Afinal, o excesso também pode ser prejudicial! Quando falamos sobre compostos lipossolúveis, nos referimos a um risco maior de hipervitaminose. As que são solúveis em água são mais facilmente eliminadas pela urina e, portanto, representam um risco menor para a saúde.

Quais são os sintomas da deficiência e carência de vitaminas do complexo B?

Deficiência e carência são termos diversos para um mesmo problema: a presença de níveis abaixo do esperado de certas substâncias em nosso organismo. A diferença está na forma de diagnóstico.

A deficiência é detectada apenas a partir de exames, enquanto a carência faz com que o paciente apresente sinais físicos do problema. No caso das vitaminas do complexo B, os sintomas são:

  • nervosismo;
  • dificuldade para dormir;
  • inquietação;
  • agressividade;
  • irritação;
  • mudanças de humor;
  • falta de energia;
  • depressão;
  • problemas com o foco e a memorização;
  • fraqueza muscular;
  • inchaço nos membros (braços e pernas);
  • redução do apetite;
  • emagrecimento;
  • palidez;
  • lesões nas mucosas (boca, por exemplo);
  • confusão mental;
  • problemas oculares;
  • formigamento nas mãos e pés;
  • ardência nas mãos e pés;
  • náuseas;
  • cãibras;
  • alterações na pele, entre outros.

Como podemos ver, boa parte dos sintomas associados à ausência de vitaminas do complexo B no organismo está relacionada a alterações neurológicas ou do sistema nervoso como um todo. Por isso, tenha atenção!

Quais são as vitaminas do complexo B?

Agora, chegou a hora de conhecermos as vitaminas do complexo B e compreendermos a sua importância para a nossa saúde. Confira!

B1 (tiamina)

A vitamina B1 está diretamente relacionada com o nosso metabolismo. Ela favorece o apetite (estimulando as pessoas a se alimentarem e, consequentemente, terem mais nutrientes à disposição) e ajuda a controlar o gasto energético das células, a partir da organização do uso de carboidratos pelo organismo.

B2 (riboflavina)

Enquanto a vitamina B1 está relacionada com o metabolismo dos carboidratos, a B2 é responsável pelo controle do uso das gorduras do nosso corpo. Além disso, participa da produção sanguínea e ajuda na imunidade.

B3 (niacina)

Está sentindo um pouco de desânimo? Pode ser deficiência de vitamina B3! Ela tem ação voltada para o sistema nervoso, nos deixando mais alertas e focados. Também tem importante participação na circulação sanguínea e em vários outros aspectos do organismo.

B5 (ácido pantotênico)

A vitamina B5 é uma verdadeira “faz tudo” do nosso organismo. Ela está relacionada com a saúde óssea (a partir da produção de vitamina D), cardíaca (com o controle dos níveis de colesterol no sangue) e com a produção de energia para o corpo.

B6 (piridoxina)

Essa é uma vitamina mais voltada para o bom funcionamento do sistema nervoso, atuando diretamente na produção de neurotransmissores (substâncias que enviam mensagens para os neurônios) e proteção dessas células cerebrais.

B7 (biotina)

É provável que você já tenha ouvido falar da biotina, muito utilizada em dermocosméticos e produtos capilares. Isso acontece porque uma das suas principais funções é a melhora dos aspectos desses anexos da pele, mas ela também participa da saúde do sistema nervoso.

B9 (ácido fólico)

O ácido fólico, também chamado de folato, é uma substância essencial para as gestantes. Na gravidez, participa do desenvolvimento do sistema nervoso do feto e deve ser suplementada. Além disso, participa da manutenção da saúde de vasos sanguíneos e outras estruturas do corpo.

B12 (cobalamina)

Por fim, temos a vitamina B12. Ela está relacionada com a produção (síntese) de neurônios (células do cérebro). Sua deficiência pode trazer sintomas bem graves, prejudicando a fala, a memória e até a movimentação dos pacientes afetados.

Quais são as principais fontes de vitaminas do complexo B?

Uma boa alimentação é o principal caminho para que possamos ter acesso a todas as vitaminas necessárias para o funcionamento do nosso corpo. Isso não é diferente quando o assunto envolve as vitaminas do complexo B.

Veja, a seguir, algumas das principais fontes alimentares dessas substâncias:

  • carnes vermelhas em geral;
  • bife de fígado;
  • leite;
  • ovos;
  • gérmen de trigo;
  • peixes;
  • cogumelos;
  • abacate;
  • tomate;
  • cereais integrais;
  • levedura de cerveja;
  • aves
  • vegetais folhosos verde-escuro.

Lembrando que alimentação e imunidade, energia e disposição têm tudo a ver. Por isso, uma dieta equilibrada e rica em alimentos que são fontes de vitaminas do complexo B também será benéfica para a sua saúde em outros aspectos!

Em alguns casos, é possível que as pessoas tenham dificuldades de absorção.

Nessas situações, não se preocupe. A suplementação é um caminho possível para quem precisa de doses extras de vitamina, mas deve sempre ser feita em parceria com um médico experiente, que possa acompanhar seus exames.

Gostou de saber mais sobre as vitaminas do complexo B? Agora, é hora de prestar atenção aos sintomas relacionados com a sua carência e, claro, incluir alimentos ricos nesses compostos em sua alimentação no cotidiano. Fique de olho nos sinais do seu corpo!

Aproveite e compartilhe este conteúdo em suas redes sociais. Assim, outras pessoas poderão entender melhor sobre as vitaminas do complexo B e implementar medidas para evitar a deficiência dessas substâncias essenciais no organismo. Faça a sua parte!

Cólica, sangramento e dificuldade para engravidar? Pode ser adenomiose

Você que é mulher pode até imaginar: de fato, existem diferentes problemas capazes de afetar o útero, muitos deles com sintomas parecidos. E estamos em um momento propício para fazer um alerta importante sobre uma condição frequentemente confundida com outras, adenomiose.

Neste mês de conscientização, o Abril Roxo, temos a oportunidade de falar sobre o controle dessa doença, que, segundo estimativas, atinge mais de 150 mil brasileiras por ano.

A adenomiose ocorre quando a camada do endométrio, o tecido que reveste o útero, cresce de forma anormal na musculatura uterina. Pense no abdômen como se fosse uma casa e no útero como o quarto. Quanto a tinta da parede descama, é o endométrio cumprindo seu papel natural associado ao ciclo menstrual. Porém, quando essa tinta impregna os tijolos, temos a adenomiose.

Seus sintomas são facilmente confundidos com outra condição que acomete a região, a endometriose. Nesse caso, é preciso consultar o ginecologista quanto antes. O sangramento uterino com fluxo aumentado e a presença de sangue fora do período menstrual são sinais de adenomiose. Da mesma forma, cólicas mais fortes e dificuldade de engravidar e manter a gestação são reflexos do quadro.

Mas o que pode causar adenomiose? Os principais fatores de risco são traumas uterinos (ocasionados por procedimentos como cesárea e curetagem), menstruação antes dos 10 anos de idade e histórico de mais de duas gestações.

Embora seja mais comum mulheres apresentarem os sintomas a partir dos 40 anos, também encontramos aquelas que desenvolvem o problema a partir dos 20 anos.

Feito o diagnóstico correto, a primeira pergunta que ouço no consultório é: “terei que passar por uma cirurgia?” Como falamos de uma doença progressiva, é essencial tratá-la o mais rápido possível. É por isso que nós, ginecologistas, reforçamos a necessidade do vínculo com as pacientes e orientamos consultas anuais.

O tratamento é feito em dois pilares: o uso de remédios e o procedimento cirúrgico. Inicialmente, os medicamentos controlam os sintomas, como dor e sangramento. O bloqueio da menstruação com hormônios, por sua vez, melhora a qualidade de vida e pode estabilizar a evolução da adenomiose.

Câncer de colo de útero e a luta pela vacinação, rastreamento e tratamento precoce

Em agosto de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou uma resolução defendendo a erradicação do câncer de colo do útero até 2030. De acordo com a OMS, se todos os países conseguirem manter um índice de casos menor do que quatro a cada 100 mil mulheres, o câncer de colo de útero será eliminado do planeta. Desde então, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) aderiu à campanha e vem promovendo ações de amplo engajamento neste sentido.

O tema é de extrema importância no Brasil, que contabiliza o diagnóstico de 16 mil novos casos por ano, e desses, sete mil vão à óbito. Os números são do Instituto Nacional do Câncer (INCA), que confirma que este tipo de câncer é uma das principais causas de morte entre mulheres. “O câncer do colo do útero é ligado ao HPV, um vírus sexualmente transmissível. Porém, ele pode ser erradicado e, para tanto, estamos participando de uma estratégia para todo território nacional, cuja atuação se baseia em três pilares: vacinação, rastreamento e tratamento precoce. Na questão da vacinação contra o HPV, a meta é que 90% das meninas entre 9 e 15 anos sejam vacinadas. Seria importante também que ao menos 70% dos meninos entre 11 e 14 anos sejam vacinados, apesar desse objetivo não constar oficialmente das metas da OMS e da campanha, já que ela é dirigida predominantemente ao público feminino. Duas doses em um intervalo de seis meses são suficientes para a prevenção do HPV maligno, que causa o câncer, e também do HPV benigno, que causa verrugas pelo corpo. A vacina está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS)”, fala a doutora Cecília Maria Roteli Martins, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, doutora em ginecologia e obstetrícia pela Unicamp e pesquisadora da Faculdade de Medicina do ABC.

“Sobre a questão do rastreamento, o que almejamos é que 70% das mulheres realizem um exame diagnóstico com teste efetivo até os 35 e outro até os 45 anos de idade. Nesse pilar, consta também a intenção da substituição do exame do Papanicolau, o único disponível hoje no SUS, pelo teste efetivo contra o HPV, que faz a leitura do DNA do vírus e é muito mais preciso. Queremos ainda que 90% das mulheres identificadas com lesões precursoras ou câncer invasivo recebam tratamento adequado”, completa Dra. Cecília.

Evitando o pior

Apesar de ser passível de erradicação e tratamento, o câncer do colo do útero apresenta algumas características que o tornam perigoso. A principal delas é de que ele é assintomático, ou seja, os sintomas só aparecem quando a doença já se encontra em estágio avançado. “A aplicação da vacina já seria uma solução definitiva. E a importância do rastreamento e o consequente tratamento precoce evitam que ele chegue nesse ponto. Mulheres que têm o hábito de fazer o Papanicolau certamente não terão a doença ou, se terão, poderão tratá-la como uma lesão precursora, quando uma simples intervenção cirúrgica basta para a cura. Em estágios mais avançados o tratamento é muito agressivo, com a aplicação de quimioterapia, radioterapia e intervenções cirúrgicas muito mais invasivas”, explica a doutora Neila Maria de Góis Speck, presidente da Comissão Nacional Especializada do Trato Genital Inferior da Febrasgo, professora adjunta do departamento de ginecologia da Unifesp e coordenadora científica da Associação Brasileira do Trato Genital Inferior.


Quando o câncer não é tratado no início, a mulher pode apresentar sangramento durante a relação sexual, sangramento espontâneo que não corresponde a menstruação, além de dor, secreções incomuns e forte odor vaginal. “Estamos nessa luta há mais de 20 anos sem conseguir mudar essa triste realidade. E apesar do câncer não escolher idade ou classe social, é verificada uma incidência maior em mulheres não brancas (60%) e mais de 2/3 delas com menos de 8 anos de escolaridade. Ou seja, é um problema social também, que atinge mulheres que moram na periferia, ou ainda em regiões remotas do país”, comenta a Dra. Neila.

Câmara Técnica

Uma ferramenta que pode ser utilizada, especialmente para mulheres que vivem longe dos grandes centros, é a autocoleta. Um kit contendo uma escova para raspagem intravaginal e frasco com líquido apropriado pode ser obtido no SUS. O material proveniente da raspagem é encaminhado ao laboratório, podendo inclusive ser enviado pelo correio. Sua análise poderá constatar se existe o DNA do HPV, o que levaria, em caso afirmativo, a outros exames mais específicos.

Além da campanha de erradicação estar voltando ao protagonismo que merece, já que a pandemia da Covid-19 também interferiu nesse processo, outra boa notícia é a iniciativa do Ministério da Saúde em criar uma Câmara Técnica voltada exclusivamente para essa questão. O objetivo é que profissionais da saúde especializados no tema, entre eles a doutora Yara Lúcia Mendes Furtado de Melo, membro da Comissão Nacional Especializada do Trato Genital Inferior da Febrasgo, possam dar à pasta o devido apoio técnico na atualização das ações de prevenção, detecção e tratamento precoce do câncer de colo de útero com foco na garantia de acesso e atenção integral às mulheres.

A doutora Cecília Maria Roteli Martins completa dizendo que “o desafio é enorme. Em 2014, quando a vacinação contra o HPV foi introduzida na rede pública de ensino, sua adesão foi fantástica. Porém, quando passou para o SUS, o resultado não foi o mesmo. Dados recentes mostram que 73,3% de meninas entre 9 e 15 anos tomaram a primeira dose, mas apenas 46,6% têm a segunda dose. Entre os meninos de 11 a 14 anos, as taxas são piores – 36,6% tomaram a primeira dose e apenas 19,2% a segunda – isso é muito pouco”.

Sobre a ampliação de informações acerca da prevenção do câncer de colo de útero a doutora Neila Maria de Góis Speck, afirma que “existe também a preocupação de disseminar conhecimento para todas as mulheres no Brasil, para que entendam o problema como um todo e pratiquem a prevenção. Até mesmo a classe médica necessita de capacitação; muitos profissionais nem ao menos seguem o protocolo sugerido pela OMS, tampouco a diretriz de rastreamento do câncer de colo uterino do INCA, com relação ao exame do Papanicolau. Acabar com tabus e preconceitos e incentivar o apoio familiar a quem tem o câncer do colo de útero são outras questões importantes que necessitam ser postas em prática o mais rápido possível”, conclui.

Câncer de colo de útero e a luta pela vacinação, rastreamento e tratamento precoce

Em agosto de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou uma resolução defendendo a erradicação do câncer de colo do útero até 2030. De acordo com a OMS, se todos os países conseguirem manter um índice de casos menor do que quatro a cada 100 mil mulheres, o câncer de colo de útero será eliminado do planeta. Desde então, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) aderiu à campanha e vem promovendo ações de amplo engajamento neste sentido.

O tema é de extrema importância no Brasil, que contabiliza o diagnóstico de 16 mil novos casos por ano, e desses, sete mil vão à óbito. Os números são do Instituto Nacional do Câncer (INCA), que confirma que este tipo de câncer é uma das principais causas de morte entre mulheres. “O câncer do colo do útero é ligado ao HPV, um vírus sexualmente transmissível. Porém, ele pode ser erradicado e, para tanto, estamos participando de uma estratégia para todo território nacional, cuja atuação se baseia em três pilares: vacinação, rastreamento e tratamento precoce. Na questão da vacinação contra o HPV, a meta é que 90% das meninas entre 9 e 15 anos sejam vacinadas. Seria importante também que ao menos 70% dos meninos entre 11 e 14 anos sejam vacinados, apesar desse objetivo não constar oficialmente das metas da OMS e da campanha, já que ela é dirigida predominantemente ao público feminino. Duas doses em um intervalo de seis meses são suficientes para a prevenção do HPV maligno, que causa o câncer, e também do HPV benigno, que causa verrugas pelo corpo. A vacina está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS)”, fala a doutora Cecília Maria Roteli Martins, presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, doutora em ginecologia e obstetrícia pela Unicamp e pesquisadora da Faculdade de Medicina do ABC.

“Sobre a questão do rastreamento, o que almejamos é que 70% das mulheres realizem um exame diagnóstico com teste efetivo até os 35 e outro até os 45 anos de idade. Nesse pilar, consta também a intenção da substituição do exame do Papanicolau, o único disponível hoje no SUS, pelo teste efetivo contra o HPV, que faz a leitura do DNA do vírus e é muito mais preciso. Queremos ainda que 90% das mulheres identificadas com lesões precursoras ou câncer invasivo recebam tratamento adequado”, completa Dra. Cecília.

Evitando o pior

Apesar de ser passível de erradicação e tratamento, o câncer do colo do útero apresenta algumas características que o tornam perigoso. A principal delas é de que ele é assintomático, ou seja, os sintomas só aparecem quando a doença já se encontra em estágio avançado. “A aplicação da vacina já seria uma solução definitiva. E a importância do rastreamento e o consequente tratamento precoce evitam que ele chegue nesse ponto. Mulheres que têm o hábito de fazer o Papanicolau certamente não terão a doença ou, se terão, poderão tratá-la como uma lesão precursora, quando uma simples intervenção cirúrgica basta para a cura. Em estágios mais avançados o tratamento é muito agressivo, com a aplicação de quimioterapia, radioterapia e intervenções cirúrgicas muito mais invasivas”, explica a doutora Neila Maria de Góis Speck, presidente da Comissão Nacional Especializada do Trato Genital Inferior da Febrasgo, professora adjunta do departamento de ginecologia da Unifesp e coordenadora científica da Associação Brasileira do Trato Genital Inferior.


Quando o câncer não é tratado no início, a mulher pode apresentar sangramento durante a relação sexual, sangramento espontâneo que não corresponde a menstruação, além de dor, secreções incomuns e forte odor vaginal. “Estamos nessa luta há mais de 20 anos sem conseguir mudar essa triste realidade. E apesar do câncer não escolher idade ou classe social, é verificada uma incidência maior em mulheres não brancas (60%) e mais de 2/3 delas com menos de 8 anos de escolaridade. Ou seja, é um problema social também, que atinge mulheres que moram na periferia, ou ainda em regiões remotas do país”, comenta a Dra. Neila.

Câmara Técnica

Uma ferramenta que pode ser utilizada, especialmente para mulheres que vivem longe dos grandes centros, é a autocoleta. Um kit contendo uma escova para raspagem intravaginal e frasco com líquido apropriado pode ser obtido no SUS. O material proveniente da raspagem é encaminhado ao laboratório, podendo inclusive ser enviado pelo correio. Sua análise poderá constatar se existe o DNA do HPV, o que levaria, em caso afirmativo, a outros exames mais específicos.

Além da campanha de erradicação estar voltando ao protagonismo que merece, já que a pandemia da Covid-19 também interferiu nesse processo, outra boa notícia é a iniciativa do Ministério da Saúde em criar uma Câmara Técnica voltada exclusivamente para essa questão. O objetivo é que profissionais da saúde especializados no tema, entre eles a doutora Yara Lúcia Mendes Furtado de Melo, membro da Comissão Nacional Especializada do Trato Genital Inferior da Febrasgo, possam dar à pasta o devido apoio técnico na atualização das ações de prevenção, detecção e tratamento precoce do câncer de colo de útero com foco na garantia de acesso e atenção integral às mulheres.

A doutora Cecília Maria Roteli Martins completa dizendo que “o desafio é enorme. Em 2014, quando a vacinação contra o HPV foi introduzida na rede pública de ensino, sua adesão foi fantástica. Porém, quando passou para o SUS, o resultado não foi o mesmo. Dados recentes mostram que 73,3% de meninas entre 9 e 15 anos tomaram a primeira dose, mas apenas 46,6% têm a segunda dose. Entre os meninos de 11 a 14 anos, as taxas são piores – 36,6% tomaram a primeira dose e apenas 19,2% a segunda – isso é muito pouco”.

Sobre a ampliação de informações acerca da prevenção do câncer de colo de útero a doutora Neila Maria de Góis Speck, afirma que “existe também a preocupação de disseminar conhecimento para todas as mulheres no Brasil, para que entendam o problema como um todo e pratiquem a prevenção. Até mesmo a classe médica necessita de capacitação; muitos profissionais nem ao menos seguem o protocolo sugerido pela OMS, tampouco a diretriz de rastreamento do câncer de colo uterino do INCA, com relação ao exame do Papanicolau. Acabar com tabus e preconceitos e incentivar o apoio familiar a quem tem o câncer do colo de útero são outras questões importantes que necessitam ser postas em prática o mais rápido possível”, conclui.