Humanização do paciente oncológico: Cuidados paliativos, bem-estar e sobrevida.

Quando se fala em cuidados paliativos, pensamos em pacientes em fase terminal de uma doença. Neste mês, um novo consenso da Associação Americana de Oncologia Clínica dos Estados Unidos prevê que as práticas voltadas ao conforto e qualidade de vida dos pacientes devem começar até oito semanas após o diagnóstico da doença avançada, e não apenas na sua fase final. Existem estudos que mostram que estes pacientes são encaminhados até seis meses após o diagnóstico de doença metastática. A intervenção precoce aumenta a sobrevida, melhora a qualidade de vida e minimiza os sintomas e efeitos colaterais causados pela doença.

Além disso, é muito importante acrescentar que os cuidados psicológicos devem estar presentes em qualquer fase da doença. Não devemos apenas pensar em doentes terminais ou que já estejam no limite de suas “forças”. Devemos ter uma mentalidade de apoio psicológico e acolhimento. O apoio e acompanhamento ao paciente contribuem para uma melhor evolução da doença. Existem momentos em que este acolhimento ocorre paralelo ao tratamento e existem momentos em que ele é peça fundamental para cuidar do paciente e da sua família. Esses cuidados ajudam também na preparação de uma possível perda para a família.

Devemos procurar as maneiras de conforto em qualquer doença que nos afete cronicamente. A melhora nos hábitos de vida e o apoio dos profissionais necessários em cada momento ajudam a melhorar a qualidade de vida e mesmo a sobrevida destes pacientes.

 

Fonte: O Estado de São Paulo

Dra. Patrícia Pereira Faure / Dr. Ricardo Faure