A prevenção de doenças e a cura pela mente

Chegamos ao final de mais um ano. Quanto aproveitamos este período para cuidar da nossa saúde? De que maneira estamos cuidando do nosso “corpo”, que é a ferramenta que nos foi dada para realizar nossa jornada?

Saímos de um ano difícil. Muitas discussões, conflitos e desentendimentos; com amigos, familiares e companheiros do trabalho, somado com toda carga que suportamos com as nossas atividades cotidianas. Quanto isso nos acrescentou e foi positivo para o nosso crescimento? Quanto de “stress” e ansiedade isso gerou?

O “stress” é uma condição que pode ser benéfica em “pequenas doses”, pois nos ajuda a resolver as situações diárias, mas se for contínuo e principalmente intenso (maior do que nossa capacidade de administrá-lo), pode levar a sérios danos à saúde, culminando com a diversidade de doenças que acometem hoje as pessoas.

Alguns cientistas acreditam que podemos usar o nosso subconsciente para curar o corpo. O dr. Herbert Benson, pesquisador e fundador-presidente do Instituto Mente / Corpo da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos, realiza há mais de três décadas, estudos que vem comprovando, que aquietar a mente é um hábito poderoso na prevenção e no combate de problemas como insônia, tensão pré-menstrual, infertilidade e hipertensão. Além disso, alivia os efeitos de doenças crônicas e tratamentos químicos fortes, como o de câncer. O doutor Benson concluiu que de 60 a 90% das doenças podem ser curadas pela mente. A repetição de palavras e o esvaziamento da mente são grandes aliados neste combate, sem deixar de lado obviamente os tratamentos medicamentosos e os procedimentos cirúrgicos.

A meditação consiste em deixar a mente livre de pensamentos. E isso, é geralmente conseguido pela repetição de palavras. Quando um católico reza um terço, por exemplo, ele está meditando. Não importa o que está dizendo, desde que aquela palavra tenha um significado importante para ele. Pode ser paz, amor, aleluia, shalom ou um mantra.

A importância desta informação é procurarmos entender o quanto estamos fazendo para “curar” ou “prevenir” nossas doenças. Mesmo que estejamos longe de conseguir aquietar nossas mentes, isso sempre será um grande aliado.

Bom final de ciclo a todos e que venha um novo ano com muitas revelações e realizações.

 

Equipe CEMEP

Novembro Azul

A luta contra o câncer é uma causa a ser debatida diariamente. O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de sucesso no tratamento

 

Chegamos em novembro e desta vez vamos falar da saúde dos homens. O câncer de próstata tem grande importância quando falamos em prevenção e detecção precoce e é o segundo tipo de câncer mais incidente no homem, atrás apenas do câncer de pele (não melanoma). Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer) aproximadamente 68 mil novos casos devem ser diagnosticados este ano.

O aumento da expectativa de vida, assim como para outros tipos de câncer, faz aumentar sua incidência, mas as novas tecnologias ajudam a fazer diagnósticos mais precoces.

O câncer de próstata tem evolução silenciosa e os primeiros sintomas vão, portanto, aparecer quando a doença pode já não ser tão inicial. Os sintomas que devem ser valorizados são: dificuldade para urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou a noite e infecções urinárias e/ou prostáticas.

O urologista é o médico indicado para fazer este acompanhamento e os dois principais exames associados ao diagnóstico precoce são o toque retal e um exame de sangue, que dosa um antígeno produzido pelos tumores: o PSA (Antígeno Prostático Específico). Estes dois exames podem diagnosticar até 90% dos casos suspeitos para a doença.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir de 50 anos façam os exames de prevenção anualmente. Os homens negros, ou que tenham antecedentes na família devem começar a prevenção a partir dos 45 anos.

Uma dieta rica vegetais, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas. A atividade física feita por pelo menos por 150 minutos semanais, de moderada a intensa, manter o peso adequado à altura (IMC – Índice de massa corpórea), diminuir o consumo de álcool e eliminar o hábito de fumar também são fatores fundamentais.

Lembrem-se que a prevenção é fundamental. Conversem com as pessoas que estão ao seu lado.

Outubro Rosa

“A prevenção é pilar fundamental em qualquer doença.”

Estamos novamente em outubro, o mês escolhido para reforçarmos um assunto muito importante para as mulheres. Hoje sabemos que o câncer de mama é uma doença heterogênea e com padrão de comportamento distinto.

Estamos vivendo a era da biologia molecular e isso determina tratamentos individuais, quando levamos em consideração todas as características de cada caso. Existem medicações que atuam especificamente em cada variável da doença, assim como cada paciente se beneficia de determinado tipo de cirurgia. Em muitos casos e após o aparecimento de novos testes, houve diminuição da agressividade no tratamento. Hoje sabemos por exemplo, que a quimioterapia pode ser evitada em muitos casos.

O assunto é complexo e inclui avaliações multi e interdisciplinares. As várias especialidades médicas (cirurgião, oncologista clínico, radioterapeuta), assim como outras disciplinas (psicologia, fisioterapia, nutrição), são fundamentais para adesão e uma boa evolução do tratamento.

A psico-oncologia é uma especialidade da psicologia que acolhe e acompanha cada paciente num momento em que o planejamento de vida muda radicalmente. Entender esse novo momento que altera a estrutura não só do paciente, mas dos familiares e amigos é fundamental, alivia e melhora a evolução do tratamento.

Quando tiver dúvida de alguma alteração na mama, não deixe de consultar seu médico. O câncer de mama é uma doença curável para aproximadamente 80 % das mulheres, quando diagnosticado em fases iniciais e as novas estratégias de detecção da doença, aliadas a tratamentos cada vez mais precisos, tem mostrado aumento da sobrevida.

 

Dr. Ricardo Faure / Dra. Patrícia Pereira Faure

 

Setembro Amarelo

“Setembro Amarelo: mês de prevenção do suicídio. Conversar sobre o tema não estimula, pelo contrário: pode salvar uma vida!”

O “Setembro Amarelo” é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, criada no Brasil em 2015, pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). No dia 10 de setembro se comemora o “Dia Mundial de Prevenção do Suicídio”.

Este é um tema recorrente porque estamos falando da desistência de viver, que na grande maioria das vezes (90%), pode ser evitada. Qualquer ameaça ou tentativa de suicídio deve ser levada a sério e a ajuda e o apoio devem ser providenciados. Quem busca o suicídio, na realidade tenta se livrar da dor, do sofrimento, que de tão intenso, parece insuportável.

O comportamento suicida inclui:

  • Tentativa de suicídio:Um ato de autoagressão cuja intenção é a morte, que acaba não ocorrendo. Uma tentativa de suicídio pode ou não resultar em lesão.
  • Suicídio consumado:Um ato intencional de autoagressão que resulta em morte.

automutilação não suicida é um ato de autoagressão que não tem o intuito de resultar em morte. Tais atos incluem por exemplo a realização de arranhões ou queimaduras em alguma parte do corpo e a ingestão uma dose excessiva de algum medicamento não letal. A automutilação não suicida pode ser uma maneira de reduzir a tensão ou pode ser um pedido de ajuda por parte de pessoas que ainda têm vontade de viver. Esses atos não devem ser menosprezados.

Isolamento, mudanças de hábitos, perda de interesse por atividades que gostava, descuido com aparência, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e apetite, frases como “preferia estar morto” ou “quero desaparecer” podem indicar necessidade de ajuda.

As redes sociais, que são ferramentas do cotidiano, devem ser usadas com muita cautela. Até que ponto vale uma determinada quantidade de likes? O quanto a foto postada representa a vida real de cada um de nós? E o que estamos tentando mostrar ou esconder? Ou mesmo sermos aceitos? Isto tudo pode ser sinal de baixa autoestima.

A educação é muito importante. É preciso perder o medo de se falar sobre o assunto, estimular o diálogo, compartilhar informações e estar sempre próximo das pessoas de sua convivência para perceber mudanças de atitude.

Se você perceber que algum amigo pode estar deprimido, sofrendo repressão ou se isolando do convívio social, ofereça ajuda, apoio e atenção. Muitas vezes esta ajuda não chega até a pessoa que está querendo “desparecer”.

Pacientes com pensamentos suicidas devem ser encaminhados e tratados por médicos psiquiatras e psicólogos.

Não importa onde e nem em que momento da vida você parou, sempre é possível recomeçar.”

 Dra. Patrícia Pereira Faure / Dr. Ricardo Faure

  

 

 

 

Fonte: www.setembroamarelo.org.br

 

ATÉ QUE PONTO PODEMOS EVITAR AS DOENÇAS?

Um estudo divulgado nesta semana, por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), mostrou uma causa, que explica porque os ataques cardíacos coronarianos são tão comuns em seres humanos e são “virtualmente inexistentes” em outros mamíferos, inclusive nos nossos “parentes” chimpanzés.

Em algum momento entre dois e três milhões de anos atrás, nossos ancestrais “perderam” um gene chamado CMAH e suas funções foram desativadas. Essa característica foi passada até o Homo sapiens (200 mil anos atrás) e trouxe uma maior propensão a sofrer ataques cardíacos (Infarto agudo do miocárdio).

As doenças cardiovasculares são a maior causa de mortalidade no mundo (31% das causas) e a maioria destas mortes são por complicações da aterosclerose (“deposição de gordura nas artérias”); a ausência da CMAH impulsiona o desenvolvimento da aterosclerose e pode também contribuir para aumentar o risco de câncer de cólon e diabetes.

Embora exista uma série de fatores que aumenta o risco de ataque cardíaco (colesterol alto, sedentarismo, idade avançada, hipertensão, obesidade e tabagismo), em 15% dos casos de doença cardiovascular, o paciente não tem nenhum desses fatores. Seriam casos, apenas, de predisposição genética. Chimpanzés que foram criados em cativeiro e também com os fatores de risco listados acima, não apresentaram maior incidência dessas doenças.

Entre os nossos alimentos, a carne vermelha tem uma molécula em abundância, produzida por este gene, que por ser “estranha” ao homem causa uma reação imunológica, que pode causar uma reação inflamatória na circulação sanguínea e contribuir para o aparecimento da aterosclerose, sendo então um alimento prejudicial, principalmente se consumido em excesso.

Esse estudo pode ajudar a explicar por que os seres humanos são mais propensos a desenvolver complicações cardiovasculares em comparação com outras espécies, apesar de possuírem fatores de risco semelhantes e ajudar a desenvolver maneiras de combater a ausência deste gene.

Num momento em que muito se discute sobre meio ambiente, sustentabilidade e dietas sem proteína animal, devemos tentar diminuir o consumo de carne vermelha. Essa é uma medida que pode nos ajudar a melhorar nossa qualidade de vida.

 

Dr. Ricardo Faure                         Fonte: BBC.com – “O gene perdido” –

ALIMENTAÇÃO E QUALIDADE DE VIDA

Quando pensamos em qualidade de vida e longevidade, não podemos deixar de falar em nutrição e atividade física. Estes fatores são importantes para manutenção do peso e prevenção de doenças, entre elas, as cardíacas, metabólicas (diabetes) e do sistema nervoso.

A alimentação é o conjunto de hábitos e substâncias utilizado pelo homem para manter suas funções vitais, contribuindo para o desenvolvimento físico e intelectual e fazendo com que o corpo funcione em harmonia. As dietas são individualizadas e culturais e por isso, muito variáveis.

O intestino é um órgão importantíssimo, já que a qualidade da alimentação proporciona o equilíbrio da flora bacteriana, que se não estiver adequada (disbiose), pode desencadear doenças que vão de simples infecções até doenças alérgicas, auto-imunes e câncer. O intestino sofre processo inflamatório (colite) e passa a absorver de maneira inadequada.

Embora o padrão da microbiota (bactéria intestinais) seja estabelecido até os 2 anos, ele pode ser impactado por fatores da nossa alimentação diária que apresenta mais influência sobre a constituição desta microbiota, quando comparada aos fatores genéticos (57% vs. 12%).

Uma das dietas mais estudadas atualmente é a “dieta do mediterrâneo”, onde você deve balancear o prato com metade de frutas, verduras e legumes e a outra metade com carne branca, grãos e frutas secas. A carne vermelha e a gordura animal (saturada) devem ser reduzidas, assim como os produtos refinados (açúcar e farinha). Deve se dar preferência aos produtos menos processados (integrais e orgânicos).

Apesar de sabermos o que comer, muitas vezes somos “sabotados” por dietas da moda e nutrientes e produtos que prometem milagres.

 

A refeição deve retornar à mesa, deve ser um momento saudável nutricionalmente e uma troca entre familiares e/ou amigos. Aspectos assim são fundamentais para nutrir um estilo de vida realmente saudável.

 

Dr. Ricardo Faure

Fonte: Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição

Vacinas: Devo tomar?

A História das vacinas começou há cerca de 200 anos, quando Edward Jenner observou que as mulheres ordenhadoras de leite de vaca, que tinham se contaminado com a “vaccinia” ou varíola bovina, mantinham-se imunes à varíola humana, que era uma doença com alta taxa de mortalidade. A partir daí, foram realizados testes que comprovaram a eficácia da imunização, o que evitou a morte de milhões ou mesmo bilhões de pessoas até hoje. O nome vacina ficou então consagrado desde esta época.

Historicamente sempre houve resistência às campanhas e no Brasil não foi diferente. Em 1904 tivemos a “Revolta da Vacina”, que foi causada pela insatisfação da população contra a obrigatoriedade da vacinação posta em prática pelo sanitarista Oswaldo Cruz, a mando do presidente Rodrigues Alves.

Já foram desenvolvidas imunizações para várias doenças com alto poder de letalidade ou mesmo com sequelas incapacitantes, como a febre amarela e a poliomielite e certamente, isso determinou um forte impacto na redução da mortalidade por doenças infecciosas. Com exceção da água potável, nenhuma outra intervenção teve tanto impacto na redução da mortalidade e no crescimento populacional. A diminuição dos casos de determinadas doenças, faz a população diminuir a adesão à vacinação, o que pode causar novo aumento dos casos, como o que está acontecendo com o sarampo atualmente. O Brasil não tinha casos de sarampo desde setembro de 2016.

Assim como tudo na área da saúde, existe uma evolução contínua no desenvolvimento dos imunizantes, que em muitos casos já são feitos através de engenharia genética, o que diminui radicalmente os efeitos adversos (até os anos 80 as técnicas eram mais precárias). Diversas vacinas estão atualmente em desenvolvimento (HIV, Dengue, Zika, Malária) e existem recomendações de vacinação para cada idade segundo os órgãos responsáveis (OMS, Ministério da Saúde), que devem ser seguidas. Cada vacina tem o seu público alvo e sua relação risco/benefício e devem ser sempre realizadas, salvo em casos onde exista uma contraindicação. Consulte sempre um profissional de saúde. Previna-se

Dr. Ricardo Faure                      Fonte: Revista Ser Médico n° 85 ano 2018

“Abril Laranja” – Envelhecimento e animais de estimação

O mês de abril é dedicado à prevenção de maus tratos contra animais. O “Abril Laranja” foi criado pela Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (ASPCA) e a intenção é que as mais variadas organizações mundiais possam aderir e fortalecer a causa. Os maus tratos ainda são uma forte realidade no mundo todo.

O Brasil possui parâmetros legais para punir quem pratica agressões físicas, abandono ou tráfico de animais silvestres: a Lei 9605/98, art. 32, afirma: “Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime”.

Temos que ter muita responsabilidade ao adotar um animal, pois o mesmo se torna um “dependente” nosso, mas iremos ter inúmeros benefícios com a companhia deles.

Uma pesquisa divulgada na semana passada, realizada pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, revelou que o envelhecer pode ser mais saudável e mais feliz para quem tem um animal de estimação. Os dados mostram que 90% das pessoas, de 50 a 80 anos, que tem um animal de estimação como cão ou gato, dizem que os animais ajudam a aproveitar a vida e a se sentir amados. Além da diminuição do stress em 80% deste grupo.

Os “pets” modificam a saúde mental assim como a física. Animais como cachorro demandam um incremento na mobilidade (passeios, cuidados diários, cuidados com saúde) e a atividade física acaba contribuindo para melhorar o bem-estar emocional. As pessoas acabam se sentindo úteis num momento da vida em que isto pode começar a ser questionado mais a fundo. Problemas de isolamento social, solidão, depressão e ansiedade, evoluem de maneira melhor para 60% das pessoas que tem um animal.

Vamos proteger os animais. Eles são parte da nossa convivência!!!!!

 

Dr. Ricardo Faure                                    Fonte: O Estado de São Paulo

www.mundodosbichos.com

 

Você já ouviu falar de endometriose?

No mês de março temos a campanha de conscientização sobre esta doença.

O endométrio é a camada interna do útero que se prolifera mensalmente. Essa proliferação ocorre para que seja recebido o ovo (óvulo fecundado pelo espermatozoide). Quando não ocorre a implantação do ovo, o endométrio descama em forma de sangramento (menstruação).  Em algumas mulheres este tecido pode se implantar em regiões fora do seu local original e neste caso caracteriza a endometriose.

Os sintomas dependem da localização e da quantidade dos implantes, mas nem sempre o volume da doença determina a intensidade dos sintomas ou a gravidade da doença. Entre as principais queixas estão a cólica menstrual, dor na relação sexual e dificuldade para engravidar.

O diagnóstico final é feito por biopsia, geralmente por via laparoscópica. A história e o exame físico detalhados podem nos trazer importantes dados para a suspeita clínica e direcionamento para os exames subsidiários, que incluem exames de sangue e de imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética.

O tratamento deve ser “planejado” através do diagnóstico inicial e depende da idade, do antecedente obstétrico, do desejo de futuras gestações e do quadro clínico. Pode-se lançar mão de tratamentos clínicos que incluem drogas anti-inflamatórias, medicamentos hormonais como anticoncepcionais, dispositivos implantáveis e tratamento cirúrgico.

Os fatores protetores parecem ser gestações múltiplas, métodos de diminuição ou interrupção do fluxo menstrual como o uso de contraceptivos orais de baixa dosagem ou dispositivos implantáveis e exercícios físicos regulares.

Consulte seu médico regularmente. É importante uma avaliação minuciosa quando existem sintomas que sugerem endometriose.

Fonte: msdmanuals.com                             Dr. Ricardo Faure

 

Telemedicina – Um olhar para o “futuro”

Em 2018, o Plenário do Conselho Federal de Medicina (CFM) encerrou o ano aprovando a Resolução n° 2.227/18, que é um novo marco para o exercício da profissão no Brasil. O texto, elaborado após debates com especialistas, amplia as possibilidades de atendimento médico a distância e estabelece as primeiras regras, levando em consideração questões éticas, técnicas e legais.

A resolução, em seu artigo 1.º, define a telemedicina como “o exercício da medicina mediante a utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde”.

Não existe dúvida, que a telemedicina já está presente em nossa realidade há algum tempo, através de “consultas” por rede social, aplicativos, e-mail e mesmo por telefone, mas a velocidade de crescimento da tecnologia é exponencial e todas as profissões estarão sempre se reajustando e rapidamente.

O benefício para determinadas situações como segunda opinião de tratamento, avaliações que são monitoradas por aparelhos como determinação de tipo de deficiência visual, avaliações de exames de diagnóstico, além de cirurgias à distância são incontestáveis. A demora no atendimento em postos de saúde e hospitais é apontada como fator crítico no funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A finalidade da telemedicina pode beneficiar populações de cidades mais distantes, mas estas cidades precisam formar estruturas para viabilizar o projeto. Em muitos lugares a prioridade provavelmente nem é esta. Existem ainda diferenças culturais, que dificultam a comunicação médico-paciente.

A relação médico-paciente é sem dúvida um fator importante para o sucesso do tratamento. Em muitos casos, o olhar para cada pessoa, seu tom de voz, sua expressão e mesmo a característica de sua narração podem ser fundamentais para fazermos um diagnóstico. O cuidado com a informação que o médico recebe virtualmente deve ser muito bem avaliada. Tomar condutas nesta situação requer mais cuidado.

A medicina é uma profissão que exige ética acima de tudo.

A chegada da telemedicina é mais um avanço, mas como toda novidade que se incorpora em qualquer atividade humana, tem um período de adaptação, uma curva de aprendizado.

Precisamos contar com a honestidade, a coragem e a empatia das pessoas, para que a saúde seja de fato um direito da população, que novas tecnologias sejam aplicadas de fato em prol da saúde e não para interesses secundários. E que prevaleça sempre a intenção de curar, ajudar, aliviar…

 

Dr. Ricardo Faure                                             Fonte: Conselho Federal de Medicina

JANEIRO BRANCO – SAÚDE MENTAL

Iniciamos mais um ano e voltamos a falar sobre saúde mental e “qualidade emocional”. O fim do ano é época de reavaliação da vida e todos estão sempre voltados a resolver as pendências até a virada do ano, para iniciar um novo ciclo.

A campanha “Janeiro Branco” convida as pessoas a pensar sobre o propósito da vida, o quanto elas conhecem sobre si mesmas, quais são suas emoções e pensamentos e a qualidade dos seus comportamentos e relacionamentos.

Estamos vivendo um período de intolerância entre as pessoas, cada um se preocupando com seus problemas e diferenças. A alta competitividade desde o início da educação e a quantidade de informação levam as pessoas a adoecerem mais precocemente por “estafa”. Somado a tudo isso temos as redes sociais, que muitas vezes levam as pessoas a adoecerem por se preocuparem mais com a vida alheia do que com sua própria vida. Até que ponto é saudável “postarmos” nosso dia a dia e quanto disso é verdadeiro??

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o crescimento das taxas de depressão, doenças crônicas, ansiedade e mesmo suicídios, reflete o tipo de sociedade e relações sociais que a humanidade está vivendo e nos traz a coerência da campanha.

A prevenção do adoecimento emocional pressupõe reavaliação dos nossos objetivos e mudanças no estilo de vida.

Quem cuida da mente, cuida da vida!!

 

Dra. Patrícia Pereira Faure

Fonte: janeirobranco.com.br – OMS

Verão, Dieta e Saúde

Estamos próximos de mais um verão, estação que traz a ideia de entrar em ritmo de “preparo” do corpo. As roupas são menores e por isso a preocupação de estar “bem” com a silhueta. Aumentar atividade física, restringir alimentação, “tomar” sol, participar de confraternizações; será que estamos preparados para encarar esta mudança de rotina?

Nosso corpo tem uma capacidade de suportar esforço, de adaptação e de regeneração limitada e também diferente para cada pessoa, dependendo de suas características físicas e emocionais. O aumento de atividade física requer alimentação saudável e muito balanceada pois o corpo está canalizando mais energia para a parte muscular, que em muitos casos estava esquecida. Importante fazer uma avaliação cardiológica antes de iniciar, principalmente se faz muito tempo que você não faz ginástica.

O Sol é importante no início da manhã e final da tarde, mas em horários próximos ao meio dia acaba sendo prejudicial tanto na questão da radiação como também sendo um fator agressor que afeta nossa imunidade.

Finalmente temos a nosso favor o fato de estarmos de férias, ou no mínimo, num espírito de confraternização de final de ano e início de um ano novo com novas esperanças. Isso contribui bastante para aquietarmos nosso “stress”.

Temos que, finalmente, cuidar da parte nutricional, evitando qualquer tipo de dieta radical, pois isso é determinante para encararmos essa “maratona”. Temos que ter energia balanceada e na quantidade adequada.

Boas festas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

Dr. Ricardo Faure

A Aceleração da Maturidade – Qual a nossa influência nisso?

Puberdade é a fase da vida em que ocorrem modificações no corpo de uma criança, fazendo com que ela se torne adulta. Em meninas a puberdade ocorre entre 8 e 13 anos e o primeiro sinal é o surgimento do broto mamário e em meninos, entre 9 e 14 anos e o primeiro sinal é o aumento do tamanho dos testículos.
Nesta fase também surgem os pelos pubianos e axilares, o odor axilar, acne e aumento da oleosidade da pele. A primeira menstruação (menarca) ocorre em média dois anos depois do aparecimento das mamas.

Considera-se como precoce a puberdade que surge antes dos 8 anos em meninas e dos 9 anos em meninos.
A puberdade precoce é um problema que pode atingir crianças muito pequenas e necessita acompanhamento especializado para toda a família. Os casos de início do processo de amadurecimento ocorrendo antes da idade considerada “adequada” vem aumentando e sempre são objeto de estudo.

Estudo publicado recentemente mostra que as meninas são mais propensas agora, a desenvolver o broto mamário entre os 7 e 8 anos de idade. É mais um estudo que caracteriza o ritmo acelerado do desenvolvimento infantil.
A “causa” deste fenômeno é multifatorial e deve ser tratada de maneira individualizada.

A presença de substâncias contidas nos agrotóxicos e nos plásticos, assim como a alimentação mais rica em gordura e os alimentos mais processados podem causar uma alteração hormonal no corpo.

O stress da vida urbana, a cobrança por resultados desde o início e a quantidade de informações a que as crianças são expostas, assim como a erotização da mídia e a aceitação no ambiente escolar, contribuem para o amadurecimento precoce.

Além de todas as consequências físicas que os hormônios em excesso precocemente podem trazer, a vida pode ser mais complicada para quem tem a mente de uma criança, mas o corpo e comportamento de um adolescente. Isso pode produzir déficit de rendimento, de atenção e concentração. As crianças são exigidas para a vida adulta cada vez mais cedo e mais intensamente.

Grande aliada se torna a própria família que junto com os profissionais de saúde vão caracterizar as causas mais prováveis da puberdade precoce.

Dr. Ricardo Faure / Dra. Patrícia P. Faure

Fonte:  Sociedade Brasileira de Pediatria  

Outubro Rosa

Estamos novamente em outubro e não podemos deixar de falar sobre o câncer de mama e tudo que vem atrás deste diagnóstico.

O câncer é uma doença que afeta não só a própria pessoa, mas também seus familiares e amigos. A perspectiva muda radicalmente após o diagnóstico, uma mudança de planos sempre vai acontecer e neste momento o acompanhamento familiar e/ou profissional é muito importante.

O grande objetivo da campanha é a conscientização da necessidade de um diagnóstico precoce e de um tratamento eficaz, que aumentam muito as chances de cura.

Lembrar sempre dos sinais mais frequentes que são nódulos, retrações e vermelhidão na pele e secreção pelos mamilos. Os exames complementares como mamografia detectam as lesões antes mesmo de elas serem palpáveis, o que melhora ainda mais a chance de cura.

Estamos vivendo uma era onde os tratamentos para vários tipos de tumor estão se aperfeiçoando, as terapias estão mais selecionadas e individualizadas o que minimiza os efeitos deletérios do próprio tratamento e muitas vezes traz aumento de sobrevida. Recentemente, a publicação de um estudo mostrou que a quimioterapia não é necessária para um grande grupo de pacientes com câncer de mama. Mas, ainda existe um longo caminho a ser percorrido.

Hábitos de vida saudáveis (alimentação, controle do peso e atividade física) podem reduzir em até 28% o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama, assim como existe menor risco de recidiva (volta do tumor) nas pacientes tratadas de câncer de mama que mantiveram este estilo de vida.

Dr. Ricardo Faure
Fonte: INCA – Estado de São Paulo

SETEMBRO AMARELO – PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

Neste dia 10 comemoramos o dia mundial da prevenção ao suicídio, que é a consequência final de um processo que ocorre por uma combinação de fatores e depende de aspectos psicológicos e biológicos de toda a vida.

São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Os dados mostram que 17% dos brasileiros, em algum momento, já pensaram em tirar a própria vida e apenas 1% chegou a ser atendida em pronto-socorro, ou seja, temos uma visão limitada desta dimensão.

Segundo a OMS o crescimento das taxas de depressão, ansiedade, doenças crônicas, e mesmo, suicídios, reflete o tipo de sociedade e as relações sociais que temos vivido nas últimas décadas, associado aos valores que adquirimos da nossa educação e experiências de vida. Tudo isto vai nortear nossa história.

Para uma pessoa tirar a vida de maneira consciente e intencional normalmente ela deve ter chegado a um limite que considera insuportável. Momentos de tristeza extrema como perda do emprego, separação, morte de familiares devem ser momentos de maior vigilância.

Temos um papel fundamental como pais, irmãos, familiares e amigos no sentido de detectar sinais que indiquem a tendência ao suicídio. A família é na maioria das vezes o elo mais próximo e com maior facilidade para a percepção de “mudanças”. Difícil, mas importante detectarmos esses sinais, numa sociedade que está conectada o tempo todo, onde existe cobrança sempre para a perfeição e corre-se atrás de sermos bem-sucedidos a qualquer custo.

Fonte: Conselho Federal de Medicina

Dra. Patrícia Pereira Faure e Dr. Ricardo Faure

SEMANA MUNDIAL DA AMAMENTAÇÃO

Nesta primeira semana de agosto é comemorada a “Semana Mundial da Amamentação”. Este ato de amor, carinho e troca entre mãe e filho é único e deve ser amplamente estimulado. O ideal é que o recém-nascido seja amamentado exclusivamente com leite materno até os 6 meses de vida e que de alguma maneira o leite continue introduzido na dieta até os 2 anos de idade. O leite materno é totalmente acessível, vem na temperatura ideal, é digerido com mais facilidade que qualquer outro leite e é “gratuito”.

No mundo todo, a cada ano, mais de 10 milhões de crianças com menos de cinco anos morrem de doenças que podem ser prevenidas e tratadas. Existem vários tipos de prevenção e tratamento que reduzem mortes de crianças menores de cinco anos. A principal delas é o aleitamento materno até os seis primeiros meses de vida.

Além da nutrição e hidratação, o leite materno fornece anticorpos que são extremamente importantes, principalmente nos primeiros meses, já que o bebê ainda não teve tempo de tomar as primeiras vacinas. Desta maneira, a mãe fornece proteção contra várias doenças, por estar compartilhando anticorpos que ela possui. Esses recém-nascidos tem menor incidência de alergias, infecções pulmonares e intestinais.

Para as mamães, o aleitamento funciona como fator protetor, diminuindo incidência de câncer de mama, trazendo menos preocupações em relação a possíveis infecções do bebê e diminuindo risco de depressão pós-parto. Não podemos esquecer de um aspecto muito importante que é a interação mãe-bebê, que melhora aspectos cognitivos por ser um momento intenso de troca.

O ato de amamentar requer um aprendizado entre mãe e filho e no começo pode ser uma experiência não tão agradável, pois as mamas estão muito “cheias” de leite, podem ocorrer rachaduras nos mamilos e até mesmo infecções. O importante é que as pessoas próximas se envolvam no sentido de ajudar nesta iniciativa tão importante.

Dr. Ricardo Faure

Fonte: Globo.com – Ministério da Saúde

Tabagismo e a Saúde da Mulher

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Fumar provoca grandes danos à saúde. Além de causar graves doenças do sistema respiratório como bronquite, enfisema e câncer de pulmão, várias outras funções do corpo são afetadas pelo tabagismo.

A associação entre cigarro e câncer de pulmão é uma das relações “causa – efeito” mais fortes em saúde; outros tumores como bexiga, cabeça e pescoço e mesmo ginecológicos também são facilitados pelo uso do cigarro. Hoje sabemos, por exemplo, que o cigarro é um fator de contribuição para o desenvolvimento de câncer do colo do útero, ainda que o maior fator de risco para esse tipo de câncer seja a infecção por HPV.

Outros tipos de câncer como o de mama não tem uma relação muito bem estabelecida como fator de risco, mas mesmo nesses casos o cigarro funciona como facilitador de infecções mamárias de repetição (mastites).

Do ponto de vista ginecológico, o tabaco pode causar ainda ressecamento vaginal por lubrificação deficiente. Esse ressecamento pode afetar a vida sexual da mulher, como também prejudica o equilíbrio de sua flora vaginal, deixando-a mais propensa a corrimentos e infecções.

Podemos enumerar inúmeros problemas causados pelo hábito de fumar e por isso, incentivamos com afinco que nossas pacientes parem ou nem sequer comecem a fumar. Nos dias de hoje, há algumas opções de remédios e também profissionais de saúde que são especializados e podem auxiliar a abandonar esse hábito tão prejudicial.

Suicídio

Suicídio sempre foi um tema polêmico e cercado de tabus, assim como o câncer, os transtornos mentais e as doenças infectocontagiosas. Hoje, não conseguimos mais “escapar” destes temas, porque estamos vivendo um momento em que as notícias são divulgadas, muitas vezes, em tempo real. Um assunto que antigamente era mantido entre quatro paredes, hoje é questão em constante discussão e inclusive existem séries na internet que abordam claramente o tema. O assunto é tratado com muito mais naturalidade e realmente deve ser, porque temos presenciado casos nas escolas dos nossos filhos. Onde estamos errando? Qual a nossa parcela de culpa e qual a parcela da sociedade? Como minimizar os efeitos que podem fazer uma pessoa tirar a vida?

Em 12 anos, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 – um aumento de quase 10%.

O Brasil é o oitavo país com maior número de suicídios no mundo (OMS – Organização Mundial da Saúde, 2014). Foram 2.898 suicídios de jovens de 15 a 29 anos em 2014. Nesta faixa etária, a taxa de suicídio é sempre um pouco superior em relação às outras idades (Waiselfisz, 2014).

Segundo a OMS o crescimento das taxas de depressão, doenças crônicas, ansiedade e mesmo suicídios, reflete o tipo de sociedade e relações sociais que a humanidade tem desenvolvido nas últimas décadas, associado aos valores que “adquirimos” da nossa educação e das experiências de vida. Tudo isto vai nortear nossa história.

O suicídio na juventude intriga profissionais de saúde, pais e professores pelo paradoxo que representa: o sofrimento num período da vida de descobertas, alegrias e amizades e não de morte. Segundo especialistas, o problema também está associado a fatores como depressão, abuso de drogas e álcool, além das chamadas questões interpessoais – violência sexual, abusos, violência doméstica e bullying. Existe também muita cobrança por competitividade, nota e sucesso.

Enfim, temos que cumprir um aprendizado contínuo e entendermos a dinâmica do mundo atual, para conseguir ajudar as pessoas que fazem parte da nossa vida. A educação tem um grande peso para garantir bem-estar, equilíbrio e qualidade de vida.

Dra. Patrícia Pereira Faure / Dr. Ricardo Faure

Fonte: Site – Globo.com

 

Dia das Mães

No Brasil, a comemoração do Dia das Mães ocorre no segundo domingo de maio. Essa data é sinônimo de afeto, carinho e consideração pela pessoa que nos acompanha em todos os dias da nossa vida. A mãe tem sentidos aguçados: enxerga coisas que são invisíveis, ouve ruídos que são inaudíveis, sentem odores que são triviais e sensações que são imperceptíveis por qualquer outra pessoa.

Mãe é a pessoa que está sempre supervisionando, corrigindo, ensinando, acolhendo, enfim, tentando dentro do seu universo, ensinar tudo que possa favorecer a sobrevivência da sua “prole”.

Quando a mulher opta por ser mãe, ela está abdicando de parte da própria vida. O recém-nascido exige dedicação integral da mãe nos primeiros meses. A amamentação associada à atenção de trocas de fraldas, banhos, horas de sono e mesmo a administração do “resto da vida” não é tarefa fácil.

O objetivo da mãe é sempre deixar frutos melhores e isso é sempre um desafio, considerando a evolução de cada geração, que traz sempre desafios de educação, por conta das diferenças que existem entre essas gerações.

Atualmente estamos vivendo um momento com menos tempo, muito trabalho e uma compensação desta falta de tempo, que é compensada com superproteção. Isso certamente afeta os filhos, que futuramente não saberão lidar com as frustrações, não terão autonomia e terão dificuldade para andar com as próprias pernas. As crianças, atualmente, têm muito estímulo e é uma tarefa árdua administrar este novo estilo de vida.

Mas, independentemente de época, as mães estão sempre presentes para acolher seus filhos. Ser mãe é algo sagrado, indiscutivelmente único.

Desejamos à todas as mamães, um reconhecimento por sua existência e por toda dedicação.

 

Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!!

ESPIRITUALIDADE E DOENÇA

A maneira como cada pessoa enfrenta as etapas de uma doença (diagnóstico, tratamento, reabilitação) e como ela lida com a possibilidade de morrer depende de características pessoais como personalidade, história de vida, núcleo familiar e nível sócio econômico cultural e espiritual.

Uma doença crônica, muitas vezes de evolução incerta (câncer, doenças autoimunes, doenças degenerativas), faz a pessoa procurar respostas sobre a vida:

– Quanto tempo ainda me resta?

– Fiz o que deveria e poderia até hoje?

– O que ainda devo resolver?

– Tenho a vida que gostaria?

Como é um assunto que vem sendo colocado em evidência mais recentemente, existe pouca literatura científica para este tema tão abrangente e muita polêmica em relação ao enfrentamento do câncer com auxílio espiritual. Estudos antropológicos atuais mostram que a visão religiosa está envolvida com o processo saúde-doença. Alguns estudos têm demonstrado associação positiva entre espiritualidade e enfrentamento da doença, diminuindo depressão, favorecendo maior adesão ao tratamento e consequentemente melhorando a qualidade de vida. Na visão mais elementar, a espiritualidade funciona como um facilitador na condução da doença.

A visão cartesiana que trata a pessoa com intervenções físicas e químicas padrão, para doenças com evolução incerta, deve sempre ser reavaliada. O bem-estar espiritual é uma das dimensões de avaliação do estado de saúde junto com as características corporais, psíquicas e sociais. O efeito da espiritualidade é relatado como fator de redução de stress psicológico durante todo o processo da doença e o bem-estar espiritual oferece proteção contra o desespero do fim da vida, trazendo paz e significado para este momento quando ele é inevitável.

Vale lembrar que a espiritualidade independe de denominações religiosas. É a busca pelo sagrado independente de ligação com instituições religiosas. Deve favorecer o amadurecimento pessoal e mostrar significado pela situação de vida. É universal e disponível para qualquer ser humano.

Vivemos numa sociedade que presta pouca atenção à alma. A espiritualidade faz a alma despertar colocando-nos diante do sagrado da existência humana, fazendo-nos seguir com dignidade e coragem o nosso destino. É um dos pilares que devemos considerar na condução do tratamento do paciente.

Dr. Ricardo Faure / Dra. Patrícia Pereira Faure