Quando conhecer o próprio corpo leva ao diagnóstico

Quando falamos de câncer ginecológicos, o último que vem à cabeça é o câncer de ovário. Infelizmente, é o que mais mata.

Detectá-lo pode ser complicado devido a ausência de sintomas na fase inicial e a inexistência de exames que identifiquem o tumor com precisão.

Tudo começa de dentro

Quando uma mulher não conhece o funcionamento do próprio corpo, ela não percebe os alertas que são emanados à ela. Então é muito importante entender como o organismo trabalha para captar os sintomas do câncer, como  inchaço na região abdominal, sangramentos, prisão de ventre, dor na lombar e sensação de bexiga cheia.

Além de prestar atenção aos sinais atípicos do corpo, a mulher deve procurar ajuda médica rapidamente. Apareceu? Marque a consulta imediatamente. Melhor prevenir do que remediar, né?

E tem origem no passado

A genética também é um ponto chave para levantar suspeitas do câncer de ovário. Se houver casos na família, o ideal é realizar um mapeamento genético para identificar possíveis mutações em genes que aumentam o risco do desenvolvimento do tumor. Não só o de ovário, como o de mama.

A análise do mapeamento vai direcionar os próximos passos. Dependendo do resultado, será necessário realizar exames com mais frequência para detectar o câncer o mais cedo possível. Em alguns casos, é preciso remover os ovários preventivamente.

Ir ao ginecologista uma vez ao ano é importante, mas é necessário saber que o exame de papanicolau não serve para detectar tumor de ovário, e sim para prevenir câncer de colo do útero e outras lesões. Até o momento não existem exames específicos que detectem o câncer de ovário precocemente.

Outro ponto é a mutação dos genes BRCA1 e BRCA2, que aumentam as chances do câncer de ovário e o de mama. Entre 10% e 15% dos casos de câncer no ovários estão relacionados com essas mutações.

Ter conhecimento a respeito da genética do câncer é importante também porque, atualmente, a presença de mutações interfere no método de tratamento, já que para cada caso podem existir medicamentos específicos mais eficazes.