Como conversar sobre primeira menstruação com as meninas

A puberdade é um período de intensas mudanças, e, para as meninas, uma das grandes expectativas é a menarca, nome técnico para a primeira menstruação.

Viver essa expectativa pode gerar um misto de emoções – positivas e negativas – tanto na menina quanto no meio familiar. Criar um ambiente de diálogo é ferramenta-chave para facilitar este processo e incentivar a construção de uma boa relação da menina com o ciclo menstrual.

Mas como fornecer boas informações?

Como e em quais momentos falar sobre isso?

O que é a menstruação

A menstruação é um sangramento que acontece, em geral, mensalmente. Ela é um período com duração de 3 a 6 dias, que faz parte do ciclo menstrual.

menstruação marca o início do ciclo menstrual, quando ocorre uma queda hormonal e o endométrio, que é o tecido que reveste o útero por dentro, descama, saindo na forma de sangue pela vagina.

Durante a puberdade, o cérebro e os ovários das meninas começam a produzir hormônios. Esses hormônios estimulam as mudanças corporais, o amadurecimento dos óvulos e a multiplicação do endométrio, até acarretarem nos primeiros ciclos menstruais.

Um ciclo menstrual é todo o período entre uma menstruação e outra, durando cerca de 23 a 35 dias. Em algum momento do ciclo menstrual, ocorre a ovulação (liberação do óvulo) e, entre 10 e 16 dias depois, inicia a menstruação, começando um novo ciclo.

Durante a adolescência, nem sempre os primeiros ciclos são regulares e ovulatórios, mas ocorrem sangramentos de qualquer forma. Esse primeiro sangramento chama-se menarca, e geralmente acontece entre os 10 e 14 anos de idade.

Anos antes, alguns sinais começam a aparecer, como o aumento da secreção vaginal (completamente normal e saudável), o início do crescimento dos seios e o aparecimento de pelos nas axilas e na região do púbis.

Quando falar sobre?

Ainda que a menarca ocorra entre 10 e 14 anos, o ideal é conversar sobre antes dela acontecer. 

Dessa forma, a menina pode se preparar aos poucos, entender que é um processo fisiológico natural e saber o que fazer quando menstruar pela primeira vez.

Facilmente encontramos mulheres adultas que até hoje guardam traumas em relação às suas menarcas justamente porque não sabiam o que estava acontecendo e a quem pedir ajuda. Por isso é tão importante que possamos quebrar esse ciclo de tabus.

Logo, quanto antes se falar sobre menstruação, melhor. É importante que o assunto seja natural, e que se reforce a menstruação como um evento positivo, de que o corpo está funcionando de forma saudável. Portanto, não reforçar “apelidos” com sentido negativo, como “monstra”, nem falar que rolar de dor durante a menstruação é normal – porque não é e não deveria ser.

“Mas acho muito nova…”

É preciso considerar que as meninas que têm contato com mulheres adultas que menstruam e/ou que vivem em regiões urbanas e frequentam regularmente a escola geralmente sabem o que é a menstruação desde pequenas. Ou, ao menos, já têm alguma noção.

É comum ouvirmos histórias de crianças com 3, 4 ou 5 anos de idade que viram a mãe, a irmã, a tia ou a prima menstruadas e perguntaram se elas estavam machucadas, já que sangrar, para uma criança, geralmente está relacionado a um ferimento e a dor.

Neste momento, não é preciso dar uma explicação científica sobre funcionamento hormonal e descamação do endométrio, pois  uma criança muito nova sequer tem cognição para entender isso.

Dê informações simples, proporcionais e objetivas às curiosidades da criança: diga que não dói, que acontece com as mulheres mais velhas e que significa que o corpo delas está saudável e funcionando bem. Simples assim.

Se a criança já tiver alguma noção sobre gravidez – e que mulheres fazem bebês dentro de suas barrigas -, dá para explicar que a menstruação é um aviso de que ela está sem bebê naquele mês, por exemplo.

O processo vai ser contínuo. Não é preciso ter um roteiro e dar todo que é tipo de informação em uma só conversa. Ofereça o que pode ser útil à menina, se mostre aberta. Leia sobre a menstruação, tire dúvidas sobre o processo e mostre segurança e confiança para conversar, respeitando o espaço e a intimidade que você tem com ela. Compartilhe sua experiência também!

Menstruou! E agora?

Crianças, quando menstruam, continuam crianças. Não viram “moças” ou “mulheres” imediatamente.

O processo de mudança de mentalidade característico da puberdade e do adolescer – passar de criança para adulta – vai acontecer no seu tempo. Não acontece de um dia pro outro, com uma mudança total, e nem acontece em decorrência da menstruação.

Em alguns momentos, a menina pode apresentar um comportamento considerado mais “infantil” e, em outros, mais “adolescente”. Isso é normal!

Essas mudanças não estão diretamente relacionadas a menarca, então não se pode pressionar a menina a agir de forma diferente ou abrir mão de comportamentos considerados infantis (como brincar, por exemplo) apenas porque menstruou.

Alguns pontos práticos e muito importantes de se ter em mente caso esteja lidando com uma menina que menstruou pela primeira vez:

1) Respeite a privacidade dela. Se a menina pedir para não contar a mais ninguém por enquanto, seja família, amigos ou vizinhos, respeite. Quando reconhecemos a menstruação como algo natural e corriqueiro, pode ser uma novidade pequena para nós, mas para ela é uma informação nova a se lidar e que requer novos hábitos a se adotar, por mais preparada que esteja. Busque ter empatia com ela neste momento.

2) Parabenize-a, diga que está feliz por ela estar saudável e crescendo. Ofereça ajuda e dê dicas práticas: se ela for usar os protetores descartáveis primeiro (absorventes), oriente sobre os tamanhos, a retirar de tantas em tantas horas, enrolar e colocar no lixo (jamais no vaso sanitário), a reforçar a lavagem das calcinhas e manter a rotina de higiene normal, etc…

3) Não precisa necessariamente levá-la ao ginecologista apenas porque menstruou pela primeira vez. A não ser que, claro, a menina expresse este desejo ou tenha queixas (dores fortes, fluxo muito intenso, ardência ou coceira, etc). Menstruar é tão fisiológico quanto respirar e fazer a digestão. Da mesma forma que pouquíssimas pessoas considerariam levar os filhos meninos a um urologista durante a puberdade sem queixas ou problemas, apenas por estarem crescendo, não há porque forçar uma consulta a um(a) médico(a) especialista em sistema sexual e reprodutor feminino se não há razões para isto.

Em resumo…

É preciso criar uma rede de conversa que forneça confiança e segurança para a criança-adolescente desde cedo. Podemos dizer que este é o grande segredo.

Este cuidado precisa estar em todo lugar: na família, na escola, na saúde pública. Todas(os) temos o direito de crescer de forma saudável, com conhecimento básico sobre nosso próprio corpo e com respeito a ele. E é nisso que esperamos colaborar! 🙂

E a sua experiência, como foi? Teve espaços de conversa antes da sua primeira menstruação?

Incontinência urinária atinge 72% das mulheres no mundo

A doença se caracteriza pela perda involuntária de urina e conta com três tipos: a de esforço, quando há perda de urina em atividades que contraem a região do abdômen (tossir, espirrar, rir e fazer atividade física de alto impacto); a de urgência, quando há súbita vontade de urinar e a pessoa não consegue chegar a tempo no banheiro e a mista (caso de idosos e diabéticos, ou pessoas com lesões na coluna/medulares), que associa os dois tipos anteriores. Entre as causas mais comuns para não conseguir “segurar” o xixi estão a alteração da parte hormonal e a perda de massa muscular com a chegada da menopausa, gestação e o parto, tabagismo, lesões, e até mesmo a anatomia do órgão genital feminino aumenta as chances de desenvolver o problema duas vezes mais do que nos homens. “É uma doença totalmente tratável, mas poucas mulheres procuram por tratamento, na maioria das vezes por vergonha ou por achar que faz parte do envelhecimento, mas existem muitos casos em jovens, principalmente mulheres atletas.

As mulheres também são muito suscetíveis a problemas de saúde urológicos, seja por conta da gestação e do parto, chegada da menopausa ou até mesmo por conta da anatomia do órgão genital feminino. O que pouca gente sabe é que alguns problemas no trato podem ser tratados por um urologista. Parte da população acredita que essa especialidade médica trata apenas de problemas relacionados à saúde masculina.

Segundo o coordenador do Centro Especializado em Urologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Carlo Passerotti, dois problemas de saúde, com causas distintas, atingem muito as mulheres: infecção urinária e incontinência urinária.

“São duas doenças do trato urinário fáceis de se tratar se forem bem acompanhadas por especialista. Em alguns casos, as pacientes só chegam ao consultório do urologista quando o caso já é mais grave. O urologista é o especialista indicado para encontrar a causa dos problemas e tratar do começo ao fim”, explica. “A falta de conhecimento e as vezes até vergonha, acabam tardando o diagnóstico correto e o tratamento adequado”, complementa.

Incontinência Urinária

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, a incontinência urinária atinge 72% das mulheres no mundo. Cerca de 20% dos casos de incontinência são em mulheres adultas, e em idosas pode chegar a 50%.

A doença se caracteriza pela perda involuntária de urina e conta com três tipos: a de esforço, quando há perda de urina em atividades que contraem a região do abdômen (tossir, espirrar, rir e fazer atividade física de alto impacto); a de urgência, quando há súbita vontade de urinar e a pessoa não consegue chegar a tempo no banheiro e a mista (caso de idosos e diabéticos, ou pessoas com lesões na coluna/medulares), que associa os dois tipos anteriores. “O problema não está só na bexiga, mas também na musculatura pélvica, que sustenta os órgãos da região”, diz o urologista.

Entre as causas mais comuns para não conseguir “segurar” o xixi estão a alteração da parte hormonal e a perda de massa muscular com a chegada da menopausa, gestação e o parto, tabagismo, lesões, e até mesmo a anatomia do órgão genital feminino aumenta as chances de desenvolver o problema duas vezes mais do que nos homens.

“É uma doença totalmente tratável, mas poucas mulheres procuram por tratamento, na maioria das vezes por vergonha ou por achar que faz parte do envelhecimento, mas existem muitos casos em jovens, principalmente mulheres atletas. Muitas pacientes não percebem que tem essa perda involuntária da urina”, comenta Dr. Passerotti.

O problema, principalmente na forma mais grave, pode causar impacto na qualidade de vida da mulher, comprometendo aspectos sociais, físicos e sexuais da paciente. O tratamento com fisioterapia e exercícios para fortalecer a região pélvica, como o Pilates, resolve boa parte dos casos, sendo necessário em alguns, o uso de medicamentos, como antidepressivos em doses baixas, que costumam ter o efeito de “travar” o xixi. Nos casos mais graves o tratamento também pode ser cirúrgico, com uma pequena cirurgia via vaginal, ou até inserção de neuromodulador (como marca-passo) na coluna ou também a aplicação de Botox na bexiga.

Infecção urinária

Cerca de 80% dos casos de cistite, popularmente chamada de infecção urinária, são causados pela bactéria Escherichia coli (E. Coli) e é uma doença que acomete mais as mulheres. Estima-se que metade da população feminina no mundo terá pelo menos um episódio na vida, com chances do quadro se repetir futuramente.

A Sociedade Brasileira de Urologista estima que 50% das mulheres apresentam recorrência. “A necessidade de se procurar um urologista está em investigar a causa do problema, já que mulheres que já tiveram a infecção, tendem a ter mais chances do problema voltar. Em boa parte dos casos, chegam a ter até três episódios de cistite em um ano por não tratar a causa da doença”, esclarece o urologista.

As mulheres são mais atingidas por causa da anatomia do órgão feminino. A maioria dos casos é causada por bactérias que já estão no organismo, e descem para a uretra, mais curta do que a dos homens, por onde sai a urina e que é muito próxima da vagina e do ânus. Entre os sintomas estão ardência ao urinar, urgência para fazer e segurar o xixi, e ter vontade de correr para o banheiro mesmo com a bexiga vazia. A maioria das mulheres tem o primeiro diagnóstico dessa infecção na juventude, quando são sexualmente ativas. Pessoas com diabetes, retenção de urina ou incontinência urinária e bexiga “caída” têm mais chances de desenvolver a doença.

Nos casos mais graves, a infecção pode atingir os rins, denominada pielonefrite, e causar febre e dores nas costas, e até mesmo levar a infecção generalizada. A escolha do melhor tratamento leva em consideração os sintomas apresentados pela paciente, bem como a sensibilidade das bactérias aos antibióticos.

15 exemplos de sucesso de mulheres no poder

Apesar dos avanços na igualdade de gênero ainda caminharem a passos lentos no Brasil e no mundo, são cada vez mais comuns os exemplos de liderança feminina de sucesso. As mulheres no poder ganham força e mostram que as empresas podem alçar voos mais altos com a diversidade e a presença feminina.

Segundo o estudo “Delivering through diversity”, da McKinsey, as companhias com mulheres no poder conseguem ter lucros maiores. Os rendimentos são, em geral, 21% acima da média, de acordo com os dados coletados em 12 países com mais de mil empresas.

Líderes brasileiras

Elaboramos uma lista com oito mulheres no poder no comércio, na saúde, em serviços e na tecnologia:

1. Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza)

Com o espírito vendedor e empreendedor, tornou o Magazine Luiza, fundado pelos seus tios, uma das maiores lojas varejistas do Brasil. Passou por diversos departamentos da empresa e assumiu o comando em 1991. Expandiu a rede de Franca, no interior de São Paulo, para todo o país e a transformou em um e-commerce de sucesso.

2. Sônia Heiss (Dudalina)

Uma das herdeiras da camisaria, que foi aberta em Balneário Camboriú em 1957, assumiu a presidência da loja em 2003 após suceder um dos seus irmãos. Em somente dois anos, elevou o faturamento em 50%. Também foi responsável por transformá-la na maior exportadora de camisas do Brasil.

3. Janete Vaz e Sandra Costa (Laboratório Sabin)

Sócias há mais de 30 anos depois de se conhecerem em um pequeno laboratório em Brasília, as duas fundaram o Laboratório Sabin. Hoje, com mais de 200 unidades, o Sabin é um dos dez maiores laboratórios do país.

4. Luzia Costa (Sóbrancelhas)

Aprendeu a fazer design de sobrancelhas na adolescência na zona rural de Minas Gerais. Casou, enfrentou problemas financeiros e, então, montou um pequeno negócio de depilação, massagem e desenho de sobrancelhas em Ubatuba. Fez sucesso na região, depois abriu seu primeiro salão em 2013 e, hoje, é uma franquia com mais de 200 lojas no Brasil e expansão na Argentina e Bolívia.

5. Cristina Junqueira (Nubank)

É cofundadora do Nubank ao lado do colombiano David Vélez e do americano Edward Wible. A fintech, fundada em 2013, mudou a relação dos consumidores com bancos e cartões e se tornou pioneira ao fornecer um cartão de crédito gratuito e digital. Agora, a startup também oferece o serviço de conta corrente digital.

6. Cristina Palmaka (SAP Brasil)

Atua no setor de TI há mais de 30 anos e é CEO da SAP Brasil desde 2013. No ano passado, foi eleita pela Forbes entre os 25 melhores CEOs do Brasil e recebeu o prêmio Gestor do Ano do Six Sigma Brasil. A SAP também ganhou o certificado Economic Dividends for Gender Equality pelo compromisso com a igualdade de gênero no trabalho.

7. Fiamma Zarife (Twitter)

Ganhou visibilidade com projetos de inovação e chegou ao Twitter em 2015 como diretora de desenvolvimento de agência. Em 2017, foi nomeada como diretora-geral da empresa no Brasil e iniciou estratégias para fortalecer a marca e melhorar os resultados financeiros.

8. Paula Paschoal (PayPal Brasil)

Chegou ao PayPal em 2010 e passou pela direção de desenvolvimento de negócios e de vendas. Assumiu a diretoria-geral no Brasil em julho do ano passado e se tornou responsável pela expansão dos negócios locais. A empresa destaca a sua política para mulheres, com 50% dos cargos de liderança ocupados por executivas.

Líderes estrangeiras

Vale registrar as 24 CEOs mulheres presentes na Fortune 500, lista com as 500 maiores empresas dos Estados Unidos. E também citar a relação das 100 mulheres mais poderosas do mundo em 2017, segundo a Forbes.

Aqui, fizemos uma seleção de sete representantes da liderança feminina, que estão mencionadas nas listas acima:

1. Ginni Rometty (IBM)

Ocupou os cargos de vice-presidente sênior e executivo de grupo para vendas, marketing e estratégia em 2009. É considerada a líder que levou a empresa para a computação cognitiva, análise de dados, produtos na nuvem e inteligência artificial. Tornou-se a primeira mulher a ser CEO e presidente da IBM em 2012.

2. Indra Nooyi (Pepsico)

Após ingressar na empresa em 1994 e se tornar diretora financeira em 2001, foi nomeada CEO e presidente em 2006. Liderou a reestruturação da Pepsico, com foco na alimentação mais saudável e adquirindo marcas como a Quaker, dona do Gatorade – referência em isotônicos.

3. Safra Catz (Oracle)

Ocupa o cargo de co-CEO da Oracle ao lado de Mark Hurd desde setembro de 2014. É considerada a responsável pela estratégia agressiva da Oracle, com mais de 100 aquisições desde 2005. É uma das executivas com melhor remuneração no mundo. Também faz parte do conselho de administração do Walt Disney Company.

4. Susan Wojcicki (YouTube)

Foi a primeira gerente de marketing do Google em 1999. Tornou-se vice-presidente sênior de Publicidade e Comércio e liderou o desenvolvimento de produtos publicitários e analíticos como Adwords, AdSense e Analytics. Defendeu a compra do YouTube em 2006 e em 2014 virou CEO da empresa.

5. Angela Ahrendts (Apple)

Depois de liderar uma reformulação como CEO da marca de moda de luxo Burberry, chegou à Apple como vice-presidente sênior de lojas de varejo e online. Comanda o desenvolvimento do projeto e expansão das novas Apple Stores.

6. Phebe Novakovic (General Dynamics)

Após trabalhar no Departamento de Defesa dos Estados Unidos, ingressou na General Dynamics em 2001. Tornou-se CEO e presidente da empresa de defesa e desenvolvimento aeroespacial em 2013. Recuperou os estoques da companhia e retomou os lucros.

7. Lisa Davis (Siemens)

Após ser vice-presidente executiva, de estratégia e energia alternativa da Shell, assumiu o cargo de CEO e presidente da Siemens Corporation em 2017. É membro do conselho de administração da Siemens AG e supervisiona as operações globais de energia da empresa. Participou da fusão com a espanhola Gamesa, criando uma das maiores fabricantes mundiais de turbinas eólicas.

Por que temos tão poucas mulheres no poder?

Apesar dos exemplos de sucesso, a porcentagem de liderança feminina ainda é muito menor em comparação aos homens. De acordo com a pesquisa da McKinsey, a Austrália é o país com a maior parcela de mulheres em cargos de liderança, com 21%.

Para questionar o motivo de termos poucas líderes, a COO do Facebook, Sheryl Sandberg, debateu o tema nesta palestra do TED e deu conselhos para as mulheres alcançarem os cargos mais altos.

Igualdade de gênero no trabalho

Com o Runrun.it, você tem a melhor ferramenta para fazer uma gestão de pessoas justa, tornando as relações de trabalho mais transparentes. O software te ajuda a gerenciar sua empresa com mentalidade moderna e com oportunidades iguais para o crescimento dos colaboradores.

DIÁSTASE ABDOMINAL: O QUE É E COMO MELHORAR SEM PRECISAR DE CIRURGIA?

Neste texto vou escrever sobre um tema relevante para as mulheres, principalmente aquelas que já viram a sua barriga quadruplicar de tamanho no final da gestação, a DIÁSTASE ABDOMINAL. A diástase do músculo reto abdominal (DMRA) consiste no afastamento da musculatura abdominal que ocorre durante a gestação e persiste no período puerperal. Trata-se de uma condição que pode gerar desconforto e dores lombares. (De SOUSA, et al., 2017).

Muitas de vocês já perceberam que após uma gestação nosso abdome parece que não é mais o mesmo, e isso é uma grande verdade. Se você iniciou a gestação com peso adequado e assim também a concluiu com ganho adequado (+8-12Kg), após o nascimento a barriga estará mais inchada por alguns dias, mas logo volta a ser muito próximo do que era antes, geralmente em menos de quatro semanas, principalmente se você conseguir amamentar. Normalmente é percebida no terceiro trimestre de gestação ou no puerpério imediato. Depois desse período que chamamos de puerpério tardio (após 15 dias do parto), você pode começar a perceber que a musculatura do reto abdominal estará mais “afastadinha”. Se esse afastamento for maior do que 2 cm, damos o nome de diástase da musculatura reto abdominal (DMRA) e provavelmente você precisará de técnicas de treinamento físico e reabilitação para voltar a ser como antes.

Mas, claro, depois de um barrigão, nunca mais essa musculatura estará na proximidade que era antes de engravidar.Para as mamães mais cheinhas, que começaram a gestação com sobrepeso ou obesidade, e também para aquelas que ganharam peso excessivo durante a gravidez, a diástase abdominal pode ser muito maior. Aliás, ela já poderia existir mesmo antes da gestação, pois o abdome era distendido pela quantidade de tecido adiposo presente. As mulheres nessa condição podem precisar de procedimentos cirúrgicos com mais frequência e poderão apresentar episódios de dores lombares recorrentes.

FATORES DE RISCO PARA DMRA

  • Obesidade
  • Multiparidade
  • Gestações Múltiplas
  • Macrossomia fetal
  • Flacidez prévia da musculatura abdominal
  • Polidrâmnio

Para o diagnóstico da diástase abdominal deve-se posicionar a paciente em decúbito dorsal, com os membros inferiores fletidos e a sola dos pés ao solo, com os membros superiores estendidos e próximos ao tronco (posição para realização do exercício de abdominal simples). Solicita-se a mulher que realize a flexão anterior do tronco até que as escápulas percam o contato com o solo. Nessa posição deve-se manter a isometria enquanto o avaliador posiciona uma das mãos na linha médica (sobre a cicatriz umbilical), horizontalmente, realizando leve pressão. Caso haja afastamento da musculatura é possível perceber e aferir a distância provável. Como anteriormente descrito, o afastamento maior do que 2 cm ou, mais ou menos 2 dedos, são relevantes e merecem avaliação mais profunda. Sugerimos na DoctorFit, quando identificada essa situação, a realização de exame de imagem (ultrassonografia da parede abdominal).

A pergunta que recebo sempre é como melhorar dessa condição sem precisar de cirurgia?

Existem estudos que comprovam três metodologias efetivas para a redução da DMRA:

1. Intervenção fisioterapêutica ou do profissional de educação física:

Execução de exercícios de reeducação respiratória e aqueles que estimulam a contração da musculatura abdominal, adutores e assoalho pélvico, a partir de 30  dias de sessões de treino 3 vezes por semana.

2. Eletroestimulação

Correntes de estímulos de baixa intensidade reduzem a DMRA melhorando a qualidade da contração muscular quando aplicado na inserção e origem da musculatura abdominal, em um período de pelo menos 6 semas com sessões de 20 minutos, três vezes por semana.

3. Ginástica hipopressiva

Um recurso de baixo custo e fácil aplicação que pode ser feito em casa, 1 vez ao dia, por 15-20 minutos.

Mas, assim como tem atitudes que podem melhorar a sua diástase abdominal, por outro lado, algumas situações podem piorar como: má postura, excesso de peso (principalmente com acúmulo de gordura abdominal) e pranchas e exercícios em decúbito ventral (sem o apoio do abdome no solo ou outra superfície).

Melhorar dessa condição vai depender do empenho da puérpera!

Você se sente preparada?

Como escolher um ginecologista

O ginecologista é o médico que acompanha a saúde da mulher desde a sua infância à terceira idade, cuidando de questões que vão da prevenção e o tratamento de doenças do sistema reprodutor feminino às orientações sobre sexualidade. O profissional de ginecologia é considerado como um “clínico” da mulher, pois está sempre atento à saúde das pacientes de maneira geral, podendo diagnosticar irregularidades comuns ao universo feminino, como no aparelho digestivo, no coração ou a osteoporose. Por isso, o ginecologista deve ser um médico de confiança, com quem a mulher se sinta à vontade para expor todas suas dúvidas e angústias, se for o caso.

Entretanto, falar de assuntos tão íntimos assusta a maioria das pacientes e as deixam relutantes ao marcar a primeira consulta. Para que você fique à vontade durante o acompanhamento, é preciso escolher um ginecologista que a deixe bastante à vontade para fazer as perguntas que você quiser. Mas, como escolher o profissional que vai acompanhá-la antes mesmo de conhecê-lo?

♥ Você pode escolher ser atendida por um homem ou por uma mulher. Muitas meninas dizem se sentir mais confortáveis ao falar de assuntos femininos com uma ginecologista mulher. Isso depende de cada pessoa. Você também pode avaliar se prefere uma pessoa mais jovem, que tenha a linguagem aproximada da sua, ou se prefere alguém mais experiente.

♥ Buscar indicação com familiares e amigas é uma boa opção. Pergunte a elas sobre o perfil do profissional e sobre a maneira como ele trabalha. Geralmente, a mãe indica o próprio ginecologista para a filha, mas você não precisa necessariamente frequentar o mesmo médico que ela.

♥ Procure saber sobre a disponibilidade do médico e sobre a localização do consultório. Se for muito difícil de conseguir um horário com o profissional, você já sabe que terá de marcar as consultas com bastante antecedência. Se o médico atende em mais de um endereço, ou se atende perto da sua casa, melhor ainda.

♥ Se você foi à consulta e não gostou do profissional, seja qual for o motivo, sinta-se livre para trocar de ginecologista. O mais importante no acompanhamento ginecológico é estabelecer uma relação de confiança com o seu médico. Se você vai ao consultório e se sente reprimida para expor suas dúvidas; se você acha que o profissional não consegue transmitir a você todo conhecimento necessário, procure outro médico.

O profissional de ginecologia é considerado como um “clínico” da mulher, pois está sempre atento à saúde das pacientes de maneira geral, podendo diagnosticar irregularidades comuns ao universo feminino, como no aparelho digestivo, no coração ou a osteoporose.

9 possíveis sintomas de diabetes gestacional

Na maioria dos casos a diabetes gestacional não causa nenhum sinal ou sintoma, sendo apenas diagnosticada no momento em que a gestante realiza exames de rotina, como medição da glicose, por exemplo.

No entanto, em algumas mulheres pode surgir sintomas como:

  1. Ganho excessivo de peso na grávida ou no bebê;
  2. Aumento exagerado do apetite;
  3. Cansaço excessivo;
  4. Vontade de urinar frequente;
  5. Visão turva;
  6. Muita sede;
  7. Boca seca;
  8. Náuseas;
  9. Infecções frequentes na bexiga, vagina ou pele.

Nem todas as mulheres grávidas desenvolvem diabetes gestacional. A diabetes gestacional acontece com mais facilidade em mulheres que possuem histórico de diabetes, estão acima do peso, fazem uso de medicamentos hipoglicemiantes ou possuem hipertensão, por exemplo.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da diabetes gestacional é feito por meio de exames de sangue para verificar a quantidade de glicose circulante no sangue, devendo a primeira avaliação ser feita em jejum. Mesmo que a mulher não apresente sinais ou sintomas indicativos de diabetes gestacional, o exame diagnóstico deve ser realizado.

Além do teste de glicemia de jejum, o médico deve indicar o teste de tolerância à glicose, o TOTG, em que é verificada a resposta do organismo frente a grandes quantidades de açúcar. Veja quais são os valores de referência dos exames que diagnosticam a diabetes gestacional.

Como tratar a diabetes gestacional

Normalmente o tratamento da diabetes gestacional é feito com o controle da alimentação e a prática regular de exercícios físicos, mas por vezes, o médico pode receitar hipoglicemiantes orais ou até mesmo a insulina, se for difícil manter a glicemia controlada. É importante que o diagnóstico e tratamento para a diabetes gestacional seja feito rapidamente, pois assim é possível diminuir a ocorrência de riscos para mãe e para o bebê. 

Um bom exemplo do que se pode comer na diabetes gestacional é uma maçã acompanhada de um biscoito de água e sal ou do tipo maisena, pois esta combinação possui baixo índice glicêmico. No entanto, um nutricionista poderá indicar uma dieta adequada para diabetes gestacional. 

Uso de ‘chip’ hormonal para ficar em forma preocupa médicos

  Um “chip” promete dar um empurrãozinho na busca pelo corpo em forma e definido. Os implantes de gestrinona –hormônio sintético feminino– vêm ganhando adeptas “fit” e preocupando associações médicas pelo uso hormonal para questões estéticas.

        O implante em questão tem, como função inicial, a contracepção e até mesmo a interrupção da menstruação. O “chip” de gestrinona, entretanto, acabou ganhando uma função a mais, que o levou inclusive a ficar popularmente conhecido como “chip da beleza”.

        O potencial do dispositivo no ganho de massa muscular e na eliminação de celulite foram responsáveis pela fama do “chip”.

        Por cinco anos, Jéssica Brum, 29, foi fisiculturista, até que decidiu abandonar a atividade por questões de saúde. “Eu tive quase tudo. Já desmaiei, já fiquei com taquicardia, tive muita espinha, aumento de pelos e ficava muito irritada”, diz, ao citar o resultado do uso de anabolizantes.

        “Quando parei de competir, fiquei mais dois anos ‘trincada’. No primeiro ano de curso na faculdade eu já aumentei o peso e o corpo não ficou mais definido”, conta Brum, agora estudante de nutrição.

        Após exames e liberação médica, Brum optou pelo implante para manter o corpo mais bombado e também para “atender” a cobrança das redes sociais. “Depois que parei as competições perdi muitos seguidores”, diz. “As pessoas queriam saber o motivo de não estar mais definida, de não postar mais fotos de biquíni.”

       Brum afirma ter também uma motivação profissional. Segundo ela, quando se tornar uma nutricionista, “as pessoas vão julgar [seu trabalho] pela imagem postada nas redes sociais”.

        Para a jornalista e atriz Deborah Albuquerque, 32, a mãozinha nos treinamentos também pesou na decisão de aderir ao “chip da beleza”, mas a contracepção e níveis hormonais baixos foram as questões centrais. Após a realização de exames, a jornalista ganhou seu “chip” na última quarta (1º).

        “Eu não vivo do meu corpo”, diz, ressaltando não ser uma modelo fitness. “Sou muito mais focada em como vou entrar para a novela do que ver como vai ficar meu abdômen.”

CUIDADOS

        Segundo Dolores Pardini, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), contudo, para a maioria das mulheres, a questão da contracepção não é levada em conta quando o assunto é o “chip da beleza”; a busca é por massa muscular.

        “Nós não somos contra o implante de gestrinona em si. O problema ocorre quando a indicação não é bem realizada, feita em academias. Eu já tive pacientes que o professor da academia falou para colocar”, afirma Pardini, vice presidente do departamento de endocrinologia feminina e andrologia da Sbem.

        A especialista afirma que para a colocação de um implante como o de gestrinona são necessários orientação médica e exames para verificar o estado de saúde.

        Há contraindicação, por exemplo, para pessoas obesas, com hipertensão e tendência à acne.

        Além disso, entre os possíveis efeitos colaterais do implante estão aumento de pelos, acne e do colesterol, além de queda de cabelo.

        “Hoje precisamos primeiro falar dos riscos para o paciente, para ele não achar que só há benefícios em alguma prática”, afirma César Fernandes, presidente da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), que diz que inicialmente a gestrinona era usada para o tratamento da endometriose –de forma geral, doença na qual o endométrio se encontra fora do útero.

        Segundo José Maria Soares, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, a pressão por estética é perigosa para a sociedade. “Imagina uma paciente que faz algo em busca de um corpo mais firme e acaba perdendo cabelo.”

        Além da falta de regulamentação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o nome do produto é outro ponto que incomoda o presidente da Febrasgo.

        “É muito sedutor. A palavra ‘chip’, sendo que não é um ‘chip’ mesmo, dá um tom de modernidade e a beleza é uma busca das pessoas hoje”, afirma.

        A falta de controle de doses e dos hormônios usados preocupa os ginecologistas Soares e Rodrigo Bonassi, da Febrasgo.

        Fernandes afirma que a indicação de um implante hormonal manipulado não é algo proibido ou negativo. Contudo, diz que o ginecologista deve deixar claro para a paciente a motivação para a decisão e o motivo de não indicar métodos mais consagrados e respaldados pela literatura científica, como pílula, DIU (Dispositivo Intrauterino) e até mesmo o outro implante hormonal disponível no mercado, à base de etonogestrel.

        “É algo muito inseguro para validarmos e aceitarmos como uma prática que possa ser usado por todas as mulheres”, afirma Fernandes.

        Como funciona o “chip da beleza”

        Implante subcutâneo libera hormônios periodicamente

EFEITOS
– Contracepção
– Interrupção da menstruação
– Aumento da libido
– Tratamento da endometriose
– Aumento de massa muscular

POSSÍVEIS EFEITOS ADVERSOS
– Aumento de oleosidade
– Acne
– Aumento de pelos
– Queda de cabelo

CONTRAINDICADO PARA PESSOAS COM
– Doenças cardíacas
– Problemas com colesterol
– Diabetes

Fonte: Folha de São Paulo.

Mulher é mais vulnerável às DSTs

A mulher é mais vulnerável a Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) do que o homem, de acordo com o presidente da Sociedade Cearense de Ginecologia e Obstetrícia, Fernando Aguiar. ”A anatomia feminina é um receptáculo, a vagina é mais úmida que o pênis. A uretra feminina também é mais curta, o que facilita a entrada de germes, além de ser próxima a duas cavidades, o ânus e a vagina”, explica ele. O ginecologista Frederico Perboyre acrescenta que a higiene do pênis também se torna mais fácil por ser um órgão exteriorizado.

O ginecologista Sérgio dos Passos Ramos considera que a mulher transmite mais que o homem as DSTs por não fazer facilmente o diagnóstico. ”No homem, a maioria dos problemas se manifestam claramente e ele logo identifica. Na mulher, podem ficar mais escondidas”.

As DSTs são transmitidas através do contato sexual, que não se resume a penetração do pênis na vagina. De acordo com o ginecologista Sérgio dos Passos Ramos, essas doenças podem ser transmitidas em todo o contato do pênis com a vagina, com a vulva (parte externa da vagina), com o ânus ou com a boca. Portanto, não é necessário ejaculação para contaminação por vírus e bactérias. Qualquer contato sexual pode transmitir doenças como Aids e HPV. Daí a importância do preservativo em toda relação sexual.

MULHERES DO SÉCULO XXI: CARREIRA AO INVÉS DA FAMÍLIA

Antigamente as mulheres desde muito cedo sabiam a que vinham ao mundo, casar e cuidar de suas obrigações domesticas e ter filhos era sua sina, como era costume nos séculos passados mais especificamente até o século XlX, a partir daí isso vem mudando. Acontece que as mulheres ganharam espaço no mercado de trabalho e foram em busca de emprego e por conseguinte sucesso na carreira. Algumas dessas mulheres tem optado por não terem filhos e trocam a maternidade por diplomas de nível superior. Hoje tem se tornado comum, embora  muitos ainda acham que mulheres dever por obrigação se casar e ter filhos, a família tradicional de comercial de margarina, o contrario disso, ainda é visto com maus olhos.

A antropóloga Mirian Goldenberg diz: “como já se constata com toda força nos países mais desenvolvidos ,muitas brasileiras não se sentem mais presas ao conceito de que felicidade passa necessariamente pela maternidade”. As mulheres  passaram a ter controle sobre si mesmas, a partir do momento que surgiu a pílula anticoncepcional em meados do século XX e o direito ao voto em 1933, e por que não ter a liberdade de escolher sobre a vida que querem ter, com ou sem filhos.

Boa parte das brasileiras trabalham fora, mais de 50 % que ao final da década de 60. Casamento e filhos vao sendo empurrados para frente em busca do sucesso profissional. Essa realização atinge seu pico depois dos 40 anos quando essas mulheres sentem que o momento  de serem mães ficou pra traz. Quanto mais bem sucedidas forem mais elas tem se encorajado e desviado do conceito que sempre foi visto como destino inescapável das mulheres.

Para os filósofos existencialistas diferente do que acontece com os animais nada ou quase nada pode ser considerado natural no ser humano, então ser mãe não é tão natural assim para algumas mulheres.  Mulheres  que não davam filhos a seus maridos eram consideradas e se sentiam incompletas e quem já não ouviu aquela bendita  frase de algumas mulheres : “que tenho quase tudo só falta um filho”?! isto vem sendo mudado e podemos ver mulheres em plena satisfação pessoal sem filhos. Embora ainda iremos ver muitas mulheres bem sucedidas, casadas e com filhos. Famílias sem filhos jamais serão maioria nas estatísticas. O demógrafo  tomas Sobotka diz: “ não vejo nenhuma força que estimule homens e mulheres do mundo atual a retornar ao antigo padrão de famílias numerosas.” E isso também não deve ocorrer, pois no Brasil a media nacional é de 1,9 filho por mulher, quando a media do índice de reposição é de 2,1 por mulher.

Pesquisadores já estão estudando as consequências que esse fator poderá causar, caso esse dado continue crescendo, desestabilização dos sistemas previdenciários com o aumento de idosos é uma consequência, mas também há um fator positivo com menos crianças pode-se investir mais e melhor em cada uma delas, dai surge o desafio fazer mais com menos gente.

Cuidados com a pele: 10 dicas para mulheres dos 20 aos 30 anos

É até irônico que, em um mundo com ciência, tecnologia e comunicação avançadas, nossos cuidados com a pele ainda sejam tão negligenciados por nós mesmos. Fala-se em rotinas de skin care para cá, cremes e máscaras caríssimas para lá, procedimentos famosos acolá e por aí vai. Porém, entende-se MUITO pouco sobre o assunto.

A verdade é: muitas pessoas não sabem do quê a pele delas precisa naquele momento. E, mesmo assim, continuam comprando dermocosméticos que prometem mil coisas e aplicá-los por conta própria, sem a orientação de um dermatologista. Curioso, né?

Ocorre que a pele é o maior órgão do nosso corpo e, assim como todos os outros, requer cuidados diferentes ao longo das décadas. Isso sem falar que, por ser o mais exposto, ele também sofre consequências do ambiente, prejudicando-se com fatores como a localização, o clima e até mesmo com o que se come/bebe.

O segredo, então, é entender que, a cada fase da vida, sua cútis vai precisar de uma série de cuidados específicos, todos apropriados para aquele contexto. Hoje, quero concentrar no período dos 20 aos 30 anos, que é quando os primeiros sinais da idade aparecem e nós, como adultos, ficamos mais expostos a situações que podem prejudicar nossa pele.

Vamos lá?

Começando pelo básico: quais são os cuidados com a pele que devem ser seguidos por TODAS as idades?

Existem alguns cuidados básicos e essenciais com nossa pele que precisam ser aplicados durante toda a vida. São eles: limpeza, esfoliação, alimentação, hidratação e proteção solar.

limpeza é importante para manter a pele livre de impurezas. Isso vale tanto para crianças, que se sujam bastante, produzem suor ao praticarem exercícios etc, quanto para os adolescentes e adultos, que já começam a usar maquiagem, produtos para barbear, trabalham o dia inteiro etc.

Nesse contexto, a esfoliação vem como um aliado, impedindo o entupimento dos poros e mantendo a pele com um aspecto saudável e livre de possíveis infecções.

Para manter os cuidados com a pele coerentes, não podemos deixar de mencionar a dieta balanceada e a hidratação constante. Afinal, todo órgão precisa de água e bons nutrientes para funcionar corretamente.

Por fim, como vivemos em um país tropical e, mesmo que esse não seja o caso, ainda ficamos bastante expostos ao sol e seus raios UVA e UVB, a proteção solar é ESSENCIAL em qualquer idade e contexto. Eu, inclusive, já até fiz um texto com tudo que você precisa saber sobre esse tema.

O que muda, então, com a idade?

Excelente pergunta! Na medida em que o tempo passa, alguns produtos se tornam mais “importantes” que os outros, principalmente porque a pele sofre algumas alterações que são próprias da idade (alô, linhas de expressão, perda de elasticidademelasmas etc!).

Por isso, a partir de agora, você saberá o quê seus 20/30 anos lhe aguardam, e o que é preciso fazer para manter sua cútis saudável e vistosa! Preparado(a)?

O primeiro passo: saber qual é o seu tipo de pele

Por mais que todos passem pela mesma idade, cada pele possui uma característica distinta. Isso sem falar na saúde da pessoa e o contexto o qual ela vive.

Então, o primeiro passo para estabelecer uma rotina de cuidados com a pele COERENTE é entender qual é o seu tipo de pele. Isso é importante porque alguns produtos variam de acordo com sua composição, utilidade e eficiência. É o caso, por exemplo, de maquiagens com FPS, protetores solares para peles oleosas, hidratantes com fatores anti-idade, esfoliantes para peles sensíveis etc.

Então, confira agora os tipos de pele e, de acordo com a descrição, procure ver em qual deles a sua cútis se encaixa.

  • Normal: aqui, a pele equilibrada, ou seja, os poros são pouco visíveis e a produção de óleo ocorre na medida certa.
  • Oleosa: as glândulas sebáceas, aqui, produzem óleo em excesso, dando à pele um brilho excessivo, poros dilatados e, consequentemente, cravos e espinhas.
  • Seca: diz respeito a quem possui a cútis áspera, com poros pouquíssimos visíveis, manchas avermelhadas e linhas de expressão mais evidentes.
  • Mista: aqui, a pele é seca em algumas regiões, principalmente nas bochechas, e oleosa em outras (testa, nariz e queixo).
  • Sensível: tende a descamar, arder e ficar mais avermelhada que o normal, e não tolera produtos que, em tese, funcionam perfeitamente para os outros tipos de pele.

Atenção: para tirar a prova do seu tipo de pele, uma consulta com o dermatologista é essencial, combinado?

A pele dos 20 aos 30 anos

Visão geral

Acredite: essa década é a mais importante no que diz respeito aos cuidados com a pele. Basicamente, a forma como você cuida dela AGORA vai ditar o seu skin care para o resto da vida.

Isso acontece porque sua cútis, hoje, ainda está saudável, macia e repleta de colágeno. Então, quanto mais você cuidar para que ela se mantenha assim, melhores serão os resultados daqui para frente.

Porém, nem tudo são flores: é nessa fase, normalmente, que começamos a beber, fumar, nos alimentarmos mal, ficarmos muito expostos ao sol e usarmos muitos cosméticos no rosto. Portanto, a forma como você administra tudo isso também fará diferença daqui a 10 anos.

Sendo assim, o primeiro passo é entender que, para manter sua pele firme, saudável e viçosa, é preciso cuidar da sua saúde, e da dela também. Isso inclui se alimentar bem, beber bastante água e seguir os passos que vou colocar no final desse texto!

Os primeiros sinais

Normalmente, as espinhas costumam se estabilizar nessa fase da vida. Isso faz com que elas se tornem menos frequentes, porém, as “marquinhas” que elas provocam podem permanecer. Por isso, o ideal é começar um tratamento apropriado para acabar com elas desde então.

São várias opções que ajudam nesse processo:

Para saber qual é o melhor para o seu caso, consulte um dermatologista.

Além disso, as rugas e linhas finas podem finalmente começar a serem notadas, ainda que muito discretamente. Isso é normal e acontece porque a pele, ao longo do tempo, perde um pouco de seu colágeno, ficando menos elástica. Porém, nada que os passos a seguir não consigam controlar.

10 dicas de cuidados com a pele durante os 20 e 30 anos

1. Estabeleça uma rotina

Para evitar que você sinta MUITA saudade da sua pele de 20 anos, é preciso estabelecer uma rotina de cuidados com ela DESDE essa idade! A boa notícia é: como as linhas finas e as rugas ainda não estão evidentes, os passos serão poucos.

Você vai notar que o foco principal será na limpeza, esfoliação e hidratação. A diferença é que, a partir de agora, já é possível apostar em outros produtos que farão toda a diferença na prevenção das rugas, controle de acne e manutenção da elasticidade.

Porém, é preciso colocar uma coisa na cabeça: os cuidados com a pele são percebidos A LONGO PRAZO. Por isso, não espere que, ao realizar uma rotina de skin care em um dia, sua pele acorde IMPECÁVEL no outro. É por isso que digo que essa rotina precisa se iniciar cedo.

E pode acreditar: daqui a 10 anos você vai me agradecer por essa dica.

2. Capriche na limpeza

Esse passo ainda se mantém bastante básico. Ao se levantar e antes de se deitar, lave o rosto com um sabonete apropriado para essa região e, principalmente, para o SEU tipo de pele.

Para se certificar de que toda a impureza do dia-a-dia foi tirada dela, como resquícios de poeira, fumaça, suor e maquiagem, use produtos como tônicos e água micelar. Ambos farão uma limpeza profunda na derme, permitindo que os próximos produtos ajam ainda mais na pele.

3. Faça da niacinamida uma aliada

A niacinamida, também conhecida como Vitamina B3 ou Nicotinamida, é uma vitamina multifuncional. Afinal, ela não só estimula nossa produção de colágeno como também uniformiza o tom da pele e reduz seus poros.

Ela pode ser encontrada em diversos produtos como hidratantes, cosméticos anti-idade, tônicos e por aí vai. Para saber qual é a melhor opção para o seu caso, consulte um dermatologista.

4. Não subestime o ácido salicílico

O ácido salicílico é um beta hidroxiácido essencial para os cuidados com a pele dos 20 aos 30 anos. Ele possui propriedades esfoliantes, anti-inflamatórias e seborreguladoras. Em outras palavras, é ele que vai ajudar no combate da acne na fase adulta, reduzir a oleosidade da sua pele e deixar seus poros livres e respirando.

Assim como a niacinamida, ele também é encontrado em diversos dermocosméticos, com vários propósitos à parte. Por isso, NUNCA deixe de pedir conselhos ao seu dermatologista.

5. Use protetor solar

Se eu ganhasse 10 centavos para cada vez que explico a importância do filtro solar nesse site, e em minhas consultas, minha casa hoje seria, na verdade, uma baita mansão em Dubai.

O protetor solar deve fazer parte da rotina de cuidados com a pele EM TODAS AS IDADES E CONTEXTOS. A dica é escolher uma opção apropriada para o seu tipo de pele, com um FPS correspondente ao nível diário de exposição ao sol.

6. Comece a construir seu “escudo anti-idade”

Por mais que as rugas ainda não sejam evidentes, alguns aspectos da pele envelhecida começam a dar as caras depois dos 20 anos. São os famosos pés de galinhabigodes chineses e linhas de expressão. Nas mulheres, eles são até mais fáceis de serem notados, uma vez que a maquiagem costuma se acumular nessas regiões.

Como já expliquei, isso é completamente normal e acontece pela queda na nossa produção de colágeno. Então… é só estimulá-la do jeito certo que tudo ficará sob-controle.

A melhor forma caseira de cuidar disso é apostar em cremes e outros produtos com o selo “anti-idade”. Eles são ricos em colágeno, ácido hialurônico, vitamina C e por aí vai. Tudo o que sua pele precisa para se manter firme e vistosa.

Existem, também, procedimentos estéticos que dão conta do recado. É o caso da toxina botulínica, por exemplo. Porém, nessa idade, acredito que os produtos CERTOS já farão toda a diferença. Para não falhar na escolha deles, converse com seu dermatologista.

7. Aposte no Retinol e na vitamina C

Agora é a hora de começar a se familiarizar com o seu novo melhor amigo de pele: o retinol. Ele é um micronutriente derivado da vitamina A e seu papel principal é aumentar a produção de colágeno e elastina da pele, dando a ela mais poder de cicatrização e uniformização. O mesmo vale para a vitamina C!

ATENÇÃO: o retinol é fotossensibilizante, ou seja, reage quando entra em contato com o sol, podendo causar irritações e até mesmo manchas escuras na pele. Por isso, se decidir usá-lo, inclua-o em sua rotina noturna de cuidados com a pele, ou aplique protetor solar logo que passá-lo no rosto.

8. Não se esqueça do ácido hialurônico (HIDRATAÇÃO)

Da mesma forma que a produção de colágeno diminui com a idade, a fabricação da oleosidade natural da pele segue o mesmo caminho. Isso faz com que a cútis fique ressecada, irritada, fosca e menos elástica.

Para resolver isso, uma das melhores soluções é o ácido hialurônico, um composto ideal para “firmar” a pele e devolver a ela seu brilho natural. Aqui no site, inclusive, tem um texto completíssimo, com TUDO o que você precisa saber sobre ele. Para acessá-lo, é só clicar aqui: O que é ácido hialurônico?.

9. Cuide da saúde

Parece óbvio, mas muitos pacientes ainda não sabem que alguns fatores do nosso dia-a-dia podem ser extremamente perigosos para a nossa pele. Sim, estou falando do sol e da poluição, mas também me refiro ao álcool e cigarro, e aos alimentos muito gordurosos e ricos em açúcar.

Por isso, não adianta NADA gastar rios de dinheiro em dermocosméticos se o seu estilo de vida for pouco saudável. Alimente-se corretamentebeba bastante água, pratique exercícios regularmente e acredite: sua pele agradecerá.

10. E, por fim: esfolie a pele de vez em quando

A esfoliação é um processo extremamente útil. Afinal, ela remove a pele morta do nosso rosto, deixando-a respirar, e fornece a ela um aspecto mais saudável, vistoso e macio.

Porém, não exagere. Esfoliar a pele em excesso pode causar um efeito rebote, fazendo com que esta produza ainda mais óleo, tornando-se propícia a espinhas, cravos e outras inflamações. O ideal é repetir esse processo de duas em duas semanas.

Atualmente, existem diversos produtos que possuem essa função. Por isso, nunca deixe de consultar o dermatologista para saber qual é a melhor opção para o seu caso.

Gravidez na adolescência

gravidez na adolescência é considerada a que ocorre entre os 10 e 20 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Apontada como uma gestação de alto risco decorrente das preocupações que traz à mãe e ao recém nascido, a gravidez nesta faixa etária pode acarretar problemas sociais e biológicos.

O Brasil apresenta elevados índices de adolescentes grávidas. Porém, o Ministério da Saúde indica que houve uma redução de 17% no número de mães entre 10 e 19 anos, no período de 2004 a 2015.

Gravidez precoce

gravidez na adolescência
A gravidez na adolescência ocorre em um momento de intensas mudanças corporais

A adolescência é um período da vida rico em manifestações emocionais, caracterizadas por ambiguidade de papéis, mudança de valores e dificuldades face à procura de independência pela vida.

A gravidez na adolescência é muitas vezes encarada de forma negativa do ponto de vista emocional e financeiro das adolescentes e suas famílias, alterando drasticamente suas rotinas.

Veja alguns dados sobre a gravidez na adolescência no Brasil e ao redor do mundo:

  • 7,3 milhões de adolescentes se tornam mães a cada ano ao redor do mundo, das quais 2 milhões são menores de 15 anos;
  • no ano de 2010 um relatório divulgado por um órgão ligado à ONU indica que 12% das adolescentes entre 15 e 19 anos tinham pelo menos um filho;
  • o Brasil tem 21 milhões de adolescentes com idade entre 12 e 17 anos, sendo que cerca de 300 mil crianças nascem de mães nessa faixa etária;
  • em pesquisa realizada pela ONU, o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos.

Consequências e riscos

gravidez na adolescência - riscos
Gravidez na adolescência: riscos e consequências

A gravidez na adolescência pode trazer consequências emocionais, sociais e econômicas para a saúde da mãe e do filho.

A maioria das adolescentes que engravida abandona os estudos para cuidar do filho, o que aumenta os riscos de desemprego e dependência econômica dos familiares.

Esse fatores contribuem para a perpetuação da pobreza, baixo nível de escolaridade, abuso e violência familiar, tanto à mãe como à criança.

Além disso, a ocorrência de mortes na infância é alta em filhos nascidos de mães adolescentes.

A situação socioeconômica, a falta de apoio e de acompanhamento da gestação (pré-natal) contribuem para que as adolescentes não recebam informações adequadas em relação à alimentação materna apropriada, à importância da amamentação e sobre a vacinação da criança.

Também é grande o número de adolescentes que se submetem a abortos inseguros, usando substâncias e remédios para abortar ou em clínicas clandestinas. Isso tem grandes riscos para a saúde da adolescente e até mesmo risco de vida, sendo uma das principais causas de morte materna.

Essas ações acarretam prejuízos às crianças, gerando um impacto na saúde pública, além da limitação no desenvolvimento pessoal, social e profissional da gestante.

Principais fatores

gravidez na adolescência

Há diversos fatores de natureza objetiva e subjetiva que levam à gravidez no início da vida reprodutiva, tais como:

  • Falta de conhecimento adequado dos métodos contraceptivos e como usá-los;
  • Dificuldade de acesso a esses métodos por parte do adolescente;
  • Dificuldade e vergonha das meninas em solicitar o uso do preservativo pelo parceiro;
  • Ingenuidade e submissão;
  • Violência;
  • Abandono;
  • Desejo de estabelecer uma relação estável com o parceiro;
  • Forte desejo pela maternidade, com expectativa de mudança social e de obtenção de autonomia através da maternidade;
  • Meninas com início da vida sexual cada vez mais precoce.

O ambiente familiar também tem relação direta com o início da atividade sexual.

Experiências sexuais precoces são observadas em adolescentes em famílias onde os irmãos mais velhos já apresentam vida sexual ativa.

É comum encontrar adolescentes grávidas cujas mães também iniciaram a vida sexual precocemente ou engravidaram durante a sua adolescência.

Por outro lado, famílias onde existe o hábito da conversa e há orientação sobre a vida sexual, a situação pode ser diferente e a sexualidade melhor aproveitada pelos adolescentes no momento certo.

Como evitar a gravidez na adolescência?

A melhor forma de evitar a gravidez na adolescência é se informar adequadamente e conhecer o próprio corpo e do parceiro antes de começar a vida sexual.

Meninos e meninas devem se informar sobre os métodos anticoncepcionais. A camisinha é o mais comum, mais barato e mais fácil de utilizar. Além da gravidez indesejada, ela também protege contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Métodos Contraceptivos

Existem diversos métodos anticoncepcionais ou contraceptivos, que dividem-se em 4 tipos:

1. Métodos de Barreira

Utilizam produtos ou instrumentos que impedem a passagem dos espermatozoides pela vagina. São eles:

  1. Preservativo masculino (camisinha) e feminino;
  2. Diafragma;
  3. Espermicidas.

2. Métodos Comportamentais

Dependem sobretudo do comportamento da mulher e exigem um conhecimento prévio do corpo feminino para que possam ser aplicados. São eles:

  1. Tabelinha;
  2. Muco;
  3. Temperatura.

3. Métodos Hormonais

Comprimidos ou injeções produzidos com hormônios não naturais. Este tipo de método interfere no equilíbrio hormonal do corpo da mulher, alterando o desenvolvimento do endométrio, o movimento das tubas uterinas, a produção do muco cervical e impedindo que ocorra ovulação. São eles:

  1. Pílulas;
  2. Injeções;
  3. Adesivos;
  4. Dispositivo Intrauterino – DIU: Trata-se de um objeto colocado no interior da vagina para evitar a concepção.

4. Métodos Cirúrgicos ou Esterilização

Não é propriamente um método anticoncepcional, mas sim uma cirurgia realizada no homem ou na mulher para evitar definitivamente a concepção. A esterilização da mulher é chamada de laqueadura e a masculina, vasectomia.

Conheça todas as causas que podem levar a uma gravidez de risco

Ter diabetes ou hipertensão, ser fumante ou ter uma gravidez de gémeos são algumas situações que levam a uma gravidez de risco, porque as chances de ter complicações são maiores e, por isso, em muitos casos, a mulher tem de ser ir no ginecologista de 15 em 15 dias.

Uma gravidez de risco pode causar complicações tanto para a grávida como para o bebê e incluem situações como aborto, parto prematuro, atraso de crescimento e Síndrome de Down, por exemplo.

Geralmente, a gravidez de risco se desenvolve em mulheres que antes de engravidarem já possuem fatores ou situações de risco, como ser diabética ou ter excesso de peso. No entanto, a gravidez pode se estar desenvolvendo naturalmente e os problemas surgirem a qualquer momento da gestação. A seguir estão os principais fatores que levam a uma gravidez de risco:

1. Pressão alta e pré-eclampsia

​A pressão alta na gravidez é um problema comum e ocorre quando esta é superior a 140/90 mmHg após duas medições realizadas com mínimo de 6 horas entre elas.

Conheça todas as causas que podem levar a uma gravidez de risco

A pressão alta na gravidez pode ser causada por alimentação rica em sal, sedentarismo ou mal formação da placenta, aumentando as chances de ter pré-eclampsia, que é o aumento da pressão arterial e perda de proteínas, podendo levar a aborto, convulsões, coma e até mesmo a morte da mãe e do bebê, quando a situação não é devidamente controlada.

2. Diabetes

A mulher que é diabética ou que desenvolve a doença durante a gestação tem uma gravidez de risco porque o açúcar elevado no sangue pode atravessar a placenta e chegar ao bebê, o que pode fazer com que ele cresça muito e pese mais de 4 Kg.

Conheça todas as causas que podem levar a uma gravidez de risco

Assim, um bebê grande dificulta o parto, sendo necessário fazer cesárea, além de haver maior chances de nascer com problemas como ictericia, pouco açúcar no sangue e problemas respiratórios.

3. Gravidez de gémeos

A gravidez de gémeos é considerada de risco porque o útero tem de se desenvolver mais e todos os sintomas de gravidez estão mais presentes.

Conheça todas as causas que podem levar a uma gravidez de risco

Além disso, existem maiores chances de ter todas as complicações de uma gravidez, principalmente pressão alta, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e dores nas costas, por exemplo.

4. Consumo de álcool, cigarro e drogas

O consumo de álcool e drogas, como heroína, durante a gravidez atravessam a placenta e afetam o bebê provocando atraso no crescimento, retardo mental e mal formações no coração e na face e, por isso, é preciso fazer vários exames para verificar como o bebê está se desenvolvendo.

Conheça todas as causas que podem levar a uma gravidez de risco

A fumaça do cigarro também aumenta as chances de ter aborto, podendo causar efeitos no bebê e na grávida, como fadiga muscular, falta de açúcar no sangue, perda de memória, dificuldade respiratória e síndrome de abstinência.

5. Uso de remédios perigosos durante a gravidez

Em alguns casos a grávida tem de tomar remédios para controlar doenças crônicas para não pôr sua vida em risco ou tomou algum remédio que não sabia que prejudicava a gestação e, o seu uso leva a que a gravidez seja de risco devido aos efeitos colaterais que pode ter para o bebê.

Conheça todas as causas que podem levar a uma gravidez de risco

Alguns medicamentos incluem fenitoina, triantereno, trimetoprim, lítio, estreptomicina, as tetraciclinas e a varfarina, morfina, anfetaminas, barbitúricos, codeína e fenotiazinas.

6. Sistema imune fraco

Quando a grávida tem infecções vaginais, herpes, parotidite, rubéola, catapora, sífilis, listeriose, ou toxoplasmose por exemplo, a gravidez é considerada de risco porque a mulher precisa tomar vários remédios e fazer tratamentos com antibióticos que podem causar efeitos colaterais no bebê.

Conheça todas as causas que podem levar a uma gravidez de risco

Além disso, grávidas com doenças como Aids, câncer ou hepatite têm o sistema imune enfraquecido e, por isso, aumentam as chances de ter complicações durante a gravidez.

Ter problemas como epilepsia, doenças cardíacas, mau funcionamento dos rins ou doenças ginecológicas também exigem maior acompanhamento do grávida porque pode levar a uma gravidez de risco.

7. Gravidez na adolescência ou depois dos 35 anos

A gestação em idade inferior a 17 anos pode ser perigosa porque o corpo da jovem não está totalmente preparado para suportar a gravidez.

Conheça todas as causas que podem levar a uma gravidez de risco

Além disso, depois dos 35 anos, a mulher pode ter mais dificuldade a engravidar e as chances de ter um bebê com alterações cromossômicas são maiores, como Síndrome de Down.

8. Grávida com baixo peso ou obesidade

Gestantes muito magras, com IMC abaixo de 18.5, podem ter um parto prematuro, aborto e atraso de crescimento do bebê porque a grávida oferece poucos nutrientes ao bebê, limitando seu crescimento, o que o pode levar a ficar doente facilmente e a desenvolver doenças cardíacas.

Conheça todas as causas que podem levar a uma gravidez de risco

Além disso, mulheres com peso excessivo, principalmente quando IMC maior que 35, apresentaram mais risco de ter complicações e também podem afetar o bebê que pode desenvolver obesidade e diabetes.

9. Problemas na gravidez anterior

Quando a grávida tem um parto antes da data prevista, o bebê nasce com alterações ou tem atraso no crescimento, ocorreram vários abortos repetidos ou até morte logo após o nascimento a gravidez é considerada de risco porque pode existir uma predisposição genética que pode prejudicar o bebê.

Conheça todas as causas que podem levar a uma gravidez de risco

Como evitar complicações durante uma gravidez de risco

Quando uma gravidez é de risco tem de se seguir todas as indicações do obstetra, sendo fundamental fazer uma alimentação saudável, evitando frituras, doces e adoçantes artificiais, além de não consumir bebidas alcoólicas nem fumar.

Além disso, também é importante cumprir o repouso que o médico indicar, controlar o aumento de peso e tomar os remédios apenas que o médico prescrever. 

Quando ir no médico durante uma gravidez de risco

Uma mulher com uma gravidez de alto risco tem de ser vigiada pelo obstetra regularmente para avaliar o estado de saúde do bebê e da grávida, indo no médico sempre que ele indicar.

No entanto, normalmente, recomenda-se ir 2 vezes por mês e, pode ser necessário internamento durante a gravidez para equilibrar o estado de saúde e evitar complicações para o bebê e para a mãe.

Além disso, alguns dos sinais que podem indicar perigo incluem sangramento pela vagina, contrações uterinas antes do tempo ou não sentir o bebê se mexendo mais de um dia.

Estudo encontra algumas diferenças significativas nos cérebros de homens e mulheres

Estudo liderado pelo psicólogo Stuart Ritchie, pós doutor na Universidade de Edimburgo, analisou 68 regiões do cérebro, inclusive a espessura do córtex cerebral (camada exterior enrugada do cérebro, importante na consciência, linguagem, memória, percepção e outras funções) de 2.750 mulheres e 2.466 homens com idades entre 44 e 77 anos a partir de amostras disponíveis no UK Biobank.

A pesquisa constatou que mulheres tendem a ter o córtex mais espesso que os homens. O córtex mais grosso tem sido associado a pontuações mais altas em testes de inteligência geral e cognitivo.

Em contrapartida, constatou-se que homens têm maior volume cerebral que as mulheres nas regiões subcorticais analisadas, incluindo o hipocampo (que tem um papel importante na memória e consciência espacial), a amígdala (relacionada as emoções, memória e tomada de decisão), o striatum (aprendizagem, inibição e processamento de recompensa) e o tálamo (processamento e retransmissão de informações sensoriais para outras partes do cérebro).

No entanto, quando os pesquisadores compararam o volume das regiões subcorticais em relação ao tamanho do cérebro os resultados ficaram muito próximos: havia apenas 14 regiões onde os homens tinham maior volume cerebral e 10 regiões onde as mulheres tinham. Além disso, os pesquisadores também encontraram uma considerável sobreposição no volume cerebral e espessura cortical entre homens e mulheres. Ou seja, só de olhar para a tomografia de alguém aleatoriamente seria difícil dizer se veio de um homem ou uma mulher, o que sugere que os cérebros de ambos os sexos são muito mais semelhantes do que diferentes.

Apesar das conclusões, Ritchie afirma que o trabalho não tem como responder se esses padrões têm algum significado nas supostas diferenças intelectuais ou de comportamento entre homens e mulheres, uma vez que o estudo tem como objetivo descrever com precisão as diferenças no cérebro masculino e feminino e não especular sobre o que poderiam significar.

Fonte: Science

Entenda o que é Menopausa Precoce e como tratar

A menopausa precoce ou prematura é causada pelo envelhecimento dos ovários antes do tempo, ocorrendo a perda de óvulos em mulheres com menos de 40 anos, o que traz problemas de fertilidade e dificuldades para engravidar em mulheres mais jovens.

Em uma fase inicial, o envelhecimento precoce dos ovários pode ser um problema silencioso, que não causa sintomas, pois a mulher pode continuar tendo a menstruação, e sem saber pode estar caminhando para uma menopausa precoce. Porém, já existe um teste para avaliar a fertilidade, que pode ser feito por mulheres mais jovens para avaliar o seu risco de vir a desenvolver a menopausa precoce.

Entenda o que é Menopausa Precoce e como tratar

A menopausa precoce é causada por uma deficiência na produção do hormônio estrogênio no organismo, e causa sintomas idênticos aos da menopausa, antes dos 40 anos de idade, como:

  • Ciclos menstruais irregulares, com intervalos longos, ou ausência completa de menstruação;
  • Instabilidade emocional como mudanças bruscas de humor e irritabilidade sem causa aparente;
  • Diminuição da libido e falta de desejo sexual;
  • Ondas de calor repentinas, que surgem em qualquer ocasião e inclusive em locais frescos;
  • Suor excessivo, especialmente durante a noite;
  • Secura vaginal.

Entre as principais causas da menopausa precoce estão a idade, pois é mais comum entre os 35 e os 40 anos, e história de falência ovariana precoce na família, e o primeiro sintoma que surge é a menstruação irregular ou a falta de menstruação.

Remédios para reposição hormonal

O tratamento da menopausa precoce é feito através de tratamentos de reposição hormonal com estrogênios, que servem não só para aliviar os sintomas causados pela falta de estrogênio no organismo, como também para manter a massa óssea e evitar o surgimento de doenças como a osteoporose. Alguns indicados são estradiol e progesterona combinada com um estrogênio. 

Tratamento alternativo 

Para diminuir os sintomas da menopausa precoce o tratamento pode ser completado com a prática de atividade física regular, e tratamentos alternativos como acupuntura que ajuda a reequilibrar as energias do corpo e os sintomas da menopausa. Ervas e plantas medicinais também podem ser uma grande ajuda, sendo indicado tomar o chá de amora, ou aromaterapia com essa mesma planta. 

O que comer na menopausa precoce

Na menopausa precoce é recomendada uma dieta rica em soja, castanha e gengibre, por exemplo, e com suplementos alimentares como a lecitina da soja, de acordo com indicação do médico. Além disso, na alimentação deve ser evitado o consumo de cafeína, de chá verde e de chá preto, e de alimentos ricos em gorduras porque nessa fase é mais fácil engordar. 

Mulheres e COVID-19: a realidade feminina na pandemia

Em meio à pandemia de COVID-19, a saúde feminina, e não só ela, esteve, muitas vezes, em xeque por diversos motivos. Para além do risco de contaminação pelo novo coronavírus, a necessidade de isolamento social e o medo de infecção fizeram com que muitas mulheres se distanciassem de atendimentos médicos rotineiros – um fenômeno que ocorreu em todos os segmentos da população.  

A desinformação sobre algumas discussões também impulsionou a queda nas ações relacionadas à saúde física da mulher.
E o emocional feminino sofreu, e ainda sofre, muito nesse contexto. Não à toa, um estudo realizado pela ONG Kaiser Family Foundation, dos Estados Unidos, aponta que as mulheres se sentem emocionalmente mais abaladas, em meio à pandemia, do que os homens. Os dados mostram que 53% das mulheres que responderam a pesquisa declararam que o estresse e a preocupação, neste período, têm relação com o Sars-Cov-2. Entre os homens, esse índice é de 37%. 
Além disso, as mulheres são maioria no que diz respeito à linha de frente do combate à pandemia de COVID-19. Elas, que precisam conciliar filhos, trabalho exaustivo e atividades domésticas acabam sofrendo ainda mais.
Nesse cenário, segundo especialistas, é muito importante que as mulheres mantenham as consultas de rotina e os exames preventivos em dia, assim como se atentem aos cuidados ligados à saúde mental. Além disso, um ponto importante durante a pandemia é ficar por dentro das informações sobre o vírus, mas também às relacionados aos cuidados básicos de saúde, prevenção e vacinação.

Consultas durante a pandemia 

A ida ao ginecologista é muito importante para a saúde da mulher. As consultas são cruciais para a prevenção e tratamento de doenças, identificação de problemas sexuais, prescrição de métodos contraceptivos e melhora na qualidade de vida da mulher. Justamente por isso, o presidente da Sociedade de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Delzio Salgado Bicalho, afirma que o encontro com o ginecologista é fundamental, mesmo em meio à pandemia, para a saúde da mulher.  
“A principal recomendação continua sendo as consultas regulares, pois o ginecologista é o médico da mulher. Ele deve fazer os exames preventivos e orientá-las sobre comportamentos de risco, além do estímulo à vacinação contra o HPV. Deve-se lembrar que mudanças de postura requerem disseminação de informações e conscientização social”, alerta Delzio Salgado Bicalho, que aponta, ainda, a importância da obstetrícia nesse cenário para a realização de um pré-natal adequado e aconselhar a mulher e familiares sobre o período gestacional

Gravidez e pandemia 

Até o momento, não há orientação para que mulheres não engravidem. O pré-natal continua a ser a melhor maneira de cuidar da gestante e do bebê, mesmo em tempo de isolamento social. Para o obstetra e diretor de ação social da Sogimig, Francisco Lírio Ramos Filho, é fundamental a rezlização do pré-natal e que as gestantes sigam as orientações médicas. Isso para que, preocupadas em não contrair o vírus, essas mulheres não desenvolvam outros problemas de saúde. 

“A gestante é considerada grupo de risco. Tem o perfil que, se contrair a doença, pode colocar em risco sua saúde e a do seu filho. Então, no consultório médico, devem ser tomados todos os cuidados para que não corra riscos. Aquela gestante que for sintomática deve ser orientada a procurar um pronto atendimento obstétrico, a maternidade. Isso para que não corra o risco de ir a um consultório e contamine outras pessoas”, diz.
Para isso, todas as maternidades devem estar preparadas para o atendimento das mulheres com sintomas gripais e possíveis infectadas por COVID-19. No momento do parto, cuidados são mantidos para evitar riscos.
No período de puerpério, a dúvida é quanto à amamentação. Porém, segundo o Ministério da Saúde, não há comprovação científica da transmissão da COVID-19 pelo leite materno. Por isso, a recomendação é manter o aleitamento exclusivo e em livre demanda desde a sala de parto até o sexto mês de vida da criança. Juntamente com uma alimentação saudável, a amamentação deve ser mantida até os dois anos ou mais.

Quanto à vacinação, há a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que grávidas não sejam vacinadas, haja vista que a segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas em gestantes e lactantes.
Para Claudia Laranjeira, ginecologista, obstetra e diretora da Sogimig, apesar de não haver estudos em gestantes, não há registros de malformações de fetos relacionadas ao uso das vacinas. “A vacinação em gestantes e lactantes com risco elevado de contração do coronavírus poderá ser realizada, mas a grávida deve saber que ainda não há um estudo comprovando a segurança da vacina durante a gestação. As mulheres que querem engravidar não devem adiar a vacina. Elas podem tomar a vacina e engravidar logo depois, sem problemas”, afirma.

Pandemia e vacinação contra HPV 

A principal causa para o aparecimento do câncer de colo de útero é a infecção pelo HPV. Outras razões são o início precoce da atividade sexual e com múltiplos parceiros, o uso prolongado de anticoncepcionais orais e o tabagismo. Esse tipo de câncer é facilmente diagnosticado com exames e por isso tem alto índice de cura, desde que tratado em fase inicial. Por isso, é muito importante a realização de análises periódicas e idas ao ginecologista.
A vacina contra o Papiloma Vírus é uma das formas de prevenção da doença. Porém, a queda no número de pessoas imunizados tem sido constante desde 2010, pelo meno no Brasil, o que se agravou ainda mais com a pandemia de COVID-19, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). No país, a cobertura vacinal caiu cerca de 14% desde 2010, informa a Sogimig.

Violência, feminicídio e pandemia 

Dados do relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelam que os números de feminicídio entre março e maio de 2020 aumentaram em relação ao mesmo período de 2019. Além disso, um levantamento realizado pelo instituto Data Folha, no período de novembro de 2019 até novembro de 2020, aponta que 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil, enquanto 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Segundo a pesquisa, 42% dessas violências foram cometidas em ambiente doméstico.  

Saúde mental e pandemia 

“As mulheres têm maior risco de apresentarem sintomas depressivos e ansiosos ao longo da vida, o que chega a ser o dobro da incidência dos homens, e diversos fatores podem estar relacionados com essa constatação: fatores hormonais, ambientais, genéticos e estressores. Elas têm maior exposição à violência doméstica, podem ter maior incidência de abuso sexual, além de serem as maiores responsáveis de forma geral nos cuidados com as atividades da casa e os filhos.” 
É o que diz a médica psiquiatra Christiane Ribeiro. Segundo ela, esses aspectos de risco para as mulheres podem aumentar ainda mais o risco neste período de isolamento social, haja vista o aumento da sobrecarga em relação às atividades domésticas e escolares dos filhos somadas às de trabalho, como o home office.
“Estudos realizados na China, em Wuhan, indicam que as funcionárias apresentaram mais sintomas de estresse, depressão e ansiedade quando comparadas aos do sexo masculino. Outro fato que contribui para o aumento do sofrimento das mulheres na pandemia seria o fato de termos, no Brasil, mais mulheres que homens na linha de frente. A sobrecarga mental, estafa, insônia e sintomas depressivos e ansiosos, incluindo dificuldades de concentração e irritabilidade são as maiores queixas da mulher contemporânea presentes no consultório.” 
Nesse cenário, Christiane Ribeiro recomenda a prática de atividades físicas como aliadas, bem como se apegar a hábitos positivos e manter o acompanhamento psicológico mesmo que à distância. “Com a necessidade de isolamento, é importante optar por exercícios que sejam realizados de forma individual, e que se evite aglomerações. Exercícios realizados em plataformas on-line são excelentes formas de se exercitar sem riscos. Os fatores de resiliência de proteção também incluem maior duração do sono e apoio social da família”, diz.