Candidíase de repetição

A cândida é um fungo que vive em harmonia conjuntamente com a flora vaginal, mas quando a nossa imunidade cai, ela passa se proliferar e provoca o que chamamos de candidíase.

Além da ardência e coceira, manifesta-se também aquele corrimento branquinho, com uma textura similar a de coalhada.

Toda mulher vai vivenciar a candidíase em algum momento da vida, e tudo bem! Faz parte e costuma ser fácil de tratar. O problema é quando ela vence todos os tratamentos e se repete constantemente.

Quando isso acontece, é importante ficar atenta à questões emocionais. Muitas vezes, o nosso corpo somatiza conflitos mentais que estamos evitando lidar. A somatização não é nada mais que um alerta para você tomar alguma atitude!

Se o seu caso for candidíase de repetição, além de procurar um ginecologista, também procure uma terapeuta para conversar sobre tudo o que você está passando. Entender o seu contexto de atual de vida e como ele faz te sentir, vai ajudar a melhorar todo esse incômodo, físico e mental.

A alimentação também entra na jogada, tanto como aliada como inimiga. Preste atenção no que você anda comendo. Evite consumir açúcar refinado em excesso, massas e carboidratos no geral.

 

Fonte: Lasciva Lua

TPM é ruim, mas você já ouviu falar de TDPM?

Só quem menstrua sabe o que é TPM. De repente, você se vê irritada com qualquer acontecimento, extremamente sensível e desejando loucamente aquele chocolate do armário!

O inchaço da as caras, a cólica diz “oi sumida”, sono se despede e as idas ao banheiro se tornam mais frequentes.

Lembrando que não podemos generalizar, pois há sempre excessões em todos os casos.

Existem pessoas que simplesmente não tem TPM e pessoas que tem algo muito pior, a TDPM.

O Transtorno Disfórico Pré-menstrual é mais provável de acontecer em organismos em que a queda da serotonina, hormônio responsável pelo bom humor, é mais alta e que contam com uma predisposição genética. Ele atinge entre 8% e 10% das pessoas que menstruam e pode provocar:

  • Ira;
  • Depressão;
  • Ansiedade;
  • Pensamentos de desesperança;
  • Palpitação;
  • Queda da imunidade;
  • Crises de pânico;
  • Tensão muscular;
  • Distúrbios de sono e fome;
  • Alterações de humor severas;

Estes sintomas geralmente aparecem entre 1 e 2 semanas antes da menstruação e somem com a chegada dela.

A TDPM exige tratamento profissional, mas o diagnóstico pode começar em casa.

Anote em um caderninho como você se sente ao decorrer dos dias e, principalmente, o momento em que a menstruação desce. A partir deste exercício é possível descobrir se os sintomas tem relação com a menstruação ou não.

Ao perceber que os seus sintomas são severos e te transformam em outra pessoa, procure um ginecologista e converse com o profissional abertamente sobre o assunto.

Antes de qualquer intervenção medicamentosa, é essencial buscar tratamentos que estimulem naturalmente a produção de serotonina, como:

  • Alimentação saudável, com destaque para alimentos constituídos por carboidratos complexos, cálcio e vitamina bc, responsáveis por melhorar o humor;
  • Terapia de longo ou curto prazo ( como hipnose ou PNL);
  • Atividade física, se possível;
  • Exposição ao sol;
  • Meditação;
  • Desenvolvimento de técnicas para controlar a ira.

Se os sintomas persistirem mesmo assim, será necessário partir para antidepressivos mais leves chamados de inibidores de receptação da serotonina e, em último caso, a pílula anticoncepcional, pois ela pode provocar outros efeitos colaterais desagradáveis.

A dica mais importante é o autoconhecimento. Evite tomar grandes decisões nos períodos que antecedem a menstruação. Nestes momentos, você está sob grande influência dos hormônios.

Mulheres são mais vulneráveis ao HIV

HIV não é sinônimo de AIDS

HIV é a sigla para Vírus da imunodeficiência humana. Este vírus é contraído por meio de relações sexuais, de mãe para filho durante a gravidez ou amamentação, por meio de transfusão sanguínea, seringas e objetos cortantes contaminados. 

A fase inicial da contaminação por HIV é chamada de Síndrome Retroviral. Em muitos casos, ela pode apresentar diversos sintomas temporários, mas que não aparentam sérios por serem confundidos com uma gripe ou virose. Entre eles, estão:

  • Febre Alta
  • Fraqueza
  • Lesões de Pele
  • Dor de Garganta
  • Linfonodos Palpáveis e Indolores
  • Perda de Peso
  • Diarréia
  • Suores Noturnos
  • Dores Musculares

Após aproximadamente 4 semanas, os sintomas desaparecem e o paciente entra na fase latente. Esta fase é assintomática, no entanto, tem o potencial de destruir todo o nosso sistema de defesa, assim, causando a a Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS).

Daí que surge a importância de se realizar exames periódicos, pois contrair HIV não é sinônimo de contrair AIDS. Quanto antes o diagnóstico for feito, maior será a efetividade do tratamento e, consequentemente, menores serão os danos do sistema imunológico, protegendo o corpo da AIDS.

Os tratamentos de hoje permitem que diversos indivíduos portadores de HIV vivam uma vida inteira saudável sem sequer chegar no estágio da AIDS.

Por que as mulheres estão mais vulneráveis ao HIV?

A superfície do órgão genital feminino é muito maior nas mulheres do que nos homens. Por ser externa, a mucosa da vagina acaba se tornando porta de entrada para o HIV ao ter contato com o esperma soropositivo.

Segundo Rowena Johnston, vice-presidente da Fundação Americana para a Pesquisa da AIDS (amfAR), há indícios de que as próprias defesas do organismo feminino contribuam para facilitar a propagação do vírus pelo corpo.

De acordo com a especialista, a mulher teria um sistema imune mais ativo, o que, em se tratando de vírus como o HIV, pode ser algo ruim. “Como o sistema imunológico passa o tempo todo tentando, sem sucesso, combater esse agente infeccioso, eventualmente ele pode falhar e parar de responder como deveria”, informa Rowena.

Vulnerabilidade social

Além das questões físicas, há também questões sociais. Muitas mulheres casadas não acham que podem contrair a doença do marido, e há solteiras que costumam ter dificuldade em negociar o uso do preservativo com o parceiro. “Sem falar que as mulheres estão muito mais sujeitas a sofrerem violência sexual”, lembra Rowena Johnston, que também é diretora de pesquisa da amfAR.

Aids e mulheres em números: por que você deve ficar alerta

  • Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mulheres representam mais da metade das pessoas infectadas pelo vírus HIV no mundo inteiro.
  • De todas as mortes causadas pela aids no Brasil até 2012 28,4% ocorreram entre mulheres, de acordo com o Boletim Epidemiológico Aids HIV/Aids 2013.
  • O documento do Ministério da Saúde também aponta que a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres é de 13 a 19 anos.
  • No sexo feminino, 86,8% dos casos registrados em 2012 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV, segundo o boletim.

 

Prevenção e cuidados

Camisinha

A camisinha ou preservativo continua sendo o método mais eficaz para prevenir muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, a sífilis, a gonorreia e alguns tipos de hepatites em qualquer tipo de relação sexual (anal, oral ou vaginal), seja homem com mulher, homem com homem ou mulher com mulher.

Cuidado com objetos cortantes

Devido a possibilidade de se transmitir o vírus HIV durante o compartilhamento de objetos perfuro-cortantes, que entrem em contato direto com o sangue, é indicado o uso de objetos descartáveis. Se os instrumentos não forem descartáveis, como lâmina de depilação, navalhas e alicates de unha, é recomendável que se faça uma esterilização simples (fervendo, passando álcool ou água sanitária).

Atenção à transfusões sanguíneas

O contagio de diversas doenças, principalmente do vírus HIV, através da transfusão de sangue e da doação de órgãos tem contribuído para que as instituições de coleta selecionem criteriosamente seus doadores e adotem regras rígidas para testar, transportar, estocar e transfundir o material. Estes procedimentos estão garantindo cada vez mais um número menor de casos de transmissão de doenças através da transfusão de sangue e da doação de órgãos.

Prevenção no uso de drogas injetáveis

Os usuários de drogas injetáveis também precisam tomar alguns cuidados: Ter matérias de uso próprio (seringa, agulha, etc) e não compartilhá-los com outros usuários; Não reutilizar as agulhas e seringas; Descartar os instrumentos em local seguro, dentro de uma caixa ou embalagem.

Gravidez

É importante que toda mulher grávida faça o teste que identifica a presença do vírus HIV. Se o exame for positivo, a gestante vai receber um tratamento adequado para evitar a transmissão para o filho na hora do parto.

A gestante soropositiva recebe ao longo da gravidez e no momento do parto medicamentos indicados pelo médico. Até as seis primeiras semanas de vida, o recém nascido também deverá fazer uso das drogas.

Como a transmissão do HIV de mãe para filho também pode acontecer durante a amamentação, através do leite materno, será necessário substituir o leito materno por leite artificial ou humano processado em bancos de leite que fazem aconselhamento e triagem das doadoras.

Um furacão chamado menopausa

Resumidamente falando, menopausa é a data que marca a última menstruação – ela ocorre, em média, entre 48 e 51 anos de idade, devido à interrupção da produção dos hormônios femininos pelos ovários.

No entanto, para a maioria das mulheres, ela é muito mais que uma mera alteração hormonal. A menopausa é uma fase marcante, que traz um turbilhão de emoções, mudanças e sofrimentos. É um momento que a mulher deve ser forte, por mais que seu corpo diga o contrário. É um momento para repensar e reconstruir sua vida a partir das novas oportunidades que surgem.

Perimenopausa

A perimenopausa é ponto de partida.  É período em as alterações hormonais começam, como a queda de estrogênio e da progesterona. Estas oscilações deixam a mulher maluca, ou melhor, mais vulnerável fisicamente e psiquicamente. As ondas de calor também chegam com tudo, e vem muito bem acompanhadas de  desânimo, a irritabilidade, inclusive insônia perda de memória.

Questões sexuais, então? Vish! Perda de libido e dores durante o ato são as principais. As dores são consequência do afinamento do epitélio e da redução da lubrificação por conta da falta de estrogênio, sua produtora.

Menopausa

Depois do sufoco, ainda vem mais sufoco.  Além dos fatores hormonais, outros desafios surgem para bagunçar a vida das mulheres. Um deles é relação com sua família, amigos e consigo mesma. Filhos crescidinhos e morando sozinhos, relações amorosas recentes ou tão antigas que precisam de manutenção e amigos mais distantes.

Um fator que torna o desafio ainda maior, é a mudança de personalidade. Pois é, aquela sua amiga que era super extrovertida e topava tudo, agora não sai mais de casa e está sempre desanimada. Querendo ou não, estas alterações afetam o autoestima, a relação consigo mesma e a relação com os outros.

Como ajudar?

É importante analisar a vida desta mulher de cabo a rabo, para poder compreender a potência dessas mudanças em sua vida. Como um terapeuta vai saber se a personalidade de sua paciente mudou se ele não faz ideia de como ela era antes? Quanto mais detalhes, melhor será o tratamento.

Inclusive, é comprovado cientificamente que mulheres que tiveram depressão pós-parto e TPM são mais suscetíveis a desenvolver problemas psicológicos na menopausa.

A reposição hormonal também é uma alternativa, mas que não é ideal para todas as mulheres. Sua escolha é interessante em casos de desânimo, alteração de humor, irritabilidade e insônia.

E não, reposição hormonal não engorda!

O que engorda é a redução da atividade metabólica que vai se agravando durante a vida.

O que pode ser feito por você!

A mudança de hábitos de vida é fundamental. Dedicar-se a atividades que lhe deem prazer, resgatem sua autoestima e te estimulem mentalmente. É importante aceitar novos desafios, buscar o convívio com os amigos e rever o tipo de relacionamento e vínculo estabelecido com as pessoas da família.

Atividade física também é fundamental. Além de prevenir a osteoporose, está provado que melhora o humor e a memória. O exercício físico não só aumenta a secreção de endorfinas, praticamente um analgésico natural, mas também aumenta a secreção de serotonina, um hormônio neurotransmissor que interfere positivamente no estado afetivo da mulher.

Pós-menopausa

A mulher na pós-menopausa pode contar com recursos médicos que garantem qualidade de vida em todas as suas funções, inclusive na sexualidade. O primeiro passo, portanto, é lutar contra o estigma e o preconceito vigente. Para tanto, abordamos o marido e os filhos dessas mulheres, pois as relações familiares pesam muito na gênese das alterações comportamentais da menopausa.

Vagina Museum

Em novembro de 2019, foi inaugurado o Museu da Vagina em Londres. Graças a deusa!

O museu nasceu graças a uma campanha de arrecadação que recebeu 50 mil libras (R$272 mil) de mais de mil doadores. A entrada é gratuita, mas o museu ainda aceita doações de visitantes e vende dezenas de produtos relacionados à vagina.

A vagina sempre foi um órgão pouco falado, escondido e censurado por mitos e suposições:

“Vagina fede”

“Pelos são nojentos”

“Menstruação, que horror”

“Ob tira a virgindade”

O museu veio para destruir todas essas afirmações e muitos outros, que na verdade chegam ser ofensas de tão absurdas e que podem causar problemas de saúde! Por exemplo, passar desodorante nas partes íntimas, ou depilar tudo e até mesmo limpar por dentro. Tudo isso faz um mal danado para a saúde vaginal, que é limpinha por sinal, viu?

A educação anatômica também é parte do conjunto da obra. Afinal, quase todo mundo acha que o clitóris é minúsculo, sendo que ele tem cerca de 8cm! Aquela coisinha é só a ponta do iceberg, meu bem!

A dá voz para a comunidade LGBT e mostra que nem toda as mulheres tem vagina e vulva e nem todo mundo que tem vagina e vulva é mulher.

O museu da vagina não é só para quem tem vagina, é para toda a sociedade. Finalmente chegou o momento em que podemos falar abertamente sobre este órgão tão importante que só foi estudado pela primeira vez em 1998! 

Check list pós-sexo

Sexo é bom! Melhor ainda é cuidar da saúde vaginal quando ele termina e seguir sua vida muito bem, obrigada!

Seguem algumas dicas para continuar pleníssima após relações sexuais.

Faça xixi após a relação

Durante uma relação sexual, com ou sem camisinha, as bactérias do ânus se aproximam da uretra e da vagina e além disso, a penetração pode criar microfissuras que são porta de entrada para essas bactérias. Por isso, é importante fazer xixi após o sexo para eliminar os microorganismos e evitar as chances de desenvolver uma infecção urinária.

Na hora de se limpar, é fundamental o papel higiênico de frente pra trás, da vulva para o ânus. Assim, os organismos dos ânus não passam para a vagina.

Limpe a vagina

Além de fazer xixi após a relação,  é aconselhável limpar a região externa da vagina suavemente com sabonete neutro ou íntimo para que não se remova a camada de gordura protetora. Não se preocupe com a higienização interna, pois a vagina dá conta de tudo!

Dê um espaço pra ela

Vulva e vagina ficam quente e úmidas, elas precisam respirar. Deixe os tecidos sintéticos de lado, porque eles abafam e muito. O ideal é dormir sem nada, no máximo uma lingerie de algodão ou pijamas larguinhos.

A umidez é o ponto de encontro para as bactérias!

Hidrate-se

Relações sexuais necessitam de esforço físico, como se fosse um exercício mesmo! Então é bom tomar água para recuperar tudo que foi perdido por meio do suor. Pode não parecer, mas a desidratação afeta todo o corpo, inclusive a vagina.

Cuidados íntimos para o verão

Xô umidade e abafo!

Aproveite a piscina, mergulhe no mar, mas não fique o dia inteiro com roupa de banho molhada. Um ambiente úmido e quente é perfeito para a proliferação dos fungos que moram na vagina. Quando estão em pouca quantidade, não há problema algum, mas tudo em excesso faz mal.

Mantenha a parte de baixo da roupa de banho bem ventilada e no sol, para que ela sempre seque. Assim que chegar em casa, já para o banho bem tomado para tirar todos os resquícios de sal, cloro, areia e suor. Um cuidado tão simples pode evitar aquela coceira insuportável, irritação, ardência e até mesmo candidíase.

Nem pense em sabote perfumado!

Essa dica não é só pro verão e sim para a vida toda. Sempre lave a vulva, a virilha e o meio do bumbum com sabonete neutro. Nossas partes íntimas são muito sensíveis, então não é aconselhável usar produtos com muitos componentes químicos, como perfume e corante.

Disclaimer: Jamais lave por dentro do canal vaginal. A natureza a fez capaz de realizar a auto-limpeza.

Também é aconselhável limpar as roupas de banho e as calcinhas com sabonete neutro!

Evite roupas apertadas e de pouca ventilação

A virilha sofre tanto no calor, sua que só! Ela chega a sufocar quando usamos aquele shortinho apertado. O abafamento pode alterar o nosso ph vaginal, além de gerar mal odor.

Aposte em mais leves, barquinhas e arejadas.

Tecidos sintéticos, pode?

Poder pode, mas o ideal é usar roupas de tecidos naturais, como o famoso algodão. Esse material permite a transpiração da pele, evitando aquele abafamento citado anteriormente.

Aposente o carefree

Sabia que os mini protetores absorventes contem um monte de químicos? Todos esse componentes são absorvidos pela nossa vulva, facilitando uma possível reação alérgica. A calcinha já é suficiente e o corrimento fisiológico faz parte da saúde da mulher. Não há porque ter nojo.

Calcinhas absorventes são uma boa alternativa para mulheres que não se sentem vontade sem carefree.


Maneire na depilação

A depilação total pode ser considerada esteticamente legal, mas já não se pode dizer que é tão legal quando o assunto é saúde íntima. Os pelos estão lá por um motivo: para proteção.

Evite depilar no mesmo dia que você for usar roupa de banho, pois o corpo fica com feridinhas após a depilação. Essa feridinhas são a porta de entrada para microorganismos que causam inflamações e infecções cutâneas.

Depressão pós-parto

Nove meses de expectativa não é pouco! Quantos cenários já foram imaginados?

O bebê nascendo, o bebê mamando, o quartinho, as roupinhas, a primeira palavra, o primeiro passo, as fotinhos, enfim, todos os momentos que estão por vir alimentam as expectativas da mãe.

A bolsa rompe, o trabalho de parto começa…Vish! É um stress que só. Mas o bebe acaba nascendo e a emoção é grande: finalmente todos as fantasias maternas vão se realizar.

Só que em 80% dos casos acaba não sendo assim. Por diversas razões.

Durante a gravidez, além das altas expectativas,  também ocorre um pico nos hormônios, principalmente no estrogênio e na progesterona, que se associam ao humor. Assim que a mãe dá a luz, esses níveis despencam e podem causar uma tristeza fisiológica na mulher, chamada de Baby Blues.

Essa tristeza costuma aparecer alguns dias depois do parto e dura no máximo 15 dias. A mulher é tomada por uma sensação de melancolia e desânimo, acompanhados de um certo cansaço e frustração. Mas nada que atrapalhe sua vontade de viver, seus interesses e seus cuidados com o bebê.

Além das questões fisiológicas também tem a questão da privação de sono e da mudança da rotina, que podem dar uma balançada no humor!

Depois de duas semanas, a compensação de hormônios retorna, a mãe se adapta à nova rotina e ao novo ser que a acompanha, e tudo volta ao normal. O problema é quando essa tal tristeza vai aparecendo gradativamente, até que em um mês ou em até seis meses após o parto, ela se torna um fardo na vida da mulher.

Aí já é motivo de preocupação. A mãe sente um desânimo descomunal, que bagunça a sua rotina, rouba seus interesses e a afasta de todos, inclusive do seu filho. Nessa ocasião, o motivo é a depressão pós-parto.

 Segundo revelam as estatísticas americanas, a depressão pós-parto acomete em torno de 10% a 15% das mulheres.

Mulheres que já tiveram depressão em algum momento da vida apresentam grandes chances de ter depressão-pós parto, mesmo que já tiverem tratado. Inclusive, se a depressão ocorreu logo após o nascimento do primeiro filho, a chance de ter novamente após o nascimento do segundo filho é de 50%.

Infelizmente, muitas mães não bola para o que estão sentindo, muito menos as pessoas à sua volta. E isso não deve acontecer. A depressão pós-parto tem a mesma gravidade que uma depressão comum e vai muito além da relação de mãe e filho. Ela afeta todas as esferas da vida da mulher.

Tratamento

São indicados alguns antidepressivos específicos que passam menos para o leite materno e o esquema é discutido com a mulher. Uma das sugestões é desprezar o leite colhido algumas horas depois de tomada a medicação, aquele em que os componentes da droga estão mais concentrados, e oferecer o colhido mais tarde. Isso diminui a exposição da criança ao antidepressivo e permite utilizá-lo durante o aleitamento.

 O tratamento medicamentoso é sempre fundamental. Embora algumas depressões desapareçam espontaneamente, uma porcentagem significativa se cronifica. E tem mais: se não for tratado, o episódio agudo pode deixar um resíduo que se confunde com a distimia, uma forma de depressão mais leve, crônica, que interfere na capacidade de raciocínio e no desempenho funcional. Muitas vezes, essa depressão contínua é considerada um traço da personalidade da mulher e nenhuma providencia efetiva é posta em prática.

Como a depressão em geral tem múltiplos fatores determinantes, isto é, não é provocada só por condições biológicas, mas tem fatores sociais e familiares envolvidos, a psicoterapia individual ajuda a mulher a lidar melhor com o problema e a descobrir que tem um potencial que precisa ser estimulado.

Psicose Puerperal

 Depressão pós-parto e psicose puerperal são quadros muito diferentes. Felizmente, os casos de psicose são raros. A prevalência é de um caso para cada cem mil nascimentos.

O início da psicose puerperal é precoce. Durante a primeira semana depois do parto, a mulher perde o contato com a realidade e começa a acreditar em coisas que não existem, a ouvir vozes, a ter a sensação de incorporações com entidades, delírios e crenças irracionais.

Fonte

Personal trainer da musculatura vaginal

Pompoarismo é uma técnica milenar tailandesa que consiste em treinar a musculatura vaginal por meio de exercícios para fortalecê-la e usufruir dos benefícios. A prática também estimula a conexão da mulher com o seu próprio corpo e o conhecimento das suas partes mais sensíveis, colaborando para o a autonomia corporal e o e o autoestima.

No entanto, quando feito sem assistência de profissionais, o pompoarismo pode não só fazer diferença alguma, como prejudicar a saúde da mulher.

O movimento dos músculos vaginais em excesso ou de forma despreparada podem gerar uma disfunção no assoalho pélvico, e, consequentemente, o aparecimento de problemas intestinais, urinários, e até mesmo de dores durante o sexo.

Quando a ideia surgir na mente, a primeira pessoa a se procurar é um fisioterapeuta. O profissional vai avaliar o seu corpo e propor um que não o prejudique, além de ensinar a forma correta de contrair o assoalho pélvico. A fisioterapia pélvica leva em consideração:

-Reflexo: capacidade de contrair a musculatura por um comando recebido pelo cérebro;

-Controle: capacidade de contrair e relaxar. Mulheres com incontinência urinária podem apresentar dificuldade nesta etapa.

-Coordenação: capacidade de contrair e relaxar sem apertar o bumbum, a perna ou a barriga;

-Tônus: tensão do músculo relaxado;

-Força: força da contração medida pela palpação vaginal;

-Resistência: por quanto tempo os movimentos são mantidos.

Após as instruções, é necessário manter as consultas com o fisioterapeuta para que ele possa acompanhar a evolução da musculatura vaginal, o surgimento de algum problema e também para  montar novos treinos.

Fez tudo certinho? Aproveite os benefícios!

  • Redução das cólicas menstruais e dos sintomas da menopausa
  • Auxílio na preparação do parto e na recuperação pós-parto
  • Melhora do funcionamento do intestino
  • Tratamento da incontinência urinária
  • Combate a flacidez vaginal
  • Aumento da lubrificação e da libido
  • Autoconhecimento
  • Habilidade de contrair a musculatura vaginal durante o sexo

Qualidade de vida nos mínimos detalhes

O corpo e a mente estão sempre juntos, na saúde e na doença. A função dos cuidados paliativos é cuidar e fortalecer essa união quando a vida ameaça acabar com ela.

Receber o diagnóstico de uma doença terminal é tão doloroso para o corpo, quanto para a mente. A partir desse momento, a presença de um paliativista já se torna essencial, porque o profissional se comunica de forma transparente e compassiva,  colaborando para que o paciente e sua família compreendam o que está acontecendo e o que vai acontecer de forma mais leve.

O tratamento médico convencional permanece, associado ao suporte emocional, social, espiritual, e até mesmo físico de uma equipe multidisciplinar. Os cuidados paliativos priorizam o bem-estar e a autonomia do paciente, além de minimizar recursos invasivos. No entanto, alguns destes recursos podem ajudar a reduzir o sofrimento, como uma cirurgia para reduzir o tamanho de um tumor, atenuando a dor que ele provoca  e o impacto da sua presença.

Evita-se também a obstinação terapêutica, que é o prolongamento artificial da vida sem benefício do paciente. Como deixá-lo na UTI para substituir um órgão sem a possibilidade de regeneração. Sem contar que na UTI o horário e o número de visitas é apertado, aumentando o isolamento social.

O cuidado paliativo se encontra nos mínimos detalhes, como não forçar o paciente a comer mais do que ele está acostumado, incentivar a visita de familiares e amigos, providenciar refeições diferentes das usuais em momentos especiais, e até mesmo realizar terapia assistida por animais. A interação de cães treinados com os pacientes provoca, entre outras vantagens, ganhos na mobilidade. 

Um estudo americano chegou a conclusão que pessoas receberam cuidados paliativos precocemente, associados ao tratamento usual tiveram mais qualidade de vida e menos sintomas depressivos. A  a redução de procedimentos agressivos também aumentou a sobrevida em quase 3 meses a mais.

“A ideia de que a medicina é uma luta contra a morte está errada. A medicina é uma luta pela vida boa, da qual a morte faz parte.”    Rubem Alves 

Anorexia Nervosa

É normal querer perder uns quilinhos, por saúde ou por pura estética. O problema é quando esse “querer emagrecer” se torna uma obsessão que, futuramente, levará à problemas sérios de saúde.

Na anorexia nervosa, uma pessoa de 30kg pode se enxergar com 300kg ao se olhar no espelho. Assustada, ela diminui drasticamente a sua alimentação,  além de praticar exercícios exaustivamente, tomar laxantes e até mesmo vomitar a pequena quantidade de alimento que resiste em seu estômago. E assim começa um dos distúrbios alimentares mais perigosos que é rotina, principalmente, de mulheres entre 10 e 3o anos.

Causas

A primeira hipótese que vem a cabeça é: pressão estética da sociedade, dos familiares e do círculo social.

A moda continua incentivando a magreza e as redes sociais só intensificam essa perspectiva de perfeição, de ideal. No Instagram há muitos perfis que ainda incentivam a anorexia e a bulimia, vencendo as tentativas da plataforma de bloquear a disseminação dessas informações.

Quando o usuário pesquisa temas como anorexia e bulimia, o Instagram o incentiva a procurar ajuda profissional. Mas os perfis pró anorexia e bulimia, encontraram formas de burlar a plataforma, criando hashtags com variações das palavras originais, dificultando o reconhecimento delas por pessoas que não “participam” do transtorno alimentar.

Além da pressão estética, há também influência do histórico familiar. Um estudo realizado pelo Instituto Karolinska, em Estolcomo, revelou que a ação de um gente específico, transmitido durante a formação do bebê, torna seus portadores mais pré-dispostos à doença.

Da mesma forma, alterações neuroquimicas cerebrais, como a queda de serotonina e noradrenalina podem estimular o desenvolvimento da anorexia nervosa. A queda dessas substâncias podem desencadear ansiedade, depressão, entre outros distúrbios psicológicos.

Sintomas e comportamentos:

  • Batimentos cardíacos mais lentos;Queda de cabelo;
  • Pele seca e coberta por lanugo (pelos curtos e finos sem pigmentação);
  • Enfraquecimento dos ossos, osteoporose;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Perda exagerada e rápida de peso sem nenhum motivo aparente;
  • Uso de roupas largas para esconder o corpo;
  • Isolamento social e familiar;
  • Evitar fazer refeições junto de outras pessoas, principalmente com a família;
  • Preocupação exacerbada com o valor calórico dos alimentos;
  • Prática exagerada de exercícios;
  • Perda de apetite;
  • Amenorreia (ausência de menstruação) e regressão das características femininas, como a         diminuição dos seios.

 

Diagnóstico

O peso deve estar 15% abaixo do indicado para a idade e a altura do paciente. A parte mais difícil do diagnóstico é lidar com a negação do paciente, que encara os quilos perdidos como um acontecimento extremamente positivo.

Outras características que devem ser avaliadas são os sinais de desnutrição e a exclusão de outras doenças por meio de exames laboratoriais. Também faz parte do diagnóstico a avaliação psicológica do paciente: como ele enxerga seu corpo e como isso influencia o seu dia a dia. Quanto antes o diagnóstico for feito, menor será o risco de da doença piorar.

Tratamento

Na maioria das vezes, a anorexia nervosa está associada a problemas psicológicos, como depressão, síndrome do pânico, ansiedade e comportamentos obsessivos e compulsivos. Por isso é importante a presença de uma equipe multidisciplinar de médicos, nutricionistas e psicólogos durante o tratamento. Principalmente porque a/o paciente costuma ficar do lado da doença, querendo continuar na situação em que sua saúde se encontra, em prol da magreza.

O nutricionista vai ser responsável por regularizar a alimentação, pouco a pouco. Assim que o corpo, e consequentemente o cérebro, estiverem mais alimentados, o psicólogo e o psiquiatra vão conversar com o paciente para descobrir e tratar a raiz do problema, por meio de terapia e medicamentos. Muitas pacientes se surpreendem com as respostas encontradas durante o processo de recuperação, pois descobrem que suas angústias iam além da simples insatisfação com o corpo.

Muitas vezes, o médico prescreve medicamentos para reequilibrar a bioquímica cerebral. Em casos graves, com perda de mais de 25% do peso, a internação é necessária.

O apoio dos amigos e da família é fundamental em todo o processo.

Um mistério chamado TPM

Tensão-Pré menstrual (TPM) é o conjunto de sintomas que se manifesta um pouco da menstruação e desaparece assim que ela termina. O início da TPM varia muito de mulher para mulher: pode começar 15 dias antes da menstruação, como apenas 2 dias antes.

Os sintomas mais comuns da TPM são:

-Irritabilidade;

-Depressão;

-Dor nas Mamas;

-Agressividade;

-Dor de Cabeça;

-Choro súbito.

Por que temos TPM?

A TPM acontece principalmente por causa das oscilações hormonais no corpo durante o ciclo menstrual, mas também tem grande influência de fatores específicos de cada mulher.

Na segunda metade do ciclo menstrual (14 dias), há o aumento de progesterona e a queda do estrogênio. A progesterona é responsável por reter líquidos, então ficamos inchadas nesse período. Já a falta de estrogênio causa vasodilatação, provocando dores de cabeça.

E a tristeza? Ela dá as caras na TPM devido a queda na produção de serotonina, substância responsável pelo humor. Quanto menor a serotonina no nosso organismo, mais desanimadas ficamos, então comemos doces para compensar essa falta.

Além disso…

Se a sua mãe teve/tem TPM, as chances de você ter serão maiores, é hereditária. Se a sua vida está as mil maravilhas e a serotonina está lá em cima, a redução da substância será menos bruta e a mulher não se sentirá tão pra baixo (ou nem um pouco). A sensibilidade à oscilações hormonais também influencia e é muito relativa de cada mulher, por isso tem gente que nem percebe a TPM chegando.

É TPM mesmo?

É importante prestar atenção se os sintomas típicos da TPM são realmente da TPM. Se eles continuarem após o fim da menstruação, pode tirar o cavalinho da chuva e começar a cuidar dele! Você pode descobrir sozinha se é ou não TPM anotando os dia em você sente determinados sintomas e em seguida, anotar o dia em que você menstruou. Se os sintomas acontecerem além da menstruação, é necessário buscar acompanhamento profissional.

Dá para amenizar os sintomas?

A prática de exercícios aeróbicos ajuda a aliviar o estresse e a ansiedade que são comuns nesse período e o consumo de alimentos que aumentam a diurese, como chuchu, morango, melancia, salsa e agrião, reduzem o inchaço e as dores abdominais.

Um livro sobre menstruação

TPM é uma manifestação completamente natural, e é um momento que pede que a gente se recolha para se conhecer melhor e evitar conflitos. Quanto mais você se conhece, menos a sua menstruação é desagradável. Existe um livro que chama “Lua Vermelha”, escrito por Miranda Gray, que retrata toda a história, a cultura e o significado da menstruação. Há uma explicação para cada sentimento de cada fase do ciclo menstrual para que você aprenda a usá-lo ao seu favor.

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Maternidade no Netflix

Maternidade é uma palavra muito usada, mas pouco entendida. Suposições, não faltam! Até de quem nunca foi mãe.

Maternidade pode ser um dos momentos mais profundos e complexos na vida de uma mulher, e até por isso, acaba sendo um pouco solitário e confuso. Não existem cursos e nem preparações suficientes para se tornar mãe. Assim que o bebê nasce, também nasce uma nova mulher, uma mãe.

Maternidade vai muito além de criar um bebê. É também se redescobrir, se adaptar às mudanças e lidar com um turbilhão de emoções (e choros).

Que tal escutar o que outras mulheres, que já passaram por isso, tem a falar? Cada uma com suas experiências, algumas únicas e muitas similares entre si. Enxergar que você não está sozinha e que não há regras a serem seguidas é o começo para se sentir mais mãe, do seu jeitinho.

Então segue uma lista filmes, séries e documentários no Netflix sobre maternidade.

Amy Schumer Growing

Em um monólogo ao mesmo tempo indecente e sincero, a comediante Amy Schumer fala sobre seu novo casamento, crescimento pessoal, gravidez e os conselhos equivocados de sua mãe. Em frente ao público de uma casa de shows em Chicago, Amy desabafa sobre as alegrias e as dificuldades de ser uma mulher profissional, esposa e mãe no século 21.

Turma do Peito

A série aborda a vida de Audrey, uma jovem mãe que está cansada das noites mal dormidas e das preocupações constantes com seu bebê de apenas dois meses. Determinada a não ter uma vida baseada apenas na maternidade, ela busca apoio em um grupo de suporte para pais. Lá, ela conhece outras mães que também estão passando por dificuldades na criação dos filhos.

Supermães

A série acompanha o dia a dia de Kate, Anne, Jenny e Frankie, quatro mulheres que se conheceram em um grupo de mães superexigentes. Com o fim da licença-maternidade, as amigas precisam encarar a volta ao trabalho. Juntas, elas aprendem a conciliar filhos, carreira e vida amorosa, vivendo na agitada cidade de Toronto.

O começo da Vida

Baseada em avanços da tecnologia e da neurociência, a série faz uma análise aprofundada dos primeiros 1000 dias de um recém-nascido, tempo considerado crucial para o desenvolvimento saudável da criança, tanto na infância quanto na vida adulta. Com filmagens em nove países, incluindo o Brasil, os episódios abordam a importância do cuidado dos pais nos primeiros anos dos filhos.

Perfeita é a Mãe

Amy é uma executiva de sucesso, mas sofre tentando equilibrar seu tempo entre o emprego e a criação dos filhos. Estressada com as tarefas domésticas, ela decide mudar drasticamente sua rotina, lutando contra os padrões impostos pela Associação de Pais e Professores da escola de seus filhos. Para isso, ela conta com a ajuda de Carla e Kiki, outras duas mães que também estão exaustas.

Jornalismo de peito aberto

O Mamilos é um podcast sobre o mundo contemporâneo, apresentado pelas maravilhosas Cris Bartis e Juliana Wallauer. Elas abordam temas polêmicos (por isso o nome “Mamilos”) relacionados à política, relacionamentos, questões sociais, e principalmente, sobre a mulher. Sempre acompanhadas de convidados experts no assunto referente a cada episódio.

Teve um, em especial, sobre puerpério. Uma das pautas mais pedidas pelas ouvintes nos últimos tempos.

“Puerpério é o nome dado ao período pós-parto, que tem uma duração aproximada de três à dez meses, nos quais a mulher vivencia uma série de adaptações físicas e emocionais. É também nesse período que ela se depara com o confronto entre as expectativas construídas durante a gestação e a realidade trazida pela chegada do bebê.”

É neste momento em que ocorre as transformações mais intensas: o útero que estava 150 vezes maior começa a voltar ao seu tamanho normal, as cólicas são corriqueiras, ainda mais os sangramentos. Sabe o que mais? Também tem incontinência urinária, inchaço na região vaginal, o aumento das mamas e a dor que avisa a chegada do leito. Fora as mudanças além do corpo, relacionadas à cabeça, à carreira, à vida sexual, vida social, e por aí vai. O que tiver que mudar, vai mudar.

Toda essa metamorfose é intensificada pela solidão da mãe. Muitas delas se sentem só, carregando um filho e uma bagagem de mudanças que acontecem fora de seu controle. Por mais que toda grávida saiba que nada será como antes, é sempre uma novidade quando, de fato, tudo passa a ser diferente. Cada mãe tem o seu processo individual, que nunca será vivido por mais ninguém, nem por outras mães.

Este episódio aborda todas essas questões e muito mais: sobre ser mãe solo, sobre ter um companheiro/companheira durante o puerpério, sobre a relação com as avós e a família no geral. Sobre a relação da mãe com ela mesma, como mulher, como um ser humano que continua existindo além da função materna.

Tanto as apresentadoras, quanto as suas convidadas Helen Ramos (criadora do canal Cel Mother) e Juliana Gil (psicóloga trabalhadora do SUS), passaram pelo puerpério e cada uma é convidada a compartilhar suas experiências, que são as mais diversas e ricas.

Mães, vocês não estão sozinhas! A intensidade e as mudanças do puerpério são inevitáveis, mas entender melhor o processo é a chave para levá-lo de forma mais tranquila, mais positiva e ao seu favor.

 

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