Um Alivio para o Coração

A OMS (Organização Mundial de Saúde) pretende reduzir as mortes por doença cardiovascular em 25% até 2025, na tentativa de minimizar as sequelas causadas principalmente pelo IAM (Infarto Agudo do Miocárdio) e pelo AVC (Acidente Vascular Cerebral), conhecido também como “derrame cerebral”. A Federação Mundial do Coração elaborou um plano contra os fatores de risco que acometem o sistema cardiovascular.

A proposta é combater o tabagismo, o alcoolismo, o colesterol alto, as arritmias e o estresse, que seria uma prevenção primária e como prevenção secundária tentar evitar os “eventos” na população de alto risco (antecedentes familiares, hábitos e estilo de vida).

Uma das ações seria conscientizar a população dos malefícios do cigarro; aproximadamente 10% da população é fumante e o cigarro mata mais de 6 milhões por ano no mundo. Muito importante também seria combater a interferência da indústria do cigarro.

A Hipertensão Arterial (“pressão alta”) é outro ponto de total atenção; ela responde por 45% das mortes por IAM e 51% das mortes por AVC, sendo responsável por 9 milhões de mortes por ano. É uma doença silenciosa e muitas vezes sendo descoberta, já com alguma sequela. Aqui as políticas de saúde pública são importantíssimas para a população poder ter acesso às unidades básicas de saúde no local da sua residência.

O conhecimento em medicina é obtido através de estudos clínicos que tenham rigor científico além da experiência de cada profissional. Apesar da limitação de alguns estudos pela própria dificuldade de elaboração e condução dos mesmos, existem dados robustos mostrando que estes fatores de risco são determinantes no aparecimento da doença cardiovascular. Devemos, portanto, adotar medidas para melhorar a qualidade de vida, os hábitos alimentares e sempre praticar atividade física.

Fonte: Revista Saúde – nº 418 – Ed. Abril

Dr. Ricardo Faure

Disfunções sexuais no climatério têm tratamento

A sexualidade feminina é muito caprichosa e multifacetada, abraçando componentes fisiológicos, psicológicos e interpessoais. Nesse contexto é relevante o papel das diferenças individuais, dos fatores sócioculturais, da aprendizagem e da idade.

1 Em uma parte significativa das mulheres ocorre a chamada disfunção sexual. Esse termo é utilizado para definir distúrbios sexuais, que provoquem sofrimento, que incluem o transtorno do orgasmo feminino, o transtorno do interesse/excitação sexual feminina e o transtorno da dor gênito-pélvica/penetração. 2 A disfunção sexual de curta duração pode provocar frustração e angústia, além de dor, em alguns casos. Quando crônica, essa disfunção de ordem sexual pode levar à ansiedade e a depressão, prejudicando relacionamentos ou criando problemas em diferentes áreas da vida da mulher 3,4 . As queixas sexuais são prevalentes durante toda a vida reprodutiva, mas durante o climatério as mulheres podem ficar mais vulneráveis à disfunção sexual feminina (DSF) devido à interação de vários fatores4 . Durante a transição menopausal e a menopausa ocorrem alterações hormonais que provocam diferentes efeitos nos órgãos genitais e no sistema nervoso central5 . Tudo isso sem contar os fatores físicos, psicológicos, sociais e relativos ao parceiro sexual, que influenciam a função sexual4,6 . As alterações hormonais, de fato, podem influenciar direta ou indiretamente a função sexual feminina5 . Os estrogênios são particularmente importantes na manutenção do tecido genital saudável. Além disso, a atrofia vulvo-vaginal causada pela deficiência de estrogênio na pós-menopausa leva ao afinamento do epitélio vaginal, à perda de elasticidade, ao aumento do PH vaginal, à redução da lubrificação e a alterações na sensação genital, assim como ao ressecamento vaginal e à dispareunia, sintomas muito comuns nessa fase7 . A atrofia vaginal tem um impacto significativo sobre o funcionamento sexual e pode afetar todos os domínios da função sexual, incluindo o desejo sexual8 .

O efeito das mudanças urogenitais da menopausa nas alterações da função sexual é bem conhecido. Em um estudo com 1858 mulheres com média etária de 58 anos, Kingsberg e cols verificaram que muitas mulheres sofrem silenciosamente com dispareunia (dor durante o ato sexual), principalmente por acreditarem que a atrofia vulvovaginal (VVA), como o problema é oficialmente conhecido, era apenas uma parte natural do envelhecimento e algo com que tinham que conviver. Essa condição VVA está relacionada ao afinamento e enfraquecimento dos tecidos vaginais devido a diminuição do estrogênio após a menopausa.9 Vários estudos estimam que aproximadamente cinquenta por cento das mulheres pós-menopáusicas sofrem com sintomas vulvovaginais relacionados, incluindo secura vaginal, irritação, dor durante a relação sexual e problemas com a micção9,10. Sintomas de VVA impactam na capacidade de alcançar o prazer sexual (75%), no relacionamento com parceiros (67%) e na espontaneidade sexual (66%). Apesar de 71% das participantes serem sexualmente ativas, houve diminuição de desejo sexual em dois terços dessas mulheres em consequência da atrofia vulvovaginal. 10

Com toda esta dor e desconforto era comum acreditar que as mulheres estariam procurando avidamente por ajuda para aliviar esses sintomas. Mas pesquisas recentes nos Estados Unidos e na Europa constataram que as mulheres frequentemente não relatam seus sintomas e, por consequência, não recebem tratamento. Há uma tremenda falta de comunicação em relação à questão do desconforto vaginal. A condição é usualmente “subdiagnosticada e subtratada” em mulheres mais velhas, graças a uma falta de comunicação entre médicos e suas pacientes na pós-menopausa.9,10

No estudo de Kingsberg e cols apenas 7% das mulheres usavam terapias prescritas para VVA (terapias de estrogênio local ou medicamento oral de moduladores seletivos do receptor de estrogênio), 18% eram ex-usuárias de terapias prescritas de VVA, 25% usavam inadequadamente o tratamento e 50% nunca tinham sido tratadas. A maior parte das mulheres (81%) não estava ciente de que a VVA é uma condição médica. Das mulheres que nunca utilizaram tratamento, 72% nunca tinham discutido seus sintomas com um profissional de saúde.10

Efeitos sistêmicos do climatério na função sexual
Além dos problemas urogenitais, durante a peri ou pós-menopausa, os efeitos sistêmicos da deficiência estrogênica podem piorar a função sexual nas mulheres11. Entre esses efeitos sistêmicos se encontram os sintomas vasomotores, a insônia, as alterações do humor e os sentimentos negativos que muitas vezes surgem12 .

Embora não se tenha uma exata compreensão do seu papel na sexualidade feminina, os andrógenos, produzidos na glândula adrenal e ovários, parecem ter importância no interesse e na excitação sexual13 . O nível de andrógenos circulantes declina gradualmente com a idade devido a uma redução da produção adrenal: os andrógenos circulantes em uma mulher de quarenta anos são a metade do que é encontrado numa de vinte14 .

A queda na produção hormonal, que afeta os receptores em vários sistemas do corpo, provoca, portanto, consequências na função sexual que variam de efeitos na função cognitiva à resposta genital local. Quando há uma queda abrupta na produção desses hormônios, como na menopausa cirúrgica ou quimioterapia, o efeito adverso na função sexual, especialmente no desejo sexual, é ainda mais significativo15 .

O desejo sexual hipoativo (DSH), ou seja, a redução desse desejo, foi o problema sexual mais prevalente identificado em estudo populacional em mulheres brasileiras de meiaidade, seguido pela disfunção da excitação e do orgasmo. O estudo identificou o DSH em aproximadamente 60% dessas mulheres e uma prevalência maior com o aumento da idade16. Registro de 1574 pacientes citou que 67,5% das mulheres estavam frequentemente ou sempre angustiadas pela falta de desejo sexual. Menos da metade dessas mulheres procuraram cuidados ou assistência profissional para seu DSH. Das que aceitaram tratamento hormonal, 7,6% estavam na pré-menopausa e 23,7% eram mulheres na pós-menopausa. Entre os motivos apontados para a falta de procura por cuidados se encontravam a falsa noção que diminuição do desejo sexual é uma parte inevitável do envelhecimento e o pressuposto de que não existe nenhum tratamento para as disfunções sexuais femininas. 17

Outros fatores da disfunção sexual
Existem evidências de que a função sexual é influenciada por fatores psicossociais, incluindo a qualidade do relacionamento interpessoal, o suporte social, o bem estar emocional, as doenças crônicas e a depressão 18, assim como a ausência de parceiro ou parceiro com problemas de saúde19 . No entanto, entre todos os fatores que afetam o desejo sexual feminino, o envelhecimento parece ser o mais significativo20. Além disso, as doenças crônicas, que aparecem com o envelhecimento e os tratamentos relacionados, podem afetar direta ou indiretamente a função sexual feminina, pela diminuição dos níveis dos esteróides sexuais, inervação e perfusão dos órgãos genitais femininos21. Não obstante, algumas mulheres pós-menopausa relatam um aumento na satisfação sexual. Isto pode ser devido a diminuição da ansiedade associada ao medo de gravidez. Além disso, nessa fase, muitas têm menos responsabilidades de criação dos filhos, permitindo-lhes relaxar e desfrutar de intimidade com seus parceiros.

Em relação ao parceiro sexual, estudos indicam a associação entre grau de intimidade emocional com o parceiro e satisfação sexual. Por outro lado, problemas sexuais do parceiro podem ter efeitos adversos na função sexual feminina. Assim problemas de disfunção erétil, por exemplo, podem levar à diminuição do desejo feminino. 22

No entanto, constatou-se que no decorrer do envelhecimento observou-se mudança na forma de expressão da sexualidade, assim como diminuição da frequência da atividade sexual, mas a satisfação sexual pode permanecer para a maioria das que continuam sexualmente ativas23 .

CONCLUSÃO
O conhecimento dos fatores que interferem na sexualidade feminina no climatério é de suma importância, uma vez que existem várias possibilidades de tratamento para os sintomas climatéricos. De maneira especial, deve-se considerar a relevância da atrofia vulvovaginal, não só pelos sintomas locais, mas como desencadeadora de distúrbios nos outros domínios da função sexual.

Referências
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2. American Psychiatric Association (2013) Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders: DSM-IV-TR. Washington, DC: American Psychiatric Association.
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4. Dennerstein L, Lehert P, Burger H, Guthrie J. Sexuality. Am J Med. 2005;118:59-63.
5. Goldstein I, Traish A, Munarriz R. The role of sex steroid hormones in female sexual function and dysfunction. Clin Obstet Gynecol 2004;47:471–84.
6. Valadares AL, Pinto-Neto AM, Osis MJ, Conde DM, Sousa MH, Costa- Paiva L. Sexuality in Brazilian women aged 4 0 to 65 years with 11 years or more of formal education: associated factors. Menopause 2008;15: 264-9
7. Levine KB, Williams RE, Hartmann KE. Vulvovaginal atrophy is strongly associated with female sexual dysfunction among sexually active postmenopausal women. Menopause 2008;15(4 Pt 1),661–66
8. Santoro N, Komi J. Prevalence and impact of vaginal symptoms among postmenopausal women. J Sex Med 2009;6:2133-42.
9. Kingsberg SA, Krychman M, Graham S, Bernick B, Mirkin S. The Women’s EMPOWER Survey: Identifying Women’s Perceptions on Vulvar and Vaginal Atrophy and Its Treatment. J Sex Med. 2017 Feb 12. pii: S1743-6095(17)30058- 9
10. Palacios S, Cancelo MJ, Castelo Branco C, Llaneza P, Molero F, Borrego RS. Vulvar and vaginal atrophy as viewed by the Spanish REVIVE participants: symptoms, management and treatment perceptions. Climacteric. 2017 ; 20(1):55-61.
11. Valadares AL, Pinto-Neto AM, Conde DM, Osis MJ, Sousa MH, Costa-Paiva L. The sexuality of middle-aged women with a sexual partner: a population-based study. Menopause. 2008 Jul-Aug;15(4 Pt 1):706-13.
12. Valadares AL, Pinto-Neto AM, Conde DM, Osis MJ, Sousa MH, Costa-Paiva L. The opinion of women on menopause and treatment of its symptoms. Rev Assoc Med Bras 2008; 54(4):299-304
13. Somboonporn W, Davis S, Seif MW, Bell R. Testosterone for peri- and postmenopausal women. Cochrane Database Syst Rev. 2012; 19(4):CD004509.
14. Zumoff B, Strain GW, Miller LK, Rosner W. Twenty-four-hour mean plasma testosterone concentration declines with age in normal premenopausal women. J. Clin. Endocrinol. Metab.1995; 80(4),1429–30
15. Basson R, Brotto LA, Petkau AJ, Labrie F.) Role of androgens in women’s sexual dysfunction.Menopause. 2010;17(5):962-71
16. Valadares AL, Pinto-Neto AM, de Souza MH, Osis MJ, da Costa Paiva LH. The prevalence of the components of low sexual function and associated factors in middle-aged women. J Sex Med 2011;8(10):2851-8.
17. Rosen R., Maserjian N., Connor M., Krychman M., Brown C., Goldstein I. (2012) Characteristics of premenopausal and postmenopausal women with acquired, generalized hypoactive sexual desire disorder: the hypoactive sexual desire disorder registry for women. Menopause 4: 396–405.
18. Abdo CH, Valadares AL, Oliveira WM Jr, Scanavino MT, Afif-Abdo J. Hypoactive sexual desire disorder in a population-based study of Brazilian women: associated factors classified according to their importance. Menopause. 2010; 17(6):1114-21
19. Gott M, Hinchliff S.. How important is sex in later life? The views of older people. Soc Sci Med 2003;56:1617-28.
20. Hayes RD, Dennerstein L, Bennett CM, Koochaki PE, Leiblum SR, Graziottin A. Relationship between hypoactive sexual desire disorder and aging. Fertil Steril 2007;87:107-12
21. Basson R, Schultz WW. Sexual sequelae of general medical disorders. Lancet 2007;369:409-24
22. Maseroli E, Fanni E, Mannucci E, Fambrini M, Jannini EA, Maggi M, Vignozzi L Which are the male factors associated with female sexual dysfunction (FSD)? Andrology. 2016 Sep;4(5):911-20
23. Gass MLS, Cochrane BB , Larson JC, Manson JE, Barnabei VM,Brzyski RG et al. Patterns and predictors of sexual activity among women in the Hormone Therapy trials of the Women’s Health Initiative. Menopause 2011; 18 (11): 1160-71

Fonte: Febrasgo

Como lidar com a menopausa de maneira tranquila

O corpo da mulher começa a se preparar para a menopausa entre os 45 e 55 anos. A menopausa é o nome que se dá à última menstruação e esta fase traz uma série de mudanças e adaptações ao corpo da mulher. Algumas mulheres, nesta fase, podem sentir alterações no organismo, que causam diversos sintomas, como ondas de calor, tonturas, palpitações, suores noturnos, distúrbios do sono, depressão, irritabilidade, irregularidade menstrual, diminuição da libido, entre tantos outros.

É fundamental que a mulher tenha o acompanhamento de um ginecologista nesta fase para aliviar o desconforto. Para ter qualidade de vida na menopausa, seguem algumas dicas no dia a dia:

  • Pratique atividades físicas, principalmente exercícios aeróbicos e de fortalecimento da musculatura
  • Converse com o seu médico sobre o consumo diário de cálcio.
  • Exercite seu cérebro em jogos de raciocínio e palavras cruzadas. Isso ajuda a reduzir o risco de perda de memória durante a pós-menopausa
  • Aprenda a ter bons hábitos de sono. Você sabia que a falta de sono pode contribuir para a confusão mental e baixa libido?
  • A reposição hormonal é um assunto de extrema importância para discutir com o médico. Faça uma lista com ele com os prós e contras sobre a terapia de reposição hormonal. Ela não é recomendada para mulheres em situação de risco para câncer de mama, trombose ou doença cardíaca

Queixas ocultas

A mulher madura também tem outras queixas e nem sempre ela tem coragem de desabafar. Falta de desejo sexual, falta de excitação, ausência de orgasmo e dor no ato sexual são comuns. A consulta com o ginecologista vai discutir aspectos tanto físicos quanto emocionais. Terapias hormonais podem auxiliar para o aumento da libido. Mas apenas um médico, após avaliação e até exames laboratoriais, é quem pode indicar.

Especialistas apontam que, muitas vezes, o próprio processo natural de envelhecimento causa desconforto nas mulheres.

O tratamento medicamentoso depende muito dos sintomas que a paciente relata, porém ele pode ser realizado também com antidepressivos, fitoterápicos e cremes vaginais, tanto hormonais quanto lubrificantes, que diminuem o ressecamento local.

Fonte: Febrasgo

Humanização do paciente oncológico: Cuidados paliativos, bem-estar e sobrevida.

Quando se fala em cuidados paliativos, pensamos em pacientes em fase terminal de uma doença. Neste mês, um novo consenso da Associação Americana de Oncologia Clínica dos Estados Unidos prevê que as práticas voltadas ao conforto e qualidade de vida dos pacientes devem começar até oito semanas após o diagnóstico da doença avançada, e não apenas na sua fase final. Existem estudos que mostram que estes pacientes são encaminhados até seis meses após o diagnóstico de doença metastática. A intervenção precoce aumenta a sobrevida, melhora a qualidade de vida e minimiza os sintomas e efeitos colaterais causados pela doença.

Além disso, é muito importante acrescentar que os cuidados psicológicos devem estar presentes em qualquer fase da doença. Não devemos apenas pensar em doentes terminais ou que já estejam no limite de suas “forças”. Devemos ter uma mentalidade de apoio psicológico e acolhimento. O apoio e acompanhamento ao paciente contribuem para uma melhor evolução da doença. Existem momentos em que este acolhimento ocorre paralelo ao tratamento e existem momentos em que ele é peça fundamental para cuidar do paciente e da sua família. Esses cuidados ajudam também na preparação de uma possível perda para a família.

Devemos procurar as maneiras de conforto em qualquer doença que nos afete cronicamente. A melhora nos hábitos de vida e o apoio dos profissionais necessários em cada momento ajudam a melhorar a qualidade de vida e mesmo a sobrevida destes pacientes.

 

Fonte: O Estado de São Paulo

Dra. Patrícia Pereira Faure / Dr. Ricardo Faure

Desejo sexual hipoativo

A sexualidade feminina está ligada a inúmeros fatores, cujo exercício pode, desde que insatisfatório, levar a frustrações também no relacionamento com o parceiro de modo mais amplo, que vai além da esfera exclusivamente sexual.

Hoje vamos abordar um problema frequente entre as mulheres, a falta de desejo ou libido, que os médicos chamam de desejo sexual hipoativo. Esta queixa é tida como a forma mais comum de disfunção sexual entre mulheres de todas as idades, com números que podem alcançar até um terço delas entre 18 e 59 anos no nosso meio.

Contrariamente à crença popular, os especialistas afirmam que a frequência de relações sexuais não tem relação com o desejo ou mesmo com a satisfação sexual pois não há um número de relações sexuais considerado “normal” e as variações são individuais ou até para cada casal, inclusive variando ao longo de anos de relacionamento. O importante é que ambos estejam satisfeitos com o desempenho e frequência.

Por outro lado quando uma mulher experimenta diminuição significativa no desejo e isto é frustrante para ela e interfere no seu relacionamento sexual e conjugal, estamos diante de uma mulher que precisa ser ouvida orientada e eventualmente tratada, com diagnóstico de desejo sexual hipoativo.

O importante nestes casos é investigar a origem do problema, seja ele físico ou psicológico para orientação do tratamento mais adequado. Além das questões sociais como estresse e cansaço em atividades profissionais desgastantes, traumas e medos por relacionamentos anteriores ruins e até agressivos (estupro ou abusos sexuais), insatisfação com sua imagem corporal, conflitos no próprio relacionamento com o parceiro, uso de drogas, álcool, fumo e medicamentos podem afetar o desejo. Não podemos esquecer que algumas doenças também podem interferir com o desejo e devem ser avaliadas por um médico.

O exercício adequado e satisfatório da sexualidade é importante na qualidade de vida e é neste sentido que a SOGESP levanta a problemática e incentiva, não só que as mulheres consultem um ginecologista mas também esclareçam suas dúvidas e discutam abertamente com ele seus problemas sexuais.

Fonte: Sogesp

Mulher madura: calores e suores

As ondas de calor ou simplesmente sensações de calor podem incomodar ao ponto de levar a mulher a tirar o casaco ou agasalho, mesmo no frio. Por isso as americanas, muito práticas, recomendam “dress in layer” — vista-se em camadas, para ir tirando uma peça e outra em situações inesperadas. Calores e suores podem ocorrer a qualquer hora do dia, na fase da perimenopausa, quando começam as irregularidades menstruais.

À medida que se aproxima o fim das menstruações, são mais freqüentes à noite, perturbando a qualidade do sono. A sensação de calor geralmente acorda a mulher, que além de sentir o desconforto às vezes chega a ficar com a roupa de dormir e os lençóis molhados de suor. Daí a denominação de suores noturnos. Os médicos classificam ambos como sintomas vasomotores. A sensação física de aquecimento moderado ou intenso é resultado da dilatação repentina dos vasos sanguíneos. O calor perdido em alguns minutos pelo corpo, nessa onda dilatadora, pode produzir frio ou suor intenso, em seguida.

A frequência dos fogachos, como se dizia antigamente, varia de uma ou duas ocorrências por semana até duas por hora. A duração média de cada episódio, segundo inúmeros estudos, é de quatro minutos. A máxima é de dez minutos. A aceleração dos batimentos cardíacos, ou palpitações costumam acompanhar os sintomas. Algumas mulheres chegam a sentir enjôo, dor de cabeça e tontura depois que eles passam. As sensações de fadiga, irritabilidade e ansiedade são consequências mais comuns da experiência dos fogachos, no cotidiano.

Não se sabe ao certo, até hoje, qual a origem dos sintomas, a não ser que têm a ver com o desequilíbrio na produção dos hormônios femininos e os ciclos anovulatórios (sem ovulação) que encerram o período reprodutivo feminino. Quando não há ovulação os níveis de estrogênios ficam elevados e a produção de progesterona cai por completo. A alteração no equilíbrio desses dois hormônios antes e depois da última menstruação afetaria o funcionamento do hipotálamo, o centro que regula nossa temperatura corporal. Daí o uso da reposição hormonal para acabar com os sintomas vasomotores. Existe uma variedade de medicamentos à base de fitohormônios, extraídos de plantas com propriedades hormonais como a soja, o yam mexicano, o trevo vermelho, mas eles funcionam quando os sintomas não são muito intensos. Os fitohormônios são menos potentes do que os hormônios sintéticos da terapia hormonal.

A intensidade e frequência das ondas estão associadas a fatores que podem ser, até certo ponto, controlados, por exemplo, com dieta, estilo de vida e controle do estresse emocional. Comer muita fibra e produtos derivados da soja e evitar o consumo de álcool, de alimentos condimentados ou à base de cafeína ajuda a conter a manifestação dos sintomas. Fazer atividade física aeróbica diariamente é fundamental para conviver melhor com eles. Evitar situações de estresse emocional frequente, por excitação, medo ou ansiedade, é providencial para reduzir a frequência dos calores.

Estudos recentes dão conta de que o desequilíbrio hormonal da menopausa afetaria a produção de endorfinas, substâncias químicas que controlam o humor e a sensação de prazer. E as emoções descontroladas são outro fator de risco para a experiência aumentada dos calores. O uso de substâncias antidepressivas tem se mostrado eficaz, em muitos casos, para neutralizar esse circuito de estímulos cerebrais negativos e atenuar os calores.

Fonte: Sogesp

Ganho de peso e alterações no corpo da mulher madura

A mudança nos níveis hormonais após a menopausa leva a alterações no formato do corpo. A tendência a partir dessa fase da vida é ganhar volume no abdome e perder nos quadris e coxas. A proporção entre gordura corporal e massa muscular ou magra também se modifica, mesmo em mulheres que mantiveram o mesmo peso ao longo da vida. Enquanto uma jovem de 25 anos, com 58 quilos, por exemplo, tem 27% de gordura na composição de seu peso, a mulher de 50 anos e mesmo peso terá 40% de gordura corporal.

Sem dúvida o estilo de vida e a dieta estão associados a essas alterações. Mulheres que levam vida sedentária e consomem mais calorias do que gastam podem sentir mudanças no formato do corpo já no início da década dos 40 anos, ou seja, bem antes da época da menopausa.

A prática de exercícios aeróbicos e de musculação é capaz de reverter essa tendência, além de melhorar muito a condição física das mulheres durante e após a menopausa. Atividades vigorosas como corrida, ginástica e levantamento de peso levam o músculo a exercer sobrecarga sobre o osso, o que estimula o processo de reconstituição óssea permanente de nosso esqueleto.

MUDANÇAS NO METABOLISMO
É preciso ter cuidado com as refeições para não engordar na maturidade. O metabolismo fica mais lento e as necessidades calóricas diminuem em média 2% ao ano. Mulheres entre 23 e 50 anos precisam de 1.600 a 2.400 calorias diárias (média de 2.000 calorias). Entre 51 e 76 anos suas necessidades caem para 1.400 a 2.000 calorias (média de 1.600 calorias). Um excesso diário de 200 calorias pode significar o aumento de 10 quilos no peso ao final de um ano.

A redução de 500 calorias no consumo diário pode levar a perda de cerca de 500 gramas de peso por semana. Mulheres que desejam perder peso, além de comer menos precisam queimar calorias por meio da atividade física; mas é preciso cuidado para não limitar exageradamente a quantidade de calorias consumidas no dia-a-dia.

Dietas com menos de 1.200 calorias diárias dificilmente fornecem as quantidades adequadas dos nutrientes essenciais. Os regimes drasticamente hipocalóricos, com menos de 600 calorias por dia, são contraindicados para mulheres em diade de pós-menopausa. Podem provocar disfunção cardíaca e levar ao infarto.

O correto é alimentar-se de maneira equilibrada, reduzindo a ingestão de calorias com refeições leves, pobres em gordura e açúcar e incorporando à rotina a prática de exercícios. Andar rápido triplica o gasto energético em relação ao que é consumido em repouso. Nadar vigorosamente aumenta o gasto calórico quatro a cinco vezes e subir degraus ou andar de bicicleta eleva em seis vezes o gasto calórico comparativamente ao que é consumido em repouso.

Fonte: Sogesp

Mulheres têm mais dificuldade em largar o cigarro

As mulheres, ao contrário dos homens, têm mais dificuldade em largar o vício do cigarro. Isso acontece, segundo o pneumonologista Luiz Carlos Corrêa da Silva, coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia, em decorrência de fatores hormonais, psicológicos e sociais. Segundo a última pesquisa da Vigitel 2013, do Ministério da Saúde, o número de ex-fumantes no país é maior entre os homens (26,0%) do que entre as mulheres(18,6%).

”A depressão é mais comum no sexo feminino, e a nicotina tem efeito antidepressivo, pois dá sensação de relaxamento, de bem-estar. Então, quando a mulher começa a tentar deixar o cigarro, ela pode passar por períodos de instabilidade gerados pela falta da substância no organismo. Portanto, ela tende a ter mais recaídas por causa da ansiedade. Tem também o vício psicológico,  porque ela pode ficar mais ansiosa e descontar na comida, o que leva ao aumento de peso. Entretanto, com orientação médica e atividade física é possível reverter esse quadro”, explica.

“Tem também a questão da autoafirmação, principalmente entre as mais jovens. Hoje em dia existe uma liberalidade maior, as mulheres fumam e bebem mais. Antigamente, elas fumavam escondidas. Isso ainda acontece, mas não é tão comum. Hoje, fumar é um ato mais social”, completa Silva.

Pesquisa recente feita pelo Centro de Referência e Tratamento do Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod) de São Paulo constatou que apesar de elas serem maioria entre os que buscam tratamento para abandonar o vício, as mulheres  têm mais dificuldade do que os homens em manter-se abstêmias. O levantamento foi feito com 500 pacientes que buscaram ajuda médica no Cratod. Do total, 63% eram mulheres. Por outro lado, enquanto 47% dos pacientes do sexo masculino já haviam conseguido ficar longos períodos sem fumar (mais de um ano), entre elas, essa taxa recuou para 34%.

O Hospital A.C. Camargo de São Paulo também fez um estudo do gênero com 6 mil pacientes que buscaram apoio para abandonar o vício. Segundo o levantamento, as mulheres tendem a usar o cigarro para diminuir sintomas de ansiedade e depressão, ao contrário dos homens, que na grande maioria das vezes fumam por prazer. Com isso, na hora de deixar o vício, uma série de fatores psicológicos entra em jogo.

A questão hormonal, principalmente para aquelas que estão entrando na menopausa, também interfere. O cigarro antecipa a menopausa, e nesse período, ainda de acordo com o especialista, o organismo da mulher sofre algumas alterações, como ondas de calor, suores noturnos, autoestima baixa e depressão, fatores que facilitam o apelo ao vício. Com o fim do ciclo reprodutivo, o corpo deixa de produzir estrógeno, o hormônio sexual feminino. Como a substância protege ossos e artérias, sobretudo, a falta de estrógeno deixa a mulher mais suscetível a doenças do coração.

“Além da questão da menopausa, é de extrema importância alertar as mulheres, principalmente as mais jovens, sobre o uso de cigarros e anticoncepcional. O uso dessas duas substâncias aumenta em 30 vezes o risco de trombose venosa profunda, que afeta os membros inferiores, gerando trombos que podem se desprender, cair na corrente sanguínea e ir para os pulmões, para o cérebro e outras regiões, causando derrame, por exemplo”, alerta o pneumologista.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), uma das evidências dos malefícios do cigarro no corpo da mulher são os casos de câncer de pulmão. Na década de 1940, esse tipo de tumor maligno era incomum entre as brasileiras. Já no último balanço, divulgado este ano, está em terceiro lugar no ranking de incidência, só atrás do câncer de mama e do de colo de útero. Estudos já constataram que 95% dos cânceres de pulmão ocorrem em pacientes com histórico de tabagismo.

Fonte: Drauzio Varella

O que acontece com os ossos na transição para a menopausa

Nosso esqueleto é formado de 206 ossos feitos da mesma matéria prima que dá sustentação a pele: as fibras de colágeno. Para formar os ossos, essas fibras interagem com os minerais que contém cálcio e, como qualquer tecido vivo, mantém-se em permanente reconstituição. Células denominadas osteoblastos e osteoclastos estão na origem desse processo dinâmico. As primeiras formam tecido ósseo novo e as últimas destroem o velho.Sem essa dinâmica nosso esqueleto estaria sujeito a lesões por fadiga ainda na juventude.

O processo de reconstituição é permanente,  mas o pico da densidade óssea é determinado no tempo. Ocorre por volta dos 30 anos. Até essa idade ganhamos mais osso do que perdemos. A partir de então, o processo se inverte e é preciso impedir que se instale a perda de massa óssea que caracteriza a osteoporose.Entre 30 e 40 anos a mulher perde 0,18% de osso esponjoso por ano — o tecido predominante nas vertébras, nos ossos da pelve e nas extremidades dos ossos longos e dos ossos chatos. Nos cinco primeiros anos após a menopausa, a perda passa a ser de 1,4% ao ano. Não é o fim do esqueleto, naturalmente, mas a desvantagem feminina é grande nessa área, pois as mulheres têm 25% a 30% menos massa óssea do que os homens e perdem 35% de osso compacto e 50% do tecido esponjoso ao longo da vida, enquanto os homens perdem menos da metade dessas porcentagens.

Correm mais risco de desenvolver osteoporose as mulheres que tem histórico da doença na família, as que são pequenas e magras, as fumantes e as que usam medicamentos à base de cortisona ou tomam hormônio para controlar o hipertireoidismo.

A prevenção da osteoporose na menopausa depende da dieta, que dever ser rica em cálcio, com suplementação desse mineral, quando necessário e também está associada com a prática de atividade física e a exposição ao sol. Para quem tem risco de desenvolver a doença o arsenal de medicamentos é amplo. Inclui, por exemplo, substâncias químicas não hormonais denominadas alendronatos ou risendronatos, que melhoram a dinâmica de remodelação óssea, previnindo a perda óssea ou reduzindo a atividade das células destruidoras de osso, os osteoclastos. Tais fármacos são de uma geração mais recente e não causam os distúrbios gástricos típicos da geração anterior dessa classe de drogas, conhecida como bisfosfanato.

Os moduladores seletivos de receptores de estrogênio são outra alternativa de tratamento. Os Selective Estrogen Receptor Modulators ou SERMs, como este medicamento é conhecido na abreviação do inglês, são fármacos que imitam a ação dos estrogênios sobre os ossos e o colesterol, mas sem causar os efeitos negativos desses hormônios nas mamas e no útero. Eles não podem ser usados por mulheres com risco de desenvolver coágulos ou trombos, ou que sofrem de doença no fígado.
Uma versão sintética do paratormônio PTH, uma substância fabricada naturalmente nas paratireóides (quatro pequenas glândulas que ficam no pescoço e regulam a disponibilidade do cálcio e do fósforo no organismo), é outra opção para o tratamento da osteoporose instalada. Feito com a tecnologia da engenharia molecular, o PTH sintético revelou-se capaz de formar osso novo, diferente dos outros medicamentos, que previnem ou contém a perda de massa óssea.

Para evitar que a osteoporose se instale é preciso cuidar da dieta, fazer exercícios e tomar sol. A vitamina D, metabolizada na pele, é uma espécie de chave que abre portas, do começo ao fim do ciclo de remodelação óssea: ela facilita a absorção do cálcio pelo intestino, dá o empurrão para sua entrada na corrente sangüínea e ainda ajuda a sua deposição final no osso.

O consumo de cálcio recomendado para quem tem 45 anos ou mais é de 1500 mg diários, o equivalente a um litro de leite. É óbvio que ninguém toma tanto leite assim, mas existem outros alimentos ricos em cálcio que podem compor esse cardápio como os peixes e sardinhas, os frutos do mar e as amêndoas e avelãs. Essas últimas são poderosas porque, além do mineral, contém fósforo em abundância, um elemento que favorece a melhor absorção do cálcio pelo organismo.

Adquirir o hábito de consumir alimentos ricos em cálcio bem antes da menopausa e exercitar os músculos quando ela estiver se aproximando, com atividades vigorosas como corrida, ginástica e levantamento de peso, é decisivo para atenuar a perda óssea na transição. O exercício leva o músculo a pressionar o osso, e essa ação simples, mecânica, estimula a formação de massa óssea. Como se não bastasse esse efeito, há que se considerar que quanto mais tempo viver, mais a mulher precisará dos músculos para proteger seus ossos frágeis e porosos.

Fonte: SOGESP

Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher

No dia 28 de maio comemora-se o “Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher”, que reforça a importância da prevenção e tratamento adequado das doenças mais comuns.É importante o envolvimento de cada serviço de saúde na disseminação de informações para conseguirmos sempre uma medicina de qualidade, tanto no sistema de saúde privado como no sistema público, buscando sempre um acompanhamento de excelência.

Com o aumento da expectativa de vida das brasileiras que são mais da metade da população, é importante que estejamos atentos à prevenção das doenças mais incidentes em cada faixa etária das mulheres.

O exame de Papanicolau tem a finalidade de detectar alterações pré-malignas no colo do útero e vagina. É de fundamental importância, pois as lesões mais iniciais são tratadas com técnicas mais simples e muito menos agressivas. Isto reduz drasticamente a mortalidade e quase sempre preserva a fertilidade da mulher.

Rastreamento do “câncer de mama” – Deve ser realizado através do exame clínico na consulta ginecológica de rotina e com a mamografia e ultra-sonografia, a partir de faixas etárias determinadas, dependendo dos fatores de risco de cada paciente. Exames adicionais podem ser solicitados dependendo dos resultados destes exames iniciais. Existe um aumento de incidência do câncer de mama pelo aumento do diagnóstico, aumento da expectativa de vida da população, piora da qualidade dos hábitos de vida (sedentarismo, má alimentação) e fatores reprodutivos (menor número de filhos, gestações mais tardias).

Densitometria óssea – A avaliação da massa óssea é fundamental numa população que está vivendo mais tempo e muitas vezes sem se prevenir em relação à perda de massa óssea. Hoje, além da alimentação em excesso (metade da população está acima do peso) e do sedentarismo, vivemos em ambientes automatizados o que requer cada vez menos esforço físico. Tudo isso contribui para que a mulher envelheça com um aumento da perda de massa óssea, principalmente após a menopausa. O exame de densitometria ajuda a detectar alterações que podem ser controladas através de medidas comportamentais e medicamentosas.

Exames bioquímicos (sangue e urina) ajudam a rastrear o funcionamento do corpo direcionando exames adicionais dependendo dos resultados.

Outros exames de imagem como radiografias, ultra-sonografias, tomografias e ressonâncias, entre outros, devem ser solicitados, dependendo da avaliação clínica feita no momento da consulta. O exame clínico é fundamental para determinar quais exames subsidiários vão ser solicitados.

Importante lembrar que cada pessoa tem uma história com seus antecedentes e deve ser avaliada individualmente para que possamos minimizar o risco de aparecimento de doenças, proporcionando melhor qualidade de vida.

Dr. Ricardo Faure

Benefícios da atividade física na saúde feminina

A prática regular de atividade física sempre esteve ligada à imagem de pessoas com o corpo em forma. Mas, hoje, já se sabe que outros benefícios do fitness se manifestam em todos os aspectos do organismo, desde a parte psicológica até o fortalecimento dos ossos e das articulações, especialmente para a mulher.

Quando uma pessoa inclui em sua rotina um programa de exercícios físicos bem planejados e estruturados, ela observa perda de peso e da porcentagem de gordura corporal, redução da pressão arterial em repouso, melhora do diabetes, diminuição do colesterol total e aumento do HDL-colesterol (o “colesterol bom”). Todos esses benefícios auxiliam na prevenção e no controle de doenças, sendo importantes para a redução da mortalidade associada a elas. Na vida da mulher moderna esta prática é essencial, uma vez que a demanda da vida diária torna imperativo que se alcance e se mantenha um nível satisfatório de potência aeróbica, força e flexibilidade.

Uma boa caminhada, por exemplo, pode oferecer efeitos significativos na saúde feminina, pois se trata de um exercício físico extremamente importante para a melhora de diversos aspectos no corpo da mulher, quando praticado pelo menos três vezes por semana e por mais de 30 minutos contínuos.

Os benefícios envolvem a melhora cardiovascular, não só por aprimorar o condicionamento físico, mas também por manter um bom controle da glicemia (açúcar no sangue) e diminuir o colesterol ruim. Há melhora da massa óssea, com contribuições para a prevenção da osteoporose, mais facilidade para emagrecer e diminuição nas chances de ocorrência de pressão alta.

Além isso, a produção de endorfinas, que advém do exercício aeróbico, proporciona sensação de bem estar, além de regularizar o ciclo hormonal na mulher. Com isso, as mulheres tendem a ter ciclos menstruais mais regulares, menos cólicas menstruais, menos efeitos relacionados à TPM, como dores nas mamas antes da menstruação e alterações de humor, e maior facilidade de engravidar, além do aumento da libido.

Exercício contra endometriose
Sabemos que mulheres submetidas a níveis elevados de estresse, especialmente as milhares que estão inseridas no mercado de trabalho e precisam cuidar da família, têm mais chance de ter endometriose, porque o estresse leva a uma diminuição da imunidade do organismo. Dessa forma, a atividade física pode contribuir até para a prevenção da endometriose, pois ajuda a controlar o estresse e o risco de desenvolvimento dessa doença. Além disso, a endorfina produzida atua diretamente no ovário diminuindo a produção do estrógeno que alimenta a endometriose.

Por isso, a regularidade na prática dos exercícios aumenta a longevidade, melhora o nível de energia, a disposição e a saúde de um modo geral, além de afetar de maneira positiva o desempenho intelectual, o raciocínio, a velocidade de reação, o convívio social. Traduzindo: há uma melhora significativa da qualidade de vida!

Fonte: Minha Vida

A importância do aleitamento materno

O leite materno é o alimento ideal para o seu bebê. Ele supre todas as necessidades nutricionais até os 6 meses de idade e protege a criança da desnutrição. Não existe leite materno “fraco” ou “aguado”.

O bebê deve mamar logo após o nascimento. O leite dos primeiros dias após o parto é chamado de colostro e oferece grande proteção contra infecções. Dizemos que o colostro é a “primeira vacina” do bebê.

A composição do leite materno fornece a água necessária para manter o seu filho hidratado, mesmo em temperaturas ambientais elevadas, está sempre fresco, encontra-se na temperatura certa e pronto para beber. Sua composição nutricional balanceada contribui para o crescimento e desenvolvimento adequado do seu filho.

Veja algumas vantagens de amamentar:

  • A criança amamentada ao seio estará protegida contra alergia e infecções, fortalecendo-se com os anticorpos da mãe e evitando problemas como diarreias, pneumonias, otites e meningites.
  • A amamentação é mais prática, mais econômica, e evita o risco de contaminação no preparo de outros leites.
  • A amamentação favorece o desenvolvimento dos ossos e fortalece os músculos da face, facilitando o desenvolvimento da fala, regulando a respiração e prevenindo problemas na dentição.
  • O aleitamento materno cria um vínculo entre a mãe e o bebê, proporcionando maior união entre eles. As crianças amamentadas são mais tranquilas, inteligentes e mais felizes.
  • A mãe que amamenta volta mais rapidamente ao seu peso normal. Reduzem-se os riscos de ter diabetes e infarto cardíaco.
    • A amamentação ajuda a reduzir a hemorragia após o parto e previne o câncer de mama e de ovário.
  • A mãe, ao oferecer o peito ao seu filho, transmite segurança, prazer e conforto. Ocorre liberação de hormônios – as endorfinas que aumentam a sensação de prazer e felicidade para a mãe que amamenta. Além disso, melhora sua auto-estima, ela sabe que o seu bebê está saudável porque está recebendo o alimento ideal: o seu leite!

O ato de amamentar é muito mais que oferecer nutrientes, é oferecer amor.

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

Brasileiras deixam saúde do coração de lado, diz pesquisa

As brasileiras cuidam da saúde ginecológica, mas deixam de lado a atenção com a saúde em geral, especialmente a cardiovascular. A análise é do presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM), o professor doutor Antonio Carlos Lopes, ao avaliar os resultados da pesquisa Mulher Coração, divulgada neste mês.

Segundo o médico, as doenças cardiovasculares na mulher já ultrapassam as estatísticas dos tumores de mama e de útero. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que elas correspondem a um terço das mortes no planeta, com 8,5 milhões de óbitos por ano – ou seja, mais de 23 mil por dia. Entre as brasileiras, principalmente as acima dos 40 anos, as cardiopatias chegam a representar 30% das causas de morte, a maior taxa da América Latina.

“É uma questão cultural. No passado, realmente as doenças cardiovasculares não afetavam tanto as mulheres. E é compreensível porque isso mudou: elas têm uma carga de trabalho pesada, vivem sob pressão para cuidar da família… Aliás, o sistema econômico familiar, hoje, depende delas. E há até aquelas que são responsáveis, sozinhas, por suas famílias”, lista Lopes, que continua: “Os problemas dos filhos são diferentes dos que as crianças tinham no passado. Tudo isso aliado à alimentação inadequada – com mais fast-food –, sedentarismo, tabagismo, obesidade e consumo excessivo de bebida alcoólica contribui para essa estatística”.

Detalhe: a pesquisa revela que 78,61% das entrevistadas têm histórico de hipertensão na família. E 69,65% delas contam com histórico familiar de doença cardiovascular, aumentando ainda mais as chances de ficarem doentes. “A genética não dá para modificar, claro, mas a mudança de hábitos é primordial para prevenir essas doenças”, reforça Lopes. Diabetes e alteração nas taxas de colesterol são outros fatores de risco importantes, assim como a chegada da menopausa e as terapias de reposição hormonal.

O pacote de bons hábitos inclui fazer uma atividade física regular, alimentar-se de maneira equilibrada (consumindo frutas, verduras e menos alimentos gordurosos), não fumar e evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, que têm impacto sobre a pressão arterial, além de manter o peso em dia. “O número de fumantes até caiu nos últimos anos no Brasil (na pesquisa, 14,14% informaram ser ou ter sido fumantes), mas, em compensação, as mulheres fumam mais agora do que no passado. E o alcoolismo entre elas aumentou (42,77% disseram beber)”.

Pelo fato de a mulher se consultar regularmente com o ginecologista (69,91% vão fazer check up uma vez por ano), Antonio Carlos Lopes recomenda que ela peça uma avaliação ao médico. “Ele não vai tratar dela, mas pode identificar os fatores de risco e encaminhar para um clínico ou cardiologista… Essa campanha Mulher Coração, que começou no ano passado, nasceu justamente da necessidade de informarmos a população feminina sobre a prevenção de doenças cardiovasculares. No Brasil, aproximadamente 30% dos acidentes cardiovasculares acontecem com mulheres. Assim, é de nossa responsabilidade divulgar as formas de identificar e evitar esses casos”, ressalta.

Fonte: A Tribuna.com.br

São Paulo tem lei que libera a presença de doulas em partos

Foi sancionado, em 23 de dezembro, pelo então prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o projeto de lei que permite a presença de doulas em maternidades municipais e hospitais privados contratados pelo município.

As doulas são profissionais que oferecem apoio emocional e conforto físico às gestantes. Elas ficam, agora, autorizadas a permanecer com as futuras mamães durante consultas, exames de pré-natal, pré parto, parto e pós-parto imediato, com seus instrumentos de trabalho.

Com a nova lei, a gestante ganha o direito a entrar na sala de parto com a sua doula e também com um acompanhante. A doula, no entanto, não pode fazer procedimentos e dar diagnósticos restritos aos profissionais de saúde, mesmo se ela tiver formação na área.

Implementação

A autora do projeto, vereadora Juliana Cardoso (PT), pediu empenho das doulas e ativistas em prol do parto humanizado para garantir a efetivação da medida. “Vai ter muita briga ainda dentro do hospital, porque a gente sabe que não é o fato da gente ter a lei sancionada que ela vai vigorar tão rápido. Vai depender muito mais de nós de estarmos juntos e organizados, dialogando, principalmente na Secretaria de Saúde”, disse durante a cerimônia em que foi anunciada a sanção da lei.

“Esse projeto foi a porta de entrada. Tem muito ainda o que fazer. Mas só o começo já foi incrível”, disse a doula Gabriela Gavioli. Entre as barreira para o acesso ao parto humanizado, ela destacou o alto custo dos serviços e da capacitação na área.

Para contornar esse problema, Gabriela destacou a formação oferecida por grupos como o Multiplicando Doulas, que não tem valor fixo, mas aceita a colaboração que a participante puder pagar. “Conseguiu pegar gente da periferia, que eram pessoas que eram excluídas pelo valor”, ressaltou sobre os resultados da iniciativa. Segundo ela, um curso de doula, com 40h de duração, custa entre R$ 1 mil e R$ 2,5mil.

A doula e psicóloga Débora Villanova também acredita que a nova lei trará benefícios às gestantes. “Eu já acompanhei parto de gestante em hospital público. Quando chega um determinado momento, ela precisa escolher entre a doula e o marido. Porque a doula não entrava, não tinha esse direito. Então, para mim, agora é incrível a doula poder entrar e não ser o acompanhante”, disse.

As práticas convencionais que, de acordo com Débora, imobilizam a mulher durante o trabalho de parto, dificultam os processos naturais do corpo. “O parto é um processo fisiológico horizontal. Então, quando você coloca a mulher sem se mexer e movimentar, esse parto acaba sendo mais difícil, doloroso e longo”, acrescentou, sobre a importância do acompanhamento de pessoas capacitadas em parto humanizado.

Fonte: Jornal do Brasil