28/5 – Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna

O Dia Internacional de Ação Pela Saúde da Mulher foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde que ocorreu em 1984, na Holanda, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos, ocasião em que a morte materna apareceu com toda a sua magnitude. A partir dessa data, o tema ganhou maior interesse e no V Encontro Internacional Mulher e Saúde, realizado em São José da Costa Rica, a Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe – RSMLAC, propôs que a cada ano, no dia 28 de maio, uma temática nortearia ações políticas que visassem prevenir mortes maternas evitáveis.

A mortalidade materna é um importante indicador da qualidade de saúde ofertada para as pessoas e é fortemente influenciada pelas condições socioeconômicas da população. Em média, 40% a 50% das causas podem ser consideradas evitáveis. O atraso no reconhecimento de condições modificáveis, na chegada ao serviço de saúde e no tratamento adequado, está entre as principais causas das altas taxas de mortalidade materna ainda presentes na maior parte dos estados brasileiros. O principal objetivo da atenção pré-natal e puerperal é garantir o bem-estar materno e fetal. Para isso, as equipes de saúde da Atenção Primária devem acolher a mulher desde o início da gravidez (o mais precocemente possível, no início ou até antes da gestação); reconhecer, acompanhar e tratar as principais causas de morbimortalidade materna e fetal; e estar disponíveis quando ocorrerem intercorrências durante a gestação e puerpério.

Saúde mental e a invisibilidade das mulheres lésbicas

Depressão, ansiedade e isolamento social são as principais queixas das mulheres

O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica é 29 de agosto e um dos principais desafios desta população é justamente a “possibilidade de existir”, como lembra Desiree Cordeiro – psicóloga clinica com experiencia em orientação sexual e identidade de gênero: “A grande questão que vejo em consultório tem haver com a possibilidade da existência dessas mulheres na sociedade. Atualmente, há muito conservadorismo em relação às questões de gênero e sexualidade”.

A psicóloga afirma que a mulher lésbica é invisibilizada. “Por isso, ter esse lugar de pertencimento de que, sim, é uma possibilidade de duas mulheres ficarem juntas, é real. A saúde mental da mulher, de um modo geral, é deficitária em relação aos homens, por ter mais risco de ansiedade e depressão. Sendo uma mulher lésbica não é diferente. E o agravante é que essa invisibilidade faz com que elas sejam mais suscetíveis ao adoecimento psíquico”, ressalta.

Depressão, ansiedade e isolamento social diante desse contexto são as principais demandas em saúde mental. “Esse olhar de vulnerabilidade, inexistência dessa mulher, faz com que o acesso à saúde seja precário, ela se arrisca menos a falar como está se sentindo. Se ela não é validada nem como ser humano, que dirá na questão da saúde mental? Então, esses estereótipo de padrão de como mulheres devem ser, que ‘falta homem e por isso se torna lésbica’, a gente vai ter critérios que vão deixar essa mulher em mais vulnerabilidade”, analisa Desiree Cordeiro.

Para Samuel Araujo Gomes da Silva, pesquisador e professor de Demografia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o fato de algumas mulheres lésbicas não seguirem as “normas do ser feminino”, como “provedoras naturais de novos filhos”, provoca uma descredibilização delas na sociedade. “A performance de gênero tem muito haver como as pessoas se apresentam no mundo e como as pessoas entendem que aquela ‘roupa é mais masculina’, por exemplo. E, para algumas mulheres lésbicas que não tem uma performance feminina, são pressionadas a se adequarem à norma social”, explica.

Na opinião do especialista, políticas públicas para essas mulheres passam por uma questão de educação da sociedade. “Infelizmente a gente não tem visto muito investimento nisso, mas sou otimista e acredito que é possível que a gente consiga ver cada vez mais. Precisamos compreender que essas performances de gêneros são construídas, que esses papéis não definem a experiência de vida de muitas pessoas. Isso impede uma perpetuação do sofrimento dessas mulheres lésbicas”, conclui.

Lugar de fala: a visão de uma mulher lésbica sobre saúde mental

Para nos aprofundarmos ainda mais sobre o assunto, conversamos com a historiadora Eloyse Davet, que é mulher lésbica, e mestra em patrimônio cultural e sociedade. Confira:

Poderia nos contar um pouco sobre sua descoberta por gostar de pessoas do mesmo sexo e como mudou sua vida a partir de então?
Eloyse: Então, foi muito difícil assumir pra mim mesma sobre isso. Meus pais sempre foram muito praticantes do catolicismo e eu, por consequência, também. Fui coroinha, catequista e até toquei em uma banda na igreja. Cresci aprendendo que somente era correto o que estava na bíblia e, com isso, muito da minha sexualidade e identidade foi reprimida.

No ensino médio tive meus primeiros contatos com garotas que se relacionavam com outras garotas e no início eu repeli. Tinha medo, receio até de falar com elas. Aos poucos fui vendo que toda aquela narrativa que havia me contado durante a infância não era bem assim. Com 17 anos conheci uma menina que fez meus olhos brilharem e o coração palpitar. No início eu achei que era algo particular, que era só ela, ainda mais que eu havia gostado de alguns meninos e já tinha tido um namoradinho. O tempo foi passando e eu fui me apaixonando cada vez mais por ela. Essa menina tinha todos os estereótipos da sapatão, então, quando comecei a sair com ela, meus pais ficaram desconfiados. Quando tomei coragem de ficar com ela, um dia depois do meu aniversário de 18 anos, foi como se eu tivesse realmente me encontrado. Podia ser cena de qualquer clichê de comédia romântica em que o pezinho sobe e se ouvem sininhos ao fundo.

Depois disso que veio a culpa, a sensação de estar errada, a não aceitação dessa nova identidade que eu estava construindo e minha cabeça foi ficando bem confusa. Para os meus pais foi bem difícil. Ouvi falas do meu pai que jamais esquecerei e que, de vez em quando, ainda ecoam na minha cabeça. O preconceito dói muito mais quando vem de uma pessoa que você ama. Nossa relação nunca mais foi a mesma, segue em altos e baixos. Quando acho que ele não tem mais problemas com a minha sexualidade, ele retrocede e assim vai e lá se vão 10 anos.

Não tem como não falar de saúde mental nesse contexto, né? Você passou por questões relacionadas à ansiedade, depressão e outros?
Eloyse: Eu sempre fui uma pessoa ansiosa. Vejo hoje o quanto isso já estava presente na minha infância. Hoje eu trato minha ansiedade e princípios de depressão que estavam surgindo. Já passei por alguns casos de homofobia, mas sei que isso se dá ao meu privilégio de ser uma mulher cis branca, que frequenta o ambiente acadêmico, que tem acesso a educação e cultura e que está dentro do espectro do estereótipo do que é ser mulher, do feminino. Sei que essa não é a realidade de todas as mulheres lésbicas.

Como lidou (lida até hoje) com os julgamentos e estereótipos? E quais são as questões que mais te incomodam nesse sentido?
Eloyse: Uma das coisas que mais me irrita é a perpetuação dos padrões de heteronormatividade. É algo tão enraizado na nossa sociedade que, por vezes, já me peguei reproduzindo comportamentos ou falas das quais tenho repulsa.

Quando se trata de mulheres lésbicas o que mais acontece é ouvir: “tá, mas quem é homem da relação?”, especialmente nos casos em que nenhuma das duas apresenta qualquer traço, comportamento ou indumentária tida como masculina. Já nos casos em que a mulher usa roupas largas, cabelos curtos, boné ou nenhuma maquiagem é tida como masculina, a sapatão. Por isso que eu gosto de me autointitular sapatão, pra mim é tornar uma palavra tida como xingamento em potência e com a qual eu me identifico.

Outra coisa que me incomoda muito é a fetichização das relações entre duas mulheres. Ainda temos que ouvir muitas coisas desagradáveis com relação a questões sexuais e sabemos que isso se dá devido a indústria pornográfica que intensifica muito isso. Mas isso tudo é muito mais antigo, porém sempre muito velado devido a questões religiosas e sociais.

Por fim, você acredita que seriam necessárias políticas públicas para cuidar da saúde mental dessas mulheres? Se tiver alguma sugestão também, seria bem vinda.
Eloyse: Acho que é extremamente necessário para todas as pessoas cuidar da saúde mental. Pessoas LGBT precisam ainda mais, pois na maioria das vezes o principal preconceito ocorre no quarto ao lado e é muito difícil se manter forte nesses casos.

Acredito que a comunidade médica ainda não está preparada para pensar o que é tido como diferente. Qualquer caso que fuja a heteronormatividade já desestabiliza os profissionais da saúde. Já tive que lidar com situações totalmente desconfortáveis em consultórios médicos ao dizer que não me relacionava com homens e receber em troca um profundo silêncio ou então uma enxurrada de perguntas que não tinham nenhuma relação com o tema, eram apenas curiosidade e especulação.

A comunidade médica precisa entender que não estamos mais na década de 1980 em que a principal preocupação com a saúde de pessoas LGBT era concernente a disseminação do HIV/AIDS. É preciso acolher essas pessoas, fornecer informações de qualidade e acessíveis, propor planos de saúde integral, pensando no ser humano como um todo, não em especialidades separadas que não dialogam em conjunto.

Acredito que as redes sociais têm um amplo alcance na população jovem, mas quando falamos de LGBTs estamos falando em pessoas de todas as idades, desde aqueles que estavam no armário na época em que o que se dizia era o GLS. Hoje, eu acredito que os que eram considerados S têm que seguir intensificando trabalhos, projetos e produção de conhecimento pensando na comunidade LGBT não só como objetos de pesquisa, mas como seres repletos de complexidades, subjetividades e memórias.

Ambiente corporativo ainda é nocivo para saúde mental das mulheres

Pesquisa mostra que mulheres apresentam um maior esgotamento mental em comparação aos homens

Em um mercado de trabalho criado por homens e para os homens, ser mulher ainda é um ato de resistência, sobretudo no quesito saúde mental. Estresse e sintomas de Síndrome de Burnout estão afastando essas mulheres profissionais dos atuais cargos.

Uma pesquisa realizada pela Deloitte em 2022, com cinco mil mulheres em 10 países do mundo, inclusive no Brasil, revelou que 53% delas estavam com os níveis de estresse mais altos do que em 2021. Outras 46% apresentavam esgotamento em relação ao trabalho.

É importante considerar que esse resultado surge após o período mais crítico da pandemia de covid-19, que também foi desgaste para o público feminino, já que teve de lidar com o fechamento de escolas e a convivência diária com os filhos simultaneamente às tarefas das empresas.

O mesmo estudo da Deloitte apontou que 49% das que estão procurando outro emprego reclamam do Burnout ou esgotamento mental. Agora, por uma questão de sobrevivência psíquica, muitas mulheres buscam novas vagas em companhias que podem ser mais acolhedoras para suas próprias demandas, pois as atuais não consideram fatos que orbitam a vida pessoal delas.

Quais os principais motivos?

Além das questões do mundo corporativo, as mulheres acumulam, em uma sociedade patriarcal, funções consideradas ‘invisíveis’, como o cuidado com pessoas da família, ambientes como a casa, saúde, alimentação e afins. E esse contexto também é exaustivo.

Como historicamente as mulheres foram ensinadas a priorizarem todo mundo antes delas, a saúde física e mental são deixadas de lado por meses, quiçá, anos. Quando elas chegam ao consultório de Psicologia ou Psiquiatria, o estresse e a ansiedade já alcançaram níveis tão altos que as consequências são graves – não são raros os casos de um verdadeiro ‘apagão mental’, passando por um sentimento de paralisia até tentativas de suicídio.

Medicamentos de saúde mental não são baratos e, sem ajuda de custo do governo, pois muitos não são oferecidos pelo SUS, algumas pessoas precisam escolher entre pagar o ansiolítico ou sessões de psicoterapia. Do ponto de vista da eficácia do tratamento em alguns casos, não dá para abrir mão de nenhum deles.

A pressão econômica também afeta a saúde mental das mulheres no mercado de trabalho. Muitas são mães solo e, por vezes, a única fonte de renda da família. Com isso, aguentam situações de humilhação e assédio moral que poderiam ser evitadas, caso tivessem a possibilidade de abandonar o emprego.

Para evitar o colapso do mercado de trabalho para elas, além de políticas públicas que consigam dar conta das demandas de saúde mental, as empresas precisam adotar medidas mais eficazes de acolhimento para elas, flexibilizando horários, dando alternativas para que possam desempenhar suas funções de forma plena e reconhecimento da sua força de trabalho.

A Importância do Acompanhamento da Sexualidade Feminina na Adolescência

A adolescência é uma fase de transformações físicas, emocionais e sociais, marcada por descobertas e desafios. No contexto desse período, o acompanhamento da sexualidade feminina se torna crucial, pois as experiências vivenciadas nessa etapa podem influenciar significativamente a vida adulta. É fundamental que as jovens recebam suporte, informação e orientação para desenvolver uma compreensão saudável e positiva sobre sua sexualidade.

Desenvolvimento:

  1. Desmistificação e Educação Sexual: Durante a adolescência, muitas meninas enfrentam a falta de informação ou são expostas a mitos e concepções errôneas sobre a sexualidade. O acompanhamento adequado pode contribuir para a desmistificação desses temas, proporcionando conhecimento baseado em fatos científicos e promovendo uma visão positiva e respeitosa da sexualidade.
  2. Autoconhecimento e Empoderamento: O acompanhamento da sexualidade na adolescência permite que as jovens explorem seu próprio corpo, compreendam suas necessidades e desejos, promovendo um maior senso de autoconhecimento. Isso contribui para o desenvolvimento da autoestima e empoderamento, permitindo que as adolescentes tomem decisões conscientes e respeitem seus limites.
  3. Prevenção de Riscos e Saúde Reprodutiva: A orientação sobre métodos contraceptivos, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e cuidados com a saúde reprodutiva são elementos essenciais do acompanhamento da sexualidade feminina na adolescência. Essas informações são cruciais para que as jovens possam tomar decisões responsáveis e cuidar da sua saúde de maneira integral.
  4. Relacionamentos Saudáveis: O entendimento sobre relacionamentos saudáveis, respeitosos e consensuais é um aspecto vital do acompanhamento da sexualidade na adolescência. Isso inclui a importância do consentimento, a comunicação aberta e a compreensão das dinâmicas emocionais envolvidas nos relacionamentos íntimos.

Conclusão:

Investir no acompanhamento da sexualidade feminina na adolescência é investir no bem-estar das futuras mulheres adultas. Através do suporte, da educação e do diálogo aberto, podemos criar uma base sólida para que as jovens desenvolvam uma relação positiva com sua sexualidade. Isso não apenas promove a saúde física e emocional, mas também contribui para a construção de uma sociedade mais informada, igualitária e respeitosa. O diálogo contínuo e a atenção às necessidades das adolescentes são passos essenciais para garantir um desenvolvimento saudável e empoderado durante essa fase crucial da vida.

A importância do acompanhamento psicológico na gestação.

A gravidez é um período de muitas alterações físicas e emocionais.

Tão importante quanto o pré-natal com o Obstetra é um pré-natal psicológico, onde a gestante é acompanhada por um profissional capacitado para lidar com as emoções, ansiedades e expectativas do período: um psicólogo.
Por ser um processo rico e intenso, de vivências emocionais que apontam para uma nova estrutura familiar, novas atitudes e responsabilidades, é esperada uma carga de sentimentos novos, que precisam ser ajustados, propiciando uma vivência mais integral da gestação.
Somado a isto vem as fantasias quanto ao bebê, seu aspecto, sua forma; o medo do parto, da dor, de uma eventual cesárea; as inseguranças quanto ao puerpério, as habilidades necessárias para lidar com o recém-nascido e se reintegrar a vida social agora com um novo papel, o de mãe.
Vale, então, ressaltar que o trabalho com a gestante tem um melhor resultado quando é multidisciplinar, onde o obstetra e o psicólogo envolvidos no processo têm uma boa comunicação visando um melhor atendimento à paciente.

A Saúde Mental da Mulher Durante a Gravidez

 

A gravidez é um período de mudanças físicas, emocionais e psicológicas significativas na vida de uma mulher. A saúde mental desempenha um papel fundamental nesse processo, pois influencia tanto o bem-estar da mãe quanto o desenvolvimento saudável do bebê. Durante a gravidez, muitas mulheres enfrentam uma série de desafios que podem afetar sua saúde mental, como flutuações hormonais, preocupações com a saúde do bebê, alterações no corpo e preocupações financeiras. Portanto, é essencial entender e abordar adequadamente a saúde mental das mulheres grávidas.

Fatores de Impacto na Saúde Mental:

  1. Flutuações Hormonais: As mudanças hormonais durante a gravidez podem desencadear emoções intensas e alterações de humor. Algumas mulheres podem experimentar ansiedade, depressão ou irritabilidade devido a essas mudanças.
  2. Preocupações com a Saúde do Bebê: As futuras mães frequentemente se preocupam com o bem-estar e o desenvolvimento de seus bebês. Medos relacionados a complicações na gravidez, parto e saúde do recém-nascido podem aumentar o estresse e a ansiedade.
  3. Mudanças no Corpo: As transformações físicas da gravidez, como ganho de peso, inchaço e alterações na aparência, podem afetar a autoestima e a imagem corporal da mulher, impactando sua saúde mental.
  4. Pressões Sociais e Familiares: Expectativas culturais, pressões sociais e familiares também podem causar estresse durante a gravidez. A necessidade de equilibrar responsabilidades domésticas, profissionais e pessoais pode sobrecarregar a mulher grávida.
  5. Histórico de Saúde Mental: Mulheres que já enfrentaram problemas de saúde mental, como depressão ou ansiedade, podem ser mais suscetíveis a esses problemas durante a gravidez devido à combinação de fatores biológicos, hormonais e psicológicos.

Importância do Cuidado da Saúde Mental: É crucial que as mulheres grávidas recebam apoio adequado para lidar com os desafios emocionais da gravidez. A negligência da saúde mental pode resultar em complicações para a mãe e para o bebê. A depressão e a ansiedade não tratadas durante a gravidez podem aumentar o risco de parto prematuro, baixo peso ao nascer e problemas comportamentais no futuro da criança.

Abordagens para Promover a Saúde Mental:

  1. Apoio Psicossocial: Proporcionar um ambiente de apoio emocional é fundamental. O suporte do parceiro, familiares, amigos e profissionais de saúde pode aliviar o estresse e ajudar a mulher a se sentir compreendida e amparada.
  2. Acompanhamento Médico: As visitas regulares ao médico permitem monitorar a saúde mental da gestante e identificar sinais precoces de problemas emocionais. Os profissionais de saúde podem fornecer orientação e encaminhamento para tratamento, se necessário.
  3. Terapia e aconselhamento: A terapia individual ou em grupo pode ser benéfica para ajudar as mulheres a lidar com suas preocupações e emoções durante a gravidez. A terapia cognitivo-comportamental e a terapia de apoio são abordagens comuns.
  4. Estilo de Vida Saudável: Praticar atividades físicas adequadas, adotar uma dieta equilibrada e praticar técnicas de relaxamento, como meditação e ioga, podem contribuir para o bem-estar mental.
  5. Educação e Conscientização: A educação sobre saúde mental na gravidez, tanto para as gestantes quanto para suas famílias, é essencial para entender os desafios e procurar ajuda quando necessário.

Conclusão: A saúde mental da mulher durante a gravidez é um aspecto crítico do bem-estar geral, impactando tanto a mãe quanto o bebê. É fundamental que as gestantes tenham acesso a informações, apoio e tratamento adequados para lidar com as emoções e desafios desse período, garantindo uma experiência de gravidez saudável e positiva.

A importância do acompanhamento psicológico no desenvolvimento da sexualidade da mulher

O desenvolvimento da sexualidade é uma parte fundamental da vida de qualquer pessoa e desempenha um papel significativo em seu bem-estar emocional e psicológico. Esse processo pode ser particularmente complexo para as mulheres, devido a uma série de fatores sociais, culturais, biológicos e psicológicos que influenciam a forma como elas vivenciam e compreendem sua sexualidade.

Nesse contexto, o acompanhamento psicológico desempenha um papel crucial no desenvolvimento saudável da sexualidade da mulher. Aqui estão alguns pontos que destacam a importância desse acompanhamento:

  1. Desconstrução de Estigmas e Normas Sociais: As mulheres muitas vezes enfrentam expectativas culturais e sociais restritivas em relação à sua sexualidade. Estereótipos de gênero, pressões para se conformar a normas e julgamentos podem criar sentimentos de vergonha e culpa em torno da expressão sexual. O acompanhamento psicológico oferece um espaço seguro para desconstruir esses estigmas, explorar crenças limitantes e construir uma compreensão positiva e saudável da sexualidade.
  2. Autoconhecimento e Empoderamento: A jornada de descoberta sexual envolve conhecer o próprio corpo, desejos, limites e preferências. O apoio psicológico pode ajudar as mulheres a se reconectarem com seus corpos, compreenderem suas emoções e explorarem sua sexualidade de forma empoderadora. Isso pode contribuir para uma maior autoestima e confiança.
  3. Lidar com Traumas e Experiências Passadas: Muitas mulheres carregam experiências traumáticas ou negativas relacionadas à sexualidade, como abuso sexual, relacionamentos abusivos ou experiências de vergonha e culpa. O acompanhamento psicológico oferece ferramentas para processar essas experiências, trabalhar através do trauma e construir uma base mais saudável para futuros relacionamentos e experiências sexuais.
  4. Compreender Mudanças Biológicas: A sexualidade da mulher pode passar por diversas mudanças ao longo da vida devido a fatores hormonais, como a puberdade, gravidez, parto e menopausa. O acompanhamento psicológico pode ajudar as mulheres a compreenderem e se adaptarem a essas mudanças biológicas, bem como a lidar com quaisquer desafios emocionais que possam surgir.
  5. Relacionamentos Saudáveis: O acompanhamento psicológico pode ajudar as mulheres a desenvolver habilidades de comunicação, assertividade e estabelecimento de limites, elementos essenciais para a construção de relacionamentos sexuais e afetivos saudáveis. Isso inclui a capacidade de expressar desejos e necessidades, e de reconhecer quando algo não está adequado em um relacionamento.

Em resumo, o acompanhamento psicológico desempenha um papel crucial no desenvolvimento saudável da sexualidade da mulher, proporcionando um espaço seguro para explorar, compreender e abraçar essa parte importante de sua identidade. Isso ajuda as mulheres a construírem uma relação positiva com sua sexualidade, a superarem desafios e a cultivarem um senso mais profundo de autoconhecimento e empoderamento.

Puerpério Psicológico

Se parássemos para pensar que o período da gravidez é estabelecido ao longo de nove meses, e é, em média, em torno de dois meses pós-parto o corpo geralmente já volta ao seu aspecto fisiológico normal, seria injusto que em tão pouco tempo a mulher se adaptasse a essa nova rotina emocional. É então que chamamos esse tempo maior de “Puerpério psicológico”. É uma mudança brusca de hormônios durante e depois da gravidez que exige um tempo de adaptação.

Não tem tempo cronológico definido, trata-se do tempo que a mulher necessita para que se identificar nos seus diferentes papéis na sociedade, conectada com esse seu novo “eu”. De acordo com a pratica clínica, esse tempo pode estender  de 2 a 3 anos, em média.

Esses primeiros anos de vida da criança são vividos com uma intensidade de sentimentos e desafios que podem inclusive fazer surgir situações adversas no aspecto psicológico dessa nova mãe. Diante disso faz-se necessário o suporte para que essa puérpera supere esses desafios.

Transtornos psicológicos do período pós-parto. 

Já se sabe que não é um momento fácil para a mãe. O período do puerpério traz consigo vários anseios, mudanças de humor, conflitos, inseguranças, desconfortos, cansaço, e também o medo dos transtornos psicológicos. A depressão pós-parto (DPP), a tristeza puerperal que chamamos de “Baby Blues”, Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e perturbação na amamentação, são alguns transtornos psíquicos que a mãe pode enfrentar. É importante, no entanto saber que alguns sentimentos são completamente naturais. Estar atento as diferenças auxiliará quando for necessário a busca por ajuda profissional.

O chamado Baby Blues

O blues puerperal é muito comum entre as mulheres. No pós-parto é caracterizado por uma labilidade emocional: instabilidade emocional, tristeza, euforia, irritabilidade, choro fácil, senso exagerado de empatia, sensação de estranheza, são alguns dos sintomas.

Inicia-se na primeira semana pós-parto e tem um pico entre o quarto e quinto dia, com duração de até duas semanas. A conduta se dá através da tranquilização materna e familiar. Entender que é um processo normal e relacionado aos fatores hormonais e de adaptação do momento. É então importante o apoio familiar para que esse sentimento se reestruture e não evolua.

Apesar de essa labilidade emocional ser normal, e não ser indicativo de tratamento farmacológico, o aconselhamento com profissionais capacitados apoiam mãe e a família nesse processo facilitando o entendimento e prevenindo a evolução para outros transtornos psíquicos.

Depressão pós-parto (DPP)

È a mais frequente complicação emocional materna. Trata-se de um quadro clínico, agudo, que requer acompanhamento e diagnóstico por médico psiquiatra, acompanhado com psicoterapia e em casos graves pode ser indicado a abordagem farmacológica. É mais suscetível a mulheres que já possuem um quadro de transtornos psíquicos anteriores.

O início se dá entre na terceira semana pós-parto e o terceiro mês, mas pode se manifestar ao longo do primeiro ano de vida do bebê. É caracterizado por uma tristeza constante, apatia, sensação de desprazer e possui uma interferência do vínculo entre mãe e bebê, podendo até ser risco para o desmame precoce.

Transtorno de estresse pós-traumático 

O TEPT ocorre geralmente em mães que passaram por alguma situação de tensão durante o parto e pós-parto. Violência obstétrica ou situações em que o bebê requer internação na UTI são as causas mais comuns desse transtorno. Os sentimentos são caracterizados por medo intenso, desamparo, perda de controle e horror.

É passível de que essa mulher tenha um acompanhamento multidisciplinar e familiar. O não reconhecimento desse estado pode evoluir em depressão e transtornos de ansiedade.

Perturbação na amamentação

Trata-se de um sentimento exaustivo e complexo, que ocorre enquanto a mãe amamenta, podendo ser favorável ao desmame precoce e abrupto.

É mais comum entre as mães que amamentam dois filhos de idades diferentes (amamentação em tandem), gestantes que amamentam, ou amamentações prolongadas. Os sintomas aparecem das mais variadas formas enquanto a mãe amamenta, como formigamento, coceira por todo corpo, angustia, vontade de chorar, raiva, sentimentos dos quais são difíceis de explicar.

Quando buscar ajuda no puerpério?

Ao sinal de confusão de sentimentos persistentes, desamor, e vínculo mãe e bebê prejudicado, o profissional de saúde deve ser comunicado. A percepção muitas vezes parte da rede de apoio familiar, uma vez que a mulher passa por um período em que ela mesma não sabe explicar o que sente. Neste caso aconselha-se um acompanhamento profissional.

Os benefícios do acompanhamento psicoterapêutico são:

  • Fortalecimento do vínculo mãe e bebê;
  • Diminuição das chances de desmame precoce;
  • Aumento da qualidade de vida;
  • Possibilidades de transtornos psíquicos prolongados diminuídos.

Apoio familiar é imprescindível!

Diante de tanta confusão de sentimentos, reconhecer as alterações psíquicas da mãe no puerpério é importante para a manutenção da qualidade de vida dessa mulher. A família, sendo as pessoas mais próximas, podem ser essencial na observação de quando os sentimentos confusos desse período fogem do comum. Perceber esses sentimentos e apoiar a nova mãe pode ser crucial para o diagnóstico e tratamento quando necessário.

A grávida e a puérpera, recebem bombas distintas de hormônios que precisam de tempo para se equilibrar. Por isso, é muito importante que cuidemos das mães enquanto elas cuidam dos novos babies. Assim, todos saem ganhando!

Obesidade e sobrepeso, quais seus males e quando procurar ajuda

Os dados são alarmantes e as consequências, graves. Há uma tendência mundial de crescimento do número de pessoas obesas. No Brasil, 40% da população está na faixa da obesidade ou de sobrepeso. “A diferença entre ter sobrepeso e ser obeso é relacionada justamente ao risco maior de se ter problemas graves, relacionados a essa condição. E são muitas as complicações que podem surgir. Quem é obeso tem uma probabilidade maior de desenvolver doenças cardíacas, alguns cânceres, doenças articulares, apneia do sono (obstrução das vias aéreas), diabetes e doenças inflamatórias. Pesquisas indicam que mulheres obesas têm probabilidade maior de desenvolver o câncer de mama ou quadro de incontinência urinária, principalmente no período pós-menopausa”, explica a doutora Maria Celeste Osório Wender, professora titular de ginecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Os fatores que causam a obesidade também são vários. “Temos a questão genética, é preciso conferir o histórico familiar, se existem casos de obesidade na família. É sabido que se houverem casos como esse no âmbito familiar, será mais provável desenvolver a obesidade. E temos também as questões ambientais, como hábitos alimentares ruins, sedentarismo e o metabolismo. Com relação a esse último, vale dizer que quanto mais rápido ele for, melhor, por gastar mais energia, mais calorias. Essa é outra desvantagem que a mulher carrega, porque o homem tem mais músculos, tecidos que consomem muita energia e que ajudam na questão metabólica”, diz Maria Celeste.

Abordagem clínica

Para a doutora Maria Celeste “o médico, seja ele um clínico geral, um endocrinologista ou um ginecologista, é a pessoa indicada para abordar o assunto. É preciso entender os hábitos alimentares da pessoa e reeducá-la nesse sentido. Aqui a participação de um nutrólogo também é essencial, porque cada caso tem suas particularidades. Em todos os aspectos da obesidade o princípio é o mesmo: os ganhos acontecem gradativamente, sem sobressaltos.


De nada adianta impor uma dieta extremamente rigorosa para quem tem o hábito de comer muito, ela não vai conseguir cumprir os objetivos. Bom senso e equilíbrio são as palavras de ordem. Então tudo tem que ser feito com calma, estabelecendo-se metas possíveis de serem conquistadas, progressivamente”, afirma a doutora.

Outro fator fundamental é a prática de atividades esportivas, que auxiliam no metabolismo. “O ideal é que a pessoa pratique 150 minutos semanais de atividades aeróbicas (caminhadas, corridas leves, pedalar, nadar) combinada com duas a três sessões de musculação, na mesma semana. Se a reeducação alimentar combinada com a prática esportiva não der resultados satisfatórios, podemos recorrer ao uso de medicamentos, que na sua essência são moderadores de apetite. Em último caso, temos a possibilidade da cirurgia bariátrica (redução do estômago), mas existem regras para sua realização. O que posso afirmar é que essa cirurgia evoluiu muito e hoje apresenta riscos menores”, explica Maria Celeste.

A doutora chama a atenção para outro fator importante, o corpo pode tornar-se seu próprio inimigo durante o tratamento. “O que acontece é que ao se reduzir o peso, o organismo reage para voltar ao status original. Isso ocorre por meio do aumento da grelina, hormônio que estimula o apetite. Então, além de todos os obstáculos já citados, é preciso enfrentar mais essa condição, de sentir fome e ter que se controlar, que pode sim aparecer durante a luta de ter que perder peso devido a obesidade”.

Saúde Mental

A condição da pessoa obesa traz outras complicações, podendo afetar a saúde mental do paciente. “A sociedade, de certa forma, condena o obeso. Isso pode desenvolver aspectos negativos como carregar dentro de si um sentimento de culpa, ansiedade excessiva ou ainda sofrer com um quadro depressivo, especialmente para quem é vítima do bullying. Essas condições podem pôr tudo a perder, fazer com que o paciente coma ainda mais, quando o necessário é justamente o inverso. A ajuda de médicos psiquiatras ou psicólogos pode ser relevante em alguns casos. É muito importante que a classe médica tenha consciência com relação ao tema; pessoas obesas precisam de ajuda. E, claro, o apoio de familiares e amigos nessa batalha também é requisitado. Evitar comparações e cobranças excessivas é recomendado, para que se minimize a possibilidade de frustração e o insucesso do tratamento”, finaliza a doutora.

Comunicação na busca pelo prazer

Estudos realizados no Brasil apontam que 49% das mulheres e 33% dos homens possuem algum tipo de queixa ou problema sexual. E, na grande maioria dos casos, a solução para a questão está dentro de casa e se chama comunicação. “Primeiramente é preciso esclarecer que uma boa vida sexual não está relacionada à quantidade de relações, essa necessidade varia de pessoa para pessoa, mas sim à qualidade delas.

Para que essa qualidade seja alcançada, é preciso que exista intimidade, boa comunicação sexual, respeito e comprometimento entre os parceiros. É necessário que se entenda que as respostas sexuais da mulher e do homem são diferentes. Nas mulheres, ela é mais centrada no desejo e na excitação, e nos homens na ejaculação. É preciso, especialmente para a mulher, uma atenção maior no que antecede a relação sexual, além de dedicação do parceiro sobre preliminares.

É sabido que uma mulher leva algo em torno de vinte minutos para alcançar uma excitação adequada. O homem demanda muito menos tempo. Essas diferenças podem atrapalhar e devem ser solucionadas com conversas francas, mesmo porque não existe uma fórmula mágica, somos seres individuais, com particularidades próprias”, explica a doutora Lucia Alves Lara, mestre-doutora em ginecologia e obstetrícia pela Universidade São Paulo (USP) e presidente da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).

Muitas vezes a rotina toma conta do casal, especialmente naqueles que estão juntos há muito tempo. Estudos nesse sentido apontam que 52% das mulheres com mais de 10 anos de matrimônio acabam tendo relações sexuais sem um desejo espontâneo.

“A repetição de estímulos, em tempos cada vez menores, pode levar a um caminho sexualmente equivocado. Mais uma vez o diálogo é ferramenta poderosa para reverter a situação. É essencial que o casal busque momentos íntimos, exclusivos, como tomar uma taça de vinho a sós, ir a um cinema. Procurar se afastar um pouco do círculo de amizades e até mesmo dos filhos. Olho no olho, aproveitar o momento para falar abertamente sobre a relação. O que se pode mudar para retomarmos o desejo sexual? Novas fantasias, novas carícias, estímulos? Esse deve ser sim um caminho para enfrentar as dificuldades”, fala Dra. Lucia.

Terapia Sexual

Uma relação aberta com seu ginecologista também é recomendada. Atualmente são profissionais capacitados para lidar com as queixas sexuais das mulheres. “Quando identificada a causa, ou ele mesmo resolve, ou encaminha para um sexólogo, profissional especializado em terapia sexual.

Traumas psíquicos também podem ser fatores determinantes para uma vida sexual ruim. Um sexólogo ajudaria e muito a esclarecer diversos pontos. Muitas mulheres nem sabem que esse profissional existe. O desconhecimento é tamanho que até mesmo a questão do orgasmo feminino é uma incógnita para grande parte delas.

O orgasmo caracteriza-se por contrações fortes, por cerca de 8 segundos, seguida de um relaxamento. Ou por uma contração única, prolongada. Algumas mulheres acham que têm que expelir líquidos, assim como os homens, tamanha é a falta de informação. E 90% delas necessitam de um estímulo no clitóris para alcançá-lo”, afirma Dra. Lucia.

É sabido, porém, que a questão da falta de desejo sexual também pode estar relacionada a alguma doença, como o hipotireoidismo, que causa uma baixa na libido. Ou ainda, uma queda hormonal por conta da menopausa. Avaliações clínicas por parte do ginecologista podem ajudar nessas elucidações. Nos homens, a disfunção erétil e a ejaculação precoce são comuns e precisam ser tratadas por um urologista. “O importante é ter a consciência que a busca para uma melhor vida sexual passa por uma boa comunicação. Seja com o parceiro, marido ou com um profissional da medicina especializado nessa área. A troca de informações é essencial para solucionar os problemas e, consequentemente, trazer novamente uma vida sexual de qualidade”, conclui Dra. Lucia.

Violência contra a mulher

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340 de 7 de agosto de 2006) está completando 15 anos. Criada para coibir e prevenir a violência doméstica contra a mulher, é elogiada por todos pela forma com que discrimina os tipos de violência, por apontar os caminhos de assistência à mulher vítima dessas ações e por definir as medidas protetivas de urgência entre outros aspectos.

Porém, apesar de sua imensa contribuição para a sociedade, percebe-se que a execução do seu principal teor, na prática, continua sendo o principal problema. Os números são estarrecedores e provam isso. Em 2020, foram 690 mil denúncias de violência doméstica à Central de Atendimento à Mulher 180, um dos canais criados para que mulheres possam relatar casos de agressões de todos os tipos contra elas. Pesquisa realizada pelo instituto “Inteligência em Pesquisa e Consultoria (IPEC)” aponta que nesse mesmo ano de 2020, 13 milhões de mulheres sofreram com algum tipo de violência. São 25 brasileiras por minuto sendo violentadas, seja por assédio moral (ofensas), agressões físicas ou violência sexual.

A gravidade e relevância do tema levaram a Febrasgo a criar uma Comissão Nacional Especializada (CNE) no tema e a atuar de forma intensa no combate à violência contra a mulher. Muitas pessoas podem achar que a pandemia da COVID-19 é a responsável principal por esses números assustadores. Claro que contribuiu para o aumento de casos, pela questão do confinamento, verificada em outras pandemias também, mas isso já tinha sido previsto e prevenido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Porém, o Atlas da Violência, feito em 2019 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), tomando como base a década entre 2007 e 2017, já mostrava que o Brasil é o quinto país no mundo em assassinatos de mulheres (feminicídio), com cerca de 5 mortes a cada 100 mil mulheres agredidas. E ainda há quem conteste a gravidade dos fatos, sob o discurso de que o maior volume de violência ocorre contra os homens, já que são eles as vítimas em 92% dos homicídios. Só que ninguém fala que na maioria dos casos, eles são mortos por pessoas estranhas.

Mais de 50% das mulheres são assassinadas por parceiros ou ex-parceiros. Então, não podemos culpar a violência urbana, mas olhar com muita atenção para a questão do gênero”, diz a doutora Aline Veras Morais Brilhante, ginecologista e obstetra, com mestrado e doutorado em saúde coletiva pela Universidade de Fortaleza, com pós-doutorado em sociologia pela Universidade Rey Juan Carlos em Madri (ESP) e membro da CNE desde 2019.

Dentre os principais benefícios que a Lei Maria da Penha trouxe, ela aponta o reconhecimento dos diferentes tipos de violência. “Violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A violência patrimonial, a menos conhecida, se caracteriza por criar uma dependência financeira com relação ao parceiro, que culmina num controle inaceitável e perda da autonomia, muitas vezes até no direito de ir e vir. Também é de grande valia o fato da Lei prever assistência integrada e ampliada como instrumento eficaz contra a violência. O principal problema que enfrentamos é a sua execução na prática, extremamente dificultada porque vivemos num país patriarcal, que tende a normalizar a violência contra a mulher. Um dos caminhos para solucionar esse dilema é a desconstrução dos discursos que tentam minimizar essa questão tão importante, que não se limita somente às mulheres. Idosos e crianças também sofrem com a violência doméstica. Geralmente ninguém intervém, porque é uma violência ‘naturalizada’, como se fosse ‘normal’ alguém apanhar ou ser ofendida constantemente.

A médica ainda chama a atenção para a “violência em espiral”, que ocorre em várias fases. A violência em si, a reconciliação, nova crise, novo episódio de agressão e o aumento da frequência dos episódios de agressão. A mulher fica cada vez mais fragilizada, passa a internalizar todas as questões ligadas a esse sofrimento, perde sua autoestima, passa por distúrbios emocionais sérios, como a depressão. Além, claro, do risco à própria vida e um temos recorrente associado à violência.


Ações da Febrasgo

Nesse contexto, a médica Aline destaca o papel importantíssimo do profissional da saúde. “Pode até parecer inusitado, mas é a realidade. A grande maioria das mulheres relata casos de violência para o profissional da saúde antes de recorrerem a uma autoridade policial. O serviço de saúde é procurado 35 vezes mais do que a polícia! E o que isso significa? Que devemos estar preparados para agir em favor dessa vítima. Elas esperam um suporte, que as escutemos com atenção, que uma mão seja estendida e que mostremos a ela quais os caminhos possíveis para evitar a continuidade desses atos terríveis. Dessa forma, o médico tem que ter o conhecimento dos serviços sociais disponíveis para cada região. Existe a Casa da Mulher Brasileira, por exemplo, equipamento social presente em todo o território nacional. Lá, as mulheres têm assistência jurídica, médica e psicológica. Existem também as Casas de Abrigo, vinculadas a Casa da Mulher Brasileira. Muitas mulheres se sentem tão fragilizadas, que não têm força para reagir, mas, se forem acolhidas, vão se sentir estimuladas a proteger sua própria vida”, diz Aline.

A Febrasgo, por meio de sua CNE, tem atuado na prática para coibir a violência contra a mulher. “O primeiro aspecto em que a Febrasgo atua é justamente no reconhecimento do papel do profissional da saúde nessa cadeia. Ela atua firmemente para que essas competências supracitadas sejam obrigatórias na formação de um médico, já na época de faculdade e residência. É imprescindível que o profissional da saúde seja capaz de prestar uma assistência acolhedora e humanizada. A CNE também se manifesta contrariamente sobre decisões que qualifiquem como “normal” a violência contra a mulher, ou propostas de alterações jurídicas que a Febrasgo entenda ser um retrocesso. Por exemplo, a Lei 13.931 de 2019, determina a obrigatoriedade de profissionais da saúde em notificar a polícia sobre mulheres que tenham sido vítimas de violência. Essa obrigatoriedade traz dois problemas: primeiro, faz com que a mulher não se manifeste, por medo de uma retaliação, lembrando que os principais causadores da violência contra a mulher são companheiros, ex-companheiros, familiares. Outra questão é que vai contra a ética médica, que se caracteriza pela privacidade do paciente. A Febrasgo solicitou, inclusive, audiência com o então ministro Onix Lorenzoni contestando esse aspecto da lei. Não fugimos do debate. Muito pelo contrário: posicionamo-nos firmemente cada vez que acharmos ser um caminho necessário. E lutamos também para que as medidas protetivas, de um cunho teórico e legal excepcional, sejam realmente efetivas, o que ainda não acontece na realidade do dia a dia”, finaliza a doutora Aline.


Serviços de amparo e denúncia

Para qualquer tipo de violência, seja com você ou com qualquer outra mulher. Não aceite! Denuncie!

A REPERCUSSÃO NEURO-PSICOLÓGICA DA COVID-19

Completamos um ano de pandemia e continuamos aprendendo a cada dia. Além de todas as possíveis alterações físicas que o vírus pode causar (comprometimento pulmonar, perda de olfato e paladar, dores e atrofia muscular) e que podem permanecer por longos períodos, uma das consequências causadas pela COVID-19 são as alterações neuropsicológicas.

Um estudo publicado recentemente na revista Lancet (abril de 2021) procurou fornecer estimativas de taxas de incidência e riscos relativos de diagnósticos neurológicos e psiquiátricos em pacientes, nos seis meses após um diagnóstico de COVID-19. Foi comparado um grupo de pacientes com diagnóstico do coronavírus, com um grupo com diagnóstico de gripe e outro com diagnóstico de qualquer infecção respiratória. Entre 236 379 pacientes com diagnóstico de COVID-19, a incidência estimada de um diagnóstico neurológico ou psiquiátrico nos seis meses seguintes foi de 34%. Para pacientes que foram admitidos em uma UTI (doença mais grave), a incidência estimada de um diagnóstico foi de 47%. Condições neurológicas como derrame e demência foram raras, mas também aumentadas no grupo do COVID. E, quadros de ansiedade e transtornos de humor foram mais diagnosticados no grupo do COVID (17% dos pacientes com distúrbios de ansiedade e 14% com distúrbios de humor, incluindo depressão, nas infecções mais leves do vírus).

Esse estudo reforça a importância das medidas de prevenção da infecção (álcool gel, máscara, distanciamento social e principalmente as vacinas). A incidência de alterações emocionais que já está aumentada neste momento de incerteza (profissional, familiar, financeiro, futuro), pode ser exacerbada com a infecção pelo coronavírus.

A ajuda precoce de um especialista em saúde mental nos casos desses diagnósticos é fundamental para evitar agravamento do quadro. O importante é buscar ajuda, assim que se percebe a necessidade; o tratamento pode ser mais curto e menos estressante.

Os benefícios da psicoterapia têm sido significativos no enfrentamento do momento atual. Vão desde a conquista da autonomia para controlar as mais diversas situações, o autoconhecimento, a autogestão emocional e a uma melhor qualidade de vida dos pacientes.

Cuidem-se!

Dra. Patrícia Pereira Faure

Psicóloga / Psico-Oncologista

Depressão em meninas seria fator de risco para contrair HIV

Uma nova pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, indica que aspectos sociais vinculados à depressão estão por trás de um aumento no risco de infecção pelo HIV, o vírus da aids, em meninas adolescentes.

Para chegar nessa conclusão, os cientistas esmiuçaram dados coletados entre 2011 e 2017 por outro estudo, esse de universidades americanas e sul-africanas. O levantamento original se focava em fatores que interfeririam na frequência escolar na província de Mpumalanga, localizada na região rural da África do Sul.

Acontece que, do total de voluntários, 2 533 mulheres de 13 a 21 anos haviam passado anualmente por avaliações para diagnosticar depressão e por testes de HIV. Com base nessas informações, o novo trabalho constatou que pouco mais de 18% das voluntárias estavam deprimidas desde o começo. Entre elas, aproximadamente 11% se tornaram soropositivas com o tempo. Já no grupo sem a doença psiquiátrica, somente 6,5% foram infectadas (quase duas vezes menos, portanto).

Para entender o que estaria por trás dos números, os estudiosos deram uma olhada no contexto social no qual essa garotada estava inserida. Eles notaram que as jovens com depressão eram mais suscetíveis a sofrer agressão como decorrência de o parceiro não aceitar usar camisinha. Em outras palavras, o sexo desprotegido seria a causa da enfermidade mental e do contágio pelo HIV.

Além disso, o grupo das meninas deprimidas tinha uma maior probabilidade de não possuir um relacionamento próximo com os pais. E, sem um diálogo aberto em casa, fica mais complicado ter acesso ao conhecimento sobre a prevenção do vírus da aids.

Há ainda a hipótese mais genérica de que, como a depressão em si reduz a vontade de cuidar da própria saúde, a paciente se esforçaria menos para evitar a infecção (seja no ato sexual ou através do contato com sangue contaminado).

“Agora conseguimos revelar que, pelo menos nessa população, […] a depressão leva ao HIV”, resume Jennifer Ahern, em comunicado à imprensa.

O HIV também causa depressão?

Apesar de o estudo com as meninas da África do Sul sugerir que a depressão (e o entorno dela) favorecem a infecção por HIV, não há outros levantamentos que apontem a mesma coisa em diferentes países. Mas há, na via oposta, evidências de que pessoas soropositivas correm maior risco de desenvolverem transtornos mentais.

Um estudo de 2018 realizado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids (Unaids), por exemplo, aponta que 15% dos adultos e 25% dos adolescentes infectados nos 38 países analisados relataram sofrer com a tristeza profunda ou com uma sobrecarga mental enorme.

Isso seria provocado tanto pelo HIV, que pode afetar o funcionamento do cérebro, como pelas questões psicossociais que envolvem o diagnóstico. Ora, não é fácil conviver com preconceito, medo da morte ou mesmo com a necessidade constante de tomar medicamentos.

 

Fonte: Saúde Abril

 

A importância da Psico-oncologia

Em primeiro lugar, é importante definirmos a Psico-Oncologia como uma área de interseção entre a Psicologia e a Oncologia, que busca compreender e estudar as variáveis do comportamento relacionadas ao processo de adoecimento e cura, e as intervenções ao longo de todo este mesmo processo. Está área de atuação profissional surgiu na década de 1970, com a psiquiatra Jimmie Holland, no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center em Nova Iorque. Ela criou um serviço de atendimento, pesquisa e treinamento para investigar os aspectos emocionais envolvidos no processo de doença e tratamento do câncer e avaliar a interferência na vida dos pacientes. Visando sempre a melhor forma de intervenção para reduzir o sofrimento do paciente durante o tratamento oncológico e aumentar sua qualidade de vida também.

O papel de um psicólogo em um ambulatório de Oncologia é oferecer suporte emocional para que o paciente possa expressar seus sentimentos, compreender as dificuldades do momento vivido, perceber as situações que lhe mobilizam emocionalmente e instrumentalizá-lo para lidar da melhor maneira possível com as alterações e limitações impostas pela doença e pelo tratamento. O acompanhamento psicológico é indicado, geralmente, quando notamos certa dificuldade de adaptação e adesão aos tratamentos propostos e quando ocorrem sintomas depressivos e/ou ansiosos.

Outro ponto importante a ser ressaltado é a família do paciente oncológico. Por ser tratar de uma doença complexa, o familiar normalmente está bastante envolvido no processo de tratamento, tanto do ponto de vista operacional quanto do ponto de vista emocional; e cabe à equipe de saúde a ter um olhar cuidadoso a essa família ao longo do período de tratamento do paciente. O psico-oncologista pode abordar o paciente e sua família, tanto individualmente como em grupo, dependendo de alguns aspectos clínicos e institucionais.

Um questionamento muito comum que surge a respeito da prática do psicólogo em Oncologia, é se ter tristeza e angústia é normal durante o tratamento. Posso afirmar que sim, é normal, mas dependendo da intensidade e da duração destes sentimentos. Se esses ficarem muito intensos, ao ponto de interferirem no funcionamento do paciente e na adesão ao tratamento, é importantíssimo buscar ajuda especializada.

Para finalizar, é também função do psico-oncologista dar apoio emocional e suporte aos profissionais de saúde que lidam diariamente e intensamente com os pacientes oncológicos. Algumas ações institucionais, como grupos de apoio, oficinas e aulas, são exemplos de ações de cuidado com o profissional.

A experiência do câncer é geralmente desafiadora, independente do local, da extensão, do prognóstico e dos resultados do tratamento. Todas essas transformações na rotina do paciente podem contribuir para o desequilíbrio psicológico dele e desencadear diversas reações emocionais. Por essas razões, o tratamento psicológico presta inestimável ajuda no enfrentamento do tratamento oncológico.”

Por: Laura Campos – Psicóloga-oncológica do Americas Centro de Oncologia Integrado

Decifrando os sonhos

O psicanalista Carl Jung, afirma que o inconsciente nos passa mensagens através de imagens.

Aqueles sonhos repetitivos na verdade são pura insistência do inconsciente de tentar nos fazer compreender o que é tudo aquilo que está sendo mostrado e dito para podermos aplicar na vida real.

Para começar a entender a mensagem que os seus sonhos querem te passar é preciso identificar o tipo de sonho. Jung define os seguintes tipos:

Sonhos Traumáticos

São aqueles que remetem a um trauma passado ou recente, mas que talvez ainda não tenha sido superado. A suas atitudes diante dos sonhos traumáticos te dirão se você venceu este sofrimento ou não. Se você se esconde dos desafios que aparecem, significa que ainda é preciso trabalhar em cima deste trauma. Mas se os enfrenta, é muito provável que você esteja no caminho de superar, se não, já ter superado este trauma.

Sonhos Proféticos

Estes são mais raros, pois aparecem como uma premonição do futuro. Nada muito grandioso, apenas pequenos acontecimentos, como prever que algum objeto vai quebrar ou que você passará por uma rua em específico.

Sonhos Prospectivos

Dormir pensando em um monte de pergunta sem resposta, e no dia seguinte, você de repente acorda com uma solução para tudo. Às vezes descansar é o segredo!

Sonhos Extra-sensoriais

Este sonho também é tão raro quanto o profético, mas neste caso, envolve a morte de alguém que acaba se tornando realidade.

Sonhos Compensatórios

Estes são os mais comuns! Eles geralmente te mostram o que você precisa trabalhar em sua vida: medos, relações, objetivos, frustrações, defeitos, hábitos, etc. Ou por exemplo, se você se encontra em um momento muito triste da sua vida, você sonha que está extremamente feliz.

Agora que você tem plena consciência dos tipos de sonhos que seu inconsciente traz, é hora de seguirmos para próxima etapa, complementando ainda mais os significados.

As pessoas que aparecem no sonho podem trazer inúmeros significados e respostas para nós. Elas podem ser fragmentos da nossa psique, mostrando um aspecto de nós mesmos ou podem refletir os nossos relacionamentos. Como diferenciar?

Se estas pessoas são próximas à você e aparecem nitidamente, seu sonho é objetivo, ou seja, reflete a sua relacionamento com elas. Mas se elas são desconhecidas, ou até são conhecidas, mas aparecem um pouco diferente do que são na vida real, seu sonho é subjetivo, ou seja, representa fragmentos da sua psique.

Não existe uma totalidade no quesito subjetivo e objetivo. Na maioria dos sonhos você vai encontrar demonstração de ambos.

A próxima etapa é identificar de qual gênero estas pessoas são.

A psique de todos os seres humanos é constituída pela junção do feminino e masculino.

Nas mulheres, a parte masculina é chamada de animus e nos homens, a parte feminina é chamada de anima.

O animus representa o lado mais racional e cético das pessoas, enquanto a anima representa o lado mais intuitivo e emocional.

Se você é uma mulher e sonha com um homem, pode significar que você precise trabalhar alguma questão ou relação da sua vida de forma mais racional.. 

Se você é homem e sonha com uma mulher, pode significar o inverso, que você precise desapegar do lado racional e acreditar mais em sua intuição.

Se sonhamos com o mesmo sexo, significa que estamos vendo nossa própria sombra. A sombra remete aquelas características mais cabeludas, sabe? Segundo Jung, é o lado obscuro da nossa psique, o lado escondido, o que reprimimos e negamos aceitar. Como os defeitos, por exemplo.

Ainda assim, mesmo com todas essas explicações, cada sonho vai apresentar um significado único para cada pessoa. Portanto, o penúltimo passo é se perguntar quais experiências você viveu no sonhos. Por exemplo:

“Sonhei que estava caminhando uma praia vazia junto com o meu gato me senti muito liberta.”

E a última etapa é correlacionar os aspectos dos seus sonhos com o seu contexto de vida. Seguindo o mesmo exemplo:

“Sonhei (sou uma mulher) que estava caminhando uma praia vazia junto com o meu gato me senti muito liberta. Mas de repente apareceu meu chefe (homem) e ele disse pra eu voltar para o escritório.”

Interpretação 1)

Chefe

Não lembro claramente do rosto do meu chefe, mas sei que ele era homem. Então é muito provável que ele represente o meu lado masculino, o meu animus, aquele que me cobra uma postura racional diante de tudo. No fim, este sonho representa uma cobrança interna minha de ficar o tempo todo trabalhando para distrair a cabeça de questões mais profundas.

Gato

Já meu gato do sonho era igualzinho o meu gato da vida real. Talvez ele tenha aparecido porque quando estou com ele me sinto mais livre, sabe? Desencano um pouco dos meus problemas.

A praia

Praias desertas remetem uma paz interna. É como se todas as minhas angústias pessoais estivessem resolvidas e o silêncio finalmente pudesse ser contemplado, e eu pudesse viver o presente. Quando eu era criança me sentia exatamente, mas hoje em dia já mais difícil diante de tudo que estou passando.

Interpretação 2)

Chefe

Era meu chefe escrito no sonho! Acho que é porque eu preciso me posicionar melhor em relação à ele. Ele me pede muita coisa em momentos inapropriados e eu nunca sei dizer não. Acabo trabalhando praticamente 24h por dia. É melhor eu trabalhar minha coragem e atitude de confrontá-lo quando preciso.

Gato

Já gato do sonho era um pouco diferente, mas ainda assim sentia que era meu. Ao contrário do cachorro, o gato costuma significar liberdade, fuga, desapego. Vou me desapegar desse vício de trabalho que me acorrenta 7 dias por semana e usar minha energia para melhorar outras questões minhas que me trarão liberdade.

A praia

Praias desertas remetem uma paz interna. É como se todas as minhas angústias pessoais estivessem resolvidas e o silêncio finalmente pudesse ser contemplado e eu pudesse viver o presente. De fato, não consigo viver o presente diante de tanto trabalho e questões internas que evito.

Este é apenas um exemplo, baseado na mente da pessoa que está escrevendo. Outras pessoas podem ter o mesmo sonho e encontrar significados completamente diferentes.

Para analisar sonhos é preciso analisar a própria vida: passado, presente e até mesmo o futuro. É importante conhecer a si mesmo, e abrir a mente para as mensagens que o inconsciente quer ter passar, mas que você se recusa a aceitá-las.