SEMANA MUNDIAL DA AMAMENTAÇÃO

Nesta primeira semana de agosto é comemorada a “Semana Mundial da Amamentação”. Este ato de amor, carinho e troca entre mãe e filho é único e deve ser amplamente estimulado. O ideal é que o recém-nascido seja amamentado exclusivamente com leite materno até os 6 meses de vida e que de alguma maneira o leite continue introduzido na dieta até os 2 anos de idade. O leite materno é totalmente acessível, vem na temperatura ideal, é digerido com mais facilidade que qualquer outro leite e é “gratuito”.

No mundo todo, a cada ano, mais de 10 milhões de crianças com menos de cinco anos morrem de doenças que podem ser prevenidas e tratadas. Existem vários tipos de prevenção e tratamento que reduzem mortes de crianças menores de cinco anos. A principal delas é o aleitamento materno até os seis primeiros meses de vida.

Além da nutrição e hidratação, o leite materno fornece anticorpos que são extremamente importantes, principalmente nos primeiros meses, já que o bebê ainda não teve tempo de tomar as primeiras vacinas. Desta maneira, a mãe fornece proteção contra várias doenças, por estar compartilhando anticorpos que ela possui. Esses recém-nascidos tem menor incidência de alergias, infecções pulmonares e intestinais.

Para as mamães, o aleitamento funciona como fator protetor, diminuindo incidência de câncer de mama, trazendo menos preocupações em relação a possíveis infecções do bebê e diminuindo risco de depressão pós-parto. Não podemos esquecer de um aspecto muito importante que é a interação mãe-bebê, que melhora aspectos cognitivos por ser um momento intenso de troca.

O ato de amamentar requer um aprendizado entre mãe e filho e no começo pode ser uma experiência não tão agradável, pois as mamas estão muito “cheias” de leite, podem ocorrer rachaduras nos mamilos e até mesmo infecções. O importante é que as pessoas próximas se envolvam no sentido de ajudar nesta iniciativa tão importante.

Dr. Ricardo Faure

Fonte: Globo.com – Ministério da Saúde