7 sinais que o corpo dá quando você para o anticoncepcional
Bastou menos de uma semana para a estudante Mariana Pereira Lopes, de 19 anos, sentir diferença ao parar na frente do espelho. Pelos aparecendo nos lugares errados, espinhas no rosto e nas costas começaram a brotar, além de um mau humor que a impedia de se sentir bonita até na sua roupa favorita.
Também não demorou muito para que ela lembrasse que a única mudança na rotina era ter cortado o anticoncepcional. Esses são alguns dos sete sintomas mais comuns no corpo de quem interrompe a medicação. “Eu achava que tudo isso era mito, mas vi que não. Engraçado que eu nem lembro de ter reparado as mudanças pra melhor”, conta ela.
A fase que Mariana chama de “medonha” a deixou tão encanada que ela nem quis aparecer na foto para esta matéria. “Só depois que eu voltar a tomar o remédio”. O ginecologista Roberto Cesar Nogueira Júnior, doutor em ginecologia endócrina, diz que acontece mesmo tudo isso e muito mais.
“O anticoncepcional traz uma série de benefícios, como diminuição do fluxo menstrual e melhora da cólica, da oleosidade e da acne”. Isso porque a medicação corta a testosterona, hormônio masculino que também é produzido pelas mulheres. Só que da mesma maneira que os benefícios aparecem rápido, eles também vão embora voando. “Quando o anticoncepcional é interrompido, seus benefícios também são”, explica o médico.
Paciência é fundamental
Para a endocrinologista Leticia Iervolino, é só imaginar que o corpo está acostumado a receber os hormônios prontos e, de uma hora para a outra, precisa retomar a produção que estava parada. “Nesse momento, o organismo tem de se adaptar às alterações hormonais. Esse tempo vai variar de mulher para mulher, e depende do anticoncepcional usado”. Antes de começar ou parar de tomar pílula é imprescindível procurar seu médico.
E é bom seu crush ser avisado sobre essa mudança, já que a especialista explica que cólicas e TPM podem piorar. “Como as mulheres são uma montanha-russa hormonal, essas variações de humor voltam com a interrupção da medicação. Devem piorar sintomas como instabilidade emocional, irritabilidade, tristeza, impulsividade, alterações do sono e dor de cabeça”, diz Leticia.
Por outro lado, tem boa notícia e num assunto pra lá de importante. No sexo, a coisa promete ficar boa! Vai rolar aumento da libido e da lubrificação vaginal, explica a especialista. “Isso acontece principalmente nas mulheres que estavam usando as medicações com efeito antitestosterona”.
O ginecologista Luciano Pompei, secretário geral da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo, diz que a diminuição do sangramento menstrual e a regularização desse ciclo também podem acontecer. “Algo que as jovens precisam saber é que todo medicamento tem benefícios e riscos. Por isso, é fundamental consultar um médico para buscar orientação. Além disso, o anticoncepcional não protege contra DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e Aids. É preciso usar camisinha”. Dito isso, não esqueça do preservativo!
Fonte: A Tribuna



